quarta-feira, 30 de maio de 2007

Dossiê Educação - Ensino

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Ler esta postagem: Um professor sempre afecta a eternidade


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Um Olhar Azul
Vejo Vozes (Brasil)

NOVA ATENÇÃO  © Copyright-  Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor e do meu blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho de pesquisa, selecção de qualidade e organização. Obrigado.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

OTA Slideshare - varias apresentações

OTA 10 A
Os dez factores negativos mais importantes de um aeroporto civil na Ota.
Ota-Stop!
Escritos publicados sobre a localização do NAL na Ota.
O 2º Aeroporto de Lisboa no Montijo
Este Estudo analisa os impactos económicos e turísticos do aeroporto da Ota e rebate os argumentos apresentados pelos consultores do Governo contra a abertura do 2º aeroporto de Lisboa no Montijo

domingo, 27 de maio de 2007

Alterações Climáticas, G8 e Justiça Climática





Sexta 8 de Junho * Dia Internacional de Ação Direta contra a mudança climática e o G8 Ação Direta por Justiça Climática * Resistência é Auto-Defesa! 

Texto retirado da rede internacional Rising Tide 
Nós temos uma janela de 10 anos para agir. Assim que os megalomaníacos líderes do G8 se encontrarem na Alemanha, mascarados atrás de uma barreira de cercas e soldados, intencionados em levar-nos mais a fundo no catastrófico e irreversível caos climático, nos temos que atirar, gritar e berrar basta. Agora é o momento para a ação direta e derruba-los, eles e seus amigos criminosos da indústria climática. Nós todos sabemos as terrificantes estatísticas: milhões de espécies extintas até 2050, 19 dos 20 anos mais quentes num recorde desde 1980, Antártica derretendo, seca, inundações, famintos… o G8 tiveram 30 anos para endereçar as mudanças climáticas e tiveram sucesso somente em subsidiar as grandes indústrias que estão destruindo nosso planeta e nosso futuro. E enquanto o G8 continua a alinhar os bolsos, estados ilhados desaparecem e centenas de milhares morrem como resultado de uma frenética condição climática causada por sua irracional e incontrolável obsessão em nunca cessar o crescimento económico. 
O 8 de junho Dia internacional de ação direta contra as mudanças climáticas e o G8 tem sido chamado pela Rede Internacional Rising Tide. Este é um chamado por ações autônomas e descentralizadas apropriadas em sua cidade, região ou área local. Use este dia internacional para apoiar as lutas locais contra refinarias de óleo, gasodutos, minas e carvão ativado. Rompa os financiadores industriais de energias fosseis. 
Organize workshops para espalhar formas de vida sustentáveis pós-petróleo. Encontre um ponto fraco na infra-estrutura da exploração dos recursos e se jogue literal ou simbolicamente nos trabalhos. É hora de visitar seu alvo local e entregar-lhe o inferno! Nós já sabemos das ações planejadas através do Reino Unido, América do Norte, Alemanha, Canadá e Austrália e isso é só o começo. Por volta do 8 de junho estarão planejadas em volta do mundo. 
Passe este chamado para todas justiças ambientais, ações climáticas, sustentabilidade radical e movimentos relacionados em todos os países do G8 e o do Globo. 
Rising Tide irá criar uma coleção de materiais de chamados de alto alcance (incluindo este chamado em 5 diferentes línguas) que pode ser usado por grupos em volta do mundo para se organizarem localmente. Estes materiais estarão disponíveis neste site Rising Tide North America. Ação direta e desobediência civil são a resposta racional nestes tempos de crise. Apoie o 8 de Junho, Dia Internacional de Ação Direta contra as Mudanças Climáticas e o G8! Conte-nos sobre ações planejadas para justiça climática em sua comunidade. Entre em contato conosco - info@risingtide.org.uk e contact@risingtidenorthamerica.org. 
  Em Junho de 2007 o G8 irá entender o significado de Rebelião, Revolta e Revolução. A receita deles para a catástrofe encontrará com nossa Resistência Global!

sábado, 26 de maio de 2007

James Hansen-Temperatura terrestre nunca subiu tanto em 12 mil anos (dados de 2006)


Biografia-Wikipedia

Trabalho mais recente
Curriculum Vitae
Download CV (40 kB PDF)


