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terça-feira, 4 de junho de 2024

Música do BioTerra: Love and Rockets - Express Kundalini


[Verse 1]
This is an announcement
For the transcendental run
The train now standing
Leaves for higher planes
Due to a derailment
There will be no other train
So why not hop on this one?
Hear the porter's glad refrain

Each carriage is connected
As is every single train
The rails all form a track
Which is a link within a chain
The chain's connected
To another chain now
You will need no ticket
If you wish to ride on this train

[Chorus]
Woot woo!
Woot woo!
Woot woo!
Woot woo! Woot woo!
All aboard the express Kundalini
All aboard the express Kundalini
All aboard the express Kundalini
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[Bridge]
The song is in your heart
Your heart is in the song
The song is of the earth
The song is of the sky

[Verse 2]
You are disintegrating
Into everything around
Reintegrating
The worm we dug from higher ground
You have let go of ego
Ego is no longer you
Closer to nirvana
Since the porter's whistle blew

[Chorus]
All aboard the express Kundalini
All aboard the express Kundalini
All aboard the express Kundalini
Woot woo!

A energia Kundalini, conhecida também como Shakti, é uma energia espiritual que está localizada na base da coluna. O conceito de energia Kundalini existe há séculos e foi mencionado em antigos textos védicos de 1.000 aC.
A Kundalini Shakti é considerada a consciência divina presente no corpo, dividida entre a parte superior e inferior do corpo, ao ativar a energia Kundalini de forma segura, ela ajuda a equilibrar os chakras, aumentar o nível de consciência e bem-estar.
Quando a energia Kundalini Shakti é despertada e se eleva dentro de nós, toda a nossa vida se torna uma dança de alegria e bem-aventurança.

O que é Kundalini
O termo Kundalini vem da palavra em sânscrito kundal, que significa circular. Também se refere a uma cobra enrolada. Essa energia se manifesta no corpo através dos chakras, subindo ou descendo, provocando diferentes emoções.
Quando a kundalini se move para o topo da cabeça, no chakra coronário, é possível experimentar o estado de plenitude e bem-aventurança. Sentimentos de conexão começam a surgir com tudo e todos. Os antigos Rishis retratam cada um dos sete Chakras na forma de uma lótus ou de diferentes pétalas de flores, representando a consciência sutil, fresca e delicada.

Kundalini e os Chakras
A energia kundalini flui através dos chakras, num movimento ascendente ou descendente, provocando diferentes emoções, sentimentos ou sensações. É uma energia que se manifesta de diferentes maneiras nas diferentes regiões do corpo.
Os sete chakras ou sete centros nervosos estão conectados com diferentes glândulas do corpo – glândula tiróide, glândulas adrenal, glândula pituitária, glândula pineal, etc.
A ciência prova o que os antigos Rishis, sábios espirituais, afirmavam nas escrituras sagradas há milhares de anos atrás – cada uma dessas glândulas são responsáveis ​​por diferentes tipos de emoções.
Quando a energia kundalini está adormecida nos chakras é comum sentir sensações como inércia, raiva, apego, preguiça, etc. Quando ela é ativada, a inércia se transforma em entusiasmo, depois em criatividade. Do sentimento criativo, surge a alegria, e quando estamos felizes naturalmente surge a generosidade.
Então a energia se move para o chakra do coração, onde é possível sentir amor por todos ao redor, desencadeando o sentimento de gratidão e logo após, o estado de alerta. Trazendo expansão da consciência e bem-aventurança.

O perigoso despertar de Kundalini
É importante salientar sobre a prática correta da meditação kundalini pois o uso de forças e técnicas erradas, podem causar inúmeras consequências. É como se o fusível da lâmpada explodisse, devido ao excesso e surto descontrolado de energia.
Somente com a orientação correta sobre as técnicas, dieta e descanso, o corpo se torna sintonizado e propício para vivenciar esse fenômeno sutil. É importante respeitar o tempo de cada um, pois ao tentar despertar a kundalini shakti pela força, há grandes chances de perder o equilíbrio mental. Só quem tem anos e anos de prática de yoga e profundo conhecimento sobre isso é capaz de realmente praticar essas técnicas de forma adequada sem nenhum efeito colateral.

Meditação Kundalini
Quando a energia sobe naturalmente e através da técnica adequada, experimenta-se tanto entusiasmo, alegria e pertencimento. Todos estes são sinais de um verdadeiro despertar de shakti (energia).
Só é possível meditar quando a kundalini está desperta. Sempre que acontece a meditação, toda essa energia cintilante flui por todo o seu ser. Isso é o que é Kundalini.
O despertar da energia acontece muito naturalmente durante o Sudarshan Kriya, técnica de respiração da Arte de Viver. Por ser uma prática segura é possível sentir, de forma muito natural, cada célula do corpo desperta e viva.
Não tente fazer tudo isso à força, caso contrário você perderá perder o sono.

Kundalini e a serpente – Compreensão mitológica
A energia kundalini foi simbolicamente comparada a uma serpente. Nas histórias mitológicas, diz-se que a Mãe Terra repousa sobre os capuzes da serpente – Shesha Naag, que simboliza a força centrípeta e a força centrífuga. O planeta Terra é sustentado por esses dois tipos de forças. Essas forças não atuam em uma direção linear. Essas forças atuam de forma circular. Uma cobra também nunca viaja em linha reta. Uma cobra se enrola de maneira quase circular à medida que avança. O movimento da serpente é impulsionado por forças centrípetas e centrífugas.
O Shesha Naag simboliza as duas forças – centrípeta e centrífuga, que sustentam a Terra em sua revolução ao sol, da mesma forma o simbolismo da serpente kundalini representa a força vital que nos sustenta. Isso não significa que você deve procurar uma cobra dentro do seu corpo ou nem que você precise procurar uma flor de lótus.

Kundalini Yoga
O kundalini yoga é praticado para ativar a energia shakti, o que permite que ela se mova para cima e através dos chakras ao longo da coluna. A prática de kundalini yoga combina canto, posturas de yoga e respiração:
Canto de abertura: Cada aula começa com um mantra de abertura.Pranayama ou aquecimento: É comum realizar exercícios de respiração, chamados pranayamas, e às vezes movimentos para alongar a coluna. O objetivo do pranayama é praticar o controle da respiração.Kriya: Palavra em sânscrito que significa purificação, é uma sequência de posturas, pranayama ou mudras – posições das mãos. A duração e intensidade do kriya depende do professor.Relaxamento: Permite que seu corpo e mente absorvam os efeitos de um kriya.Meditação: O professor pode guiar uma meditação para cultivar a expansão da consciência.Canto de encerramento: A aula termina com um mantra de encerramento.


Efeitos do kundalini no corpo
À medida que a energia kundalini desperta, é muito comum se sentir mais conectado espiritualmente consigo mesmo e com os outros, e surgir sentimentos como:
  1. mais empatia
  2. aumento da criatividade
  3. carisma
  4. aumento de energia
  5. paz interior

domingo, 19 de novembro de 2023

Os Hindus


O povo hindu é um dos mais antigos do mundo, que se desenvolveu na região do subcontinente indiano. A palavra hindu vem do persa e significa “o povo que vive do outro lado do rio Indo” . O hinduísmo é a religião predominante entre os hindus, mas não é uma religião monolítica, e sim um conjunto de tradições e crenças variadas.

A origem dos hindus remonta à civilização do Vale do Indo, que floresceu entre 3300 e 1300 a.C. nas margens do rio Indo e seus afluentes . Essa civilização tinha cidades planeadas, sistemas de escrita, comércio, arte e religião. Ela entrou em declínio por volta de 1500 a.C., possivelmente por causa de invasões, mudanças climáticas ou desastres naturais.

Nessa época, chegaram ao território indiano os árias, um povo nómada de origem indo-europeia, que trouxe consigo uma nova língua (o sânscrito), uma nova cultura e uma nova religião (o védico) . Os árias se impuseram sobre os povos nativos, os dravidianos, e estabeleceram um sistema de castas, que dividia a sociedade em quatro grupos principais: os brâmanes (sacerdotes), os xátrias (guerreiros), os vaixias (comerciantes) e os sudras (servos). Havia também os párias ou intocáveis, que eram excluídos do sistema e considerados impuros.

