quarta-feira, 8 de abril de 2026

Razan Al Mubarak - Foco e Filosofia

"O futuro do nosso planeta — o nosso futuro — dependerá da nossa capacidade de trabalhar não apenas entre setores, mas também entre geografias e entre culturas." - Razan Al Mubarak

Razan Al Mubarak nasceu em 1979, nos Emirados Árabes Unidos. Razan Al Mubarak é uma líder ambiental e gestora pública reconhecida pelo seu papel fundamental na proteção da biodiversidade e na luta contra as alterações climáticas.
𝐀𝐥 𝐌𝐮𝐛𝐚𝐫𝐚𝐤 foi incluída na lista das 𝟏𝟎𝟎 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐌𝐚𝐢𝐬 𝐈𝐧𝐟𝐥𝐮𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒 𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐓𝐢𝐦𝐞, consolidando o seu estatuto como uma voz essencial para o futuro do planeta.
Al Mubarak tem um mestrado em Compreensão Pública das Alterações Ambientais pela University College London e uma licenciatura em Estudos Ambientais e Relações Internacionais pela Tufts University.

Em setembro de 2021,fez história ao ser eleita Presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), para um mandato de 4 anos tornando-se a segunda mulher a liderar a organização nos seus 75 anos de história e a primeira do mundo árabe 

Percurso Profissional e Liderança
O seu impacto é sentido tanto a nível nacional como internacional:
  1. Agência do Ambiente de Abu Dhabi (EAD): actuou como Diretora-Geral, sendo a pessoa mais jovem a assumir este cargo. Sob a sua liderança, a agência expandiu significativamente os seus esforços na proteção de espécies ameaçadas e na gestão de recursos naturais.
  2. Fundo Mohamed bin Zayed para a Conservação de Espécies: é  a Diretora Executiva desta fundação, que já apoiou milhares de projetos de conservação em mais de 160 países, focando-se em salvar espécies da extinção.
  3. COP28: em 2023, desempenhou o papel crucial de Campeã de Alto Nível das Nações Unidas para as Alterações Climáticas na COP28, que decorreu no Dubai. Nesta função, foi a ponte entre o governo e os intervenientes não estatais (cidades, empresas e sociedade civil).
Foco e Filosofia
Razan Al Mubarak é uma defensora acérrima de soluções baseadas na natureza. O seu trabalho destaca-se por:
  1. Inclusão: defende que a conservação deve incluir as comunidades locais e os povos indígenas como guardiões da biodiversidade.
  2. Multidisciplinaridade: combina a conservação científica com estratégias económicas e políticas públicas eficazes.
  3. Identidade de Género: É uma voz ativa no empoderamento feminino em cargos de decisão ambiental.
"A conservação não é apenas sobre proteger a natureza de nós próprios; é sobre proteger a natureza para nós próprios." — Razan Khalifa Al Mubarak

Reconhecimento
 Em 2018, o Fórum Económico Mundial nomeou-a Jovem Líder Global do Fórum. Em 2013, a Câmara de Comércio Americana de Abu Dhabi atribuiu a Al Mubarak o Prémio Mulheres nos Negócios.

Documentário - Leo from Chicago


1. Documentário do Vaticano
O documentário "Leo from Chicago", realizado pelo cineasta James Keach, é um retrato profundamente humanista e comovente que narra a extraordinária trajetória de Leo, um homem que viveu durante décadas nas ruas de Chicago. Longe de ser uma abordagem assistencialista, Keach utiliza a sua lente para capturar a essência de um indivíduo que, apesar de mergulhado na pobreza extrema e na invisibilidade social, nunca abandonou a sua dignidade ou a sua fé inabalável. Em Chicago, Leo era conhecido não apenas pela sua condição de sem-abrigo, mas pela sua inteligência, pela doçura do seu trato e por uma resiliência silenciosa que o tornava uma figura respeitada na sua comunidade urbana.

A narrativa ganha uma dimensão quase transcendente quando descreve como Leo chegou ao Vaticano. Através de uma rede de amizades e do apoio de pessoas que reconheceram nele uma luz espiritual invulgar, Leo foi convidado a viajar até Roma. Este percurso simboliza um contraste visual e emocional poderoso: a transição das calçadas frias e hostis do Midwest americano para a grandiosidade secular e o mármore dos palácios pontifícios. O documentário culmina no encontro simbólico entre Leo e a cúpula da Igreja Católica, personificando a visão de uma "Igreja para os pobres" e demonstrando que a verdadeira riqueza não se encontra na opulência dos edifícios, mas na pureza de coração de quem nada possui. É uma obra elegante que nos recorda que, independentemente das circunstâncias materiais, a essência humana permanece sagrada.

2. Outro Documentário: Robert Prevost - De Chicago ao Papa Leão XIV
Um Papa diferente de todos os outros. Na primavera de 2025, o mundo assistiu ao fumo branco a subir sobre a Basílica de São Pedro, assinalando um novo capítulo na história católica. O homem escolhido: Robert Prevost — um antigo coroinha de Chicago, missionário no Peru e humilde frade agostiniano. Agora, é o Papa Leão XIV, o primeiro norte-americano a liderar a Igreja Católica global.

Neste documentário aprofundado traça a vida extraordinária do Papa Leão XIV, desde a sua infância cheia de fé no coração da América até aos bairros poeirentos do Peru, aos corredores do Vaticano e, finalmente, à varanda papal. Testemunhe como um construtor de pontes moldado pela compaixão, justiça e humildade ascendeu para pastorear 1,4 mil milhões de almas.

Através de uma narrativa cinematográfica e de uma rica perceção histórica, exploramos o homem, a missão e a mensagem por detrás de Leão XIV — um Papa que convoca o mundo para a unidade, a paz e a renovação missionária.

