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terça-feira, 23 de junho de 2026

Alterações climáticas estão a causar mais extinções locais de espécies em zonas temperadas

Salamandra-europeia (Salamandra salamandra)

As alterações climáticas estão a causar mais extinções locais de espécies nas regiões temperadas do que nos trópicos, revelou um estudo da Universidade do Arizona divulgado no dia 18 de junho.

Segundo os cientistas, a principal razão é que as regiões temperadas estão a aquecer mais depressa dos que as tropicais.

Os investigadores descobriram que 49% das espécies de regiões temperadas sofreram extinção local nas áreas mais quentes em que se encontram implantadas, em comparação com 33% das espécies tropicais.

O trabalho, publicado na revista científica ‘Nature Climate Change‘, abrangeu cerca de 5.100 espécies de animais e plantas e desafia as ideias de longa data relativamente às espécies que estão mais ameaçadas, de acordo com os autores.

Entre os objetos de análise, estão centenas de espécies de borboletas e besouros, centenas de peixes e aves, mamíferos, rãs, salamandras e lagartos e quase 3.000 plantas.

A investigação, apresentada como a maior análise já realizada sobre extinções locais de espécies impulsionadas pelo clima, baseou-se em levantamentos da biodiversidade em quase 40.000 locais no mundo e permitiu comparar registos históricos com dados recolhidos mais recentemente.

“Durante décadas, os cientistas acreditaram que as espécies de climas temperados eram menos vulneráveis às alterações climáticas”, disse o autor principal do trabalho, Gopal Murali, da Universidade do Arizona, Estados Unidos, citado em comunicado. “Estamos surpreendidos com os resultados”, admitiu.

Os novos dados revelaram-se consistentes em diferentes grupos de organismos, incluindo insetos, vertebrados, plantas e espécies marinhas e de água doce.

Outro autor sénior da investigação, John Wiens, afirmou ter publicado em 2016 um estudo com 976 espécies, utilizando o mesmo tipo de dados, mas com conclusões diferentes: “Mostrou o padrão exatamente oposto, com mais extinções locais entre espécies tropicais”.

“O mundo mudou desde 2016”, disse Wiens, referindo que houve mais aquecimento na zona temperada da Terra, especialmente em latitudes mais elevadas.

“É possível que o padrão se tenha simplesmente invertido nas últimas décadas, o que ajuda a explicar a mudança nos resultados. Verificamos que as extinções em regiões temperadas superaram as das regiões tropicais”, disse.

As extinções locais observadas não significam que a espécie inteira foi extinta em todo o mundo, mas demonstram que as populações não conseguem sobreviver à transformação das condições ambientais numa determinada região.

“Perdas semelhantes ao longo da área de distribuição de uma espécie podem levar à extinção da espécie como um todo”, precisaram os cientistas.

“Normalmente, as pessoas pensam que uma espécie se move, simplesmente, para uma zona mais fria quando o clima aquece. Mas descobrimos que mais de 70% das espécies não está a fazer isso”, revelou Wiens.

“No essencial, a vida e a morte da maioria das espécies pode ser determinada por essas extinções locais e pela capacidade de as populações conseguirem, ou não, sobreviver no próprio local”, concluiu.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Serra da Estrela ganha novo selo da UNESCO e passa a ter dupla proteção internacional


A Serra da Estrela foi integrada esta sexta-feira, dia 3 de junho, na Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, uma distinção internacional que premeia territórios que conciliam a conservação da natureza com o desenvolvimento sustentável

A Serra da Estrela passa a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, distinção atribuída pela UNESCO a territórios que conciliam "a conservação da natureza com o desenvolvimento humano sustentável", foi divulgado esta sexta-feira.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) adiantou, em comunicado, que a aprovação da candidatura foi anunciada hoje na 38.ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera (MAB), que decorre no Centro de Convenções Itaipu Roga, em Hernandarias, Paraguai, desde 3 de junho.

Com esta aprovação, Portugal passa a contar com 14 Reservas da Biosfera da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), lembrou o ICNF.

Já a Serra da Estrela passa a deter duas designações UNESCO para o mesmo território: o Geopark Global UNESCO, reconhecido em julho de 2020, e agora a Reserva da Biosfera.

"Os dois estatutos serão geridos de forma integrada, numa lógica de governança conjunta que permitirá otimizar recursos humanos, financeiros e materiais", referiu o ICNF.

De acordo com o instituto, a nova Reserva da Biosfera da Estrela abrange uma área total de 2.372,99 quilómetros quadrados (km²), distribuída pelos seis municípios do Parque Natural da Serra da Estrela, Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Covilhã.

A Reserva da Biosfera da Estrela está estruturada em três zonas complementares: uma Zona Núcleo onde se concentram os valores naturais mais relevantes (212,55 km²), uma Zona Tampão de mediação ecológica (679,65 km²) e uma Zona de Transição dedicada às atividades humanas sustentáveis (1.480,80 km², correspondendo a 62% da reserva).

