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sábado, 27 de dezembro de 2025
Boston Baroque — "Glory to God" from Handel's Messiah
quinta-feira, 10 de agosto de 2023
A China a chamar por nós
"A sabedoria confuciana ensina que a melhor porta fechada é aquela que se pode deixar aberta.
A invasão russa da Ucrânia e a posição chinesa perante o conflito esfriaram as relações entre Bruxelas e Pequim. Mas a União Europeia, que nunca foi muito rápida, só tem de ser mais astuta. Segunda maior economia planetária, com uma influência crescente e uma afirmação acentuada nos planos estratégico e militar, a China é cada vez mais um ator global com capacidade não apenas para influenciar a evolução da guerra, mas sobretudo para ter um papel central no desenho dos novos contornos políticos, económicos e estratégicos do mundo pós-conflito. Neste contexto, é essencial não esquecer que a China já ultrapassou os Estados Unidos como o primeiro parceiro comercial da União Europeia. E, da nossa parte, apesar da crescente tendência da diplomacia portuguesa em seguir as diretrizes de Bruxelas, Macau deverá continuar a marcar a singularidade portuguesa e uma relação única iniciada em 1516. Sim, somos aliados dos Estados Unidos, mas amigos da China, com quem mantemos uma relação de confiança fundada em séculos de convivência. Quanto às relações comerciais, só temos de lembrar-lhes o seu próprio provérbio: Se o vento sopra de uma única direção, a árvore cresce inclinada." - Afonso Camões, D.N. 18.04.2023
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quinta-feira, 20 de abril de 2023
Diferenças entre Confucionismo e Xintoísmo
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| Templo xintoísta- Tóquio |
O confucionismo e o xintoísmo são duas tradições religiosas e filosóficas diferentes originárias da Ásia Oriental. Embora haja alguma sobreposição entre as duas, elas têm diferenças significativas em termos de crenças, práticas e história. Aqui estão algumas das principais diferenças entre o confucionismo e o xintoísmo:
- Origem: O confucionismo é uma filosofia que foi fundada por Confúcio (551 a.C.-479 a.C.) na China. Já o xintoísmo é uma religião nativa do Japão, que surgiu a partir de práticas e crenças animistas dos povos indígenas japoneses.
- Foco: O confucionismo é uma filosofia que enfatiza a ética e a moralidade, assim como as relações sociais. O objetivo principal do confucionismo é ajudar as pessoas a viverem uma vida justa e harmoniosa. Já o xintoísmo é uma religião que valoriza a adoração dos kami (espíritos divinos), a reverência pelos antepassados e o respeito pela natureza.
- Textos sagrados: O confucionismo é baseado em textos antigos, como os "Analectos", que registam os ensinamentos de Confúcio e os seus discípulos. Já o xintoísmo não tem um conjunto de escrituras sagradas unificado, mas inclui muitos mitos e lendas sobre os kami e a história do Japão.
- Ritos e cerimónias: O confucionismo não possui ritos ou cerimónias religiosas estruturados, mas enfatiza a importância de rituais sociais, como o respeito pelos mais velhos e pelos ancestrais. Já o xintoísmo é conhecido por suas cerimnias xintoístas, como o Hatsumode (a primeira visita a um santuário xintoísta no início do ano), o Shichi-Go-San (uma cerimónia que celebra a passagem da infância para a idade adulta) e o O-Bon (uma cerimónia que honra os antepassados falecidos).
- Influência política: Na China, o confucionismo teve uma grande influência na política e na sociedade ao longo da história. Já no Japão, o xintoísmo foi usado para apoiar a ideia de que o imperador japonês era divino e tinha um papel especial na governança do país, durante a Era Shōwa (1926-1989).
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Música do BioTerra: "Glory to God" from Handel's Messiah
Ele está desde o início dos tempos. Muito antes de Buda, Ísis, Zeus, Jesus, Maomé, etc...Ele não condena, não critica, não espolia. Não massacra. Ele é o caminho, o bálsamo. É Luz, Perdão, Amor. Tema muito bonito. Vozes encantadoras.
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sábado, 24 de dezembro de 2022
Incrível Paz: Um Poema de Natal, por Maya Angelou
O trovão ribomba nas passagens nas montanhas
E relâmpagos sacodem os beirais de nossas casas.
As águas da inundação nos aguardam em nossas avenidas.
A neve cai sobre a neve, cai sobre a neve e avalanche
Sobre aldeias desprotegidas.
O céu fica baixo, cinza e ameaçador.
Nós nos questionamos.
O que fizemos para afrontar a natureza?
Nós preocupamos Deus.
Você está aí? Você está realmente aí?
A aliança que você fez connosco ainda é válida?
Nesse clima de medo e apreensão, o Natal entra,
Fluindo luzes de alegria, sinos de esperança tocando
E cantando canções de perdão bem no alto no ar brilhante.
O mundo é encorajado a se afastar do rancor,
Venha o caminho da amizade.
É a temporada feliz.
O trovão se reduz ao silêncio e o relâmpago dorme silenciosamente no canto.
As águas da enchente voltam à memória.
A neve se torna uma almofada flexível para nos ajudar
À medida que avançamos para um terreno mais alto.
A esperança renasce no rosto das crianças
Ele monta nos ombros de nossos idosos enquanto caminham para o pôr do sol.
A esperança se espalha pela terra. Iluminando todas as coisas,
Mesmo o ódio que se agacha procriando em corredores escuros.
Em nossa alegria, pensamos ouvir um sussurro.
No início, é muito mole. Então, apenas metade ouviu.
Ouvimos atentamente enquanto ele ganha força.
Ouvimos uma doçura.
A palavra é paz.
Está alto agora. Está mais alto.
Mais alto do que a explosão de bombas.
Trememos com o som. Estamos emocionados com sua presença.
É o que temos fome.
