sábado, 25 de abril de 2026

25 Abril: Rui Tavares acusa André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene


O porta-voz do Livre Rui Tavares acusou hoje o presidente do Chega de ter citado Adolf Hitler e um mito nazi no discurso da sessão solene do 25 de Abril quando repetiu diversas vezes a expressão “apunhalado pelas costas”.

Em declarações aos jornalistas durante a tradicional descida da Avenida da Liberdade, em Lisboa, para celebrar a Revolução dos Cravos, Rui Tavares afirmou que Ventura, na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no parlamento, repetiu “quatro ou cinco vezes uma frase de Hitler, como se não fosse nada”.

“A famosa frase ‘apunhalada nas costas’, que é uma frase que vem dos nazis, e que se referia à Primeira Guerra Mundial e que ele hoje usou para a Guerra Colonial, como se não fosse nada”, sustentou.

Em causa está a crítica feita por André Ventura na intervenção desta manhã no parlamento, em que criticou aqueles que “exaltam guerrilheiros que estavam a matar militares portugueses por todo o mundo” e afirmou, repetindo a expressão três vezes, que estes portugueses foram “apunhalados pelas costas”.

A “lenda da punhalada nas costas” foi um mito político difundido na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, segundo o qual o exército alemão não teria sido vencido no campo de batalha, mas sim traído internamente por, entre outros, socialistas, bolcheviques e judeus alemães, tendo contribuído para a ascensão de Hitler do Partido Nazi.

Rui Tavares considerou que há uma escalada no discurso político que está a ser ignorada: “Hoje cita Hitler e os nazis, toda a gente faz de conta que não ouviu, e amanhã diz ou faz qualquer coisa ainda mais terrível, e toda a gente faz de conta que não é consigo”.

Também a deputada do PS Eva Cruzeiro criticou a expressão utilizada por André Ventura, considerando, numa publicação feita na rede social ‘X’, que não se trata de uma “frase qualquer”.

“Remete diretamente para a Dolchstoßlegende [Lenda da Punhalada pelas Costas], um dos pilares da propaganda que abriu caminho ao nazismo. Foi usada sistematicamente para alimentar ressentimento, fabricar inimigos internos e justificar a erosão da democracia da República de Weimar. Foi central na narrativa que Adolf Hitler explorou para chegar ao poder”, criticou.

Para a socialista, o líder do Chega não estava a fazer “um desabafo inocente”, mas sim a “convocar um imaginário político perigoso, assente na divisão, na desconfiança e na distorção da história”.

E conclui: “Quem conhece a história reconhece estes sinais e sabe que a democracia não se perde de um dia para o outro, desgasta-se quando se normalizam discursos que já provaram, no passado, aonde conduzem. André Ventura mostra abertamente o seu plano. É inaceitável”.

A tentativa de André Ventura em adaptar a "Lenda da Punhalada pelas Costas" (Dolchstoßlegende) ao contexto da Descolonização (1974-1975)

Essa narrativa de que Portugal foi "apunhalado pelas costas" durante o processo de descolonização é um exemplo flagrante de pós-verdade, pois ignora os factos históricos em favor de um revisionismo emocional que serve interesses políticos atuais. Ao transpor o mito alemão da Dolchstoßlegende para a realidade portuguesa de 1974, André Ventura e a direita radical operam uma inversão da causalidade: tentam convencer o público de que o 25 de Abril "causou" a derrota em África, quando, na verdade, foi a exaustão de uma guerra impossível de vencer que causou o 25 de Abril. Esta construção ignora que o exército português enfrentava um impasse militar absoluto, um isolamento diplomático total perante a ONU e uma economia asfixiada que consumia cerca de 40% do orçamento do Estado na defesa do Ultramar.

Ao utilizar esta retórica, Ventura não está a fazer uma análise histórica, mas sim a praticar uma "pesca de arrasto" no ressentimento de antigos combatentes e retornados, oferecendo-lhes um culpado conveniente — a "elite de Abril" — para um trauma coletivo que é muito mais profundo e complexo. A pós-verdade reside precisamente nesta simplificação: transforma-se uma transição histórica inevitável e tardia numa traição planeada, substituindo a complexidade do fim dos impérios coloniais europeus por uma fábula de "bons patriotas" contra "traidores entreguistas". No fundo, é a utilização de uma mentira histórica confortável para atacar a legitimidade da democracia portuguesa e reabilitar um passado autoritário sob a capa de um orgulho nacional ferido.

Historiografia
Museu Histórico Alemão - Dolchstoßlegende

O mito da punhalada pelas costas (em alemão: Dolchstoßlegende, pronuncia-se Lenda da Punhalada pelas Costas) é uma teoria da conspiração anti-semita e anticomunista, promovida por Adolf Hitler.


Cidade portuguesa entra no top das mais felizes do mundo


A Maia é a cidade portuguesa mais bem posicionada no Happy City Index 2026. Ocupa o 69.º lugar a nível mundial, com 6.273 pontos, destacando-se entre os municípios nacionais.

A capital dinamarquesa, Copenhaga, lidera o ranking, que resulta de uma avaliação feita a centenas de cidades em todo o mundo.

Como é avaliada a qualidade de vida no ranking
O índice, desenvolvido pelo Institute for Quality of Life, avalia onde se vive melhor ao analisar fatores como:
  1. a governação
  2. o ambiente
  3. a economia
  4. a saúde
  5. a sustentabilidade
  6. o envolvimento dos cidadãos
A edição de 2026 começou com a análise de 3.400 cidades em todo o mundo, sendo depois reduzida a uma seleção mais detalhada de mil, até chegar à lista final de 251 cidades.

O estudo envolveu centenas de investigadores e teve em conta milhares de registos validados.

As dez cidades mais felizes do mundo
Os investigadores destacam as cidades mais bem classificadas a nível mundial por pontuação:
1. Copenhaga, Dinamarca
2. Helsínquia, Finlândia
3. Genebra, Suiça
4. Uppsala, Suécia
5. Tóquio, Japão
6. Trondheim, Noruega
7. Berna, Suíça
8. Malmö, Suécia
9. Munique, Alemanha
10. Aarhus, Dinamarca

Cidades portuguesas em destaque
A posição da cidade da Maia ganha ainda mais relevância por surgir entre as 70 cidades mais bem classificadas do mundo, à frente de destinos internacionais como Bordéus e Adelaide. Este reconhecimento surge no mesmo ano em que a cidade foi eleita Capital Europeia do Voluntariado.

Portugal conta com várias cidades neste ranking. Depois da Maia, surgem Matosinhos (111.º lugar), Odivelas (114.º), Almada (124.º), Lisboa (159.º), Braga (166.º), Gondomar (199.º) e Funchal (225.º).

O estudo confirma a presença de cidades portuguesas na lista, mas destaca a Maia como o principal exemplo nacional em termos de qualidade de vida.

De James Monroe a Donald Trump


Entre a escravatura silenciada e a “regeneração nacional” trumpista, o que une as mensagens presidenciais não é a grandeza imperial, mas a tentativa de conter, em cada época, as fissuras abertas pelos de baixo.

