Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Moore. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Moore. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Documentário: O Invasor Americano (Where to Invade Next), por Michael Moore (legendado)


O Invasor Americano (Where to Invade Next em inglês) é um documentário dos Estados Unidos de 2015 escrito e dirigido por Michael Moore. No filme, no estilo de um diário de viagem, Moore passa tempo em países como Itália, França, Finlândia, Tunísia, Eslovênia, Alemanha e Portugal , onde experimenta métodos alternativos desses países de lidar com os males sociais e económicos presentes nos Estados Unidos.

É o primeiro filme de Moore em seis anos, estreando em 23 de dezembro de 2015 nos Estados Unidos e Canadá, numa tiragem limitada de apenas uma semana em cinemas de Los Angeles e Nova Iorque para se qualificar para o Oscar. Ele foi estreado novamente em 12 de fevereiro de 2016, em 308 telas. O filme recebeu resenhas geralmente positivas dos críticos.

Resumo
O site Rotten Tomatoes descreve o filme como "uma comédia subversiva onde Moore, desempenhando o papel de 'invasor', visita uma série de nações para saber como os EUA poderiam melhorar suas próprias perspetivas". As nações que visita são Itália, França, Finlândia, Eslovénia, Alemanha, Portugal, Noruega, Tunísia, e Islândia; respetivamente, os temas abordados são os benefícios de trabalhadores, refeição escolar, ensino primário, ensino superior, inclusão de trabalhadores, descriminalização das drogas, sistema prisional, saúde da mulher, e inclusão das mulheres e seu papel de liderança na sociedade. Os países e referências estão listados no site do filme.

Países e tópicos em ordem de aparição:

Na Itália: os direitos trabalhistas e o bem estar dos trabalhadores – férias remuneradas, licença matrimonial, décimo terceiro salário, duas horas de almoço, licença parental - e fala com executivos da Lardini e Claudio Domenicali, CEO da Ducati

Em França: refeição escolar e educação sexual

Na Finlândia: política de educação (quase nenhuma lição de casa, não há testes padronizados), Moore fala com Krista Kiuru, Ministro da Educação finlandês. Moore observa que a música e a poesia foram eliminados do sistema de ensino K-12 dos Estados Unidos.

Na Eslovénia: ensino superior sem dívidas / sem mensalidades, Moore fala com Ivan Svetlik, reitor da Universidade de Ljubljana, e Borut Pahor, presidente da Eslovênia. A Universidade de Ljubljana, ensina pelo menos 100 cursos em inglês.

Na Alemanha: direitos trabalhistas e equilíbrio vida–trabalho. Moore visita a fabricante de lápis Faber-Castell, e observa o valor da educação honesta e franca sobre a história nacional, particularmente no que se refere à Alemanha Nazi.

Em Portugal: Dia de Maio, política de drogas de Portugal, sistema de saúde universal, e abolição da pena de morte

Na Noruega: sistema prisional humano. Moore visita a prisão de segurança mínima Bastøy  e a de segurança máxima, Prisão de Halden. Também observa a resposta da Noruega aos  ataques de 2011 em Oslo e Utøya

Na Tunísia: direitos das mulheres, incluindo a saúde reprodutiva, o acesso ao aborto e o seu papel na Revolução na Tunísia e na elaboração da Constituição da Tunísia de 2014. Rached Ghannouchi desaprova o hijab obrigatório, dizendo: "O estado não deve dizer às mulheres como vestir-se, ou interferir em suas vidas."

Na Islândia: mulheres no poder. Moore fala com Vigdís Finnbogadóttir, a primeira presidente mulher eleita democraticamente; o "Partido Melhor" de Jón Gnarr, que foi eleito Prefeito de Reykjavík; a crise financeira na Islândia em 2008 e a investigação criminal e ação penal de banqueiros, com o procurador Ólafur Hauksson

A queda do Muro de Berlim
Moore destaca que muitas dessas ideias, na verdade, tiveram origem nos EUA, tais como a proibição constitucional de punição cruel e incomum, a abolição da pena de morte, a luta pela jornada de oito horas, o feriado do Dia de Maio, o movimento pela igualdade de direitos da mulher, etc.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O que fazer com o Planeta dos Humanos?