Mais de 40 organizações pedem apoio do Brasil a resolução da ONU sobre clima


Mais de 40 organizações da sociedade civil, incluindo a Conectas Direitos Humanos, enviaram uma carta ao governo brasileiro pedindo apoio à resolução de acompanhamento da Opinião Consultiva do Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) sobre as obrigações dos Estados diante da crise climática. A proposta será discutida na Assembleia Geral das Nações Unidas em 22 de abril.

A iniciativa é liderada por Vanuatu, com apoio de um grupo inter-regional de países, e busca transformar o parecer jurídico da corte em ações concretas de cooperação internacional, incluindo transição justa para longe dos combustíveis fósseis, adaptação climática e respostas a perdas e danos.

A carta foi enviada ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. As organizações pedem que o país participe das negociações e apoie a adoção de uma resolução ambiciosa.

Link para o documento na íntegra (PDF): Carta à Missão Brasileira na ONU - TIJ e Crise Climática

terça-feira, 7 de abril de 2026

Archive - City Walls


Melhor som aqui
[Verse 1]
Well, you broke the shell and found yourself
In another field, in another place, in another world
Where the buildings rise tall as anything
They're surrounded by all the places where you could die

[Chorus]
But we're always trapped in the city walls
We're always caught within the city walls
Looking in, looking in
But I'm here with you in the city walls
And they can't hurt us within the city walls
'Cause if they do, if they do

[Post-Chorus]
They lose

[Verse 2]
Are you still aware of the spacе and time?
Do you think they know that they'rе only wasting their mind?
Although the world doesn't work for us
We can make our way 'til we finally turn to dust

[Chorus]
But we're always trapped in the city walls
We're always caught within the city walls
Looking in, looking in
But I'm here with you in the city walls
And they can't hurt us within the city walls
'Cause if they do, if they do

[Post-Chorus]
They lose

[Instrumental Break]

[Verse 3]
We embrace the dirt, celebrate the hurt
'Til we find a way to a different everyday
And we will drown walls to the city falls
And we stay in place 'cause there's nowhere else we know

[Chorus]
But we're always trapped in the city walls
We're always caught within the city walls
Looking in, looking in
But I'm here with you in the city walls
And they can't hurt us within the city walls
If they do, 'cause if they do
But we're always trapped in the city walls
We're always caught within the city walls
Looking in, looking in
But I'm here with you in the city walls
And you can't hurt us within the city walls
'Cause if they do, if they do

[Outro]
They lose
They lose

A canção "City Walls" é uma peça atmosférica e melancólica da banda britânica de rock progressivo e eletrónico Archive. A faixa faz parte do álbum intitulado Glass Minds (2026), uma obra que explora sonoridades densas e paisagens sonoras cinematográficas. Através de uma letra que evoca o isolamento e a claustrofobia das metrópoles modernas, a música utiliza a metáfora das "muralhas da cidade" para descrever as barreiras emocionais e sociais que nos rodeiam. O clipe, carregado de imagens surreais geradas com recurso a inteligência artificial, complementa esta mensagem ao apresentar figuras anacrónicas, como o médico da peste e astronautas em ambientes decrépitos, reforçando a ideia de que a humanidade vive num ciclo perpétuo de decadência e estranheza. É uma obra que convida à reflexão sobre a alienação urbana e a fragilidade da nossa existência perante o tempo e o progresso.

Os porcos são muito mais inteligentes, limpos e empáticos que a trupe MAGA e brutalistas destes tempos cinzentos

Porky (2021) por Andrea Lavery
Sobre a Pintora e o quadro
Andrea Lavery é uma conceituada artista que cresceu no ambiente rural de Newtown, Connecticut, EUA residindo e trabalha atualmente na zona costeira do mesmo estado. A sua trajetória artística é marcada por uma evolução orgânica e apaixonada; embora os seus registos biográficos privilegiem a experiência prática, a sua técnica revela um domínio consolidado dos meios tradicionais, fruto da sua formação académica com um Bacharelato em Belas Artes (BFA) pelo Paier College of Art, concluído em 1985.

O seu trabalho é amplamente classificado como Impressionismo Contemporâneo, um estilo que a própria define como "Happy Colorful Art". A temática da sua obra é profundamente inspirada pela natureza e pela vida selvagem, destacando-se as suas representações vibrantes de pássaros, abelhas, coelhos e flores. Através de pinceladas fluidas e expressivas, Lavery cria texturas ricas que privilegiam uma interpretação emocional e luminosa do objeto em detrimento de um realismo rígido.

Do ponto de vista técnico, a artista utiliza predominantemente óleos solúveis em água, recorrendo ao óleo de linhaça com a mesma propriedade para conferir transparência e fluidez às composições. Andrea Lavery é particularmente reconhecida por trabalhar em painéis de pequeno formato, nos quais consegue concentrar uma enorme densidade de cor e energia. O sucesso do seu estilo reflete-se não só em galerias, mas também no mercado de licenciamento, com as suas criações a serem aplicadas em tecidos (notavelmente para a QT Fabrics), impressões artísticas e diversos objetos de decoração.

Os porcos são muito mais inteligentes, limpos e empáticos que a trupe MAGA e brutalistas destes tempos cinzentos

O que diz a Ciência 
Apesar dos estereótipos de serem animais simplórios e desleixados, os porcos/suínos são animais extremamente inteligentes, limpos, emotivos e sociais.

A investigação contemporânea no domínio da etologia e da neurociência cognitiva tem demonstrado que os suínos (Sus scrofa domesticus) possuem uma complexidade neurocognitiva que rivaliza com a de primatas não humanos e cetáceos, destacando-se como uma das espécies mais inteligentes do reino animal. No estudo fundamental "Thinking Pigs: A Comparative Review of Cognition, Emotion, and Personality in Sus scrofa domesticus" (Marino & Colvin, 2015), os investigadores compilam evidências de que os porcos exibem uma memória a longo prazo notável e uma capacidade avançada de resolução de problemas. Um dos marcos desta inteligência é a compreensão da perspetiva espacial, demonstrada no estudo "Pigs learn what a mirror image represents and use it to obtain information" (Broom et al., 2009), onde os animais conseguiram utilizar espelhos para localizar alimento escondido, um indicador de processamento visual sofisticado.