Mais ou menos eficazes, os discursos governamentais estão carregados de ideologias e as suas análises requerem, entre outros procedimentos, o exame das estruturas e práticas sociais no interior das quais foram produzidos. Isto pode evitar a disseminação de abordagens unilineares e teleológicas que considerem os processos históricos como resultantes, fundamentalmente, da inquestionável vontade dos dominantes. Esta temporalidade de uma nota só bloqueia a perceção de contradições complexas e facilita a perceção da história como um processo imune a múltiplas formas de resistência e mesmo a revoluções advindas, em grande parte, da iniciativa dos dominados e dominadas.

A 2 de dezembro de 1823, o presidente dos EUA, James Monroe, apresentou uma mensagem ao Legislativo dos EUA acerca da política do conjunto da sua gestão governamental. Um dos eixos do discurso era o complexo processo de territorialização do jovem país. Oito décadas mais tarde, em dezembro de 1904, Theodore Roosevelt explicitou que, em relação ao novo contexto internacional, a mensagem que enviava ao Congresso atualizava as formulações de James Monroe.

Em novembro de 2025, Donald Trump, agora em cumprimento da Lei Goldwater-Nichols, enviou uma mensagem às duas Câmaras legislativas, na qual também afirmou que, no que toca à política internacional, especialmente com vista ao Hemisfério Ocidental, produziu o que ele próprio intitulou Corolário Trump.

A América para os americanos
Mesmo ausente do texto escrito, a famosa frase expressa, em termos muito gerais, a mensagem de 1823. Mas, de James Monroe ao MAGA, fica o problema: qual América?

Já no início, James Monroe justificou a sua mensagem com a referência à soberania do povo, pilar de um “sistema político” (expressão do próprio) que, fruto de “nossa revolução” (a independência dos EUA), é condição para que os seus cidadãos sejam os mais prósperos e felizes do mundo. Neste sentido, o presidente afirmou que a escolha de tal sistema pelos movimentos de independência fazia com que qualquer interferência das metrópoles fosse considerada uma agressão aos próprios EUA.

Em todo o texto, James Monroe (de onde veio o nome Monróvia, da atual Libéria) não se referiu aos escravos, cuja exploração era a base da economia do sul, inclusive da Virgínia, onde nasceram ele e mais três dos quatro primeiros presidentes dos EUA. Nem à Lei dos Três Quintos, que contabilizava 60% dos escravos em cada estado para fins de aumento da bancada dos sulistas na Câmara dos Representantes. Na única menção aos indígenas, James Monroe elogiou a repressão aos Arikaees, devidamente punidos pelo ataque para que o “espírito hostil” não se estendesse a outras tribos. Medidas “para conter o mal”, sentenciou (p. 6).

Nos idos de 1823, os EUA eram uma formação social com a forte presença de relações pré-capitalistas, uma classe dominante nacionalista, inclusive a fração esclavagista, sequiosa por ampliar a fronteira agrícola; um expansionismo que era conduzido em sentido mais estratégico pelos dirigentes da política estatal. A produção e exportação algodoeira para a indústria inglesa acelerava-se, mas com tecnologia ainda anterior à explosão dos anos 1830. Várias condições favoreciam uma agressiva política estatal de produção de uma territorialidade que articulasse a escravatura, no sul, e a dominação burguesa, a norte.

Esta relação de unidade e contradição entre o escravagismo e o capitalismo embrionário manifestava-se, inclusive, nas complexas negociações em torno dos impactos da incorporação de cada novo território, pois, ao implicar o acolhimento ou a rejeição do escravagismo, gerava efeitos sobre a correlação política interna do país. A questão da territorialidade também produzia tensões relativas às Caraíbas como rota comercial e/ou em termos militares.

A cada um, a sua revolução
James Monroe também silenciou sobre a única revolução de escravos vitoriosa da história, ocorrida no que é, desde então, o Haiti, com enorme repercussão nas três Américas e na Europa. A mensagem operou um corte entre relações de produção e sistema político, o que lhe permitiu legitimar, no plano discursivo, uma ordem escravagista. Não constituídos estruturalmente como sujeitos, os escravos não podem (?) fazer uma revolução.

Apropriações sociais de leitura: desde crianças, “sabemos” que James Monroe, uma espécie de Pai Natal, foi o primeiro governante a reconhecer a independência do Brasil, este país imperial escravagista. Pouco se ensina que, tal como os seus antecessores Jefferson e James Madison e todos os que o sucederam até à Guerra de Secessão, Monroe não reconheceu a independência do Haiti. Até propositadamente, a sua mensagem teve pequena repercussão imediata e só recebeu o nome de doutrina quando, cerca de duas décadas mais tarde, foi apropriada por patriotas preocupados em salvar a “América”, vista como nação branca ilhada pela decadência do escravagismo na Europa, em países independentes da América e mesmo em colónias francesas e britânicas.
Outras apropriações sociais vieram.

O populismo antissistema de Andrew Jackson
A ligação de Donald Trump a Andrew Jackson não é apenas uma preferência histórica passageira, mas sim uma escolha estratégica e pessoal que molda profundamente a sua identidade política. Para compreender esta admiração, é necessário olhar para Jackson como o grande divisor de águas da democracia americana no século XIX, uma vez que ele foi o primeiro presidente a não pertencer à elite aristocrática da Virgínia ou de Massachusetts. Sendo um militar de origem humilde, conhecido pelo seu temperamento explosivo e por uma lealdade feroz aos seus seguidores, Andrew Jackson serve de espelho para Trump, que se apresenta como uma figura externa ao sistema que chegou ao poder com a missão de o limpar e de devolver o governo aos cidadãos comuns.

O ponto central desta identificação reside no populismo antissistema, pois tal como Trump critica frequentemente a burocracia de Washington, também Jackson travou uma guerra aberta contra o Segundo Banco dos Estados Unidos, por o considerar uma ferramenta de corrupção das elites financeiras contra o trabalhador comum. Trump vê nesta postura de combatente o arquétipo do líder forte que não se verga às normas da etiqueta política sempre que estas interferem na sua agenda. Este simbolismo tornou-se evidente logo na tomada de posse de 2017, quando Trump escolheu o retrato de Jackson para decorar a parede da Sala Oval, enviando a mensagem clara de que não governaria como um republicano tradicional, mas como um herdeiro do Jacksonianismo, focado no nacionalismo económico e numa relação direta com a sua base eleitoral.

Além disso, Trump admira a resiliência física e política de Andrew Jackson, um homem que sobreviveu a duelos e enfrentou processos no Congresso sem nunca recuar. Para Trump, a política é vista como uma arena de força onde a vontade do povo, representada pelo líder, deve prevalecer sobre as instituições que tentam contê-la. Em suma, Jackson é o modelo ideal para Trump porque forneceu um precedente histórico para o seu estilo de liderança, sendo simultaneamente um herói para os seus apoiantes e uma figura profundamente disruptiva para os seus opositores.

Theodore Roosevelt e a aurora do imperialismo estado-unidense
Trinta anos após a Guerra de Secessão, os EUA não só se tornaram a primeira economia mundial como ingressaram no estágio imperialista do capitalismo. Ao lado de um extraordinário processo de acumulação e centralização de capital, deu-se uma intensa imigração – e, com ela, mais racismo – e o colonialismo de novo tipo. Houve um empobrecimento do campesinato e ampliação do número de trabalhadores urbanos, grande parte em situação de miséria nas grandes cidades industriais. Cresceram as mobilizações de massas e politizaram-se lutas, inclusive processos eleitorais.