Não apenas a ausência de guerra. Mas, paz verdadeira.
Uma harmonia de espírito, um conforto de cortesias.
Segurança para nossos entes queridos e seus entes queridos.
Batemos palmas e damos as boas-vindas à Paz do Natal.
Acenamos para que esta boa temporada espere um pouco connosco.
Nós, batistas e budistas, metodistas e muçulmanos, dizemos venha.
Paz.
Venha e preencha a nós e ao nosso mundo com sua majestade.
Nós, o Judeu, o Católico e o Confucionismo,
Imploro que fique um pouco connosco.
Então, podemos aprender com sua luz cintilante
Como olhar além da pele e ver a comunidade.
É a época do Natal, uma pausa na época do ódio.
Nesta plataforma de paz, podemos criar uma linguagem
Para nos traduzirmos para nós mesmos e uns para os outros.
Neste instante sagrado, celebramos o nascimento de Jesus Cristo
Para as grandes religiões do mundo.
Nós exultamos o precioso advento da confiança.
Gritamos em línguas gloriosas com a chegada da esperança.
Todas as tribos da terra soltam suas vozes
Para celebrar a promessa de paz.
Nós, anjos e mortais, crentes e não crentes,
Olhe para o céu e fale a palavra em voz alta.
Paz. Olhamos para o nosso mundo e falamos a palavra em voz alta.
Paz. Nós olhamos um para o outro, então para nós mesmos
E dizemos sem timidez, sem desculpas ou hesitação.
Paz, meu irmão.
Paz, minha irmã.
Paz, minha alma.
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sábado, 17 de dezembro de 2022
Música do BioTerra: Dead Can Dance - Cantara
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domingo, 13 de novembro de 2022
Encontros Improváveis: Agostinho da Silva e Irina Laube
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| Irina Laube [site] |
"Se eu chegasse a ser dum Outro
mas de mim não me perdendo
e esse Outro todos os outros
que comigo estão vivendo
não só homens mas também
os animais e as plantas
e os minerais ou os ares
e as estrelas tais e tantas
terei decerto cumprido
meu destino e com que sorte
para gozar de uma vida
já ressurecta da morte."
mas de mim não me perdendo
e esse Outro todos os outros
que comigo estão vivendo
não só homens mas também
os animais e as plantas
e os minerais ou os ares
e as estrelas tais e tantas
terei decerto cumprido
meu destino e com que sorte
para gozar de uma vida
já ressurecta da morte."
Agostinho da Silva, "Uns Poemas de Agostinho", Lisboa, ulmeiro,1990, p.106 (2ª ed.)
Saber mais
- Documentário: Agostinho da Silva - Um pensamento vivo
- Tese de Doutoramento: "Agostinho da Silva: Filosofia e Espiritualidade, Educação e Pedagogia" de Luís Carlos Rodrigues dos Santos
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terça-feira, 1 de novembro de 2022
É machão? Saiba que já foi uma menina quando ainda era um embrião
Sim! No início todos os embriões são do sexo feminino e só 'ganham' as famosas características masculinas após o cromossoma 'Y' ser ativado. Entre as 'recordações' daquele período no corpo do homem estão os mamilos.
Todo homem já foi do 'sexo feminino' quando ainda era um embrião. Pode parecer ‘loucura’ ou teoria feminista, mas a genética explica a curiosa situação. Ao ser fecundado, o óvulo, que já possui 23 cromossomas, recebe outros 23 que vem com o espermatozoide criando um embrião com 46 cromossomas, dispostos em 23 pares.
O facto curioso ocorre logo nas primeiras semanas de gestação, quando o cromossomo 'Y', responsável pelas características masculinas, ainda não está ativo. Por mais que o sexo da criança seja definido no momento da concepção, no caso dos homens ele só começa a 'atuar' sobre a formação do embrião após a quinta semana de gestação (em alguns casos somente após a sexta semana!). Até então, quem rege o desenvolvimento durante aquele período é o cromossoma 'X', que é o responsável pelas características femininas.
Com isso, ele desenvolve a futura criança como se fosse uma menina e somente após o cromossoma 'Y', se for o caso, entrar em ação que o bebé começará a ganhar as características de um menino. O gene responsável por esta brusca mudança chama-se SRY e é ele que freia o desenvolvimento dos atributos femininos e paralelamente estimula os masculinos. No caso de o embrião ser do sexo feminino, ele permanecerá sob influência do cromossomo 'X'.
Ao longo deste curto período de cinco ou seis semanas, o embrião 'masculino' já ganha algumas características femininas que ficarão para sempre no corpo do homem. O mais famoso de todos os atributos são os mamilos que, em casos extremos, são capazes até de produzirem leite após estímulos. Esta curiosa situação só ocorre porque a glândula, que se desenvolveu antes do gene SRY entrar em ação, possui as células responsáveis pela produção do líquido. Inclusive, na última década, um sueco fez um experiência não-científica estimulando os seus mamilos com uma máquina de extração de leite humano e conseguiu obter o produto em pequena quantidade. Outra situação onde também é comum ocorrer a lactação masculina é quando o homem possui um tumor da hipófise, que acaba gerando uma hormona que induz a produção do leite.
Já outras características femininas acabam sendo 'transformadas' com a ação do gene SRY, entre elas os grandes lábios vaginais que se convertem no escroto. No caso do símbolo máximo da masculinidade, os testículos eram inicialmente o ovário do embrião. Somente após as transformações que ele ganha a tradicional aparência, além da capacidade de produzir espermatozoides.