Para além da inteligência lógica, os porcos manifestam uma vida social e emocional extremamente rica. A existência de empatia e contágio emocional foi documentada em "Indicators of positive and negative emotions and emotional contagion in pigs" (Reimert et al., 2013), revelando que estes animais não só sentem emoções complexas, como estas são influenciadas pelo estado de ânimo dos seus pares. Esta sensibilidade estende-se à interação com humanos e à capacidade de aprendizagem tecnológica, como comprovado pela recente investigação "Investigation of Video Game Play in Pigs" (Croney & Boysen, 2021), onde os suínos demonstraram competência na manipulação de joysticks para atingir objetivos num ecrã.

Contrariamente ao estigma popular, o porco é um animal instintivamente limpo; quando dispõem de espaço adequado, estabelecem áreas rigorosas para alimentação e repouso, mantendo-as afastadas das zonas de excreção. O comportamento de se refrescarem na lama é, na verdade, uma solução biológica engenhosa para a termorregulação e proteção dérmica, uma vez que a sua anatomia possui um número reduzido de glândulas sudoríparas. Em suma, a ciência moderna reitera que os porcos são seres sencientes, dotados de consciência social, capacidades cognitivas superiores e uma higiene comportamental que desafia preconceitos históricos.

Saber mais:

1. Pig Intelligence

2. From snout to tail, there’s more to pigs than meets the eye

3. No, Pigs Aren't Dirty

4. Eight Things You Probably Didn’t Know About Pigs

Who's the Biggest Money Behind the Throne?

Para ver com mais detalhe e ampliação aqui

It’s important that we demonstrated against Trump’s assertion of royal powers.

It’s at least as important to follow the money — and learn the identities of America’s billionaire royalty who crowned Trump in the first place. They’re now spending another regal fortune to keep Congress under his control.

Today I’m going to name names.

As of March 1, according to a new report from Americans for Tax Fairness, the 50 biggest-spending billionaires in American politics had already contributed over $433 million to the upcoming midterm political campaigns.

Not surprisingly, 80 percent of this haul is in support of Republican candidates or conservative issue groups.

Given how early we are in the process, and how contributions tend to accelerate closer to Election Day, 2026 will almost surely set a new record for billionaire money in midterm elections. (Because of our current pathetically weak campaign finance laws, courtesy of the Supreme Court, fat-cat contributors are funneling huge sums through super PACs. While such spending is supposed to be independent of the campaign being supported, rules against coordination are now going largely unenforced.)

Who they are
1. Elon Musk
The single biggest contributor is, of course, Elon Musk — the world’s richest person — who has plunked down almost $71 million into Republican midterm campaigns so far.

Musk contributed a total of $278 million in the 2024 election cycle, mostly for getting Trump reelected. His “investment” has paid off nicely. Musk’s net worth has grown 220 percent since Trump won in 2024.

Musk’s latest cash infusion to Republicans came after his short destructive stint as head of the “Department of Government Efficiency,” where he helped place his cronies into high-level positions throughout the federal government.

Yes, I know. Musk and Trump had a falling out. But since then both have realized they have more to gain as political partners. And now that Musk’s SpaceX satellite system is integral to Pete Hegseth’s Department of “War,” Musk has filed for an initial public offering, seeking a valuation over $2 trillion and potentially raising $75 billion, which would make it the largest IPO in history.

The New York Times reports that Musk participated in a phone call on Tuesday with Trump and Prime Minister Narendra Modi of India. Musk’s companies have taken on significant investment from sovereign wealth funds from Middle Eastern countries, including Saudi Arabia and Qatar, and he has long coveted a greater commercial presence in India.

2. Jeff Yass
Musk is followed in the billionaire-spending-on-politics sweepstakes by Wall Street financier Jeff Yass, who has contributed more than $55 million so far in this midterm election cycle. He’s donated $16 million to MAGA, Inc., Trump’s super PAC, dedicated to supporting candidates he backs.

The Yass donations came as Trump was deciding whether to delay the forced sale of the social media app TikTok, in which Yass was a major investor. Trump repeatedly delayed the sale, saving Yass’s lucrative investment.

In addition, Yass has donated $10 million apiece to the anti-tax Club for Growth PAC; to another PAC that wants to drain funds from public schools to support private ones; and to a PAC that supports the political ambitions of former Republican presidential candidate Vivek Ramaswamy. Yass has also donated $7.5 million to a PAC dedicated to supporting House members of (and House candidates aspiring to belong to) the radical-right Freedom Caucus.

3.Greg Brockman
In third place is San Francisco AI tech mogul Greg Brockman, who has given $25 million in midterm money so far — mostly to Trump’s super PAC, presumably because Brockman wants to dismantle state-level AI regulations through federal preemptive action and thinks Trump will help him.

As president of OpenAI, Brockman recently agreed to let the Pentagon use his company’s AI technology — which his competitor Anthropic publicly refused to do over concerns about mass surveillance and autonomous weapons.

4. Dick Uihlein
Packaging titan Dick Uihlein has long been a major donor to right-wing candidates and causes. (Among the beneficiaries of his largesse have been many politicians who denied Donald Trump’s loss to Joe Biden in the 2020 presidential election.)

The biggest recipients of Uihlein midterm money so far are two super PACs for which Uihlein and his wife are the principal backers: $5 million to Restoration of America, supporting conservative political candidates; and $3.5 million to Fair Courts America, which the Uihleins founded to support conservative candidates for judicial office.

5. Stephen Schwarzman
Private equity mogul Stephen Schwarzman has long been a major Republican Party megadonor. As CEO of the giant investment management company Blackstone, Schwarzman has built a career on predatory business practices and disregard for the public good, while leveraging his immense wealth to rig the system in his favor.

So far in the midterms, Schwarzman has spent: $5 million for Trump’s super PAC; $5 million for the Republican Senate Leadership Fund; $1 million for the Republican Congressional Leadership Fund; and $1 million to a super PAC exclusively backing Republican Senate Whip John Cornyn.

