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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina


O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina é assinalado anualmente a 29 de novembro. O seu objetivo é sensibilizar a comunidade internacional para o direito de autodeterminação do povo palestiniano, bem como reafirmar o compromisso e a solidariedade que a Organização das Nações Unidas tem para com este povo. Este dia foi implementado através da Resolução 32/40 B da Assembleia Geral da ONU.

A Questão da Palestina remonta a acontecimentos que tiveram lugar no fim da Primeira Guerra Mundial e que persistem até hoje. Apesar do recente reconhecimento da Palestina como «estado observador não-membro», através da Resolução 67/19 da Assembleia Geral da ONU, a questão dos colonatos israelitas é, ainda hoje, uma preocupação no que diz respeito aos direitos humanos, à manutenção da paz e do diálogo entre as partes.

Todos os anos têm lugar várias iniciativas e eventos dinamizados pela ONU e organizações da sociedade civil.

Documentos
Resolução 32/40 (A+B) da Assembleia Geral da ONU sobre a Questão da Palestina | Organização das Nações Unidas [en] DESCARREGAR

Resolução 67/19 da Assembleia Geral da ONU sobre o Estatuto da Palestina nas Nações Unidas | Organização das Nações Unidas [en] DESCARREGAR

Links relacionados


Discurso de Nelson Mandela, em 1990

Explicação de Noam Chomsky sobre antissemitismo e anti-zionismo

Entrevista ao Rabbi Yaakov Shapiro destroying Zionism's Antisemitism 

domingo, 26 de fevereiro de 2023

António Sampaio da Nóvoa: "Segundo a UNESCO, no mundo, metade dos alunos terminam a escola sem terem aprendido praticamente nada"

Ciência, Educação e Conhecimento é o tema a debate no ciclo "Desafios da Ciência na Sociedade Contemporânea", organizado pelo Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa. A iniciativa com a presença de António Sampaio da Nóvoa, decorre online, via Zoom, hoje a partir da 18.00. António Sampaio da Nóvoa, doutor em Educação e em História, foi Embaixador de Portugal na UNESCO, de 2018-2021, presidente da sessão da Conferência Geral da UNESCO e é, atualmente, titular de uma Cátedra UNESCO sobre os futuros da educação. Conferencista detalha algumas das reflexões que leva ao encontro.
Propõe-se abrir a sua participação na conferência "Desafios da Ciência na Sociedade Contemporânea", referindo-se às "identidades assassinas", numa alusão ao livro do escritor e ensaísta libanês Amin Maalouf. A obra é um manifesto contra a loucura da morte em nome daquilo que se designa identidade. Como faz a ponte entre estas identidades e o tema que o leva à conferência, "Ciência, Educação e Conhecimento"?
George Steiner tem páginas luminosas sobre a música como linguagem fundamental para unir a humanidade. Maria Bethânia disse-o à sua maneira: "A música é a língua materna dos deuses." Depois da música, a ciência é a outra linguagem fundamental para tentarmos viver em paz com a Terra e em paz com os Outros. Num mundo fragmentado, alimentado por negacionismos de todos os tipos, por narrativas delirantes reforçadas por documentos e imagens que parecem "credíveis", resta-nos a ciência como linguagem comum. Se a perdermos, ficaremos à mercê dessas "identidades assassinas" de que nos fala Amin Maalouf. A ciência é a nossa "última razão", talvez mesmo a última possibilidade para uma conversa humana. Sem esquecer que "conversar" significa dar voltas ao pensamento, às ideias, na companhia dos outros.

Reimagining our Futures Together é o terceiro relatório da UNESCO, datado de 2021, dedicado ao futuro da educação. Na abertura do documento é salientada a necessidade de "um novo contrato social para a educação que possa reparar as injustiças enquanto transforma o futuro". A que injustiças alude o documento e que propostas apresenta para as reparar?
Estamos a viver a maior transformação de que há memória na história da educação. O contrato social celebrado no século XIX tinha dois grandes pilares: a obrigatoriedade escolar para a infância e um modelo escolar normalizado em torno da sala de aula. A escola pública tornou-se uma instituição central, talvez mesmo, como escreve Darcy Ribeiro, "a maior invenção do mundo". Este contrato cumpriu o seu papel, mas já não é suficiente. A educação tem de se renovar, valorizando a relação entre gerações e novos ambientes educativos. Trata-se de pensar a educação para além da escola, em todas as idades, tempos e lugares. No espaço público da cidade. E, na escola, construir ambientes para todos e onde todos aprendam. Só assim poderemos reparar exclusões e injustiças do passado. Para ser transformadora, a escola tem ela própria de se transformar.

