quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Agência de Proteção Ambiental elimina limitação às emissões de gases com efeito de estufa nas centrais elétricas dos EUA
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Da "Salvação do Planeta" ao Petróleo na Foz do Amazonas: A Grande Contradição da Esquerda Extrativista
- Greenpeace Brasil: através das declarações da coordenadora da campanha de Oceanos, Mariana Andrade, a organização denunciou que a celebração do achado de crude no poço Morpho representa o"risco a ser vendido como conquista". A Greenpeace alertou que insistir na exploração petrolífera no mar na Foz do Amazonas ignora os pareceres técnicos do órgão ambiental, afasta o país dos compromissos do Acordo de Paris e ameaça diretamente o frágil Grande Sistema de Recifes da Amazónia.
- Observatório do Clima: a coligação das principais ONGA brasileiras classificou os avanços da exploração na Margem Equatorial como uma verdadeira "sabotagem à COP 30" e uma "escolha desastrosa" que destrói a autoridade moral da diplomacia brasileira. A rede relembrou que a insistência do governo em contornar a prudência ambiental viola o princípio da prevenção científica e contradiz as decisões dos tribunais internacionais sobre a urgência de travar a expansão dos combustíveis fósseis.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Todos gostamos do ambiente, mas o ambiente sai muito caro
- O potencial agropecuário português continua largamente por explorar, apesar de estar mapeado e quantificado. “O Concelho de Torres Vedras figura no Top 10 dos concelhos com maior produção de efluentes agropecuários”, exemplificou António Farracho.
- A aceitação social dos projetos depende da forma como são apresentados às comunidades. “Quando se chega a um território e se apresenta um projeto há sempre um fator de rejeição natural”, afirmou Nuno Pinto.
- Para Óscar Delfim, a produção nacional de biometano pode reduzir a exposição do país às flutuações internacionais do preço do gás. “Não estaremos sujeitos às acelerações de preços que têm sido fruto dos conflitos”.
- A indústria cerâmica enfrenta um risco real de perda de competitividade se não houver acesso a gás renovável a preços viáveis. “O problema que temos é um fator de competitividade”, alertou Paulo Pires.
- “A classificação dos resíduos como subprodutos é um passo essensial para desbloquear matéria‑prima para o biometano”, sublinhou Miguel Faria.
- A evolução do sistema energético não pode assentar em ilusões de substituição instantânea: exige convivência prolongada entre múltiplas fontes e uma gestão realista das limitações técnicas. “Neste processo de transição energética, temos de dar tudo para conseguir libertar‑nos deste uso que ainda fazemos do petróleo e do gás natural”, disse Nuno Ribeiro da Silva.
- “A regulação acompanha, mas não inventa políticas”, garantiu Mário Paulo. O regulador sublinha que o país precisa de soluções compatíveis com a sua estrutura industrial e que a transição não pode ignorar a história e o ritmo dos sistemas energéticos.
- Gabriel Sousa alertou que o biometano só avança se unir sectores que nunca trabalharam juntos. “Juntar energia, agricultura, resíduos, economia e indústria não é fácil, mas parece‑me absolutamente indispensável”.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Há um novo estreito em risco por causa da guerra entre Irão e EUA - trata-se do Estreito de Bab El-Mandeb : custos do comércio global podem disparar
sábado, 4 de abril de 2026
Miranda Sarmento quer taxar lucros extraordinários das empresas
sexta-feira, 6 de março de 2026
Invasão do Irão - a complexa teia de conflitos no Médio Oriente: um contributo histórico e teológico
- Arábia Saudita: considerada o "berço do Islão", abriga Meca e Medina. É a principal potência sunita no Médio Oriente
- Indonésia: o país com a maior população muçulmana do mundo, predominantemente sunita.
- Egito: sede da Universidade de Al-Azhar, a instituição de ensino sunita mais prestigiada do mundo.
- Turquia: embora laico é uma potência regional com uma longa tradição histórica sunita (herança do Império Otomano).
- Paquistão: possui uma das maiores populações sunitas globais.
- Nigéria: tem a maior população muçulmana da África Subsariana, maioritariamente sunita.
- Palestinos são maioritariamente sunitas.
- Líbano: não há um censo oficial recente, mas estima-se que os xiitas sejam o maior grupo religioso individual (cerca de 30-35%). Através do Hezbollah, os xiitas exercem um poder militar e político que muitas vezes supera o do próprio estado libanês.
- Iémen: cerca de 35-42% da população é Zaidita (um ramo do xiismo, como discutimos sobre os Houthis). Eles controlam atualmente a capital, Sanaa, e grande parte do norte do país.
- Síria: o país é majoritariamente sunita (70%), mas é governado pela família Al-Assad, que pertence aos Alauítas (um ramo minoritário e místico do xiismo). Por serem uma minoria xiita governando uma maioria sunita, o Irão é o seu aliado mais vital para se manterem no poder.
- Sunitas: acreditavam que o líder (Califa) deveria ser escolhido por consenso entre os membros da comunidade e os seus companheiros. Eles apoiaram Abu Bakr, um amigo próximo do Profeta.
- Xiitas: acreditavam que a liderança era um direito divino e deveria permanecer na linhagem direta do Profeta. Eles apoiaram Ali, primo e genro de Muhammad, afirmando que ele foi designado pelo próprio Profeta.
Grupo radical/País | Ramo Religioso | Principal Aliado |
|---|---|---|
Hamas (Palestinos) | Sunita | Irão (Apoio financeiro/militar) |
Hezbollah (Líbano) | Xiita (Duodecimano) | Irão (Alinhamento total) |
Houthis (Iémen) | Xiita (Zaidita) | Irão (Apoio militar/logístico) |
ISIS e Al-Qaeda (Arábia Saudita) | Sunita | EUA / Países do Golfo |
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
A UE tem um novo grande plano: substituir combustíveis fósseis por árvores. Nem todos gostam
domingo, 28 de setembro de 2025
Colonialismo Verde - transição energética enriquece bilionários e devasta países do Sul, segundo a Oxfam
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Combustíveis fósseis: Bruxelas diz que Portugal não cumpriu recomendações
sexta-feira, 18 de abril de 2025
Documentário de Werner Herzog - Lessons of Darkness (German: Lektionen in Finsternis)
Lessons of Darkness (Lektionen in Finsternis, 1992) é um dos documentários mais marcantes e estilizados do diretor alemão Werner Herzog. Em vez de adotar o tom jornalístico ou político tradicional dos meios de comunicação, Herzog aborda a destruição devastadora do Kuwait pós-Guerra do Golfo sob a perspectiva de uma ficção científica apocalíptica e poética.
A obra retrata os cenários desolados do Kuwait logo após o fim da Guerra do Golfo, quando centenas de poços de petróleo foram incendiados pelas forças iraquianas em retirada. Dividido em 13 capítulos, o filme quase não possui diálogos informativos ou dados geopolíticos. A narração hipnótica do próprio Herzog descreve a Terra como um planeta alienígena que sofreu uma catástrofe desconhecida. Através de planos aéreos majestosos, trilha sonora erudita com composições de Mahler, Wagner, Verdi e Grieg, e imagens impressionantes de bombeiros tentando conter os incêndios gigantescos, o filme transforma um desastre ecológico real em uma meditação sobre a autodestruição humana.
A inspiração real para a produção veio diretamente das notícias e coberturas televisivas do conflito entre 1990 e 1991. Durante a Operação Tempestade no Deserto, as tropas de Saddam Hussein incendiaram cerca de 700 poços de petróleo como tática de terra arrasada. Herzog viajou ao Kuwait imediatamente após o encerramento dos combates para registrar o cenário antes que o fogo fosse extinguido. No entanto, recusou o formato dos telejornais da época, como a cobertura em tempo real da CNN, optando por desprovê-lo de dados contextuais imediatos para elevá-lo a uma dimensão mítica e universal.
Para moldar essa atmosfera, Herzog utilizou diversas referências literárias, bíblicas e poéticas. O filme abre com uma citação impactante atribuída ao filósofo francês Blaise Pascal: "O colapso dos universos estrelados ocorrerá suavemente, como a criação, na grandiosa desolação". No entanto, Herzog admitiu posteriormente ter inventado a frase, utilizando-a como um recurso para preparar o público para o tom do filme - um exemplo prático do que o diretor conceitua como "Verdade Extática", onde a estilização ou fabricação de fatos busca alcançar uma verdade poética mais profunda. A estrutura narrativa evoca o tom profético do livro do Apocalipse, enquanto a estética se aproxima da ficção científica distópica de autores como H.G. Wells e J.G. Ballard, retratando os bombeiros e trabalhadores não como técnicos contemporâneos, mas como seres de um mundo agonizante.
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