A religião védica era baseada nos Vedas, uma coleção de hinos, rituais e especulações filosóficas sobre a natureza do universo e dos deuses. Os principais deuses eram Indra (o rei dos deuses e senhor das tempestades), Agni (o fogo), Varuna (o céu) e Soma (uma bebida sagrada) . Os árias praticavam sacrifícios de animais e oferendas de fogo para obter favores divinos.

A partir do século VI a.C., surgiram novos movimentos religiosos e filosóficos na Índia, que questionavam a autoridade dos brâmanes e dos Vedas. Esses movimentos enfatizavam a busca pelo autoconhecimento, pela libertação do ciclo de renascimentos (samsara) e pela realização da verdade suprema (brahman). Entre esses movimentos estavam o budismo, o jainismo e o hinduísmo clássico .

O hinduísmo clássico é uma síntese das tradições védicas com as tradições dravidianas e outras influências culturais. Ele se baseia em novos textos sagrados, como os Upanixades (que exploram a relação entre o ser humano e o absoluto), os Puranas (que narram as histórias dos deuses) e os Épicos (como o Ramáiana e o Mahabharata, que contam as aventuras de heróis e reis)

O hinduísmo clássico também valoriza a diversidade de caminhos para se aproximar do divino, como o caminho da ação (karma marga), o caminho do conhecimento (jñana marga) e o caminho da devoção (bhakti marga). Cada um desses caminhos envolve práticas específicas, como rituais, meditações, mantras, yoga, ética e serviço.

O hinduísmo é uma religião viva e dinâmica, que continua se transformando e se adaptando aos tempos. Ele é a religião de mais de um bilião de pessoas no mundo, principalmente na Índia, mas também  noutros países, como Nepal, Sri Lanka, Bangladesh, Indonésia e Estados Unidos. Ele é uma religião rica e complexa, que reflete a história e a cultura do povo hindu.

domingo, 2 de julho de 2023

Is Healthy Soil the Most Effective Tool to Fight Climate Change?

Jaggi Vasudev, known by the honorific title Sadhguru, an Indian yoga guru

There is a rapidly accelerating global call to protect ecosystems, and while biodiversity and nature are part of the overall conversation, less attention has been paid to soil health. But there is no way to talk about climate change, biodiversity or food security without referring to soil degradation. Sadhguru, head of the Isha Foundation, is running a campaign, Conscious Planet – Save our Soil, to change that.

For three decades global yogi Sadhguru has been raising the importance of soil and the alarming threat of soil extinction into the spotlight and says: "Soil is our life, our very body. And if we forsake soil, in many ways, we forsake the planet."

Soil lies at the heart of ecosystem health, providing essential services not just for agricultural production but also for plant growth, animal habitation, biodiversity, carbon sequestration and resilience to droughts or flooding. The decline in soil health is exacerbating many of the most severe challenges from climate change to global hunger.

To give just a couple of examples, poor soil health is contributing to global warming by reducing the volume of carbon absorbed from the atmosphere and driving biodiversity loss by impacting vegetation that provides food and shelter to various animal species.

The goals of the Sadhguru campaign are simple, if ambitious. They involve raising awareness of the importance of soil, inspiring the electorate to support policy around soil health (the goal is 4 billion people or 60% of the world’s electorate) and, in particular, helping to raise and maintain the organic content of soils to a minimum of 3-6%.

Research published in 2020 suggests that around 24 billion metric tons of fertile soils are being lost each year and the United Nations Convention to Combat Desertification has warned that up to 40% of the global land area is already in a degraded state. This is down in part to a changing climate but human activity has a significant role to play, with intensive farming, excessive use of chemical inputs, deforestation and other forms of land-use conversion contributing to the problem.

This has a direct economic impact as well as environmental one. The European Commission recently estimated that Europe loses nine million tonnes of soil annually, while in 2019 Solar Energy UK’s analysis of natural capital value suggested that soil degradation costs the UK alone around £1.2 billion per year.

Food, agriculture and the soil
For the agricultural sector, declining soil fertility raises a number of issues. It reduces both the yields and quality of growing crops, eating into farmers’ profits as well as their ability to produce enough food for the growing population.

Indeed, estimates suggest that around 95% of the food we consume is directly or indirectly dependent on healthy soils, but approximately 52% of the world’s agricultural land has already been degraded.

About 51 million square kilometers of land, which amounts to 70% of the land on the planet, is under agriculture right now. Sadhguru says: "Right now, the United Nations is saying that the world may have agricultural soil only for another 80–100 crops. This means after 45–60 years, there could be severe food shortages, and getting rich soil will become the basis of wars on this planet. And every responsible scientist in the world is pointing out that by 2045, we will be producing 40% less food than what we are producing right now and our populations will be well over 9 billion.

"That is not a world you want to live in or leave for your children and go. But that is what we are creating. In every agricultural land on the planet, a minimum 3–6% of organic matter must be there. If you institute this in the policy of every nation, in 12–15 years’ time, we can significantly mitigate climate change just by attending to the soil.”

Restoration and regeneration of soil can be done in combination with industry too, as for example through agri-solar, with growing interest in the impact of deploying solar PV alongside both crops and animal agriculture. Mark Rowcroft, development director at Exagen, which is promoting the combination of solar PV generation with agriculture wrote: “Land regeneration is as vital to securing a low-carbon future as decarbonising our energy systems. Protecting and nurturing biodiversity has the double impact of restoring soil quality to sequester carbon and improve soil quality and farming yields.”

Soil as a carbon sink
Soil is a significant carbon sink - globally, approximately 75% of terrestrial carbon has been estimated to be stored in soil, which is up to is three times more than the amount stored in living plants and animals.

If the soil is covered and has humus (organic matter), it absorbs the carbon from the atmosphere. At the same time, unhealthy soil, which is ploughed and exposed, is a source of emissions of both carbon dioxide and methane. That means that improving the health of soil can play a major role in increasing carbon sequestration and addressing atmospheric carbon.

Whether you want to fix or reverse climate change, or do carbon sequestration, or limit the temperatures rising in the world, or resolve water scarcity, the connecting need is the need to fix the soil. As Sadhguru points out: “It is also the largest water soak on the planet. If soil is organically rich, we can store eight times more water than all the rivers on the planet put together!” That can have a significant impact on local resilience to drought and/or floods.

Healthy soil underpins many of the approaches that we are taking to address climate change and food challenges. Healthy soil is home to the mycelium that connects plants and trees helps them share nutrients, exchange nitrogen, phosphorus, magnesium, iron, etc. That then helps to keep forests healthy, a goal which is expected to play a critical part in attempts to mitigate and adapt to the challenge of climate change.

Driving finance for soil regeneration
One of the ways in which finance can be funnelled towards soil regeneration is through the voluntary carbon markets. Verra’s methodology for Improved Agriculture Land Management (IALM) for example – which was recently updated – allows farmers to deliver important climate mitigation benefits while improving their incomes and on-farm resilience.

The IALM methodology, which is linked to Verra’s Verified Carbon Standard (VCS), enables carbon financing at scale for projects that remove agriculture greenhouse gasses (GHGs) in numerous ways – including improved fertilizer management, improved water management/irrigation, reduced tillage or improved residue management, improved crop planting and harvesting (e.g., improved agroforestry and crop rotations) or improved grazing practices. Once projects applying the IALM methodology have been verified and validated, farmers are able to gain Verified Carbon Units (VCUs), i.e., carbon credits.

A spokesperson for carbon standard and certification body Verra says: “When improved agricultural land management (IALM) practices are implemented that focus on enriching the soil, it enhances both its role as a carbon sink, allowing it to absorb greenhouse gas emissions instead of releasing them, and wider ecosystem resilience. This resilience helps protect communities against the impacts of climate change-induced extreme weather, such as flooding and drought, with knock-on benefits for food security and health.”

By advancing global efforts to restore soil health and implement more sustainable farming practices in the future, the agricultural industry could play a key role in solving the interconnected crises of food security, climate change and biodiversity loss.

Challenges and opportunities
As the recognition of the importance of soil health – for climate mitigation, biodiversity, and the health of the environment as a whole – has grown, so too has the number of initiatives and campaigns dedicated to raising awareness of this topic. Alongside the French initiative 4 per 1,000, other examples include the Global Soil Partnership and the Coalition of Action for Soil Health.