Ao cruzar-se com o filme, o melhor é estar ciente das suas limitações, mas também aproveitar os pontos em que acerta, como a crítica a certos biocombustíveis, a importância da descarbonização da sociedade, da transparência do financiamento das organizações, da ética ambiental, bem como da detecção de práticas de greenwashing.
Armando Alves

Há um novo e controverso filme a agitar a comunidade ambiental. Chama-se Planet of the Humans, é realizado por Jeff Gibbs e conta com o galardoado Michael Moore como produtor executivo. Em 100 minutos, a dupla foca-se na realidade norte-americana para tecer duras críticas às energias renováveis, ao movimento ambientalista, bem como a diversas figuras públicas, como Al Gore ou Bill McKibben. A cereja no topo do bolo: estreou-se no YouTube a 22 de Abril, nos 50 anos do Dia da Terra.

Apesar de o filme abordar diversos temas, da tecnologia ao capitalismo, apenas quero focar-me brevemente na sua abordagem às energias renováveis, sobretudo solar e eólica. Creio que Gibbs e Moore dão um tiro no pé por apresentarem um registo demasiado tendencioso e com erros. Por exemplo, não se compreende que, num filme de 2020, apresentem dados e exemplos desactualizados e não refiram um único caso de sucesso de qualquer tipo de energia renovável. Ou que Ozzie Zehner, um dos entrevistados e autor de algumas das afirmações mais controversas, não seja apresentado como sendo o produtor do documentário. Noutro momento, Gibbs usa um único estudo científico de 2012 e entrevista o seu único autor para “provar” o seu ponto de vista. Porque não apresentou estudos mais recentes e não entrevistou outros peritos em energias renováveis?

Por não ser esclarecedor, actual, rigoroso e jornalisticamente cuidadoso em muitos aspectos, o documentário acaba por desinformar acerca das energias renováveis e pode causar um retrocesso na opinião pública acerca destas tecnologias, um brinde para a indústria petrolífera e os negacionistas climáticos. Críticas não faltam e a Films For Action chegou mesmo a retirá-lo temporariamente da sua plataforma — e há quem exija ao realizador a sua remoção. Contudo, somando milhões de visualizações, o que fazer com o filme? Escondê-lo debaixo do tapete? Talvez não. Ao cruzar-se com o filme, o melhor é estar ciente das suas limitações, mas também aproveitar os pontos em que acerta, como a crítica a certos biocombustíveis, a importância da descarbonização da sociedade, da transparência do financiamento das organizações, da ética ambiental, bem como da detecção de práticas de greenwashing.

Planet of the Humans é, acima de tudo, um lembrete amargo de que, apesar de décadas de ambientalismo, alertas da comunidade científica e pequenas vitórias, permanecemos fundamentalmente no mesmo sistema socio-ecónomico que é responsável pela crise ambiental. A ideia de que conseguiremos manter os padrões de consumo actuais que tanto apreciamos nos países mais desenvolvidos, crentes de que a tecnologia nos salvará a todos, humanos e não-humanos, faz-me lembrar um conto de fadas moderno. Talvez mais perto da realidade, mas longe da vontade, esteja uma inevitável redução massiva do consumo de recursos naturais, energia primária e uma necessária reinvenção socioeconómica.

Último reparo, prometo: o filme é omisso em soluções. Suponho que faça parte do murro em cima da mesa. Seja como for, como solucionar algo tão complexo? Não me refiro à adição em combustíveis fósseis, mas ao maior desafio de sempre da humanidade, vivido aqui e agora por todos nós: como evitar que a civilização actual seja responsável pelo colapso dos limites planetários? O rumo que seguimos actualmente faz-me lembrar quando escavava túneis na areia molhada da praia e depois ficava curioso por encontrar o seu ponto de colapso. Sabemos que esses pontos estão próximos mas, ainda assim, continuamos a escavar.

domingo, 24 de maio de 2020

Michael Moore - Planet of the Humans (Full Documentary)


Planet of the Humans é um documentário ambiental que foi dirigido por Jeff Gibbs e foi lançado em 2019. Foi apoiado e promovido por Michael Moore. Mais info no Wikipedia (inglês)

Michael Moore presents Planet of the Humans, a documentary that dares to say what no one else will this Earth Day — that we are losing the battle to stop climate change on planet earth because we are following leaders who have taken us down the wrong road — selling out the green movement to wealthy interests and corporate America. 

This film is the wake-up call to the reality we are afraid to face: that in the midst of a human-caused extinction event, the environmental movement’s answer is to push for techno-fixes and band-aids. It's too little, too late. Removed from the debate is the only thing that MIGHT save us: getting a grip on our out-of-control human presence and consumption. 

