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domingo, 14 de dezembro de 2025
Maria durch ein Dornwald ging e significa literalmente: “Maria caminhou por um bosque de espinhos.”
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Genders - Life Is but a Dream
Don′t try to outsmart me, 'cos I′m already there
You will remember me if I'm the last thing you recall
Seems so promising but you'll never bother at all
Life is but a dream
When you′re next to me
It disappears so easily
You′re just a ghost to me
I am with you
I know you can feel me
From the fountain of youth
Now I'm floating free
Life is but a dream
When you′re next to me
It disappears so easily
You're just a ghost
Just a ghost
A canção “Life Is But a Dream” da banda americana Genders explora a efemeridade da vida e das relações humanas, usando a metáfora do sonho para expressar a fragilidade dos sentimentos e a passagem do tempo. A frase central, “a vida é apenas um sonho”, sugere que momentos de conexão e amor, por mais intensos que sejam, são transitórios e podem desaparecer facilmente, deixando apenas lembranças ou sensações de perda. A letra transmite um desejo profundo de ser lembrado e de marcar presença na vida do outro, mesmo diante da distância emocional, como evidenciado pela ideia de que a pessoa se tornará um “fantasma” ou apenas uma memória. Todo o conjunto de imagens — sonhos, fantasmas, memórias — cria um tom melancólico e introspectivo, refletindo sobre a dualidade entre a intensidade dos sentimentos e a fragilidade da realidade. Em suma, a canção é uma reflexão poética sobre amor, perda e a inevitável efemeridade da vida, mostrando como experiências que parecem reais podem ser tão passageiras quanto sonhos.
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domingo, 13 de outubro de 2024
Crise de dispersão de sementes pode afetar futuro das plantas na Europa
A dispersão de sementes é crucial para a persistência dos ecossistemas, mas as ameaças de extinção e alterações populacionais entre os animais que a realizam poderão impedir a recuperação das populações de plantas em declínio no continente europeu.
Um estudo da Universidade de Coimbra publicado na revista Science indica que 30% das espécies de plantas têm a maioria dos seus dispersores na categoria de elevada preocupação, noticiou na quinta-feira a agência Efe.
Os investigadores focaram-se na forma como a perda de espécies animais na região poderá afetar o processo de dispersão das sementes, uma vez que pouco se sabe sobre a forma como estas duplas dispersores-plantas são interrompidas pela perda de espécies.
A equipa, liderada pela investigadora Sara Beatriz Mendes, reviu a literatura sobre duplas de dispersão entre animais e plantas para reconstruir a primeira rede europeia de dispersão de sementes.
Um terço destas interações cruciais são altamente preocupantes, o que significa que as espécies nelas envolvidas estão listadas como quase ameaçadas, em perigo ou com populações em declínio, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os dados indicam que cada espécie animal dispersou em média 13 espécies de plantas, enquanto cada espécie de planta teve em média nove dispersores, resume a revista.
O estudo "revela uma crise de dispersão de sementes em desenvolvimento na Europa" e destaca grandes lacunas de conhecimento em relação aos dispersores e ao estado de conservação das plantas cujas sementes são dispersas por animais, "o que exige um maior escrutínio e ação para conservar o serviço de dispersão de sementes", referiu a equipa.
Os investigadores reconhecem que existem lacunas significativas nos dados sobre as relações de dispersão, mas acreditam que as suas descobertas podem ser utilizadas para orientar os esforços de conservação para preservar as relações de dispersores de grande preocupação.
Este é o primeiro estudo abrangente sobre a vulnerabilidade das espécies dispersoras de sementes, realçou o investigador Daniel Montoya, do Centro Basco para as Alterações Climáticas (BC3), citado pelo Science Media Centre, uma plataforma de recursos científicos para jornalistas.
Os autores compilaram uma extensa base de dados de 11.414 interações entre 1.902 espécies de plantas e 455 espécies de animais dispersores de sementes, incluindo 283 aves, 85 artrópodes, 69 mamíferos, 11 répteis, 4 moluscos, 2 peixes e um verme anelídeo.
A perda da função de dispersão "reduz a capacidade de recuperação dos ecossistemas, um fator chave face à recente aprovação da Lei Europeia de Restauração", acrescentou Montoya.
