sábado, 7 de fevereiro de 2026

Era só o que faltava que eu não pudesse reflectir em voz alta - Amanhã votarei em António José Seguro!

Ainda tem dúvidas? 
Autarca do Chega de 49 anos aterrorizou um vizinho com tiros (!!). Além de lhe ter matado uma ovelha, o fulano causou danos avaliados em 20 mil euros à vítima, também resultantes de disparos de arma de fogo.
Amanhã voto ANTÓNIO SEGURO, faça chuva, faça Sol.

Amanhã irei votar contra o ódio, contra o fascismo, contra o racismo, contra a xenofobia, contra a homofobia, contra a misoginia, contra as touradas, contra a bufaria, contra a militarização das fronteiras, contra a criação de uma polícia migratória estatal e contra criminosos de colarinho branco. 

Não é só Portugal que está em causa. André Ventura partilha e difunde os pilares fundamentais do movimento Internacional Nacionalista, a saber: 

A. Nacionalismo Identitário: A defesa da "identidade cristã" e dos valores tradicionais contra o multiculturalismo. 

B. Populismo de Exclusão: A dicotomia entre o "povo de bem" e as "elites corruptas", estendendo-se frequentemente a ataques contra minorias (especialmente a comunidade cigana e imigrantes). 

C. Segurança e Autoritarismo: Defesa de penas mais pesadas (prisão perpétua, castração química) e um apoio incondicional às forças policiais. (vejam o ICE, nos EUA)

2. As Alianças Internacionais 
André Ventura tem sido muito eficaz a inserir-se na "Internacional Nacionalista". Ele não é apenas um admirador, é um parceiro ativo de figuras chave: 

Santiago Abascal (VOX) Espanha - O aliado mais próximo, com frequentes visitas mútuas e uma agenda comum para a Península Ibérica. 

Matteo Salvini (Lega) Itália - é parceiro no grupo parlamentar europeu Identidade e Democracia (ID). 

Marine Le Pen (RN) França - uma das principais referências e apoiante pública de Ventura em campanhas eleitorais. 

Viktor Orbán (Hungria)- Ventura aponta frequentemente a Hungria como modelo de defesa das fronteiras e da família. 

Donald Trump / Jair Bolsonaro- Ventura adoptou o estilo de comunicação direta e brutalista nas redes sociais e a retórica de "limpeza do sistema" destes líderes.

André Ventura pratica e abusa de deepfake, bots e mentiras.

Só tenho pena de não ter sido discutido o tema ecologia e ambiente.

Provavelmente este “ português de bem ”vai apresentar como defesa, que a ovelha o insultou ou era do Bangladesh (ironia)

Sobre este Inverno chuvoso - não aprendemos nada com as ideias de Gonçalo Ribeiro Telles


Este comboio de tempestades não é único. Muitas destas tempestades em sucessão são alimentadas por rios atmosféricos. São faixas estreitas de humidade tropical concentrada que atravessam o Atlântico. Quando o "corredor" se abre em direção à Península Ibérica, as tempestades seguem esse rasto como se estivessem em carris. Tudo depende de um "braço de ferro" de pressão entre os Açores e a Islândia. Quando esta oscilação está numa determinada fase, o jet stream (uma corrente de ar a grande altitude) empurra todas as tempestades diretamente para nós, em vez de as desviar para o Reino Unido ou Escandinávia. Antigamente não dávamos nomes às tempestades (como Joseph, Leonardo e Kristin), o que dava a ideia de que era apenas "um inverno chuvoso". Hoje, ao darmos nomes individuais a cada depressão, temos muito mais consciência de quantas estão a passar por nós seguidas. A perceção de excecionalidade resulta, em grande parte, da forma como os fenómenos recentes são lembrados. A nossa memória meteorológica é curta e estamos mais marcados pelos episódios de secas severas que têm sido a marca dos últimos ano. 𝐃𝐞𝐯𝐢́𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐡𝐮𝐯𝐨𝐬𝐨𝐬. Aprender a não voltar a repetir a tragédia de 1967 (25 para 26 de novembro) em que choveu num só dia o equivalente a um quinto de todo o ano. A região da Grande Lisboa e do Vale do Tejo foi devastada. O regime de Salazar tentou "abafar" a dimensão da tragédia. Oficialmente falou-se em cerca de 460 mortos, mas estimativas reais apontam para mais de 700 vítimas.
𝐆𝐨𝐧𝐜̧𝐚𝐥𝐨 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐓𝐞𝐥𝐥𝐞𝐬 𝐚𝐥𝐞𝐫𝐭𝐨𝐮-𝐧𝐨𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐝𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐡𝐮𝐯𝐨𝐬𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐬𝐨𝐥𝐮𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬. 𝐍𝐚̃𝐨 𝐚𝐬 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐦𝐨𝐬. 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐞𝐦 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐡𝐞𝐢𝐚, 𝐞𝐧𝐭𝐮𝐛𝐚𝐫 𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐫𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐚 𝐩𝐚𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬𝐟𝐚𝐥𝐭𝐨 𝐞 𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨.
𝐎 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐝𝐨𝐫 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐬𝐚𝐧𝐭𝐨, 𝐞𝐦 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐞𝐱𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐢𝐠𝐦𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨: 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐫𝐨𝐮 𝐪𝐮𝐚𝐬𝐞 𝟑𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮𝐢́𝐝𝐨 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞 𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐭𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐢𝐦𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 "𝐞𝐬𝐜𝐨𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨" 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.