A candidatura foi promovida pela AGE - Associação Geopark Estrela, com coordenação científica de Helena Freitas, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

O ICNF realçou que a iniciativa resultou "de um amplo processo participativo que envolveu autarquias, sociedade civil, comunidade educativa e organizações ambientais, tendo como base o Plano de Cogestão do Parque Natural, aprovado em novembro de 2024".

"Esta designação não é apenas um reconhecimento internacional, é um compromisso ativo com os objetivos globais de conservação da biodiversidade inscritos no Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, e uma oportunidade para afirmar a Serra da Estrela como referência nacional e internacional em práticas inovadoras de sustentabilidade e educação ambiental", salientou ainda o ICNF.

Já a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, realçou que o reconhecimento é "uma oportunidade para reforçar a sustentabilidade da Serra da Estrela, colocando a inovação e a educação ambiental ao serviço das comunidades e das gerações futuras".

Numa nota divulgada pelo ministério, Maria da Graça Carvalho destacou "o forte envolvimento dos autarcas e da sociedade civil, que tanto contribuíram para o sucesso do projeto, o papel da Associação Geopark Estrela, que promoveu a candidatura, e da professora Helena Freitas, que assegurou a sua coordenação científica".

Ler mais:
Serra da Estrela: Quo vadis biodiversidade?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Documentário - Côa Mais Selvagem (Wilder Côa)


O lado mais selvagem de Portugal. A premissa não podia ser melhor. O documentário de natureza “Côa Mais Selvagem” dá exatamente a conhecer o lado mais selvagem de Portugal que é esta região do Grande Vale do Côa. 

Acompanhe a entusiasmante viagem do rio Côa, que corre de sul para norte, surpreenda-se com as suas paisagens de perder de vista, conheça a vida selvagem que o rodeia e que a ele está a regressar, e saiba como a Rewilding Portugal está a renaturalizar todo este grande corredor de vida selvagem nos últimos cinco anos. Uma paisagem onde os processos naturais são repostos, o ciclo da vida volta a estar completo e funcional e onde pessoas e vida selvagem coexistem de forma positiva e duradoura. 

Vencedor de vários prémios internacionais: Gold Medal in Wildlife Conservation (International Tourism Film Festival Africa 2025); 1st place in Green Movie (International Disaster Film Festival 2025); Best DOP Documentary (Fest5 International Film Festival 2025) and Best Wildlife Documentary (Xposure International Photography Film Awards).

Realizador: João Cosme
Produção: Fernando Teixeira | Rewilding Portugal 
Voz: Ana Varela 
Estúdio: Rádio Cova da Beira
Financiamento: Rewilding Europe, ELSP, LIFE - Comissão Europeia

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

France Jodoin

France Jodoin (pintora Canadiana, nascida em 1961)
Estilo:
É uma artista contemporânea cujas obras se situam entre o impressionismo e o romanticismo europeu moderno.
A sua pintura tem um caráter etéreo e sugestivo, equilibrando representação e abstração, com cenas que parecem vista através de névoa ou luz difusa. 
Os temas muitas vezes evocam marinas, paisagens, cityscapes, flores, figuras e animais, sempre com uma sensação de tempo efémero e uma atmosfera poética. 

Técnica:
Trabalha principalmente com óleo sobre linho, aplicando a tinta de forma gestual e intuitiva, construindo e reconstruindo a imagem com pinceladas fluídas.
Também faz desenhos e gravuras, incluindo técnicas de aquitinta e sugar lift em gravura. 
O seu processo de pintura é instintivo e não preconcebido, permitindo que a obra se desenvolva organicamente no suporte. 

As suas composições convidam o espectador a construir narrativas pessoais, em vez de retratar lugares ou pessoas específicos.

domingo, 13 de outubro de 2024

Crise de dispersão de sementes pode afetar futuro das plantas na Europa


A dispersão de sementes é crucial para a persistência dos ecossistemas, mas as ameaças de extinção e alterações populacionais entre os animais que a realizam poderão impedir a recuperação das populações de plantas em declínio no continente europeu.

Um estudo da Universidade de Coimbra publicado na revista Science indica que 30% das espécies de plantas têm a maioria dos seus dispersores na categoria de elevada preocupação, noticiou na quinta-feira a agência Efe.

Os investigadores focaram-se na forma como a perda de espécies animais na região poderá afetar o processo de dispersão das sementes, uma vez que pouco se sabe sobre a forma como estas duplas dispersores-plantas são interrompidas pela perda de espécies.

A equipa, liderada pela investigadora Sara Beatriz Mendes, reviu a literatura sobre duplas de dispersão entre animais e plantas para reconstruir a primeira rede europeia de dispersão de sementes.

Um terço destas interações cruciais são altamente preocupantes, o que significa que as espécies nelas envolvidas estão listadas como quase ameaçadas, em perigo ou com populações em declínio, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Os dados indicam que cada espécie animal dispersou em média 13 espécies de plantas, enquanto cada espécie de planta teve em média nove dispersores, resume a revista.