Artigos mais importantes:
June 2007: How Can We Avert Dangerous Climate Change? (450 kB PDF). Paper posted to arXiv.org, based on testimony Select Committee on Energy Independence and Global Warming, U.S. House of Representatives, 26 April 2007, with some revisions and additions.
May 2007: Case for Vermont (4.8 MB PDF). Slides for testimony given May 3 at United States District Court, District of Vermont in regard to Case No. 2:05-CV-302 and 2:05-CV-304, Green Mountain Chrysler-Plymouth-Dodge-Jeep et al. v. Thomas W. Torti, Secretary of Vermont Agency of Natural Resources et al. Also available as PowerPoint (10.1 MB). This updates some charts from the written declaration (2.6 MB PDF) originally posted Sep. 2006. Note that the earlier file also includes short explanations for figures.
May 2007: Global Warming: The Threat to the Planet (4.0 MB PDF). Slides for Leo Szilard Lecture given Apr. 17 at the American Physical Society in Jacksonville. Also available as PowerPoint (8.9 MB).
Apr. 2007: Dangerous Human-Made Interference with Climate (370 kB PDF). Submitted text accompanying oral testimony given Apr. 26 at hearings on "Dangerous Climate Change" of the Select Committee on Energy Independence and Global Warming of the U.S. House of Representatives.
Apr. 2007: Why We Can't Wait (link). Article in May 7, 2007, issue of The Nation adapted from February "Connecting the Dots" presentation at National Press Club.
Mar. 2007: Political Interference with Government Climate Change Science (85 kB PDF). Submitted text accompanying oral testimony given Mar. 19 at hearings on "Political Interference with Science: Global Warming", Part II" of the Committee on Oversight and Government Reform of the U.S. House of Representatives.
Mar. 2007: Special interests are the one big obstacle (link). Op-ed in The Times of London, Mar. 12.
Feb. 2007: Global Warming: Connecting the Dots from Causes to Solutions (2 MB PDF). Slides for a presentation given Feb. 26 at National Press Club and American University. Also available as PowerPoint (5 MB).
Jan. 2007: Global Warming: Can We Avoid Dangerous Climate Change? (4.1 MB PDF). Slides for a presentation given Jan. 9, 2007, to "Operation Sierra Storm" Television Meteorologists Conference. Also available in PowerPoint (10 MB).
Dec. 2006: Communicating Dangers and Opportunities in Global Warming (1.1 MB PDF). Text and accompanying slides for a presentation given Dec. 14, 2006, at the American Geophysical Union, San Francisco. Slides separately available in PowerPoint (4.8 MB).
Nov. 2006: The Threat to the Planet: How Can We Avoid Dangerous Human-Made Climate Change? (1.1 MB PDF). Remarks of Nov. 21 on acceptance of WWF Duke of Edinburgh Conservation Medal at St. James Palace, London. Accompanying slides separately available in PowerPoint (3.8 MB).
Oct. 2006: Swiftboating, Stealth Budgeting, and Unitary Executives (700 kB PDF). Article published in Nov./Dec. 2006 issue of World Watch magazine.Sep. 2006:

Case for Vermont
(2.6 MB PDF).
Expert report submitted to the United States District Court, District of Vermont in regard to Case No. 2:05-CV-302 and 2:05-CV-304, Green Mountain Chrysler-Plymouth-Dodge-Jeep et al. v. Thomas W. Torti, Secretary of Vermont Agency of Natural Resources et al.
-->
Sep. 2006: The Threat to the Planet (540 KB PDF). A book and movie review published in July 13 issue of New York Review of Books. Also available are two follow-up letters to the editor and Dr. Hansen's responses (110 kB PDF).
July 2006: The Threat to the Planet: Actions Required to Avert Dangerous Climate Change (6.3 MB PDF). Text and slides of a presentation at SOLAR 2006 Conference on Renewable Energy in Denver on July 10, 2006, with eight supplementary figures added Sep. 5. The text only is available separately in PDF (200 kB). The slides are available separately in PDF (6.2 MB) or PowerPoint (12.4 MB) form.
June 2006: The Case for Action by the State of California to Mitigate Climate Change (2.9 MB PDF). Expert report submitted to the United States District Court, Eastern District of California — Fresno in regard to Case No. 1:04-CV-06663 REC LJO, Automobile Manufacturers v. California Air Resources Board.
Apr. 2006: Global Warming: Is There Still Time to Avoid Disastrous Human-Made Climate Change? (5.6 MB PDF). Discussion at National Academy of Sciences, April 23, 2006.
Mar. 2006: Statement of Political Inclinations (50 kB PDF). Response to journalist and public inquiries.
Feb. 2006: Can We Still Avoid Dangerous Human-Made Climate Change? A Presentation at the New School's Social Research Conference (3.6 MB PDF). Text and accompanying slides for a presentation given Feb. 10, 2006, at the New School University's Social Research Conference, New York.
Dec. 2005: Is There Still Time to Avoid "Dangerous Anthropogenic Interference" with Global Climate? A Tribute to Charles David Keeling (5.5 MB PDF). Text and accompanying slides for a presentation given Dec. 6, 2005, at the American Geophysical Union, San Francisco. Slides separately available as PowerPoint presentation (18 MB).
Nov. 2005: On the Road to Climate Stability: The Parable of the Secretary (480 kB PDF). Draft of unsubmitted paper by Hansen et al. (Note: This replaces the longer "On the Road to Climate Stability: A-Team Report on Prospects for Halting the Growth of CO2 Emissions" posted a year ago.)
Nov. 2005: Global Temperatures in 2005 (620 kB PDF). Comments posted Nov. 3 regarding a recent Washington Post article. (Updated Nov. 7.)
Sep. 2005: Michael Crichton's "Scientific Method" (100 kB PDF). Comments posted Sep. 27.Sep. 2005:
Efficacy of Climate Forcings.
Journal article by Hansen et al. published 2005 in Journal of Geophysical Research.
-->Apr. 2005:
Earth's Energy Imbalance: Confirmation and Implications (250 kB PDF).
Journal article by Hansen et al. published 2005 in Science, 308, 1431-1435.
-->
Apr. 2005: Earth's Energy Out of Balance: The Smoking Gun for Global Warming (160 kB PDF). Explanatory discussion for the paper "Earth's energy imbalance: Confirmation and implications" by Hansen et al., published in Science and available from the GISS website.
Mar. 2005: A Slippery Slope: How Much Global Warming Constitutes "Dangerous Anthropogenic Interferenced"? An Editorial Essay (250 kB PDF). Article published 2005 in Climatic Change, 68, 269-279.
Oct. 2004: Dangerous Anthropogenic Interference: A Discussion of Humanity's Faustian Climate Bargain and the Payments Coming Due (4.3 MB PDF). Presentation given at the Distinguished Public Lecture Series at the Department of Physics and Astronomy, University of Iowa, on Oct. 26, 2004.
Feb. 2004: Defusing the Global Warming Time Bomb (310 kB PDF). Magazine article published 2004 in Scientific American 290, no. 3, 68-77.
Research Interests:
As a college student in Iowa, I was attracted to science and research by James Van Allen's space science program in the physics and astronomy department. Since then, it only took me a decade or so to realize that the most exciting planetary research involves trying to understand the climate change on Earth that will result from anthropogenic changes of the atmospheric composition.
One of my research interests is radiative transfer in planetary atmospheres, especially interpreting remote sounding of the Earth's atmosphere and surface from satellites. Such data, appropriately analyzed, may provide one of our most effective ways to monitor and study global change on the Earth. The hardest part is trying to influence the nature of the measurements obtained, so that the key information can be obtained.
I am also interested in the development and application of global numerical models for the purpose of understanding current climate trends and projecting humans' potential impacts on climate. The scientific excitement in comparing theory with data, and developing some understanding of global changes that are occurring, is what makes all the other stuff worth it.
Education:
B.A. (Physics and Mathematics), 1963, University of Iowa
M.S. (Astronomy), 1965, University of Iowa
Ph.D. (Physics), 1967, University of Iowa
Recent Scholarly Publications:
(See also Dr. Hansen's bibliography webpage at the NASA GISS website.)
2007
Novakov, T., S. Menon, T.W. Kirchstetter, D. Koch, and J.E. Hansen, 2007: Reply to comment by R. L. Tanner and D. J. Eatough on "Aerosol organic carbon to black carbon ratios: Analysis of published data and implications for climate forcing". J. Geophys. Res., 112, D02203, doi:10.1029/2006JD007941.
2006
Hansen, J., Mki. Sato, R. Ruedy, K. Lo, D.W. Lea, and M. Medina-Elizade 2006. Global temperature change. Proc. Natl. Acad. Sci. 103, 14288-14293, doi:10.1073/pnas.0606291103.
