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sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Rússia já perdeu mais soldados na Ucrânia do que os EUA em TODAS as guerras desde 1945. Multiplicado por quatro

O estudo é do CSIS (Center for Strategic and International Studies) , um dos centros de investigação de defesa mais respeitados do mundo. Os números batem certo com as estimativas de outros governos um pouco por todo o mundo.
A conta total: 2 milhões de baixas, somando mortos, feridos e desaparecidos de ambos os lados.
Só a Rússia perdeu 1,4 milhões de soldados: 1% da população inteira do país. Destes, 450 mil morreram. Tudo por decisão de um homem só.
Para perceber a dimensão disto:
A Rússia já perdeu 4 vezes mais soldados na Ucrânia do que os EUA perderam em TODAS as guerras desde a Segunda Guerra Mundial. Coreia, Vietname, Iraque, Afeganistão. Tudo somado.
E o fardo não é dividido de forma igual. Regiões pobres e minorias étnicas morrem muito mais. Nos meios de comunicação da oposição russa acumulam-se relatos de aldeias onde a população masculina simplesmente deixou de existir.
E a guerra está a ficar pior para Moscovo.
Durante anos, morriam 2 ou 3 russos por cada ucraniano fora de combate. No primeiro semestre deste ano, a proporção saltou para 8 por 1.
O motivo tem nome: drones. A Ucrânia alargou tanto o alcance deles que criou uma "zona de morte" ao redor da linha da frente. Uma faixa tão saturada de drones que um soldado russo praticamente não consegue sair dela vivo.
Mas o drone é apenas metade da explicação.
A outra metade é a própria Rússia: uma estratégia de desgaste que atira soldados em massa contra linhas defendidas, mau treino, corrupção, moral no chão. O exército trata as pessoas como munição descartável.
Resultado: pela primeira vez na guerra, a Rússia já não consegue recrutar soldados ao mesmo ritmo em que os perde. A conta deixou de fechar.
Mais assustador do que a razão destas mortes, é o tempo que elas demoram. Os soldados russos estão literalmente a viver menos do que as moscas.
As moscas vivem entre 15 e 30 dias. Já um militar russo, desde o momento em que chega ao campo de treino até à sua morte no campo de batalha, demora cerca de 10 a 21 dias.
Quando chega à linha da frente, a sua esperança de vida ronda os 20 a 35 minutos.
A Ucrânia também sangra: até 625 mil baixas, com até 150 mil mortos.
2 milhões de baixas somadas é mais do que em Estalinegrado, considerada até hoje a batalha mais sangrenta da história. Claro, Estalinegrado durou apenas 6 meses. A guerra na Ucrânia já dura há mais de 4 anos, mas ainda não tem data para acabar.
Fica a pergunta: Estalinegrado tornou-se o símbolo eterno do horror da guerra. Como é que a história se vai lembrar da Ucrânia?

domingo, 13 de dezembro de 2020

Charla - “Consciousness in Interdisciplinary Perspective”, Laurence Rees, The University of Kansas


In-depth conversations with Japanese soldiers, Nazi officers, and Russian fighters forced into silence during Stalin’s reign make the films of historian and documentarian Laurence Rees unique among the many accounts available of WWII and its brutalities. In his presentation, Rees will use extracts from his Peabody award- winning television series to illustrate the benefits and pitfalls of interviewing former Nazis.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Dossiê História

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