***

As we approach the 250th anniversary of our independence from the British monarchy, it’s more important than ever to commit ourselves to getting big money out of American politics.

As I’ve noted, here’s a potential way to do this without waiting for the Supreme Court to reverse its Citizens United decision or amending the Constitution. Another is through small-donor financing. The two aren’t mutually exclusive; indeed, we should push for both.

Billionaires are not singularly responsible for corrupting our system of government, of course — and not all billionaires are doing this.

But as wealth continues to concentrate at the top, America finds itself in a doom loop in which giant campaign donations from the super-rich buy political decisions that make them even richer.

This doom loop is the power behind the throne on which Trump shits sits.

Cimeira importante realizada em Paris, entre 30 de Março a 2 de Abril por We Don´t Have Time e Change NOW, antecipando a Conferência em Colômbia


Oradores presentes aqui

Palestras:
  1. Respeito pelos Limites Planetários We Don't Have Time ChangeNOW HUB - March 31 2026
  2. Negócios Sustentáveis (Business within Planetary Boundaries) e Transição do Sistema Alimentar   We Don't Have Time ChangeNOW HUB - April 1, 2026
  3. Uso de Dados e Transparência e Tecnologia e Inovação de Impacto We Don't Have Time ChangeNOW HUB - April 2, 2026
Durante três décadas, as negociações climáticas globais concentraram-se na gestão dos sintomas da crise climática — as emissões de gases com efeito de estufa — ignorando a causa principal: a proliferação descontrolada de carvão, petróleo e gás.

Embora a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) e o Acordo de Paris sejam fóruns essenciais para a ação climática global, as suas estruturas baseadas no consenso permitem que grupos de pressão apoiados por indústrias poluentes impeçam a implementação de medidas necessárias no controlo da produção de combustíveis fósseis. Agora, temos uma oportunidade crucial para ultrapassar este impasse.

Entre 24 e 29 de abril de 2026, a Colômbia e a Holanda realizarão o  First Conference on Transitioning Away from Fossil Fuels em Santa Marta. A conferência é a primeira de uma “série de conferências” acordadas pelos 18 Estados-nação participantes no desenvolvimento de um Tratado sobre Combustíveis Fósseis, e será um fórum focado em soluções, operando fora dos auspícios da arquitectura climática internacional tradicional.

Estado da Arte do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis aqui

Tempers - Hell Hotline

[Verse 1]
He watched his future turn to powder
As he looked out over the water
Put out his cigarette
Gave fate a chance
Took her out to a seaside dance

[Chorus] 2X
He was born to die in a seaside casino
Beneath the pretty lights
Pretty lights
You see
Some beautiful things
Get lost

[Verse 2]
How hope is like a golden devil
He wore his best black tie
Tied himself up best he could
In a house of flashing tricks
Flashing tricks

[Chorus] 2X

Melhor som aqui

A canção "Hell Hotline" é um dos pilares de "Services" (2015), o álbum de estreia dos Tempers, que consolidou o duo nova-iorquino na cena darkwave contemporânea. No contexto deste disco, a música funciona como um hino ao isolamento urbano e à alienação, utilizando sintetizadores frios e uma batida industrial para criar uma atmosfera de "discoteca vazia" na madrugada de uma metrópole. O álbum, no seu todo, explora a mercantilização dos sentimentos e a frieza das interações humanas modernas - o que a banda apelida de "alien pop" - transformando a angústia existencial numa experiência estética elegante e hipnótica. Ao ouvires o trabalho completo, percebes que "Hell Hotline" é o ponto onde o desespero e o prazer da dança se fundem de forma mais eficaz.

Podes ouvir o álbum completo aqui:

SASAMI - Pacify My Heart


A artista SASAMI (nome artístico de Sasami Ashworth) é de nacionalidade norte-americana, nascida em Bronxville, Nova York,1990 e radicada em Los Angeles. Ela possui ascendência coreana (família Zainichi) e japonesa.

Pacify My Heart (e o álbum de estreia): Esta música específica pertence ao seu primeiro álbum homónimo (SASAMI, 2019)

[Verse 1]
Sometimes I wish I never met you (3X)
Because I don't have enough

[Chorus 1]
When you quantify my love
You may find it's not enough
But that's okay with me
Another day I'll see it through
I'll see it through

[Verse 2]
Some days I wish I could forget you (3X)
Because you don't have it all

[Chorus 2]
When you pacify my heart
I forget why it was hard
But that's okay with me
Another day I'll see it through
I'll see it through

A canção "Pacify My Heart", lançada pela norte-americana SASAMI em 2019, é uma composição densa que mergulha nas complexidades do luto afetivo e da exaustão emocional. A letra inicia com uma confissão amarga de arrependimento, onde a artista expressa o desejo de nunca ter conhecido a pessoa em questão, estabelecendo de imediato um tom de desilusão. O significado central da faixa repousa no conflito entre a razão, que reconhece a toxicidade de um relacionamento passado, e o coração, que ainda se encontra num estado de agitação e sofrimento. O título funciona como um apelo desesperado por tranquilidade e silêncio interno, uma tentativa de "pacificar" o turbilhão de memórias que persistem mesmo após o fim da união.

Musicalmente, a estrutura da canção reforça esse sentimento de sufocamento e eventual libertação. O que começa como uma balada de indie rock contida e atmosférica evolui para um final instrumental longo e carregado de distorção shoegaze. Esse encerramento não é meramente estético; ele simboliza a catarse emocional, onde o ruído das guitarras substitui as palavras que já não são suficientes para expressar a dor e a frustração. Ao transformar o sentimento em som puro, SASAMI consegue transmitir a sensação de um colapso interno, tornando "Pacify My Heart" uma exploração visceral sobre como o desapego é, muitas vezes, um processo barulhento e violento dentro de nós mesmos.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Há um novo estreito em risco por causa da guerra entre Irão e EUA - trata-se do Estreito de Bab El-Mandeb : custos do comércio global podem disparar



O estreito de Bab El-Mandeb é uma das rotas comerciais mais importantes do mundo e separa os continentes asiático e africano. É a ligação entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, através do Golfo de Áden, e também uma das vias marítimas para o Canal do Suez, que liga ao Mediterrâneo.

