terça-feira, 12 de maio de 2026
Novo relatório revela que escravidão moderna no Reino Unido atingiu níveis recorde
sábado, 9 de maio de 2026
Anúncios de emprego falsos: qual é a probabilidade de ser enganado na Europa?
sábado, 11 de abril de 2026
A Internacional Reacionária - de olho nas legislativas da Hungria

sexta-feira, 6 de março de 2026
Europol alerta para aumento do risco de terrorismo na UE

A Europol avisou esta sexta-feira, 6 de março, que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Serão as agências de classificação do carbono a chave para evitar o greenwashing?
domingo, 26 de outubro de 2025
Ecologia, Democracia Participativa e Cultura: antídotos contra o extremismo

terça-feira, 7 de maio de 2024
Documentário: A Dark Web - O mercado negro, cibercrime, AlphaBay e pornografia infantil
Este documentário explora o submundo da Dark Web, o comércio no mercado negro, o cibercrime e os meandros de redes criminosas reais, focando-se em dois grandes casos: a ascensão e queda do mercado ilegal AlphaBay e a desmontagem de uma rede internacional de pornografia infantil na Indonésia, o grupo Lolly Candy.
Abaixo encontras o resumo detalhado de toda a narrativa e das explicações técnicas do documentário, traduzido para português de Portugal.
Parte 1: O Mercado Negro Digital e o Caso AlphaBay
O Conceito e o Tamanho do Mercado
O documentário abre com o anúncio, por parte do Departamento de Justiça dos EUA, do desmantelamento do AlphaBay, um mercado que faturava entre 300 a 500 milhões de dólares por ano. Especialistas em segurança informática explicam que a Dark Web preencheu uma lacuna de mercado: se alguém tem um produto ilegal para vender, não o pode listar numa plataforma de comércio eletrónico comum. A Dark Web tornou-se o local ideal devido ao anonimato.
O que se vendia no AlphaBay
A plataforma funcionava de forma idêntica ao eBay ou à Amazon, mas para produtos ilícitos. Através de categorias simples e avaliações de clientes, os utilizadores compravam:
Diplomas universitários falsificados;
Passaportes (como do Reino Unido ou Países Baixos) e cartas de condução europeias;
Estupefacientes (como cocaína colombiana pura);
Armas de fogo de alto calibre, incluindo espingardas AK-47.
Os vendedores partilhavam frequentemente avaliações sobre técnicas de envio camuflado (como esconder os produtos dentro de caixas de CDs). A grande inovação destes mercados foi elevar o pequeno traficante local a uma escala global, permitindo-lhe interagir com centenas de milhares de potenciais clientes em todo o mundo, sem a necessidade de encontros presenciais perigosos.
A Mente por trás do Império: Alexandre Cazes
A investigação policial determinou que o administrador principal utilizava o pseudónimo Alpha02. O homem por trás da conta era o canadiano Alexandre Cazes. Ele começou a sua carreira digital a vender credenciais roubadas na internet superficial (Clear Web). Com uma forte mentalidade de programador e empresário, Cazes construiu a plataforma e acabou por ignorar a gravidade dos crimes à medida que o dinheiro entrava em massa. O documentário refere que muitos destes administradores começam por motivos ideológicos (contra a regulação do Estado), mas acabam viciados no poder e na adrenalina de gerir um império ilegal.
O Erro Fatal e a Captura na Tailândia
Muitos cibercriminosos consideravam a Tailândia um "paraíso", porque o país não tinha leis robustas de interceção de dados para segurança nacional, ao contrário de países europeus ou de Singapura. Cazes estabeleceu-se em Banguecoque, ostentando uma vida de luxo com carros desportivos como Lamborghinis.
No entanto, o seu erro fatal ocorreu anos antes de fundar o AlphaBay: Cazes utilizou uma conta de e-mail antiga do Hotmail que continha o seu nome real nos cabeçalhos de mensagens de boas-vindas do fórum. Essa pegada digital permitiu ao FBI e às autoridades internacionais ligarem a sua identidade real ao pseudónimo Alpha02.
