Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Entre o rigor e o populismo: a Direita continua forte e o desafio da reinvenção da Esquerda
Tecnofascismo e carbofascismo: as novas formas de dominação do poder contemporâneo e o fim da política tradicional
- A coerção estatal é substituída pela psicopolítica digital (Han, 2014), em que o utilizador é constantemente induzido à auto-exposição e ao consumo atencional;
- A arquitetura das redes sociais e das bolhas de ressonância (echo chambers) incentiva a polarização dirigida, transformando conflitos sociais estruturais em "guerras culturais" online estéreis;
- A energia coletiva e a capacidade de organização no mundo físico degradam-se à medida que a atenção é atomizada e desprovida de eficácia política real.
Na obra Fossil Capital (2016), o ecologista político Andreas Malm demonstra que o capitalismo histórico não se aliou às energias fósseis simplesmente por escassez de alternativas, mas pela capacidade que o carvão e o petróleo proporcionavam para disciplinar a força de trabalho e centralizar o poder de produção.
Atualmente, o carbofascismo manifesta-se no bloqueio sistemático da transição energética necessária:
- Inércia sistémica: apesar de relatórios científicos conclusivos - como os do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) , a infraestrutura fóssil continua a receber subsídios massivos e investimentos estatais.
- Violência extrativista: a degradação ambiental e as desigualdades do Sul Global são tratadas pelas elites financeiras como externalidades negativas e custos colaterais inevitáveis em nome da estabilidade dos mercados.
- Autoritarismo fóssil: o recrudescimento da repressão policial e jurídica contra movimentos de justiça climática e ativistas ambientais sinaliza o endurecimento dos Estados para proteger os ativos energéticos corporativos.
- A Direita Tradicional atua como facilitadora das exigências do capital financeiro e tecnológico, promovendo a desregulamentação do mercado de dados e da indústria extrativa.
- A Esquerda Institucional, ao focar a sua ação na redistribuição marginal do rendimento sem questionar as matrizes tecno-energéticas do poder, limita-se a gerir os sintomas do sistema sem confrontar as suas causas estruturais.
- Ceticismo e cinismo: a perceção de que os problemas são gigantescos conduz à resignação;
- Burnout político: a energia ativista é gasta em campanhas e petições digitais que pouca incidência têm na estrutura de poder;
- Ecoansiedade e desespero: a sensação de colapso eminente desmobiliza a ação e incentiva o rali de sobrevivência individual.
- Manifestações de rua: são neutralizadas ou assimiladas enquanto "espetáculo digital", convertidas em conteúdo para redes sociais que gera métricas para as próprias plataformas que se pretende criticar.
- Sindicatos: foram enfraquecidos pela precarização do trabalho e pela dispersão geográfica impostas pela economia de plataformas (gig economy).
- Partidos políticos: encontram-se reduzidos a máquinas de marketing eleitoral dependentes dos algoritmos das plataformas digitais para comunicar com o seu eleitorado.
- Soberania digital crítica: A criação de redes, infraestruturas de informação e ferramentas algorítmicas de código aberto e propriedade comunitária, desvinculadas das dinâmicas do capitalismo de vigilância;
- Ação direta e desobediência civil energética: A transição de um ativismo focado na consciencialização para estratégias de interrupção direta da infraestrutura de reprodução do capital fóssil, tal como preconizado por correntes da ecologia política radical;
- Reconfiguração das formas de organização: O abandono da dependência exclusiva das instituições representativas tradicionais em favor de novas formas de poder popular local, regional e transnacional.
Este vídeo é relevante para o ensaio pois conta com a reflexão direta da Professora Shoshana Zuboff sobre como as grandes empresas tecnológicas capturam a experiência humana e alteram comportamentos sociais e políticos.
- Arora, Arush (2025). Social Media-Driven Polarisation in the United States:Mechanisms, Policy Gaps, and Recommendations
- Han, Byung-Chul (2014). Psychopolitics: Neoliberalism and New Technologies of Power. London: Verso.
- IPCC (2022). Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge: Cambridge University Press.
- IPCC (2023). Climate Change 2023: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Seventh Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Core Writing Team, H. Lee and J. Romero (eds.)]. Geneva: IPCC.
- Malm, Andreas (2016). Fossil Capital: The Rise of Steam Power and the Roots of Global Warming. London: Verso.
- Malm, Andreas (2021). How to Blow Up a Pipeline: Learning to Fight in a World on Fire. London: Verso.
- Morozov, Evgeny (2013). To Save Everything, Click Here: The Folly of Technological Solutionism. New York: PublicAffairs.
