Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
segunda-feira, 16 de março de 2026
Low - Fly
O Earthism e a Transição para uma Civilização Ecológica
- Berry, T. (1999). The Great Work: Our Way into the Future. Nova Iorque: Bell Tower.
- Cobb, J. B., Jr. (2010). Spiritual Bankruptcy: A Prophetic Call to Action. Nashville: Abingdon Press.
- Daly, H. E., & Cobb, J. B., Jr. (1994). For the Common Good: Redirecting the Economy toward Community, the Environment, and a Sustainable Future. Boston: Beacon Press.
- Naess, A. (1989). Ecology, Community and Lifestyle: Outline of an Ecosophy. Cambridge: Cambridge University Press.
- Shiva, V. (2005). Earth Democracy: Justice, Sustainability, and Peace. Londres: Zed Books.
- Whitehead, A. N. (1929/1978). Process and Reality: An Essay in Cosmology. Nova Iorque: Free Press.
A campanha “Salvar o tartaranhão-caçador” já arrancou em Portugal e no oeste de Espanha e uma aplicação de ciência cidadã pode ajudar a salvá-lo da extinção
Eastgate Center: uma história de bioinspiração não muito verdadeira
- Termite-inspired metamaterials for flow-active building envelopes.
- Beyond biomimicry: What termites can tell us about realizing the living building.
- The termite mound: A not-quite-true popular bioinspiration story.
- How is the Eastgate Building NOT like a Termite Mound?
The Beauty Of Gemina - Endless Ever
A canção "Endless Ever" mergulha numa exploração profunda da atemporalidade e da espera existencial. O tema central é o estado de suspensão em que vivemos quando estamos emocionalmente ligados a algo ou a alguém que parece inalcançável, mas que permanece omnipresente. Michael Sele utiliza metáforas clássicas da estética gótica — como o mar silencioso, o luar pálido e as sombras — para descrever um espaço mental onde o tempo cronológico deixa de existir ("the clock is ticking, but the time stands still").
No cerne da letra, há uma aceitação melancólica da dor. O refrão, ao mencionar que estamos "perdidos no rio onde corações partidos se curam", sugere que o sofrimento não é algo a ser superado rapidamente, mas sim um processo fluido e contínuo. A ideia do "eterno" (Endless Ever) refere-se a este ciclo de busca e desejo que não tem um fim definitivo; é um sonho sem conclusão onde as "cicatrizes escondidas" fazem parte da identidade dos protagonistas, navegando juntos numa deriva partilhada sob a luz das estrelas.
Em última análise, a música fala sobre a ligação através da ausência. É sobre encontrar beleza na permanência da saudade e na vulnerabilidade. Não é uma canção de desespero, mas de uma solene paciência: a voz do narrador ecoa na escuridão, aceitando que certas histórias e paixões podem nunca ser plenamente contadas ou vividas à luz do dia, existindo apenas neste estado hipnótico e infinito de busca.
domingo, 15 de março de 2026
Of The Wand And The Moon - Your Love Can't Hold This Wreath Of Sorrow
A canção de Kim Larsen sob o projeto Of The Wand & The Moon é uma meditação sombria sobre a inevitabilidade da perda e a profunda insuficiência do amor humano perante o destino ou uma dor existencial avassaladora. O centro emocional da obra reside na metáfora da "Coroa de Mágoa" (Wreath of Sorrow), um termo que evoca imediatamente a imagem das coroas de flores funerárias, simbolizando um fardo emocional ou o luto por algo que morreu irremediavelmente. A letra sugere que, por mais genuíno ou forte que seja o afeto de outrem, ele é incapaz de sustentar ou curar a tristeza inerente à própria existência do narrador, que parece carregar um peso que não pode ser partilhado.
Essa atmosfera é reforçada por um sentimento de transitoriedade e niilismo, onde o eu lírico se posiciona como um mero "transeunte" ou, no limite, um "fantasma". Estas imagens revelam um desapego amargo do mundo material e das relações interpessoais, aceitando com passividade que as estruturas do universo estão a desmoronar — como "estrelas a cair do céu" — e que o indivíduo é impotente perante a passagem do tempo.