Why is this not THE issue? Because that would be bad for profits, bad for business. Have we environmentalists fallen for illusions, “green” illusions, that are anything but green, because we’re scared that this is the end—and we’ve pinned all our hopes on biomass, wind turbines, and electric cars? No amount of batteries are going to save us, warns director Jeff Gibbs (lifelong environmentalist and co-producer of “Fahrenheit 9/11” and “Bowling for Columbine"). 

This urgent, must-see movie, a full-frontal assault on our sacred cows, is guaranteed to generate anger, debate, and, hopefully, a willingness to see our survival in a new way—before it’s too late. 

Featuring: Al Gore, Bill McKibben, Richard Branson, Robert F Kennedy Jr., Michael Bloomberg, Van Jones, Vinod Khosla, Koch Brothers, Vandana Shiva, General Motors, 350.org, Arnold Schwarzenegger, Sierra Club, the Union of Concerned Scientists, Nature Conservancy,Richard Heinberg, Elon Musk, Tesla. 

Music by: Radiohead, King Crimson, Emerson, Lake & Palmer, Blank & Jones, If These Trees Could Talk, Valentina Lisitsa, Culprit 1, Patrick O’hearn, The Torquays, Nigel Stanford, and many more. 

Resenha e Críticas aqui

sábado, 14 de outubro de 2017

Documentário: Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo (2012)

Trashed dirigido por Candida Brady, é um documentário que serve como aula e alerta. Ele timidamente acusa governos de não se importarem com o destino do lixo e enfaticamente exorta o espectador a fazer sua parte, começando por evitar o uso de sacos plásticos e separar o material reciclável dentro de casa.

Jeremy Irons é o apresentador dessa reportagem global, e podemos vê-lo de botas no meio das montanhas de lixo de uma praia no Líbano, catando dejetos numa praia inglesa, respirando as dioxinas espalhadas no ar de uma cidadezinha da Islândia, visitando crianças deformadas pelo agente laranja no Vietnam.  Ele não tem o humor e a agudeza de um Michael Moore, nem a pose professoral de um Al Gore. Seu “papel” é do cara mais ou menos comum que se mostra preocupado com a situação e disposto a aprender. Daí pode surgir uma razoável identificação com o espectador médio, que inevitavelmente será afetado pelo que viu e ouviu em Trashed.

Mas até que isso aconteça, esse espectador terá que passar por uma preleção às vezes enfadonha. Explica-se, por exemplo, a diferença entre “cinzas de fundo” e “cinzas aéreas” nos efeitos nocivos da incineração, fala-se em “digestão anaeróbica” e quetais. São explicações longas e detalhadas, que não estão ali para divertir, mas para conscientizar. Quando chegam os créditos finais, estamos suficientemente enojados da nossa sociedade descartável. E preocupados com a saúde de Jeremy Irons.





quarta-feira, 28 de julho de 2010

Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story) – 2009

Direcção: Michael Moore
Elenco: Michael Moore
Nota no Bioterra [0-10]: 7.0


Sinopse: Ao mesmo tempo com humor e coragem, Capitalism: A Love Story explora uma pergunta: “Qual o preço que a América tem de pagar pelo seu amor pelo capitalismo?” Há alguns anos esse amor parecia inocente. Hoje, no entanto, o Sonho Americano parece mais um pesadelo, quando as pessoas têm de pagar com os seus empregos, a suas casas e as suas poupanças. Moore leva-nos até às casas de gente normal, cujas vidas ficaram viradas do avesso, e vai à procura de explicações em Washington e outros locais.
Michael Moore analisa uma vez mais um problema óbvio do estilo de vida americano.


Ver filme 

sábado, 24 de novembro de 2007

Documentário - The Corporation (2003), por Mark Achbar e Jennifer Abbott



Toda a informação em
The Corporation

The Corporation (2003 film) é um excelente documentário canadiano de 2002, que apresenta o poder das Corporações, mais forte que o poder politico.

Através de seus lobbies junto aos governos e suas ferramentas de merchandising, marketing, branding, etc ,elas definem tendências de consumo de produtos eletrónicos, vestuário, alimentos, entretenimento, medicamentos, etc.
 
Corporações farmacêuticas influenciam e ate definem o que será e o que não será ensinado nos currículos universitários de Medicina, Farmácia e outras áreas de Saúde, para defender os seus interesses mercantilistas de vendas de inúmeros medicamentos nocivos. 
 _____

"A Corporação" ataca questões éticas de grandes empresas

Por Richard James Havis
20/04/2005

Os ataques às práticas éticas e sociais das grandes empresas que compõem o documentário "A Corporação" não serão novidade para a maioria dos liberais bem informados.