Nazarenko, L., N. Tausnev, and J. Hansen 2006. Sea-ice and North Atlantic climate response to CO2-induced warming and cooling conditions. J. Glaciol. 52, 433-439.
Santer, B.D., T.M.L. Wigley, P.J. Gleckler, C. Bonfils, M.F. Wehner, K. AchutaRao, T.P. Barnett, J.S. Boyle, W. Brüggemann, M. Fiorino, N. Gillett, J.E. Hansen, P.D. Jones, S.A. Klein, G.A. Meehl, S.C.B. Raper, R.W. Reynolds, K.E. Taylor, and W.M. Washington 2006. Forced and unforced ocean temperature changes in Atlantic and Pacific tropical cyclogenesis regions. Proc. Natl. Acad. Sci. 103, 13905-13910, doi:10.1073/pnas.0602861103.
Schmidt, G.A., R. Ruedy, J.E. Hansen, I. Aleinov, N. Bell, M. Bauer, S. Bauer, B. Cairns, V. Canuto, Y. Cheng, A. Del Genio, G. Faluvegi, A.D. Friend, T.M. Hall, Y. Hu, M. Kelley, N.Y. Kiang, D. Koch, A.A. Lacis, J. Lerner, K.K. Lo, R.L. Miller, L. Nazarenko, V. Oinas, Ja. Perlwitz, Ju. Perlwitz, D. Rind, A. Romanou, G.L. Russell, Mki. Sato, D.T. Shindell, P.H. Stone, S. Sun, N. Tausnev, D. Thresher, and M.-S. Yao 2006. Present day atmospheric simulations using GISS ModelE: Comparison to in-situ, satellite and reanalysis data. J. Climate 19, 153-192, doi:10.1175/JCLI3612.1.
Shindell, D., G. Faluvegi, A. Lacis, J. Hansen, R. Ruedy, and E. Aguilar 2006. Role of tropospheric ozone increases in 20th century climate change. J. Geophys. Res. 111, D08302, doi:10.1029/2005JD006348.
Shindell, D.T., G. Faluvegi, R.L. Miller, G.A. Schmidt, J.E. Hansen, and S. Sun 2006. Solar and anthropogenic forcing of tropical hydrology. Geophys. Res. Lett. 33, L24706, doi:10.1029/2006GL027468, 2006.
2005
Hansen, J.E. 2005. A slippery slope: How much global warming constitutes "dangerous anthropogenic interferenced"? An editorial essay. Clim. Change 68, 269-279, doi:10.1007/s10584-005-4135-0.
Hansen, J., L. Nazarenko, R. Ruedy, Mki. Sato, J. Willis, A. Del Genio, D. Koch, A. Lacis, K. Lo, S. Menon, T. Tovakov, Ju. Perlwitz, G. Russell, G.A. Schmidt, and N. Tausnev 2005. Earth's energy imbalance: Confirmation and implications. Science 308, 1431-1435, doi:10.1126/science.1110252.
Hansen, J., Mki. Sato, R. Ruedy, L. Nazarenko, A. Lacis, G.A. Schmidt, G. Russell, I. Aleinov, M. Bauer, S. Bauer, N. Bell, B. Cairns, V. Canuto, M. Chandler, Y. Cheng, A. Del Genio, G. Faluvegi, E. Fleming, A. Friend, T. Hall, C. Jackman, M. Kelley, N. Kiang, D. Koch, J. Lean, J. Lerner, K. Lo, S. Menon, R. Miller, P. Minnis, T. Novakov, V. Oinas, Ja. Perlwitz, Ju. Perlwitz, D. Rind, A. Romanou, D. Shindell, P. Stone, S. Sun, N. Tausnev, D. Thresher, B. Wielicki, T. Wong, M. Yao, and S. Zhang 2005. Efficacy of climate forcings. J. Geophys. Res. 110, D18104, doi:10.1029/2005JD005776.
Koch, D., and J. Hansen 2005. Distant origins of Arctic black carbon: A Goddard Institute for Space Studies ModelE experiment. J. Geophys. Res. 110, D04204, doi:10.1029/2004JD005296.
Novakov, T., S. Menon, T.W. Kirchstetter, D. Koch, and J.E. Hansen 2005. Aerosol organic carbon to black carbon ratios: Analysis of published data and implications for climate forcing. J. Geophys. Res. 110, D21205, doi:10.1029/2005JD005977.
Santer, B.D., T.M.L. Wigley, C. Mears, F.J. Wentz, S.A. Klein, D.J. Seidel, K.E. Taylor, P.W. Thorne, M.F. Wehner, P.J. Gleckler, J.S. Boyle, W.D. Collins, K.W. Dixon, C. Doutriaux, M. Free, Q. Fu, J.E. Hansen, G.S. Jones, R. Ruedy, T.R. Karl, J.R. Lanzante, G.A. Meehl, V. Ramaswamy, G. Russell, and G.A. Schmidt 2005. Amplification of surface temperature trends and variability in the tropical atmosphere. Science 309, 1551-1556, doi:10.1126/science.1114867.
2004
Hansen, J., T. Bond, B. Cairns, H. Gaeggler, B. Liepert, T. Novakov, and B. Schichtel 2004. Carbonaceous aerosols in the industrial era. Eos Trans. Amer. Geophys. Union 85, no. 25, 241, 245.
Hansen, J., and L. Nazarenko 2004. Soot climate forcing via snow and ice albedos. Proc. Natl. Acad. Sci. 101, 423-428, doi:10.1073/pnas.2237157100.
Hansen, J., and Mki. Sato 2004. Greenhouse gas growth rates. Proc. Natl. Acad. Sci. 101, 16109-16114, doi:10.1073/pnas.0406982101.
Mishchenko, M.I., B. Cairns, J.E. Hansen, L.D. Travis, R. Burg, Y.J. Kaufman, J.V. Martins, and E.P. Shettle 2004. Monitoring of aerosol forcing of climate from space: Analysis of measurement requirements. J. Quant. Spectrosc. Radiat. Transfer 88, 149-161, doi:10.1016/j.jqsrt.2004.03.030.
Novakov, T., and J.E. Hansen 2004. Black carbon emissions in the United Kingdom during the past four decades: An empirical analysis. Atmos. Environ., 4155-4163, doi:10.1016/j.atmosenv.2004.04.031.
2003
Novakov, T., V. Ramanathan, J.E. Hansen, T.W. Kirchstetter, Mki. Sato, J.E. Sinton, and J.A. Satahye 2003. Large historical changes of fossil-fuel black carbon aerosols. Geophys. Res. Lett. 30, no. 6, 1324, doi:10.1029/2002GL016345.
Santer, B.D., R. Sausen, T.M.L. Wigley, J.S. Boyle, K. AchutaRao, C. Doutriaux, J.E. Hansen, G.A. Meehl, E. Roeckner, R. Ruedy, G. Schmidt, and K.E. Taylor 2003. Behavior of tropopause height and atmospheric temperature in models, reanalyses, and observations: Decadal changes. J. Geophys. Res. 108, no. D1, 4002, doi:10.1029/2002JD002258.
Sato, Mki., J. Hansen, D. Koch, A. Lacis, R. Ruedy, O. Dubovik, B. Holben, M. Chin, and T. Novakov 2003. Global atmospheric black carbon inferred from AERONET. Proc. Natl. Acad. Sci. 100, 6319-6324, doi:10.1073/pnas.0731897100.
Sun, S., and J.E. Hansen 2003. Climate simulations for 1951-2050 with a coupled atmosphere-ocean model. J. Climate 16, 2807-2826, 2.0.CO;2.
2002Carmichael,%20G.R.,%20D.G.%20Streets,%20G.%20Calori,%20M.%20Amann,%20M.Z.%20Jacobson,%20J.%20Hansen,%20and%20H.%20Ueda%202002.%20Changing%20trends%20in%20sulfur%20emissions%20in%20Asia:%20Implications%20for%20acid%20deposition.%20Environ.%20Sci.%20Tech%2036,%204707-4713,%20