- Zuboff, Shoshana (2019). The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power. New York: PublicAffairs.
domingo, 11 de outubro de 2026
Rap, Grunge e Techno: as novas tribos da contracultura dos anos 90, consolidando o legado punk e pós-punk dos anos 80
Como recordei anteriormente, o movimento punk e o pós-punk dos anos 80 moldaram-nos não apenas o gosto musical, mas a própria coluna vertebral e a ética de vida. O underground dessa altura era, na sua essência, um espaço de total liberdade e inclusão radical: não éramos homofóbicos, racistas, gordofóbicos, idadistas ou transfóbicos. Rejeitávamos qualquer preconceito, discriminação ou moralismo tacanho. A margem era o nosso refúgio de igualdade, onde a diferença de cada um era acolhida sem rótulos ou julgamentos.
Com a chegada dos anos 90, essa matriz de liberdade desdobrou-se em novas tribos. Fala-se frequentemente do rap, do grunge e do techno como "movimentos de subversão cultural" dos anos 90 em Portugal. No entanto, mais do que ruturas absolutas, muitos destes fenómenos herdaram ou diluíram o espírito de resistência que o punk e o pós-punk já tinham conquistado nos anos 80. Ainda assim, ao redefinirem a música, a estética e os pontos de encontro da juventude, acabaram por moldar a forma como se vivia à margem no Portugal dessa década.
O desafio da Educação Ambiental na era digital: como desconstruir a bolha virtual e os seus epifenómenos
No seu pequeno-almoço, comeu um pão de alfarroba? A história do superalimento português votado ao esquecimento
sábado, 10 de outubro de 2026
Do Punk ao Techno: memórias de como era viver a noite e a contracultura dos anos 80 e 90
O Nobel da Paz 2026: A Pós-Verdade de Donald Trump
- Um artigo do Axios de 2 de março, com uma abertura que coincide quase na totalidade com a declaração de Warren: "Nenhum presidente na era moderna ordenou mais ataques militares contra tantos países diferentes como Donald Trump." O artigo do Axios define "era moderna" como os presidentes pós-11 de setembro: George W. Bush, Barack Obama, Trump e Joe Biden.
- Um artigo do The Washington Post sobre os ataques militares de Trump em 2025, incluindo os dirigidos a alegados traficantes de droga no Caraíbas e no Pacífico Oriental. O Post reportou que Trump autorizou quase tantos ataques militares em 2025 quantos Biden autorizou ao longo do seu mandato de quatro anos.
- Um gráfico no Instagram publicado pelo The Recount, um órgão de comunicação focado em política, que lista vários países, inclusive no Médio Oriente, África e Venezuela, juntamente com os rostos dos presidentes do século XXI que ordenaram bombardeamentos nesses locais; o rosto de Trump aparece ao lado de cada país. O órgão partilhou o gráfico a 28 de fevereiro, após Trump ter anunciado os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão.
- Desde o início do seu primeiro mandato até ao presente, Trump atacou 10 países. Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro de 2025, atacou sete países, além de embarcações no Mar das Caraíbas e no Oceano Pacífico Oriental.
- Os ataques militares de Biden atingiram 5 países.
- Os ataques de Obama atingiram 7 países ao longo de dois mandatos.
- Os ataques de Bush atingiram 5 países ao longo de dois mandatos.
- Trump: Afeganistão, Iraque, Iémen, Paquistão, Somália, Líbia, Síria, Venezuela, Nigéria, Irão.
- Biden: Afeganistão, Iraque, Somália, Síria, Iémen.
- Obama: Afeganistão, Iraque, Paquistão, Somália, Iémen, Líbia, Síria.
- Bush: Afeganistão, Iraque, Iémen, Paquistão, Somália.
O Boicote à agressividade digital: por que devemos tirar o palco à provocação nos Media
- Luís Marques Mendes (SIC) - Análise política de fundo aos domingos em horário nobre, representativa da direita tradicional e institucional.
- Paulo Portas (TVI / CNN Portugal) - Espaço semanal solo de análise geopolítica e política nacional com viés centro-direita.
- Camilo Lourenço (A Cor do Dinheiro / Colunista do Observador) - Comentário diário no digital e colunas de opinião com forte foco na análise económica e crítica governamental.
- Alberto Gonçalves (Podcast / Observador) - Espaço de intervenção focado na crítica incisiva ao politicamente correto, causas progressistas e políticas de esquerda.
- José Gomes Ferreira (SIC Notícias) - Análise económica e financeira em canal de informação com estilo interventivo e de denúncia individual.
- Jaime Nogueira Pinto (Observador / Antena 1 / Participações televisivas) — Representante histórico do pensamento reacionário e conservador, com origens ideológicas na direita pré-25 de Abril; atua como referência doutrinária em análises de fundo, geopolítica e artigos de opinião.
- Helena Matos (CNN Portugal) — Intervenção incisiva com foco no combate cultural e crítica ao ativismo progressista.