Mas a pesquisa bem feita, a apresentação clara e a correlação precisa com os escândalos recentes envolvendo grandes empresas norte-americanas devem incentivar os espectadores bem menos informados a refletir mais profundamente sobre o papel das grandes firmas no mundo.

Se tivesse sido exibido alguns anos atrás, "A Corporação" provavelmente tivesse passado desapercebido. Mas o destaque ganho por "Fahrenheit 11 de Setembro" e os escândalos envolvendo empresas norte-americanas devem despertar o interesse do público. O fato de Michael Moore aparecer no filme, como entrevistado, é uma atração adicional.

A produção canadiana é dirigida por Mark Achbar ("Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media") e Jennifer Abbot a partir do livro "The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power" de Joel Bakan.

O documentário começa com um breve histórico legal das grandes empresas. De acordo com a lei, as firmas têm os mesmos direitos que os indivíduos: podem processar, ser processadas, etc.

Mas o foco do filme está em mostrar que existe uma grande diferença entre o indivíduos e a corporação. Espera-se dos indivíduos que demonstrem responsabilidade ética e social. Já a corporação tem, por lei, apenas uma responsabilidade: garantir a seus acionistas o maior lucro possível.

O longa-metragem afirma que esta é uma abordagem unidimensional que conduz à exploração da força do trabalho, à devastação do meio ambiente, a fraudes contábeis e várias outras coisas do gênero.

WTC e o Ouro
Para comprovar seu argumento, os cineastas entrevistam cerca de 40 pessoas, incluindo Noam Chomsky, Milton Friedman, Mark Moody-Smith (ex-presidente da Royal Dutch Shell) e os jornalistas Jane Akre e Steve Wilson, ex-funcionários da Fox News.

Os temas variam desde fábricas de fundo de quintal no Terceiro Mundo até a destruição do meio ambiente, passando pela patenteação do DNA.

Uma parte perturbadora do filme mostra um negociador de commodities, Carlton Brown, dizendo que, ao assistir ao ataque terrorista contra o World Trade Center, os dealers de ouro acharam que a tragédia teria um aspecto positivo, na medida em que faria o preço do ouro subir.

Os cineastas deram a executivos-chefes como Mooy-Smith a oportunidade de apresentar argumentos em favor da responsabilidade empresarial.

O que Moody-Smith quer mostrar é que existem alguns líderes bons nas grandes empresas, capazes de conduzi-las num rumo positivo.

Os diretores respondem que esses poucos bons líderes não serão capazes de impor uma responsabilidade ética a uma máquina construída com o objetivo único de auferir lucros.

Um raio de esperança é lançado por Ray Anderson, executivo-chefe da Interface, a maior fabricantes mundial de tapetes. Anderson se conscientizou da questão ambiental e reestruturou um terço de sua empresa, que vale 1,4 bilhão de dólares, com base em princípios ecologicamente sustentáveis.

"A Corporação" não é um trabalho de ativismo global que defenda a derrubada do capitalismo. Uma seção final do filme analisa como o poder das grandes empresas pode ser reduzido por meios legais e sociais.

Alguns trechos do filme, como um em que Michael Moore, antes do lançamento de "Fahrenheit", comenta por que a Disney lança filmes de um inimigo declarado das grandes empresas, como ele, estão datados, e o filme fala muito pouco da Worldcom ou da Enron.

Mesmo assim, será muito bem-vindo pela parte do público cujas preferências políticas se situam à esquerda do centro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Michael Moore: Sicko


Tudo aqui, no sítio do Michael Moore

Sicko mostra que cerca de 50 milhões de norte-americanos não possuem plano de saúde. Enquanto isso, aqueles que o possuem, são normalmente vítimas de fraude das companhias ou falta de cobertura. O sistema de saúde dos Estados Unidos está classificado no trigésimo sétimo lugar, no ranking de 191 países da Organização Mundial da Saúde, por possuir alguns índices, como mortalidade infantil e expectativa de vida, igual a países menos desenvolvidos.[7] Neste documentário entrevistas foram feitas com vários cidadãos que pensavam possuir cobertura de seus planos, mas não puderam ter acesso ao tratamento. Antigos funcionários de companhias de planos de saúde descrevem as iniciativas para o corte de custos, dando bônus aos funcionários e médicos que encontrassem formas de aumentar o lucro das empresas, negando tratamentos e procedimentos em seus clientes.[3][8]

No Canadá, um cidadão descreve o caso de Tommy Douglas, considerado o maior canadense de 2004, por suas contribuições ao sistema único de saúde do país. Michael Moore também entrevista pacientes em salas de espera de pronto-socorros e ambulatórios de um hospital público do Canadá. Enquanto isso, os defensores do sistema de saúde dos Estados Unidos se opõem ao sistema universal de atendimento, fincados no contexto dos anos 50 e sua perseguição por comunistas, alegando que um sistema universal levaria à perda de direitos e ao socialismo. Em contrapartida, Michael Moore mostra outros serviços públicos do país como os correios, polícia, bombeiros, ensino e bibliotecas que não levaram o país ao comunismo.