quinta-feira, 24 de maio de 2007

O meu Dossier Stop-OGM é indicado como recurso para estudantes inseridos no programa Nonio da Universidade do Minho

* o meu dossier

PROCESSO
A realização do trabalho de pesquisa proposto deverá obedecer às seguintes orientações:
Distribuição dos alunos da turma por cinco grupos de trabalho;
Selecção do tema a abordar;
Consulta das várias fontes de informação disponibilizadas;
Análise de toda a informação recolhida;
Elaboração de uma apresentação em power point
Elaboração de um Portfólio
Divulgação na página electrónica da Escola
Sugere-se a consulta dos seguintes recursos:
Manuais de Biologia do 12º ano
Wikipédia
Informação variada
Informação variada
Enciclopédia digital
Sítio Europeu
Plataforma Anti OGM
Perigos dos OGM*
OGM e Agricultura
Segurança Alimentar
Legislação

Para saber mais sobre o Programa Nonio

quarta-feira, 23 de maio de 2007

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: OUSAR INOVANDO



Ela espera abrir os olhos sombreados
sob um mundo diferente
Venha para mim
Princesa assustada

(in Charlotte Sometimes, The Cure)

A sociedade humana já foi capaz de inverter/limitar situações gravíssimas como as chuvas ácidas e a destruição da camada de ozono...e enfrenta um novo desafio civilizacional: o aquecimento global e as alterações climáticas.Porquê tanta demora? É hora de decisões políticas sérias e estruturantes.É hora de abrandar, fazer a nossa parte e ousar. 


Um E-Livro
O Manual de Eficiência Energética é o resultado de um projecto desenvolvido em 2005, onde se conciliou o trabalho desenvolvido pela Universidade de Coimbra com os exemplos práticos de aplicação destes conceitos pelas empresas membro do BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável

terça-feira, 22 de maio de 2007

Mais lojas de produtos naturais - Compre éticamente

Ao contrário do que se possa pensar, grande parte dos produtos éticos, naturais, biológicos e amigos do Ambiente não são caros, tendo preços bastante acessíveis. Aqui expomos apenas algumas das muitas lojas que vendem este género de produtos. Informe-se, visite e compre produtos em: 
- Biocoop, Produtos de Agricultura Biológica: Loja: R. Salgueiro Maia, 14 Figo Maduro, 1700 Lisboa. - biocoop@clix.pt . 
- Biorege.Coop: Av. do Cristo Rei, 23-A, Almada - biorege@hotmail.com . 
- Celeiro Dieta: Rua 1º Dezembro nº 65, Lisboa (Morada da Sede, lojas por todo o pais). - encomendas@celeiro-dieta.pt . 
- Terra Pura, Ecoloja: Amoreiras S.C., C.C. Colombo, Almada Fórum. 
- Espiral: Praça Ilha do Faial 14A/B e 13C Lisboa. - info@espiral.pt . 
- Quintinha, Produtos Biológicos: Rua Velha dos Lagos 45, 4405-886 V. N. Gaia.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Cyber Angels e Curtis Sliwa



Cyber Angels (em espanhol e inglês)
Voluntários especiais patrulham a internet a procura de pornografia infantil, molestadores de crianças e ciber-assediadores. Ajudam vítimas de assédio e de predadores online. Oferecem um local onde os cidadãos da Internet podem informar sobre crimes e conteúdos ilegais online. Recolhem informação sobre sites de abuso infantil e sites que promovam abuso infantil e pedofilia, e compartilham essa informação com organizações e agências que tenham interesse de oferecer aos pais a escolha de bloquear o acesso a esses sites. Ensinam idosos a evitar fraude online e golpes.




Artigos e Sítios

Curtis Sliwa invited to speak at the United Nations on Internet Safety issues. Read
Curtis Sliwa (wikipedia)

domingo, 20 de maio de 2007

Terra, um grande livro com folhas de mar, fogo, ar e rocha plenas de História da Vida

1.Sylvia atricapilla

2. Extremófilos
Muitas bactérias e seres vivos macroscópicos (como o verme Pompeii, na imagem) vivem em ambientes que são considerados extremos para o Homem e são, por isso, denominadas extremófilos. Para saber mais visite aqui a wikipedia, com imensa informação e disponível em várias línguas
Extremophile .

