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sexta-feira, 3 de abril de 2026

U2 - Easter Parade


A canção apresentada no vídeo é uma versão de "Easter Parade", um tema original da banda escocesa The Blue Nile, interpretado aqui pelos U2. No que toca ao estilo musical, esta peça afasta-se do rock de estádio mais convencional da banda irlandesa para mergulhar no Sophisti-pop e no Art Pop.

Trata-se de uma composição minimalista e atmosférica, onde impera uma sonoridade polida e elegante, muito característica da produção de finais dos anos 80 e início dos 90. A faixa assenta numa estrutura de Ambient Pop, privilegiando texturas suaves de piano e sintetizadores que criam uma envolvência etérea e quase hipnótica.

Do ponto de vista interpretativo, a música funciona como uma balada contemplativa. A voz de Bono assume um tom mais contido e vulnerável, focando-se na carga emocional e espiritual da letra. A presença de elementos litúrgicos, como a repetição da expressão grega "Kyrie Eleison" (Senhor, tende piedade) na secção final, reforça o carácter solene e devocional da obra, transformando-a numa espécie de hino moderno de cariz espiritual.

sábado, 19 de abril de 2025

Kyrie


Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
José Carlos Ary dos Santos (1936-1984)
in “A Liturgia do Sangue”, 1963
🎨 Carlos Aires (1974-), "Trinity", 2025, MACAM


Coelho da Páscoa: porquê um coelho?


Uma das versões que tem sido disseminada ao longo dos séculos, é a de que Maria Madalena teria ido antes do amanhecer de domingo ao sepulcro de Jesus de Nazaré levando consigo material para ungir o corpo. Ao chegar ao local, teria visto a sepultura entreaberta. Um coelho, que teria ficado preso no túmulo aberto na rocha, seria o primeiro ser vivo a testemunhar a ressurreição de Jesus. Por essa razão, ganhou o privilégio de ser associado à data. Na imagem, um vaso esculpido com grande habilidade há cerca de 8.000 anos perto do rio Eufrates, actual Síria. Boa Páscoa!
A peça encontra-se no Museum of Fine Arts Boston, EUA.

terça-feira, 2 de abril de 2024

O Serviço Militar ao Serviço de Quem?


Em contracorrente aos discursos da verdade única que os aparelhos de propaganda e manipulação nos transmitem, o professor Viriato Soromenho Marques publicou há dias no DN mais um texto de análise da realidade que vivemos e da que nos está a ser preparada.

Talvez esta análise crua tenha a mesma eficácia de uma pregação a um rebanho de cordeiros sobre os perigos que os aguardam com as celebrações judaicas da Páscoa, quando os pastores lhes estão a fornecer ervas tenras para a engorda, antes de os sacrificarem, mas vale a pena acompanhar o autor, para que os magarefes não se sintam pregadores evangélicos, incontestados vendedores de asas de subir aos céus. O texto tem por título “A Ocidente, uma desolada paisagem”. Começa por pedir que esqueçamos que há uma guerra europeia centrada na Ucrânia que se pode tornar mundial e que enfrentemos a dolorosa pergunta prévia: O que é o Ocidente e quais são os seus valores atuais? Isto é, digo eu: o que nos prometem a troco da vida dos jovens europeus e das ruínas das nossas casas? Começa o professor Soromenho Marques por relembrar que, de acordo com orientações estratégicas há muito públicas e publicadas e seguindo vozes autorizadas da Casa Branca e do Congresso, existe um saldo positivo de mais esta guerra para a oligarquia que governa os Estados Unidos, e que o que está em causa não é, nem nunca foi, a vitória da Ucrânia, muito menos a de uma Ucrânia livre e com um regime representativo do seu povo, mas sim usar aquele povo como aríete para enfraquecer a Rússia.