O estudo "revela uma crise de dispersão de sementes em desenvolvimento na Europa" e destaca grandes lacunas de conhecimento em relação aos dispersores e ao estado de conservação das plantas cujas sementes são dispersas por animais, "o que exige um maior escrutínio e ação para conservar o serviço de dispersão de sementes", referiu a equipa.

Os investigadores reconhecem que existem lacunas significativas nos dados sobre as relações de dispersão, mas acreditam que as suas descobertas podem ser utilizadas para orientar os esforços de conservação para preservar as relações de dispersores de grande preocupação.

Este é o primeiro estudo abrangente sobre a vulnerabilidade das espécies dispersoras de sementes, realçou o investigador Daniel Montoya, do Centro Basco para as Alterações Climáticas (BC3), citado pelo Science Media Centre, uma plataforma de recursos científicos para jornalistas.

Os autores compilaram uma extensa base de dados de 11.414 interações entre 1.902 espécies de plantas e 455 espécies de animais dispersores de sementes, incluindo 283 aves, 85 artrópodes, 69 mamíferos, 11 répteis, 4 moluscos, 2 peixes e um verme anelídeo.

A perda da função de dispersão "reduz a capacidade de recuperação dos ecossistemas, um fator chave face à recente aprovação da Lei Europeia de Restauração", acrescentou Montoya.

O investigador salientou que os resultados do estudo podem subestimar a vulnerabilidade de algumas espécies dispersoras, para as quais não existe informação sobre as suas tendências populacionais e vulnerabilidade.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Transformando Tradições em Novos Ciclos


Hoje lembrei-me de África. Um super-continente riquíssimo de recursos naturais, mas politicamente cheio de regimes ditatoriais, milícias, refugiados, exploração e escravidão. Incontáveis os maus momentos, mesmo desumanos.
Quem vai a África fica marcado. Há uma sensação em nós que foi ali a diáspora do Homo Sapiens.
Os céus de dia são de um azul cobalto. Os céus de noite amplos e luminosos. Milhões de estrelas e galáxias.
O calor e o sorriso das gentes de várias tribos. Imensas lições de bondade e família quando regressamos.
O exotismo da fauna e flora também incluídos.
Os dias parecem demorar mais que 24 horas.
Porém as mudanças por uma democracia e autodeterminação dessas gentes são muito lentas e bem merecidas. Muito culpa nossa, o Norte Global e a China.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Santiago estuda o uso de "ervas" na pavimentação para controlar a temperatura e influenciar o clima urbano

O Consórcio de Santiago e a Universidade (USC) mostraram que as plantas que habitam os pequenos espaços entre as pedras podem baixar a temperatura do solo em mais de 20 graus



O arquiteto do Consórcio Santiago, Ángel Panero, caminhava pela Praça do Obradoiro em Santiago de Compostela durante o confinamento quando notou algo que não existia antes. A ausência de turistas e cidadãos havia incentivado a natureza a se mostrar sem limites e ervas daninhas e musgos brotaram entre as pedras. "A visão era quase a de uma pradaria", resume Panero numa conversa com elDiario.es. Dessa imagem nasceu uma investigação, da qual participa o Grupo de Análise e Conservação da Biodiversidade da Universidade de Santiago (USC) e que rendeu uma descoberta surpreendente: as plantas que crescem nas juntas entre as lajes conseguem reduzir até 25 graus o solo temperatura.

Nasceu uma investigação que visa responder a uma questão transcendental nestes tempos de mudanças climáticas e ondas de calor: é possível baixar a temperatura de uma cidade com pequenas plantas? Os primeiros resultados são promissores.

Miguel Serrano é professor do Departamento de Botânica da Universidade de Compostela. Em conversa telefónica com esta redação, explica que a primeira encomenda que o Consórcio lhes fez limitou-se à elaboração de um catálogo de plantas presentes nas pedras de Santiago. Os técnicos do Consórcio queriam saber se puxar a grama entre as pedras durante os processos de limpeza era o mais correto ou se essas hortaliças poderiam oferecer algumas vantagens na gestão de água, CO2 e oxigénio. O Consórcio de Santiago é um órgão participado pela Câmara Municipal, a Xunta e o governo central e uma das suas funções é proteger a reabilitação e conservação do centro monumental da capital galega e os tesouros que esconde.

A grande surpresa
O que eles não sabiam no Consórcio Santiago era que pesquisadores universitários estavam prestes a fazer uma grande descoberta. Por meio de uma câmara termográfica, obtiveram a comprovação de que as plantas alteram a temperatura da pedra sobre a qual se depositam. O professor Miguel Serrano resume assim: “Decidimos usar a câmara para ver o que encontramos. O pavimento nu marcava temperaturas de 55 graus e a surpresa foi ver que onde havia plantas muito pequenas estabelecemos diferenças de 25 graus com registros de apenas 30 graus ao sol”.