3.Peixes de profundidade
Seres vivos que habitam esse oceano imenso mas com a biodiversidade e sua sobrevivência em perigo, devido principalmente à sobre-pesca e poluição.A principal razão prende-se com o facto de muitos peixes de profundidade só atingirem a maturidade sexual em média aos 18 anos de idade ou em muitas espécies em idade superior à do Homem - para além de outras adaptações evolutivas muito interessantes a um meio ambiente singular: pressões elevadas, ausência de luz, etc.

3.1.Na imagem Lycodessp. Trabalhos de escultura cerâmica de Nuno Carvalho, em exposição na Cooperativa Árvore, Porto.Uma perspectiva do Oceano Profundo com Arte e Educação Ambiental.
3.2.Novo livro The Deep.
3.3. Para saber mais, a prestigiada New Scientist disponibiliza gratuitamente imensa informação (resumos de artigos publicados, dados biológicos, ecoógicos, etc.) resultante de uma intensa atenção, há mais de dez anos, que esta revista dedica ao Oceano Profundo.
Na Lusofonia, destaco o exemplar trabalho do dinâmico Grupo GEOPROF - Grupo de Estudos de Peixes do Oceano Profundo no Brasil.


4. Parabéns aos 20 000 (!!!) portugueses que aderiram à campanha STOP ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS do partido Os Verdes que hoje chega ao fim.
Vídeo de Manuela Ramos.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Walter Gomes

Onilé inquieto....oxirá da terra-mãe
(adaptado)

OLORUN, Deus supremo do povo Yoruba, originário de África e grande fornecedor de escravos para a América, criou as divindades denominadas Orixá para representar todos os seus domínios aqui na Terra. Estes não são considerados deuses.
ONILÉ é o orixá relacionado com o culto da terra.
Para melhor me exprimir, dadas as circunstâncias actuais, escrevi inquieto, com todos os males de que a terra - mãe da vida - tem sido vítima, por absoluta falta de conhecimento e respeito do seu valor por todos aqueles que apenas se servem dela em benefício próprio.
Neste sentido, a minha calma configurada com a pausa para filosofar, deve transformar-se na adopção de uma postura militante a favor daquele de que abusivamente me arrogo reincarnação.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Aves nas Cidades / Aves e Cidades


1. Artigo de Maria Guimarães

Há mais aves nos grandes centros urbanos hoje?

Bebedouros com água e açúcar, potes com frutas e sementes, casinhas para ninho. Estratégias para atrair passarinhos fazem parte do dia-a-dia de muitos habitantes de grandes cidades. Em anos recentes, apreciadores de aves têm notado um aumento em número e diversidade de aves urbanas. Mas será que esse aumento reflete a realidade?
A impressão, ainda não confirmada por estudos científicos, vem tanto de leigos como de especialistas. "Lá em casa há um número surpreendente de pássaros no quintal. Sempre achei que estivesse relacionado à presença da jabuticabeira que anda muito produtiva", diz a urbanista Regina Meyer, da Universidade de São Paulo (USP). Pedro Develey, ornitólogo (especialista em aves) e autor do guia de campo Aves da Grande São Paulo (2004), concorda que há uma impressão geral de que houve um aumento das aves na cidade mas acredita ser difícil avaliar a realidade, já que não existiu um monitoramento anterior: "Os principais trabalhos sobre aves urbanas começaram mais recentemente, cerca de 15 anos atrás", diz. Na sua opinião, o que mudou foi percepção das pessoas. "A constante presença de notícias na mídia em geral teve uma grande contribuição nessa maior valorização e percepção das pessoas em relação às aves", sugere. O bom índice de vendas de seu guia de campo, cerca de 4,5 mil exemplares desde o lançamento em 2004, ilustra o interesse do público em relação às aves.
A impressão de aumento populacional é confirmada por Elizabeth Höfling, ornitóloga do Instituto de Biociências da USP e autora do livro Aves no campus, que reúne informações sobre as aves presentes no campus da USP. Elizabeth conta que a primeira edição, de 1993, lista 130 espécies de aves. Na terceira, de 1999, o número cresceu para 146 espécies. A quarta edição está sendo finalizada pela autora, e contará com 156 aves diferentes. Segundo a pesquisadora, agora se vê a pomba-de-bando (Zenaida auriculata) que antes não era vista, e o papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) era mais raro do que agora. Porém, ela avisa que as diferenças entre os levantamentos sucessivos não refletem somente um aumento real no número de espécies, pois quanto mais longo o tempo de observação, mais se descobre sobre um ambiente. A ornitóloga, porém, acredita que houve de fato um aumento no tamanho das populações nas cidades, embora falte um trabalho de censo.
CIDADES MAIS HOSPITALEIRAS? Qual seria a causa de um aumento na população de aves das cidades? Elizabeth acredita que o elemento mais decisivo é o "fim do estilingue". Ela conta que durante a sua infância era comum crianças capturarem aves. Hoje em dia, a ornitóloga acredita que houve uma mudança cultural, que se deve em grande parte à veiculação de campanhas de proteção aos animais através dos meios de comunicação.
Há quem diga que a redução das áreas de floresta ao redor das cidades forçou as aves a mudarem-se para as áreas urbanas, mas de acordo com especialista não é isto que ocorre. "As aves que se vê nas cidades são principalmente aquelas de áreas abertas", diz. Develey concorda, mas acredita que as aves que vivem em áreas verdes ao redor de áreas urbanas podem aventurar-se pela cidade, mesmo que ocasionalmente. "Elas não se estabelecem, voltam para as áreas de mata nos entornos para se reproduzir", explica.
Por outro lado, o aumento de áreas verdes dentro das cidades poderia causar um aumento na população de aves. Mas áreas verdes não bastam. Elizabeth Höfling adverte que isso só ocorre se for instaurada a cadeia alimentar completa. Por exemplo, árvores floridas atraem insetos que são essenciais para certas aves. A urbanista Regina Meyer diz que hoje em dia há mais áreas verdes associadas a certos tipos de habitação. "Há uma quantidade muito grande de condomínios fechados em São Paulo", diz. Esses condomínios incluem áreas verdes, que embora de baixa qualidade em termos paisagísticos, segundo Meyer, talvez reúnam os atributos necessários às aves. O ornitólogo Develey acredita que um bairro bem arborizado proporciona mais abrigo e alimentação do que áreas de pasto, por exemplo.
O FUTURO DA CONSERVAÇÃO Apesar de uma conscientização ecológica mais presente nos meios de comunicação, o mundo está cada vez mais carente em áreas verdes. É preciso que haja um movimento generalizado na direção de se instituir mais parques, arborizar as cidades de forma a possibilitar a sobrevivência de uma maior diversidade de organismos. Uma nova disciplina para tratar do embate entre humanos e os demais seres vivos foi proposta por Michael Rosenzweig, da Universidade do Arizona (EUA), a "ecologia da reconciliação". Em seu polêmico livro Win-win ecology (Oxford USA Trade, 2003), Rosenzweig argumenta que o conservacionismo tradicional já não é suficiente, visto que humanos ocuparam boa parte da Terra — e não pretendem desocupá-la. É preciso, então, encontrar estratégias para permitir que as exigências da vida humana sejam compatíveis com as necessidades ecológicas de outras espécies. Como? A resposta varia conforme características locais. O ecólogo Marco Pizo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), sugere utilizar o conhecimento existente para planejar áreas de lazer. "Nas grandes cidades, além de aumentarmos as áreas verdes, poderíamos, por exemplo, usar plantas que fornecem recursos alimentares para as aves e prover locais de nidificação para elas", propõe. Por enquanto, na falta de estratégias mais abrangentes, o jeito é continuar com nossas pequenas contribuições à vida das aves.