Num tempo de desinformação e retrocesso em matéria de confiança na ciência, os currículos escolares estão à altura de promover o compromisso de defender a verdade?
É inquestionável a importância da ciência e da educação científica. Os alunos devem adquirir conhecimentos, mas também compreender o modo como as diferentes disciplinas se organizam e produzem conhecimento. É isso que lhes permitirá um olhar crítico, esclarecido, sobre as "inverdades" que circulam a um ritmo alucinante. Frequentemente, o problema não está nos currículos, mas na pedagogia. Há duas ideias centrais: a convergência entre disciplinas e a pedagogia do trabalho. A revolução da convergência, título de um relatório do MIT, alerta-nos para a necessidade de uma educação construída em torno de temas e problemas, com base em projetos de investigação, produção e criação dos alunos. Por isso, o mais importante é sempre o trabalho dos alunos, a forma como estudam, procuram, criam, resolvem problemas, individual e coletivamente. Ninguém se educa sozinho. Precisamos dos outros para nos educarmos. A pedagogia é tudo menos facilitismo. É conseguir que os alunos trabalhem mais, e não menos, mas que o façam com sentido, emoção e curiosidade.

"O lugar da Escola vem sendo discutido com ardor e entusiasmo. Após um século de enormes progressos, surgem sinais claros de insatisfação e de mal-estar (...) Há cada vez mais alunos que abandonam a escola privados de tudo: sem um mínimo de conhecimentos e de cultura, sem o domínio das regras básicas da comunicação e da ciência, sem qualquer qualificação profissional". O professor deixou estas palavras na Revista Saber e Educar, em 2006. Volvidos 17 anos, que análise faz desta mesma realidade?
A realidade está pior. A pandemia cavou novas e profundas desigualdades. Segundo a UNESCO, no mundo, metade dos alunos terminam a escola sem terem aprendido praticamente nada. É inaceitável. Muitos, consideram que é preciso investir mais na educação. Têm razão. Mas não basta. É preciso também que haja uma metamorfose da escola, uma mudança da forma e da configuração da escola. Não vale a pena esperar por uma novidade extraordinária, que venha de uma lei, de uma reforma, de um método ou de uma tecnologia. A novidade está naquilo que, hoje, já se faz em tantas escolas e que precisamos de conhecer, estudar, repertoriar e partilhar. É a partir destas experiências que podemos, em conjunto, pensar e construir novas formas de educar.

Associa às métricas dominantes para avaliar as universidades e os universitários àquilo que são, nas suas palavras "duas tendências particularmente negativas: a hiperespecialização ["os instruídos incultos e os cultos ignorantes"] e o híper produtivismo ["universidades como fábricas de artigos"]. Quer aprofundar, alertando para os riscos que impõem estas duas tendências?
A essência de uma universidade está na diferença. A universidade é um lugar único, marcado pela relação intergeracional e pelo diálogo entre todas as formas de conhecimento. Quando procura copiar as lógicas de funcionamento e as métricas das outras instituições, a universidade empobrece-se e torna-se irrelevante. Na sua tomada de posse, em 2007, disse a Reitora de Harvard: "A universidade é responsável perante o passado e perante o futuro - não só, nem sequer primordialmente, perante o presente". Com estas palavras, abre uma crítica a duas tendências. Por um lado, a hiperespecialização que, segundo Michel Serres, conduz à formação de duas populações de imbecis: os instruídos incultos, cientistas que não querem saber nada da cultura geral, humanística; e os cultos ignorantes, letrados que ignoram totalmente a matemática, a física ou a biologia. Por outro lado, o híper produtivismo que está a transformar as universidades em fábricas de artigos, autores sem leitores, produções sem sentido, com riscos sérios para a integridade e a originalidade do trabalho científico. Medir é preciso, mas a razão de ser de uma universidade está muito para além do que se pode medir no imediato.