As origens do Health Maintenance Organization Act, de 1973, remonta à uma conversa gravada entre o presidente Richard Nixon e John Ehrlichman, em 17 de setembro de 1971. John Ehrlichman argumenta que "quando menos cuidado de saúde você der a eles, mais dinheiro eles vão lhe gerar", elogiado por Nixon como "nada mal". Isso levou à expansão do atual serviço de saúde mantido por seguradoras e empresas de planos de saúde. O lobby da indústria farmacêutica também foi grande junto ao congresso para a manutenção desse sistema. Hillary Clinton é mostrada no documentário como uma defensora do plano de saúde de Bill Clinton, na época em que ele era presidente, mas seus esforços foram fortemente criticados pelos republicanos, no Capitólio e pela mídia da ala direitista, de que o plano era um primeiro passo para o socialismo.

No Reino Unido existe o Serviço Nacional de Saúde, um sistema financiado pelo governo, onde Michael Moore entrevista pacientes e questiona sobre as despesas dos hospitais com as pessoas, apenas para lhe dizerem que não há nenhuma cobrança feita aos pacientes. Em uma típica farmácia pública, os farmacêuticos dão remédios de graça para todas as pessoas da Irlanda do Norte, Escócia e Gales, menores de 16 anos, estudantes de período integral de 16 a 17 anos, desempregados, pessoas com deficiência e idosos com mais de 60 anos na Inglaterra, tudo com subsídio do governo. Além disso, os hospitais possuem um caixa que reembolsa pacientes de baixa renda pelo transporte até o hospital. As entrevistas incluem um usuário do sistema de saúde, uma norte-americana que reside em Londres e o político britânico Tony Benn.

Na França, Moore visita um hospital e entrevista o chefe de ginecologia e obstetrícia, além de um grupo de norte-americanos residentes em Paris. Ele passa um dia com o "SOS Médecins", um serviço médico 24 horas, que vai de casa em casa fazendo atendimentos médicos. Ele descobre que o governo francês provê muitos serviços sociais e direitos junto ao sistema universal de saúde, como cuidados diários a 1 dólar por hora, educação gratuita nas universidades e um mínimo de cinco semanas pagas de férias, além de suporte neonatal, cuidados com a casa e até férias pagas para as novas mães.

De volta aos Estados Unidos, Moore entrevista voluntários que trabalharam no marco zero dos ataques de 11 de setembro de 2001 e como eles tiveram fundos para tratamento de saúde negados pelo governo, desenvolvendo diversas doenças para as quais não tinham como tratar como problemas respiratórios, bruxismo e transtorno de estresse pós-traumático. Incapazes de arcar com os custos em seu país, Michael Moore leva os voluntários até Miami e de lá pegam barcos rumo à Base Naval da Baía de Guantánamo, na tentativa de conseguir atendimento para heróis norte-americanos. Com um megafone, Moore pede que eles recebam tratamento igual ao que os prisioneiros estão recebendo, mas sirenes o expulsam da baía. O grupo segue para a capital de Cuba, Havana, onde são prontamente internados no Hospital Hermanos Ameijeiras, sem nenhum custo, para exames e tratamento, dando apenas nomes e datas de nascimento. Antes de partir, eles ainda foram homenageados pelo corpo de bombeiros de Havana.

Finalmente, Moore se dirige ao público, enfatizando que as pessoas deveriam cuidar umas das outras, não importa as diferenças entre elas, demonstrando seu comprometimento pessoal com o tema. Assim, ele decide ajudar Jim Kenefick, um de seus principais opositores, que precisavam de 12 mil dólares para custear o tratamento médico da esposa. Ele faz uma doação anônima para Jim, para que ele não dependa do sistema de saúde do país. O documentário termina com Moore em frente ao Capitólio, com um cesto de roupas sujas, ironizando que o governo poderia lavar suas roupas enquanto ele aguardava por dias melhores para os doentes que não tinham condições de pagar por um plano de saúde.

Saber mais: