Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Adrian Borland - We are the night
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
The Jesus and Mary Chain - Here Comes Alice
Here she comes walking down the street
She's got something you would love to meet
It's her heart and her heart is black
Think of ice cream sliding into a crack
The heat sticks to summer's heavy sweat
Hang around it'll get hotter yet
You got the shakes and it's gonne get worse
Don't you know it's all a part of the curse
She's got the hit that takes you into space
Suck mud and make a deal for that taste
You got nothing but you're riding on a star
You couldn't guess that she could take you that far
Some things are so hard to say
Even though you'd say them every day
Don't let your life be the butt of a joke
Get your lips round a cool black Pepsi Coke
Here she come
Documentário - Côa Mais Selvagem (Wilder Côa)
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Rutura climática pode reduzir capacidade de terras para pastagem em 50% até 2100
Entre um terço e 50% das terras que têm hoje condições favoráveis para pastagens vão perder essa capacidade até 2100, devido ao aumento da temperatura, concluiu um estudo do Instituto de investigação de Potsdam sobre as alterações climáticas (PIK).
Esta atividade consiste em criar animais, como vacas, cabras e ovelhas, em espaços naturais, pradarias, na sua maioria, que cobrem cerca de um terço da superfície terrestre.
Até agora, estes sistemas agrícolas têm prosperado dentro de intervalos de temperatura (entre 3ºC negativos e 29°C), de precipitação (entre 50 e 2627 milímetros por ano), de humidade (de 39% a 67%) e velocidade do vento (entre um metro e seis metros por segundo).
É o que o estudo, publicado hoje na revista PNAS, chama “um espaço climático seguro”.
Mas, com a rutura climática global, estes parâmetros podem mudar e inutilizar um espaço de pastagem.
“As alterações climáticas vão reduzir os espaços onde a pastagem pode prosperar, comprometendo práticas agrícolas que existem desde há séculos”, disse Maximilian Kotz, co-autor do estudo e investigador do PIK e do Barcelona Supercomputing Center.
Segundo o cenário analisado, o estudo estima que entre 100 milhões a 400 milhões de pastores e criadores de gado podem ser afetados, bem como até 1,6 milhões de animais. O estudo estima que entre 51% e 81% das populações residem em países com fraco rendimento.
“É importante sublinhar que numerosas mudanças vão ser sentidas em países que já sofrem fome, instabilidade económica e política e níveis muito elevados de desigualdade de género”, realçou o autor principal, Chaohui Li, investigador do PIK na altura da realização do estudo e hoje no Barcelona Supercomputing Center.
A África é particularmente vulnerável e pode perder de 16% a 65% das suas pradarias, segundo a gravidade do cenário considerado.
As temperaturas no continente africano já se situam no limite do “espaço climático seguro”.
Estas conclusões, que em certos casos preveem o desaparecimento puro e simples de algumas pastagens, colocam em questão “a eficácia das estratégias de adaptação (…), como as mudanças de espécies ou a migração de rebanhos”, disse Prajal Pradhan, investigador do PIK e professor na Universidade de Groningue.
“Reduzir as emissões, através do afastamento rápido os combustíveis fósseis é a melhor estratégia de que dispomos para minimizar estes estragos potencialmente existenciais para a criação de gado”, concluiu Chaohui Li.
Segundo a agência da ONU para a alimentação e a agricultura, 26% da superfície terrestre e 70% da superfície agrícola estão cobertos de pradarias, que contribuem para a subsistência de mais de 800 milhões de pessoas
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Rival Consoles - Untravel
O artista Rival Consoles (nome artístico de Ryan Lee West) é de nacionalidade britânica. Ele nasceu em 10 de novembro de 1985 Leicester e reside atualmente em Londres, na Inglaterra.
Misha Shyukin nascido na Letónia e actualmente vive na Alemanha é um artista visual e diretor que trabalha principalmente nas áreas de animação 3D e motion graphics.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
She Keeps Bees - Radiance
Os discurso desumano e tácito de André Ventura e o discurso empático e democrático de António José Seguro
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Mais umbigos que cabeças
This Incredible Map Tool Reveals Just How Much the Mercator Map Distorts the World [aqui]
Os provérbios são a nossa enciclopédia de bolso, e quando acordamos para o dia com as más notícias do dia anterior convém saber que "deus é grande e o mundo é pequeno". Tão pequeno que cabe num guardanapo. Era esse mesmo o significado que o latim atribuía à palavra mapa, sinónimo de toalha, lenço ou trapo. E era também mapa que chamavam ao pedaço de lona que, no silêncio expectante do circo, dava o sinal de largada para as corridas de bigas, também utilizadas como carros de guerra, como se aqueles cavalos fossem galopar pelos confins, a galgar fronteiras. Foi na superfície dessas telas que os romanos desenharam os limites do universo conhecido.