Hoje vivemos um tempo breve de crises e de urgências. A pandemia é disso exemplo; a crise climática também o é. Estas crises obrigam a políticas públicas também elas urgentes. É um tempo compaginável com o tempo ponderado que exige a ciência, a investigação e a produção de conhecimento?
A universidade existe no tempo longo, não no tempo breve das "crises" e das "urgências". A sua maior utilidade está em cultivar o que não parece ter "utilidade imediata" e, no fim, se revela a coisa mais útil. A tecnologia tem, hoje, uma base científica. Mas a ciência vai muito para além da tecnologia. É nesse sentido que o filósofo italiano Nuccio Ordine faz o "elogio do tempo perdido", chegando mesmo a citar a oitava sátira de Juvenal para alertar as universidades de que não podem, para salvar a vida, perder a razão de viver. Numa sociedade híper acelerada, permanentemente ocupada, 24 horas/7 dias, espera-se da universidade um processo de desaceleração, uma forma diferente de pensar e de agir para, assim, ser "útil" às sociedades. É preciso dar tempo ao tempo, devolver o tempo às universidades. E à ciência. "Não há pressa. Um grande poema pode esperar 500 anos, sem que ninguém o leia ou compreenda", diz-nos Walter Benjamin.

Vai levar à conferência uma questão de suma importância, a da Ciência Aberta. Quer enquadrar-nos o conceito e resumir o seu contributo para aquilo a que chamamos o "bem público", de um "bem comum" e de como pode esbater as desigualdades no mundo, entre o Sul e o Norte?
O conceito de Ciência Aberta refere-se a um conjunto de tendências que procuram afirmar a importância da partilha do conhecimento, da colaboração entre cientistas e de uma maior presença da ciência na sociedade. Há três temas centrais. O primeiro, e mais óbvio, é o acesso aberto. O segundo prende-se com a cultura científica e uma ciência ligada ao exercício da cidadania. O terceiro diz respeito à importância da ciência para a nossa vida coletiva, nomeadamente no domínio das políticas públicas. A pandemia do coronavírus tornou nítida a importância da ciência como bem público e comum. Sabemos que os indicadores de educação continuam a ser aqueles que melhor explicam as desigualdades entre indivíduos, mas sabemos também que os indicadores de ciência são aqueles que melhor explicam as desigualdades entre países e regiões. Reforçar o Sul Global é, acima de tudo, reforçar as suas capacidades científicas, de produção de conhecimento e de tecnologia. Sem isso, como assegurar um desenvolvimento sustentável?

Vivemos maravilhados com a inteligência artificial, com a biotecnologia, com os avanços na ciência que prometem catapultar a vida humana muito além dos limites concebíveis há cem anos.
Hoje, tudo parece ao alcance da ciência. Mas nem tudo é desejável. Mais do que nunca precisamos de estabelecer limites. Não se trata de censurar, mas de estabelecer padrões éticos e transparentes através do debate público. É impossível evitar ambições desmedidas. Mas é possível controlá-las através da consciência crítica, pública, assente em princípios e instrumentos internacionais. Sobre a inteligência artificial, ainda esta semana a ONU alertou para avanços recentes que representam uma ameaça real aos direitos humanos. Não é ficção científica, diz-nos António Guterres, "os nossos dados estão a ser usados, sem a nossa autorização, para fins que desconhecemos", condicionando as nossas decisões e comportamentos. Também aqui precisamos de desenvolver possibilidades e ferramentas digitais, abertas, que permitam transformar a esfera digital num bem público e comum.

Em todo este contexto, ainda pensamos com humanidade a ciência, a educação e o conhecimento?
Este ano celebra-se o 75.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Devemos estar mais atentos à ligação entre direitos humanos e ciência, e dedicar uma grande atenção aos temas do digital - e da inteligência artificial. Sempre com o olhar numa ciência que também é arte. À maneira de Almada: "Arte e ciência não podem deixar de estar estreitamente ligadas entre si. É a íntima união do sentimento com o conhecimento humanos, formando o entendimento da humanidade". No tempo de transição que estamos a viver, transição de que temos consciência, mas que não conseguimos ainda alcançar com a vista, é bom pensar com humanidade a ciência, a educação e o conhecimento. Com humanidade e com humanismo.

domingo, 5 de junho de 2022

Música do BioTerra: The Psychedelic Furs - Until She Comes


Until she comes again
I can hear the things she said
I feel no thoughts to move my head

Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid

Until she comes again
The sun goes out and night comes in
The time goes round and day grows dim

Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid

Until she comes again
With all my savings and my sins
There's no good reason to begin

Until she comes again
And with her step
I move my feet
And with her hand
I feel my skin
And with her need
I find I'm saved
And with her dreams
I'm laid

Until she comes again
With all her dreams tied in her hand
There is no way to understand

Until she comes again
Until she comes again
The sun goes out and night comes in
The time goes round and day grows dim
Until she comes again


Gosto tanto deste tema. Fico abalado com a violência doméstica e feminicídio em Portugal. Ainda são números muito preocupantes (ok, também conheço agressão da esposa sobre o marido, mas é muito mais raro). O séc. XXI. é o da Mulher, como previa George Steiner. A Europa está muito melhor neste aspecto. Há muitas mulheres na Política. Mas no resto do mundo, em particular, o mundo muçulmano e hinduísta, a emancipação da mulher ainda é "crime". 
Tudo parece mais negro e desesperante, até que Ela aparece.

domingo, 19 de setembro de 2021

George Steiner e António Lobo Antunes, à conversa


George Steiner foi, acima de tudo, um filósofo da linguagem e um guardião da memória europeia, cuja obra é atravessada por uma angústia central: o fracasso da alta cultura em humanizar o homem. Para Steiner, a linguagem é o milagre que nos permite conceber o futuro e a esperança, mas é também a ferramenta que pode ser pervertida para a mentira e a barbárie. Ele dedicou grande parte de sua vida a investigar como o século XX, o século de maior avanço técnico e literário, pôde produzir o Holocausto. Ele notava com amargura que o humanismo clássico não serviu de barreira contra o mal; pelo contrário, percebia que um indivíduo podia ser profundamente tocado pela música de Bach ou pela poesia de Rilke e, ainda assim, exercer a crueldade absoluta.

Essa desilusão o levou a explorar o conceito do silêncio. Steiner sugeria que, diante do horror indescritível, a linguagem pode "morrer" ou tornar-se insuficiente, restando apenas o silêncio como forma de respeito ou como reconhecimento do limite humano. Por outro lado, em sua defesa das "Presenças Reais", ele argumentava que a grande arte nunca é meramente estética; ela carrega uma dimensão transcendente. Para ele, ler um grande livro ou observar uma obra-prima é um ato de "hospitalidade" onde o leitor se torna um hóspede da verdade do autor, um encontro que pressupõe a existência de algo maior que o puro materialismo.

Como poliglota e cosmopolita, Steiner também revolucionou a teoria da tradução em obras como Depois de Babel. Ele via no multilinguismo a maior riqueza da espécie humana, pois cada língua ofereceria uma janela única para o mundo. Para ele, "compreender é traduzir": toda comunicação humana, mesmo dentro de um mesmo idioma, é um esforço de interpretação do "outro". Ele rejeitava o nacionalismo e as raízes fixas, preferindo a condição do intelectual como um nómada cultural, alguém cuja pátria não é um território, mas a própria palavra e a tradição literária que sobrevive ao tempo. Um verdadeiro meteco

terça-feira, 18 de abril de 2017

Documentários sobre Nietzsche, Heidegger e Sartre que você deveria assistir

A série da BBC  ‘Humano, Demasiado Humano’ (Human All Too Human) inclui três programas fantásticos sobre Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Martin Heidegger, um trio de pensadores controverso que continuam influenciando até os dias de hoje, na filosofia e na psicologia. A série aborda os personagens e suas teorias. Vale assistir cada minuto, são três programa envolventes e emocionantes sobre a filosofia e os filósofos.


Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 -1900) foi um filósofo alemão do século XIX e um dos maiores nomes dessa área. Martin Heidegger (1889 – 1976) foi um filósofo alemão do século XX que influenciou muitos outros, dentre os quais Jean-Paul Sartre. Jean-Paul Sartre (1905 -1980) foi um filósofo francês, conhecido como representante do existencialismo.
Os documentários são conduzidos por Alain de Botton, escritor e produtor famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana. Botton iniciou um Ph.D em filosofia francesa em Harvard, mas acabou preferindo escrever ficção. Para além de escrever possui a sua própria produtora, a Seneca Productions, que transmite regularmente programas e documentários de televisão, baseados nos seus trabalhos.
Documentário I: Humano, Demasiado Humano – Friedrich Nietzsche: Além do Bem e do Mal
A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século XIX prefigurava o piloto do século XX sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição das suas obras para o uso como propaganda nazi. Conta também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra.