Innovative methods to direct investment towards enhancing soil health are much-needed, and there are an increasing number of options available for farmers to access additional revenue streams for improving soil health, which is becoming ever-more possible with technological and scientific advancements in monitoring and reporting on soil organic carbon (SOC).

There are challenges as well though. As Aadith Moorthy chief executive of soil carbon marketplace Boomitra points out, the understanding of the role of soil carbon is not as established as forestry, which plays a central role in today’s carbon markets.

More importantly, its not really understood by financiers which means it is seen as a high-risk investment. If this challenge can be overcome though, there are funds in the voluntary carbon markets that might well be able to direct significant financial flows.

Sadhguru says: “Soil degradation is a global scale disaster, but it can be turned around simply with a committed focus. It does not need any absolutely new technology or trillions of dollars. What it needs is a committed approach from the governments.”

To achieve the minimum 3-6% organic matter, Sadhguru believes we need a three-pronged strategy. Firstly, the governments of the world need to incentivize farmers to raise the organic matter in their soil. Secondly, the carbon credit market needs to be simplified so that it is accessible for the farmers. The third part of the strategy calls for market recognition and valuation of the produce as per the organic matter of the soil which it comes from.

There are other opportunities too – robotics, soil monitoring and measurement are sectors in which investors are showing increasing interest – and the potential for transforming agriculture is immense. Sadhguru says that industries and businesses should focus on evolving fertilizers, pesticides, and farm machinery that are more soil friendly, saying: “Today there is enough technology – robotics, artificial intelligence - to transform these things. The science is already there; we know what to do. It is just that the industry has not caught up with it yet.”

Soil and climate action
Given that nearly 40% of climate change is affected by soil, it may seem odd that the topic has not yet become part of the wider climate conversation and indeed, the climate negotiations. Moorthy points out that to date only fourteen NDCs have included soil health in one form or another.

Sadghuru says: “If you fix this one thing, everything will be fixed naturally. Whether you want to fix or reverse climate change, or do carbon sequestration, or limit the temperatures rising in the world, or resolve water scarcity, we need to fix the soil.” So maybe that’s where the focus should be at the next COP.
Fonte: Forbes

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Filosofia e religião: o que é arte mandala?

A arte mandala é conceituada em práticas espirituais dos Hindus, Budistas, Taoístas, Cristãos, no Japão medieval (Shintō) e entre os Nativos Norte-Americanos. O seu desenho é constituído por formas geométricas, símbolos e cores que se combinam. Além disso a arte mandala tem objetivos sagrados e outros significados que promovem a junção de amor, cura e natureza.


Significado da Mandala
A palavra mandala significa círculo em sânscrito e é considerada como um símbolo de cura e espiritualidade. Para os hinduístas e budistas, a mandala ajuda na concentração da prática meditativa e é comum encontrá-la nos templos dessas religiões.

As mandalas tibetanas são feitas em areia e requerem um longo tempo de preparação. Não há um padrão de decoração para o interior das mandalas e por isso, há mandalas que trazem a figura de Buda, enquanto outras mostram apenas figuras geométricas.

No Cristianismo, encontramos mandalas nos vitrais góticos.
 
Uma antiga lenda indígena conta que uma mãe não conseguia que seu filho dormisse à noite.

Por isso, procurou ajuda da curandeira da tribo que a recomendou fazer um círculo com um labirinto dentro e o pendurasse. A mãe o fez e a criança pôde dormir tranquila, pois os sonhos maus ficaram presos no emaranhado de linhas.

Portanto os nativos norte-americanos acreditam que a mandala tenha o poder de proteger e afastar os maus sonhos e espíritos malignos. Por isso, também recebe o nome de filtro dos sonhos.

O que a filosofia diz sobre o termo mandala?
Na filosofia, esse termo é caracterizado como um diagrama que é composto de formas geométricas concentradas (não é uma arte livre, o conformismo, o padrão é comum nesse tipo de arte).

Nas práticas psicofísicas do hinduísmo e do budismo como, ioga e tantrismo, esse termo é utilizado como uma representação, um ponto focal para meditação e concentração do ser humano.

Justamente por isso que a arte mandala se propõe a designar um fluxo de pensamento. Oferecendo um estímulo baseando-se em conteúdo sagrado e espiritual; uma prática de meditação com cores, símbolos e significados.

Cada figura e cor representa aspectos inconscientes da pessoa. Alguns de seus significados são os seguintes:
  • Vermelho: paixão, sensualidade, força, poder e agressividade. Primeiro chakra.
  • Laranja: prazer, glória, vaidade, progresso e energia. Segundo chakra.
  • Amarelo: alegria, vontade e novidade. Terceiro chakra.
  • Verde: esperança, autocontrole e natureza. Quarto chakra.
  • Azul: tranquilidade, seriedade, respeito e comunicação. Quinto chakra.
  • Violeta: meditação, criatividade e oscilação. Sexto chakra.
  • Branco: paz, harmonia, bondade, delicadeza e timidez. Sétimo chakra.
  • Preto: profundidade, mistério, autoridade, dignidade, segurança, tristeza e luto.
  • Círculo: dinamismo e conexão com o cosmos.
  • Cruz: inconsciente e consciente, união do céu e da terra.
  • Triângulo: transformação e vitalidade.
  • Quadrado: estabilidade e equilíbrio.
  • Labirinto: busca do próprio centro.
Alguns símbolos comuns na mandala incluem:
  • Roda com oito raios - A natureza circular de uma roda funciona como uma representação artística de um universo perfeito. Os oito raios representam o Caminho Óctuplo do Budismo, um resumo das práticas que levam à libertação e renascimento.
  • Sino- Os sinos representam uma abertura e esvaziamento da mente para permitir a entrada de sabedoria e clareza.
  • Triângulo- Quando voltados para cima, os triângulos representam ação e energia, e quando voltados para baixo, representam a criatividade e a busca do conhecimento.
  • Flor de lótus- um símbolo sagrado no budismo, a simetria de uma lótus representa o equilíbrio. Assim como uma lótus sobe debaixo d’água para a luz, o mesmo acontece com um humano que busca o despertar espiritual e a iluminação.
  • Sol - Uma base popular para os padrões de mandala modernos, o sol tende a representar o universo, muitas vezes carregando significados relacionados à vida e à energia.
  • Resumindo, em termos mais religiosos ou extensões da psicologia, a mandala representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu, o ponto central das emoções e o controle delas.
Afinal, qual é o objetivo da arte mandala?
A arte mandala tem como objetivo se designar a uma intenção sagrada. A nossa mente é intuitiva e nem sempre estão em sintonia com a situação real em que estamos vivendo.

Benefícios terapêuticos das mandalas
As mandalas foram reconhecidas pela psicologia como uma ferramenta terapêutica. O psicólogo suíço Carl Jung disse que são como representações da nossa mente. Ele achava que eles tornavam mais fácil para nós nos concentrarmos, transformarmos e internalizarmos as coisas inconscientes em nós. Ele também disse que projetamos o que pensamos e sentimos em mandalas.

Existem também vários ramos diferentes da psicologia que falaram sobre seus benefícios. A psicologia transpessoal vê as mandalas como uma espécie de exercício de conexão profunda. A psicologia cognitiva e comportamental a vê como uma ferramenta para melhorar coisas como memória, atenção, percepção e coordenação visomotora.

Existem algumas outras configurações em que as pessoas também usam mandalas. Por exemplo, as pessoas os usam em terapia ocupacional porque a estimulação cognitiva ajuda as pessoas a realizar as suas atividades diárias. As pessoas também os usam em ambientes educacionais para ajudar os alunos com concentração, atenção e disciplina.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Energy flows where attention goes


How To Protect Your Energy

Everybody Wants Your Time
Life can be hectic. Between work, school, friends, family, bills, and other obligations, you may feel that the minutes that you have to yourself are few and far between. If you are in a helping field such as social work, nursing, or counseling, you may begin your day early and give so much of yourself in that shift that you may not feel you have any words left by the end of the day. 

Everyone has days where they feel they are being pulled in a thousand directions. Those are the days where it seems that almost everyone you know is in crisis, and the only person in the world they can speak to is you. While it is understandable that you may want to try and hold space for everyone around you in crisis, being there all the time for everyone can be mentally and emotionally draining. 