Viriato Soromenho Marques deixa claro a quem souber ler que a guerra na Ucrânia é um negócio e está a ser tratada pelos seus administradores como um negócio, com deve e haver, lucros e prejuízos. Os Estados Unidos fazem contas e concluem que a guerra é lucrativa para as suas elites financeiras e industriais e que, com os contratos já impostos à Europa para ela se “defender” de uma invasão russa, os lucros se prolongarão para lá do fim da guerra. Quanto à Rússia: Trinta anos (desde o fim da URSS) de estratégia de encostar a NATO às fronteiras da Rússia, sobretudo na Ucrânia, mas antes dela na Polónia e nos países bálticos, levaram, como estava previsto que levassem, o urso a acordar. Os EUA estavam preparados para lucrarem com o seu despertar.

As sanções, o ataque à exportação de petróleo e gás natural russo, o impedimento de mais oleodutos (sabotagem do Nordstream II), a fuga de cérebros, o fomento da instabilidade no Cáucaso, tudo isso estava prescrito num vasto documento que mais parece uma declaração de guerra: (Extending Rússia. Competing from Advantageous Ground, James Dobbins et alia, Santa Monica, CA, Rand Corporation). Nesse saldo positivo dos EUA, além da rotura dos laços entre Berlim e Moscovo, entra também o alargamento da NATO e a convicção de que a Europa vai aumentar duradouramente as compras em armamento norte-americano (quer ganhe Biden ou Trump), assegurando um grande negócio, nutrido com centenas de milhares de mortos e estropiados na Ucrânia, que se podem alargar a outras áreas e geografias na Europa e na Eurásia

“E que pensar da UE, a outra metade do Ocidente?” (Pergunta Viriato Soromenho Marques e esclarece: “Nunca a Europa sofreu, em tempo de guerra, com líderes tão perigosamente impreparados para governar. Em setembro de 2022, o triunfalismo, a presidente da CE (Ursula Von Der Leyen) troçava dos russos, dizendo que a eficácia das sanções obrigava Moscovo a usar os chips dos eletrodomésticos para fins militares. Hoje, um pânico antigo (“Vêm aí os russos”) percorre as capitais europeias. Basta ouvir o “valente” Macron, ou ler o apavorado Charles Michel.” Num artigo do El País de 29 de Março de 2024, Donald Tusk, um neoliberal que é primeiro ministro da Polónia, afirmava: “Estamos en una época de preguerra. No exagero”. Respondia assim ao primeiro-ministro espanhol, que na última cimeira europeia pediu que se baixasse o tom belicista.

Nesta linha dos apelos à guerra estamos a ser bombardeados com uma campanha de manipulação para reintroduzir o serviço militar obrigatório. Portugal cumpre o papel que lhe foi distribuído. Não é um acaso, nem uma inocente coincidência que no mesmo dia surjam notícias da defesa desta reintrodução através de declarações do chefe do estado-maior general das Forças Armadas, do chefe do estado-maior do Exército e até, pasme-se, do chefe de estado-maior da Armada, de uma Armada que, mesmo durante a guerra colonial, manteve a maioria dos seus efetivos profissionalizados! Da campanha escapou até ver o chefe do estado-maior da Força Aérea. Não haverá para já pilotos ou controladores de tráfego aéreo, meteorologistas ou mecânicos de aeronaves de recrutamento obrigatório! Do novel ministro da Defesa, o lusito Nuno Melo, espera-se sem surpresas que desembainhe a espada de pau e vá a Washington comprar o que der mais comissões e proporcione aos intermediários, com Paulo Portas como chave-mestra, o orgulho de Portugal possuir os melhores artefactos bélicos e de participar na primeira linha da defesa dos valores do Ocidente. Os discursos estão disponíveis no ChatGPT. Basta tocar na tecla Enter.

domingo, 31 de março de 2024

Kyrie, de José Carlos Ary dos Santos


Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.

Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.

Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.

Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.

Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!