A localização do Bab El-Mandeb confere-lhe uma enorme importância estratégica, que o Irão ameaça agora, através dos houthis, os maiores aliados que Teerão tem na região.

Os houthis são uma parte dos chamado Eixo da Resistência, uma coligação militar informal, liderada pelo Irão, que reúne vários grupos rebeldes armados que lutam contra a influência dos Estados Unidos, Israel e aliados no Médio Oriente.

O estreito fica entre o Iémen, o Djibuti e a Eritreia e é usado por cerca de 20 mil navios por ano, que representam um quinto de todo o comércio mundial.

Desde que o Irão bloqueou Ormuz, por exemplo, tem sido usado pela Arábia Saudita como única via para exportar milhões de barris de petróleo.

Nos últimos dois anos, os houthis atacaram e sequestraram alguns navios na passagem por Bab El-Mandeb, mas agora ameaçam com ataques em grande escala, que podem obrigar ao fecho do estreito e que podem, mesmo, chegar aos navios que atravessam o Mar Vermelho.

A ameaça de eventual bloqueio surge poucas horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter voltado a endurecer o discurso contra Teerão, incluindo referências a possíveis ataques a infraestruturas como centrais elétricas e pontes.

Neste domingo Ali Akbar Velayati, conselheiro do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou neste domingo numa publicação em inglês na rede social X que Washington deve encarar esta passagem estratégica “como encara Ormuz”, sugerindo que poderá sofrer perturbações semelhantes às já registadas no Golfo Pérsico.

Um analista do Atlantic Council não tem dúvidas do que pode acontecer se Trump não terminar rapidamente esta guerra: "O regime iraniano demonstrou o imenso poder global que pode exercer ao fechar o Estreito de Ormuz e ao pressionar a economia mundial. Se Trump agravar a situação ao atacar a ilha iraniana de Kharg, de onde é exportado 90% do petróleo do Irão, ou atacar a infraestrutura energética regional, o Estreito de Bab el-Mandeb tornar-se-á uma via crucial para o regime demonstrar o seu poder. Não estamos numa situação em que os iranianos estejam a capitular, já que Trump também está desesperado para negociar", constatou Danny Citrinowicz, citado pelo El País.

Se isso acontecer, será mais um golpe severo para a economia mundial, com os navios obrigados a irem dar a volta pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, aumentando exponencialmente os custos de milhares de produtos essenciais.

Spinumviva: contratos públicos de grupo empresarial ligado à empresa familiar de Montenegro disparam após ida para São Bento


Existe uma velha adivinha que pergunta como pode um elefante passar despercebido no meio de uma cidade. A resposta é simples: em manada. A divulgação “em manada” da lista de clientes da empresa Spinumviva pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, poderá ter servido precisamente para isso: diluir, no volume do conjunto, eventuais suspeitas sobre relações posteriores entre o poder político e interesses económicos anteriormente ligados ao chefe do Governo.

Mas uma análise detalhada do PÁGINA UM aos contratos públicos celebrados por empresas do universo Trivalor — nos 24 meses anteriores à tomada de posse de Montenegro como primeiro-ministro e nos 24 meses subsequentes — fez acender luzes vermelhas em duas sociedades em particular: a ITAU — Instituto Técnico de Alimentação Humana, ligada ao sector das refeições colectivas, e a Sogenave, uma sociedade dedicada à distribuição alimentar e não alimentar. Ambas integram o grupo Trivalor, um dos maiores operadores nacionais na prestação de serviços ao Estado, hoje com liderança operacional associada a Filipe Crisóstomo Silva, ex-CEO da Galp Energia, que herdou a posição (quase 90%) do seu pai.

Na análise, baseada em dados do Portal BASE, compararam-se dois períodos simétricos: de 1 de Abril de 2022 a 1 de Abril de 2024 e de 2 de Abril de 2024 a 1 de Abril de 2026. No conjunto das empresas identificadas da holding Trivalor — ITAU, Sogenave, Gertal, Iberlim, Strong Charon, Cerger, Socigeste, Ticket Restaurant, Sinal Mais, Papiro e S Team Consulting —, o número de contratos passou de 1.434, no período anterior à primeira tomada de posse de Montenegro, para 1.668, no período subsequente homólogo, já com funções em São Bento. 

A subida relativa nos contratos (+16,3%) ficou, ainda assim, aquém do salto na facturação registado entre Abril de 2024 e o início do mês actualmente em curso: de 344,2 milhões de euros passou para 468,9 milhões, um crescimento de 36,2%. Isto traduz-se num incremento absoluto de quase 125 milhões de euros. Saliente-se que alguns contratos mais recentes poderão ainda não ter sido introduzidos no Portal BASE.

Mas é na leitura fina dos dados que o padrão ganha relevo, tendo como referência o período do PSD na oposição e o período de Montenegro como líder do Governo. O preço médio por contrato das empresas da Trivalor aumentou de cerca de 240 mil euros para 281 mil euros (+17,1%), enquanto o preço mediano — que representa melhor o contrato “típico” — caiu de 22.416 euros para 16.285 euros (-27,4%). Esta divergência é relevante: significa que o crescimento do grupo foi puxado simultaneamente por contratos muito grandes e por uma multiplicação de contratos de menor dimensão, expandindo a presença do grupo na máquina pública.

Neste contexto, sobressaem ainda mais os casos da ITAU e da Sogenave, que foram clientes directos dos ‘trabalhos’ de Montenegro através da Spinumviva.