As humans, it is our nature to want to help ease the pain and worries of those we care about. As a result, we give a lot of ourselves each day to be kind and empathetic to those close to us. We fail to realize that our mental and physical needs are just as important, if not more so than those we are trying to help. 

Your energy may seem endless to others, but beneath the smiles and positivity, you might be exhausted. The more you deny yourself time and space to recover or heal, the more you're likely to overextend yourself and end up with some mental or physical ailments as a result. Whatever you refuse to feel is trapped within the confines of your body, and this trapped energy often manifests in backaches, migraines, and other physical discomforts. Protecting your energy by recharging and spending it carefully is a lesson everyone must learn.

Ways to Protect Your Energy
You don't have to be everyone's superman. Eventually, being available for everyone 24/7 will cause you to hit a wall where you must take time to yourself to recharge, and then you can't help anyone. Instead, follow these guidelines to protect yourself from burnout.

Set clear and firm boundaries: This act of self-preservation is a challenging task. Your friends and family may even get mad at you when you're no longer available to them all the time. That's okay—they'll be back, and when they come back in a calmer state of mind, explain to them that you'll still be there for them, but they need to practice taking care of themselves rather than relying on you to take on emotional, physical, or time burdens for them. This doesn't mean you can't ever help them. Instead, set boundaries regarding time and emotional drainage and stick to them.

Set aside time that is just for you: If someone calls, you do not have to answer the phone. Consider turning off your phone for a few hours. See how it feels to be completely alone: you may like it! Recognize that there is a difference between having alone time and isolating. If you find yourself isolating, reach out for mental health counseling or consider spending time with friends or family.

Recognize your emotions: Helpers are experts at compartmentalizing, even suppressing, emotions. You are aware that any reaction from you as someone tells their story could trigger more intense emotions. You have trained yourself to respond and not react. You are so good at shutting off your feelings that you often forget to turn them back on when dealing with your personal life.

Keeping our emotions trapped in your body has the potential to manifest into physical aches and pains. Your body continues to store those feelings you stuff down and forget about. People often complain about their hips bothering them and are unsure why. Your hips are like the body's junk drawer, which means this is the place where the body stores past hurts, traumas, and negative emotions.

Limit your exposure to negativity: Listen to what your body is telling you. If you don't feel comfortable in any situation or conversation because someone is being negative through gossip, judgment, complaint, or anything else, you do not have to engage. You don't have to make excuses or find a way to leave. Simply excuse yourself and leave the room.

Surrounding yourself with positivity takes practice, and it can be difficult on some days. There will be moments, and when they happen, remind yourself that some things in this world you cannot control. You will also have to remind yourself that, though you can't always control situations or how other people will react to them, you can control how you react.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Livro - "Indestructible Truth. The living spirituality of tibetan buddhism", por Reginald A. Ray


Num momento em que a meditação, o yoga, a oração e a espiritualidade em geral tendem a ser reduzidas a técnicas de auto-ajuda e bem-estar para remediar ou consolar egos fragilizados e insatisfeitos, nunca é demais recordar a base de qualquer via espiritual digna deste nome, que é questionar a existência real do que temos como mais evidente e inquestionável: sermos um “eu” sólido, real, substancial e permanente.
"(...) a maioria de nós acredita na existência de um "eu" sólido e duradouro que somos nós mesmos, "eu mesmo", "eu", que necessita de ser constantemente cuidado, protegido e desenvolvido. Esta crença conduz-nos a despender muito tempo e energia em acções ao serviço deste suposto "eu". Por causa desta crença, se começamos a sentir-nos instáveis ou fracos ou mesmo não-existentes, pensaremos que algo "mau" nos aconteceu e vamos entrar em pânico. Podemos correr para a secção de auto-ajuda da nossa livraria local ou para o nosso terapeuta ou para o frigorífico ou para o ginásio ou, se somos um workaólico, de volta para o computador para trabalharmos mais um pouco. Ou, talvez, se temos essa inclinação, vamos beber um copo, tomar algumas drogas ou chamar um amigo. Baseados na crença num eu, se alguém parece ignorar-nos ou insultar-nos, consideraremos essa pessoa um "inimigo" e mobilizaremos todos os sentimentos, atitudes e acções que considerarmos apropriados a alguém que está "contra" nós. Dá muito trabalho manter um ego, mas a maioria de nós está mais do que pronta para isso e assume isto como o nosso principal projecto de vida.
As crenças são muito poderosas, porque o que nós fazemos com cada momento das nossas vidas é guiado por elas. Se as nossas crenças acerca da realidade são correctas, as nossas vidas serão fecundas e gratificantes. Mas, se são falsas, estaremos a construir as nossas vidas sobre um alicerce que não tem substância, não tem força e, de facto, não tem realidade. Mais cedo ou mais tarde - e provavelmente mais cedo - o alicerce vai afundar-se e as nossas vidas colapsarão. Olhem à vossa volta. Isso acontece constantemente. Isso acontece por fim a todos nós quando nos deparamos com a nossa própria morte. A crença num "eu" substancial e sólido é um exemplo de uma "visão errada". Por outras palavras, é uma crença que, por muito que tenhamos investido nela, é incorrecta, errada e em desconformidade com o modo como as coisas na verdade são.
(...) é um facto que ninguém que esteja 100 por cento dedicado à existência e engrandecimento do seu ego irá alguma vez meditar. Porquê? Porque a meditação implica olhar para a nossa própria experiência. O ego é basicamente uma má ideia sem futuro; e este tipo de olhar pressagia a sentença de morte do ego"

domingo, 1 de maio de 2022

Dia Mundial do Riso


A celebração do Dia Mundial do Riso teve origem em Mumbai, na Índia, no dia 11 de janeiro de 1998, na qual 12.000 membros de clubes sociais de diversas partes do mundo juntaram-se em uma mega sessão de riso. Tal evento foi criado pelo fundador do movimento Yoga do Riso, Dr. Madan Kataria.

Daí por diante, diversos grupos foram organizados ao redor do mundo, com o intuito de praticar a terapia do riso. Surgiram então os chamados "Clubes de Yoga do Riso". Atualmente, existem mais de 6.000 clubes espalhados pelo mundo, e a popularidade dessa prática tem crescido rapidamente.

A celebração do Dia do Riso é realizada todo o ano, no primeiro domingo de maio. Conforme afirma o Dr. Kataria, a celebração do Dia do Riso representa a construção de uma consciência de Paz Mundial, amizade e fraternidade.


terça-feira, 12 de abril de 2022

Documentário: Que Estranha Forma de Vida - What a Strange Way of Life


Documentário de Pedro Serra sobre formas alternativas de vida, paralelas à sociedade convencional e por tal apelidadas de estranhas.

Acompanha-se de perto a vivência na eco-aldeia de Cabrum, recente comunidade no norte de Portugal; a Cooperativa Integral Catalana, em Barcelona, que pratica a autogestão com moeda própria - o Eco; e a comunidade de Tamera, no Sudoeste de Portugal, com quase 20 anos de existência, centro de pesquisa para a paz, com filosofia de auto-suficiência. Todos estes projetos procuram uma vida em harmonia, uma visão do futuro baseada na sustentabilidade, nas soluções aos problemas globais através da ação local e na cooperação entre os seres humanos e com a natureza. Estas formas de vida alternativas ao sistema levantam a questão sobre qual o modelo de sociedade que realmente parece mais estranho e obsoleto...

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A Síntese da Ciência, Religião e Filosofia

                                    

Clique para Ler a Parte I do Volume I de ‘A Doutrina Secreta’

Clique para Ler a Parte II do Volume I de ‘A Doutrina Secreta’

“A Doutrina Secreta” foi escrita há menos de 150 anos e já é um dos maiores clássicos da literatura mundial de todos os tempos. Não há algo comparável a ela na literatura esotérica ou filosófica produzida e publicada nos últimos três mil anos. 

Para a sua leitura é necessário um esforço especial. A abordagem meramente intelectual tem pouco valor. A obra exige o despertar de uma intuição universal na consciência do leitor, algo que o seu estudo paciente possibilita e estimula. 