Os pequenos espaços verdes entre as pedras podem parecer insuficientes para mudar as coisas, mas não são. “Tem que pensar que tem 60 mil azulejos quadrados dentro do centro histórico. Se juntarmos todas as juntas que separam as pedras, ainda estamos falando de um campo de futebol verde no meio da cidade. Não é negligenciável”, diz o arquiteto Ángel Panero.

O professor Miguel Serrano também está animado com as possibilidades de que as mudanças de temperatura geradas pelas plantas no solo possam ser percebidas mais acima, onde nós humanos respiramos: “Obviamente tem que haver algum efeito que possa ser detectado pelo homem. Em que nível e em que magnitude é algo que temos que testar mais tarde.

Encorajado pela surpresa que a primeira termografia produziu, Serrano publicou um tweet com a descoberta que logo se tornou viral entre a comunidade científica: “Os alemães retuitaram e os ingleses enviaram para o prefeito de Londres. Tem feito bastante sucesso." Na mesma linha, Panero assegura: “Não conheço nenhuma cidade que esteja trabalhando em algo aparentemente tão inconsequente como juntas de pedra, mas todos estão fazendo coisas sobre a importância do verde para a saúde dos cidadãos. Isso é perfeitamente exportável para todo o mundo”.

Plantas lumpen
Os nomes científicos de algumas das plantas que afetam a temperatura da pedra são os seguintes: Sagina procumbens, Plantago coronopus, Poa infirma, Oxalis corniculata. O professor Serrano assegura que essas espécies sempre foram consideradas como “plantas de caroço”, cujo valor era ignorado e que, quase sempre, foram condenadas a desaparecer, desenraizadas pelos serviços de limpeza das cidades. Uma das características destas plantas é que não necessitam de água sob as raízes e conseguem viver em circunstâncias muito extremas e até suportar o tráfego de veículos ou os passos de vizinhos e peregrinos. Os pesquisadores Patricia Sanmartín, Jesús Aboal e Sabela Balboa trabalham na equipa de Serrano para estudá-los.

O projeto promovido em Santiago propõe uma mudança de paradigma estético e uma reflexão sobre a necessidade de dispensar a pedra excessivamente limpa nos centros históricos. Aqueles que, até recentemente, lutavam diariamente para polir a cidade, agora valorizam outro caminho: incorporar o microverde urbano como parte da paisagem. Ángel Panero é um deles: “O verde está associado à vida e ao bem-estar do ser humano. Foi isso que nos motivou a trabalhar uma ideia à qual damos importância porque os tempos em que vivemos estão a ensinar-nos que as pequenas coisas são muito bonitas”.

Fonte: El Diario

domingo, 27 de março de 2022

Ernst Haeckel – Ascidiae - Kunstformen der Natur – 1899


Ernst Heinrich Philipp August Haeckel foi um biólogo, naturalista, evolucionista, artista, filósofo e médico alemão que dedicou a vida a pesquisar a flora e a fauna, desde o topo das montanhas até o mais profundo dos oceanos. Defensor ardoroso e desenvolvedor das teorias evolucionistas de Darwin, Haeckel denunciou o dogma religioso, escreveu tratados filosóficos, obteve um doutorado em zoologia e cunhou termos científicos que passaram ao uso comum, incluindo ecologia, filo e células embrionárias..
O legado de Haeckel tornou-se ainda mais precioso por sua motivação não apenas de descobrir, mas também de explicar. Artista talentoso, criou centenas de desenhos, aquarelas e esboços detalhados de suas descobertas, e publicou-os em volumes que incluem várias coleções de organismos marinhos e o majestoso Kunstformen der Natur (Formas de Arte da Natureza). Como uma enciclopédia visual minuciosa de coisas vivas, o trabalho de Haeckel era tão notável por sua precisão gráfica e sombreamento meticuloso quanto por sua compreensão da evolução orgânica. De morcegos à água-viva, lagartos a líquens e aranhas a anêmonas do mar, Haeckel enfatizou as simetrias essenciais e a ordem da natureza, e encontrou beleza biológica até mesmo nas criaturas mais improváveis.
Ernst Haeckel nasceu em Potsdam, em 16 de fevereiro de 1834.

A Wikimedia Commons disponibiliza as 100 lâminas originais da obra Kunstformen der Natur de Ernst Haeckel, publicadas entre 1899 e 1904. A coleção completa está organizada por número de placa, permitindo visualizar e descarregar as ilustrações detalhadas de organismos marinhos e botânicos.

sábado, 1 de maio de 2021

Dia Mundial da Jardinagem Nua


Todos os anos, no primeiro sábado de maio, os jardineiros são incentivados a tirar suas roupas e cuidar de seus jardins nus, como a natureza pretendia.