Por intermédio da guerra com a Espanha, iniciou-se uma grande ofensiva sobre as Caraíbas, com o domínio de Cuba e Porto Rico, e, na bacia do Pacífico, a conquista do Havai, Ilhas de Guam e das Filipinas, onde haveria forte e heróica resistência popular. Enfim, a grande América em expansão marítima.

Tal como a mensagem de James Monroe, a de Th. Roosevelt era otimista. Ele afirmou que, numa sequência de bons governos, a prosperidade era notável e havia aprovação popular. Tudo isto dinamizado pelo industrialismo, a “nota dominante da sociedade moderna” e, com isso, a importância das relações capital-trabalho, “especialmente capital organizado e trabalho organizado” (p. 1). Ao contrário do silêncio de Monroe sobre os produtores diretos, Th. Roosevelt dedicou cerca de 11 das 33 páginas da sua mensagem a esta relação, referindo-se a políticas intervencionistas em múltiplas esferas da vida social: do direito dos trabalhadores se organizarem para se defenderem contra “abusos das grandes corporações” ao trabalho infantil e da mulher grávida, acrescentando que o maior dever da mulher é “ser mãe, dona de casa” (p. 10).

Mas, acima de tudo, defendia a responsabilidade e a tolerância entre capitalistas e assalariados. Ele próprio racista, declarou-se contra o preconceito em relação a migrantes e negou que houvesse riscos de chegarem em excesso, desde que fossem “do tipo certo”. No plano externo, expandiu a área de influência nas Caraíbas e na Bacia do Pacífico, onde forçou a política de portas abertas na China e arbitrou o conflito entre os impérios Japonês e Russo, o que lhe assegurou, em 1906, o Nobel da Paz.

James Monroe declarou opor-se à intervenção de potências europeias nos processos em curso pela independência na América porque estes adotavam um “sistema político” semelhante ao dos EUA e, portanto, superior ao delas. E, ao dirigir-se a elas, a sua posição era altiva, mas defensiva.

Já a mensagem de Th. Roosevelt era explicitamente agressiva. Alertava para os males que ocorreriam se, na ausência de “algum grau de controlo internacional sobre as nações infratoras”, as “potências mais civilizadas… de maior senso de obrigação internacional e com a mais aguda e generosa apreciação do certo e do errado, se desarmassem” (p. 29). Daí a importância de, sempre que necessário, elas, armadas, exercerem um poder de polícia internacional (id.).

A aparente mitigação do hobbesianismo primário ficava por conta da comunhão de interesses entre atacante e atacado. “Os nossos interesses e os dos nossos vizinhos do sul são… idênticos” (p. 30); ou as Filipinas não precisavam de “independência alguma…” (p. 36). E, num esforço de síntese transoceânica, afirmou que, “em relação a Cuba, Venezuela e Panamá, ao esforçarmo-nos para circunscrever o teatro de guerra no Extremo Oriente e para assegurar a abertura das portas na China, agimos no nosso próprio interesse, bem como no interesse da humanidade em geral” (p. 31).

The Worst Neo Robber Baron of Them All



I’m tempted to give Elon Musk that title. But when it comes to greedy and irresponsible corporate behavior, one CEO is outdoing even Musk.

When the history of this sordid second Gilded Age is written, the list of neo robber barons will obviously include Musk as well as Meta’s (Facebook’s) Mark Zuckerberg, Palantir’s Alex Karp, Palantir’s co-founder and board chair Peter Thiel, Oracle’s Larry Ellison (and his son, David), Google’s Sundar Pichai, Blackstone’s Stephen Schwarzman, and the Trump Organization’s monumentally corrupt Donald Trump, Donald Trump Jr., and Eric Trump.

But one greedy, public-be-damned CEO stands out even above Musk, Trump, and the rest. His name: Jeff Bezos. His corporation: Amazon.

It is difficult for the human mind to comprehend all the ways Bezos is shafting Americans.

Start with prices. According to a newly unsealed filing released Monday in an antitrust lawsuit brought by California Attorney General Rob Bonta, Amazon has pressured major brands like Levi’s and Hanes to demand that competing retailers raise prices on their products.

The New York Times’s David McCabe reports on unsealed evidence that Amazon punishes sellers on its marketplace for offering lower prices on other websites, like those of Walmart or Target. When it spots a competitor’s lower price, Amazon tells the brands to demand that rival sites raise their prices for the products.

The filing includes an email to Hanes from Amazon, with links to Target’s and Walmart’s lower prices, along with Hanes’s apologetic response that it “reached out to Target and Walmart to have the prices increased.” And an email to Levi’s from Amazon, with links to lower-priced khakis on Walmart’s website, along with Levi’s response that Walmart had agreed to raise its price.

According to the lawsuit, Amazon has been able to exert pressure on different brands to raise their prices because of Amazon’s power and reach.

At a time when most Americans are having trouble making ends meet, Amazon’s push to raise prices — to enlarge its profits (and put more money into Jeff Bezos’s pockets) — is beyond unconscionable.

This is hardly Bezos’s and Amazon’s first brush with antitrust law. In 2023, the Federal Trade Commission and 17 states accused Amazon of illegally maintaining a monopoly in online retail by squeezing merchants who sell on its site and prioritizing its own products, resulting in “artificially higher prices.”

In September, the FTC agreed to settle another lawsuit against Amazon that accused it of making it difficult for consumers to cancel its Prime subscription service. Amazon agreed to pay up to $2.5 billion — including $1 billion in penalties and additional payouts to consumers — but didn’t admit or deny wrongdoing.

Meanwhile, The American Prospect’s Harold Meyerson reports that Virginia is subsidizing Amazon’s “second headquarters” in Crystal City, Virginia — just across the Potomac from Washington, D.C. — with $750 million in taxpayer funds, yet the corporation is wildly behind its job-creation pledge. Having promised to create 25,000 new jobs by 2038, it created a mere 1,600 jobs last year and is up to just 29 percent of the number of jobs it promised by now.

Speaking of Amazon jobs: Until earlier this month, attorneys for the National Labor Relations Board were prosecuting Amazon for firing employees that make Amazon deliveries because they’d voted to join the Teamsters, a clear violation of labor laws.

But then, a few weeks ago, the NLRB attorneys — now firmly under control of Trump’s NLRB general counsel — announced they’d reached a “settlement” with Amazon in which Amazon agreed to pay the workers who’d been laid off for more than two years, two weeks’ worth of wages. Two weeks.

Amazon’s workers are among the worst-treated in America.

Ryan Haas of The Western Edge reports that on April 6, an Amazon warehouse worker collapsed and died on the floor of Amazon’s warehouse in Troutdale, Oregon. A co-worker trained in CPR tried to help but was told by a manager to turn around. For more than an hour, employees said, they were instructed to continue picking items and loading trucks as the man lay dead. One manager reportedly told workers to “just turn around and not look” and get back to work.

Jeff Bezos couldn’t care less. As of April 2026, his net worth is estimated to be between $259 billion and $269 billion, making him one of the three richest people in the world.

Like the robber barons of the first Gilded Age, Bezos’s consumption is of the conspicuous kind.