- João Miguel Tavares (SIC Notícias / Podcast Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer) - É uma das vozes mais ativas na crítica ao que define como obsessão da esquerda pelas questões de identidade (género, raça, linguagem inclusiva), traduzindo para o grande público a rejeição conservadora a essas causas.
- Miguel Pinheiro (RTP3 e Rádio Observador)- ao contrário do tom inflamado de outros comentadores, adota um registo sóbrio e pedagógico. Isso traduz uma estratégia de legitimação: faz com que a leitura de direita da realidade pareça a única leitura tecnicamente rigorosa e lógica.
- Rui Ramos (Observador / Programas de História e análise política) — Análise histórica e política sob uma perspetiva conservadora.
- José Manuel Fernandes (Observador / Comentário pontual de linha editorial)
- Sérgio Sousa Pinto (CNN Portugal) — Focado com frequência na crítica às causas ditas "woke", ao politicamente correto e ao ativismo progressista.
- Sebastião Bugalho (SIC Notícias / Ex-CNN Portugal) - A juvenilização e o combate dinâmico da nova direita de poder
- Miguel Morgado (SIC Notícias / CNN Portugal) - É uma das vozes mais articuladas na denúncia daquilo que considera ser o "domínio cultural" da esquerda e na defesa da herança do passismo/liberalismo económico.
- Cecília Meireles (SIC Notícias) - Com origem no CDS-PP (ala liberal/centrista), traduz uma direita de tom calmo, institucional e focado na economia real, fiscalidade e funcionamento das empresas.
- Rodrigo Moita de Deus (CNN Portugal / RTP) - A comunicação estratégica, a provocação e a estética liberal-conservadora. O "spin" e a linguagem de redes sociais: com fundo ligado ao marketing e à comunicação, traduz a transformação do comentário político em provocação conceptual.
Execução por fuzilamento de Nidal Hasan com transmissão ao vivo gera polémica no governo Trump
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Sóley - Grow
Anne Carson, o Prémio Nobel e a asfixia de Antigonick: Tirania ou Pós-Democracia?
O género da Lua nas línguas e culturas
Para além da sua presença no céu, um fenómeno cultural fascinante reside na forma como diferentes línguas atribuem género gramatical à Lua, moldando o folclore, a literatura e a vida quotidiana em vários continentes.
1. Nas línguas românicas (português, espanhol, francês, italiano, romeno) e em várias línguas eslavas (russo, búlgaro), a palavra para Lua (Luna) é gramaticalmente feminina. Nestas culturas, a Lua foi historicamente personificada como uma figura misteriosa, nutridora e nocturna, associada à intuição, aos ciclos de fertilidade e à saudade romântica. Na poesia - de Federico García Lorca ao simbolismo romântico -, a Lua surge frequentemente como uma musa trágica ou sedutora, muitas vezes colocada em oposição ao Sol, masculino e ardente.
2. Pelo contrário, nas línguas germânicas (como o alemão, em que é Der Mond) e nas tradições indo-arianas (como o hindi/sânscrito, Chandra), a Lua é masculina (enquanto o Sol é feminino, Die Sonne). Nestas mitologias, a Lua representa um guardião solitário, um cavaleiro protector ou um observador silencioso que guia os viajantes pela noite.
3. Nas línguas sem género gramatical - como o inglês ou as línguas do Leste Asiático -, a Lua permanece neutra na gramática do dia a dia, embora a poesia inglesa adopte frequentemente o pronome feminino (She/Her), sob a influência duradoura da mitologia greco-romana clássica.
Ler mais:
A Lua, Gloriosamente Indiferente
Investigadores despedidos pela OpenAI alertam para riscos na supervisão
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Deus Ex Lumina and Antipole - Destroy
Caso Maricarmen e fundos abutre: como a especulação criou a crise global da habitação
- A transformação estrutural da habitação num produto de especulação financeira intensificou-se no seguimento do colapso bancário global de 2008 e da crise da dívida na Zona Euro.
- A absorção do crédito malparado: para salvar o sistema financeiro do colapso, foram criados "bancos maus" estatais - como a Sareb em Espanha ou a Parvalorem em Portugal - que absorveram edifícios inteiros e milhares de hipotecas em incumprimento.
- A venda em bloco a preços de saldo: pressionados pelas exigências de consolidação fiscal impostas pela Comissão Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, os governos alienaram estas carteiras imobiliárias públicas a fundos internacionais de private equity, como a Blackstone e a Cerberus Capital Management.
- A rutura dos regimes de renda antiga: os imóveis adquiridos continham contratos protegidos ou de longa duração. Com a alteração do enquadramento legal e a introdução de modelos de gestão automatizada por algoritmo, os novos proprietários corporativos passaram a utilizar litígios agressivos e aumentos abruptos de valor (como a exigência de subidas de 500 para 1.650 euros mensais enfrentada por Maricarmen) para forçar a saída dos residentes e reabilitar os imóveis.
- O Teto das rendas (Mietpreisbremse): na Alemanha, onde mais de metade da população vive em imóveis arrendados, a lei impede que na celebração de novos contratos a renda ultrapasse mais de 10% do valor do índice de referência local (Mietspiegel). As restrições ao aumento de rendas existentes estendem-se com limites fixados por lei através de disposições do Código Civil Alemão (BGB - § 574).
- Referendo de expropriação em Berlim: em resposta à compra massiva de bairros por conglomerados como a Vonovia, a campanha cívica Deutsche Wohnen & Co. enteignen venceu um referendo local para socializar edifícios na posse de grandes fundos, embora o processo enfrente diferendos jurídicos e constitucionais.
- O Mecanismo de Controlo (Encadrement des Loyers): aplicado em metrópoles como Paris, Lyon e Bordéus ao abrigo da Loi ÉLAN - Ministère de la Transition Écologique, este modelo fixa uma renda de referência por metro quadrado. Se um proprietário tentar cobrar acima do limite superior sem justificação de luxo excecional, arrisca coimas severas e a obrigação de devolver a diferença ao inquilino.
- Agravamento fiscal sobre imóveis vagos: França aplica taxas substanciais sobre habitações mantidas vazias em zonas urbanas tensionadas (Taxe sur les Logements Vacants) para desencorajar a retenção especulativa de imóveis.
- Extensão do controlo de preços ao mercado médio: Em resposta a uma das crises habitacionais mais severas da Europa, o governo holandês aprovou a Lei do Arrendamento Acessível (Betaalbare Huurwet), que alargou o sistema de pontos regulado a 90% do mercado de arrendamento. As habitações são pontuadas com base em critérios de eficiência energética, área e qualidade, sendo proibido por lei cobrar rendas acima do valor fixado pela pontuação do imóvel.
- Proibição de compra para arrendar (Opkoopbescherming): Vários municípios holandeses (incluindo Amsterdão e Roterdão) proibiram investidores de comprar casas de gama média para depois as colocarem no mercado de arrendamento a preços especulativos.
- Áustria (Viena): considerada o modelo de referência internacional, Viena manteve mais de 60% da sua população a viver em habitação pública ou cooperativa gerida pelo município através do programa Wiener Wohnen, isolando a cidade dos choques especulativos do mercado privado.
- Dinamarca: a legislação dinamarquesa limita a capacidade de os fundos aumentarem as rendas imediatamente após a compra de um imóvel, impondo períodos de carência e a obrigatoriedade de investimento em eficiência energética antes de poder subir o valor contratual.
- Erosão do rendimento familiar: A taxa de esforço associada à habitação ultrapassa frequentemente os 50% dos rendimentos mensais nas áreas metropolitanas, sufocando a capacidade de poupança e consumo das famílias.
- Denúncias de violação dos Direitos Humanos: os relatórios elaborados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) denunciam que a financeirização trata a habitação como um mero instrumento de acumulação de capital, desprovendo-a da sua função social básica.
- Impossibilidade regulatória na União Europeia: nos termos do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (Artigo 153.º), a competência sobre as políticas de habitação e apoio social pertence aos Estados-Membros. Em simultâneo, as normas comunitárias que garantem a livre circulação de capitais impedem os países de impor restrições transversais à aquisição de imóveis por investidores estrangeiros, embora a pressão cívica tenha forçado o Conselho da União Europeia a criar um plano de ação e financiamento dedicado à habitação acessível.
- Suspensão imediata de despejos sem alternativa habitacional: proibição legal da execução de ordens de desocupação para idosos, pessoas com incapacidade ou famílias vulneráveis sem garantia prévia de reencaminhamento para habitação pública digna.
- Limitação rígida dos preços de arrendamento: aplicação de limites ao aumento das rendas na renovação de contratos, indexando os valores à taxa de esforço média local e à variação real dos rendimentos
- Cancelamento e restrição de Licenças Turísticas: moratória sobre o licenciamento de alojamentos locais e arrendamentos sazonais de curta duração nas zonas urbanas sob forte pressão imobiliária.
- Agravamento Fiscal sobre a compra de edifícios por fundos: criação de taxas desincentivadoras (como a majoração extraordinária do IMT/IMI ou impostos equivalentes) na aquisição em bloco de edifícios residenciais por veículos de investimento não residentes.
- Mobilização do património imobiliário devoluto: transferência obrigatória dos imóveis vagos pertencentes a fundos, bancas resgatadas ou entidades públicas para bolsas municipais de arrendamento acessível.