Uma Boa Páscoa com Bach


Sublime. O que mais me emociona neste flashmob é que o ensemble mostra como esta música Pascoal vem do meio da nossa sociedade: não numa caixa de vidro celestial, mas de sapatilhas e com uma garrafa de refrigerante na mão. Podemos concluir que Bach, Mozart, Verdi ou qualquer outro compositor “clássico” escrevia a música pop não só da sua época, como pode ser tocada e cantada por jovens de hoje.

sábado, 30 de março de 2024

Canibalismo era um ritual fúnebre comum na Europa há 15 mil anos, segundo estudo

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Sítio fúnebre de Herxheim, Alemanha

O canibalismo era uma prática funerária rotineira na Europa há cerca de 15 mil anos, quando as pessoas comiam os seus mortos não por necessidade, mas sim como parte da sua cultura, de acordo com um novo estudo.

Embora os pesquisadores tenham encontrado anteriormente ossos roídos e crânios humanos que foram transformados em taças na caverna de Gough, na Inglaterra, um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews sugere que este não foi um incidente isolado.

A pesquisa se concentrou no período Magdaleniano do final do Paleolítico Superior. Os magdalenianos viveram há cerca de 11 mil a 17 mil anos.

Especialistas do Museu de História Natural de Londres analisaram a literatura para identificar 59 sítios magdalenianos que contêm restos humanos. A maioria estava na França, mas há sítios também na Alemanha, Espanha, Rússia, Reino Unido, Bélgica, Polónia, República Checa e Portugal.

Eles foram capazes de interpretar os comportamentos funerários em 25 sítios. Quinze mostraram evidências de restos humanos com marcas de mordidas, ossos de crânio com marcas de corte e ossos quebrados propositalmente em um padrão associado à extração de medula óssea em busca de nutrientes, indicando que o canibalismo era praticado.

Também houve evidências que sugerem que, em alguns casos, restos mortais humanos foram misturados com restos de animais.

A manipulação ritualística de restos mortais humanos e a sua ocorrência frequente em locais do norte e oeste da Europa sugerem que o canibalismo era uma prática funerária – e não um complemento à dieta – difundida na cultura magdaleniana, disseram os pesquisadores.

“[É] inegável que a frequência de casos de canibalismo entre os sítios magdalenianos excede qualquer incidência desse comportamento entre grupos de hominídeos anteriores ou posteriores, e sugere que o canibalismo mortuário era um método que o povo magdaleniano usava para se livrar de seus falecidos”, disse o estudo.

“Em vez de enterrar seus mortos, essas pessoas os comiam”, disse a coautora do estudo Silvia Bello, paleoantropóloga e pesquisadora principal do Museu de História Natural, em um comunicado à imprensa.

Ela acrescentou que o canibalismo “não era praticado simplesmente por necessidade”. “Isso por si só é interessante, porque é a evidência mais antiga de canibalismo como prática funerária conhecida até agora”, acrescentou Bello.

Comportamento funerário associado à ancestralidade genética
Os pesquisadores também conseguiram obter informações genéticas de oito sítios e combiná-las com evidências arqueológicas para identificar uma relação entre o comportamento funerário e a ancestralidade genética.

Eles descobriram que havia dois grupos ancestrais distintos presentes na região durante esse período – um da cultura magdaleniana e outro chamado epigravetiano, uma cultura humana europeia diferente e geograficamente distinta.

Os pesquisadores descobriram que aqueles pertencentes à cultura magdaleniana no noroeste da Europa preferiam comer os seus mortos, enquanto os humanos da cultura epigravetiana preferiam enterrar os seus mortos sem canibalismo.

“Houve uma mudança no sentido de as pessoas enterrarem os seus mortos, um comportamento amplamente observado em todo o centro-sul da Europa e atribuído a uma segunda cultura distinta, conhecida como Epigravetiana”, disse o Museu de História Natural no comunicado.

A presença de sepultamentos regulares durante o Magdaleniano Superior deveu-se à migração de indivíduos com ascendência relacionada com o Epigravetiano para áreas anteriormente habitadas por pessoas com ascendência relacionada com o Magdaleniano que praticavam o canibalismo funerário, sugeriu o estudo.

“Acreditamos que a mudança no comportamento funerário aqui identificada é um exemplo de difusão dêmica onde essencialmente uma população entra e substitui outra população e isso provoca uma mudança de comportamento”, disse William Marsh, pesquisador de pós-doutorado do museu, no comunicado à imprensa.