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domingo, 23 de outubro de 2022
Os direitos das mulheres são direitos humanos
Proteger as mulheres
São textos bonitos, mas têm algumas armadilhas católicas: a mulher não pode abortar; a mulher estéril vive em pecado; a mulher serve o marido e filhos e está vedada o acesso a presidir uma Missa.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2021
Questão Tibetana
domingo, 4 de outubro de 2020
História da Religião Chinesa
Introdução
O Confucionismo e o Taoísmo são consideradas religiões chinesas, mas ambas começaram como filosofias. Confúcio, do mesmo modo que seus sucessores, não deu importância aos deuses e se voltou para a ação. Por sua vez, os taoístas apropriaram-se das crenças populares chinesas e da estrutura do budismo. Como consequência, surgiu uma corrente separada do "taoísmo religioso", diferente do "taoísmo filosófico" que se associava aos antigos pensadores chineses Lao-Tsé e Zuang-Zi.
O budismo chegou à China pela primeira vez durante o final da dinastia Han, arraigou-se rapidamente e templos como o da fotografia foram construídos. Os comunistas eliminaram a religião organizada ao tomarem o poder em 1949 e a maior parte dos templos foi reorganizada para usos seculares. A Constituição de 1978 restaurou algumas liberdades religiosas e, atualmente, existem grupos budistas e cristãos ativos na China.
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| O Confucionismo usa como símbolo o ideograma da água, como representação do caminho e da como a fonte da vida. |
O que é Confucionismo:
O Confucionismo é um sistema ético, filosófico e religioso chinês, fundado por Confúcio. Foi a doutrina oficial da China por mais de dois mil anos, até o início do século XX.
Não há igrejas ou organização em forma de clérigos, portanto o confucionismo não se encaixa nas correntes religiosas como comumente são conhecidas no ocidente. Também não há adoração de divindades e não existe a noção de vida após a morte.
O princípio básico do confucionismo é conhecido como junchaio, o ensinamento dos sábios.
O Confucionismo, assim como o Taoísmo, acredita no Tao, no caminho superior que todos os indivíduos buscam em sua vida, em equilíbrio entre a vida mundana e a espiritual, entre o homem e a natureza.
Confúcio não é um profeta, Deus, ou sacerdote do confucionismo. A figura do pensador é como um guia espiritual, um filósofo que orienta a vida dos seus seguidores pelo caminho da harmonia.
Uma das formas de fazer este papel de guia é através de seus ensinamentos, muitas vezes disseminados entre os confucionistas e simpatizantes da filosofia por meio das frases que teriam sido proferidas por Confúcio. São axiomas ou frases motivacionais e elucidativas que orientam as escolhas do indivíduo.
O Confucionismo não tem um único livro sagrado, mas diversas obras textuais que orientam os seguidores da doutrina. Entre elas estão os Anacletos, ou em chinês Lun Yu, que reúne os ensinamentos de Confúcio, o Mengzi, livro escrito por Mêncius, o segundo sábio do confucionismo, e o Wu Ching, ou os cinco clássicos.
Cada uma das obras do Wu Ching fala de um aspecto da vida de acordo com o Confucionismo. O Shu Ching é sobre política, o Shih Ching poesia, o Li Ching o livro dos ritos com uma noção social dos grupos chineses, o Chun-Chiu com uma visão histórica, chamado de os anais das Primaveras e Outonos.
O I Ching é o mais conhecido no ocidente e é chamado de Livro das Mutações, ou ainda conhecido por ser o oráculo chinês. É neste texto que consta a ideia do Yin e Yang como as forças complementares que regem o universo.
De acordo com os ensinamentos de Confúcio, os indivíduos são formados por quatro dimensões, o eu, a comunidade, a natureza e o céu. E cinco virtudes essenciais devem compor o ser humano: amar o próximo, ser justo, comportar-se adequadamente, conscientizar-se da vontade do céu, cultivar a sabedoria e a sinceridade desinteressadas.
O confucionismo entende que o homem tem todas as ferramentas para melhorar a sua vida, por meio de suas virtudes, e não aponta a necessidade de um Deus ou ser superior para alcançar a paz interior.
Serve de base ética para o ocidente, ainda muito utilizado em ambientes corporativos no Japão e dos Tigres Asiáticos, por exemplo, para guiar negociações e o espírito do trabalho. Acredita no conhecimento e educação como forma de melhorar a sociedade, na medida em que se constrói um caráter sólido.
Rituais do Confucionismo
Enquanto religião, o confucionismo herda cultos tradicionais chineses desenvolvendo uma espécie de sincretismo religioso oriental. Como o conceito do Tao enquanto fonte da vida e caminho da harmonia, uma ideia do taoísmo. Assim como o culto aos ancestrais e a piedade filial, o que representa a obediência e reverência aos membros mais velhos da família que é muito forte político e socialmente na China até hoje.
Os rituais mais importantes do confucionismo são os relacionados à família, sendo o casamento e os funerais os maiores deles. O casamento pois constitui a formação de uma nova família, e o funeral em reverência aos ancestrais.
O Feng Shui, técnica oriental para construção e arrumação da casa de acordo com a energia vital da terra, o chi, é uma prática do confucionismo que se tornou popular no ocidente.
Origem do Confucionismo
O filósofo chinês conhecido por seu nome ocidental Confúcio, viveu de 552 a 479 a.C. A leitura dos ideogramas chineses sobre o seu nome podem ser grafados como Kung-fu-tzu ou Koung Fou Tseu, e ainda existem registros chamando-o de Mestre Kung.
Confúcio é originário de uma família pobre no período da China feudal, e teve que mudar-se muitas vezes por questões de sobrevivência. Neste caminho ele vai desenvolvendo habilidades como professor de diferentes áreas, e vai ganhando o respeito de sua comunidade como um sábio em que o povo possa confiar e pedir auxílio. Ao retornar para a região em que nasceu, reúne discípulos e começa a propagar sua doutrina.
A influência do Confucionismo na sociedade chinesa começa no século II e se estende até o começo do século XX, com a Proclamação da República. E fica ainda mais limitada com a chegada do Partido Comunista ao poder em 1949, por apresentarem ideologias que não se complementam.