A polícia realizou uma operação tática e prendeu Cazes enquanto ele estava ativamente ligado à plataforma como administrador no seu portátil. Se ele tivesse fechado o computador, o disco encriptado tornar-se-ia inacessível; ao apanhá-lo em flagrante, a polícia obteve a prova definitiva. A polícia manteve o site online durante algum tempo, simulando uma fraude de saída (exit scam), para forçar os criminosos a migrarem para outras plataformas controladas pelas autoridades. O AlphaBay era cerca de dez vezes maior do que o histórico Silk Road.
Parte 2: A Tecnologia da Dark Web e das Criptomoedas
Como Funciona o Anonimato
Para que um mercado como o AlphaBay existisse, foi necessária a junção de duas tecnologias que criaram a "tempestade perfeita":
A Rede Tor: Em vez de uma ligação direta entre o utilizador e o site, a rede Tor faz a ligação passar por múltiplos intermediários (nós), mascarando a identidade e a localização. Os sites não usam domínios comuns (como .com ou .net), mas sim sequências aleatórias de caracteres que terminam em .onion. Originalmente, o Tor foi desenvolvido pelo Gabinete de Investigação Naval dos EUA para permitir comunicações anónimas de espiões, sendo hoje também usado por jornalistas em países com forte censura política.
As Criptomoedas: O Bitcoin e outras moedas focadas na privacidade (como o Monero) fornecem o anonimato financeiro. Tradicionalmente, os criminosos eram apanhados seguindo o rasto do dinheiro bancário. Com as criptomoedas, transações multimilionárias cruzam o globo sem intermediários financeiros tradicionais, tornando quase impossível associar uma carteira digital a uma pessoa real sem investigações cruzadas complexas.
Parte 3: O Caso Lolly Candy e o Combate à Exploração Infantil
A Descoberta da Rede Humana
A segunda metade do documentário foca-se num crime de natureza diferente e altamente sensível na Indonésia. Através de patrulhas cibernéticas e denúncias de grupos de mães civis, a polícia descobriu um grupo na rede social Facebook chamado Lolly Candy, dedicado à partilha de pornografia infantil.
O grupo começou camuflado como uma comunidade de entusiastas de anime e videojogos, mas rapidamente escalou para a partilha massiva de imagens e vídeos de abusos sexuais contra menores, desde bebés de 9 meses até crianças de 10 anos. Quando o Facebook aumentava a censura, os administradores migravam os membros para grupos fechados e encriptados no WhatsApp e Telegram, envolvendo redes que ligavam mais de 46 países.
O Perfil do Administrador Principal (Wawan)
O criador e administrador principal era um jovem indonésio chamado Wawan. Com uma infância marcada por dificuldades económicas e isolamento social (introversão), ele passava os dias em cibercafés, onde aprendeu informática e descobriu o submundo da internet.
Wawan confessou que o seu envolvimento inicial foi por curiosidade e que a gestão do grupo lhe dava um sentimento de orgulho, liderança e poder internacional que nunca teve na vida real. Ele tentava monetizar os cliques do grupo através de links com publicidade (AdsFly) para pagar os seus dados de internet, enquanto outros membros trocavam conteúdos por recompensas simples, como cartões de carregamento de telemóvel. Apesar de negar inicialmente os abusos em tribunal alegando falta de exames médicos, a investigação provou que Wawan não só distribuía os ficheiros, como também abusava diretamente de crianças na sua própria vizinhança.
O Perfil Psicológico dos Agressores e o Processo de Aliciamento
Especialistas e psicólogos detalham o perfil destes criminosos:
Grooming (Aliciamento): Apresentam-se geralmente de forma simpática, calorosa e eloquente. Não parecem ameaçadores, o que faz com que ganhem rapidamente a confiança das crianças e dos pais.
Fatores de Origem: A pedofilia pode derivar de desvios no desenvolvimento psicossexual ou de fatores ambientais, como o agressor ter sido ele próprio vítima de abusos na infância (um trauma psicológico não tratado que gera um ciclo de repetição). O próprio Wawan revelou ter sofrido abusos de um vizinho aos 7 anos.
O Perigo Oculto: O documentário alerta que este crime não escolhe género; embora a maioria dos agressores sejam homens, também existem mulheres envolvidas que procuram satisfação e controlo.
As Regras de Segurança dos Criminosos e a Operação Policial
Para evitar serem banidos pelos algoritmos das redes sociais, os membros do grupo usavam códigos (como a sigla "CP") e instruíam a colocação de símbolos (emojis) para tapar partes explícitas nas fotos públicas. Para os conteúdos sem censura, utilizavam servidores externos e técnicas para que os links não ficassem azuis (hiperligações ativas), contornando os filtros de segurança. Exigiam também que os membros provassem a autenticidade dos ficheiros escrevendo datas ou nomes específicos nos papéis antes de fotografar, garantindo que o material era real e recente.
A polícia de cibersegurança indonésia infiltrou-se no grupo fingindo ser um membro ativo. Para evitar que os criminosos apagassem as provas permanentemente através da encriptação ponto a ponto dos telemóveis, as autoridades planearam uma operação cirúrgica e simultânea.
O erro que tramou Wawan foi ter tirado uma fotografia a uma criança na rua onde, inadvertidamente, aparecia a matrícula de um veículo e um ângulo específico da fachada da sua casa. Com o apoio da equipa de analistas do Facebook e do FBI, a polícia localizou e prendeu simultaneamente os quatro administradores principais em localizações diferentes, apreendendo telemóveis e dispositivos de armazenamento com milhares de ficheiros criminosos.
Conclusão e Alerta Social
O documentário encerra com um apelo à vigilância digital por parte dos pais e das comunidades. Com a internet superficial a representar apenas cerca de 5% de toda a rede global, as plataformas anónimas e encriptadas continuam a ser um desafio constante para as forças policiais internacionais, exigindo uma evolução tecnológica contínua para combater o cibercrime organizada e proteger os mais vulneráveis.
quinta-feira, 10 de novembro de 2022
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quarta-feira, 13 de julho de 2022
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segunda-feira, 9 de agosto de 2021
Novo relatório do IPCC: Temperaturas vão subir na Europa a uma taxa mais alta do que a média mundial
domingo, 2 de maio de 2010
Europa: continuam as fraudes na compra de créditos de carbono
Autoridades alemãs estão investigando 230 escritórios e residências sob suspeita de ligação com a fraude carrossel sobre a taxa de valor agregado (VAT, em inglês) ao redor da Europa.
A promotoria de Frankfurt disse que as perdas em impostos podem ter chegado a € 180 milhões. São 150 os suspeitos em 50 empresas, sendo que as batidas policiais já resultaram até em congelamento de bens em várias.
Até mesmo grandes instituições, como o Deutsche Bank, estão sendo investigadas, apesar do banco ter alegado não ser o alvo das investigações, segundo a Bloomberg.
Em entrevista ao Business Green o chefe executivo da Associação Internacional para o Comércio de Emissões (IETA, em inglês) Henry Derwent disse que a menos que a União Europeia consiga acabar com este tipo de fraude será cada vez mais difícil convencer outros países a adoptar esquemas de comércio de emissões.
“É difícil explicar que esta fraude tem a ver com a falta de regras harmonizadas sobre a VAT e não algo que é intrinsecamente ligado ao comércio de carbono”, disse Derwent.
Acções similares para a investigação da fraude já aconteceram noutros países da Europa, como na Espanha, Noruega, França e Reino Unido. A própria Comissão Europeia aprovou regras modificadas revertendo para os clientes a responsabilidade de pagar a VAT.
A fraude carrossel ocorre quando os créditos de carbono são comprados num determinado país europeu e importados para outro sem o pagamento da taxa de valor agregado (VAT, sigla em inglês). Ao vender os créditos para terceiros, os fraudulentos cobram a taxa e desaparecem sem repassar para os governos.
Segundo a Europol, as fraudes podem ter resultado em prejuízos da ordem de € 5 mil milhões.