Comparando os períodos pré e pós-Governo Montenegro, a ITAU mantém praticamente o mesmo número de contratos (143 para 140), mas o valor total disparou de 86,6 milhões para 144,2 milhões de euros (+66,5%). O valor médio por contrato subiu de 605,7 mil euros para 1,03 milhões (+70,0%). Ou seja, neste caso, a empresa não cresceu em volume contratual, mas sim em escala financeira, passando a ganhar contratos significativamente maiores.

Já a Sogenave apresentou um movimento inverso, mas também favorável no período de Governo de Montenegro. O número de contratos subiu de 786 para 1.079 (+37,3%), e o valor total passou de 37,5 milhões para 55,9 milhões de euros (+49,1%), com um aumento mais moderado do preço médio (+8,6%). Aqui, o crescimento foi claramente extensivo: mais contratos, mais clientes, maior capilaridade no sector público.

Em conjunto, ITAU e Sogenave passaram de 124,1 milhões para 200,1 milhões de euros, um aumento de 61,2%, com mais 290 contratos. Estas duas empresas representam, sozinhas, uma parcela muito significativa do reforço do grupo no período posterior à tomada de posse de Montenegro.

Mas o crescimento da Trivalor não se limitou a estas sociedades. A Gertal, por exemplo, já com forte presença no sector da alimentação colectiva, passou de 197,8 milhões para 221,4 milhões de euros. A Strong Charon, ligada à segurança privada, saltou de 14,0 milhões para 43,8 milhões, um crescimento expressivo que reforça a ideia de expansão transversal do grupo.

Outro dado bastante relevante incide na alteração dos procedimentos de contratação. O número de contratos por concurso público desceu ligeiramente (655 para 622), enquanto os contratos por ajuste directo em regime geral subiram de forma significativa, passando de 380 para 626, muito associados à Sogenave, embora o valor global até tenha descido ligeiramente (de 56,7 para 50,5 milhões de euros). A consulta prévia manteve-se estável.

Porém, foi nos concursos limitados — procedimento que restringe previamente quem pode concorrer — que as empresas da Trivalor mais se reforçaram. Os dois maiores contratos do grupo, que beneficiaram a Gertal (Vila Nova de Gaia, com 38,4 milhões de euros, e Matosinhos, com 13,7 milhões), foram obtidos por este tipo de procedimento.

Isto significa que o grupo passou a aparecer com maior frequência em procedimentos com concorrência limitada ou nula, embora, em termos de valor, os concursos públicos continuem a representar a maior fatia do dinheiro adjudicado — cerca de 60% no período posterior.

Há ainda um fenómeno de concentração. Apesar de o número de entidades adjudicantes subir de 401 para 424, uma parcela crescente do valor total concentra-se nos maiores compradores. Os cinco principais adjudicantes passaram a representar 35,9% do total (contra 27,1% antes de Montenegro assumir a liderança do Governo), e os dez maiores quase metade do valor global (49,2%). Entre esses grandes compradores surgem entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Município de Vila Nova de Gaia (que só recentemente passou para a liderança social-democrata), o Município de Lisboa, a empresa pública SUCH (sector hospitalar) e o Centro Hospitalar Universitário do Porto

Curiosamente, o crescimento do grupo não assentou de forma relevante em novos clientes. Apenas 20 entidades passaram a contratar com o grupo no período posterior à chegada de Montenegro ao poder, representando cerca de 13,8 milhões de euros, ou seja, menos de 3% do total. Isto indica que a expansão resultou sobretudo do reforço de relações já existentes e da capacidade de aumentar o volume contratual junto de grandes adjudicantes.

Os maiores contratos ilustram bem a escala do fenómeno. Entre eles estão um contrato da Gertal com o Município de Vila Nova de Gaia superior a 38 milhões de euros, um da ITAU com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) próximo de 31,9 milhões, outro da Gertal com o Município de Lisboa acima de 31,1 milhões, bem como contratos relevantes da Strong Charon e da própria ITAU com grandes entidades públicas.

O caso da SCML é particularmente sintomático da “sorte grande” que saiu ao grupo Trivalor desde a ascensão de Montenegro ao Governo. Nos dois anos anteriores à chegada ao poder da nova AD, em Abril de 2024, as adjudicações da SCML totalizaram 8,5 milhões de euros. Já nos dois anos posteriores, com Montenegro em São Bento, a ITAU conseguiu contratos no valor de 35,6 milhões de euros e a Strong Charon de 19,6 milhões. Resultado: entre um período e outro, a Trivalor registou um crescimento de cerca de 547% no valor dos contratos com esta entidade.

Os dados não permitem, por si só, concluir pela existência de favorecimento político, embora tenham sido aplicados três testes estatísticos que confirmam que a mudança de padrões entre o período anterior e posterior à entrada de Montenegro em São Bento é estatisticamente muito significativa. Mas permitem afirmar, com base empírica, que o grupo Trivalor reforçou de forma expressiva a sua presença na contratação pública após a chegada de Luís Montenegro ao cargo de primeiro-ministro, e que esse reforço se mostra particularmente visível em duas empresas com relevância directa no contexto da lista de clientes anteriormente divulgada.

Tal como na adivinha, o elefante pode tentar passar despercebido. Mas, neste caso, mesmo em manada, há sinais demasiado grandes para as autoridades ignorarem. Recorde-se que o PÁGINA UM intentou uma intimação no Tribunal Administrativo de Lisboa no sentido de a Procuradoria-Geral da República disponibilizar o acesso à averiguação preventiva relativa à Spinumviva, entretanto arquivada, mas ainda não tornada pública.