He celebrated his wedding last year to Lauren Sánchez with a multi-day star-studded event in Venice, Italy, estimated to cost more than $50 million, featuring guests like Oprah Winfrey and Kim Kardashian, and including a ceremony on the island of San Giorgio Maggiore and a pajama-themed afterparty at the Arsenal.

His “homes” include three adjacent properties on Indian Creek Island in Florida, costing over $230 million; the former Warner estate in Beverly Hills, California, which features a 13,600-square-foot mansion and a golf course, which he purchased for $165 million; a 14-acre compound on Maui with a 4,500-square-foot main house and 700-square-foot pool; a $23 million mansion in Washington, D.C.; and a massive multi-lot compound with waterfront frontage in Medina, Washington.

But what puts Bezos at the head of all the other robber barons in this second Gilded Age is his slavish sycophancy toward the worst president in American history.

Bezos bought the legendary Washington Post for $250 million in October 2013 and has turned it into a Trump cheerleader — prohibiting its editorial page from endorsing Kamala Harris in 2024 and barring it from writing anything critical about American capitalism or Trump.

(That’s not all Bezos has done to ruin the Post. In February, he fired more than 300 Post journalists, about a third of its staff.)

Then he shamelessly paid $40 million to license the documentary “Melania” plus $35 million to market it — and earned back a tiny percentage. It was a blatant bribe of Trump.

And he does whatever Trump asks. After Trump complained to Bezos about a report that Amazon planned to display for consumers the costs of Trump’s tariffs, Bezos immediately canceled the plan.

Bezos has sucked up to Trump presumably to secure Pentagon contracts for his Blue Origin rocket company, which landed a $2.3 billion NASA contract early in Trump's second term. And to avoid further antitrust lawsuits or labor law scrutiny.

That he has zero scruples does not necessarily distinguish Bezos from the other robber barons of this despicable era.

But his public-be-damned business practices, his especially conspicuous consumption, and his excessive sucking up to Trump make Jeff Bezos the worst CEO of them all.

What can you do? You might share this post and boycott Amazon.

Apoptygma Berzerk - Eclipse



Melhor som aqui do álbum Welcome to Earth, 2020

[Verse 1]
As we dwell inside the safe zones that we've made
Where nothing but earthly pleasures seems to matter
The only light we see is from the screens
No will to feel or explore the forgotten dimensions

[Chorus 1]
Some day we'll catch a glimpse of eternity
As the world stands still for a moment
And I guess we will be making history
When we all join hands just to watch the sky
(For a moment)

[Verse 2]
Our selfish lives have made us all go blind
One day we'll awake by a bright light on the horizon
In one second every eye will see the same
And this blinding light will draw all our attention

[Chorus 1] 2x

[Chorus 2]
Some day we'll catch a glimpse of eternity
As the world stands still for a moment
For the very first time and it's meant to be
We'll forget about ourselves and share the moment
(For a moment)

sexta-feira, 24 de abril de 2026

The Cure - To Wish Impossible Things


"To Wish Impossible Things" é a penúltima faixa do nono álbum de estúdio dos The Cure, o icónico Wish, lançado em 1992. Musicalmente, a canção distancia-se da energia pop de sucessos como "Friday I'm In Love", mergulhando profundamente no Rock Gótico e no Dream Pop. A atmosfera é carregada por uma melodia etérea e sombria, destacando-se pelo uso de um violino melancólico e guitarras com muito reverb, que criam uma sonoridade densa, flutuante e quase cinematográfica.

A letra, escrita por Robert Smith, aborda o luto emocional e a resignação perante o fim de um ciclo. A canção explora a dor da saudade e a perceção de que o passado é irrecuperável, focando na tentativa frustrante de desejar que a realidade mude, mesmo sabendo que o regresso ao que "costumávamos ser" é uma impossibilidade. É um retrato poético sobre o vazio deixado pela perda e a dificuldade de seguir em frente quando o coração ainda está preso a promessas quebradas e memórias que se desvanecem.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Vergonhoso. Itália visa Trump e recusa substituir Irão no Mundial


O Governo de Itália colocou, esta quinta-feira, totalmente de parte a possibilidade de a seleção nacional vir a substituir o Irão no Campeonato do Mundo, em resposta à proposta que Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América e 'braço direito' de Donald Trump, fez chegar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

"Em primeiro lugar, não é possível. Em segundo lugar, não é oportuno. Não sei o que é que vem primeiro, mas a qualificação decide-se em campo", atirou o ministro do Desporto, Andrea Abodi, em declarações reproduzidas pelo jornal transalpino Il Giornale. Uma posição que mereceu o apoio por parte do responsável pela pasta da Economia, Giancarlo Giorgetti.

"Considero isso uma coisa vergonhosa. Eu ficaria envergonhado", atirou o responsável político, à margem de um evento que teve lugar no Palácio do Quirinal, em Roma. Isto, depois de a squadra azzurra ter falhado (surpreendentemente) o apuramento para um Campeonato do Mundo pela terceira vez consecutiva.

A hipótese foi veiculada pelo próprio Paolo Zampolli, em conversa com o jornal Financial Times, horas antes: "Eu confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irão, no Mundial. Eu sou nativo de Itália, e seria um sonho ver os azzurri num torneio organizado pelos EUA. Com quatro títulos, eles têm o 'pedigree' para justificar a inclusão".

Seguiu-se, entretanto, uma notícia avançada pela estação televisiva britânica BBC Sport, dando conta de que o organismo que rege o futebol internacional não teria qualquer intenção de retirar o Irão do Mundial2026, apesar da guerra com os Estados Unidos da América, que se prolonga já há mais de dois meses.

Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irão, garantiu, de resto, que o país está "totalmente preparado" para disputar o torneio, no qual se encontra integrado no Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Egito e Bélgica.

EUA queriam 'redimir-se' após troca de galhardetes com o Papa Leão XIV
A publicação original citava fontes próximas do processo, que garantem que esta proposta não passou de uma tentativa de Donald Trump de remendar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na sequência do 'bate-boca' público entre ambos, por conta da posição do Papa Leão XIV sobre a guerra no Médio Oriente.

"Acho que ele não está a fazer um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares", afirmou o líder máximo norte-americano, em abril, a propósito das intervenções públicas levadas a cabo pelo compatriota sobre este tema.

"Continuarei a manifestar-me abertamente contra a guerra, procurando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados, para encontrar soluções justas para os problemas. Há demasiadas pessoas a sofrer no mundo de hoje. Há demasiadas pessoas inocentes a ser mortas", respondeu este.

"Considero inaceitáveis as declarações do Presidente Trump a propósito do Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja Católica, e é correto e natural que peça a paz e condene todas as formas de guerra, interveio a transalpina, deixando Donald Trump "chocado": "Pensei que ela tinha coragem, enganei-me".

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Transportes a 100 dólares geram revolta entre adeptos no Mundial

A Delek Group, uma empresa israelita incluída na lista negra da ONU, arrecadou mais de mil milhões de dólares com o petróleo e o gás do Mar do Norte em apenas seis anos



An Israeli firm blacklisted by the UN for its West Bank activities has raked in over $1bn from North Sea oil and gas in just six years – and could be set to earn even more if the Rosebank field is approved.

Analysis by The Ferret shows Aberdeen oil company Ithaca Energy has paid over $1bn in dividends to its largest shareholder, Delek Group, since 2020.

Delek, an Israeli energy conglomerate, has been named on a United Nations database of firms whose activities in the occupied West Bank raise “particular human rights concerns”.