3. Escutar e observar aves entre o barulho da cidade,por Rita Carvalho



Objectivo da acção em Lisboa foi dar a conhecer as aves mais comuns
O jardim da Gulbenkian, bem no centro de Lisboa, não é certamente o local mais apropriado para observar aves migradoras. Aquelas que chegam a percorrer 20 mil quilómetros para alcançar um habitat agradável. Mas o local para assinalar o Dia Mundial das Aves Migradoras não tinha esse objectivo, destinava-se apenas a dar a conhecer aves comuns. As que todos já ouviram falar mas na prática não sabem identificar.Os binóculos e telescópios montados na relva em redor do lago do jardim pertencem à Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), promotora da actividade, e atraem curiosos. Destinam-se a olhar aves comuns como o melro, preto de bico amarelo, a andorinha, o verdilhão ou a galinha de água, que insiste em esconder-se na margem.As crianças são as mais entusiastas, pedindo espreitadelas pelos telescópios e explicações a quem sabe. Beatriz tem 10 anos e os fins de semana no jardim vão ser diferentes a partir de agora, pois o que aprendeu permite-lhe ver as coisas de outra forma . "Gosto disto", confessa, mostrando já distinguir as espécies que nadam no lago. E cada vez são mais os interessados nas acções de observação, diz Alexandra Lopes, da organização. A prova é que os sócios da SPEA não têm parado de crescer.