Os proponentes de espírito livre da jardinagem nua geralmente são nudistas. Mas não são apenas outros nudistas que são encorajados a jardinar no lustre. É qualquer pessoa que deseja experimentar um vínculo mais forte com a natureza. Podem ser famílias inteiras, casais, clubes de jardinagem ou um grupo de amigos. E os jardins podem estar em qualquer lugar no quintal, no parque ou dentro de casa. Além disso, os jardineiros nus são incentivados a compartilhar as suas histórias com outras pessoas. Se eles decidirem partilhar suas fotos, é uma boa ideia ter as partes íntimas cobertas com folhagens, ferramentas de jardinagem ou outros adereços divertidos.

Existem muitos benefícios na jardinagem nua. Alguns desses benefícios incluem:
- Não custa nada.
- É uma atividade divertida e libertadora.
- Liga as pessoas ao mundo natural.
- Jardinar faz bem ao meio ambiente.
- Permite que os humanos sejam honestos com quem são

Você está pensando em tentar jardinagem nua? Nesse caso, existem algumas coisas que você não deve fazer. Por exemplo, você não deve plantar rosas ou fazer nada com cactos. Você deve evitar o uso de ferramentas elétricas. Definitivamente, fique longe de hera venenosa e não se esqueça do protetor solar!

Você pode ficar surpreso ao saber quantas pessoas participam desse dia. Se você for ousado, vá em frente e plante flores ou arranque o mato vestindo apenas seu terno de aniversário. O mais importante é manter o coração leve e se divertir. Você também pode encontrar maneiras criativas de tirar fotos e publicá-las nas redes sociais. Ao fazer isso, use #WorldNakedGardeningDay ou #WNGD .

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Plantas silvestres: dez tesouros que crescem na berma dos caminhos

Encontramos plantas silvestres nos caminhos e nas estradas e é injustamente que lhes chamam daninhas e infestantes. Essas ervas e flores são muitas vezes património da flora portuguesa, criam biodiversidade e ajudam o solo a ser mais forte. E também se podem comer, com benefícios para a saúde. Conheça uma mão cheia desses tesouros das bermas.


Nas últimas semanas, Fernanda Botelho tem repetido apelos para que não se cortem as plantas silvestres que, nesta altura, enchem as bermas dos caminhos e das estradas. Para que as roçadeiras municipais que limpam as estradas deixem estar ali esses tufos verdes, polvilhados de flores de várias cores, com formas mais ou menos conhecidas de todos, algumas delas bem presentes nas memórias de infância, como o popular dente de leão. “Chamam-lhes ervas daninhas, infestantes ou invasoras, mas essas plantas além de serem exuberantemente bonitas e criarem jardins naturais, servem de alimento a insetos polinizadores, pássaros, répteis, anfíbios e toda uma cadeia de biodiversidade onde nós também estamos incluídos”, refere a herbalista e especialista em plantas medicinais, autora de vários livros sobre o assunto, entre eles “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” (Dinalivro, 2015, PVP 20 euros).

Muitas delas são, além disso, comestíveis e detentoras de propriedades medicinais, além de serem tesouros da flora portuguesa. “Têm um nome botânico e pertencem a uma família”, sublinha. Podemos comê-las em saladas ou em estufados, cruas ou cozinhadas – como é o caso da mostarda brava, que se encontra por todo o lado. Estas plantas têm outras virtudes, sublinha Fernanda Botelho. “Servem muitas vezes para prevenir a erosão de solos ou melhorar a sua estrutura, com as suas raízes profundas, que servem para descompactar terrenos mais secos e argilosos”, assinala. Por fim, elas são também plantas forrageiras e azotantes, muito úteis para ajudar a terra em pousio a preparar-se para novas culturas.
“Nesta primavera covídica, tenho tido o imenso privilégio de desfrutar desta abundância de cores, formas, texturas, tamanhos e perfumes”, refere Fernanda, que passa muito tempo em caminhadas pela zona de Sintra, onde vive, e se dedica também a dar workshops sobre estas plantas, incluindo a chefs de cozinha que as utilizam nas suas receitas. Entre as muitas plantas comestíveis e com propriedades medicinais que se encontram nesses tufos bravios na beira dos nossa caminhos, Fernanda Botelho escolheu estas dez que descrevemos a seguir. “Podemos até transplantar algumas para o nosso quintal, se quisermos, para criar um jardim comestível”. Fica lançado o desafio… e ideias para enriquecer as saladas.

MOSTARDA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Sinapis arvensis

Linda e exuberante, é uma planta da família das Brasicaceae, a mesma das couves, da rúcula e dos nabos. “Podemos dizer que é um antepassado silvestre das nossas hortícolas domesticadas”, refere Fernanda. Isto significa que podemos comer as suas flores e folhas, cruas ou cozinhadas, e ainda as suas sementes. Por ser picante, estimula a digestão. A mostarda brava encontra-se na beira dos caminhos, onde tem a função muito útil de ajudar a fixar os taludes, graças às suas grandes raízes. As borboletas e as abelhas adoram esta planta de ramos altos.