Símbolos do Confucionismo
Outro símbolo utilizado vêm do Taoísmo, o yin e yang aplicado ao I Ching. É o Tai Chi, ou ainda o baguá como é chamado pelos seguidores da técnica do Feng Shui, em que cada lado da figura geométrica indica uma área da vida do indivíduo a ser transformada.
História do Taoísmo
Desde tempos remotos, a religião chinesa consistia na veneração aos deuses liderados por Shang Di ("O Senhor das Alturas"), além de venerações aos antepassados. Entre as famílias importantes da dinastia Chou, este culto era composto de sacrifícios em locais fechados. Durante o período dos Estados Desunidos (entre 403 e 221 a.C.), os estados feudais suspenderam os sacrifícios. Na dinastia Tsin, e no início da Han, os problemas religiosos estavam concentrados nos "Mandamentos do Céu". Existiam, também, seguidores do taoísmo-místico-filosófico que se desenvolvia em regiões separadas, misturando-se aos xamãs e médiuns.
No final da dinastia Han, surgiram grandes movimentos religiosos. Zhang Daoling, declarou haver recebido uma revelação de Lao-Tsé e fundou o movimento Tianshidao (O Caminho dos Mestres Celestiais). Esta revelação pretendia substituir os cultos populares corrompidos. A doutrina transformou-se no credo oficial da dinastia Wei (386-534), sucessora da Han, inaugurando, assim, o "taoísmo religioso" que se espalhou pelo norte da China.
A queda da dinastia oriental Jin (265-316) fez com que muitos refugiados se deslocassem para o sul, levando o Tianshidao. Entre 346 e 370, o profeta Yang Xi ditou revelações outorgadas pelos seres imortais do céu. Seu culto, o Mao Shan, combinava o Tianshidao com as crenças do sul. Outros grupos de aristocratas do sul desenvolveram um sistema que personificava os conceitos taoístas, transformando-os em deuses. No início do século V, este sistema passou a dominar a religião taoísta.
Durante o século VI, com a reunificação da China nas dinastias Sui e Tang, o taoísmo se expandiu por todo o império e passou a conviver com outras religiões, como o budismo e o nestorianismo. O Taoísmo continuou a se desenvolver na dinastia Song, expulsa em 1126. Sob o domínio de dinastias posteriores, a religião taoísta desenvolveu a Doutrina das Três Religiões (Confucionismo, Taoísmo e Budismo).
Com o advento do comunismo na China, o Taoísmo religioso foi vítima de perseguições. Todavia, as tradições foram mantidas na China continental e estão conseguindo ressurgir.
Práticas do Taoísmo
O taoísmo religioso considera três categorias de espíritos: deuses, fantasmas e antepassados. Na veneração aos deuses, incluem-se orações e oferendas. Muitas destas práticas originaram-se dos rituais do Tianshidao. O sacerdócio celebrava cerimônias de veneração às divindades locais e aos deuses mais importantes e populares, como Fushoulu e Zao Shen. As cerimônias mais importantes eram celebradas pelos sacerdotes, já os rituais menores eram entregues a cantores locais. O exorcismo e o culto aos antepassados constituíam práticas freqüentes na religião chinesa. O taoísmo religioso tem sua própria tradição de misticismo contemplativo, parte da qual deriva-se das próprias idéias filosóficas.
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Leonard Cohen - Happens to the Heart
Depois da deslumbrante “The Goal”, “Happens To The Heart” é a nova e lindíssima canção extraída de “Thanks For The Dance”. O álbum póstumo de Leonard Cohen, compilado e produzido pelo seu filho, chega dia 22 de Novembro.
Quando Leonard Cohen morreu em 2016, deixou-nos a imensa riqueza de uma vasta e luxuosa discografia. Essa riqueza irá ser aumentada. Dia 22 de Novembro é a data de chegada de um novo álbum póstumo, “Thanks For The Dance”. Depois da curta, mas deslumbrante canção “The Goal”, o primeiro single deste trabalho, estreou hoje a lindíssima “Happens To The Heart”.
A canção está acompanhada de vídeo realizado por Daniel Askill. Nele, seguimos uma figura, que pretende evocar o próprio Cohen, através de um bosque. No decorrer do vídeo descobrimos um jovem que se despe das roupas de Cohen e, ao encontrar um monge, assume roupas monásticas orientais, dirigindo-se então a um precipício onde se senta em meditação.
“Happens to the Heart é uma reflexão final de Leonard Cohen sobre a própria vida, unindo espiritualidade, memória, amor e mortalidade. A canção funciona como um testamento íntimo em que Cohen revisita diferentes versões de si mesmo — o monge zen, o poeta, o amante, o homem falho — e tenta compreender o que realmente acontece ao coração depois de tudo aquilo que nos forma e nos destrói. Ele fala da busca sincera pela iluminação e da constatação inevitável das próprias imperfeições, reconhecendo que, apesar de ter trilhado caminhos espirituais rigorosos, nunca conseguiu escapar totalmente do ego e da vaidade. O amor também surge como força central: ora ilumina, ora fere, deixando marcas que moldam o coração ao longo da vida. A pergunta repetida, “What happens to the heart?”, sintetiza a dúvida essencial do fim da vida: o que resta de nós quando as paixões, as ambições e as ilusões se esgotam? Escrito quando Cohen já estava muito doente, o poema-musical transmite um olhar terno e lúcido sobre as memórias, as falhas e o legado pessoal, revelando um homem que busca não respostas definitivas, mas aceitação.
“Thanks For The Dance” foi compilado e produzido por Adam Cohen, filho do cantor. O álbum conta com as participações de Feist, Beck, Damien Rice, Richard Reed Parry, Bryce Dessner (dos National) e Daniel Lanois, entre outros.