Ithaca owns a stake in the Rosebank oil field off the coast of Shetland, which the UK energy minister Ed Miliband is under pressure to green light. It also now owns 100 per cent of the Cambo field, which was at the centre of controversy in 2021.

Lawyers for the campaign group Uplift have claimed that Ithaca’s connection to Delek means approving Rosebank could risk the UK breaching the Geneva convention, and alleged that the Israeli company’s activities could be seen as “ancillary” to war crimes.

Environmental campaigners told The Ferret that “not one penny of profit should flow from the North Sea towards Delek” and that choosing to approve Rosebank would be “morally reprehensible” because it could “bolster" its activities in the West Bank.

Both Ithaca and Delek were approached for comment.

Delek has been Ithaca’s largest shareholder since 2017, but its pay-outs from the firm have accelerated in recent years as Ithaca expanded its presence in UK fossil fuels. Ithaca says it now holds stakes in six of the UK’s ten largest oil and gas fields.

Our analysis shows Ithaca paid $569m in dividends to Delek across 2024 and 2025, with a further $101m distributed on 16 April this year. That takes total payments since 2020 to more than $1bn.

Delek has previously described Ithaca’s operations in the North Sea as part of the “growth engine” for its wider business. 

As The Ferret first reported when Ithaca bought Cambo back in 2022, Delek was included in a 2020 list of companies whose activities in the occupied West Bank “raised particular human rights concerns” after a UN fact finding mission. It remained on updated versions of the list published in 2023 and 2025.

Delek was included because it was deemed to be providing services and utilities to support the maintenance of the settlements and was using natural resources in the West bank for “business purposes”. Israeli settlements in the West Bank are widely regarded as illegal under international law.

We also previously found that another firm in which Delek holds a significant stake – Delek Israel – has held contracts to provide refueling services to the Israel Defense Forces (IDF).

Rosebank is at the centre of a political row over whether the UK should continue to expand oil and gas production in the North Sea.

It is the UK’s largest untapped oil field and is estimated to contain 300 million barrels of oil. Backers of the project argue it could create thousands of jobs and support the country’s energy security in an increasingly unstable world.

Opponents claim it is incompatible with the UK’s climate targets and would do little to lower bills because most of the oil extracted from it would be exported.

The field was initially approved by the Conservative government in 2023, but Scotland’s court of session later found that decision unlawful, deeming that its full environmental impact had not been considered.

A revised application has since been submitted and the final decision will rest with Ed Miliband, who has faced pressure from politicians and industry to approve the project.

Analysis by WWF Norway previously estimated a further $300m (£222m) could flow to Delek if Rosebank goes ahead. Ithaca is expected to make a final decision on whether to try and develop the Cambo field either this year or in 2027.

“If the UK Government chooses to green light Rosebank, it would be a morally reprehensible decision that turns a blind eye to the fact that the project could bolster Delek’s activities in the Occupied Palestinian Territories,” Lauren MacDonald from the campaign group Stop Rosebank told The Ferret.

She continued: "There are many reasons why this toxic field should be stopped - but this is simply indefensible.

“The UK Government is well aware of these risks, and has even been warned that it could breach its own obligations under international law if it allows the field to go ahead.

"If the UK and Scottish governments are serious about creating a better world, they will pull the plug on Rosebank for good and ensure no further profits flow from our North Sea to Delek.”

Ithaca has not publicly commented on Delek’s links to the West Bank but has pointed out that it is a London stock exchange listed company and claims to be “governed by the highest standards of corporate governance”.

“Ithaca is one of the biggest investors in the North Sea and Scotland, is a responsible employer and is a major contributor to both the UK Treasury through tax payments and the UK’s energy security,” it told us in response to a story last August.

The UK Government also failed to respond to a request for comment. It previously said in regard to Rosebank that it cannot comment on individual projects.

Morreu Desmond Morris, o zoólogo que confiou o seu conhecimento à Universidade do Porto

The Trap, 2020

Ficou conhecido pelos seus estudos inovadores sobre o comportamento humano e animal, mas foi também um destacado comunicador, autor de dezenas de livros e ainda pintor surrealista. Era, sobretudo, um “fascinado pelo mundo”, movido pela “alegria de observar o que nos rodeia”. A mesma “missão” que, em 2014, confiou à Universidade do Porto quando doou ao Museu de História Natural e da Ciência (MHNC-UP) o seu vasto arquivo científico. Desmond Morris morreu, no passado dia 19 de abril, aos 98 anos.

Natural do Wiltshire, onde nasceu em 1928, Desmond Morris desde cedo adotou os animais e a arte como as suas grandes paixões. O estudo dos animais levou-o a formar-se na Universidade de Birmingham, em 1951, e a prosseguir um doutoramento (e pós-doutoramento) em Oxford. Em 1956, aceitou o cargo de diretor da unidade televisiva e de filmagens do Jardim Zoológico de Londres e, em 1959, assumiu o lugar de curador de mamíferos.


Em 1967, deixou o Zoo para se tornar diretor do Institute of Contemporary Arts. Nesse mesmo ano, publica The Naked Ape (O Macaco Nu), obra precursora da etologia humana (na qual propôs uma leitura inovadora do ser humano à luz da biologia evolutiva) e com o qual viria a ganhar notoriedade internacional.

Em 1968, mudou-se para Malta, onde nasceu o filho Jason. Regressou a Oxford em 1974 e aí permaneceu até 2019, altura em que, na sequência da morte da mulher, Ramona, se mudou para a Irlanda, para ficar junto da família e dedicar-se ativamente à escrita e à pintura.

Autor de dezenas de artigos científicos, Morris escreveu 80 livros e foi traduzido para 43 línguas ao longo de seis décadas de uma carreira multifacetada, que cruzou ciência, comunicação e artes visuais. Entre 1956 e 1998, apresentou mais de 700 programas televisivos. Pintou também mais de 3.400 quadros e apresentou mais de 60 exposições individuais.

“Compete-nos continuar a cuidar deste tesouro”
Em 2014, Desmond Morris surpreendeu o mundo quando decidiu doar ao Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP) o seu arquivo científico, composto por todos os seus livros publicados, respetivas traduções, registos e notas de investigação, correspondência, coleções de revistas científicas, artigos científicos, coleções de fotografias e negativos, gravações vídeo e áudio e artefactos vários. Em troca, uma promessa feita meses antes pelo então Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand de Almeida: “Se nos deixarem ficar com o seu arquivo, não vamos apenas guardá-lo, vamos utilizá-lo, analisá-lo. Teremos investigadores a trabalhar nele”.

Aquando da doação, ficou também estabelecida a preferência para que a sua editora em Portugal fosse a Arte e Ciência, título do primeiro projeto editorial do MHNC-UP, lançado em 2018. Desde essa data, foram publicados os livros A Tribo do Futebol (com prefácio de José Mourinho) e a reedição de O Macaco Nu , com uma nova tradução de Carla Morais Pires e prefácio de Jorge Rocha, e, com a mesma tradutora, O Macaco Criativo e Observar.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Mais um miradouro, neste caso, em frente à Cascata de Fisgas do Ermelo


A cascata das Fisgas de Ermelo, conhecida como uma das maiores de Portugal e da Europa, tem agora um novo miradouro. A inauguração oficial aconteceu na manhã deste domingo, 19 de abril, em Mondim de Basto, no distrito de Vila Real. O momento contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.