I Like Trains - Mnemosyne

Battered and bruised, we found our strength lay defeated
And this time round I swear that I will take it on the chin
Give it your all
Lead me to the water and I'll drink
Until my lungs fill
Until I sleep
They will be lying in the shallows
With your skin between their teeth

And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this

Anything for an easy life
Well, I chose riches and a knife
Between my shoulderblades
As we dance our way through figure-8s
And as the pushes turn to shoves
And we ingest the ones we love
We'll burn our futures
And warm our hands in the flames

And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this

And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this

Well you saw the devil in me
You saw the, you saw the devil in me
I am nothing without you
Mnemosyne

I've been promised everything
But I will give it all to you
Just tell me you won't leave me here
Alone with my thoughts

O Significado de "Mnemosyne"
O título da canção refere-se diretamente a Mnemosine, a personificação da Memória na mitologia grega e mãe das nove Musas.

A letra explora a tensão entre a lembrança e o esquecimento, focando em temas como:

A Preservação da História: A música reflete sobre como a humanidade tenta catalogar e manter viva a memória coletiva para evitar a repetição de erros passados.

O Peso do Passado: Há uma sensação de que a memória pode ser um fardo. A letra sugere que, enquanto a memória nos define, ela também pode nos paralisar ou nos assombrar com o que foi perdido.

Melancolia Existencial: Como é comum nas obras da banda, existe uma abordagem quase académica e sombria sobre a passagem do tempo e a fragilidade dos registos humanos diante da eternidade.

Curiosidade
"Mnemosyne" faz parte do álbum He Who Saw The Deep (2010), um disco que lida fortemente com temas de colapso ambiental e o fim da civilização, colocando a "memória" como o último recurso de uma espécie que encara o próprio fim.

Ladytron - A Death in London


"A Death in London" é o single mais recente dos Ladytron, lançado a 6 de fevereiro de 2026, como o primeiro avanço do seu próximo álbum intitulado Paradises (com lançamento previsto para 20 de março de 2026).

A receção crítica inicial tem sido muito positiva, destacando a capacidade da banda em manter a sua aura "bruxuleante" e retro-futurista. Aqui estão os pontos principais das primeiras críticas:

1. Sonoridade e Estilo
"Pagan Folk num 808": As críticas descrevem a música como uma mistura sedutora de ritmos de marimba com batidas eletrónicas pesadas. Foi apelidada de "Balearic Noir" e descrita como uma canção de amor "Ballardiana" (referência ao autor J.G. Ballard).

"O Casio de Leonard Cohen": A banda revelou que a música foi composta num teclado que pertenceu a Leonard Cohen, o que, segundo os críticos, se reflete na melancolia e na profundidade lírica da faixa.

Significado da Canção
Diferente de alguns hits mais agitados da banda, "A Death in London" foca no sentimento de isolamento e desconexão urbana.
Atmosfera: A letra e a melodia evocam uma sensação de solidão no meio de uma metrópole vibrante. O título sugere algo final, mas a letra lida mais com o desbotamento de sentimentos ou de uma presença.
Despedida Silenciosa: A música parece falar sobre o fim de algo (um relacionamento ou uma fase da vida) que acontece de forma discreta, enquanto a cidade de Londres continua seu movimento indiferente ao redor.
Estética "Noir": Há uma forte carga cinematográfica. A canção soa como a trilha sonora de alguém caminhando sozinho pelas ruas molhadas de Londres à noite, processando uma perda emocional.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Unkle feat. Moby - God Moving Over The Face Of The Waters

O vídeo em questão, intitulado "UNKLE feat. Moby - God Moving Over The Face Of The Waters", é uma montagem que combina a música de Moby com cenas de um dos filmes mais icónicos do ano 2010, resultando numa fusão entre música eletrónica e cinema.

Significado da Canção
A música "God Moving Over The Face Of The Waters" foi composta por Moby para o seu álbum Everything Is Wrong (1995) e tornou-se famosa mundialmente como o tema de encerramento do filme Heat.

Título e Espiritualidade: O título é uma referência bíblica direta ao livro do Génesis 1:2 ("...e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas").

Interpretação de Moby: Moby descreveu a canção como a sua favorita, afirmando que a compôs com uma visão da criação — um estado de vazio e escuridão antes de algo novo surgir. Musicalmente, a mistura de arpejos de piano delicados com sintetizadores orquestrais simboliza a dualidade entre a luz e a escuridão, a esperança e a tristeza.

Quem é UNKLE?
No contexto deste vídeo específico, UNKLE aparece como o responsável pela mistura ou edição sonora. Fundado por James Lavelle em 1994, o UNKLE é um projeto britânico de música eletrónica e trip-hop conhecido por colaborar com grandes artistas (como Thom Yorke, DJ Shadow e o próprio Moby).

Conexão com o Cinema: O UNKLE tem uma relação profunda com o cinema. Neste caso, o UNKLE atua como um curador audiovisual. James Lavelle (o fundador) sempre teve a visão de que o UNKLE não é apenas uma banda, mas uma experiência estética. Ao colaborar com Ross Cairns, eles pegam em "Elite" (2010) um filme que por si só já é uma obra de arte sobre a condição humana - e dão-lhe uma nova camada emocional através da música.