Aves na cidade
O processo de urbanização transforma profundamente os ambientes naturais, criando uma paisagem variável, à medida em que se intensifica o adensamento das construções. Povoamentos pequenos podem ainda preservar muitas áreas com cobertura vegetal, nos quintais e jardins das casas e nas vias públicas. A pequena extensão da área construída, e o mosaico de áreas vegetadas permite um contato estreito com as comunidades de aves do entorno e da região. Algumas espécies já podem mostrar uma afinidade com este espaço alterado, demonstrando sua tendência sinantrópica (etimologicamente = amigo do homem). Alguns fatores responsáveis por esta atração podem ser apontados. A maior disponibilidade de locais para ninhos, como cavidades artificiais, pode atrair aves que se utilizam destes lugares, como a corruíra, Troglodytes musculus. A ocorrência nestes espaços de uma concentração maior de espécies vegetais atrativas para aves por seus frutos e flores, muitas destas exóticas, como diversas plantadas em pomares, podem atrair espécies de frugívoros e nectarívoros, como o sabiá-laranjeira, Turdus rufiventris, e o beija-flor-rabo-de-tesoura, Eupetomena macroura. Também a tendência moderna de fazer a arborização urbana de vias públicas com espécies de importância biológica para a fauna é um fator a ser considerado. Restos de alimentos humanos podem ser aproveitados também por diversas espécies, notadamente pelo pardal, Passer domesticus, mas também por outras como o bentevi, Pitangus sulphuratus. A disponibilidade aumentada de ratos, próximo de habitações humanas, pode atrair predadores como o gavião-peneira, Elanus leucurus, ou o falcão, Falco sparverius. Práticas de atração de aves, com a colocação de fontes de água, alimentos, bebedouros para beija-flores e caixas para ninhos, podem também ser fatores responsáveis pelo adensamento populacional de algumas espécies nos ambientes urbanos. Por outro lado diversas espécies tendem a desaparecer, especialmente aquelas dependentes de hábitats específicos ou especialistas em seus hábitos alimentares e reprodutivos. A presença de muitas destas no ambiente urbano dependerá de quanto o processo de transformação do ambiente natural permitir a manutenção de áreas remanescentes destes ambientes ou mesmo áreas relativamente urbanizadas que funcionem como "arremedos" destes ambientes naturais.
Com o adensamento do processo de urbanização, verticalização das construções e progressiva redução dos espaços verdes, processo chamado por alguns de "desertificação antrópica" ou "savanização" do ambiente, reduzem-se as possibilidade de ocorrência das espécies.
Algumas questões conceituais precisam ser esclarecidas. A expressão "aves urbanas" frequentemente usada para referir-se às espécies encontradas nas cidades é um termo impróprio, pois indica espécies próprias do ambiente urbano, da mesma forma que "aves da mata" ou "aves campestres" indicam espécies típicas destes ambientes. Entretanto, a única espécie típica do ambiente urbano por excelência em nosso meio é o pardal, Passer domesticus, espécie exótica aqui introduzida. Sem considerar o pombo-doméstico, Columba livia. Por outro lado é indiscutível que diversas outras espécies de aves parecem ter uma afinidade tal com o ambiente urbano que permite que nestes espaços tenham densidades populacionais maiores que nos próprios ambientes naturais, de onde são originárias. Esta diferença ou gradiente nas densidades populacionais pode ser medida, indicando diversos graus de sinantropia e com base nisto podem ser nomeadas as diversas situações:

A cidade simula, grosso modo, uma savana, ou seja, espaços abertos campestres ponteados com vegetação arbórea dispersa. Desta forma, as espécies mais prováveis de se encontrarem nela são as próprias deste tipo de ambiente. Estudos realizados em fragmentos florestais de diversos tamanhos mostraram a sucessão de desaparecimento de espécies de aves. Estas são então as menos prováveis de serem vistas nas cidades. Podem desta forma serem usadas como "bioindicadores" do processo de transformação ambiental.
A disponibilidade de alimento é um dos fatores principais da distribuição das espécies. Na cidade, a impermeabilização do solo e redução dos espaços verdes leva à redução da produção de insetos e consequentemente das aves insetívoras. Por outro lado, o plantio seletivo de espécies vegetais frutíferas, tanto em pomares como na arborização de vias públicas, prática que tem sido adotada modernamente, favorece as espécies frugívoras. Uma análise técnica disto pode ser feita por meio das chamadas guildas, que são grupos de espécies que têm hábitos alimentares parecidos, também no que é comido como na forma de obtenção destes alimentos. Nesta análise percebe-se que as guildas mais favorecidas no ambiente urbano são as de aves que têm regimes alimentares onívoros, ou seja, que se valem de diversos tipos de alimentos. Também os frugívoros. Insetívoros exclusivos tendem a desaparecer. Alguns de pequeno porte, que se alimentam de pequenos insetos nas ramagens das árvores podem permanecer mesmo em pequenas praças e ruas arborizadas, como o risadinha, Camptostoma obsoletum e o teque-teque, Todirostrum cinereum. O acúmulo de detritos urbanos em muitos pontos da cidade podem manter grandes populações do urubu, Coragyps atratus. Aves piscívoras podem ser vistas com alguma facilidade, sempre próximo aos lagos piscosos.
As cidades são lugares também onde muitas espécies exóticas à região podem ser soltas ou escaparem do cativeiro, colonizando-a. O Parque Ibirapuera em São Paulo é um bom exemplo, tendo se instalado ali uma população do cardeal, Paroaria dominicana. Há reportagens antigas de jornais que relatam a prática de autoridades soltarem ali aves comemorando o Dia das Aves, e entre estas são citadas os "cardeais". Da mesma forma um pequeno grupo da maracanã-nobre, Dyopsittaca nobilis, procedente de apreensão de cativeiro, foi solto e hoje parece está em franco crescimento, já tendo sido vistas em variadas áreas verdes da cidade de São Paulo.
Mesmo espécies raras e consideradas ameaçadas de extinção ocasionalmente são vistas em áreas verdes urbanas. É possível que estas espécies se valham destas áreas em suas rotas migratórias ou deslocamentos e esta função das áreas verdes urbanas precisa ainda ser melhor estudada.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

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