sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Ladytron - Free, Free
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Combichrist - Only Here For A Good Time
domingo, 9 de agosto de 2026
Suede - Saturday Night
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Bodies ft. Buzz Kull - Kill Shelter
domingo, 2 de agosto de 2026
Gold & Youth - Time To Kill
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Princess Century - Metro
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Boy Harsher - Hard Beat
sábado, 4 de julho de 2026
Massive Attack - Ritual Spirit feat. Azekel
sábado, 1 de novembro de 2025
Ghost Cop - All Souls Day
sexta-feira, 18 de abril de 2025
Documentário de Werner Herzog - Lessons of Darkness (German: Lektionen in Finsternis)
Lessons of Darkness (Lektionen in Finsternis, 1992) é um dos documentários mais marcantes e estilizados do diretor alemão Werner Herzog. Em vez de adotar o tom jornalístico ou político tradicional dos meios de comunicação, Herzog aborda a destruição devastadora do Kuwait pós-Guerra do Golfo sob a perspectiva de uma ficção científica apocalíptica e poética.
A obra retrata os cenários desolados do Kuwait logo após o fim da Guerra do Golfo, quando centenas de poços de petróleo foram incendiados pelas forças iraquianas em retirada. Dividido em 13 capítulos, o filme quase não possui diálogos informativos ou dados geopolíticos. A narração hipnótica do próprio Herzog descreve a Terra como um planeta alienígena que sofreu uma catástrofe desconhecida. Através de planos aéreos majestosos, trilha sonora erudita com composições de Mahler, Wagner, Verdi e Grieg, e imagens impressionantes de bombeiros tentando conter os incêndios gigantescos, o filme transforma um desastre ecológico real em uma meditação sobre a autodestruição humana.
A inspiração real para a produção veio diretamente das notícias e coberturas televisivas do conflito entre 1990 e 1991. Durante a Operação Tempestade no Deserto, as tropas de Saddam Hussein incendiaram cerca de 700 poços de petróleo como tática de terra arrasada. Herzog viajou ao Kuwait imediatamente após o encerramento dos combates para registrar o cenário antes que o fogo fosse extinguido. No entanto, recusou o formato dos telejornais da época, como a cobertura em tempo real da CNN, optando por desprovê-lo de dados contextuais imediatos para elevá-lo a uma dimensão mítica e universal.
Para moldar essa atmosfera, Herzog utilizou diversas referências literárias, bíblicas e poéticas. O filme abre com uma citação impactante atribuída ao filósofo francês Blaise Pascal: "O colapso dos universos estrelados ocorrerá suavemente, como a criação, na grandiosa desolação". No entanto, Herzog admitiu posteriormente ter inventado a frase, utilizando-a como um recurso para preparar o público para o tom do filme - um exemplo prático do que o diretor conceitua como "Verdade Extática", onde a estilização ou fabricação de fatos busca alcançar uma verdade poética mais profunda. A estrutura narrativa evoca o tom profético do livro do Apocalipse, enquanto a estética se aproxima da ficção científica distópica de autores como H.G. Wells e J.G. Ballard, retratando os bombeiros e trabalhadores não como técnicos contemporâneos, mas como seres de um mundo agonizante.
quinta-feira, 11 de abril de 2024
Música do BioTerra: Agent Side Grinder - Stripdown
Strip it down to the ritual ground
Strip it down to the scene
Where it all began
Strip it down to the skin
Further down to the chilling bone
Where you freeze the most
Where you feel the most
Strip it down to the heart
Strip it down to that bleeding stone
Strip it down to the beat
Just a metal stick
Mind is deconstructing
Mind is self-destructing
Mind is going down the drain
Body coldly burning
Pulse slowly returning
Out of ash to grow again
Strip it down to the core
Further down to the naked truth
Where you freeze the most
Where you hurt the most
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
HOLYGRAM - Modern Cults
- Filosofia: A influência mais evidente é a de Jean Baudrillard e o seu conceito de simulacro, onde a realidade foi substituída por signos e imagens, tornando a experiência humana artificial. Há também resquícios do existencialismo de Albert Camus, nomeadamente a sensação de "estranheza" e o absurdo de pertencer a um mundo que funciona de forma mecânica e indiferente ao sofrimento humano.
- Romancistas: A atmosfera distópica e sufocante da canção remete imediatamente para o universo de J.G. Ballard (autor de Crash e High-Rise), que explorou como a arquitetura moderna, a tecnologia e o betão moldam e pervertem a psique humana. A alienação urbana e o declínio das interações humanas na canção também encontram eco na obra do escritor francês Michel Houellebecq, conhecido por retratar a solidão e a mercantilização das relações no Ocidente contemporâneo.
- Poetas: A nível poético, a banda inspira-se no conceito de Spleen de Charles Baudelaire, o poeta que mapeou a melancolia, o tédio e a decadência da vida nas grandes metrópoles. A forma como os Holygram descrevem a cidade — como um organismo vivo que consome os seus habitantes — espelha a poesia modernista de T.S. Eliot em The Waste Land (A Terra Devastada), onde as multidões urbanas caminham como espectros sem rumo.