Estes são resultados preliminares e é necessária uma análise mais aprofundada dos resultados em maior escala para examinar completamente as descobertas, disseram os autores do estudo.

Thomas Booth, cientista sénior de pesquisa de laboratório do Instituto Francis Crick que não esteve envolvido no estudo, disse à CNN: “Estamos sentindo falta dos restos mortais da maioria das pessoas que viveram na Europa durante o Paleolítico e por isso pode sempre ser complicado ter certeza do que as pessoas faziam com os seus mortos”.

“No entanto, este estudo fornece evidências bastante convincentes de que o canibalismo ritual funerário era praticado por pessoas em toda a Europa há 20 mil – 14 mil anos atrás”.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Encontros Improváveis: Miguel Torga e Bach


Páscoa
Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso. 

Foguetes e folares,
Sinos a repicar
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.

Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.

O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação.

Diário XVI

A Menina e o Corvo


Na solidão da vasta planície,
Onde o vento sussurra canções antigas,
Uma menina caminha com a sua tristeza
Envolta em sombras e melancolia.

Os seus olhos refletem a noite escura,
Onde estrelas cintilam em prata pura,
Mas no seu coração, um eco profundo,
Reside uma dor que a consome sem fundo.

E na árvore solitária, ali de pé,
Um corvo negro, a observar, a ver,
Com olhos penetrantes, como a noite,
E um chamado que ecoa sem açoite.

O corvo grasna, como se contasse,
Histórias de tempos além do espaço,
E a menina escuta, com olhos abertos,
Aprendendo a sua linguagem.

Dia após dia, os dois se encontram,
A menina e o corvo, no seu bosque encantado,
E juntos eles descobrem segredos antigos,
Que só os corações puros podem desvendar.

Nesta jornada singular, descobrem a magia,
Que une o ser humano à natureza inteira.
E assim seguem, lado a lado, coração a coração,
A menina e o corvo, em perfeita comunhão.

João Soares, 29.03.2024

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Curiosidades arqueológicas


Há 800 anos na Igreja de Todos os Santos em Hereford, Inglaterra, um habilidoso carpinteiro esculpiu este cavalheiro no alto do telhado escuro, onde ninguém poderia vê-lo. Cinco anos atrás, eles construíram um andar extra com luzes brilhantes para um restaurante.


Pintura de Jesus com um pénis enorme e testículos - Igreja Santa Maria del Mar (Cabo de Palos- Espanha)


Erecção mumificada (17 cm) - Viktor Wynd Museum

quarta-feira, 3 de maio de 2023

The Real Face of Jesus



Originally published in December 2002, the Popular Mechanics article “The Real Face of Jesus” created a face for the most famous historical figure in human history. Since then, science has continued reconstructing faces from throughout history, from Stone Age humans to European royalty. A designer has even used machine learning to reconstruct the visages of Roman emperors.

Two decades later, we are reproducing one of the most widespread stories in the history of Popular Mechanics, along with how it first appeared in the December 2002 issue. Why does Mike Fillon’s “The Real Face of Jesus” continue to endure, almost two decades after publication? Read on and find out.

From the first time Christian children settle into Sunday school classrooms, an image of Jesus Christ is etched into their minds. In North America, he is most often depicted as being taller than his disciples, lean, with long, flowing, light brown hair, fair skin, and light-colored eyes. Familiar though this image may be, it is inherently flawed. A person with these features and physical bearing would have looked very different from everyone else in the region where Jesus lived and ministered. Surely the authors of the Bible would have mentioned such a stark a contrast.

On the contrary, according to the Gospel of Matthew, when Jesus was arrested in the garden of Gethsemane before the Crucifixion, Judas Iscariot had to indicate to the soldiers whom Jesus was because they could not tell him apart from his disciples. Further clouding the question of what Jesus looked like is the simple fact that nowhere in the New Testament is Jesus described, nor have any drawings of him ever been uncovered.

There is the additional problem of having neither a skeleton nor other bodily remains to probe for DNA. In the absence of evidence, our images of Jesus have been left to the imagination of artists.

The influences of the artists’ cultures and traditions can be profound, observes Carlos F. Cardoza-Orlandi, associate professor of world Christianity at Columbia Theological Seminary in Atlanta. “While Western imagery is dominant, in other parts of the world he is often shown as Black, Arab, or Hispanic.” And so the fundamental question remains: What did Jesus look like?

“There is the additional problem of having neither a skeleton nor other bodily remains to probe for DNA.”

An answer has emerged from an exciting new field of science: forensic anthropology. Using methods similar to those police have developed to solve crimes, British scientists, assisted by Israeli archeologists, have re-created what they believe is the most accurate image of the most famous face in human history.

An outgrowth of physical anthropology, forensic anthropology uses cultural and archeological data as well as the physical and biological sciences to study different groups of people, explains A. Midori Albert, a professor who teaches forensic anthropology at the University of North Carolina at Wilmington.

Experts in this highly specialized field require a working knowledge of genetics and human growth and development. In their research, they also draw from the fields of primatology, paleoanthropology (the study of primate and human evolution), and human osteology (the study of the skeleton). Even seemingly distant fields like nutrition, dentistry, and climate adaptation play a role in this type of investigation.

While forensic anthropology is usually used to solve crimes, Richard Neave, a medical artist retired from The University of Manchester in England, realized it also could shed light on the appearance of Jesus. The co-author of Making Faces: Using Forensic And Archaeological Evidence, Neave had ventured into controversial areas before. Over the past two decades, he had reconstructed dozens of famous faces, including Philip II of Macedonia, the father of Alexander the Great, and King Midas of Phrygia. If anyone could create an accurate portrait of Jesus, it would be Neave.

Matthew’s description of the events in Gethsemane offers an obvious clue to the real face of Jesus. It is clear that his features were typical of Galilean Semites of his era. And so the first step for Neave and his research team was to acquire skulls from near Jerusalem, the region where Jesus lived and preached. Semite skulls of this type had previously been found by Israeli archeology experts, who shared them with Neave.

With three well-preserved specimens from the time of Jesus in hand, Neave used computerized tomography to create X-ray “slices” of the skulls, thus revealing minute details about each one’s structure. Special computer programs then evaluated reams of information about known measurements of the thickness of soft tissue at key areas on human faces. This made it possible to re-create the muscles and skin overlying a representative Semite skull.

The entire process was accomplished using software that verified the results with anthropological data. From this data, the researchers built a digital 3D reconstruction of the face. Next, they created a cast of the skull. Layers of clay matching the thickness of facial tissues specified by the computer program were then applied, along with simulated skin. The nose, lips and eyelids were then modeled to follow the shape determined by the underlying muscles.

Two key factors could not be determined from the skull—Jesus’s hair and coloration. To fill in these parts of the picture, Neave’s team turned to drawings found at various archeological sites, dated to the first century. Drawn before the Bible was compiled, they held crucial clues that enabled the researchers to determine that Jesus had dark rather than light-colored eyes. They also pointed out that in keeping with Jewish tradition, he was bearded as well.

It was the Bible, however, that resolved the question of the length of Jesus’s hair. While most religious artists have put long hair on Christ, most biblical scholars believe that it was probably short with tight curls. This assumption, however, contradicted what many believe to be the most authentic depiction: the face seen in the image on the famous—some say infamous—Shroud of Turin.

The shroud is believed by many to be the cloth in which Jesus’s body was wrapped after his death. Although there is a difference of opinion as to whether the shroud is genuine, it clearly depicts a figure with long hair. Those who criticize the shroud’s legitimacy point to 1 Corinthians, one of the many New Testament books the apostle Paul is credited with writing. In one chapter, he mentions having seen Jesus—then later describes long hair on a man as disgraceful.

Would Paul have written: “If a man has long hair, it is a disgrace to him” if Jesus Christ had had long hair? For Neave and his team, this settled the issue. Jesus, as drawings from the first century depict, would have had short hair, appropriate to men of the time.

The historic record also resolved the issue of Jesus’s height. From an analysis of skeletal remains, archeologists had firmly established that the average build of a Semite male at the time of Jesus was 5 ft. 1 in., with an average weight of about 110 pounds. Since Jesus worked outdoors as a carpenter until he was about 30 years old, it is reasonable to assume he was more muscular and physically fit than westernized portraits suggest. His face was probably weather-beaten, which would have made him appear older, as well.

For those accustomed to traditional Sunday school portraits of Jesus, the sculpture of the dark and swarthy Middle Eastern man that emerges from Neave’s laboratory is a reminder of the roots of their faith.

“The fact that he probably looked a great deal more like a darker-skinned Semite than westerners are used to seeing him pictured is a reminder of his universality,” says Charles D. Hackett, director of Episcopal studies at the Candler School of Theology in Atlanta. “And [it is] a reminder of our tendency to sinfully appropriate him in the service of our cultural values.”

“This is probably a lot closer to the truth than the work of many great masters.”

Neave emphasizes that his re-creation is simply that of an adult man who lived in the same place and at the same time as Jesus. As might well be expected, not everyone agrees.

Forensic depictions are not an exact science, cautions Alison Galloway, professor of anthropology at the University of California in Santa Cruz. The details in a face follow the soft tissue above the muscle, and it is here where forensic artists differ widely in technique. Galloway points out that some artists pay more attention to the subtle differences in such details as the distance between the bottom of the nose and the mouth. And the most recognizable features of the face—the folds of the eyes, structure of the nose, and shape of the mouth—are left to the artist.

“In some cases the resemblance between the reconstruction and the actual individual can be uncanny,” says Galloway. “But in others there may be more resemblance with the other work of the same artist.”

Despite this reservation, she reaches one conclusion that is inescapable to almost everyone who has ever seen Neave’s Jesus. “This is probably a lot closer to the truth than the work of many great masters.”

quinta-feira, 6 de abril de 2023

7 dicas para uma Páscoa mais sustentável


Se as amêndoas e os ovos de chocolate não podem faltar, também a reciclagem e o cuidado com o ambiente não devem ficar de parte.

Conheça algumas das dicas para uma Páscoa mais sustentável.

-Já que a data sugere consumo, principalmente de chocolate, o primeiro passo passa por evitar o desperdício.

-Dê preferência, se possível, a chocolates biológicos. São uma alternativa ao tradicional chocolate de leite e existem várias lojas online onde pode encomendar.

-Fuja das embalagens cheias de fitas e papéis celofane, optando pelas mais simples.

– Com chocolate, coloridas, francesas, caramelizadas, napolitanas. Páscoa sem amêndoas não é a mesma coisa. As opções são imensas e, além da amêndoa, todas têm algo em comum: a embalagem de plástico. Normalmente são empacotadas em saquinhos de plástico e, quando terminarem, não se esqueça que o destino é o ecoponto amarelo.

– Outro doce que já é habitual ver na Páscoa são os ovos de chocolate. Se na sua família existe a tradição da caça aos ovos da Páscoa, um dia não são dias e delicie-se com esta guloseima, mas não se esqueça: muitos dos ovos vêm embrulhados em papel metalizado e não se deixe enganar pelo nome, pois os resíduos de alumínio devem ser depositados no ecoponto amarelo. Caso o invólucro seja de plástico, também é o mesmo destino: ecoponto amarelo.

– Os ovos convencionais fazem também parte da mesa e estão na lista de ingredientes do doce típico da Páscoa, o folar. Terminados os ovos, a caixa deve ser colocada no ecoponto azul.

– E por falar em folar, o doce tradicional da Páscoa, lembre-se que o saco da farinha e do açúcar devem ser depositados no ecoponto azul. Quanto ao pacote do leite, esse deve ser colocado no ecoponto amarelo. Terminada a iguaria da época pascal, o papel onde o folar é servido deve ir também para o ecoponto azul.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Música do BioTerra : Bach - Ária "Erbarme dich, mein Gott"


Arie
Erbarme dich, mein Gott,
um meiner Zähren willen!
Schaue hier, Herz und Auge
weint vor dir bitterlich.
Erbarme dich, mein Gott.

