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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Nuno Loureiro era referência mundial em fusão nuclear e o seu trabalho poderia mudar os rumos da energia limpa


A misteriosa morte de Nuno Loureiro é uma perda enorme para o futuro e para o combate à crise climática. O português trabalhava na criação de energia limpa e redução das emissões de carbono. Tinha sido nomeado diretor do prestigiado MIT - Plasma Science and Fusion Center.

Loureiro era uma figura central na pesquisa global de fusão nuclear, área vista como uma das maiores apostas para energia limpa e abundante no futuro. Seu trabalho ajudou a avançar o entendimento sobre reconexão magnética, turbulência em plasmas e confinamento de partículas, temas críticos para viabilizar reatores de fusão como o ITER e projetos privados ligados ao MIT.

O corpo encontrado morto e baleado em casa permanece ainda uma incógnita e as fake news
Nuno Loureiro não era judeu
Nas redes sociais, logo a seguir ao trágico assassinato do cientista português Nuno Loureiro, surgiram de imediato alegações de que era judeu sugerindo alguma motivação que tivesse a ver com isso. Sabe-se agora que uma repórter foi junto do prédio onde mora a família Loureiro e verificou que estava enfeitado por ocasião da Festa das Luzes judaica (Chanucá ou Hanucá) deduzindo que fosse a dele. Não era; ele tinha vizinhos judeus, incluindo uma senhora de idade a quem por vezes ajudava a subir as escadas com as compras e que até já falou para a imprensa. Também vi a fotografia de uma janela com um letreiro de apoio a Israel, mas creio que nem era a mesmo prédio, embora na mesma rua. De qualquer forma não era o apartamento dele. Isso está tudo confirmado, incluindo por fontes americanas.
Também puseram a correr tweets de um tal Nuno Loureiro com referências ao Hamas, que não é ele, vê-se perfeitamente pela fotografia. Loureiros são aos milhares, não será difícil encontrar Nunos.
Posto isto, acabei de ver um artigo de opinião do Observador sobre o tema, assumindo investigações de Israel que já metem o Irão e tudo. Também vi contas israelitas e iranianas a citarem a pseudo- origem judaica desta mente brilhante que, tragicamente, se perdeu. Ou seja, uma reportagem com informações falsas deu origem a um sem fim de desenvolvimentos sem sentido. Entretanto, quer amigos próximos de Nuno Loureiro, quer colegas do MIT desmentiram quer a origem judaica quer que tenha emitido qualquer opinião pública sobre Israel ou Palestina.
As causas do horroroso assassinato são, até ao momento desconhecidas, mas há uma certeza: por ser judeu (ou militante pró-Israel) é que não foi e a sua esposa é Portuguesa. Por favor, não escrevam disparates nos jornais! Nuno Loureiro deixa mulher e três filhas, segundo notícia logo no 1.° dia, a mais nova terá assistido a tudo

Comoção internacional e impacto no meio científico
A morte de Nuno Loureiro repercutiu rapidamente entre pesquisadores, universidades e instituições científicas. Além de diretor, ele era visto como um articulador de ideias e projetos que buscavam avançar a compreensão da fusão nuclear, uma das grandes apostas para a transição energética do planeta.

A sua ausência deixa um vazio não apenas administrativo, mas intelectual. Projetos em andamento, colaborações internacionais e formações de novos pesquisadores perdem uma liderança considerada fundamental.

Um legado que ultrapassa fronteiras
Mais do que cargos ou títulos, o legado de Nuno Loureiro está ligado à construção de conhecimento em uma área decisiva para o futuro da humanidade. A fusão nuclear, estudada por ele ao longo de décadas, representa a promessa de uma fonte de energia limpa, segura e sustentável.

No meio da tragédia, permanece o impacto de sua contribuição científica, que continuará presente em pesquisas, artigos e na formação de novas gerações de físicos ao redor do mundo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Reator de fusão nuclear da China atinge temperatura cinco vezes superior à do Sol

O ‘sol artificial’, que custou um bilião de dólares à China, acaba de bater mais um recorde, ao aquecer plasma a uma temperatura cinco vezes superior à do Sol durante 17 minutos.

O reator de fusão nuclear Tokamak Supercondutor Experimental Avançado (EAST no acrónimo em inglês) da China estabeleceu um novo recorde ao atingir 70 milhões de graus centígrados durante 1056 segundos, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua News. O projeto de um bilião de dólares da China aproxima-se assim da criação de uma fonte de energia limpa ilimitada. O anterior recorde tinha sido estabelecido pelo Tore Supra Tokamak, localizado em França, em 2003, que durante 390 segundos atingiu a mesma temperatura. Já em 2021, o próprio EAST estabelecera um outro recorde – 101 segundos a 120 milhões de graus.

Os investigadores procuram colher energia proveniente da fusão nuclear há 70 anos, através da fusão de átomos de hidrogénio, num processo semelhante ao que acontece em estrelas como o Sol.

O desafio de replicar as condições do interior das estrelas não tem sido fácil, conta a publicação Space.com, com a abordagem mais comum a ser a dos reatores de fusão, os tokamak, que superaquecem plasma dentro de uma câmara de reator em forma de dónute, com campos magnéticos poderosos. Até aqui, não se tem conseguido gerar mais energia do que aquela que se consome em todo o processo, com as necessidades a serem elevadas para lidar com o plasma que não está quente o suficiente para se fundir.

O projeto chinês termina em junho e, por essa altura, terá custado um bilião de dólares. O EAST está a ser usado para testar novas tecnologias também para o ITER, o International Thermonuclear Experimental Reactor, que está a ser construído em Saint-Paul-lez-Durance, França, e prevê uma colaboração entre 35 países, incluindo China, EUA, Reino Unido, Índia e membros da União Europeia – contando também com tecnologia e engenharia portuguesa.

A China continuará os seus programas de desenvolvimento de reatores de fusão nuclear e estima-se que os EUA completem uma primeira iteração neste campo em 2025. Também uma empresa britânica anunciou a intenção de comercializar energia gerada desta forma já em 2030.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A esquecida pandemia nuclear


A absoluta contaminação mediática pelas informações (e desinformações) associadas à COVID-19, alimentando o clima de pânico entre as populações, tem ainda outro efeito perverso: omite às mesmas populações outras situações igualmente graves e que têm todo o direito a conhecer. Uma delas é a escandalosa decisão do governo do Japão e da empresa que gere a central nuclear de Fukuchima de lançar no mar mais de um milhão de toneladas de águas radioactivas originárias dos reactores fundidos na catástrofe de 2011. Águas que entrarão na cadeia alimentar de milhões e milhões de pessoas. Um acto criminoso que apenas engrossa essa pandemia esquecida: a de índole nuclear – civil e militar.

Não se trata de COVID, portanto a informação passou quase despercebida: o Japão vai descarregar no mar mais de um milhão de toneladas de água radioactiva proveniente da central nuclear de Fukuchima.
O catastrófico acidente de Fukuchima foi provocado pelo tsunami que atacou a costa nordeste do Japão em 11 de Março de 2011, submergindo a central e dando origem à fusão dos núcleos de três reactores nucleares. A central fora construída mesmo na orla costeira a apenas quatro metros acima do nível do mar, com diques de quebra-mar de cinco metros de altura numa zona sujeita a tsunamis com ondas de 10 a 15 metros de altura. Além disso, houve graves falhas do controlo das instalações por parte da Tepco, a empresa privada gestora da central: no momento do terramoto os dispositivos de segurança não entraram em funcionamento. Para arrefecer o combustível fundido foi bombada água durante vários anos através dos reactores.
Essas águas, tornadas radioactivas, foram armazenadas no interior da central em mais de mil grandes reservatórios, que acumularam 1,23 milhões de toneladas. A Tepco está em vias de construir outros reservatórios que também eles estarão cheios em meados de 2022. Uma vez que tem de continuar a bombar água nos reactores fundidos, a Tepco, em acordo com o governo de Tóquio, decidiu descarregar no mar as águas acumuladas até agora, depois de as ter filtrado para as tornar menos radioactivas (não se sabendo em que medida) através de um processo que se prolongará por 30 anos.
Existem, além disso, lamas radioactivas acumuladas nos filtros do local de descontaminação, armazenadas em milhares de contentores, e enormes quantidades de terra e de outros materiais radioactivos.
Como a própria Tepco admitiu, uma situação particularmente grave é a fusão que aconteceu no reactor 3 carregado com mox, uma mistura de óxidos de urânio e plutónio, bastante mais instável e radioactiva. O mox utilizado neste reactor e em outros no país é produzido em França a partir de detritos nucleares enviados pelo Japão.

A praga nuclear universal
A organização Greenpeace denunciou os perigos resultantes do transporte deste combustível com plutónio através de dezenas de milhares de quilómetros. Alertou ainda para o facto de o mox favorecer a proliferação de armas nucleares porque permite uma extracção mais fácil de plutónio e, no ciclo de exploração de urânio, não existe uma clara linha de demarcação entre a utilização civil e a utilização militar desta matéria físsil.
Até ao momento foram acumuladas (segundo estimativas de 2015) cerca de 240 toneladas de plutónio para utilização militar directa e 2400 toneladas para utilização civil, com as quais, contudo, é possível produzir armas nucleares, que se somam a cerca de 1400 toneladas de urânio enriquecido para fins militares.
Algumas centenas de quilos de plutónio seriam suficientes para provocar cancro nos pulmões aos 7700 milhões de habitantes do planeta, e o plutónio continua letal durante um período de tempo correspondente a quase dez mil gerações humanas.
Foi acumulado, portanto, um potencial destruidor capaz, pela primeira vez na história, de fazer desaparecer a espécie humana da face da Terra.
Os bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki; as mais de duas mil explosões nucleares experimentais na atmosfera, no mar e em terra; o fabrico de ogivas nucleares com uma potência equivalente a mais de um milhão de bombas de Hiroxima; os numerosos acidentes com armas nucleares e os que acontecem em locais nucleares civis e militares, tudo isto provocou uma contaminação radioactiva que atingiu centenas de milhões de pessoas.
Uma parte das cerca de 10 milhões anuais de mortes por cancro no mundo – documentadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – pode ser atribuída aos efeitos a longo prazo das radiações. Em dez meses, sempre segundo dados da OMS, a COVID-19 provocou no mundo cerca de 1,2 milhões de mortes. Um perigo que não pode ser subavaliado mas que não justifica o facto de os meios de comunicação de massas, designadamente as televisões, não terem informado que mais de um milhão de toneladas de água radioactiva serão descarregadas no mar a partir da central nuclear de Fukuchima, tendo como resultado o facto de, entrando na cadeia alimentar, fazer aumentar posteriormente as mortes por cancro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Documentário - Journey To The Edge Of The Universe


A National Geographic apresenta a primeira viagem precisa e ininterrupta da Terra até aos confins do Universo, utilizando um único plano contínuo, graças à espetacular tecnologia de computação gráfica (CGI).

Baseado em imagens captadas pelo telescópio Hubble, "Viagem aos Confins do Universo" explora a ciência e a história por detrás dos corpos celestes distantes do Sistema Solar.

Esta espetacular e épica viagem pelo cosmos leva-nos desde a Terra, passando pela Lua e pelos nossos planetas vizinhos, para fora do nosso Sistema Solar, até às estrelas, nebulosas e galáxias mais próximas e mais além – até aos próprios confins do Universo.

Ao terminar este vídeo, terá uma consciência inédita do universo astronomicamente imenso e invisível em que flutuamos como um grão de poeira no oceano.

Este vídeo leva-o numa viagem pelo universo como se estivesse a assistir a uma aventura de ficção científica. No entanto, precisa de se lembrar constantemente de que o que está a ver é real.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Instituto Contra o Cancro adverte sobre os riscos dos telemóveis

Imagem e artigo retirado de Ecoscraps

Dr. Ronald B. Herberman, diretor do Instituto de investigação do cancro da Universidade de Pittsburgh publicou uma advertência sem precedentes aos membros do seu corpo docente: limite o uso de telemóveis, devido a possíveis riscos cancerígenos.
Dr. Herberman disse que a sua advertência foi baseado em dados ainda não publicado. Ele argumentou que as acções devem ser tomadas agora, especialmente no que se refere às crianças.


Na verdade, eu acho que não devemos esperar pela publicação de um estudo final, pois é pois e preferivel enganarmo-nos por excesso de seguranca do que lamentar depois (disse Herberman).





Artigo original: USA Today

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sábado, 29 de maio de 2004

Inacreditável!! o Mundo estará a involuir de vez??


Energia nuclear pode combater efeito estufa, diz cientista

Um dos primeiros cientistas a alertar para o efeito estufa, o britânico James Lovelock, considera, num artigo publicado esta segunda-feira pelo jornal The Independent, que o aquecimento global do planeta apenas pode ser combatido através da utilização da energia nuclear.

Para o cientista, a única fonte energética não poluente que está imediatamente disponível para a utilização humana é a energia nuclear. «Não temos tempo para experimentar fontes energéticas visionárias, a civilização está em risco iminente», alerta James Lovelock.

No artigo do diário britânico, Lovelock alerta para o facto das fontes energéticas não poluentes não estarem a ser desenvolvidas com a rapidez suficiente para substituir o carvão, o gás e o petróleo, cujas emissões de dióxido de carbono estão na origem do efeito estufa.

«A oposição à energia nuclear é baseada em medos irracionais, alimentados pela ficção de Hollywood, pelo lobby dos ecologistas e pelos media», considera o cientista, acrescentando que «desde o início, em 1952, a energia nuclear provou ser a mais segura de todas as fontes».