Inserida numa estética noir e num pessimismo romântico, a música não se manifesta como um grito de desespero, mas sim como uma aceitação sussurrada. É o reconhecimento melancólico de que o amor tem limites intransponíveis e que certas mágoas são de tal forma densas que nem o sentimento mais puro consegue oferecer redenção ou suporte, restando apenas o silêncio e a observação do fim.
A filosofia de John Cobbe
O pensamento de John B. Cobb Jr. (nascido em 1925, Japão) representa uma das sínteses mais ambiciosas dos séculos XX e XXI entre a espiritualidade, a ciência e a economia. Como principal expoente da Teologia do Processo, Cobb baseou a sua visão de mundo na filosofia de Alfred North Whitehead (1861–1947), rejeitando a ideia de um universo estático composto por objetos isolados. Para ele, a realidade é um fluxo contínuo de eventos interconectados, onde cada ser é constituído pelas suas relações com os outros. Esta perspetiva alterou radicalmente a compreensão de Deus: em vez de um monarca onipotente e imóvel, o Deus de Cobb é uma presença sensível que sofre e se alegra com a criação, influenciando o mundo não pela coerção, mas pela persuasão em direção ao bem, à beleza e à vida.
Essa fundamentação filosófica levou Cobb a tornar-se um pioneiro da teologia ecológica. Ao compreender que o bem-estar humano é indissociável da saúde da biosfera, passou a criticar severamente o modelo de desenvolvimento industrial. A sua colaboração mais famosa neste campo ocorreu com o economista
Além de Daly, outros colaboradores foram fundamentais para a expansão deste sistema. Charles Hartshorne (1897–2000) forneceu o rigor lógico necessário para definir a natureza dipolar de Deus no processo, enquanto David Ray Griffin (1939–2022) trabalhou ao lado de Cobb na fundação do
- Localismo: comunidades mais pequenas e autossuficientes.
- Respeito biocêntrico: leis que protegem o ecossistema acima do lucro corporativo.
- Educação integrada: ensinar as crianças que a sua identidade é, antes de mais, "terrestre".
É fascinante notar como Cobb influenciou até políticas públicas na China, onde o conceito de "Civilização Ecológica" foi adotado oficialmente.[em março de 2018]
Biografia
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Urze de Lume - Besta Soberana
A própria materialidade do som é uma declaração filosófica, rejeitando o sintético através do uso de instrumentos tradicionais como adufes, bandolins e gaitas-de-fole transmontanas, além de elementos orgânicos como ossos, pedras e o som do ofício manual de pastores e ferreiros. O nome "Urze de Lume" simboliza esta resiliência: a urze que cresce em solos pobres e o lume que purifica e aquece, sugerindo que a cultura portuguesa, embora pareça esquecida, pode sempre voltar a arder com a faísca certa. Diferente do Neofolk nórdico, a filosofia da banda foca no animismo ibérico e na sacralidade do solo, celebrando divindades pré-romanas como Endovélico e integrando sons reais das serras da Estrela ou do Gerês. Em resumo, os Urze de Lume propõem uma "Ecologia da Alma", um convite para olhar para as montanhas e para o silêncio dos campos, ecoando em cada batida de adufe o sentimento de que nascemos da terra e a ela voltaremos.
Site oficialUrze de Lume
ROME – Hate Us And See If We Mind
Who’s Winning from Trump’s War? Follow the Money
- Prohibit defense contractors from making campaign donations or lobbying Congress. Why should taxpayers subsidize these activities?
- Tax windfall profits from Trump’s war (or from any war). America has had windfall profits taxes during wartime before. Given the size of current windfalls, we need it again.
- Cut the defense budget. Start by cutting it 10 percent each year it fails audits. This is particularly important during the Trump-Hegseth era of defense bloat.