Apesar dos desafios, “A Doutrina Secreta” revela muito mais da sabedoria eterna do que, por exemplo, as obras de Platão, na Grécia antiga. Acompanhada de “Ísis Sem Véu” e outros escritos de H.P. Blavatsky, a obra máxima da literatura esotérica moderna decodifica as principais religiões e filosofias de todos os tempos e define as grandes linhas da religião, da ciência e da filosofia do futuro. 

Quando percebem a importância da DS na literatura mundial, alguns estudantes se perguntam:

 “Quem, exatamente, escreveu a obra? H. P. Blavatsky ou os Mahatmas?”

 A questão é complexa. A forma externa da DS ficou a cargo de H. P. B. Quanto ao conteúdo, duas abordagens semelhantes ao problema podem ser encontradas nas cartas 69 e 70 da segunda série do volume “Cartas dos Mestres de Sabedoria”. 

Na Carta 69, um Raja Iogue dos Himalaias anuncia que “A Doutrina Secreta”, quando estivesse pronta, seria uma “produção tríplice” dele próprio, de outro Raja Iogue, e de Helena Blavatsky. 

Na Carta 70, outro Mestre se refere a H. P. B. como “Upasika” – palavra que significa “Discípula” – e escreve as seguintes palavras:

“Se esta puder ser de alguma utilidade ou auxílio (….) – embora eu duvide disso – eu, o humilde Fakir abaixo assinado, certifico que A Doutrina Secreta é ditada a Upasika, parte por mim mesmo e parte por meu Irmão .”

Estas duas evidências deixam claro quem são os autores de “A Doutrina Secreta”. No entanto, saber quem escreveu o livro é ainda uma indicação indireta da sua importância. O valor da DS deve ser verificado diretamente através da leitura de cada estudante, e, para isso, o público deve ter acesso à edição original.

domingo, 4 de julho de 2021

Dia Internacional do Naturismo


The international day of naturism took place on July 4 2021, first Sunday of the month. For the occasion, millions of followers chose to celebrate by highlighting the great principles of this practice. The number of activities remains limited during the pandemic, but this does not prevent from enjoying naturism!

When Was The International Day Of Naturism Created?

Whereas the first naturist association was born in Germany at the end of the XIXth century, the first international day was organized in June 2006! It was a long way to get there. The goal was simple: promote the values of the naturists at the world level, for a much broader public.

This day has a small particularity: it does not take place at the same time in the Northern hemisphere compared to the Southern hemisphere. The date of July 4 was decreed for the Northern Hemisphere. It is the International Federation that decides which day it is possible to celebrate this event.

Nowadays, the international day of naturism has still the same objectives as when it was created: promote a lifestyle oriented towards self-awareness, nature and the environment. And more and more people are joining every year.

The Activities Of Naturist For This Day

On the occasion of this international day, it was of course possible to enjoy naturism in the places which authorize it. Naturist centers, campsites and villages remain the best places to appreciate the values of this practice among people who share the same interests and respect for nature. In some regions, this particular day was the occasion to get to the beach and practice the nautical activities typical for the summer season.

For others, the 4th of July was the occasion to practice some sports activities particularly appreciated by naturists: yoga, fitness, swimming or meditation. Today, many clubs allow to enjoy this philosophy and share it with several people.

It is possible to enjoy many naturist activities throughout the year... even if the summer period is always the most pleasant for the followers!

terça-feira, 6 de abril de 2021

Dia Mundial da Atividade Física: Porque devemos exercitar?


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Atividade Física, uma data instaurada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que tem como objetivo promover a prática de exercício físico e reforçar a sua importância para a saúde dos cidadãos.

A OMS recomenda que os adultos saudáveis treinem 30 minutos por dia, a uma intensidade no mínimo moderada. Quanto às crianças e aos adolescentes, a Direção-Geral de Saúde (DGS) recomenda a prática de 60 minutos por dia de “atividade física de intensidade moderada a vigorosa”. Relativamente às pessoas mais velhas, sugere-se a prática de atividade aeróbia de intensidade moderada 5 dias por semana.

Deve-se reduzir ao máximo comportamentos sedentários, deve ser evitado estar mais do que 30 minutos seguidos na mesma posição. Recomenda-se que ande pela casa, por exemplo, enquanto fala ao telefone.

Se estiver em teletrabalho, se possível, vá alternando as posições de sentado e em pé. Nos momentos em que estiver sentando use-o para ler, fazer jogos de tabuleiro, puzzles, jogos de cartas, entre outros. 

Estas e outras recomendações estão disponíveis no site da DGS, no Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física.

A prática de exercício físico é muito importante para o bom funcionamento do sistema imunológico, tal como para a saúde física e psicológica. Além disso, esta atividade ajuda a prevenir doenças, reduz o stress e melhora a auto estima do praticante.

A atividade favorita dos portugueses é, segundo a DGS, a caminhada. No entanto, o futebol está também no topo de preferências do sexo masculino.

Cerca de 80% da população portuguesa não pratica atividade física de acordo com as recomendações dadas. Contudo, espera-se que este valor venha a mudar dado que Portugal, tal como outros membros da OMS, comprometeu-se a reduzir a inatividade física no seu país em 10% até 2025.

6 de abril é, também, o Dia Internacional do Desporto ao Serviço do Desenvolvimento e da Paz. Para o assinalar, os/as embaixadores/as do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED) apresentam um vídeo sobre os valores do Desporto e a sua importância neste momento que vivemos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Nazi hippies: when the New Age and Far-Right overlap



Last week, there were rallies in London, Berlin and LA against lockdown measures, and what was noticeable was they attracted both New Agers and far-right groups. I’ve written about this overlap before — how both the New Age and the far right (and left) are drawn to conspiracy theories.

We’ve seen this overlap with the fastest-spreading conspiracy theory — Qanon, which insists that an evil cabal of Hollywood celebs and liberal politicians (led by Tom Hanks and Hillary Clinton) are child-eating Satanists who control the world. Luckily, a secret government source called Q (who leaves cryptic comments on the website 8Chan) is gathering together a patriot army to fight back and support president Trump, who is a genius sent by God to defeat the evil cabal and usher in a new Age of Love.

This conspiracy theory, which would be a terrible movie plot, is surprisingly popular around the world and is beginning to influence American politics, to the extent that Congress is now debating a bipartisan bill to condemn it. And the Qanon cult has proved popular with both the Far Right and New Age influencers (here is an excellent podcast episode on how Qanon funnels New Agers into far-right thinking).

Some people are astounded that New Age hippies could have any overlap with extremist conspiracy politics. But it happens. This week, I want to look at another period when the New Age overlapped with far-right politics, with disastrous consequences for the world — Germany in the 1920s and 30s.

Fascism and the occulture

After the trauma of defeat in World War One and the despair of the depression [think Iraq War and 2008 financial crisis], Germany experienced a big occult revival. Germans turned to magical solutions for their problems, and that brought the ‘occulture’ into the mainstream.

The occulture is a sort of petri-dish of magical and alternative ideas — alternative medicine, eclectic spirituality, nature-mysticism and ecology, magic, drugs, conspiracy theories and — sometimes — radical politics. The occulture is by no means all bad (I’m a part of it) but it can be a breeding ground for millenarian and sometimes extremist politics.

Nazism emerged from this occulture, which in 1920s and 30s Germany took a very nationalist or ‘Volkisch’ colour — occult theories blended with Nationalist, anti-democratic and racist myths, as they are doing again today.

Leading Nazis like Heinrich Himmler and Rudolf Hess were hugely into New Age / occult spirituality. Reading about the sort of bonkers stuff they were into, it’s hard to believe they ever seized power and ran a country (then again, Trump’s team included Steve Bannon, whose favourite philosopher is occult thinker Julius Evola, also popular with 1930s fascists).

