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terça-feira, 2 de junho de 2020

Chamada europeia: 3 soluções para o clima e o emprego

Face à emergência climática, quaisquer que sejam as nossas tendências políticas, temos todos de trabalhar para o êxito do Pacto Ecológico Europeu.


À Sra. von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia,
Aos Chefes de Estado e de Governo da União Europeia,

A nossa sociedade está a enfrentar um choque incrível. A urgência é, evidentemente, salvar vidas e proteger empregos, mas esta crise não nos deve fazer esquecer a emergência climática. Mais do que nunca, é tempo de construir um novo Pacto Europeu para o Clima e o Emprego.

As últimas semanas foram sombrias, mas todos nós tínhamos água limpa nas nossas casas, nas nossas empresas e nos nossos hospitais... O que acontecerá se as alterações climáticas se agravarem e se, dentro de 15 ou 20 anos, os lençóis freáticos de algumas grandes cidades estiver vazio durante vários meses?

O Pacto Ecológico Europeu é a melhor forma de realizar as mudanças reais de que a Europa necessita para recuperar da crise do coronavírus, para criar milhões de postos de trabalho e tornar a economia o mais resistente possível. Mas, para que isso aconteça, o Pacto Ecológico Europeu precisa de um verdadeiro financiamento.

Somos estudantes, climatologistas, economistas, sindicalistas, empresários, representantes eleitos locais, nacionais e europeus, (antigos) deputados, (antigos) ministros, cidadãos de origens muito diversas. Estamos convencidos de que a transição ecológica não é apenas uma questão de sobrevivência, mas também uma oportunidade para a Europa se reinventar e recuperar da crise da covid-19.

A emergência ambiental exige o isolamento de todos os edifícios, o reforço dos transportes públicos e das energias renováveis, a transformação do nosso modelo de agricultura, a protecção da biodiversidade, a protecção e limpeza das florestas e dos oceanos, e o desenvolvimento de políticas de adaptação e reparação. No entanto, todos estes projectos enfrentam o mesmo obstáculo: quem vai pagar?

Ao trabalhar num cenário de redução de 40% das emissões para 2030, a Comissão Europeia estimou que a execução desse objectivo exigirá investimentos anuais adicionais de 260 mil milhões de euros” (Comunicação do Pacto Ecológico Europeu, 12/2019). Já em 2016, estimava-se que o défice de investimento atingiria 529 mil milhões de euros por ano a partir de 2021 (públicos e privados), com base num cenário que implicaria uma redução de 47% de emissões para 2030. Hoje em dia, com um objectivo acrescido, a necessidade de investimento deve ser aumentada em conformidade.

Os compromissos assumidos pela Comissão Europeia para financiar o Pacto Ecológico Europeu estão longe destes montantes: o “Plano de Investimento Sustentável para a Europa” proporcionaria cerca de 100 mil milhões de euros por ano. No entanto, não é sequer certo que este montante possa ser mobilizado na totalidade. De momento, foi prometido ao Pacto Ecológico Europeu um financiamento amplamente insuficiente: entre 2 a 10 vezes menor para que este tenha êxito.

A fim de criar uma dinâmica internacional, a UE deve chegar a acordo sobre um objectivo climático reforçado para 2030, em conformidade com a ciência, a equidade e o objectivo de 1,5ºC do Acordo de Paris, muito antes da COP26. Para que os Estados-membros cheguem a acordo sobre esta matéria, será necessário identificar a forma como esta transição será financiada.
É por isso que propomos 3 soluções que acreditamos serem capazes de alcançar um amplo consenso.

1. Para reduzir drasticamente o nosso consumo de combustíveis fósseis, temos de acabar com todos os subsídios e investimentos fósseis. A lei climática europeia deve garantir que os subsídios aos combustíveis fósseis sejam proibidos em todos os Estados-membros. Deve também garantir a transparência de todos os bancos (privados e públicos) e de todas as companhias de seguros que operam no território europeu em relação a todas as suas actividades, organizando progressivamente o fim dos investimentos fósseis. Em 2010, para combater a evasão fiscal, Barack Obama aprovou a Lei FATCA, que fechou o mercado norte-americano a bancos que não eram totalmente transparentes para as autoridades fiscais norte-americanas. Do mesmo modo, para combater as alterações climáticas, a Europa precisa de uma “Lei FATCA do Clima”, que reserve o mercado europeu aos bancos e companhias de seguros que tenham reorientado os seus investimentos em função da emergência climática.

2. O Banco Central Europeu (BCE) imprimiu 2600 mil milhões de euros desde 2015. Apenas 11% dessas somas colossais foram para a economia real. O resto foi, na sua maioria, para a especulação. Para 2020, além das centenas de milhares de milhões que o BCE irá imprimir para enfrentar a crise da covid, irá também imprimir mais 240 mil milhões que devem ser investidos no clima e no emprego. Estes montantes devem alimentar um verdadeiro Banco do Clima e da Biodiversidade - que concederia empréstimos sem juros a cada Estado-membro (até 2% do seu PIB por ano durante 30 anos, como sugerido por Nicholas Stern em 2008, o que ascenderia a 300 mil milhões de euros para a UE no seu conjunto).

3. Se todas as famílias, todas as pequenas empresas e todos os territórios tiverem de investir numa profunda transformação de carbono zero, os empréstimos sem juros não serão suficientes, uma vez que os seus reembolsos são limitados ou incertos. Para ter um efeito catalisador, os empréstimos devem ser complementados por subvenções públicas. A taxa média do imposto nacional sobre os lucos das empresas na Europa diminuiu para menos de metade em quarenta anos (de 45% para 19%). A implementação de um imposto europeu adicional de 5% (ajustado de acordo com a sua pegada de carbono), combinado com outros recursos próprios, traria 100 mil milhões de euros por ano para alimentar um verdadeiro orçamento europeu para o clima e a biodiversidade. Estes 100 mil milhões de euros adicionais permitir-nos-iam ultrapassar o limiar de 50% do orçamento europeu para o clima e ajudar a transição, tanto no sector público como no privado.

Estas três soluções proporcionariam dinheiro suficiente para financiar uma transição que seria justa para os trabalhadores. Permitiriam ao Pacto Ecológico Europeu criar mais de 5 milhões de postos de trabalho na Europa e melhorar os meios de subsistência de milhões de famílias, ao mesmo tempo que impulsionariam o investimento na economia hipocarbónica. Face à emergência climática, quaisquer que sejam as nossas tendências políticas, temos todos de trabalhar para o êxito do Pacto Ecológico Europeu.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em Julho que se inspirou “na paixão, convicção e energia dos milhões de jovens que fizeram ouvir a sua voz nas nossas ruas e encontraram o seu caminho nos nossos corações”. Ela acrescentou: “É dever da nossa geração não os desapontar”.

A União Europeia nasceu com o carvão e o aço. Pode renascer com um Pacto Europeu para o Clima e o Emprego.

Convidamos todos os cidadãos da Europa a juntarem-se a este convite no website https://realgreendeal.eu/call/, onde também se encontram disponíveis as fontes dos vários números citados.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

David Krieger fala sobre o World Future Council


David Krieger é um dos fundadores da Nuclear Age Peace Foundation e atua como Presidente da Fundação desde 1982. Sob sua liderança, a Fundação iniciou muitos projetos inovadores para construir a paz, fortalecer o direito internacional e abolir as armas nucleares. Ele deu palestras nos EUA, Europa e Ásia sobre questões de paz, segurança, direito internacional e a abolição das armas nucleares. Ele é o autor ou editor de 15 livros e centenas de artigos sobre a paz na Era Nuclear. Dr. Krieger é Presidente da  Network of Engineers and Scientists for Global Responsibility  e membro do Comitê Diretor Internacional da Middle Powers Initiative . Ele atua no Conselho Consultivo da Free the Children International, Bianca Jagger Human Rights Foundation e Right Livelihood Foundation, entre muitos outros. Ele recebeu o prémio "Global Green's Millennium" por International Environmental Leadership  e o prémio "Peace Writing" da Peace and Justice Studies Association e do OMNI Center for Peace, Justice and Ecology.

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quinta-feira, 22 de março de 2007

David Krieger - Cem Ideias para criar um mundo de Paz


David Krieger

Cem Ideias para criar um mundo de Paz-Uma tradução para português do texto em espanhol por David Krieger, Presidente da Nuclear Age Peace Foundation


Arte de Rua por Eduardo Kobra

1. Sê generoso com o teu sorriso.

2. Pratica todos os dias actos de bondade.

3. Respeita a Terra.

4. Caminha por um bosque.

5. Planta uma árvore.

6. Contempla una montanha.

7. Não poluas.

8. Vive com simplicidade.

9. Deixa de tomar uma refeição e envia uma contribuição a alguma organização que ajude quem sofra de fome.

10. Apaga da tua mente qualquer fronteira.

11. Anuncia a paz às crianças.

12. Lê a carta do chefe Seattle ao presidente dos Estados Unidos.

13. Sê honesto.

14. Exige honestidade ao teu governo.

15. Pensa nas consequências.

16. Compromete-te com a não-violência.

17. Apoia as soluções não-violentas a problemas globais.

18. Defende a vida do planeta.

19. Exige a redução dos gastos militares.

20. Sê justo.

21. Jura lealdade à Terra e a todas as suas formas de vida.

22. Pensa por ti mesmo.

23. Faz perguntas.

24. Reconhece o teu potencial único.

25. Une-te a una organização que lute pela paz.

26. Sê menos materialista.

27. Sê mais amoroso.

28. Apoia um Código de Conduta de Venda de Armamentos.

29. Opõe-te a que continue a existir armas de destruição massiça.

30. Assina as petições que peçam a abolição do comércio de armas.

31. Apoia as acções por uma proibição internacional das minas terrestres.

32. Utiliza os teus talentos especiais em prol de um mundo mais harmonioso.

33. Escuta o teu coração.

34. Ajuda um necessitado.

35. Luta contra o militarismo.

36. Conhece as vidas dos heróis pacifistas.

37. Ajuda a criar um parque ou jardim comunitário.

38. Comemora na tua comunidade o Dia Internacional da Paz.

39. Ajuda a fortalecer as Nações Unidas.

40. Apoia a criação de um Tribunal Criminal Internacional que responsabilize os líderes políticos pela prática de crimes contra a paz, crimes contra a humanidade e crimes de genocídio.

41. Lê a Declaração Universal dos Direitos Humanos e exige que ao teu governo que a cumpra.

42. Toma conhecimento dos direitos das gerações futuras. Assina a Carta de Direitos das Gerações Futuras da Sociedade Cousteau.


43. Toma decisões como se todas as situações da vida valessem a pena. Porque valem mesmo!

44. Envolve-te nalgum grupo de acção global.

45. Faz com que tua voz seja escutada ao falar da paz.

46. Ri com mais frequência.

47. Brinca com uma criança.

48. Pede que haja mais atenção médica, educação e artes em lugar de mais armamentos.

49. Ajuda a educar a próxima geração a ser mais activa e responsável.

50. Aceita uma responsabilidade pessoal para criar um mundo melhor.

51. Canta.

52. Escreve um poema.

53. Caso sejas religioso organiza na tua Igreja um serviço religioso com o tema da paz.

54. Aprende coisas sobre as outras culturas.

55. Ajuda a alguém.

56. Apoia ao Fundo da Infância das Nações Unidas (UNICEF).

57. Escala uma montanha.

58. Limpa a tua mente.

59. Respira profundamente.

60. Toma chá.

61. Expressa os teus pontos de vista perante os funcionários de teu governo.

62. Luta pelo meio-ambiente.

63. Celebra o Dia da Terra.

64. Pensa como os astronautas, reconhecendo que somente temos uma Terra.

65. Sê construtivo.

66. Toca sinos pela paz.

67. Planta sementes de paz.

68. Cultiva um jardim.

69. Transforma um inimigo potencial num amigo.

70. Vê mais filmes com temas pacifistas.

71. Reparte algo.

72. Sê mais pacífico.

73. Envia uma nota de agradecimento.

74. Mostra aos teus amigos o muito que eles representam para ti.

75. Diz com mais frequência "amo-te".

76. Não toleres os preconceitos.

77. Exige uma melhor actuação dos governantes que elegestes.

78. Caminha ao longo de uma praia, de um rio, de um lago.

79. Reconhece que todos os seres humanos têm direito à vida.

80. Respeita a dignidade de toda a pessoa.

81. Sê um líder na luta pela decência humana.

82. Vê o filme "O Rei dos Corações".

83. Envia sementes de girassóis aos líderes mundiais e exige um mundo livre de armas nucleares.

84. Opõe-te às tecnologias que prejudicam o meio-ambiente.

85. Perde uma discussão com um ser querido.

86. Lê o livro "Hiroshima" de John Hersey.

87. Caminha com suavidade sobre a Terra.

88. Aprecia o poder do sol.

89. Sê uma voz a favor do desarmamento nuclear.

90. Apoia uma ordem mundial mais justa.

91. Anuncia a não-violência com o exemplo.

92. Recorda que "Nenhum homem é uma ilha".

93. Desfruta estar com a natureza.

94. Não compres brinquedos bélicos.

95. Sê agradecido com o milagre da vida.

96. Lê "Nada de novo na frente" ou "Tempo de amar e tempo de morrer" de Erich Maria Remarque.

97. Recorda aos teus líderes que a paz é importante.

98. Opõe-te aos programas violentos de televisão em horários permitidos para crianças.

99. Escuta o "Hino à Alegria", de Beethoven.

100. Celebra a paz.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

David Krieger- intervenções

David Krieger
Fundador e presidente da Fundação Era Nuclear Da Paz , NAPF, desde 1982. NAPF é uma organização educativa, sem fins lucrativos, nem políticos. Doutorado em Ciências políticas e graduado (cum laude) na Faculdade de Direito em Santa Barbara . NAPF iniciou diversos projetos importantes da paz tais como uma campanha do mundo para abolição das armas nucleares e uma Magna Carta para a idade nuclear que prseide ao julgamento por crimes sob a lei internacional. Krieger, que faz da sua vida um inteiro compromisso pela abolição de armas nucleares, é autor e editor de numerososlivros em edições globais: desarmamento, tecnologia, cidadania da Terra, e ainda é editor da série Waging Peace . Presta auxílio como o conselheiro a numerosas fundações incluíndo a Transnational, a Foundation for the Establishment of an International Criminal Court and the Committee of 100 for Tibet. Artigos publicados por David Krieger (Os mais recentes no topo) 
David Krieger, December 10, 2006Teaching peace 
David Krieger, September 10, 2006Preventing a nuclear 9/11 
David Krieger, April 6, 2006Why nations go nuclear 
PressInfo 238, March 29, 2006India, Iran and U.S. nuclear hypocrisy 
David Krieger, September 18, 2005US nuclear Hypocrisy: Bad for the U.S., bad for the world David Krieger, TFF Associate, and Carah Ong, April 28, 2005Back to Basics. Reviving Nuclear Disarmament in the Non-Proliferation Regime 
No War Against Iraq - with Richard Falk 
Taming the Nuclear Monster - with Richard Falk 

sábado, 27 de março de 2004

Declaracão INES


David Krieger

INES DECLARATION

Towards sustainable societies
An appeal to engineers and scientists

1. Sustainability
Sustainability is a value-based aim and process with environmental, technological, political, social, economic and institutional implications. Sustainability requires that we organize our societies so that they evolve in harmony with nature; dominance over nature is a failed option.

Sustainability calls for a significant reduction in use of global natural resources and a sharing of these resources between individuals, societies and generations so that a maximum of well being and dignity is achieved for all. It calls also for the creation of safe and peaceful living conditions and for respect for human, cultural and biological diversity.

2. The current situation
While encouraging initiatives and possibilities exist, the overall thrust of our economic systems, social structures and science and technology is working against sustainability; radical changes are required to preserve the options for future generations.

Human activities are producing unprecedented changes in the biosphere, degrading, for example, soil fertility, ground-water supply and biodiversity.

We are overusing natural resources, thus eroding our life-support basis; these resources are being used in an inefficient way, creating too little of value, too few jobs, and too much waste; further, there are growing inequalities, both on a national and on a global level, in the distribution of income, labour and wealth derived from the use of the resources; marginalization of individuals, societies and even whole regions has become a major threat to sustainability. In most countries, employment has become increasingly precarious and poverty is spreading. All these distortions diminish governability, give rise to insecurity and tensions that often result in excessive reliance on military force, and this reliance in turn exacerbates the problems referred to above.

3. A sustainable future
A positive alternative to the current situation is the development of new economic, technological and social structures and implementation of societal values, aiming at sustainable societies. Any process of development seeking sustainability should take the following criteria into account:
  1. protecting the integrity of the biosphere:
  2. practice sustainable agriculture and forestry;
  3. preserve marine resources and biodiversity;
  4. establish networks of nature protection.
  5. efficient use of resources:
  6. social innovation in production and product distribution and use;
  7. development of new technologies and designs to increase efficiency.
  8. self-reliance:
    enhancement of endogenous production capacity in the non industrialized countries using all opportunities available, adding value to the resources and creating jobs in the countries and communities of origin;
  9. participatory democracy:
    creation of structures that ensure access without discrimination of any sort including gender or income level to education, participation in civil and political life, health care, food and other resources, and means of production and labour opportunities; these structures should encourage people to bring their creativity into the political planning and decision process, and thus contribute new ideas and life styles to global sustainability;
  10. fair trade:
    establishment of fair trade patterns and regulatory mechanisms;
  11. peace and non-violence:
    creation of a culture of non-violence; establishment and strengthening of structures for peaceful resolution of conflicts; prohibition, elimination and verified safeguards against all weapons of mass destruction; severe restrictions on the development, transfer and use of all weaponry.

4. The role of science and engineering

Science and technology have become instrumental to the present patterns of development, and in many countries have evolved from mere instruments into autonomous driving forces; they are as much a part of the problem as they can be part of the solution. In some societies there is an impressive capacity for technical innovation; however, it is clearer than ever before that not every innovation can be considered as progress. Natural science draw their strength frequently from reductionist analysis, thus inherently favouring specialization and selective perception of problems. Consequently, the solutions proposed often fall short of an integrated approach.

A thorough reorientation of science and technology is necessary based on integrated system approaches and the acceptance that science can never claim to fully tackle all aspects of reality. Only through innovative reorganization and public accountability can the scientific and engineering communities meet their obligation to contribute to a sustainable future.

5. Appeal

We, the undersigned engineers and scientists, commit ourselves as professionals and citizens, to work for a sustainable society, and appeal to other colleagues to join us by undertaking the following actions:

We appeal to decision-makers from the scientific and engineering communities wherever possible to support and fund the integration of sustainable development in programs and projects;

emphasize a systematic interdisciplinary approach to the development of alternative technologies and the organization of their use.

We appeal to the scientific and engineering communities at large and to their institutions to:

be open for new, innovative contributions;

foster participation, freedom for and encouragement of innovative thinking and openness for ideas from inside and outside the academic community;

support integration of, rather than discriminating against, non-mainstream approaches;

investigate and promote all means by which deep inequalities between peoples and between countries can be reduced;

apply our insights to our own institutions, buildings, and ways of working.

We commit ourselves in our professional work to:

support the sustainability perspective in the way we develop and conduct projects, to foster systemic integration of different disciplines, schools of thought, and regional perspectives wherever possible;

uncover all available information about environmentally, socially or otherwise unsustainable developments.

For many scientists and engineers there is only limited scope for acting; nonetheless, other options apply:

to dedicate some of our time (5 to 10 percent) to active participation in citizens organizations;

to support personally, financially and scientifically engineers and scientists who are ill-treated or persecuted for having acted for sustainability in their professional work, or for equity and democracy in their country and in international relations.

Aria-Maria Cetto, Mexico;
David Krieger, USA;
Gerhard Rohde, Switzerland;
Joachim Spangenberg, Germany;
Hartwig Spitzer, Germany.

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