Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
sábado, 7 de novembro de 2026
Years of Denial - All We Ever Wanted Was Everything
Labels:
Capitalismo Digital,
Darkwave,
EBM,
Era Digital,
Existencialismo,
França,
Geração X,
Geração Y,
Harsh Techno,
Hipermodernidade,
Minha Análise,
Música,
Peter Murphy,
Post-Punk,
República Checa
Hard Power Republicano vs. Culpabilidade Democrata: O Sinal de Stephen Miller
O novo chefe de gabinete de Trump, que vem substituir Susie Wiles, é anunciado poucos dias depois do balde de água fria que foram, para os republicanos, as eleições intercalares norte-americanas e parece vir em sentido contrário às lições que intuitivamente se poderiam retirar. Se os eleitores pareceram demonstrar a sua desilusão com a administração Trump e viraram a agulha para os democratas, Stephen Miller é não só um dos principais rostos da linha dura que acompanha Trump, como o homem definido como o arquiteto das mais agressivas políticas contra a imigração desta administração.
Disse ele o seguinte: "A tortura é o caminho a seguir, a tortura é uma celebração da vida e da humanidade, devemos lembrar disso no século XXI, deve-se apreciar o valor que a tortura demonstra a outras culturas".
Nesta gravação mostra Miller aos 17 anos, filmado dentro de um autocarro escolar na altura da invasão do Iraque. No vídeo, ele afirma frases como "a tortura é uma celebração da vida e da dignidade humana" e sugere que, em vez de matar Saddam Hussein e os seus aliados, a solução ideal seria "cortar-lhes os dedos". Durante o monólogo, ouvem-se outros jovens a rir em fundo.
Isto é os EUA sem a propaganda dos seus filmes, um regime cheio de psicopatas genocidas imperialistas que têm devastado países um atrás do outro e estão orgulhosos disso. e desenganem-se: os Democratas fazem igual, mas de uma forma menos Hard power.
Como já referi aqui a administração Obama bateu recordes de deportações de imigrantes sem documentos nos seus primeiros anos, superando marcas de administrações anteriores e valendo-lhe críticas severas de movimentos de direitos civis.
Stephen Miller e a Imigração: Democratas e Republicanos Diferem Apenas na Retórica?
A evolução das políticas de deportação nos Estados Unidos ao longo das últimas administrações revela uma expansão contínua da infraestrutura burocrática e executiva de controlo migratório, independentemente da cor política no poder. Sob a administração de Barack Obama, a qual ficou vulgarmente conhecida pelo epíteto de "Deporter-in-Chief", o país registou o número mais elevado de deportações da sua história, ultrapassando a marca dos 3,1 milhões de remoções formais durante os seus dois mandatos. O ano de 2012 representou o pico deste período, contabilizando mais de 400.000 repatriações num único exercício. Esta dinâmica sustentava-se numa estratégia direcionada para as remoções formais (removals) em detrimento do envio direto e informal na linha de fronteira (returns), incluindo de forma expressiva os imigrantes intercetados a curta distância da delimitação fronteiriça.
Em contraste com a abordagem anterior, o primeiro mandato de Donald Trump pautou-se por uma retórica ostensiva e por um foco mediatizado no encerramento da fronteira. Contudo, do ponto de vista puramente estatístico, o volume total de remoções formais ao longo dos seus quatro anos situou-se em cerca de 1 milhão, ficando abaixo da média anual verificada no primeiro mandato de Obama. A estratégia republicana priorizou a visibilidade pública e a dissuação pelo choque social, executando detenções emblemáticas no interior dos estados e em locais de trabalho, a par da aplicação de mecanismos como as moratórias de asilo e a política de "Permanecer no México".
Por sua vez, a administração de Joe Biden manteve e acelerou a capacidade operacional de repatriação. Em 2024, a agência ICE registou mais de 270.000 deportações num único ano fiscal, um valor que superou o pico anual registado durante todo o mandato de Donald Trump. No plano estratégico, a gestão de Biden reduziu a exposição de operações no interior do país, concentrando a sua atuação no reforço das restrições legais ao direito de asilo diretamente na fronteira.
Em conclusão, a trajetória dos dados estatísticos demonstra que o aparato de detenção e repatriação tem vindo a consolidar-se de forma consistente sob gestões tanto democratas como republicanas. As discrepâncias mais assinaláveis entre os governos não residem na eficácia ou na capacidade executiva de afastar imigrantes em situação irregular, mas antes no grau de visibilidade política, na distribuição geográfica das intervenções (foco no interior versus fronteira) e no enquadramento retórico utilizado perante o eleitorado.
Tabela
| Presidente / Administração | Período | Total Aprox. de Deportações (Remoções) | Média Anual Aprox. | Características Operacionais |
| Bill Clinton (Democrata) | 1993 – 2000 | ~12 milhões (Remoções + Devoluções na fronteira) | ~1,5 milhões | Reformas penais de 1996 (IIRIRA) que endureceram os critérios de deportação. |
| George W. Bush (Republicano) | 2001 – 2008 | ~2,0 milhões (Remoções formais) | ~250.000 | Criação do DHS e do ICE pós-11 de Setembro; expansão de operações no interior. |
| Barack Obama (Democrata) | 2009 – 2016 | ~3,1 milhões (Remoções formais) | ~383.000 | Recorde histórico de deportações formais num único mandato; uso intensivo de acordos de cooperação policial local (Secure Communities). |
| Donald Trump (1.º Mandato - Rep.) | 2017 – 2020 | ~1,0 milhão (Remoções formais) | ~250.000 | Foco no interior e retórica mediática agressiva; o pico de deportações anuais atingiu 267.000 (2019). |
| Joe Biden (Democrata) | 2021 – 2024 | ~1,4 a 1,5 milhões (Remoções formais) | ~375.000 | Recuo inicial das rusgas urbanas, mas aumento substancial nas remoções de fronteira, superando os valores anuais do 1.º governo Trump. |
Tudo sobre esta série aqui
Labels:
Barack Obama,
Bill Clinton,
Democratas,
Diplomacia,
DOGE,
Donald Trump,
George Bush,
ICE,
Imigrantes,
Joe Biden,
Minha Análise,
Republicanos,
Stephen Miller,
Streaming,
Xenofobia
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)