Ao unir as imagens de "Elite" (violência pura, esforço físico e dor) com esta música espiritual, o vídeo representa a beleza no sofrimento.Os golpes são reais. O filme é um retrato visceral de boxeadores de "bare-knuckle" (combate sem luvas) e lutadores profissionais. Cairns utilizou câmaras de alta velocidade (Phantom) para captar o impacto real dos punhos no rosto, a ondulação da pele e o suor, criando uma estética crua e hipnótica Os "socos genuínos" tornam-se metáforas para as pancadas da vida, enquanto a música de Moby sugere uma elevação espiritual ou superação através dessa dor.

Este vídeo é considerado por muitos fãs como a união perfeita entre a estética da dor e a euforia sonora.

Organização para Segurança na Europa pede maior cooperação diante de clima extremo


A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) alertou hoje que as tempestades que afetam Portugal e Espanha demonstram que os riscos aumentados pelas alterações climáticas impõem mais colaboração entre legisladores.

“O impacto das sucessivas tempestades na Península Ibérica é um forte lembrete de que as alterações climáticas estão a remodelar os riscos que todos enfrentamos, sublinhando a necessidade de agir com urgência e cooperação para reforçar a nossa resiliência e adaptarmo-nos às realidades de um mundo em aquecimento”, declarou a representante especial da Assembleia Parlamentar da organização, Ainur Argynbekova, num comunicado.

Segundo a representante da OSCE, “os parlamentares têm um papel crucial na tradução dos compromissos climáticos com leis concretas e em quadros de cooperação”.

“Uma forte liderança legislativa é essencial para proteger vidas, meios de subsistência e a estabilidade das comunidades em toda a região da OSCE”, avaliou.

Ainur Argynbekova declarou que “a Assembleia Parlamentar da OSCE reafirma o seu compromisso de integrar as considerações climáticas e de segurança em todas as áreas do seu trabalho e de promover ações cooperativas e inclusivas que construam resiliência e prosperidade partilhada”.

Segundo a responsável, “os recentes debates internacionais, incluindo a COP30 – a conferência da ONU para as Alterações Climáticas, realizada em novembro, em Belém, no Brasil – têm enfatizado que a resposta aos riscos climáticos exige não só a redução das emissões, mas também a aceleração da adaptação”.

“Os eventos climáticos extremos não são incidentes isolados. Refletem uma tendência global mais ampla, identificada pelo Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Económico Mundial como a principal ameaça a longo prazo para as sociedades atuais”, disse.

De acordo com Ainur Argynbekova, as alterações climáticas aumenta os riscos de segurança, económicos e sociais.

“A ciência confirma que as alterações climáticas aumentam a frequência e a intensidade das tempestades, inundações, ondas de calor e outros fenómenos climáticos extremos, com consequências de longo alcance para os sistemas energéticos, segurança alimentar e hídrica, serviços de emergência e equidade social”, lembrou.

“A Assembleia Parlamentar da OSCE expressa as suas mais profundas condolências a todos os afetados e solidariza-se com as comunidades que enfrentam estes acontecimentos devastadores”, disse ainda a responsável da OSCE.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

As sucessivas tempestades também atingiram a Espanha, provocando enormes danos materiais e milhares de atingidos.

Chameleons: Saviours Are A Dangerous Thing

[Intro]
Here he comes now

[Verse 1]
Here he comes gliding down the street
Thousand dollar trainers on his feet
All the monkeys part to let him pass
Thinks he's Jesus riding on an ass

[Pre-Chorus]
Super Nero and his ego smile
As they worship the king, dancing the tango
With opinions, roasted minions
Bow as they're kissing the ring

[Chorus]
Saviours are a dangerous thing
Saviours are a dangerous thing

[Verse 2]
Here he comes to sweep you off your feet
With his little orange parakeet
Bringing as he offers something sweet
Suck-suck-suck-suck-sucking on the teat

[Pre-Chorus]
Young Narcissus and his sisters swoon
In the madness they bring, dancing the fandango
Celebration population sings
Dancing the king

[Chorus]

[Bridge]
Far from you, I feel so very far from you
From everything you say and do, I feel so very far from you

[Pre-Chorus]
Super Nero and his ego smile
As they worship the king

[Chorus]

[Outro]
I feel so very far from you
From everything you say and do
I feel so very far from you
From everything you think is true
Here he comes now, saviours are a dangerous thing

Significado da canção
A canção "Saviours Are A Dangerous Thing", lançada pelo The Chameleons em 2024 (do álbum Arctic Moon), é uma crítica contundente ao cenário político global e ao perigo de seguir cegamente figuras messiânicas ou autoritárias.

De acordo com o vocalista e compositor Mark Burgess, o significado central gira em torno de três eixos:

1. Crítica ao Populismo e Autocracia
Burgess afirmou em diversas entrevistas que a letra reflete como as pessoas tendem a buscar "salvadores" em tempos de crise. Ele mencionou especificamente o comportamento de oficiais do governo que "fazem fila para beijar o anel de palhaços" que se comportam mais como reis autoproclamados do que como funcionários eleitos. A música faz referências visuais e líricas (como o "pequeno periquito laranja") que muitos interpretam como uma crítica à figura de Donald Trump e outros líderes populistas similares.

2. Ecos da História (Anos 1930)
O compositor declarou ver muitos paralelos perigosos entre o clima político atual e a década de 1930 na Europa — o período que precedeu a Segunda Guerra Mundial e viu a ascensão do fascismo. A canção alerta que a propaganda sedutora muitas vezes usa a "máscara da esperança" para esconder ideologias perigosas.

3. A Sedução da Propaganda
A letra explora como a humanidade se rende facilmente a promessas vazias de salvação, apenas para acabar presa por "algemas invisíveis". Termos como "Super Nero" e referências a Narciso na letra reforçam a ideia de líderes egocêntricos que queimam o mundo enquanto sorriem, enquanto seus seguidores (os "minions") os adoram cegamente.

Resumo do Conceito
O título já resume a tese da banda: "Salvadores são uma coisa perigosa". A mensagem é um chamado à vigilância individual e ao ceticismo diante de quem promete soluções fáceis para problemas complexos.

Ao meu amigo e irmão Serafim Riem, dedico-te esta canção - Brother


A ti Serafim, que descanses em paz e que a Luz da Natureza te retribua agora toda a bondade que a ela tu dedicaste ao longo da tua vida.

E que saibamos honrar o teu exemplo, continuando, com coragem e responsabilidade, o trabalho que tu começaste.

Melhor som aqui

Brother, oh brother I can't believe it's true 
Brother, oh brother I can't believe it's true

Brother, oh brother I'm still in love with you 
Brother, oh brother I'm still in love with you

Sandrine Piau and Armand Amar : Vivaldi - "Nisi Dominus"




Cum dederit dilectis suis 
somnum; 
Ecce haereditas Domini, filii: 
Merces, fructus ventris. 

When he has given sleep
to those he loves,
Behold, children are an inheritance
of the Lord,
A reward, the fruit of the womb


Embora o "Nisi Dominus" (RV 608) de Antonio Vivaldi tenha passagens que soam profundamente melancólicas e introspectivas, ele não é uma música de luto (como um Requiem), mas sim um Salmo de louvor e confiança.

O Significado e o Texto
A obra é uma ambientação musical do Salmo 127 (ou 126 na Vulgata Latina). O tema central não é a morte, mas a dependência humana de Deus.

A Tradução do Título: "Nisi Dominus" significa "A menos que o Senhor...".

A Mensagem: O texto diz que, sem a bênção divina, o trabalho humano é inútil: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam".

Por que ela soa como luto?
A confusão é muito comum por causa de um movimento específico: o "Cum Dederit".

O "Cum Dederit": É o quarto movimento desta obra e um dos mais famosos de Vivaldi. Ele é lento (Largo), etéreo e possui uma linha vocal que parece flutuar sobre cordas em surdina.

O Tema do Sono: A letra deste movimento diz: "Pois ele dá o sono aos seus amados". Na música barroca, o "sono" era frequentemente uma metáfora para a morte ou para a paz espiritual absoluta.

Uso no Cinema: Essa faixa é constantemente usada em filmes para cenas de tragédia, introspecção ou luto (como no filme James Bond: Spectre ou Suburra), o que reforça essa associação emocional no nosso cérebro.

AspectoDescrição
GêneroMúsica Sacra (Vesperal)
VozEscrita originalmente para um Contralto (ou Contra-tenor)
SentimentoContemplação, serenidade e submissão divina

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Morreu Serafim Riem (1954-2026), um dos primeiros ambientalistas em Portugal


Veterano do movimento ambientalista, Serafim Riem morreu no Porto, aos 72 anos. Co-fundador da Quercus e do FAPAS e actual dirigente da Íris, “manteve um compromisso firme e generoso” com a natureza.

O ambientalista Serafim Riem, descrito como um veterano da luta em defesa da natureza, morreu quarta‑feira no Porto, aos 72 anos, confirmou ao Azul a direcção nacional da Íris — Associação Nacional de Ambiente, da qual fazia parte. Figura marcante do movimento associativo português, foi fundador e dirigente do Grupo Ecológico Terra Viva, esteve no Núcleo Português de Estudo e Protecção da Vida Selvagem e co-fundou as associações Quercus e FAPAS.

“O seu amor pela causa ambiental levou-o muito cedo a uma intervenção activa e consequente. Foi um dos primeiros ambientalistas em Portugal, esteve na origem de vários movimentos e nunca deixou de estar disponível para as causas que deram sentido à sua vida”, recorda a bióloga Helena Freitas, professora catedrática da Universidade de Coimbra, de quem Serafim Riem era amigo.

A bióloga recorda com emoção a viagem que fez, há dois anos, com Serafim Riem e a mulher, Mila, ao Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique. “A Mila era tudo para o Serafim, e o Serafim era tudo para a Mila — um amor profundo, cúmplice, indissociável.”

Combate aos eucaliptais
Economista de formação, Riem consolidou, ao longo de mais de várias décadas, um percurso singular na defesa das florestas e da biodiversidade. Viveu sempre no Porto, cidade onde estudou e se afirmou como uma das vozes mais combativas do ambientalismo.

“O seu trabalho em prol da conservação da natureza confunde-se com a própria vida. Economista por imposição familiar, o Serafim gostava mesmo era de árvores, pássaros, animais. A natureza, a que ele dedicou toda uma existência, corria-lhe no sangue”, recorda Marta Leandro, membro do Conselho do Gabinete Europeu de Ambiente (EEB, na sigla em inglês)​.

Foi um dos fundadores da Quercus — Associação Nacional de Conservação da Natureza em 1985. Os anos 1980 ficariam marcados pela contestação pública à expansão das monoculturas de eucalipto. “Não são florestas, são monoculturas”, afirmou ao Azul em 2023. Numa entrevista ao Jornal de Notícias, há 20 anos, era descrito como “o ecologista que afrontou o lóbi das celuloses, fundou associações e denunciou as autarquias que faziam podas destrutivas às árvores dos seus jardins”.

“Sem exagero, o Serafim estava sempre no terreno, a plantar, a denunciar, a exigir a defesa dos valores naturais, a apoiar comunidades locais — o arranque de eucaliptos em Veiga do Lila, Valpaços, uma revolta popular que ele ajudou a organizar contra forças da GNR montadas a cavalo, em Março de 1989, ficará nos anais da história do ambiente em Portugal. Tal como ele”, acrescenta Marta Leandro, numa declaração ao Azul por escrito.

Amor por aves selvagens
A década de noventa trouxe a cisão com a Quercus que daria origem ao FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens, associação onde intensificou o trabalho ligado à conservação de aves selvagens, à instalação de ninhos artificiais e à criação de pequenos bosques educativos, iniciativas que marcaram a intervenção ambiental no Norte do país.

Licenciou‑se em Economia pela Universidade do Porto e completou um mestrado em Gestão e Conservação da Fauna Selvagem Euro-mediterrânica na Universidade de León, em Espanha. A Agência Ecclesia refere que, mais tarde, frequentou ainda uma pós‑graduação em Arboricultura Urbana no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.

O seu trabalho foi distinguido com o título de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique (1992) e o prémio Global 500 das Nações Unidas (1992).

Em 2014, recebeu o Prémio Internacional Terras Sem Sombra, atribuído pela Diocese de Beja, distinção que sublinhava o contributo continuado para a salvaguarda da natureza e da biodiversidade.

“Generoso” e ​“incontornável”
Integrava actualmente a direcção nacional da Íris – Associação Nacional de Ambiente, entidade da qual também foi fundador. A sua trajectória, atravessada por confrontos políticos, divergências internas no associativismo e décadas de voluntariado, deixou a imagem de um activista que fez da intervenção ambiental uma forma de cidadania.

“A palavra incontornável deve ser usada parcimoniosamente, mas aplica-se a Serafim Riem no caso do ambientalismo em Portugal”, afirma Raul Cerveira Lima, astrofísico e professor na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto.

O investigador na área da poluição luminosa foi um dos amantes da natureza que bateu à porta de Serafim Riem, ainda nos tempos de estudante universitário, “animado pelas intervenções que vira nos jornais em defesa do Parque Nacional da Peneda-Gerês por parte do FAPAS”.

“Recebeu-me sempre com amizade, que perdurou. Por sua iniciativa, recentemente apalavráramos uma reunião, “em breve”, para incluir a poluição luminosa na agenda da protecção ambiental em Portugal. Além da muito triste perda para a família, os amigos, a natureza, dia e noite, todos ficamos agora mais pobres. Tentar dar seguimento ao seu incessante trabalho de protecção da Natureza não será tarefa fácil, mas devemos-lhe isso”, afirma Raul Cerveira Lima.

Crise climática leva a colapso? Não podemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos


Os Estados e as instituições financeiras utilizam modelos que ignoram choques de eventos climáticos extremos. Diagnóstico de um relatório da Universidade de Exeter e do centro de reflexão Carbon Tracker Initiative. Modelos económicos com falhas significam que o impacto acelerado da crise climática pode levar a um colapso financeiro global, alertam os especialistas. A recuperação seria muito mais difícil do que após a crise financeira de 2008, afirmam, pois “não podemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos”. À medida que o mundo se aproxima de um aquecimento global de 2°C, os riscos de desastres climáticos extremos e de pontos de inflexão climáticos estão a aumentar rapidamente.

Mas os atuais modelos económicos utilizados pelos governos e pelas instituições financeiras ignoram completamente estes choques, revelaram os investigadores, prevendo, em vez disso, que o crescimento económico estável será abrandado apenas pelo aumento gradual das temperaturas médias.

Isto porque os modelos assumem que o futuro se comportará como o passado, apesar da queima de combustíveis fósseis estar a conduzir o sistema climático para um território desconhecido.

Pontos de viragem, como o colapso de correntes atlânticas críticas ou da camada de gelo da Gronelândia, teriam consequências globais para a sociedade. Alguns países estão nos seus pontos de viragem, ou muito próximos deles, mas o momento exato é difícil de prever.

Os desastres climáticos extremos combinados podem dizimar as economias nacionais, advertem investigadores da Universidade de Exeter e do think tank financeiro Carbon Tracker Initiative.

O relatório, intitulado “Recalibrar o Risco Climático”, conclui que os governos, os reguladores e os gestores financeiros devem prestar muito mais atenção a estes riscos de alto impacto, mas de baixa probabilidade, porque evitar consequências irreversíveis reduzindo as emissões de carbono é muito mais barato do que tentar lidar com elas.

“Não estamos a lidar com ajustes económicos controláveis”, afirmou ao jornal britânico The Guardian Jesse Abrams, da Universidade de Exeter.

“Os cientistas climáticos que entrevistámos foram inequívocos: os modelos económicos atuais não conseguem captar o que mais importa – as falhas em cascata e os choques cumulativos que definem o risco climático num mundo mais quente – e podem minar os próprios fundamentos do crescimento económico”, acrescentou.

Segundo Jesse Abrams, “para as instituições financeiras e decisores políticos, trata-se de uma leitura fundamentalmente errada dos riscos que enfrentamos”.

“Estamos a pensar em algo como a crise de 2008, mas da qual não conseguiremos recuperar. Uma vez que tenhamos um colapso do ecossistema ou um colapso climático, não poderemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos”.

Para Mark Campanale, CEO da Carbon Tracker, “o resultado líquido de um aconselhamento económico com falhas é a complacência generalizada entre investidores e decisores políticos. Há uma tendência em certos departamentos governamentais para trivializar os impactos do clima na economia para evitar tomar decisões difíceis hoje em dia. Este é um grande problema – as consequências do atraso são catastróficas”.

Já Hetal Patel, do Phoenix Group, que gere cerca de 300 mil milhões de libras (cerca de 346 mil milhões de euros) em investimentos a longo prazo para os seus clientes, considera que, “subestimar o risco físico não só distorce as decisões de investimento, como também minimiza as consequências no mundo real que, em última análise, afetarão a sociedade como um todo”. Os especialistas previram em 2025 que a economia global poderia enfrentar uma perda de 50 por cento do PIB entre 2070 e 2090 devido a choques climáticos catastróficos, um valor muito superior às estimativas anteriores.

O novo relatório baseou-se em pareceres de 68 cientistas climáticos de instituições de investigação e agências governamentais do Reino Unido, Estados Unidos, China e outros nove países.

Uma das principais conclusões foi que, embora a modelação económica associe tradicionalmente os danos climáticos às alterações das temperaturas médias, as sociedades e os mercados sofrem mais com eventos extremos, como ondas de calor, inundações e secas.

Outra conclusão foi a de que o PIB pode mascarar o custo total dos danos climáticos, ao não contabilizar as mortes e doenças, as perturbações sociais e a degradação dos ecossistemas. O Produto Interno Bruto (PIB) pode, inclusive, aumentar após desastres devido aos gastos com a recuperação, acrescentaram os investigadores.

Os especialistas afirmaram que, em vez de se esperar por modelos de risco perfeitos, deve ser dada maior ênfase aos eventos extremos, e não apenas às estimativas centrais, e à vulnerabilidade de todo o sistema financeiro. Os investidores devem também acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis como uma obrigação fiduciária para evitar grandes perdas futuras, acrescentou Mark Campanale.

Os modelos económicos atuais podem fornecer estimativas de perdas que parecem precisas, mas que os cientistas consideram extremamente otimistas. "Há quem diga que teremos uma perda de 10 por cento do PIB com um aquecimento global entre os 3°C e os 4°C, mas os cientistas climáticos afirmam que a economia e a sociedade deixarão de funcionar como as conhecemos. Há uma grande discrepância", explicou Jesse Abrams.

Segundo Laurie Laybourn, da Strategic Climate Risks Initiative, “estamos a experienciar uma mudança paradigmática na velocidade, escala e gravidade dos riscos impulsionados pela crise climática e ambiental. No entanto, muitas regulamentações e ações governamentais estão perigosamente desligadas da realidade".

Ler ainda:

Portugal tem o segundo IVA mais alto da Europa, como diz André Ventura?



André Ventura falava daquilo que viu na Suíça a propósito das portagens. Por lá, paga-se uma taxa anual para poder circular; por cá, pagamos “por cada centímetro de estrada”, vociferou, indignado, o candidato a sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.

Daí, saltou rapidamente para o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA): “Temos o IVA a 23%. Sabem qual é o IVA nos outros países? Portugal tem o segundo IVA mais alto da Europa!”

Será que tem razão?

O IVA é um imposto sobre o consumo que se aplica a quase todos os bens e serviços comprados e vendidos na União Europeia, tendo regras que podem ser aplicadas de forma diferente em cada país.

A Comissão Europeia disponibiliza os dados das taxas de IVA em vigor em cada um dos Estados-membros da União Europeia. Em Portugal, a taxa normal aplicada é de 23% e a taxa reduzida é de 6%.

Estando André Ventura a falar dos 23%, estaria, portanto, a falar da taxa normal de IVA aplicada em Portugal e, assim sendo, os dados não batem certo.

Portugal surge em oitavo lugar, ao mesmo nível de Irlanda, Polónia e Eslováquia, todos com 23% de IVA. Acima do nosso país, há outros Estados-membros com taxas normais – ou padrão - superiores.

A Hungria destaca-se com a taxa mais elevada (27%), seguida pela Finlândia (25,5%), pela Dinamarca (25%), Croácia (25%), Suécia (25%), Estónia (24%) e Grécia (24%).

A SIC pediu esclarecimentos sobre qual a fonte em que o candidato presidencial sustentou a afirmação - visto não bater certo com os dados da Comissão Europeia - mas não obteve resposta.

Portugal não é o segundo país com a taxa de IVA mais elevada da Europa. Apesar de a taxa de 23% de IVA colocar Portugal num grupo de países com as taxas mais elevadas, não é verdade que o país esteja no segundo lugar, nem sequer no pódio deste ranking.

Por ser ter sido eleito deputado e por ser o povo que paga om seu salário, cada mentira que dissesse deveria levar uma multa.
Ele não defende o povo nem as pessoas de bem, como apregoa.

O histórico de relações promíscuas do líder do partido Chega, André Ventura tendenciosamente procura distanciar-se dos seus principais aliados políticos (criminosos) que sempre financiaram os seus projectos eleitorais, dolosamente omitindo a fonte destes financiamentos que depois da detenção do político e empresário Tito Gomes Fernandes, figura próxima do Presidente deposto da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, por alegado transporte ilegal de 5 milhões de euro em várias malas.  O seu silêncio sobre este caso que o compromete é muito estranho que em condições normais e conhecendo a natureza controversa de André Ventura, surpreende-nos a todos o facto de não ter aproveitado e explorado politicamente este episódio como mais uma oportunidade para destilar o seu discurso inflamatório de condenação. Pois, preferiu o silêncio, porque tem consciência que o princípio da moralidade que sempre defende, carrega no oculto da sua trajectória, relações comprometidas e sustentadas em revelações que descortinam a ambiguidade do seu caráter e posicionamento político.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Les Funérailles d'Hélios - La Demoiselle de la Seine




Elle marche seule sur les boulevards,
le brouillard la suit,
les lampadaires la regardent mourir.
Dans ses yeux,
un chœur de voix,
des fantômes qui parlent doucement.

[Refrão]
Pousse-moi,
dans les eaux noires,
la Seine m'appelle,
la Seine m'emporte.

Les mains froides la touchent,
les chaînes invisibles se resserrent,
son sourire est du verre brisé,
son cœur un tambour vide.

[Refrão]
Un seul pas,
un souffle suspendu,
l'eau s'ouvre,
l'eau l'engloutit.

[Refrão]

A canção "La Demoiselle de la Seine" faz parte do álbum intitulado Les Funérailles d'Hélios.
O álbum leva o mesmo nome do projeto musical. Ele foi lançado em 2021 e funciona como uma obra conceitual, onde cada faixa narra uma história melancólica, histórica ou mitológica, envolta em uma sonoridade cinematográfica e sombria.

A letra de "La Demoiselle de la Seine" é profundamente poética e macabra, baseando-se em uma lenda urbana real de Paris do final do século XIX: L'Inconnue de la Seine (A Desconhecida do Sena).

A Inspiração: Diz a lenda que o corpo de uma jovem foi retirado do rio Sena em Paris. O patologista do necrotério ficou tão encantado com a expressão de paz e o "sorriso enigmático" da moça que ordenou a criação de uma máscara mortuária em gesso.

O Tema: A canção explora a beleza na morte e a imortalidade através da arte. Ela descreve a "dama" como alguém que encontrou no rio um refúgio para suas dores, transformando sua tragédia numa lenda eterna.

Simbolismo: O Sena é tratado quase como um amante ou um túmulo de cristal. A música questiona quem ela era e por que sorria, celebrando essa figura que se tornou um ícone da estética melancólica francesa.

Curiosidade: Sabia que o rosto da "Desconhecida do Sena" é o mesmo utilizado até hoje nos bonecos de treino de primeiros socorros (RCP)? Ela se tornou "o rosto mais beijado da história".

Twenty One Pilots - Paladin Strait


Paladin Strait
Twenty One Pilots

I can't be alone
Guess I never told you so
Makin' my way towards you
Tracin' out a line
A route I've mapped a thousand times
Makin' my way towards you

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

Standing on the shore
Staring down a hurtling storm
Makin' it's way toward me
Water rips with rage
Endless row of angry waves
Makin' it's way towards me

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

Here's my chance, time to take it
Can't be sure that I'll make it
Even though I'm past the point of no return
I'm all in, I'm surrounded
Put my money where my mouth is
Even though I'm past the point of no return
Here's my chance, time to take it
Can't be sure that I'll make it
Even though I'm past the point of no return
I'm all in, I'm surrounded
Put my money where my mouth is
Even though I'm past the point of no return

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

On the ground are banditos
Fighting while I find Nico
Even though I'm past the point of no return
Climb the top of the tower
Show yourself!, I yell louder
Even though I'm past the point of no ret—

So few, so proud, so emotional
Hello, Clancy

Biografia e Discografia
Página Oficial
Twenty One Pilots


"Paladin Strait" é a décima terceira e última faixa do álbum Clancy, lançado pelos Twenty One Pilots no Spotify em 2024.

"Paladin Strait" de Twenty One Pilots explora a travessia de um estreito como metáfora para batalhas internas e desafios externos, conectando a jornada de Clancy à luta contra os Bispos de Dema. O trecho “I would swim the Paladin Strait / Without any floatation / Just a glimpse of visual aid / Of you on the other shoreline” (Eu nadaria pelo Estreito Paladin / Sem qualquer flutuação / Apenas um vislumbre de ajuda visual / De você na outra margem) mostra a disposição do protagonista em enfrentar grandes dificuldades, motivado pela esperança de reencontrar alguém importante, mesmo sem garantias de sucesso. Esse momento reforça o tema da coragem diante do desconhecido, alinhando-se à narrativa do álbum, em que Clancy precisa superar obstáculos internos e externos para se libertar.

A música faz referência direta aos “banditos” e ao antagonista “Nico”, conectando-se ao universo dos álbuns anteriores, como Trench e Blurryface. O verso “On the ground are banditos / Fighting while I find Nico” (No chão estão os banditos / Lutando enquanto procuro Nico) sugere que Clancy não está sozinho, mas conta com o apoio de uma comunidade – uma metáfora para o suporte dos fãs, reforçada nas apresentações ao vivo em que a banda mistura elementos de "Bandito". O clímax, com Clancy gritando “Show yourself!, I yell louder” (Mostre-se!, eu grito mais alto), marca o confronto direto com seus medos e adversários. O final enigmático – “So few, so proud, so emotional / Hello, Clancy” (Tão poucos, tão orgulhosos, tão emocionados / Olá, Clancy) – deixa em aberto se a jornada representa um fim ou um novo começo, refletindo o mistério intencional que Tyler Joseph destaca sobre o desfecho da saga. A música aborda temas de determinação, vulnerabilidade e a importância da coletividade para superar adversidades.


Há uma guerra aberta entre Elon Musk e o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez


Guerra aberta entre o homem mais rico do mundo e o primeiro-ministro de Espanha. E tudo através do X, a rede social que é propriedade de Elon Musk, e que certamente será uma das empresas afetadas pela mais recente decisão do governo de Pedro Sánchez.

Tudo começa com o governo espanhol a seguir os passos de países como a Dinamarca e a anunciar um limite mínimo de idade para se aceder às redes sociais. A partir de agora, um cidadão que viva em Espanha só poderá fazê-lo se tiver 16 ou mais anos, uma medida que o PSD até quer que seja discutida em Portugal.

Diretamente afectado pela medida, Elon Musk reagiu ao seu jeito, sem meias palavras e a céu aberto. Na conta pessoal da rede social que comprou há uns anos, o homem mais rico do mundo decidiu apelidar Pedro Sánchez de “tirano e traidor do povo de Espanha”.

Isto em resposta a uma publicação feita nas redes sociais em que se detalhava o pacote de cinco medidas com as quais o governo espanhol promete acabar com aquilo que entende ser a impunidade das redes sociais e as suas diretivas.

“Dirty Sánchez”, ou “Sánchez sujo” foi a forma com que Elon Musk se dirigiu ao primeiro-ministro espanhol, numa publicação que a acompanhar tinha um emoji pouco elogioso.

Para Pedro Sánchez, “as redes sociais converteram-se num Estado falido onde se ignoram as leis e se toleram os delitos”. É mesmo um “faroeste”, na visão do primeiro-ministro espanhol, que decidiu dar voz à muita discussão que se tem tido na Europa sobre o controlo destas plataformas.

O processo legislativo terá início na próxima semana. Outras medidas propostas incluem o desenvolvimento de uma "pegada de ódio e polarização", explicou Sánchez, um sistema para monitorizar e quantificar a forma como as plataformas digitais alimentam a divisão e amplificam o ódio.

De resto, e por publicações relacionadas com nudez, o X é mesmo uma empresa visada pela Comissão Europeia neste momento, nomeadamente por causa da sua ferramenta de Inteligência Artificial, o Grok. Ainda esta terça-feira foi confirmado que os escritórios daquela rede social em França foram alvo de uma operação da unidade de crimes cibernéticos do Ministério Público. Em causa está uma investigação sobre suspeitas de extração ilegal de dados e cumplicidade na posse de pornografia infantil.

Em dezembro, a Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a implementar uma proibição das redes sociais para menores de 16 anos, impedindo o acesso a 10 plataformas, entre elas Facebook, TikTok, Instagram, Snapchat e X. O Reino Unido está a considerar uma medida semelhante, enquanto França e Dinamarca anunciaram recentemente planos para impedir o acesso às redes sociais a menores de 15 anos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou no mês passado que pretendia acelerar o processo legal para garantir que a proibição esteja em vigor antes do início do novo ano letivo, em setembro.

Outros países europeus estão também a adotar uma postura mais dura em relação às empresas de redes sociais. Sánchez disse que Espanha se juntou a outros cinco países europeus "empenhados em aplicar uma regulação das redes sociais mais rigorosa, rápida e eficaz". Não identificou os países, mas explicou que o grupo realizará a sua primeira reunião nos próximos dias, com o objetivo de coordenar a aplicação das regras além-fronteiras.

"Esta é uma batalha que ultrapassa largamente as fronteiras de qualquer país", concluiu.

Por esta e outras razões, Espanha decidiu agir. “Vamos mudar a legislação para que os diretores das plataformas sejam legalmente responsáveis das múltiplas violações que têm lugar nas suas plataformas”, afirmou Pedro Sánchez.

De resto, este é apenas mais um episódio que confirma que há mesmo uma contenda entre as duas figuras. Há uns dias, ainda em janeiro, o primeiro-ministro espanhol sugeriu que “Marte pode esperar, a Humanidade não”, numa clara referência às críticas de Elon Musk relativamente à regulação da imigração.