O investigador salientou que os resultados do estudo podem subestimar a vulnerabilidade de algumas espécies dispersoras, para as quais não existe informação sobre as suas tendências populacionais e vulnerabilidade.
quinta-feira, 13 de junho de 2024
O PAN às vezes parece uma seita new age
Vou explicar: são contra as jarras de flores, coitadas, condenadas a morrer lentamente. As plantas ornamentais e autóctones podem estar envasadas ou em terrenos. Vamos queimar todos os quadros de natureza morta? Vamos exigir às pessoas que gostam de jarras de flores uma coima por destruir o valor estético das flores, às vezes só com 5-6 plantas diferentes? Mas temos o uso medicinal das mesmas. Vamos arrancá-las meigamente ou nunca podemos utilizá-las? Outra- charretes de cavalos. Pobres cavalos manipulados e escravizados pelo homem para fins não agrícolas, fins turísticos e até religiosos. Vamos condenar e criminalizar os Amish, por exemplo? Outra embirração do PAN: aquários- ai pobres peixinhos só para "efeitos" decorativos, descaracterizando a sua senciência, etc, etc. Mas há aquários científicos, onde é a única solução que se encontra para salvar espécies em vias de extinção. Ou que dizer da relevância dos aquários para o estudo do ciclo de vida dos corais? Sim, porque na Natureza é muito mais difícil compreender e estudar os diferentes estádios de desenvolvimento do corais. Finalmente, o ataque cerrado aos jardins zoológicos e oceanários. Esquecem-se que hoje em dia estes evoluíram na sua concepção e não são meras telas e jaulas de exibição de animais, mas sim, têm cada vez mais importância na conservação de animais com estatuto vulnerável ou próximo da extinção.
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sábado, 8 de junho de 2024
Fotos que testemunham os efeitos nocivos do glifosato em Matosinhos
Em Matosinhos a autarca (Luísa Salgueiro) continua a aplicar de forma indiscriminada este tipo de pesticidas, ou seja, os mesmos que alteram a microbiota intestinal e provocam doenças, entre elas as patologias neurodegenerativas.
Acresce que, para além de envenenar a primavera, os munícipes, os seus animais e todo o planeta, ainda permite que se escreva o vocábulo "Ecológicos" no edital que anuncia a aplicação de herbicidas.
Os herbicidas de síntese NÃO SÃO ecológicos. Vamos aos factos:
1. A eliminação de árvores autóctones, no caso, de um carvalho pela aplicação de herbicidas designados por "ecológicos" pela autarquia, numa propriedade privada.
2. Após a aplicação de herbicidas, designados como "ecológicos" pela autarquia ocorreu a morte de joaninhas e abelhões.
3. As plantas com flor, alimento dos polinizadores, em agonia, após a aplicação de herbicidas designados por "ecológicos" pela autarquia.
Fotos recolhidas pela minha amiga Ana Pacheco
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quinta-feira, 23 de maio de 2024
segunda-feira, 20 de maio de 2024
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Abelha: sabia que enfrentam até mil vezes maior risco de extinção?
O Dia Mundial da Abelha celebra-se todos os anos a 20 de maio. Este dia homenageia o aniversário do esloveno Anton Janša, pioneiro nas modernas técnicas de apicultura do século XVIII.
Esta data comemora a importância dos seres polinizadores e procura sensibilizar-nos para as ameaças que as abelhas enfrentam. Pretende-se valorizar a sua importância para o equilíbrio do ecossistema, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
A ONU estima que as várias espécies de abelhas enfrentam, atualmente, um risco 100 a 1.000 vezes superior de extinção, devido ao impacto humano na natureza.
O tema em 2024 é “Compromisso com as abelhas, de mãos dadas com os jovens”. Pretende sensibilizar os jovens e outros interessados para o papel essencial das abelhas e de outros polinizadores na agricultura, no equilíbrio ecológico e na preservação da biodiversidade. Ao envolvê-los em atividades de apicultura, iniciativas educacionais e esforços de defesa, envolve-se uma nova geração de líderes ambientais de modo a influenciar positivamente o mundo.
O Dia Mundial da Abelha foi proclamado pela Resolução 72/211 adotada na Assembleia Geral da ONU de 20 de dezembro de 2017.
Mas porque há a necessidade desta preocupação toda com as abelhas?
Com o avanço do uso de pesticidas e agrotóxicos, a população mundial de abelhas tem sido severamente afetada. A vida humana sem esses insetos é praticamente impossível, afinal eles são responsáveis por pelo menos 90% das flores silvestres do mundo, de acordo com a ONU.
O impacto negativo dessas tecnologias de plantio pode trazer mais problemas para o mercado da agricultura do que benefícios. Isso porque, além dos potenciais efeitos colaterais dos agrotóxicos para os seres humanos, eles também podem exterminar populações inteiras de abelhas, danificando permanentemente a plantação.
Ao todo, existem mais de 25 mil espécies de abelhas na Terra, distribuídas através de todos os continentes – menos a Antártida. Todas elas são essenciais para a manutenção da segurança alimentar humana, devido ao seu trabalho polinizador. Até a menor das plantas pode ser polinizada por esses insetos alados, já que existem espécies tão pequenas que mal podem ser vistas.
Mas para além da polinização de culturas, a abelha também é importante para a produção de alimentos em escala mundial. Isso porque ela produz o mel e própolis, matérias primas para doces e certos medicamentos naturais.
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domingo, 19 de maio de 2024
Ode à Ecologia
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| Minha Foto: "Aquarela" |
"Ó Terra mãe, de beleza infinita,
Teu corpo verdejante, oásis de vida,
Das profundezas aos picos altivos,
Guardas segredos, seres furtivos.
Berço das ondas, força inconteste,
Reinos submersos, mistério profundo,
No teu abraço, sustentas o mundo.
Florestas densas, pulmões do planeta,
Rios que correm, veias de água inquieta,
Cada folha, cada flor desabrochada,
É um hino à vida, uma ode encantada.
Animais livres, em harmonia dançam,
Ciclos naturais, eternos, se balançam,
O canto dos pássaros, sinfonia divina,
Ecos de um mundo, em paz, se alinha.
Céus estrelados, vastidão serena,
Mistérios do cosmos, beleza plena,
Constelações cintilam, luzes guiam,
Na noite escura, sonhos se criam.
Homem, filho ingrato, desperta e vê,
A terra chora, teu descaso, por quê?
Destróis o que te dá sustento e guarida,
Mas ainda há tempo, busca a saída.
Protege a fauna, flora e águas claras,
Repensa, reduz, reutiliza, repara, recicla
Com sabedoria, age com cuidado,
E a Terra renasce, num abraço renovado.
Que a Ecologia seja teu norte e guia,
Em cada acto, em cada novo dia,
Respeita a Terra, teu único lar,
E a natureza sempre há de te amar."
João Soares, 18.05.2024
Foto: Aguarela
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quinta-feira, 9 de maio de 2024
O alerta severo de David Attenborough: Deixar florir os relvados. Parar os cortes até ao fim da floração.
O alerta severo de David Attenborough para evitar tarefas comuns de jardinagem até julho.
Sir David Attenborough exortou os britânicos a 'atrasar o corte' de seus relvados - e disse às pessoas que essa tarefa comum de jardinagem não deveria ocorrer até meados de julho.
O raciocínio por trás deste apelo não é apenas estético, mas também relacionado ao bem-estar de nossas populações de insetos. Insetos como borboletas, abelhas e vespas dependem fortemente de margaridas e outras plantas que crescem entre as lâminas da relva para polinizar e sustentar seus ecossistemas.
Sir David corroborou essas advertências no documentário sobre a natureza das Ilhas Selvagens da BBC. Ele destacou que cortar a grama alta pode perturbar e até matar esses insetos cruciais, que são parte integrante do ecossistema mundial.
Ele disse: “Nenhum lugar aqui é mais rico em flores silvestres e insetos polinizadores do que os nossos tradicionais prados de feno. Infelizmente, nos últimos 60 anos, perdemos 97% deste precioso habitat."
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segunda-feira, 29 de abril de 2024
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domingo, 28 de abril de 2024
Zona de Coimbra de Monte Formoso em risco de extinção
Eucaliptos e pinheiro, pinheiro e eucaliptos e betão, hotéis e real state. Nas cidades, cantoneiras sem árvores, podas radicais continuam. Temos involuído a olhos vistos. Portugal está feio, pobre em diversidade florestal e pobre na criação de mais Paisagens protegidas.
Há pouco tempo passei por Coimbra.
A Zona de Coimbra de Monte Formoso, o último e único verdadeiro Jardim Natural Botânico de vegetação Nacional, está em vias de se tornar uma zona de prédios e estradas!!! Vamos perder um património natural Nacional que é de todos só porque alguém quer construir mais e mais e simplesmente não querem saber o que vão destruir!!! Contem-se nas fotos mais de 3 espécies de orquídeas, uma Empusa pennata (Louva-a-Deus) e uma diversidade fantástica de tantas outras flores e insectos! Colegas meus sinalizaram-na como zona de caça de andorinhas e andorinhões, milhafres, águias de asa redonda e até águias calçadas… mas como é tão extraordinário então toca a destruir! Toca a contribuir para a evolução da floresta nacional destruindo pouco a pouco os poucos jardins e paisagens realmente portuguesas e que mereciam queixa-crime no Ministério Público.
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sábado, 27 de abril de 2024
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Poema - Botões em flor
Cores dançam ao vento, a natureza oferta,
Um poema sem rédeas, livre e aberto,
Cada verso é um brotar, um alento.
Os campos enfeitam-se de flores em festa,
E o sol, generoso, aquece a floresta,
Em cada brisa, segredos sussurrados,
Ecos de vida, em todos os lados.
As aves tecem canções no ar,
Em harmonia com o pulsar do mar,
Neste poema livre, sem amarras,
A primavera revela as suas caras.
Entre risos de crianças e suspiros de amor,
A estação das flores espalha o seu fulgor,
E neste poema, a liberdade se faz lei,
Primavera, eterna musa, és tu, em cada rei."
João Soares. 23.04.2024
quarta-feira, 10 de abril de 2024
Conversar com a Natureza
"Conversar com a natureza é como dialogar com um amigo íntimo, cujo amor e beleza transcendem todas as palavras. A nossa entrega apaixonante é como um abraço caloroso que envolve a alma, purificando-a de preocupações e aflições mundanas. Ao mergulhar na natureza, encontramos uma sensação de plenitude, de estar completo e inteiro.
Os seus ritmos e padrões são mais vívidos e complexos do que qualquer pintura já criada. Cada movimento das folhas dançando ao vento, cada onda quebrando na costa, cada raio de sol filtrando através das folhas das árvores é uma obra-prima única, uma tela viva que transcende a arte humana.
Na presença da natureza, a poesia surge espontaneamente nos nossos corações. As suas paisagens inspiram versos que fluem como rios límpidos, carregando consigo a essência da vida. Cada detalhe, cada momento, é uma estrofe num poema eterno, cantando a beleza e a majestade do mundo natural.
Assim, ao conversar com a natureza, entregamos as nossas almas à sua magnificência, permitindo-nos ser purificados e renovados. Em sua presença, encontramos uma paz que vai além das palavras, uma conexão que transcende o entendimento. A natureza é verdadeiramente a maior fonte de inspiração, cura e beleza neste mundo."
Foto e poema de João Soares, 10.04.2024
domingo, 7 de abril de 2024
Poema - Jardim das Flores Brancas
Perfume subtil paira no ar,
Beleza que encanta, que lança
A sua aura de paz a contemplar.
Em cada pétala, uma história,
Um poema que a natureza compõe,
Numa dança suave e notória,
Que aos corações mais duros amolece.
Contemplação profunda, olhar sereno,
Nesse jardim, a alma se aquieta,
E encontra-se em cada pequeno
Detalhe, a essência que completa.
Flores brancas, símbolos de pureza,
No seu silêncio, segredos contidos,
Inspiração para uma alma em clareza,
Neste poema que busca os sentidos.
Que o jardim das flores brancas
Seja sempre fonte de inspiração,
E em sua beleza, as nossas esperanças
Encontrem renovada comunhão."
Foto e poema de João Soares. 07.04.2024
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
O fascínio pelas plantas
Assim. Simples. Geometria matemática biológica. Adaptação. Relações bióticas. Por vezes as flores têm que ser rápidas na decisão de polinização. Como as dos desertos. As plantas com flor são especializadas. Umas são competitivas: pela luz, pelos nutrientes do solo. Vivazes, invasoras, cultivadas, endémicas, transgénicas. Isso são razões humanas. Raras são as parasitas. Algumas venenosas. De muitas delas extraímos fármacos e o seu perfume ou propriedades cosméticas compradas a peso de ouro. Elas não sabem. Nascem e florescem e procriam e morrem. Nada mais. Mas são belas. Se são!
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
Teias de aranha capturam DNA ambiental de vertebrados terrestres
A rica tapeçaria da vida na Terra está a desgastar-se, em grande parte devido à perda de habitat causada pelo homem e às alterações climáticas. À medida que mais espécies desaparecem, os investigadores correm para acompanhar este declínio global da biodiversidade para compreender as suas consequências e combatê-lo através de iniciativas de conservação.
Esses esforços dependem de uma monitorização precisa dos animais, o que pode ser difícil, demorado e caro. Agora, numa nova investigação publicada na revista iScience, os investigadores apresentam evidências de uma nova ferramenta não invasiva e de baixo custo que pode ser usada para monitorizar animais: as teias de aranha.
Veja como as coisas funcionaram por um tempo: se você quisesse saber quais animais estavam em um determinado lugar, você caminharia ou entraria em seu habitat e esperaria para vê-los ou ouvi-los. Mas essa abordagem pode ter suas desvantagens.
“Se você entrar em um ambiente inóspito várias vezes para fazer pesquisas visuais”, diz Josh Newton, Ph.D. estudante de biodiversidade genética na Curtin University em Perth, Austrália, "isso é um pouco complicado".
Outro problema do monitoramento tradicional é que ele pode envolver a captura de animais. “Isso coloca estresse nos animais”, diz Newton. “Especialmente se você está procurando uma espécie rara e ameaçada de extinção, isso não é uma grande coisa – não é algo que você queira fazer.”
O DNA está em toda parte
Nos últimos anos, os cientistas recorreram a uma forma diferente de monitorizar a biodiversidade. Eles estão usando DNA ambiental, ou eDNA, que é simplesmente DNA de diferentes criaturas espalhadas pelo ambiente. Você pode pensar nisso como a versão ecológica de "tudo em todos os lugares ao mesmo tempo".
“Todas as espécies que existem num determinado ambiente, num determinado ecossistema – podem estar a morrer, a decompor-se, a urinar, a defecar, a respirar, o que quer que seja”, diz Morten Allentoft, biólogo evolucionista da Universidade Curtin. E esse conjunto de processos “facilita a liberação de células no meio ambiente, e todas as células contêm DNA”.
Os pesquisadores retiraram o eDNA de folhas e flores, filtraram-no da água, retiraram-no do ar e até o coletaram nas entranhas de besouros de esterco e nas refeições de sangue de sanguessugas.
Um dia, enquanto Allentoft caminhava ao redor do Lago Bibra em sua casa em Perth, ele notou nas árvores montes de teias gigantes que foram formadas por aranhas tecendo orbes douradas.
“Nos meus tempos de biologia, disseram-me que as teias de aranha [são] pegajosas”, diz ele com uma risada. "Você pode ver que eles estão bagunçados, estão sujos. E eu estava pensando comigo mesmo: 'Talvez essas teias de aranha [sejam] grandes filtros de ar passivos. Eles ficam lá por dias ou semanas - meses até. Eles podem muito bem estar capturando o DNA que [está] flutuando.'"
Trabalhos anteriores mostraram que as teias são boas fontes de DNA de insetos, incluindo o que as aranhas comem. Mas Allentoft e Newton queriam ver se as teias também retinham ADN de animais vertebrados, talvez levados para lá pelo vento ou depositados por insectos.
Cangurus e cangurus e outros animais.Meu Deus!
Então Newton dirigiu até o Karakamia Wildlife Sanctuary, uma floresta a cerca de 48 quilómetros de Perth, e coletou teias de aranha nos galhos e arbustos. “Se você olhar para Shrek, onde a princesa Fiona coleta fio dental de teia de aranha para Shrek, é muito semelhante a esse processo”, diz Newton. "Basta pegar um pedaço de pau e envolvê-lo."
Nenhuma aranha foi ferida ou coletada, mesmo que suas teias tenham sido desmanteladas. “Nós simplesmente os retiramos da web”, diz Newton.
É claro que não está claro o que as aranhas pensaram dessa abordagem.
“Então, quando dizemos que isto não é invasivo”, acrescenta Allentoft com um sorriso, “bem, as aranhas podem realmente não pensar isso”.
De volta ao laboratório, Newton amplificou as pequenas quantidades de DNA das teias. Eles estavam cheios de material genético de animais de Down Under.
“Foi maravilhoso”, diz Allentoft. "Podíamos ver esses cangurus [e] cangurus." Havia outros nove mamíferos, 13 espécies de pássaros, o sapo motociclista e o lagarto-olho-de-cobra. A análise da floresta também foi capaz de coletar DNA da raposa vermelha, do rato doméstico e do rato preto – espécies invasoras que não pertencem à Austrália.
Para confirmar que as teias estavam captando DNA de animais locais, Newton também coletou amostras no Zoológico de Perth. E essas teias continham DNA de 21 aves, cinco répteis, dois anfíbios e 33 mamíferos, incluindo girafas, elefantes, rinocerontes, orangotangos, lémures e suricatos.
Por outras palavras, a técnica funcionou. Representa uma nova forma de rastrear a biodiversidade animal e de nos alertar quando devemos intervir para conservar as espécies nativas e intensificar os esforços para eliminar as invasoras.
“Acho que é inteligente e fofo”, diz Elizabeth Clare, ecologista molecular da Universidade York, em Toronto, que não esteve envolvida no estudo. "É uma boa forma não invasiva de amostragem de vertebrados terrestres. Existem milhares de documentos em papel que estão a estudar o movimento do DNA através da água e muito poucos na terra. E por isso precisamos realmente de mais explorações como esta para começar a diminuir a distância que o material viaja, como se acumula e quanto tempo duram estes sinais."
Por exemplo, Newton não sabe se as teias que coletou estavam no lugar há dias, semanas ou meses. Mas existem certas aranhas orbe que constroem uma nova teia todas as noites antes de destruí-la pela manhã. “Imagine que você pode obter DNA dessas teias de aranha”, diz Allentoft. “Então eles capturariam, em um momento muito preciso, quais espécies realmente existem no momento”.
A seguir, Newton e Allentoft investigarão o que a localização e a vida útil das teias de diferentes espécies de aranhas podem lhes dizer sobre quais animais estão rondando nas proximidades. É a versão deles da rede mundial de computadores – não menos cheia de informações importantes.
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domingo, 17 de dezembro de 2023
A beleza e as propriedades medicinais da Rosa-de-Natal (Helleborus, sp.)
Como agora vivo numa região com casario, observo muito os jardins que os meus vizinhos têm. Hoje vi a rosa de natal ou Helleborus, sp.
Os Helleborus são soberbos arbustos perenes, fáceis de tratar e extremamente resistentes.
Apesar destas caraterísticas, que agradam a qualquer amante de plantas, é a sua época de floração em pleno inverno, que faz com que sejam obrigatórios em qualquer jardim.
Os Helleborus surpreendem-nos com uma riqueza de flores, no momento em que a natureza parece estar a dormir e o jardim está triste e sem cor. A maior parte das variedades começam a florir em novembro, suportando o frio e a neve.
Outras florescem no fim do inverno e continuam a sua floração até à primavera. Após a floração, os Helleborus funcionam como uma ótima planta de cobertura, desde o fim da primavera até ao outono.
Propriedades medicinais
Helleborus é usado no tratamento adjuvante de vários tipos de cancro, bem como de doenças inflamatórias crónicas. A planta contém propriedades de combate ao cancro como resultado da indução específica de apoptose através da via intrínseca do sinal mitocondrial. Também pode ser usado como suporte para ansiedade, demência, depressão e doença de Parkinson. No entanto, é importante lembrar que o uso desta planta deve ser feito com orientação médica, já que em grandes quantidades ela pode ser tóxica.
Alguns cuidados
A planta inteira, da flor às raízes, é tóxica e não comestível. Suas raízes são a parte mais perigosa e são potencialmente fatais se consumidas em grandes quantidades. A seiva da planta pode causar eczema e outras irritações se a pele entrar em contato com ela.
O heléboro é também tóxico para cães, gatos e cavalos.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
Dia de nascimento de Kateryna Bilokur
Hoje é o aniversário da grande artista ucraniana – Kateryna Bilokur (1900-1961). Ela poderia ter sido mais reconhecida durante a sua vida, mas não foi porque era mulher e camponesa. Mas agora podemos celebrar a arte dela como ela merece!
Biografia
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
Dia de Jimi Hendrix
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