Here’s some of the New Age stuff leading Nazis were into:

a) Astrology

Germany’s two largest astrological organizations endorsed the Nazi party, as did Erik Jan Hanusson, the country’s leading astrologer. The Nazi regime also approved a Working Community of German Astrologers. Rudolf Hess and Himmler were both obsessed with astrology — Himmler hired several astrologers to try and find Mussolini when the Italian leader disappeared. The Nazis also created a ‘working group on cosmo-biological research’ within Goebbels’ Reich Chamber of Culture. Goebbels was fascinated by Nostradamus’ prophecies, which he thought predicted Nazi success — he organized propaganda campaigns to spread these prophecies in enemy countries.

b) Dowsing / divining

The Nazis backed an organization called the Society for Scientific Pendulum Research (GfWPF) to explore dowsing using a pendulum. In 1934, Hitler hired Germany’s most famous dowser, von Pohl, to police the Reich Chancellery for harmful death rays. German U-boat captain Hans Roeder created a Pendulum Institute to try and help the Germany Navy win the war in the Atlantic. Day after day dowsers were forced by the SS to stand ‘with their arms stretched out across the nautical charts’ just in case the pendulum made the slightest movement. It had no success.

c) Ley lines

Himmler’s SS conducted extensive research into subterranean geomantic energies and ley lines. Some projects included ‘Atlantian-Germanic Circles’, ‘triangles of Spirit’, and the ‘Aryan pentagram’.

d) Alternative medicine

Hitler, Hess, Himmler and many other leading Nazis were into alternative medicine, organic and vegetarian diets, homeopathy, anti-vaxxing, and natural healing. Hess, the deputy Fuhrer, opened a centre for alternative medical practices in Dresden in 1934. Himmler, meanwhile, supported alternative medicine — such as using plant extracts to heal cancer — and authorised experiments prisoners in concentration camps for this research.

e) Parapsychology

The first ever institute devoted to parapsychology research — the Paracelsus Institute — was set up under the Nazis, at the Nazi-founded Reich University of Strasbourg. The Nazis also set up an Institute for Occult Warfare.

f) Wholeness / Holism / Whole Earth / Eco-fascism

The Nazis, like many other Germans, were fascinated by holism, by the idea of ‘wholeness’ for the individual and for society — as a way of healing the divisions caused by rationalism, materialism, industrialism, and military defeat. This quest for wholeness led them to a sort of early environmental holism — they passed legislation to protect forests and rivers, and moved to ban experiments on animals (while authorising experiments on camp prisoners).

Greens today who think all we need to save the world is a ‘paradigm shift’ to an ecocentric world-view should realize you can hold such a view and also be a fascist. This is Ernst Lehmann, a Nazi professor of botany:

We recognize that separating humanity from nature, from the whole of life, leads to humankind’s own destruction and to the death of nations. Only through a re-integration of humanity into the whole of nature can our people be made stronger…This striving toward connectedness with the totality of life, with nature itself, a nature into which we are born, this is the deepest meaning and the true essence of National Socialist thought.

This eco-bio-politics, in which humans are an animal like any other, led in the Nazis’ case to eugenics — as with any other animal, the weak and sick specimens should be killed, and superior breeds (ie the Aryan race) should be protected against invasive species (Jews).

The Nazis were also huge fans of organic farming and of Rudolf Steiner’s biodynamic agriculture, which sees farming as a mystical communion with the land and its spirits / energies. Several leading Nazis supported this theory, and Himmler authorized experiments on it using slave labour in concentration camps.

They also promoted forms of nature-mysticism and nature-worship, as well as championing pre-Christian pagan rites like solstice festivals. To find out more about the Nazis’ eco-fascism, read this .

g) Mind-altering drugs

The Nazi government sponsored research into the use of mind-altering drugs to improve soldiers’ performance, and backed the widespread use of methamphetamine by soldiers to keep morale high. They also were the first government to back psychedelic research, experimenting with mescaline on camp inmates to see if it could be used to break their will.

h) Occult theories

Many Nazis were influenced by variants of Theosophy, an occult ‘spiritual science’ which emerged in the late 19th century, and which put forward a spiritual theory of evolution, in which humans’ spiritual progress is guided by ‘hidden masters’ via successive races. Theosophy was also popular with progressives, but its racial and authoritarian aspects attracted those on the Right.

The Nazis were drawn to German varieties of Theosophy, such as Ariosophy and ‘World Ice Theory, which were anti-democratic, and which saw the Aryan race as spiritual superbeings, locked in a cosmic war with subhuman races. These theories suggested that other races, such as Tibetans or the Brahmin class in India, were really Aryans — and the Buddha was actually a blond-haired ‘Nordic’.

This gave Nazis a license to indulge their fascination with eastern religions — Himmler always carried a copy of the Bhagavad Gita and encouraged his SS officers to practice yoga, seeing them as the modern descendants of the Indian warrior caste. He also sent an expedition to Tibet to meet the Dalai Lama and explore Tibetan magic.

i) Hitler as Guru
Hitler selling his fantasy of German supremacy. It rapidly fell apart when it came into contact with reality, but that didn’t stop him leading Germany into a death spiral.

If this all makes Nazis sound a bit like a New Age cult, then Hitler was very much its authoritarian guru. He was an enthusiastic reader of texts on magic and the occult, such as Ernst Schertel’s 1923 book, Magic: History, Theory, Practice, in which Hitler underlines passages like:

‘The man with the greatest force of imagination commands the world and creates realities according to his will instead of being the slave of an unsubstantial, bodiless empiricism.’ [This reminds me of Trump, a fan of the occult movement New Thought, in which reality is whatever you will it to be.]

Numerous Germans compared Hitler to a magician, a hypnotist, a medicine-man, who cast a spell on his listeners in his rally speeches. One German, Kurt Ludecke, recalls that after hearing Hitler, his ‘critical faculty was swept away’ by the ‘intense will of the man…. I experienced an exaltation that could be likened only to a religious conversion. I felt sure that no one who had heard Hitler that afternoon could doubt that he was a man of destiny, the vitalizing force in the future of Germany.’

His followers attributed occult powers to Hitler of insight, prophecy and infallibility, much like the more fanatical followers of Trump suggest he is playing ‘4 dimensional chess’, so that even his mispelt tweets contain occult wisdom.

In fact, Hitler was completely incompetent at the management of the war, rejecting expertise and relying on his own supposedly infallible intuition — he decided to invade Poland after seeing the Northern Lights and taking it as an omen. As with Trump, this magical ignorance infuriated his generals, and cost many lives (In Trump’s case, so far, tens of thousands, in Hitler’s case, many millions).

Like other gurus, Hitler was a malignant narcissist, willing to lead the entire nation to death and destruction rather than back down and admit his magical prophecies of a thousand-year Reich were fantasy.

j) Conspiracy theories and the cosmic battle between Us and Them

Finally, Hitler and his fellow Nazis sold the German people a simplistic supernatural fantasy and conspiracy theory, in which all their problems were caused by a hidden global elite of monsters / vampires / demons — ie the Jews — but the magical light-warriors of the Nazi party would defeat them in a cosmic battle, ushering in a golden age of peace and love. The Nazis fully bought into conspiracy theories themselves, like the Protocols of the Elders of Zion, which Hitler believed were genuine, but which were actually written and disseminated by Russian intelligence in around 1900, to foster anti-Jewish sentiment.

Doesn’t this sound like Qanon to you? All our problems are caused by a hidden Satanic elite — not a race, this time, but a secret cabal made up of demonic liberals from Hollywood, the Democratic Party and the Deep State. In the darkness, they perform their monstrous blood-rituals on children. But Trump, Q and a few other heroes will defeat these monsters, liberate enslaved humanity, and usher in a glorious age of peace and love. But for that to happen, democracy must be suspended and there must be awful bloodshed and retribution. ‘Now comes the pain’, as foaming Qanoners put it. A bloody purge is necessary. The demons need to be exorcised. Only then will there by Love and Unity. Any anti-Trump information is planted by the ‘lying press’ (a favourite Nazi term).


It’s an End of Days death cult, like Isis, like Nazism, like the Jim Jones cult. It is radicalizing people and ruining their lives through social media — people you may know and love, like the woman from Texas arrested last month for attacking various passers-by in her car because she said they were paedophiles. Her social media feed was full of Qanon posts about Satanists trafficking children. She’d been red-pilled, and is now going to prison.

It’s not clear who is behind the Q posts. A good theory is its Jim Watkins, the owner of 8Chan, where Q posts (if you were a deep state mole, would you post on a chatboard mainly used for Japanese porn?) Whoever is it, Trump allies like disgraced general Michael Flynn have openly supported it, and Trump — when asked about it last week — said Qanoners were patriots. This is a movement condemned by the FBI for fostering domestic terrorism. It is a fascist delusional fantasy, eagerly spread by Russian state trolls, that threatens Western democracy. Any sane Republicans should condemn it, and if a friend posts Q stuff on social media, let them know where the path leads. They might not go all the way down that path but they might unwittingly help others to do so.