Tradução
Tende piedade, meu Deus
Por causa das minhas lágrimas!
Vede aqui, coração e olhos
Choram amargamente diante de Ti
Tende piedade, meu Deus


Ária 
"Erbarme dich, mein Gott" 
St. Matthew Passion, BWV 244 
Johann Sebastian Bach

Magdalena Kozená - Mezzo-soprano 
Musica Florea On authentic instruments 
Directed by Marek Stryncl 

A tribute to filmmaker Andrei Tarkovski 

Pictures from the movies: 
0:01 - Andrei Rublev 
0:30 - Andrei Rublev 
1:18 - Nosthalgia 
1:53 - Nosthalgia 
2:33 - Stalker 
3:07 - Stalker 
3:48 - The Mirror 
4:22 - Nosthalgia 
5:02 - The Sacrifice 
5:43 - The Sacrifice

Saber mais:
Filme: "Andrei Rublev" de Andrei Tarkovsky 1966 HD - Legendado PT-BR (english subtitles added)

domingo, 4 de abril de 2021

A Páscoa como ensaio sobre o humano


A Páscoa dos Judeus é uma passagem. E também o é a Páscoa dos cristãos. Na Páscoa, a viagem perde o caráter de errância, enigma e labirinto, e também de rugosidade, viscosidade e incerteza. Mas para isso é preciso ter fé.
Na tradição judaico-cristã, a Páscoa é uma passagem. Mas não menos do que na passagem é na travessia que se joga o destino humano.
Ensaiar o humano é ensaiar a ideia de viagem. Mas de uma viagem com perigos e obstáculos a transpor. É ensaiar a viagem como errância, enigma e labirinto, e também como rugosidade, viscosidade e incerteza. É ensaiar a viagem como dúvida, embora seja, de igual maneira, ensaiá-la como memória de caminhos já andados e de experiências já vividas. 
Penso que o curso de uma vida não pode esgotar-se na segurança de uma passagem, como se na viagem a única coisa que interessasse fosse o ponto de partida e o ponto de chegada. De modo nenhum é possível alguém furtar-se à travessia – a decisões tomadas na dúvida, por vezes às cegas, arriscando a pele. A viagem nunca se deixa adivinhar, como se mais nada houvesse a esperar. Por essa razão, ninguém está dispensado de a fazer. 

Texto recolhido do E-Livro Pensar Portugal – A modernidade de um país antigo, de Moisés de Lemos Martins

sexta-feira, 14 de abril de 2017

What is the historical evidence that Jesus Christ lived and died?


How confident can we be that Jesus Christ actually lived?
The historical evidence for Jesus of Nazareth is both long-established and widespread. Within a few decades of his supposed lifetime, he is mentioned by Jewish and Roman historians, as well as by dozens of Christian writings. Compare that with, for example, King Arthur, who supposedly lived around AD500. The major historical source for events of that time does not even mention Arthur, and he is first referred to 300 or 400 years after he is supposed to have lived. The evidence for Jesus is not limited to later folklore, as are accounts of Arthur.

What do Christian writings tell us?
The value of this evidence is that it is both early and detailed. The first Christian writings to talk about Jesus are the epistles of St Paul, and scholars agree that the earliest of these letters were written within 25 years of Jesus’s death at the very latest, while the detailed biographical accounts of Jesus in the New Testament gospels date from around 40 years after he died. These all appeared within the lifetimes of numerous eyewitnesses, and provide descriptions that comport with the culture and geography of first-century Palestine. It is also difficult to imagine why Christian writers would invent such a thoroughly Jewish saviour figure in a time and place – under the aegis of the Roman empire – where there was strong suspicion of Judaism.

What did non-Christian authors say about Jesus?
As far as we know, the first author outside the church to mention Jesus is the Jewish historian Flavius Josephus, who wrote a history of Judaism around AD93. He has two references to Jesus. One of these is controversial because it is thought to be corrupted by Christian scribes (probably turning Josephus’s negative account into a more positive one), but the other is not suspicious – a reference to James, the brother of “Jesus, the so-called Christ”.

