Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Acabei de submeter o meu parecer de discordância relativamente ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER)
O 'bicho-de-sete-cabeças' que não é: como uma loja online unificada salvaria os museus públicos
Neste aspecto (lojas virtuais de museus) não somos Franceses, Alemães, Holandeses nem os Países Nórdicos.
After The Sin - Morning Blue
terça-feira, 14 de julho de 2026
Triggerfinger - Through The Beam
Volta a Portugal quer entrar no coração do Gerês, mas ICNF ainda não aprovou a etapa
Município de Oleiros dá parecer desfavorável ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (ZAER)
- Redução significativa da área proposta para o concelho de Oleiros;
- Exclusão das áreas ambiental e paisagisticamente mais sensíveis;
- Validação cartográfica à escala municipal;
- Definição de limites máximos de ocupação territorial por município;
- Prioridade para a instalação de projetos em áreas já artificializadas, industriais, degradadas ou anteriormente intervencionadas;
- Articulação efetiva com os instrumentos municipais de gestão do território.
A inteligência artificial pode provocar um colapso no mercado de ações?
Governo vai rever regime de gratuitidade dos museus e diz que são exigências da Comissão Europeia
segunda-feira, 13 de julho de 2026
RY X - Salt
Entrevista. Clara E. Mattei: “A austeridade é muito eficaz a produzir individualismo, alienação, ódio aos mais pobres, vergonha de ser pobre”
Despejo dos hortelões no Porto - "Misericórdia" só de nome
De um lado da balança, a autarquia e os proprietários dos terrenos, como a Santa Casa da Misericórdia do Porto (dona do espaço junto ao Hospital Conde Ferreira), justificam a desocupação com a necessidade de avançar com planos de reestruturação interna. No caso da Misericórdia, o argumento oficial não é a venda dos terrenos para a especulação imobiliária, mas sim a modernização e requalificação do complexo hospitalar, além da reorientação da horta para fins puramente terapêuticos e sociais da própria instituição. Sob o ponto de vista da gestão de ativos, trata-se de rentabilizar e ordenar o património para garantir a sustentabilidade das suas próprias obras de assistência.
Do outro lado da balança, o custo deste ganho institucional é inteiramente social e ambiental. O encerramento do projeto destrói uma das maiores redes de hortas comunitárias da Europa, retira o sustento e o passatempo de mais de duas centenas de famílias e elimina focos essenciais de biodiversidade e coesão social no meio do asfalto da cidade. É precisamente aqui que o trade-off se torna mais evidente para Pedro Duarte: ao focar-se na gestão rigorosa de ativos, na reavaliação de cedências antigas e na aplicação estrita da lei sobre a ocupação dos terrenos, o executivo municipal prioriza a eficiência e o ordenamento do património público. Contudo, assume o pesado custo reputacional e político de ser criticado pela oposição por falta de sensibilidade social e pela ausência de alternativas viáveis de realojamento para os produtores locais.
Mesmo que o objetivo declarado não seja o lucro imediato através de imobiliário, a decisão mexe com feridas abertas na cidade. O receio da oposição e dos hortelãos de que a libertação destes espaços centrais acabe por abrir portas à pressão imobiliária a longo prazo é o que alimenta o conflito. A atuação do executivo neste caso não se resume a um acerto ou erro absoluto, mas sim à escolha consciente de um dos lados da balança; é uma escolha ideológica e de gestão. Optou-se pelo ordenamento e requalificação dos equipamentos, aceitando como "dano colateral" o desalojamento de uma comunidade que ali tinha criado raízes.





