
Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
terça-feira, 21 de abril de 2026
Mais um miradouro, neste caso, em frente à Cascata de Fisgas do Ermelo

segunda-feira, 20 de abril de 2026
Live Nation, dona da Meo Arena Condenada: O Escândalo de Monopólio e o Crime Ambiental que a Indústria da Música Tenta Esconder
Recentemente, o MIT (Climate Machine) publicou aquela que é considerada a primeira avaliação abrangente das emissões da música ao vivo nos EUA e no Reino Unido, com o apoio da própria Live Nation e de bandas como os Coldplay.
O que diz: o estudo revela que as emissões não vêm apenas do palco, mas de decisões logísticas.
Dados: as viagens dos fãs representam entre 62% (EUA) e 77% (Reino Unido) das emissões totais de um evento.
2. O Peso do "Scope 3" (Emissões Indiretas)
A Live Nation foca-se muito no "Scope 1 e 2" (emissões diretas dos seus recintos), mas especialistas em sustentabilidade apontam que o verdadeiro impacto está no Scope 3:
Logística Global: a promoção de mega-digressões mundiais exige o transporte de centenas de toneladas de aço, luzes e ecrãs em aviões de carga e dezenas de camiões.
Resíduos Sólidos: estudos citados pela Greenly indicam que a indústria de eventos gera cerca de 1.2 mil milhões de toneladas de CO₂ anualmente. Festivais de grande escala (como os geridos pela Live Nation) produzem, em média, 100 toneladas de resíduos por dia.
3. O Impacto da Tecnologia (NFTs e Streaming)
Embora menos visível, a Live Nation explorou o mercado de bilhetes NFT e colecionáveis digitais. Estudos da Digiconomist mostram que a infraestrutura de blockchain para estes ativos (dependendo da rede utilizada) pode ter um consumo energético equivalente ao de pequenas cidades, algo que colide com as metas ambientais da empresa.
Estudo MIT Climate Machine:
Relatório sobre Emissões da Música ao Vivo (Análise do impacto real).
Carbonmark:
Análise da pegada de carbono da indústria de eventos.
The Guardian: Frequentemente publicam investigações sobre o lixo deixado em festivais geridos por grandes promotoras [como este sobre progressos ecológicos destes eventos na Austrália]
sábado, 18 de abril de 2026
Roger Waters escreve carta ao adorável Billy Corgan com recado para David Draiman, dos Disturbed
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Pete Hegseth quis orar por soldado mas acabou a citar monólogo de "Pulp Fiction"
Nick Cave & The Dirty Three - Time Jesum Transeuntum et Non Riverentum
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Ataque informático expõe dados da Navigator na "darkweb"
Espanha: 'burros bombeiros' evitam há uma década incêndios em Doñana
Measuring Ecological Limits: The United States and the World
terça-feira, 14 de abril de 2026
Estudo revela que a ligação humana com a natureza diminuiu 60% em 200 anos
segunda-feira, 13 de abril de 2026
BlutEngel - Angels Of The Dark
Mini models of the human brain are revealing how this complex organ takes shape
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| Artigo científico aqui |
Documentário - Eugenics: Science's Greatest Scandal (2 episódios, BBC)
Date at Midnight - Another Grace
"Another Grace" é um exercício magistral de equilíbrio entre o vigor do pós-punk e a melancolia solene do rock gótico contemporâneo. Musicalmente, a canção define-se por uma arquitetura sonora onde o baixo assume o papel de espinha dorsal, pulsando com uma urgência hipnótica que sustenta as guitarras carregadas de reverb e chorus. Esta combinação cria uma atmosfera densa e expansiva, típica da escola romana de que os Date at Midnight são protagonistas, elevando a composição acima do mero revivalismo ao conferir-lhe uma produção límpida e uma execução técnica rigorosa. A voz de Daniele De Angelis, num barítono profundo e austero, atua como um fio condutor que guia o ouvinte através de uma paisagem emocional cinzenta, evocando simultaneamente a autoridade de Andrew Eldritch e a fragilidade de Adrian Borland.
No plano lírico e semântico, a canção mergulha nas águas turvas do existencialismo e da busca espiritual falhada. O conceito de "outra graça" sugere uma procura cíclica por redenção ou por um novo começo num mundo que se revela persistentemente decadente e indiferente. Há uma sofisticação inerente na forma como a banda aborda a perda; não se trata apenas de tristeza, mas de uma aceitação elegante da inevitabilidade do fim. A letra explora a tensão entre o desejo de purificação e a sedução do abismo, tratando a "graça" como uma mercadoria escassa ou um fetiche emocional que se persegue para mascarar o vazio da existência urbana. É, em última análise, uma ode à beleza que reside na desilusão, transformando o pessimismo numa forma de arte altamente refinada e catártica.




