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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

23 de Novembro – Um dia dedicado à Floresta Autóctone


A 23 de novembro celebra-se o Dia da Floresta Autóctone, uma data estabelecida para promover a importância de preservar e plantar espécies que fazem parte do património natural.

Este dia foi escolhido como alternativa ao Dia Mundial da Floresta (21 de março), criado originalmente para países do norte da Europa, que têm nessa altura melhores condições para a plantação de árvores. Na Península Ibérica, as condições climatéricas do mês de novembro, com temperaturas mais baixas e alguma precipitação, são mais favoráveis para a plantação de árvores.


De acordo com a Quercus, a plantação de árvores em Portugal, durante a primavera, apresentam frequentemente um baixo sucesso associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do verão.

O que é a Floresta Autóctone?
A Floresta Autóctone consiste numa floresta de árvores originárias do próprio território.

A floresta autóctone portuguesa é toda a floresta formada por árvores originárias do nosso país, como é o caso dos carvalhos, dos medronheiros, dos castanheiros, dos loureiros, das azinheiras, dos azereiros, dos sobreiros.

Qual a importância das florestas autóctones?
  1. Estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso são mais resistentes a pragas, doenças, longos períodos de seca ou de chuva intensa, em comparação com espécies introduzidas;
  2. Ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos;
  3. Fazem parte do nosso ecossistema. São importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais autóctones, muitas delas também em vias de extinção;
  4. Exercem um importante papel na redução do efeito estufa;
  5. Regulam o ciclo hidrológico e a qualidade da água;
  6. Embora de crescimento mais lento, são normalmente mais resistentes e resilientes aos incêndios florestais.

72% da floresta portuguesa é composta por espécies florestais autóctones
Em Portugal, as árvores autóctones representam cerca de 72% da floresta, uma percentagem que é composta principalmente por espécies como o pinheiro-bravo (Pinus pinaster), o sobreiro (Quercus suber), a azinheira (Quercus rotundofila) e o pinheiro-manso (Pinus pinea). Juntas, estas quatro espécies representam 61% da área florestal total em Portugal continental (ICNF, 2017).

Mas estas árvores estão longe de ser casos únicos. Segundo os dados do GlobalTree Portal, Portugal tem 103 espécies de árvores autóctones. Esta lista inclui espécies menos conhecidas, como o pau-branco (Picconia azorica), endemismo açoriano  ou o marmulano (Sideroxylon mirmulans), um endemismo madeirense, das Canárias e Cabo Verde e outras mais conhecidas, como a aveleira (Corylus avellana), a alfarrobeira (Ceratonia siliqua), o freixo (Fraxinus angustifolia), o choupo-branco (Populus alba) ou o salgueiro-branco (Salix alba).

Ainda de acordo com o GlobalTree Portal, das 103 espécies nativas, 9 estão em risco global de extinção e uma está classificada como “possivelmente ameaçada”.

Como cuidar e manter as espécies autóctones?
Cuidar e manter espécies autóctones, sobretudo as que estão em maior risco, implica:
  1. Gerir os habitats existentes;
  2. Recuperar paisagens degradadas e reforçar a presença destas espécies através de ações de plantação;
  3. São também fundamentais as ações ex-situ, ou seja, fora dos habitats naturais, criando capacidade de conservação de biodiversidade e evitando a extinção das espécies mais vulneráveis.
A participação e colaboração de todos é fundamental para que a nossa floresta autóctone esteja cada vez mais protegida. Todos podemos contribuir para a preservação e expansão das nossas espécies indígenas!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

O número de espécies de árvores na Terra

A diversidade de árvores é fundamental para a estabilidade e para os serviços do ecossistema florestal. No entanto, devido aos dados disponíveis limitados, as estimativas de diversidade de árvores em grandes domínios geográficos ainda dependem fortemente de listas publicadas de descrições de espécies que são geograficamente desiguais em cobertura. Essas limitações impediram os esforços para gerar uma perspectiva global. Aqui, com base em um banco de dados global de origem terrestre, estimamos o número de espécies de árvores em escalas de bioma, continental e global. Estimamos uma riqueza global de árvores (≈73.300) que é ≈14% maior do que os números conhecidos hoje, com a maioria das espécies desconhecidas sendo raras, continentalmente endémicas e tropicais ou subtropicais. Esses resultados destacam a vulnerabilidade da diversidade global de espécies arbóreas às mudanças antrópicas.

Artigo científico completo aqui

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Quanto vale o capital natural de um país?

Ao ser tratada como um bem livre e ilimitado, a natureza tem sido continuamente degradada sem se conhecer o valor dessa perda. De braço dado com o PIB, o novo Sistema de Contabilidade Económica Ambiental vai mostrar a riqueza integral de um país, não deixando mais a natureza de fora. Depois, é fazer contas.

Em março de 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) deu um passo decisivo no sentido de valorizar o capital natural existente no mundo: adotou uma nova forma de medir índices sobre economia e ambiente. "Um passo histórico e transformador na forma como vemos e valorizamos a natureza", descreveu na altura António Guterres, secretário-geral da ONU.

Com este novo parâmetro, denominado Sistema de Contabilidade Económica - Contabilidade do Ecossistema (SEEA EA, sigla em inglês), pretende-se assegurar o reconhecimento do capital natural, como florestas, rios, oceanos, desertos, pantanais e outros ecossistemas, como valor económico de um país, fazendo assim "concorrência" ao tradicional PIB, que tem servido para medir a riqueza nas últimas décadas. Com isto, já não será possível contabilizar uma determinada destruição ambiental como progresso económico, além de que o novo quadro ajudará a reformular decisões e políticas para o desenvolvimento sustentável dos países. Os novos parâmetros deverão estar em cima da mesa para a tomada de decisões na Conferência Internacional sobre Mudança Climática, COP-26, a ter lugar em Glasgow, na Escócia, em novembro deste ano.

Quanto vale então o capital natural do mundo? Para além do índice contabilístico, na prática, são precisas ferramentas que façam essa contagem à volta do planeta. Nada que, em pleno século XXI, a tecnologia não resolva. Uma dessas ferramentas foi lançada pela ONU em abril deste ano, no seguimento do novo SEEA EA, e é sustentada em inteligência artificial. A nova ferramenta digital de código aberto permite, pela primeira vez, uma contabilidade de ecossistemas rápida, padronizada e personalizável em qualquer lugar da Terra, segundo informa a ONU.

"O ARIES para SEEA Explorer representa uma mudança de jogo para os governos que desejam implementar o padrão SEEA EA recentemente adotado", enfatizou Stefan Schweinfest, diretor da Divisão de Estatística da ONU. "Esta aplicação permite que os países deem início à compilação de contas a partir de fontes de dados globais, que eles podem refinar com dados nacionais." As contas sobre o ecossistema produzidas pelos países rastrearão a extensão, condição e serviços fornecidos pelos ecossistemas em forma de contas e indicadores físicos e monetários.

Recuperar um mundo naturalmente descapitalizado

Cerca de 30% das árvores de todo o mundo estão em risco de extinção, segundo a última estimativa da Botanic Gardens Conservation International, divulgada neste mês de setembro. No universo dos peixes de água doce, uma em cada três espécies também está ameaçada de extinção, de acordo com o relatório "Peixes Esquecidos do Mundo", publicado em fevereiro deste ano por 16 organizações internacionais de conservação. Apenas dois exemplos das grandes perdas de capital natural que estão a ocorrer em todo o planeta a uma velocidade estonteante. Por isso, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2021-2030 como a Década para a Recuperação dos Ecossistemas.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), a degradação dos ecossistemas marinhos e terrestres afeta de modo relevante o bem-estar de 3,3 mil milhões de pessoas em todo o mundo, e tem associado um custo anual de cerca de 10% do produto bruto do planeta em termos de perda de espécies e de serviços dos ecossistemas essenciais para a alimentação, agricultura, gestão de água, etc. A emergência de ações de restauro é, portanto, global. Assim, a nível planetário, perspetiva-se a recuperação de 350 milhões de hectares de ecossistemas e solos degradados até 2030, o que poderá gerar 9 triliões de dólares em serviços dos ecossistemas, incluindo a dissipação de 13 a 26 gigatoneladas de gases com efeito de estufa.

No espaço europeu, o Pacto Ecológico Europeu põe a preservação e a recuperação do capital natural no centro da agenda política europeia e destaca a urgência da transição para um novo paradigma de desenvolvimento. A Estratégia de Biodiversidade para 2030, parte integrante do pacto, é o braço que assume os compromissos e ações específicas para recuperar a biodiversidade do espaço europeu até 2030. Por exemplo, alargar as zonas Natura 2000 atuais, bem como restaurar os ecossistemas degradados e geri-los de forma sustentável. No âmbito deste plano, a Comissão proporá objetivos de restauração da natureza vinculativos até ao final de 2021.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Almost a third of world’s tree species face extinction: Report



Almost a third of the world’s tree species are at risk of extinction, while hundreds are on the brink of being wiped out, according to a new report.

The landmark study, published by Botanic Gardens Conservation International (BGCI) on Wednesday, said some 17,500 tree species – or 30 percent of the total – are at risk of extinction, while 440 species have fewer than 50 specimens left in the wild.

Overall the number of threatened tree species is double the number of threatened mammals, birds, amphibians and reptiles combined, the report said.

“This report is a wake up call to everyone around the world that trees need help,” BGCI Secretary-General Paul Smith said in a statement.

Among the most vulnerable trees are species including magnolias and dipterocarps – which are commonly found in Southeast Asian rainforests. Oak trees, maple trees and ebonies also face threats, the report said.

Trees help support the natural ecosystem and are considered vital for combating global warming and climate change. The extinction of a single tree species could prompt the loss of many others.

“Every tree species matters – to the millions of other species that depend on trees, and to people all over the world,” Smith added.

Thousands of varieties of trees in the world’s top six countries for tree-species diversity are at risk of extinction the report found. The greatest single number is in Brazil, where 1,788 species are at risk.

The other five countries are Indonesia, Malaysia, China, Colombia and Venezuela.

The top three threats facing tree species are crop production, timber logging and livestock farming, the report said, while climate change and extreme weather are emerging threats.

At least 180 tree species are directly threatened by rising seas and severe weather, the report said, especially island species such as magnolias in the Caribbean.

Though mega-diverse countries see the greatest numbers of varieties at risk of extinction, island tree species are more proportionally at risk.

“This is particularly concerning because many islands have species of trees that can be found nowhere else,” the report added.

Uma em cada três árvores do mundo está ameaçada de extinção, diz estudo



Pelo menos 30% das espécies de árvores do mundo podem ser extintas, de acordo com um novo estudo.

As espécies ameaçadas são variadas: desde carvalhos e magnólias bem conhecidos a árvores de madeira tropical.

Os especialistas dizem que no total 17,5 mil espécies de árvores estão em risco — o dobro do número somado de mamíferos, pássaros, anfíbios e répteis sob ameaça.

Grupos de conservação estão pedindo esforços urgentes de proteção em meio a ameaças como desmatamento, exploração madeireira e mudanças climáticas.

"Temos quase 60 mil espécies de árvores no planeta e, pela primeira vez, sabemos quais dessas espécies precisam de ações de conservação, quais são as maiores ameaças para elas e onde elas estão", diz Malin Rivers, da instituição de caridade Botanic Gardens Conservation International em Kew, Londres.

A Avaliação Global de Árvores, por 500 especialistas em árvores e 61 instituições, reúne dados sobre o estado de conservação de todas as árvores

Para um mundo saudável, precisamos da diversidade de espécies de árvores, diz Sara Oldfield, co-presidente do Grupo Global de Especialistas em Árvores da União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Cada espécie de árvore tem um papel ecológico único a desempenhar", disse ela. "Com 30% das espécies de árvores do mundo ameaçadas de extinção, precisamos urgentemente aumentar as ações de conservação."

O relatório Estado das Árvores do Mundo descobriu que pelo menos 30% das 60 mil espécies de árvores conhecidas estão em risco de extinção.

Cerca de 142 espécies já desapareceram da natureza. E 442 estão perto da extinção — nestes casos, há menos de 50 árvores individuais de cada espécie restantes.

As maiores ameaças às árvores em todo o mundo são o desmatamento para plantações (afetando 29% das espécies), extração de madeira (27%), desmatamento para pecuária (14%), desmatamento para ocupação (13%) e incêndios (13%).

Uma em cada cinco espécies de árvores é usada por humanos como alimento, combustível, madeira, remédios e outras coisas

Mudanças climáticas, condições meteorológicas extremas e aumento do nível do mar são ameaças crescentes às árvores. Mas os autores dizem que com ações de conservação, há esperança para o futuro.

"O relatório nos dá esse roteiro para mobilizar a comunidade ambientalista em geral e outros atores importantes para garantir que a preservação de árvores esteja na vanguarda da agenda de conservação", disse o Dr. Rivers.

Especialistas pedem diversas ações, como:
  • Preservar as florestas existentes e expandir as áreas protegidas (atualmente pelo menos 64% de todas as espécies de árvores podem ser encontradas em pelo menos uma área protegida)
  • Manter espécies ameaçadas em jardins botânicos ou bancos de sementes na esperança de que um dia possam ser devolvidas à natureza (atualmente cerca de 30% de todas as árvores são protegidas desta forma)
  • Educar para garantir que esquemas de reflorestamento e plantio de árvores sejam realizados cientificamente, com a árvore certa no lugar certo, incluindo espécies raras e ameaçadas
  • Aumentar o financiamento para a conservação de árvores.
  • As florestas tropicais estão enfrentando ameaças de mudanças climáticas e condições meteorológicas extremas.
Os cientistas estimam que um milhão de animais e espécies de plantas estão ameaçados de extinção.

Nos últimos 300 anos, a área florestal global diminuiu cerca de 40% e 29 países perderam mais de 90% de sua cobertura florestal.

A pesquisa mostra que sete commodities principais impulsionam mais da metade do desmatamento em todo o mundo.

As árvores em particular risco de extinção incluem:
  • Grandes árvores tropicais conhecidas como dipterocarpos que estão sendo perdidas devido à expansão das plantações de óleo de palma
  • Carvalhos perdidos para a agricultura e o desenvolvimento em partes do México, Chile e Argentina
  • Árvores de ébano e pau-rosa sendo derrubadas para produzir madeira em Madagáscar
  • Árvores de magnólia ameaçadas por coleta insustentável de plantas
  • Árvores que estão morrendo de pragas e doenças no Reino Unido e na América do Norte

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Como é que a biodiversidade nos traz felicidade?

Um novo estudo científico concluiu que a diversidade de aves onde se vive é tão importante para a satisfação com a vida como os rendimentos.

A pesquisa foi feita por cientistas do Centro de Pesquisa Climática e de Biodiversidade Senckenberg, do Centro Alemão para a Pesquisa em Biodiversidade Integrativa (iDiv) e da Universidade de Kiel, na Alemanha, e os resultados foram publicados recentemente na revista Ecological Economics.

A influência positiva da natureza na saúde mental já tem sido documentada através de vários estudos locais. O que a equipa fez foi investigar essa questão numa escala europeia. Para isso, analisaram os dados do Inquérito de qualidade de vida na Europa de 2012 para compararem o sentimento de satisfação pessoal de mais de 26.000 adultos em 26 países europeus, explicam em comunicado.
Chapim-real. Foto: Sylvain Haye/Wiki Commons
Já a variedade de espécies foi analisada a partir de informação sobre as aves, no primeiro Atlas Europeu das Aves Nidificantes, e ainda sobre mamíferos e megafauna, na União Internacional para a Conservação da Natureza, e sobre árvores, numa base de dados sobre as florestas europeias.

No final, a equipa concluiu que a riqueza de aves num local é um factor importante para o bem-estar mental de quem ali vive. “De acordo com os nossos resultados, os europeus mais felizes são aqueles que contactam com inúmeras espécies diferentes de aves na sua vida diária, ou que vivem em paisagens quase naturais que abrigam muitas espécies”, indica o autor principal do artigo, Joel Methorst, investigador no centro Senckenberg e no iDiv.

Os investigadores acreditam que as aves são um bom indicador da diversidade de fauna e flora, uma vez que estão entre os elementos naturais mais visíveis, em especial nos ambientes urbanos. “Além do mais, as suas canções podem ser ouvidas mesmo que as aves não sejam visíveis e muitas são populares e as pessoas gostam de as observar”, acrescentam no comunicado.
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Toutinegra-de-barrete. Foto: Markel Olavo/Creative Commons
Por outro lado, notam que é comum haver muitas espécies diferentes de aves em locais onde as paisagens são mais diversas e quase naturais, com muitos espaços verdes e corpos de água.

A equipa comparou também outras informações sobre os inquiridos e concluiu que “a diversidade aviária é tão importante para a satisfação com a vida como o rendimento”, indica Katrin Böhning-Gaese, directora do centro Senckenberg e também ligada ao iDiv.

Por exemplo, o nível de satisfação cresce ao mesmo nível quando qualquer um destes dois factores aumenta 10%, explicam os cientistas. Assim, ter mais 14 espécies diferentes de aves na vizinhança de onde se mora equivale a um aumento de 124 euros por mês, baseado num rendimento médio mensal de 1.237 euros na Europa.
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Coruja-das-torres. Foto: Edd Deane/Wiki Commons
No entanto, a equipa chama também a atenção para os efeitos negativos na saúde mental que pode ter o “declínio dramático” das populações de aves que está a acontece hoje em muitas paisagens agrícolas da Europa. Assim, isso significa que “o bem-estar humano também vai sofrer com uma natureza mais pobre”, avisa Joel Methorst. “A conservação da natureza não só assegura a base material para a vida, mas também constitui um investimento no bem-estar de nós todos.”
Fonte: Wilder

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Espécies invasoras são principal ameaça à conservação da natureza - Especialista


As espécies invasoras são o principal fator de extinção da natureza, pelo que deve reduzir-se a sua expansão, disse hoje em Roma um perito da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), noticiou a agência Efe.

O diretor do grupo especialista em espécies invasoras da UICN, Pietro Genovesi, assegurou, numa iniciativa pública, que essas espécies são, sozinhas, responsáveis por 16% das extinções no planeta, uma percentagem que sobe para 40% em combinação com outras ameaças.

"São um importante desafio para a conservação da diversidade", indicou Genovesi, que apelou à redução da expansão destas espécies, em crescimento constante no mundo devido a fatores como o comércio internacional.

Atualmente há mais de 79.800 espécies naturais ameaçadas, das quais mais de 23 mil estão em risco de extinção, segundo a UICN.

De acordo com a tendência atual, cerca de 16% dos mamíferos e aves poderiam ser espécies invasoras se introduzidas em lugares novos.

O especialista deu o exemplo do castor, que destruiu mais de sete milhões de hectares na Terra do Fogo, na Argentina, enquanto em África a proliferação de alfarrobeiras está a dificultar o acesso de muitas comunidades à terra.

Mais de 100 espécies têm efeitos negativos sobre a saúde, como o jacinto de água, uma planta que favorece o aparecimento de mosquitos que transmitem a malária.

Na Europa, as espécies invasoras custam mais de 12.500 milhões de euros por ano, recordou Genovesi, que acrescentou que "se as regiões ricas pagam um preço alto, as que estão em vias de desenvolvimento são ainda mais vulneráveis".

O perito apelou a uma melhoria dos sistemas de prevenção e de resposta rápida, incluindo as erradicações, que podem funcionar sobretudo em ilhas como a Nova Zelândia, onde o número de mamíferos e insetos invasores diminuiu com medidas de biossegurança.

A secretária executiva da Convenção sobre a Diversidade Biológica das Nações Unidas, Cristiana Pasca, insistiu, por seu lado, que o desenvolvimento sustentável supõe não só conservar a biodiversidade, como também fazer um bom uso dos recursos naturais e partilhar os benefícios obtidos.

Considerou que "há muito ainda por fazer" para cumprir as metas definidas para a preservação da biodiversidade para 2020 e exortou os governos a atuar no pouco tempo que resta reforçando, por exemplo, a regulação para evitar pragas.

O UICN é uma organização internacional que congrega organizações governamentais e da sociedade civil, com o objetivo de fornecer a organismos públicos e privados conhecimento e ferramentas que permitam em simultâneo o progresso humano, o desenvolvimento económico e a conservação da natureza, de acordo com a apresentação da organização no seu site.

Segundo os dados aí disponíveis, a UICN, criada em 1948, junta 1.300 membros e o contributo de mais de 10 mil peritos.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Dossiê Botânica e Floresta

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