A queda de água tem um impressionante desnível de 400 metros e já contava com um miradouro natural. No entanto, a Câmara Municipal realizou recentemente uma construção para melhorar as condições de acesso, deixando-as mais seguras para os visitantes e atletas que percorrem a região.

Foram criados um acesso pedonal e um passadiço para permitir que os visitantes consigam aceder ao miradouro sem qualquer problema. A construção, segundo o autarca, já devia ter sido inaugurada, mas sofreu atrasos devido à falência da empresa responsável.

“Tivemos a infelicidade de a empresa que estava responsável pela construção da plataforma ter entrado em falência. Portanto, todo o procedimento para que a autarquia pudesse assegurar a concretização da obra foi moroso”, apontou, aqui citado pelo “Público”.

As obras também chegaram a ser criticadas por alguns residentes, que acreditam que a nova construção afeta a paisagem natural. No entanto, a autarquia acredita que vai atrair mais turistas para a região.

𝐏𝐞́𝐬𝐬𝐢𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐭𝐢́𝐜𝐢𝐚!  Mais um postal para a "Disneylândia" da natureza - a tendência das autarquias para artificializar paisagens selvagens através da construção de passadiços e plataformas de metal e vidro. Este fenómeno transforma o contacto com o mundo natural numa experiência de consumo visual rápido, focada na partilha em redes sociais, em vez de promover uma ligação autêntica e educativa com o ecossistema. 

Paralelamente, o impacto na biodiversidade e na geologia é preocupante, uma vez que estas estruturas permanentes podem fragmentar habitats — afetando aves de rapina que nidificam nas escarpas — e descaracterizar a geologia local, sendo a perfuração de rochas milenares para fixar estacas vista como um atentado ao património.

O Parque Natural do Alvão, com as suas escarpas rochosas e vales profundos (como as Fisgas de Ermelo), é um habitat crucial para várias aves de rapina rupícolas. Espécies notáveis que nidificam nas escarpas incluem o Grifo (Gyps fulvus), o Bufo-real (Bubo bubo), a Águia-real (Aquila chrysaetos) e o Falcão-peregrino (Falco peregrinus).

A área também é frequentada por outras rapinas, como o Bútio-vespeiro e a Águia-cobreira, que, embora prefiram árvores, podem caçar nas áreas rochosas. 

A ZEC Marão-Alvão é uma zona fundamental para a conservação destas espécies em Portugal, beneficiando da orografia acidentada.[Consultar ICNF

Além disso, o lobo-ibérico marca presença no Parque Natural do Alvão, sendo um dos habitantes mais emblemáticos e importantes desta área protegida. Esta espécie, cientificamente designada como Canis lupus signatus, encontra no Alvão e nas serras vizinhas, como o Marão, um habitat fundamental para a sua sobrevivência a sul do rio Minho. Apesar de estar classificado como "Em Perigo" em Portugal, o lobo mantém alcateias na região. Porém no último Censo 2019-2021 [consultar ICNF] este núcleo populacional sofreu uma redução do número de alcateias detectadas, da ordem dos 50 %, não tendo sido detectada a presença de 7 das 13 das alcateias registadas no anterior censo. 

Esta facilitação do acesso acaba por gerar problemas graves de capacidade de carga e massificação, atraindo milhares de pessoas para zonas antes preservadas pelo seu isolamento, o que resulta em acumulação de lixo, pressão sobre os recursos hídricos e perturbação do sossego da vida selvagem. Estes projetos raramente incluem planos de gestão a longo prazo para mitigar o impacto humano. O investimento deveria priorizar a vigilância e a conservação, através da contratação de mais vigilantes da natureza, em vez de se concentrar exclusivamente em infraestruturas turísticas.  
 
Muitas destas obras ignoram o que acontece "antes" e "depois" do miradouro:
1. Estacionamentos - para levar pessoas ao novo miradouro, é preciso alargar estradas e criar parques de estacionamento, o que impermeabiliza o solo.
2. Espécies Invasoras: o movimento constante de carros e pessoas facilita o transporte de sementes de espécies invasoras nas solas dos sapatos e nos pneus, que acabam por colonizar o Parque Natural e expulsar a flora nativa.

Portugal tem um histórico de construir passadiços e miradouros magníficos que, cinco anos depois, estão degradados, tornando-se perigosos e visualmente ainda mais chocantes na paisagem.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Live Nation, dona da Meo Arena Condenada: O Escândalo de Monopólio e o Crime Ambiental que a Indústria da Música Tenta Esconder


A Live Nation, a maior promotora de espetáculos do mundo e detentora da maior empresa de venda de bilhetes, a Ticketmaster, foi condenada por um júri norte-americano por ter estabelecido um monopólio ilegal no mercado da música ao vivo. Poderá ter de pagar uma multa avultada ou separar-se mesmo da empresa de bilhética. A empresa vai recorrer.

A Live Nation, a maior promotora de música do mundo e em Portugal dona da Meo Arena, em Lisboa, foi formalmente condenada por um júri norte-americano por ter estabelecido um monopólio ilegal no mercado dos eventos ao vivo.

A Live Nation e a Ticketmaster, gigante da bilhética adquirida pela Live Nation em 2010, foram levadas a tribunal por mais de trinta estados norte-americanos, que conseguiram demonstrar ao júri do caso de que a empresa violou leis de direito à concorrência.

De acordo com esses mesmos estados, a Live Nation - que em Portugal assumiu também o controlo da promotora Ritmos e Blues - recorreu a ameaças contra artistas e salas de espetáculos para que recorressem aos seus serviços, retaliando quando não o faziam - excluindo, por exemplo, certas salas de algumas das digressões mais lucrativas que promoveu.

Multa ou separação
Segundo noticia a imprensa norte-americana, a Live Nation poderá, agora, ser condenada a pagar uma multa avultada ou, em último caso, a separar-se da Ticketmaster. Em comunicado citado pela “Rolling Stone”, a promotora afirmou que o veredicto do júri não constitui “a última palavra neste caso”, prometendo recorrer da decisão. O caso poderá vir a arrastar-se, nos tribunais, durante anos.

Já Stephen Parker, diretor executivo da National Independent Venue Association, que representa salas de espetáculos independentes nos Estados Unidos, exigiu a separação da Live Nation e da Ticketmaster. “Não deviam ser responsáveis por mais de 50% das digressões”, afirmou à revista norte-americana. “As indemnizações pagas aos estados devem ser entregues às salas de espetáculos, promotoras, festivais independentes e aos fãs, que há 15 anos que sofrem com este monopólio”.

Sem acordo
No início de março, uma semana após o início do julgamento, a Live Nation anunciou ter chegado a acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, comprometendo-se a pagar uma indemnização no valor de 200 milhões de dólares e a permitir que a Ticketmaster passe a poder ser utilizada por plataformas concorrentes.

Porém, apenas sete desses estados aceitaram o acordo oferecido pelo Departamento de Justiça, com os restantes a decidir continuar com o caso.


O julgamento também ganhou contornos políticos, com a Live Nation a pedir à administração Trump para que interviesse no caso. O “Wall Street Journal” escreveu que o presidente tomou parte em algumas discussões pré-acordo.