About 20 years after Josephus we have the Roman politicians Pliny and Tacitus, who held some of the highest offices of state at the beginning of the second century AD. From Tacitus we learn that Jesus was executed while Pontius Pilate was the Roman prefect in charge of Judaea (AD26-36) and Tiberius was emperor (AD14-37) – reports that fit with the timeframe of the gospels. Pliny contributes the information that, where he was governor in northern Turkey, Christians worshipped Christ as a god. Neither of them liked Christians – Pliny writes of their “pig-headed obstinacy” and Tacitus calls their religion a destructive superstition.

Did ancient writers discuss the existence of Jesus?
Strikingly, there was never any debate in the ancient world about whether Jesus of Nazareth was a historical figure. In the earliest literature of the Jewish Rabbis, Jesus was denounced as the illegitimate child of Mary and a sorcerer. Among pagans, the satirist Lucian and philosopher Celsus dismissed Jesus as a scoundrel, but we know of no one in the ancient world who questioned whether Jesus lived.
How controversial is the existence of Jesus now?

In a recent book, the French philosopher Michel Onfray talks of Jesus as a mere hypothesis, his existence as an idea rather than as a historical figure. About 10 years ago, The Jesus Project was set up in the US; one of its main questions for discussion was that of whether or not Jesus existed. Some authors have even argued that Jesus of Nazareth was doubly non-existent, contending that both Jesus and Nazareth are Christian inventions. It is worth noting, though, that the two mainstream historians who have written most against these hypersceptical arguments are atheists: Maurice Casey (formerly of Nottingham University) and Bart Ehrman (University of North Carolina). They have issued stinging criticisms of the “Jesus-myth” approach, branding it pseudo-scholarship. Nevertheless, a recent survey discovered that 40% of adults in England did not believe that Jesus was a real historical figure.

Is there any archaeological evidence for Jesus?
Part of the popular confusion around the historicity of Jesus may be caused by peculiar archaeological arguments raised in relation to him. Recently there have been claims that Jesus was a great-grandson of Cleopatra, complete with ancient coins allegedly showing Jesus wearing his crown of thorns. In some circles, there is still interest in the Shroud of Turin, supposedly Jesus’s burial shroud. Pope Benedict XVI stated that it was something that “no human artistry was capable of producing” and an “icon of Holy Saturday”.

It is hard to find historians who regard this material as serious archaeological data, however. The documents produced by Christian, Jewish and Roman writers form the most significant evidence.

These abundant historical references leave us with little reasonable doubt that Jesus lived and died. The more interesting question – which goes beyond history and objective fact – is whether Jesus died and lived.

Mais Leituras

sexta-feira, 29 de março de 2013

domingo, 8 de abril de 2012

Savina Yannatou- Nani Nani





Boa Páscoa! Happy Easter! Pessarh Samearh!
Este tema conclui a Série Vocalizos- BioTerra (ouvir Vocalizos 1, 2, 3  e a todas as mães do coração)


A propósito conheces o meu Workshop (gratuito) sobre as Canções de Embalar?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Happy Easter - PEACEaster: Polifonia Portuguesa pelo Coro da Catedral Westminster


1 - "Hodie nobis", Pedro de Cristo (1550-16180)
2 - "Alma Redemptoris Mater", Aires Fernandes (data desconhecida)

Pedro de Cristo é um compositor Português da Renascença. Ele é um dos mais importantes polifonistas Português dos séculos XVI e XVII. 1571 - Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra).

Entre os outros compositores Português cujas obras estão preservadas em manuscritos de Santa Cruz, um dos melhores é Aires Fernandes. Infelizmente, nada se sabe ainda por sua vida, embora seja provável que ele trabalhou em Coimbra, eventualmente, os pedaços da catedral e relativamente poucas peças completas.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Amazónia Ibérica e Boa Páscoa


Saiu ontem na edição da Revista Visão uma reportagem sobre áreas naturais ibéricas apelidaram-na e muito bem de Amazónia Ibérica. Possui infografias.

...... e desejo a todos uma Boa Páscoa.