Os mapas retratam o melhor e o pior da nossa espécie: a curiosidade sôfrega e inquieta, a fome de descoberta, mas também vaidade agressiva e a sede de conquista e dominação. Os mapas fascinam porque contam histórias e revelam paixões. Mas são também os mapas que constroem nossa visão do mundo. As razões pelas quais o Norte nos aparece sempre virado para cima não são científicas, mas estratégicas e até ideológicas: o alto tem conotações positivas, enquanto o baixo é menosprezado. Associamos a pobreza aos países do Sul e a prosperidade aos países do Norte. A famosa imagem da Terra obtida pela Apollo 17, em 1972 -aquela bola azul, em forma de berlinde - foi rodada para efeitos de publicação, pois só sabemos ler o planeta posicionado dessa forma. No entanto, durante séculos o Leste costumava ocupar a posição superior, porque a luz vem do Oriente, lá onde nasce o dia.
Os mapas contam verdades, mas também algumas mentiras. São atlas das mentalidades, medos e ambições das sociedades que os inventaram. Todos sabemos que a terra é aquela bola redondinha, mas a projeção cartográfica mais utilizada ainda hoje, conhecida como Mercator, esconde distorções interessadas. Tão interesseiras como aquela que, em Tordesilhas, levou o nosso D. João II a reclamar como limites da expansão portuguesa as 360 léguas para lá de Cabo Verde. Foi esse desvio no meridiano do mapa do Tratado que permitiu a Portugal explorar as terras onde hoje se encontra o Brasil. Vistos daqui, os mapas-múndi que navegamos com a ponta dos dedos retratam um Ocidente enorme e central, sobredimensionado num hemisfério Norte que ocupa dois terços e relega o Sul a um minúsculo terço inferior. Não é essa, porém, a visão dos mapas que se estudam nas escolas orientais, onde a China e o Japão ocupam posição central, ou nas australianas onde os mapas retratam o nosso mundo de pernas para o ar.
Desde que se começámos a traçar geografias em guardanapos, tendemos a acreditar que somos e estamos no centro do mundo. Ao longo da história, muitos povos sofreram dessa miragem imprópria para habitantes de um planeta esférico. Segundo os gregos antigos, Zeus soltou duas águias nos confins do universo para saber onde ficava o centro da Terra. Inevitavelmente, as aves encontraram-se em Delfos, lugar marcado para a posteridade na pedra oval a que chamaram de "omphalus", ou seja, umbigo - da mesma forma que os chineses da época se julgavam o "império do meio". Ambos acreditavam ser o núcleo cartográfico do Universo e a única cultura civilizada, cada qual a julgar-se no epicentro de tudo. E talvez seja por isso que o mundo ainda tem mais umbigos do que cérebros. O delírio megalómano tem muitas vezes cinzelado geografias a golpes de invasão, guerra e dominação, em nome de purezas remotas e nações triunfantes. A história prova, porém, que pensamento e ciência resultam do cruzamento dos povos, em rotas de viagens, encontros e trocas. Na verdade, aprendemos sobre nós mesmos quando ousamos olhar outras paisagens e ouvir outras vozes. Só os outros nos dizem quem somos.
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She Past Away - Mizantrop
Funker Vogt - The Firm
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domingo, 8 de fevereiro de 2026
Ego Eris - Tempo Implacável
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Chegou a hora de repor a permeabilidade do solo nas nossas cidades
Porquê?
1. Redução do risco de inundações e gestão das águas pluviais.
As superfícies impermeáveis impedem que a água da chuva se infiltre no solo. Em vez disso, a água escoa rapidamente para o sistema de drenagem, muitas vezes sobrecarregando os sistemas durante chuvas intensas.
Repermeabilizar o solo:
- Diminui o escoamento superficial;
- Permite que a água se infiltre e recarregue o lençol freático;
- Reduz as inundações superficiais e o transbordo de esgotos, que infelizmente muitas vezes também recebem àguas pluviais.
Isto é cada vez mais crucial à medida que os eventos de chuva intensa se tornam mais frequentes, uma tendência destacada nas avaliações climáticas urbanas globais.
2. Arrefecimento das cidades e redução das ilhas de calor urbanas.
As superfícies impermeáveis absorvem e irradiam calor, intensificando o efeito de ilha de calor urbana. Superfícies permeáveis e com coberto vegetal:
- Retêm a humidade, permitindo o arrefecimento evaporativo;
- Reduzem as temperaturas da superfície e do ar ambiente;
- Melhoram o conforto térmico nas ruas e espaços públicos.