Em Portugal, a Live Nation é promotora de alguns dos maiores espetáculos do ano, como os dois concertos de Bad Bunny no Estádio da Luz, em maio, ou os recentes espetáculos de Rosalía na Meo Arena.

Impacto Ambiental
A Live Nation é frequentemente criticada pelo impacto ecológico das digressões globais ("Stadium Tours"), que geram emissões massivas de CO2 devido ao transporte de toneladas de equipamento e deslocações aéreas.

Greenwashing vs. Ação 
A empresa lançou a plataforma Green Nation,  prometendo reduzir emissões em 50% até 2030 e eliminar plásticos de uso único. 
Charter de Sustentabilidade da Live Nation para veres as promessas oficiais (como a redução de 50% nas emissões até 2030).
No entanto, críticos argumentam que estas medidas são insuficientes face à escala do desperdício gerado em festivais e à logística global que a empresa incentiva para manter o seu domínio.

Por outras palavras, enquanto a empresa instala painéis solares nalguns recintos, o seu modelo de negócio baseado na exclusividade e em "mega-festivais" aumenta a pegada carbónica per capita comparado com concertos locais menores.

1. O Estudo do MIT (Janeiro de 2026)
Recentemente, o MIT (Climate Machine) publicou aquela que é considerada a primeira avaliação abrangente das emissões da música ao vivo nos EUA e no Reino Unido, com o apoio da própria Live Nation e de bandas como os Coldplay.

O que diz: o estudo revela que as emissões não vêm apenas do palco, mas de decisões logísticas.
Dados: as viagens dos fãs representam entre 62% (EUA) e 77% (Reino Unido) das emissões totais de um evento.

2. O Peso do "Scope 3" (Emissões Indiretas)
A Live Nation foca-se muito no "Scope 1 e 2" (emissões diretas dos seus recintos), mas especialistas em sustentabilidade apontam que o verdadeiro impacto está no Scope 3:
Logística Global: a promoção de mega-digressões mundiais exige o transporte de centenas de toneladas de aço, luzes e ecrãs em aviões de carga e dezenas de camiões.
Resíduos Sólidos: estudos citados pela Greenly indicam que a indústria de eventos gera cerca de 1.2 mil milhões de toneladas de CO₂ anualmente. Festivais de grande escala (como os geridos pela Live Nation) produzem, em média, 100 toneladas de resíduos por dia.

3. O Impacto da Tecnologia (NFTs e Streaming)
Embora menos visível, a Live Nation explorou o mercado de bilhetes NFT e colecionáveis digitais. Estudos da Digiconomist mostram que a infraestrutura de blockchain para estes ativos (dependendo da rede utilizada) pode ter um consumo energético equivalente ao de pequenas cidades, algo que colide com as metas ambientais da empresa.

Links e Recursos Sugeridos para Aprofundar:
Estudo MIT Climate Machine:
Relatório sobre Emissões da Música ao Vivo (Análise do impacto real).
Carbonmark:
Análise da pegada de carbono da indústria de eventos.
The Guardian: Frequentemente publicam investigações sobre o lixo deixado em festivais geridos por grandes promotoras [como este sobre progressos ecológicos destes eventos na Austrália]

sábado, 18 de abril de 2026

Roger Waters escreve carta ao adorável Billy Corgan com recado para David Draiman, dos Disturbed


Durante o programa, Corgan e Draiman conversaram sobre o conflito Israel-Palestina e, em determinado momento, Draiman, que é judeu e já demostrou seu apoio a Israel diversas vezes, disse que daria um soco em Waters, que é pró-Palestina, caso eles se encontrassem.

Após Corgan ter sugerido que o fato de Waters ter perdido o seu pai na Segunda Guerra Mundial foi “o momento decisivo” em sua vida, e que o “trauma” resultante disso o teria tornado “hipersensível” ao conflito na Palestina, David respondeu:

“Concordo… [mas] veja bem, Billy: eu cresci ouvindo Pink Floyd. Eu amava Pink Floyd. Foi uma traição enorme, não só para mim, mas para todos os judeus, quando ele seguiu o caminho que seguiu. E não foi só há dois anos; ele vem fazendo isso há muito tempo. Roger tem uma queda por ditadores — as piores pessoas do planeta, Roger simplesmente se aproxima deles. Ele não tem problema nenhum com isso.”

Em seguida, Corgan perguntou se ele “se sentaria para conversar” com Waters, ao que Draiman respondeu:

“Eu teria que dar um soco nele primeiro, mas sim.”

Depois de David Draiman, dos Disturbed, participar no podcast de Billy Corgan, Roger Waters enviou uma mensagem ao líder dos Smashing Pumpkins: “Ouvi dizer que escreve mensagens em bombas antes de as IDF as deixarem cair sobre civis em Gaza”

Roger Waters endereçou uma carta aberta a Billy Corgan depois de o líder dos Smashing Pumpkins receber David Draiman, dos Disturbed, no seu podcast, “The Magnificent Others”. “Nunca tinha ouvido falar dele, mas parece que ele ouviu falar de mim e que tem um problema comigo pelo facto de eu defender os direitos humanos, particularmente os dos meus irmãos e irmãs em Gaza”.

“Tu, sendo o tipo adorável que és, deste a este pedaço de bosta a oportunidade de clarificar a sua posição”, continua o músico britânico no post de Instagram, “ele é um porco racista psicótico e Nazi. Ouvi dizer que escreve mensagens em bombas antes de as IDF [exército israelita] as deixarem cair sobre civis em Gaza. Está tudo dito”.

A mensagem, na qual o ex-Pink Floyd identifica Corgan, mas também Draiman e os próprios Disturbed, termina da seguinte forma: “Continuarei a trabalhar com todos os meus irmãos e irmãs de todo o mundo num movimento que exige direitos humanos iguais para todos os seres humanos, independentemente da sua religião, etnia ou nacionalidade”.

“Se tu, meu amigo, te perguntas se quero conversar com este cretino detestável… não, obrigado, Billy. A vida é demasiado curta e ele pode continuar a habitar o seu pequeno cantinho no inferno sem o benefício do meu amor e verdade”. No final, deixa um PS, “Disturbed? [perturbado, em português]. Sim! Só um pouquinho!”.

No passado, Draiman chamou a Waters "um homem muito doente" e, durante o concerto dos Disturbed em Tel Aviv, Israel, em 2023, exclamou a partir do palco: "Que se fodam o Roger Waters e todos os seus nazis idiotas do BDS [Boicote, Desinvestimento e Sanções] — todos eles!".

Entretanto, Waters lançou uma audição aberta para encontrar um vocalista para liderar a banda do seu filho, Harry Waters, numa digressão de tributo aos Pink Floyd em 2027.

"You cannot commit genocide in Gaza, invade Lebanon, bomb Iran, Syria, Yemen, and Iraq, violate Geneva and Vienna Conventions, international law, human rights, and state sovereignty, then hide behind anti-Semitism and the Holocaust." - Mohamad Safa

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Hegseth Says Climate Change Is ‘Crap.’ The Military Is Still Bracing for It


When Hurricane Michael, a Category 5 storm, tore through Florida’s Tyndall Air Force Base in 2018, it battered F-22 stealth fighter jets, destroyed hundreds of buildings and churned up 700,000 cubic yards of debris. The total cost of the damage approached $5 billion.