However, we shouldn’t kid ourselves that this sort of toxic magical thinking only happens on the far-right. You can also find aspects of it on the far-left, in totalizing Us versus Them narratives like the idea all white people are racist, or all men hate women, or conspiracy theories that a secret cabal of Big Money (ie Jews) is destroying the planet. Black Lives Matter has at its heart an eminently fair and reasonable demand — the American police should be less trigger-happy in its policing, particularly of black communities. But it also occasionally turns into cultish thinking and witch hunts, particularly among white liberals, where unless you adopt the right terminology, read the right books, make the right ritualistic confession of your latent racism, you are evil.

As in Weimar Germany, there is a general occult revival happening at the moment — occult feminists, occult anti-racists, occult environmentalists…Faith, magic and spirituality can infuse many forms of politics. But the ecstatic needs to be balanced with the pragmatic, the rational, and with respect for law and democratic process.

I am not claiming that New Age spirituality inevitably leads to extremist politics. There are plenty of New Age centrist liberals, who are open to ecstatic experiences and non-materialist metaphysics, and also into critical thinking and democratic processes. I try to achieve that balance myself.

What I am saying is we shouldn’t be bewildered by the present overlap between the New Age and extremist conspiracy thinking. It’s happened before.

Sources:

There’s quite a few junk or semi-junk books on Nazis and the occult, but I drew on Eric Kurlander’s Hitler’s Monsters (which has had both good and bad reviews) and Nicholas Goodrich-Clarke’s The Occult Roots of Nazism, as well as Norman Ohler’s Blitzed.

For QAnon research I drew on the Qanon Anonymous podcast, which is great , and also read some Qanon books from Amazon (like the awful ‘Qanon: Invitation to the Great Awakening). This is a good piece, by Martin Winiecki — ‘6 reasons so many spiritual people have been fooled by Qanon’. The Conspirituality podcast is also worth a listen. And this 1995 New Statesman piece by Matthew Kalman — ‘New Age Nazism’ — was prophetic.

Finally, check out new book Breaking Open: Finding a Way Through Spiritual Emergency. I talk about it here. It has stories by contributors to help people navigate through chaotic times without falling into simplistic paranoid narratives. I also write a weekly free newsletter which you can sign up for here.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Charles Eisenstein - The Gift of Happiness


Charles Eisenstein is the author of The Ascent of Humanity and Sacred Economics as well as numerous articles in print and online. A faculty member of Goddard College, he speaks and teaches worldwide on themes of transition, community, money, consciousness, and the evolution of culture. Charles has also been featured on the viral video by filmmaker Ian MacKenzie, "The Revolution is Love." Before becoming a writer, he was a Chinese-English translator living in Taiwan. He graduated from Yale University in 1989 with a degree in mathematics and philosophy. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

George Ohsawa, Afonso Cautela e os ensinamentos da Filosofia e Medicina do Extremo Oriente, a Macrobiótica

 

Em 1977 o tão pioneiro poeta, jornalista, ecologista e ensaísta Afonso Cautela publicava nos seus cadernos policopiados da Frente Ecológica, jornal de vanguarda, descolonização cultural, macrobiótica zen, bioagricultura, tecnologias leves, luta anti-nuclear, parto sem dor, revolução artesanal, agro-comunas/sociedade paralela, energias infinitas e não poluentes, reconversão de consumos, alternativas à medicina, um número de 36 páginas intitulado A Cura pela Energia, 55 Indicações de base, que representava a sua compreensão dos processos de vida saudável e de cura, baseando-se nos ensinamentos da Filosofia e Medicina tradicional do Extremo Oriente, conforme George Ohsawa ensinara e divulgara no Ocidente e que tinham sido bem acolhidos em alguns países.

Quem fora George Ohsawa de quem celebramos hoje 18 de Outubro de 2023, os 133 anos de nascimento?
Nascera como Nyoiti Sakurazawa, em 1893, em Kyoto, de uma família de samurais empobrecida, já que o Ohsawa veio do francês, Oh ça va..., com que tinha de responder à pergunta, Como está? Aderira ao movimento Shokuiku, Educação alimentar, fundado pelo genial médico Ishizuka Sagen, (1850-1909) e que atingira grande sucesso (no pico, 100 consultas por dia) pelos seus tratamentos pelo equilíbrio alimentar do Yin e Yang, consignados na obra Uma teoria química da nutrição na Saúde e Longevidade.
Nyoiti Sakurazawa aprende com um seu discípulo, Manabu Nishibata e, vindo para o Ocidente, transmitirá esta filosofia do equilíbrio do Yin-Yang, negativo e positivo, feminino e masculino, noite e dia, e sobretudo do conteúdo do potássio (yin) e sódio (yang) no alimentos, iniciando no Ocidente o método macrobiótico (grande vida) de alimentação, como disciplina harmonizadora do corpo e alma, recomendando o uso de cereais, verduras, leguminosas e algas, e a cautela com as proteínas animais, o açúcar e o excesso de Yin, ou seja de alimentos com mais teor de potássio. Os alimentos mais recomendados e utilizados salutarmente, além dos cereais, eram miso, daikon e umesboshi, ainda hoje fazendo parte da dieta nipónica. Regressado ao Japão em 1931, vai aprofundando os seus estudos e análises das pessoas, doenças, sociedades, como filósofo e educador pacifista e quando anos mais tarde prevê a derrota do Japão, é preso, condenado à morte e foi por pouco que escapou e só após depois da rendição nipónica é que foi libertado, consagrando-se de novo aos seus estudos, publicações e ensinamentos da aplicação do Princípio Único do Yin e do Yang da filosofia Taoísta. A sua visão do mundo e dos seus fenómenos, bastante simplificadora e revolucionária face aos conhecimentos e poderes instituídos, embora em certos aspectos datada ou limitada, em muitos outros continua a ser muito rica de um discernimento directo e profundo da vida e da mente humana. Publicou, além de quatro revistas, mais de duzentas obras em japonês, inclusive de história, biografias e traduções (Alexis Carrel, e Northrop's, The meeting of East and West), e vinte delas em francês, já que esteve nos anos 20-30 em Paris, editadas pela reputada Vrin, em 1929 a primeira Le Principe Unique de la Philosophie et de la Science d'Extreme Orient, mas também dadas à luz noutras editoras francesas e belgas, país este onde teve muitos amigos e centros de tal modo que a fábrica de alimentos macrobióticos, que teve o nome da sua mulher Lima, ali nascerá em Gand, e ainda hoje é uma referência da qualidade biológica dos produtos, tendo-a eu visitado em 1982 e nela bem dialogado. A partir de 1957, George Oshawa viaja por todo mundo, ensinando, dialogando e está mesmo na floresta africana cerca de um ano com Albert Schweitzer (1875-1965), o filósofo e místico em acção abnegada pelos leprosos. Em 1961 saiu a sua obra mais popular, a mais prática e condensada, O Zen e a Macrobiótica, que foi traduzida para numerosas línguas. Mas nela, após as muitas páginas de explicação da filosofia do Extremo Oriente e de salutares receitas de bons cozinhados e de ideias práticas quanto ao uso e conservação dos alimentos, termina com um corajoso capítulo intitulado Certificado pro-forma do óbito do império mundial da dinastia americana do ouro, algo que estamos a observar hoje um começo, com o crescimento do BRICS e a diminuição do papel e valor do dólar infinito (impresso ilimitadamente, e logo injusta e corruptamente) no mundo. Será em 1966, de um ataque de coração, que se evolará da Terra.