3. Recuperação do ciclo urbano da água e recarga dos aquíferos.
Quando as cidades estão totalmente impermeabilizadas:
- Os níveis das águas subterrâneas diminuem;
- A vegetação urbana torna-se dependente da rega;
- As cidades tornam-se mais vulneráveis às secas.
Os solos permeáveis ajudam a reconectar a água da chuva com os ciclos hidrológicos naturais, melhorando a segurança hídrica a longo prazo, o que é especialmente importante em cidades com escassez de água.
4. Apoio à biodiversidade urbana e à saúde do solo.
Solos saudáveis abrigam microrganismos, insetos e raízes de plantas.
Permeabilizar o solo e design permeável:
- Melhoram a respiração e a fertilidade do solo;
- Permitem que as árvores urbanas desenvolvam raízes mais profundas e fortes, mais resistentes às intempéries;
- Apoiam polinizadores e habitats urbanos.
5. Equidade, habitabilidade e ordenamento do território
Em muitas cidades:
- Os antigos aglomerados urbanos estão localizados em zonas sujeitas a inundações e com deficiente drenagem;
- Soluções de engenharia são hoje fundamentais para resolver os problemas do passado, mas não se pode estar atualmente criar novos problemas resultantes de um mau planeamento.
As abordagens permeáveis e baseadas na natureza (valas de infiltração, drenagem com vegetação, pátios permeáveis) são:
- Mais baratas e adaptáveis;
- Mais fáceis de serem concebidas em conjunto com as comunidades.
6. De que forma a permeabilização se parece na prática:
- Pavimentos e áreas de estacionamento permeáveis;
- Permeabilização de passeios, pátios escolares e espaços subutilizados;
- Jardins de chuva, valas de infiltração e trincheiras de infiltração;
- Árvores urbanas com solos estruturais;
- Recuperação de ribeiros naturais ou cursos de água sazonais.
Fonte: "WUF13 Urban Expo"
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Era só o que faltava que eu não pudesse reflectir em voz alta - Amanhã votarei em António José Seguro!
Ainda tem dúvidas?
Autarca do Chega de 49 anos aterrorizou um vizinho com tiros (!!). Além de lhe ter matado uma ovelha, o fulano causou danos avaliados em 20 mil euros à vítima, também resultantes de disparos de arma de fogo.
Amanhã voto ANTÓNIO SEGURO, faça chuva, faça Sol.
Amanhã irei votar contra o ódio, contra o fascismo, contra o racismo, contra a xenofobia, contra a homofobia, contra a misoginia, contra as touradas, contra a bufaria, contra a militarização das fronteiras, contra a criação de uma polícia migratória estatal e contra criminosos de colarinho branco.
Não é só Portugal que está em causa. André Ventura partilha e difunde os pilares fundamentais do movimento Internacional Nacionalista, a saber:
A. Nacionalismo Identitário: A defesa da "identidade cristã" e dos valores tradicionais contra o multiculturalismo.
B. Populismo de Exclusão: A dicotomia entre o "povo de bem" e as "elites corruptas", estendendo-se frequentemente a ataques contra minorias (especialmente a comunidade cigana e imigrantes).
C. Segurança e Autoritarismo: Defesa de penas mais pesadas (prisão perpétua, castração química) e um apoio incondicional às forças policiais. (vejam o ICE, nos EUA)
2. As Alianças Internacionais
André Ventura tem sido muito eficaz a inserir-se na "Internacional Nacionalista". Ele não é apenas um admirador, é um parceiro ativo de figuras chave:
Santiago Abascal (VOX) Espanha - O aliado mais próximo, com frequentes visitas mútuas e uma agenda comum para a Península Ibérica.
Matteo Salvini (Lega) Itália - é parceiro no grupo parlamentar europeu Identidade e Democracia (ID).
Marine Le Pen (RN) França - uma das principais referências e apoiante pública de Ventura em campanhas eleitorais.
Viktor Orbán (Hungria)- Ventura aponta frequentemente a Hungria como modelo de defesa das fronteiras e da família.
Donald Trump / Jair Bolsonaro- Ventura adoptou o estilo de comunicação direta e brutalista nas redes sociais e a retórica de "limpeza do sistema" destes líderes.
André Ventura pratica e abusa de deepfake, bots e mentiras.
Só tenho pena de não ter sido discutido o tema ecologia e ambiente.