Cocteau Twins - Orange Appled, Ella Megalast Burls Forever and Snub

Every song is so unique and its own. I really want to cry to this song everytime I listen to "Orange Apple".Thank you CT for such beautiful music

 

Ao vivo, Michigan, 1990- Great Artists made great live performance & this is a Hi quality Sound recording. This Live version is more dynamic energetic & faster whit a smart complexity produced by the Voice & the Guitar

domingo, 5 de abril de 2026

Dead Leaf Echo - Call


Melhor som aqui

Soon, I will take you
Soon, we'll go home
With these thoughts, but not these memories
Of what once was a past home

Just call
I've been waiting
I'll be there for you
You just call
I've been waiting
I'll be there for you

Soon, you'll take me
Soon, I will be far away
With this form placed over function
It's the only way I'll get back to you

[refrão]
If you'd just call
I've been waiting
I'll be there for you
You just call
I'll be waiting
I'll be there for you

To try and break you, I've worked hard (3X)
And I'll break you

[refrão]

To try and break you
I will fake you

A força de "Call" reside na exploração profunda do anseio e da conexão, manifestando a urgência de um contato que parece sempre interrompido ou prestes a chegar. A canção mergulha na distância emocional, apresentando o desejo de redenção através do outro como uma força motriz, enquanto a letra alterna entre a promessa de presença e a frustração da espera. Esse sentimento é amplificado por uma marcante melancolia urbana, típica de bandas que emergem do isolamento de metrópoles como Nova York; aqui, a "chamada" do título funciona como um farol de esperança, uma tentativa desesperada de romper o ruído da cidade e escapar do confinamento dos próprios pensamentos.

Tudo isso é emoldurado por uma cinematografia sonora meticulosa, já que LG Galleon projecta suas composições como trilhas sonoras para filmes que nunca foram filmados. Em "Call", essa estética se traduz na tensão constante entre o silêncio do sentimento interior e o barulho esmagador da realidade externa, utilizando as camadas densas do shoegaze para pintar um retrato sonoro onde a forma muitas vezes se sobrepõe à função, criando uma experiência que é, ao mesmo tempo, íntima e expansiva.

Página Oficial
Dead Leaf Echo 

As Team Trump wage unceasing war on Iran, evangelical nationalists are destroying any moral world order we once had


The brutalisation of global norms by figures like Pete Hegseth must be seen as an ethical issue. It’s a fight against chaos, and all major religions must play a role

That combative old hymn, Onward Christian Soldiers, is not much heard these days, though it was once a favourite with church congregations and school assemblies. Written in 1865 by Sabine Baring-Gould, an English clergyman and religious scholar, its belligerent refrain urges the faithful on to battle, victory and conquest: “Onward, Christian soldiers / Marching as to war / With the cross of Jesus / Going on before!” Its martial tone suited the Victorian zeitgeist but it made succeeding generations uneasy (though it was still sung in my primary school in the early 1960s). Nowadays, this sort of triumphalism gives religion a bad name.

Pete Hegseth, US defence secretary, and a leading Christian soldier, would certainly disagree. He probably hums it on his way to work. At a recent Christian worship service in the Pentagon – an irregular event, given the constitution’s dislike of anything smacking of state religion – Hegseth, referencing Iran, prayed for “overwhelming violence of action against those who deserve no mercy”. Hegseth’s creed is killing. He describes Iranians as “religious fanatics”. And he should know. His intolerant brand of evangelical Christian nationalism is extreme even by US standards – yet has Donald Trump’s backing. Trump was a Presbyterian until 2020, when he abruptly declared he wasn’t. God knows what he is now.

Exploitation of Christian belief for political and military ends is a long-established, shabby US practice. Yet there’s a darkly obnoxious underside. Implicit in the official demonisation and dehumanisation of the Iranian nation is fear and loathing of otherness, in this case Shia Muslims. In one of his first acts as president in 2017, Trump banned immigrants from several Muslim-majority countries, and has continued in that hateful vein.

For most practising Christians, the misappropriation, distortion and weaponisation of faith to justify death and destruction, sow divisions, excuse war crimes and bomb Iran “back to the stone ages” is deeply saddening. Christians – who celebrate Easter on Sunday – believe Jesus was crucified for the sake of all mankind, for the forgiveness of sins, not for vindictive vengeance, pride and domination. Pope Leo spoke for many beyond the Catholic church at a Palm Sunday mass in Rome in forcefully rejecting attempts by zealots such as Hegseth to conscript Christianity. “No one can use [Jesus] to justify war,” he said, quoting Isaiah. War-makers’ prayers would go unanswered. “Your hands are full of blood.”

Not all Christians oppose Trump’s and Benjamin Netanyahu’s war of choice in Iran. Yet Leo’s outrage is shared in Britain by, among others, Rowan Williams, a former archbishop of Canterbury, and is echoed across the Islamic world and by Jews around the world. It reflects a much bigger battle – over the way today’s authoritarian leaders ignore international law and encourage and exploit the disintegration of the post-1945 “global rules-based order”. The cost of this breakdown is usually counted in terms of geopolitical and economic disruption, fractured alliances and unilateral acts of impunity, such as the invasion of Ukraine and genocide in Gaza. But the brutalisation and demoralisation of the global order must be counted an ethical issue, too. Its collapse constitutes a fundamental, universal crisis of morality.

More than ever, perhaps, a conflicted world needs independent, apolitical voices willing, and sufficiently courageous, to speak truth to power, stand up to autocratic bullies, defend the weakest and most vulnerable, and call out injustice and state lawlessness. When temporal leadership fails, when trust and confidence in secular governments and politicians are lacking, when belief in democracy is fading and when people’s basic security, physical and financial, is threatened by forces beyond their control, who then will challenge tyranny? With growing desperation, nailed to a cross of their own making, broken societies cry out for spiritual rescue.

In this global struggle against chaos, all religions must play a role. Yet over Iran, its latest manifestation, the response has often seemed cautious and divided. In the UK, Sarah Mullally, installed last month as archbishop of Canterbury and head of the worldwide Anglican communion, sidestepped the war in her first sermon. In contrast, Guli Francis-Dehqani, the Iranian-born bishop of Chelmsford, denounced it as illegal, as neither moral nor just.

The assassination by Israel of Ayatollah Ali Khamenei, Iran’s supreme leader, who was also a senior clerical authority for Shia Muslims everywhere, was exceptionally provocative (and illegal). Yet regional reactions have divided along sectarian lines. In Syria, some Sunni Muslims celebrated his death. The war is popular among Jewish Israelis but a majority of Jewish Americans is opposed, with 77% saying Trump has no plan – according to a J Street poll. Similar divides exist over Ukraine, where religious organisations linked to the slavishly pro-Putin, pro-war Russian Orthodox church are banned by Kyiv.

Such schisms and splits are nothing new. Yet facing global geopolitical meltdown, Christian leaders of every stripe have a clearcut moral responsibility to unite in championing a more militant, voluble, specifically anti-war, pro-justice ecumenicalism. In truth, all faith leaders, not just Christians, could and should act together. Mosque worshippers in Tehran, Beirut and Gaza, synagogue members in Tel Aviv, Jerusalem and north London, churchgoers from Canterbury to Cincinnati and their children – children like those incinerated by a Tomahawk missile in Minab – all share a common interest in upholding the basic human freedom to live, work and follow the god of their conscience without being blown up, terrorised, persecuted and cynically misled by reckless politicians.

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Feliz Páscoa


Josh Clare é um prestigiado pintor contemporâneo norte-americano, nascido em 1982 no estado do Utah. Criado no seio das paisagens imponentes das Montanhas Rochosas, consolidou a sua base técnica na Brigham Young University-Idaho, onde se licenciou em 2007 em Belas Artes (BFA) com especialização em Ilustração. Foi durante o seu percurso académico que descobriu uma ligação profunda com a pintura de paisagem, sob a mentoria de professores que o incentivaram a observar a natureza de forma direta e rigorosa.

O seu estilo artístico fundamenta-se no impressionismo clássico e na tradição do realismo americano, com um foco quase devocional na prática en plein air (pintura ao ar livre). O trabalho de Clare é reconhecido pela habilidade magistral em captar os efeitos efémeros da luz natural, utilizando pinceladas confiantes e uma paleta de cores harmoniosa para traduzir a atmosfera de cenários rurais e montanhosos. Para o artista, a pintura transcende a mera representação visual; trata-se de uma busca por captar a essência e a "verdade" da criação, transformando elementos simples do quotidiano campestre em composições repletas de poesia e profundidade emocional. Atualmente, é considerado uma das figuras mais influentes do movimento de pintura de paisagem nos Estados Unidos, acumulando prémios de prestígio e expondo em importantes galerias nacionais.

Da Mitologia à Tradição: A Origem Pagã do Coelho e do Ovo da Páscoa

A génese desta tradição recua aos cultos pré-cristãos do Norte da Europa, onde a chegada da primavera era celebrada sob o signo da deusa Eostre, ou Ostara, a divindade teutónica da aurora e do renascimento. Para os povos antigos, a transição do inverno para o florescimento da terra exigia símbolos que traduzissem visualmente a ideia de fertilidade e vida latente. Surge aqui a lebre — a antecessora do nosso coelho doméstico — que, pela sua extraordinária capacidade reprodutiva e pelo facto de ser um dos primeiros animais a reaparecer nos campos após o degelo, se tornou o emblema vivo da abundância da deusa.

A ligação específica entre a lebre e o ovo encontra a sua raiz numa narrativa mitológica persistente, segundo a qual Eostre teria transformado um pássaro ferido num animal terrestre para o salvar do frio. Apesar da metamorfose, a criatura conservou a faculdade de pôr ovos, que decorava com cores vibrantes e oferecia à divindade em sinal de gratidão. Este mito serviu para explicar a união de dois símbolos de regeneração: enquanto o ovo representa o microcosmo e o mistério da vida protegida por uma casca que parece inerte, o coelho personifica a força ativa e a rapidez com que essa mesma vida se propaga na superfície da terra. Com a expansão do cristianismo, estas práticas não foram eliminadas, mas sim integradas através de um processo de inculturação, onde o renascimento da natureza foi reinterpretado como a ressurreição de Cristo.

A partir do século XVI, na Alemanha, esta herança consolidou-se na figura do "Osterhase", a lebre da Páscoa que avaliava o comportamento das crianças e escondia ovos decorados nos jardins. A prática foi reforçada pela proibição do consumo de ovos durante a Quaresma; como as galinhas não interrompiam a postura, os ovos eram cozidos e guardados, sendo depois oferecidos e consumidos com festividade no Domingo de Páscoa. Foi apenas no século XIX que a indústria de confeitaria, aproveitando a iconografia já profundamente enraizada no imaginário popular, começou a produzir estes símbolos em chocolate, transformando um antigo rito agrário no fenómeno global que conhecemos hoje.

Para fundamentar esta investigação, podem consultar-se obras como "Deutsche Mythologie" de Jacob Grimm (1835) , que explora as ligações linguísticas e rituais de Ostara, ou o clássico "An Egg at Easter: A Folklore Study" de Venetia Newall (1971) , que detalha a simbologia do ovo através das eras. Outras fontes essenciais incluem "The Stations of the Sun" de Ronald Hutton (1996) , sobre a evolução do calendário ritual britânico, "The Easter Hare" de Charles J. Billson , publicado na revista Folklore (1882), e o texto medieval "De Temporum Ratione" de Beda, o Venerável (775), que constitui o primeiro registo histórico da deusa que deu nome à celebração.  

Quem desejar fazer uma investigação mais profunda, sugerem-se as seguintes referências:
  1. Gimbutas, Marija (1982). The Goddesses and Gods of Old Europe. (essencial para compreender os símbolos de fertilidade, como o ovo, na pré-história e na antiguidade).
  2. Hutchinson, Sharon Elswit (2012). The East Easter Egg: A History of Symbols. (explora a transição dos ovos naturais para os ovos artísticos e a sua simbologia religiosa).
  3. Sermon, Richard (2008). From Easter to Ostara: the Reinvention of a Pagan Goddess?. In: Time and Mind. (uma análise crítica e moderna sobre como a figura de Ostara foi interpretada pelos estudiosos do século XIX, como os Irmãos Grimm).