PAPOILAS

Nome científico: Papaver rhoaes

São plantas da família das Papaveraceae, onde se inclui também a chamada “erva do betadine” ou celidónia. A sua delicadeza icónica, que todos conhecemos, tem outra utilidade além de ser apreciada: as semente e as pétalas das papoilas podem ser comidas ou usadas em infusões, graças aos seus efeitos antiespasmódicos e sedativos. No Alentejo, ainda é comum um chá de pétalas de papoila contra a tosse para ajudar as crianças a dormir, sublinha Fernanda. Ela sugere que se adicionem as pétalas a saladas e que se comam as sementes, tendo o cuidado de ingerir uma quantidade moderada (menos que uma colher de café, por exemplo) porque são opiácias. As pessoas com diverticuloses devem, contudo, evitar esta e outras sementes pequenas.

MALVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Malva sylvestris

“É muito comum e está particularmente exuberante nesta primavera covídica”, assinala Fernanda sobre as malvas – ou lavateras – que são grandes aliadas nas lavagens ginecológicas ou para bochechar para tratar aftas ou lavar os olhos inflamados. “Ela trata e alivia todo o topo de inflamações internas e externas”, refere a especialista. Mas também pode ser utilizada na culinária, já que se podem consumir todas as suas partes – como as flores, folhas, raízes e as sementes conhecidas por queijinhos, que têm um sabor semelhante a ervilha crua e textura de quiabo.

TANCHAGEM

Nome científico: Plantago sp

Existem várias espécies de tanchagem, planta de aspeto arisco muito comum nos campos. “Todos os Plantago são medicinais, comestíveis e deliciosos, com um sabor a cogumelo cru e bastante adstringente”, diz Fernanda, que sugere usar as folhas tenras em sopas e batidos. Era uma planta muito usada na Antiguidade: Alexandre o Grande designava-a de “governante dos caminhos” e os germânicos consideravam-na sagrada. É rica em sais minerais e ácidos gordos, tem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e diuréticas e fortificante dos vasos capilares. E é muito eficaz quando esmagada e aplicada diretamente sobre a pele em picadas de mosquito.

PILRITEIRO

Nome científico: Crataegus monogina

É também conhecida por espinheiro-alvar, esta árvore de médio porte e tronco espinhoso enquanto jovem, comum nas sebes e montes, que é muito rica em propriedades medicinais – e que podemos plantar facilmente no nosso quintal. As suas flores brancas e pequenas são comestíveis, tal como os seus frutinhos vermelhos – os pilritos – que podem ser usados para fazer geleias, marmeladas e sobremesas. Com as folhas, as flores e os frutos podem-se fazer infusões para tratar problemas de coração, como arritmias, insuficiência cardíaca, ataques de pânico e de ansiedade. Existem à venda, aliás, vários tipos de extrato de Crataegus.

URTIGA

Nome científico: Urtica sp

Apesar de mal amada por muitos, a urtiga é a planta preferida de Fernanda Botelho, que diz ser uma das ervas silvestres mais completas que existem, a nível nutricional. “Podemos fazer sopas, guisados, queijos, cerveja, sumos, pão e tudo o que a nossa imaginação quiser. Usam-se as folhas, as inflorescências e as sementes. Convém não incluir os caules nas sopas pois são demasiado fibrosos. Podemos desidratar as folhas e moê-las num moinho de café para polvilhar sobre os alimentos”, refere Fernanda. “As urtigas são tão importantes que existe mesmo uma Confraria da Urtiga em Fornos de Algodres, à qual pertenço, que celebra a urtiga em todas as suas vertentes, medicinais, comestíveis, hortícolas, tintureiras, no fabrico de fibras”, refere. Os romanos fustigavam o corpo com ela para estimular a circulação; e na Polónia e na Escócia faziam-se roupas, lençóis e toalhas de mesa com a fibra das urtigas, que é muito resistente. Usa-se para tratar anemia, reumático, gota, alergias de primavera.

ROSEIRA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Rosa sp

Integra a família das rosáceas, cujas flores são sempre comestíveis e adstringentes. Por essa razão, são úteis para tratar diarreia e para lavar e desinfetar feridas. “Na culinária, podem usar-se as flores mas sobretudo os bonitos frutinhos vermelhos que surgem no outono e são uma das maiores fontes de vitamina C disponíveis na natureza”, afirma Fernanda. Não é à toa que as rosas eram o ingrediente básico nos tratamentos de beleza da rainha egípcia Cleópatra e que o botânico e médico grego Plínio, o Velho, indicava 30 doenças tratáveis com rosas.

CHICÓRIA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Cichorium intybus

Tem alguns primos bem conhecidos esta planta da família das Asteraceae, onde se inclui o dente-de-leão e os girassóis. “É da raiz desta planta que se faz o café de chicória e as suas folhas tenras, assim como as flores de um azul delicado, também se podem comer”, diz Fernanda. Os antigos egípcios conheciam-na desde o ano 4000 a.C. -, comiam-na crua e usavam-na para tratar problemas hepáticos. No tempo dos faraós, misturava-se sumo de chicória com óleo de rosas e vinagre para aliviar dores de cabeça. Existe também em cor branca ou rosa, mas as flores mais comuns são as azuis. Prefere terrenos secos e argilosos e as suas raízes profundas ajudam a descompactar a terra.

SABUGUEIRO

Nome científico: Sambucus nigra

Pertence à família das Caprifoleaceae este arbusto ou árvore de médio porte, que prefere zonas húmidas e sombrias. As suas flores e frutos são muito apreciadas para fins medicinais e culinários. “As flores podem ser fritas com tempura, estilo peixinhos da horta, usadas em refrescos, champanhe, gelados e outras sobremesas, combina bem com pétalas de rosas”, sublinha Fernanda Botelho. A infusão da flor fresca ou seca ajuda a combater alergias, tosses, gripes e constipações, tem propriedades anti-inflamatórias e antivíricas. As suas bagas pretas são muito ricas em antioxidantes, vitaminas e sais minerais e apreciadas em geleias, doces e bebidas.

BORRAGEM

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Borago officinalis

“Diz o ditado que a borragem dá coragem, porque as suas sementes são usadas na extração de um óleo vegetal rico em ómegas 3, usado para fortalecer o sistema nervoso, cardiovascular e para melhorar problemas cutâneos”, refere Fernanda. Os jovens soldados romanos tomavam uma bebida de borragem quando partiam para as batalhas, para terem mais ânimo e coragem. As flores em forma de estrela são comestíveis, com sabor a lembrar o pepino, e Fernanda sugere usá-las também na decoração ou colocá-las em cubinhos de gelo para as conservar. As folhas tenras mais junto da base podem ser consumidas panadas ou adicionadas a sopas e guisados. É uma planta desintoxicante do organismo.

A HERBALISTA

(Fotografia: Nuno Antunes)

Fernanda Botelho estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez formações em Botânica, Fitoterapia e Pedagogia. Tem o curso de guia de jardim botânico da Universidade de Lisboa. É colaboradora do programa Ecoescolas e autora de uma coleção de livros infantis “Salada de Flores”, “Sementes à Solta” e “Hortas Aromáticas”. Publica anualmente desde 2010 uma agenda de plantas medicinais, escreveu “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” e “As plantas e a saúde”. Organiza passeios e workshops de reconhecimento de plantas a convite de várias associações, escolas e municípios. É uma das fundadoras do grupo Sintra sem Herbicidas. Participa em blogues e revistas e é convidada regular da RTP. Gosta de fotografar, escrever e comunicar. Tem um blog chamado Malva Silvestre.

Saber mais:

sábado, 16 de maio de 2020

Liberan colección de 2 millones de ilustraciones de plantas, hongos y animales para descarga gratuita

Si estás fascinado por la naturaleza y las ilustraciones botánicas, la Biblioteca del Patrimonio de la Biodiversidad te encantará.

Contiene la mayor colección de archivos e ilustraciones relacionados con la diversidad de la vida. (Enlace al final del artículo)

Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales
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Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales
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Dividida claramente en álbumes por publicación, la cuenta es un éxito sorprendentemente enorme para la organización, abriendo el mundo de la ilustración de la naturaleza a una nueva audiencia. Una inmersión en la galería de fotos muestra todo, desde volúmenes del siglo XIX sobre las aves de Australia hasta una extraña agrupación de ilustraciones de murciélagos. Y, por supuesto, están los botánicos. Las revistas francesas, alemanas, inglesas y sudafricanas han sido cuidadosamente exploradas, proporcionando una mirada fascinante a la biodiversidad que existe, o existió, en todos estos países.

Hongos, plantas, aves, frutas, medusas y más pueden encontrarse de forma digital y con descarga gratuita en su flickr. Ideal para exposiciones, carteles y eventos.

Si realmente quieres sumergirte en el mundo de la naturaleza y las ilustraciones botánicas, hay otra galería de fotos etiquetadas que contiene más de 2 millones de ilustraciones y fotografías. ¿Te preguntas cómo se vestían los apicultores en 1910? Lo encontrarás aquí junto con suficientes ilustraciones de plantas medicinales gloriosas para calmar tu sed de naturaleza.

Descarga aquí.

Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Jardins filtrantes: tratam rios, esgotos e resíduos industriais sem produtos químicos


A empresa francesa Phytorestore, detentora da marca Jardins filtrantes, é especializada no tratamento ecológico de água, solo e ar contaminados feito através das raízes de plantas locais e sem produtos químicos. Thierry Jacquet, fundador da Phytorestore na França, aplicou este tratamento na gestão do esgoto do bairro de Wuhan (China) e na limpeza de 3 rios também na China. Além disto, o método foi utilizado no tratamento de despoluição das águas do Rio Sena em Nanterre, Paris, na França.

O tratamento é através da fitorestauração, tecnologia em que as plantas são o principal agente de tratamento das contaminações. Além do tratamento, o projeto consiste em elaborar um paisagismo funcional, onde são criados espaços com o uso de vegetação local.

Deste modo, se confere funcionalidade adicional aos espaços verdes que além de espaços de lazer, captam a poluição através da ação radicular da vegetação, evitando que se poluam rios e canais da cidade.

Os jardins filtrantes e o paisagismo funcional: uma das principais características da tecnologia é UTILIZAR a raiz de flores e plantas para filtrar os poluentes químicos da água.Muitos tipos de plantas locais podem ser utilizadas, além de flores. No Brasil, de 30 a 40 tipos de plantas poderiam ser usadas como filtro, dependendo de sua capacidade de filtragem.

Com o tratamento com vegetação, a água pode ficar semi-potável, com aspecto de piscina e é possível CRIAR lagos com plantas aquáticas.
Para mais informações veja: Phyto Restore

domingo, 1 de julho de 2012

Dangers of Pesticides and Food Additives


Pesticides are substances or mixture of substances intended for preventing, destroying, repelling or mitigating any pest. Pesticides are a special kind of products for crop protection. Crop protection products in general protect plants from damaging influences such as weeds, diseases or insects. A pesticide is generally a chemical or biological agent (such as a virus, bacterium, antimicrobial or disinfectant) that through its effect deters, incapacitates, kills or otherwise discourages pests. 

Target pests can include insects, plant pathogens, weeds, molluscs, birds, mammals, fish, nematodes (roundworms), and microbes that destroy property, cause nuisance, spread disease or are vectors for disease. Although there are human benefits to the use of pesticides, some also have drawbacks, such as potential toxicity to humans and other animals. According to the Stockholm Convention on Persistent Organic Pollutants, 9 of the 12 most dangerous and persistent organic chemicals are pesticides. Pesticides are categorized into four main substituent chemicals: herbicides; fungicides; insecticides and bactericides. 

Food additives are substances added to food to preserve flavor or enhance its taste and appearance. Some additives have been used for centuries; for example, preserving food by pickling (with vinegar), salting, as with bacon, preserving sweets or using sulfur dioxide as in some wines. With the advent of processed foods in the second half of the 20th century, many more additives have been introduced, of both natural and artificial origin. With the increasing use of processed foods since the 19th century, there has been a great increase in the use of food additives of varying levels of safety. This has led to legislation in many countries regulating their use. For example, boric acid was widely used as a food preservative from the 1870s to the 1920s, but was banned after World War I due to its toxicity, as demonstrated in animal and human studies. 

During World War II, the urgent need for cheap, available food preservatives led to it being used again, but it was finally banned in the 1950s. Such cases led to a general mistrust of food additives, and an application of the precautionary principle led to the conclusion that only additives that are known to be safe should be used in foods. In the USA, this led to the adoption of the Delaney clause, an amendment to the Federal Food, Drug, and Cosmetic Act of 1938, stating that no carcinogenic substances may be used as food additives. However, after the banning of cyclamates in the USA and Britain in 1969, saccharin, the only remaining legal artificial sweetener at the time, was found to cause cancer in rats. Widespread public outcry in the USA, partly communicated to Congress by postage-paid postcards supplied in the packaging of sweetened soft drinks, led to the retention of saccharin despite its violation of the Delaney clause. 

In September 2007, research financed by Britain's Food Standards Agency and published online by the British medical journal The Lancet, presented evidence that a mix of additives commonly found in children's foods increases the mean level of hyperactivity. The team of researchers concluded that "the finding lends strong support for the case that food additives exacerbate hyperactive behaviors (inattention, impulsivity and overactivity) at least into middle childhood." That study examined the effect of artificial colors and a sodium benzoate preservative, and found both to be problematic for some children. Further studies are needed to find out whether there are other additives that could have a similar effect, and it is unclear whether some disturbances can also occur in mood and concentration in some adults. 

In the February 2008 issue of its publication, AAP Grand Rounds, the American Academy of Pediatrics concluded that a low-additive diet is a valid intervention for children with ADHD: "Although quite complicated, this was a carefully conducted study in which the investigators went to great lengths to eliminate bias and to rigorously measure outcomes. The results are hard to follow and somewhat inconsistent. For many of the assessments there were small but statistically significant differences of measured behaviors in children who consumed the food additives compared with those who did not. In each case increased hyperactive behaviors were associated with consuming the additives. For those comparisons in which no statistically significant differences were found, there was a trend for more hyperactive behaviors associated with the food additive drink in virtually every assessment. Thus, the overall findings of the study are clear and require that even we skeptics, who have long doubted parental claims of the effects of various foods on the behavior of their children, admit we might have been wrong."