Provavelmente este “ português de bem ”vai apresentar como defesa, que a ovelha o insultou ou era do Bangladesh (ironia)
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Sobre este Inverno chuvoso - não aprendemos nada com as ideias de Gonçalo Ribeiro Telles
Este comboio de tempestades não é único. Muitas destas tempestades em sucessão são alimentadas por rios atmosféricos. São faixas estreitas de humidade tropical concentrada que atravessam o Atlântico. Quando o "corredor" se abre em direção à Península Ibérica, as tempestades seguem esse rasto como se estivessem em carris. Tudo depende de um "braço de ferro" de pressão entre os Açores e a Islândia. Quando esta oscilação está numa determinada fase, o jet stream (uma corrente de ar a grande altitude) empurra todas as tempestades diretamente para nós, em vez de as desviar para o Reino Unido ou Escandinávia. Antigamente não dávamos nomes às tempestades (como Joseph, Leonardo e Kristin), o que dava a ideia de que era apenas "um inverno chuvoso". Hoje, ao darmos nomes individuais a cada depressão, temos muito mais consciência de quantas estão a passar por nós seguidas. A perceção de excecionalidade resulta, em grande parte, da forma como os fenómenos recentes são lembrados. A nossa memória meteorológica é curta e estamos mais marcados pelos episódios de secas severas que têm sido a marca dos últimos ano. 𝐃𝐞𝐯𝐢́𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐡𝐮𝐯𝐨𝐬𝐨𝐬. Aprender a não voltar a repetir a tragédia de 1967 (25 para 26 de novembro) em que choveu num só dia o equivalente a um quinto de todo o ano. A região da Grande Lisboa e do Vale do Tejo foi devastada. O regime de Salazar tentou "abafar" a dimensão da tragédia. Oficialmente falou-se em cerca de 460 mortos, mas estimativas reais apontam para mais de 700 vítimas.
𝐆𝐨𝐧𝐜̧𝐚𝐥𝐨 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐓𝐞𝐥𝐥𝐞𝐬 𝐚𝐥𝐞𝐫𝐭𝐨𝐮-𝐧𝐨𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐝𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐡𝐮𝐯𝐨𝐬𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐬𝐨𝐥𝐮𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬. 𝐍𝐚̃𝐨 𝐚𝐬 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐦𝐨𝐬. 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐞𝐦 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐡𝐞𝐢𝐚, 𝐞𝐧𝐭𝐮𝐛𝐚𝐫 𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐫𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐚 𝐩𝐚𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬𝐟𝐚𝐥𝐭𝐨 𝐞 𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨.
𝐎 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐝𝐨𝐫 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐬𝐚𝐧𝐭𝐨, 𝐞𝐦 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐞𝐱𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐢𝐠𝐦𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨: 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐫𝐨𝐮 𝐪𝐮𝐚𝐬𝐞 𝟑𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮𝐢́𝐝𝐨 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞 𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐭𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐢𝐦𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 "𝐞𝐬𝐜𝐨𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨" 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.
I Like Trains - Mnemosyne
And this time round I swear that I will take it on the chin
Give it your all
Lead me to the water and I'll drink
Until my lungs fill
Until I sleep
They will be lying in the shallows
With your skin between their teeth
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
Anything for an easy life
Well, I chose riches and a knife
Between my shoulderblades
As we dance our way through figure-8s
And as the pushes turn to shoves
And we ingest the ones we love
We'll burn our futures
And warm our hands in the flames
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
Well you saw the devil in me
You saw the, you saw the devil in me
I am nothing without you
Mnemosyne
I've been promised everything
But I will give it all to you
Just tell me you won't leave me here
Alone with my thoughts
O Significado de "Mnemosyne"
O título da canção refere-se diretamente a Mnemosine, a personificação da Memória na mitologia grega e mãe das nove Musas.
A letra explora a tensão entre a lembrança e o esquecimento, focando em temas como:
A Preservação da História: A música reflete sobre como a humanidade tenta catalogar e manter viva a memória coletiva para evitar a repetição de erros passados.
O Peso do Passado: Há uma sensação de que a memória pode ser um fardo. A letra sugere que, enquanto a memória nos define, ela também pode nos paralisar ou nos assombrar com o que foi perdido.
Melancolia Existencial: Como é comum nas obras da banda, existe uma abordagem quase académica e sombria sobre a passagem do tempo e a fragilidade dos registos humanos diante da eternidade.
Curiosidade
"Mnemosyne" faz parte do álbum He Who Saw The Deep (2010), um disco que lida fortemente com temas de colapso ambiental e o fim da civilização, colocando a "memória" como o último recurso de uma espécie que encara o próprio fim.
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