Now, Tyndall is being rebuilt as a super-resilient “installation of the future.” New buildings sit more than a foot above the ground, to remain dry through 75 years of sea-level rise. Their roofs are designed to withstand winds of up to 165 miles per hour. Manmade oyster reefs will protect coasts by breaking up waves.

The massive project will be 70% complete next year, said the officer leading it, Col. Robert Bartlow, chief of the US Air Force Civil Engineer Center Natural Disaster Recovery Division. “This is a first for the Air Force,” he said, with large-scale, cutting-edge construction taking place “on top of an existing base, while there was a continued flying mission.”

Storms like Michael are becoming more powerful and damaging as the world warms, and many military installations are exposed to them and other climate hazards. Still, Secretary of Defense Pete Hegseth vowed last year that the Pentagon wouldn’t do any “climate change crap” on his watch. Biden-era climate action plans were scrapped, and the 2025 National Security Strategy invoked climate change only to label it a “disastrous” ideology. Hegseth canceled nearly 100 research studies related to global warming and security, which experts say will compound the loss of climate knowledge across the federal government under President Donald Trump.

“Because ‘climate’ is a dirty word, we’re not investing in that predictive capability,” said Sherri Goodman, secretary general of the non-governmental International Military Council on Climate and Security and, from 1993 to 2001, the US deputy undersecretary of defense for environmental security.

But as Tyndall shows, the Defense Department is still engaged on one front of the climate fight: steeling its bases against the effects of a warming atmosphere, such as higher seas, fiercer storms and deadlier fires. A new flood wall is rising at the US Naval Academy in Maryland; a low-lying Air Force runway is being elevated in Virginia; and projects are underway to reduce wildfire risk around various military sites in Hawaii.

Work that was previously described as confronting the climate threat is now touted for ensuring “resilience” and “readiness.” The semantics are a nod to necessity: At stake are hundreds of billions of dollars of assets and the ability to launch missions quickly and smoothly.

“Ultimately, the military is a very pragmatic institution,” said John Conger, a past director of the nonprofit Center for Climate and Security and a senior Defense Department official during the Obama administration. “It wants to maintain mission capability. Whether we’re going to call it ‘climate,’ not ‘climate,’ whatever — if I can’t get to the base because the road is flooded, that’s a problem.”

Representatives of the Defense Department declined to comment.
Global warming impinges on American security and military operations in numerous ways. More climate-driven disasters means more deployments to respond to them. Extreme heat makes it harder for jets to lift off and sickens soldiers during training exercises. Climate change also acts as a “threat multiplier” – a term that Goodman coined – around the world. It can exacerbate drought conditions, which may limit water or food in regions already primed for conflict.

Much of the military’s resilience work began years ago; construction timelines are long. The $900 billion 2026 National Defense Authorization Act, which Trump signed into law in December, includes measures that could be said to come under the umbrella of climate adaptation. The law bolsters the military’s ability to respond to wildfires; raises the cost limit for replacing structures destroyed by disasters; and requires military leaders to identify the biggest risks to water security on bases.

Congress has given the military “decades-long, bipartisan direction” to prepare for climate change, even at times when the term itself was out of political favor, noted Will Rogers, a principal of Converge Strategies and the senior climate advisor to the secretary of the Army from 2022 to January 2025.

If climate preparedness is another term for environmental assessment, “the Army’s been doing this regularly now since World War II,” said Frank Galgano, a geographer at Villanova University who retired from the Army as a lieutenant colonel in 2007.

The approach may not have shifted, but the atmosphere has. Extreme weather and disasters have caused $15 billion of damage to defense facilities over the past decade. In 2023 alone, Typhoon Marwar ravaged two bases on Guam, heavy rains swamped the campus of West Point in New York and a landslide blocked the main road at Camp Pendleton in California.

Close to $400 billion of federal government assets, most of them belonging to the Defense Department, are at high risk of being hit by a major coastal flood or storm in coming years, according to a Bloomberg Law analysis.

The Pentagon explicitly recognized the warming climate as a danger for many years. The 2008 National Defense Strategy flagged climate change as an emerging risk, and two years later it was named a national security threat in the Pentagon’s Quadrennial Defense Review. After that, the Defense Department and the individual armed forces put out a stream of climate and sustainability plans. (Some have now been removed from government websites.)

James Mattis, who served as defense secretary during President Donald Trump’s first term, described climate change as a destabilizing force in 2017. His Biden-era successor Lloyd Austin said in 2021, “We face all kinds of threats in our line of work, but few of them truly deserve to be called existential. The climate crisis does.”

Trump and Hegseth have made a sharp pivot. In a March 2025 memo to military leaders, Hegseth called climate change a “distraction” from fighting wars, ordered that references to it be removed from mission statements and barred any environmental initiatives from being included in the Future Years Defense Program, a strategic plan.

Hegseth also included a caveat big enough to steer an aircraft carrier through. “Nothing in this memorandum,” he wrote, “shall be construed to prevent the department from assessing weather-related impacts on operations, mitigating weather-related risks, conducting environmental assessments, as appropriate, and improving the resilience of military installations.”

Days after Hegseth issued his memo, the Pentagon’s guidance on master planning for bases was updated. (By law, every major military installation must have a master plan.) In the older version from 2022, the word “climate” was used 54 times. It doesn’t appear once in the new version, which still directs planners to identify and mitigate risks from extreme weather.

Bartlow, at Tyndall, sees no contradiction between that project and Hegseth’s guidance.

The overarching goal at Tyndall, he said, is “preserving lethality in a high-end combat capability. When we talk about resilience, it’s focused on preserving that combat capability.” If another Category 5 hurricane hits, “there’ll be some interruptions, but the idea is you’ll be able to recover this installation quickly,” Bartlow said. “You can make that direct link back to readiness.”

Hardening efforts continue elsewhere but are falling short. A February Government Accountability Office report found that the military has failed to track all the costs from disaster damage and hasn’t fully incorporated climate-change projections into facility designs, and that many of its master plans still haven’t been updated to promote greater resilience.

One constraint is funding. “Our installations are funded at about 80% of what they need on a day-to-day basis,” said Rogers, the former Army climate adviser.

The Iran war could apply more pressure. Defense officials “could use their reprogramming authority to pay for contingency operations in Iran” with money meant for fortifying bases, said Rogers. “I would be worried about that, depending on how long this goes.”

Although the Pentagon has maintained a focus on resilience, under Hegseth it has backed off efforts to lower its emissions — the US military is the single biggest climate polluter in the country — and develop green ships and tanks. The armed forces have in recent years explored using hybrid and electric tanks for tactical, not just environmental reasons: They reduce reliance on diesel supply lines, are quieter and are less detectable to heat radar. While the Army is moving ahead with its hybrid M1E3 tank, funding for such initiatives has declined, said Rogers.

Of the studies that Hegseth canceled, some focused on the Indo-Pacific, where China has ambitions, noted Goodman. She said the lost knowledge and reduced funding for climate and weather research – not just in the military but in agencies like the National Oceanic and Atmospheric Administration – could set back defense planning.

She offered a hypothetical example: With AI pushing the envelope in forecasting, an adversary could anticipate and take advantage of a weather event to launch a cyberattack on the US. “And if we’re not understanding that,” she said, “then we have become more vulnerable.”