Ora em Portugal desde os meados dos anos 60 havia alguns núcleos, alimentados por publicações vindas de França e do Brasil e assim em 1969 saía a primeiro número de uma revista do Centro Ignoramus de Macrobiótica Zen, sediada na R. da Emenda, 110, 2º, Lisboa, e que era orientado por Fernando Mesquita e José Galambas. Nela funcionava também o restaurante, a Colmeia, que a breve trecho passou a ser dirigido por Abel Trancoso e depois apoiado pelo calmo e sábio João Ribeiro. Provavelmente foi pela Colmeia que Afonso Cautela teve conhecimento da Macrobiótica, tal como eu e muitas outras pessoas, ainda que no Norte houvesse também um núcleo que teve como dinamizadores Augusto Coutinho e outros donde surgiriam os centros e restaurantes Pirâmide e mais tarde o Suribachi, este ainda hoje vivo, no Porto. A partir de 1975, um discípulo de Ohsawa, Michio Kushi, sediado nos USA, passará a vir a Portugal para seminários e consultas, divulgando o seu aprofundamento da Macrobiótica através da edições da Cooperativa Unimave e da Trigrama, onde ainda trabalhei, fundada por Gomes Ribeiro, um do co-fundadores do Suribachi, com Maria Arminda e Amândio.

Contracapa de uma publicação da Trigrama sobre a Macrobiótica

Essa obra de Afonso Cautela A Cura pela Energia. 55 Indicações de Base, vamos então transcrever algumas partes em homenagem aos 133 anos de George Ohsawa e a Afonso Cautela:


As 55 indicações de base são antecedidas de duas páginas nas quais Afonso Cautela expõe a sua compreensão da cura pelo equilíbrio da polaridade yin e yang da força energia cósmica aplicado a cada ser ou doente que «é um ponto da espiral, o micro do macrocosmos», «um elo da grande corrente corrente universal, ininterrupta e infinita». A ideia base é que «todas as doenças são curáveis: e a maior ou menor rapidez na cura depende do método ou regime alimentar seguido», e assim após as 55 indicações de base podemos ver os três regimes sugeridos (as famosas dietas nº5 (50% de cereais, 30% legumes frescos, 10% leguminosas, 10% algas e saladas), nº6 (75% cereais) e nº7 de Ohsawa), conforme a proporção de cereais, legumes, leguminosas e algas.


55 Indicações

«1 - Cada pessoa deve ter uma terapêutica especial. "Não há doenças, há doentes". (Hipócrates). Mas o que aqui se indica são generalidades, que podem servir a todo e qualquer caso, todo e qualquer doente, como medida imediata de prevenção, defesa, controle e terapêutica.
2 - Do ponto de vista racional (terapêutica causal), o que importa é deixar o organismo reagir por si, porque o o organismo" – Hipócrates – "é que se cura a si mesmo". Se assim foi e assim será, a única atitude inteligente quando a doença ataca, não é atacar ainda mais o organismo com medicamentos, deixa-lo exausto com alimentos complicados e pesados, mas libertá-lo de todos esses encargos suplementares para o deixar com forças de reagir por si.
6 – Para começar,o melhor de tudo é um pequeno jejum. Ao contrário do que afirmam os preconceitos de costumes retrógrados, o doente não deve ser super-alimentado. É exactamente o contrário. Se der descanso digestivo ao seu corpo, este ficará disponível para colocar todas as energias e reservas no "combate à doença".
25 - A MASTIGAÇÃO é um segredo base a que a frivolidade ocidental não liga importância mas que se encontra na raiz das grandes alterações possíveis através da Macrobiótica Zen.
Enquanto o doente não se convencer da importância da MASTIGAÇÃO na sua cura, a eficácia do regime encontra-se grandemente comprometida.
Ao insistir na MASTIGAÇÃO (30 a 50 vezes cada garfada) a macrobiótica deveria ao mesmo tempo frisar a ENSALIVAÇÃO. De facto, a importância desta primordial operação alimentar, é dupla: primeiro, é com uma boa mastigação que se assegura uma boa digestão, uma assimilação completa do cereal e o seu máximo aproveitamento quer nutritivo quer terapêutico; segundo, uma salivação abundante (a produção de saliva, assim como o PALADAR, também se educa!) irá fornecer ao processo digestivo a dose de ptialina necessária para se efectuar o desdobramento das proteínas contidas no cereal e nos restantes alimentos.
26 - Cereais mais citados no livro de Ohsawa: arroz, trigo sarraceno,, aveia, centeio, milho [míudo, ou millet].
39 - Tal como preconiza Oshawa, o Jejum é sempre útil, em qualquer doença e mesmo que não haja doença: é um repouso, uma pausa do organismo que o habilita a recobrar forças e resistência às agressões do meio ambiente, à contaminação do habitat.
Mas fazer jejum, não é, para Ohsawa, passar fome.
O jejum é para ele uma forma de fazer recuar a doença e ajuda a curar outras.
Durante o jejum convém não despender esforços intelectuais nem físicos. Todas as energias do corpo, normalmente utilizadas no trabalho da digestão, se concentram para fazer frente à doença. Além disso, o jejum é um princípio de desintoxicação.
Mas a grandes descoberta de Ohsawa é que o doente poderá fazer o jejum continuando em actividade, se a sua vida lhe não permitir que seja de outra maneira. Ideal seria que descansasse, física e intelectualmente. Mas senão conseguir esse ideal, nem por isso o jejum deixará de operar no processo de retroagir a doença.»

Como último ensinamento-testamento, nesta homenagem e comunhão com George Oshawa e Afonso Cautela, leiamos as suas 52 e 53 indicações de base, e sigamos ou aplicamos as que nos dizem mais:
52 - Conservar a Energia: Princípio único de toda a cura.
«Na cura pelo Princípio Único [da Ordem do Universo e que é o do equilibrar o Yin e o Yang, negativo e positivo] têm a máxima importância os mínimos pormenores. Seja qual for o caso, recomenda-se aos doentes:
- Que use pente de madeira. - Que use talheres de madeira. - Que não coma alimentos frigorificados (o frigorífico desmagnetiza). - Que não cozinhe alimentos em vasilhas de alumínio ou barro vidrado (barro não vidrado não tem inconvenientes). - Que só coma alimentos biológicos (com carga energética). - Que ensalive longamente e mastigue o maior número possível de vezes cada alimento que leve à boca. - Que não utilize farinhas (mesmo integrais) pois nas farinhas o grão já perdeu toda a concentração energética tendo-se pulverizado até ao infinito. - Que não perca a esperança na cura, porque se é da Energia Eterna e do Infinito que tudo provém e para onde tudo vai, se é do Princípio Único ou lei que tudo depende, a fé nesse princípio e nessa energia pode curar, pode mesmo mudar o destino de uma pessoa.»
53 - Leitura Ecológica da doença e seus sintomas
Saúde e doença não são fenómenos isolados, esporádicos, de superfície: radicam na mais profunda realidade do homem e do meio ou habitat que o cerca: urbano, físico, climático, histórico, cultural, etc.
Se todas as doenças são de ambiente, o conceito de intoxicação estará na primeira fila dos que importa estudar.
Entre os tóxicos alimentares, basta citar: mariscos, carne, peixe, molhos, frituras, bebidas alcoólicas, levedura prensada, alimentos fermentados, corantes, enlatados, conservas, etc.
Entre os tóxicos não alimentares, basta citar: tabaco, fármacos, estupefacientes, água e ar poluídos, adubos, pesticidas, etc.
Perante o número de tóxicos que cercam o consumidor e de que ele fez regular o consumo, não é difícil concluir a importância que o estudo ensaístico de Medicina Ecológica deverá atribuir aos métodos e técnicas de desintoxicação: monodieta, jejum, banhos de sudação, saunas, massagem, marcha, yoga, etc.
Se a maior parte das doenças são doenças do Ambiente, como aqui se sustenta, compreende-se a importância de estudar ensaisticamente a desnutrição por insuficiência alimentar tanto como desnutrição por alimentos desvitalizados: açúcar refinado, cereais refinados, óleos refinados, sal refinado, arroz descorticado, etc.; e de que forma a fome, as avitaminoses e todas as doenças de carência tanto com as indústrias alimentares estão ao serviço da exploração do homem pelo homem.
Uma vez que a esta concepção causal e ecológica da Doença e ao papel defensivo do sintoma no equilíbrio orgânico, se opõem os erros e crimes da medicina sintomática (transferência de sintomas e transferência de doença aguda para doença crónica), parece ao autor importante prosseguir o estudo ensaístico das duas correntes do pensamento médico; a sintomática, causal ou prospectiva [holistica]: e a medicina sintomática, curativa e medicamentosa (plástica e reconstrutiva), na medicina física e de reabilitação, na medicina de reanimação, na medicina das vacinas (dita preventiva), etc.»

Bons discernimentos .....