I was always working steady
But I never called it art
I was funding my depression
Meeting Jesus reading Marx
Sure it failed my little fire
But it's bright the dying spark
Go tell the young messiah
What happens to the heart
There’s a mist of summer kisses
Where I tried to double-park
The rivalry was vicious
And the women were in charge
It was nothing, it was business
But it left an ugly mark
So I’ve come here to revisit
What happens to the heart
I was selling holy trinkets
I was dressing kind of sharp
Had a pussy in the kitchen
And a panther in the yard
In the prison of the gifted
I was friendly with the guard
So I never had to witness
What happens to the heart
I should have seen it coming
You could say I wrote the chart
Just to look at her was trouble
It was trouble from the start
Sure we played a stunning couple
But I never liked the part
It ain’t pretty, it ain’t subtle
What happens to the heart
Now the angel’s got a fiddle
And the devil’s got a harp
Every soul is like a minnow
Every mind is like a shark
I've opened every window
But the house, the house is dark
Just say Uncle, then it's simple
What happens to the heart
I was always working steady
But I never called it art
The slaves were there already
The singers chained and charred
Now the arc of justice bending
And the injured soon to march
I lost my job defending
What happens to the heart
I studied with this beggar
He was filthy he was scarred
By the claws of many women
He had failed to disregard
No fable here no lesson
No singing meadow lark
Just a filthy beggar blessing
What happens to the heart
I was always working steady
But I never called it art
I could lift, but nothing heavy
Almost lost my union card
I was handy with a rifle
My father's 303
We fought for something final
Not the right to disagree
"Happens to the Heart" é uma meditação profunda e desiludida sobre o balanço final de uma vida dedicada à arte, ao espírito e ao desejo. Nesta canção, Leonard Cohen apresenta-se não como um mestre iluminado, mas como um sobrevivente exausto que, após percorrer todos os caminhos possíveis — a religião, a política, o sexo e a fama —, conclui que nada disto o poupou ao desgaste inevitável da existência.
A letra funciona como um inventário de máscaras que ele usou. Quando ele diz que "vendia quinquilharias sagradas" ou que "andava bem vestido", está a admitir, com uma ironia fina, que a sua imagem de poeta espiritual era também uma espécie de encenação. Ele descreve a sua busca por respostas (citando o encontro entre o sagrado de Jesus e o materialismo de Marx) como uma tentativa fútil de "financiar a depressão", sugerindo que as ideologias foram apenas distrações para uma dor interna que nunca desapareceu.
Um dos pontos centrais da música é a ideia da perda de inocência e a aceitação do fracasso. Cohen fala de um "mendigo imundo" com quem estudou, que foi incapaz de resistir às tentações das mulheres, servindo como um espelho do próprio Cohen: um homem que, apesar de procurar a transcendência, nunca deixou de ser escravo da sua natureza humana e dos seus apetites. Não há aqui uma lição moralista ou um final feliz; há apenas a constatação de que o coração, ao longo do tempo, é inevitavelmente marcado, endurecido e "ferido" pelas experiências.
O uso de termos como o "cartão do sindicato" ou o "rifle do pai" reforça a ideia de que ele encarou a vida e a escrita como um trabalho braçal, uma luta constante ("working steady"). No fim, a casa está escura e todas as janelas estão abertas, simbolizando um homem que já não tem segredos nem defesas. A canção é, em última análise, um gesto de rendição elegante. Cohen diz-nos que, independentemente do sucesso que alcancemos ou da sabedoria que acumulemos, o destino final é sempre o mesmo: a aceitação estóica do dano que a vida inflige ao coração.
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
Pessoas singulares - Olga Fröbe-Kapteyn (1881–1962)
Arte, Espiritualidade, Universalismo
Diálogo Inter-religioso. Muito importante relembrar nestes dias negros.
Olga Fröbe-Kapteyn nasceu em Londres de pais holandeses, mas viveu em Zurique durante a maioria da sua vida. Ela era uma pessoa muito curiosa e ligada a pensadores como Carl Jung e Richard Wilhelm. Em Zurique, ela fundou a Eranos, que mais tarde seria conhecida como Fundação Eranos, uma conferência e instituto que promove a troca de ideias entre os mundos ocidental e oriental. Dessa forma, a sua influência se estendeu muito além do domínio da arte.
Embora Olga Fröbe-Kapteyn não fosse uma artista em tempo integral, as suas serigrafias da década de 1930 foram um subproduto intrigante da sua pesquisa sobre o simbolismo arquetípico. A obra de arte, incluindo o hipnotizante “The Central Spiritual Sun“, que sugere o seu talento inato para a criação de imagens, adicionando um significado profundo em cada peça.
Um dos aspectos mais notáveis da suas serigrafias é sua classificação como “Teosofista”. Este termo pode não ser definitivo, mas adiciona algo místico ao seu trabalho que torna o trabalho mais interessante. Pelo menos para mim. Algumas gravuras, como “Kether, The Crown“, inspiram-se na Cabala, enquanto outras exalam qualidades cristãs evidentes, apresentando uma fusão única de influências espirituais.
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sexta-feira, 3 de março de 2017
10 filmes sobre a História da Filosofia
De Confúcio a Hannah Arendt,
passando por Sócrates, Espinosa e outros tantos…
Para pensarmos um pouco sobre a história da filosofia separamos 10 biografias de algumas figuras importantes para a filosofia. Ainda que esta lista não abarque todos os grandes nomes da filosofia, ainda assim, trata-se de uma ótima oportunidade para pensar nos caminhos e descaminhos da filosofia ao longo dos séculos. Organizamos a lista a partir de uma ordem temporal, nesse caso, dos filósofxs mais atuais aos mais antigos:
1. Hannah Arendt
Alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906 – 1975) recusava-se a ser classificada como “filósofa” e também se distanciava do termo “filosofia política”; preferia que suas publicações fossem classificadas sob o tema “teoria política”. No entanto, devido aos seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates filosóficos contemporâneos.O filme é de 2012 e aborda o julgamento de Adolf Eichmann, um colaborador de Hitler e coordenador dos campos de concentração. Hannah Arendt acompanhou o julgamento e escreveu uma série de artigos sobre o caso. No entanto, os artigos e o conceito de “banalidade do mal” defendidos por Hannah provocam uma série de controvérsias e, são muito mal recebidos pela opinião pública, principalmente, pela comunidade judaica.
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2. Amantes do café Flore – Simone de Beauvoir e Sartre
O filme é de 2006 e aborda a vida e a relação dos filósofos Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer essas duas importantes figuras da filosofia mas, também, para conhecer um pouco do momento histórico em questão. O filme se desenrola numa perspectiva temporal importante, em que é possível acompanhar os primeiros encontros entre Simone e Sartre e gradativamente as mudanças pelas quais essa relação passa.
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3. Quando Nietzsche chorou
O filme é baseado no romance de Irvin Yalom e conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud. Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanalise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor o pensamento e alguns posicionamentos de Friedrich Nietzsche.
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4. Espinosa – O Apóstolo da Razão
O filme é de 1994 e aborda a vida e as idéias do filósofo renascentista Espinosa, que desafiou a Igreja e propôs a separação entre religião e Filosofia.
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5. Blaise Pascal
Acompanhamos a trajetória de Pascal, dos 17 anos até sua morte precoce, seus célebres estudos de Matemática e Geometria, incluindo a criação da primeira calculadora mecânica; seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas.Para assistir ao filme CLIQUE AQUI!
6. Cartesius – René Descartes
O diretor Rossellini extrai trechos inteiros de algumas das obras fundamentais do pensador, como O Discurso do Método (1637) e as Meditações Metafísicas (1641), para compor as ações “dramáticas” do personagem. São procedimentos teóricos de Descartes, cuja função seria fundar a autonomia do pensamento racional diante da fé. Vale dizer que, naquela época, toda démarche racionalista tinha de ser, também, uma negociação com a autoridade religiosa. Donde, nas Meditações, Descartes precisar, primeiro, ocupar-se das provas da existência de Deus, para apenas depois afirmar que o Cogito (a Razão) se sustenta por si só. “Eu sou, eu existo”, deduz, pelo simples fato de pensar. A conclusão entrou para a história do conhecimento como a frase famosa “Penso, logo existo”.
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7. Giordano Bruno
Giordano Bruno (1538-1600) foi um filósofo italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana por heresia ao defender erros teológicos e pela defesa do heliocentrismo. Giordano Bruno foi filósofo, astrônomo, matemático e um dos maiores pensadores do Século XVI. Admitia que acima de um deus imanente (a “alma do mundo”), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã. Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo.O filme de Guiliano Montaldo, retrata o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou qualquer retratação, sendo condenado e queimado vivo no ano de 1600.
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8. Ágora – Hypatia de Alexandria
Sob o domínio Romano, a cidade de Alexandria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e cristãos disputam a soberania política, econômica e religiosa da cidade. Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Trata-se de uma boa oportunidade para refletir sobre o período histórico em questão e também sobre as questões de gênero envolvidas, já que é impossível deixar de notar que boa parte dos desafios que Hypatia enfrenta derivam do fato dela ser uma mulher.Para assistir ao filme CLIQUE AQUI!
9. Sócrates
“Sócrates”, mostra o final da vida de Sócrates (470 – 399 a.C.), em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: ‘Apologia’, ‘Críton’ e ‘Fédon’, com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta. Imperdível!Para assistir ao filme CLIQUE AQUI!
10. A batalha pelo Império – Confúcio
Na idade da guerra no Estado chinês, durante a qual incontáveis guerras foram travadas para unificar os reinos, o rei de Lu pede a ajuda de Confúcio, filósofo muito influente para recuperar o seu poder. Confúcio usa a sua inteligência e carisma para salvar o estado de Lu de um conflito interno e de uma guerra perpétua. No entanto, os centros políticos do Estado passam a se sentir ameaçados pelo filósofo. Conseguem exilar Confúcio, que vaga por anos de um estado para outro sem perder os seus ideais de paz e harmonia.Para assistir ao filme CLIQUE AQUI!
sábado, 23 de julho de 2016
Poema da Semana: Canção da Paz, por João Soares
Canção da Paz
Três letras na nossa língua
Palavra rápida, simples e sonora e feminina
Transparente e inicial
Três letras na nossa língua
Palavra rápida, simples e sonora e feminina
Transparente e inicial
Para além da terra e pó e sangue e genes
És a rainha do silêncio puro, nirvana
Habitação sem dor, sem pranto e de eterna vigília
E eu vi-te ressurgida várias vezes
E eu vi-te ou desmembrada ou esquecida ou devastada
E foi pela luz que te reconheci
Irmã limpa
Sempre perdoa
E tece suave como o linho a concórdia entre os povoados
Emerge sobre todos e todas
E quando vivida dentro de mim, dentro de ti, dentro de vós
integra e participa
ama e eleva
Por Joao Soares, 23 de Julho de 2016
És a rainha do silêncio puro, nirvana
Habitação sem dor, sem pranto e de eterna vigília
E eu vi-te ressurgida várias vezes
E eu vi-te ou desmembrada ou esquecida ou devastada
E foi pela luz que te reconheci
Irmã limpa
Sempre perdoa
E tece suave como o linho a concórdia entre os povoados
Emerge sobre todos e todas
E quando vivida dentro de mim, dentro de ti, dentro de vós
integra e participa
ama e eleva
Por Joao Soares, 23 de Julho de 2016
Dossier Bioterra relacionado
Pela Paz e Não Violência
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domingo, 8 de junho de 2014
Música do BioTerra: Laurie Anderson - Bodies in Motion
Laurie Anderson - Bodies In Motion
We're bodies in motion. We're bodies in motion.
We dig down in the ocean. Swing up to the stars.
We own the moon and the earth. We're masters of Mars.
We're bodies in motion. We embody the spirit of motion.
Our ancestors cowered in caves
Afraid if the dark and the thunder.
Wrapped tip in black magic and rage
They were slaves to their hunger.
Now we fly across mountains in planes
We know aII about time and big numbers.
We're bodies in motion.
We embody the spirit of motion.
I love you with aII my heart You have my devotion.
I loved you from the start. We're bodies in motion.
We embody the spirit of motion.
Ooo the weight of the world. Eternal spin.
Puts a dent in my shoulder.
A burn in my spin. A burn in my spin.
Some say the future is crowds fighting for water and space.
Chaotic and dark and loud, everything used up and taken.
But I say the future's within the still point of the mind
Where we escape the bounds of earth
And break the bonds of time.
If somebody asked me to design a religion
I would make it aIl about snow.
No good or evil and no suffering.
Just perfect crystals spinning
In ecstasy ecstasy ecstasy ecstasy.
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Lista de Músicas BioTerra
É tão difícil para mim nomear a longa playlyst [lista de músicas] , mais a mais que já tenho exposto ao longo destes anos várias bandas e temas. Compilei a minha melofilia no dossiê Música. Mas claro, há músicos, bandas, que fazem parte de mim, que necessito de ouvir quase todos os dias. Sempre que as ouço, o encantamento é sempre como se nunca os tinha ouvido. And Also The Trees é definitivamente uma delas. Cocteau Twins pela beleza e barroco hipertecnológico dos sintetizadores, das guiterras e da voz de Fraser. Sigur Ros, Dead Can Dance e Chameleons, sempre no topo. Outras preferências vão para a irreverência e apocalipse de Diamanda Galas, Nine Inch Nails, Massive Attack, Joy Division e dos Sisters of Mercy e toda a escola de góticos por detrás. Não posso esquecer Nina Simone, Ella Fitzgerald, Patti Smith, Laurie Andersen e Caetano Veloso. Não posso esquecer os marcantes Beatles, Pink Floyd e Doors. Como raízes, desculpem-me os rockeiros, mas Vivaldi, Bach, Mozart, Verdi, Saint-Saens, Schubert (em particular as Lieder), Chopin, Monteverdi, música árabe-andaluza, cancioneiros medievais e música gregoriana, principalmente ortodoxa, enchem-me a alma. Enfim, há uma núcleo duro. Depois como árvores disponho em troncos, ramos e frutos muita música.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Centenário de Mahler - Canção da Terra- "A Despedida", conduzida pelo seu amigo e ex-aluno Bruno Walter
Der Abschied (A despedida, parte 1)
Hoje é o centenário da morte de Gustavo Mahler [ver bio].
Das Lied von der Erde
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Das Lied von der Erde (ou "A Canção da Terra") é uma obra de Gustav Mahler. É considerada, por alguns críticos, como a obra mais importante deste autor. Nesta obra, tornam-se visíveis as qualidades mais singulares do compositor: a angústia existencial e a sublime grandiosidade.
A obra consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer, com uma malformação cardíaca avançada. Porém, não chegou a ouvir a sua estréia perante o grande público, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter - que viria a estreá-la em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.
A obra
Os poemas que integram o ciclo consubstanciam a filosofia da existência humana. O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde ("A Canção-brinde à Miséria da Terra") é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o carácter efêmero do homem neste planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst ("O Solitário no Outono"), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend ("Da Juventude"), recria imagens da juventude: o ruído de "jovens belamente vestidos" dentro de "um pavilhão de verde e branca porcelana". O quarto, Von der Schönheit ("Da Beleza"), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der Trunkene im Frühling ("O Bêbado na Primavera") relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der Abschied ("A Despedida"), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.
Influências
É conveniente recordar que, naquela época, o mundo germânico foi bastante influenciado pela obra filosófica de Friedrich Nietzsche, especialmente por Assim Falou Zaratustra; o trabalho de Carl Gustav Jung, discípulo de Sigmund Freud; os textos literários de Herman Hesse; a versão alemã do I Ching, assinada por Richard Wilhelm; o budismo e o taoísmo. Mahler não foi alheio a esta corrente "orientalista" - mesmo Das Lied von der Erde ("A Canção da Terra") recorreu à antiga poesia chinesa.
Mahler sempre apreciou a utilização da voz humana, como fazia nos seus "lieder" como Ruckert Lieder, Drei Lieder, Lieder eines fahrenden Gesellen, Kindertotenlieder ou Des Knaben Wunderhorn. Daí que os seus lieder traduzam uma intensidade excepcional de sentimentos. Porém, a escrita sinfónica constitui o seu veículo de expressão mais pleno, que o conduziu, naturalmente, a uma forma musical que combina a voz com o acompanhamento orquestral. O compositor incluiu a voz humana em sinfonias e o máximo expoente desta tendência encontra-se na "Sinfonia Nº8", denominada "Sinfonia dos Mil" (embora o autor não aprovasse o nome), devido ao elevado número de instrumentos empregados e, em particular, de coralistas. A integração mahleriana da voz na massa instrumental atinge o seu apogeu em Das Lied von der Erde.
É indubitável que neste mundo vocal e instrumental palpita a herança beethoveniana da "9ª Sinfonia" - "Coral" - também disputada por Richard Wagner. No entanto, por razões óbvias, a voz humana em Wagner associa-se a cenas dramáticas integradas num argumento, enquanto a "Ode à Alegria", da sinfonia "Coral" não possui qualquer intenção narrativa (este o motivo de não se chamar Poema Sinfónico, mas sim Sinfonia).
Neste sentido, Gustav Mahler encontra-se mais próximo de Beethoven do que Wagner. Consta que Das Lied von der Erde não foi catalogada como sinfonia devido a uma superstição que pesava sobre os músicos alemães: ninguém ousava ultrapassar o número nove afixado por Beethoven na sua última obra deste género. Mas Das Lied von der Erde «A Canção da Terra» é nitidamente uma sinfonia vocal, que culmina a linha composicional mahleriana - lamentosa, melancólica e pessimista - iniciada na Primeira Sinfonia.
Nos derradeiros anos de vida, acossado pela fatalidade - a morte da sua filha Putzi em 1907 - e pelo desenraizamento, o seu niilismo visceral acentuou-se. "Para os austríacos sou alemão, para os alemães sou judeu, e como judeu não sou ninguém", disse Gustav Mahler neste contexto. Das Lied von der Erde pode ser considerada um verdadeiro testamento musical, testamento com que Mahler disse o seu adeus. Foi com esta obra que Gustav Mahler se despediu da Terra. Cansado, fustigado pela sua vida, Das Lied von der Erde é o adeus do compositor, tal como o nome do último andamento da obra. Mahler escreveu Das Lied von der Erde na pior altura da vida: havia sido despedido da Ópera Imperial, a sua filha Putzi morrera em 1907 com difteria, Alma o traíra e a sua doença agravara-se muito. Mahler viu-se então obrigado a prescindir de algumas das suas actividades mais predilectas, e assim foi criado o clima de Das Lied von der Erde, um confronto do compositor com a mortalidade, que se sente em toda a obra, com uma atmosfera intimista, típica da música de câmara, triste, trágica, feliz, resignada, música de uma beleza infindável, que comove desde a primeira à última nota. É assim Das Lied von der Erde, "A Canção da Terra".
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Sino - simbologia e geologia
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| Ruivães - Penedo do Sino |
O simbolismo de sino vincula-se à percepção do som e as vibrações sonoras e representa o critério da harmonia universal, e simboliza também o chamamento divino, e a comunicação entre o céu e a terra. Mas o sino possui também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.
No Hinduísmo, o sino é usado para simbolizar o ouvido e tudo que é percebido por ele. Na Índia, muitos séculos antes de Cristo, já se tocavam os sinos antes de cada cerimónia, a do nascer do sol, a do meio dia solar e a do pôr do Sol.
Já no Islão, o sino representa a repercussão do poder divino, e marca a limitação das condições temporais.
Para o Budismo, o som dos sinos de ouro simboliza as vozes divinas.
Para a cultura Chinesa, o sino está relacionado com o barulho dos tambores e representa o som dos trovões.
O som dos sinos possui um poder de purificação e é capaz de afastar as más influências.
Segundo a mitologia cristã, os sinos possuem o poder de tornar invencíveis na guerra contra o mal. Os espíritos malévolos são aterrorizados pelo som dos sinos.
A oração do Ângelus, oração cristã, é acompanhada sempre do ressonar dos sinos, tocados três vezes por dia, de manhã, ao meio dia, e à tarde, para recordar os cristão das três pessoas da Santíssima Trindade.
Também na mitologia cristã, o sino é usado para simbolizar o anúncio do nascimento do menino Jesus.
A freguesia de Ruivães está implantada na vertente Norte-Nordeste da Serra da Cabreira, é atravessada pelo Rio Saltadouro que nasce nos montes de Salto (Montalegre), tem o Rio Cávado como limite a Norte com a Serra do Gerês, freguesia de Cabril (Montalegre) e o Rio Rabagão como limite a Nordeste com o lugar de Vila Nova da freguesia de Ferral (Montalegre). Nos limites terrestres, confronta a Oeste com a freguesia de Salamonde, com as freguesias de Cantelães, Vilarchão, Anjos e Rossas a Sudoeste e Sul, e com a freguesia de Campos a Este.
A designação de penedo do sino resulta do seguinte: a rocha principal, por força dos efeitos da erosão ao longo dos tempos fragmentou-se, abrindo fendas entre as diferentes partes, sendo que, um dos fragmentos, com forma pontiaguda, ficou encaixada entre as partes maiores, ficando com a parte inferior assente algures no fundo e a parte mais grossa virada para a superfície. Aquele fragmento ficou solto, já foi possível bambeá-lo para um lado e para o outro, ao ponto de bater nas laterais, provocando um som que foi equiparado ao de um sino. Daí o nome de penedo do sino.
Actualmente esta formação geológica, que os antigos designavam por “badalo”, mal se move e não provoca qualquer som. Isto porque na fenda se acumulou terra e ali nasceu vegetação que impede de causar a sensação de outrora.
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
"Em religião não deve haver nada de imposição" - Corão 2,257
Li o Corão há uns anos atrás. É quase igual ao Novo Testamento. Apenas uma diferença: Maomé é sexuado, casa-se (podem acusá-lo de pedófilo). No NT, Cristo é assexuado. Acho muito estranho. Acredito que os primeiros copistas foram censores e retiraram a vida sexual de Jesus.
Nos evangelhos coptas de Nag Hammadi, Jesus aparece como sexuado, e a sua companheira é Maria de Magdalena; estes textos gnósticos é que não foram incluídos na Bíblia.
O sentido é que não deves ser obrigado a seguir a religião. Mas se a seguires deves seguir as regras o mais possível.
Maomé sabe-se que existiu, Cristo é uma incerteza. Seja como for, religiões e espartilhos não se dão bem comigo. Sigo o que a consciência e a alma de ditam, alicerçadas na ética e solidariedade, para com animais e pessoas. Não preciso de religiões e mandamentos para ser melhor, nem que me indiquem caminhos, pois para isso estou cá eu. Julgo os meus actos, e reconhecendo no que errei, procuro ser melhor.
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