Documentário II: Humano, Demasiado Humano – Martin Heidegger: Projeto Para Viver
O projeto do tratado Ser e Tempo, foi publicado em 1927 no mesmo ano que Minha Luta (Adolf Hitler). Este programa examina a vida e a filosofia de Martin Heidegger, descreve a sua ascensão a proeminência intelectual, expondo os motivos do seu envolvimento no partido Nazi. Entrevistas com o seu filho, Hermann Heidegger, George Steiner autor de uma influente critica da sua filosofia, contado também com o seu biógrafo Hugo Ott; e ex-aluno de Hans-Georg Gadamer, fornecem novas ideias enquanto se faz uma reconstrução dos momentos chaves da vida de Heidegger. Vida e história de um homem cujos apologistas e os antagonistas ainda amargamente se dividem.



Documentário III: Humano, Demasiado Humano – Jean-Paul Sartre: O Caminho Para a Liberdade
Neste episódio é abordada a vida e a obra do mais famoso filósofo existencialista europeu, Jean-Paul Sartre (1905-1980). O homem que passou a vida a desafiar a lógica convencional amava os paradoxos. O documentário expõe estes paradoxos da sua vida e da sua obra, ao mesmo tempo em que ambos são questionados. A pergunta central que é colocada é: Se o ser humano é livre para fazer o que quiser, como justifica Sartre, então como devemos viver as nossas vidas no dia-a-dia?


Fonte: Revista Prosa Verso e Arte

domingo, 28 de agosto de 2016

Entrevista a George Steiner - "Estamos a matar os sonhos dos nossos filhos"

Recicle as suas atitudes. Cartaz feito por João Soares

"Quando eu era criança, existia a possibilidade de cometer grandes erros. O ser humano cometeu-os: o fascismo, o nazismo, o comunismo... mas quem não tiver a liberdade de errar na juventude, nunca se tornará um ser humano completo e puro. Os erros e esperanças desfeitas ajudam-nos a completar o estágio adulto. Nós erramos em tudo, no fascismo e no comunismo e, na minha opinião, também no sionismo. Mas é muito mais importante cometer erros do que tentar entender tudo desde o início e de uma só vez. É dramático saber com clareza aos 18 anos o que se tem que fazer."
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

George Steiner - holocausto ou holocaustos?


George Steiner esteve recentemente em Portugal e de acordo com notícia no Ciência Hoje o ensaísta vem proferir um discurso que a Europa é uma civilização decadente e que aparecerão outros locais do planeta como a China e a Índia?. Esta afirmação levantou-me uma série de inquietações:
Ora a Índia e a China já têm o seu espaço, as suas incongruências e cometendo os piores atentados ecológicos de sempre enquanto hoje há uma Europa que tem feito da sustentabilidade um exemplo a este planeta...exigir mais é possível, concerteza.
Mas George Steiner (G.S.), proferiu uma outra barbaridade ainda mais grave uma civilização que mata os seus judeus não recupera ...Não visitou o memorial em Berlim, concerteza...ou tão aplaudido sábio terá esquecido de Aristides Sousa Mendes ou de Oskar Schindler?

Por mim G.S. que fique pela América e ataque outros holocaustos que não criticou: Guantánamo, o muro internacional no México, que ataque a administração Bush que ainda não assinou o Protocolo de Quioto, que ataque um país que mantem a pena de morte, que ataque um país onde é constitucional o uso de armas...e lembrar-lhe que há muitos holocaustos no mundo...

G.S., enquanto aufere uns bons milhões de dólares e estará num gabinete provavelmente nada ecológico, com ar condicionado, podia sair um pouco da sua aura de eterna vítima de anti-semitismo e demonstar mais solidariedade com estas irracionalidades no Mundo de hoje como Angola e que são também holocautos tão ou mais graves que Kosovo e/ou Israel-Palestina: Darfur, Birmânia, Congo, Ruanda, Singapura , Indonésia, Tibete, povos da Amazónia, Curdos e Nações sem Estado.

Leituras recomendadas
China-Envionment, por Jean-François Huchet
Documentário Darfur Our Choice, Too: On the Edge in Darfur, livro e sítios
Ecologia do Stress, por Afonso Cautela
Darfur is Dying um videojogo lançado ainda este mês que descortina a quem joga viver a experiência de cerca de 2.5 milhões de refugiados em Darfur (região do Sudão)
Hidden Apartheid - Relatório de 113 páginas da HRW denunciando a contínua discriminação de castas