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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Mão de obra imigrante é nove anos mais jovem do que a portuguesa – estudo


Os imigrantes que trabalham em Portugal são, em média, nove anos mais novos que a força de trabalho portuguesa, segundo uma análise estatística hoje divulgada.

De acordo com uma pesquisa da plataforma Prepara Portugal, com base nos dados cruzados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), “em 2023, a idade mediana dos trabalhadores estrangeiros era de 33 anos, enquanto a dos trabalhadores portugueses atingia os 42 anos”, um sinal de que os imigrantes contribuem para o “rejuvenescimento do mercado de trabalho nacional”.

Por outro lado, o estudo indica que mais de 85% da população estrangeira residente em Portugal encontra-se em idade ativa, muito acima da população portuguesa.

“Entre os nacionais, o grupo com 65 anos ou mais representa mais de 24% da população, enquanto entre os imigrantes esse valor não ultrapassa 8,5%”, refere Higor Cerqueira, diretor pedagógico do Prepara Portugal, uma plataforma destinada a estudantes internacionais e imigrantes que procuram inserção profissional no mercado português.

Segundo o estudo, cuja versão final será apresentada em janeiro, os imigrantes “estão fortemente inseridos em setores estratégicos como construção civil, turismo, restauração, agricultura, serviços administrativos e tecnologia da informação, áreas que enfrentam escassez estrutural de mão de obra nacional”.

De acordo com Pedro Stob, formador do curso de Análise de Dados e Tecnologia da Informação Aplicada à Gestão, do Centro de Formação Prepara Portugal, o objetivo final foi formar “alunos a trabalhar com dados reais, interpretar fenómenos sociais complexos e comunicar conclusões com impacto para a sociedade”.

“O estudo aponta ainda para uma integração progressiva dos imigrantes no mercado laboral, refletida na melhoria das taxas de emprego e no aumento gradual das remunerações médias ao longo do período analisado, apesar da persistência de desafios como diferenças salariais, reconhecimento de qualificações e estabilidade contratual em alguns setores”, referem os autores.

sábado, 28 de dezembro de 2024

MOOCs e Educação Ambiental: a ligação


Os MOOCs (Massive Open Online Courses) têm uma relação direta e estratégica com a Educação Ambiental, sobretudo porque ambos partilham o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento e promover mudanças de valores, atitudes e comportamentos face aos desafios ambientais contemporâneos. Num contexto marcado por crises globais como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas, torna-se essencial que a educação ambiental ultrapasse os limites da escola formal e alcance públicos mais amplos, algo que os MOOCs permitem de forma eficaz.

Ao serem cursos online, abertos e acessíveis a um número elevado de participantes, os MOOCs possibilitam a difusão de conteúdos científicos e educativos sobre sustentabilidade, conservação da natureza, ecologia e cidadania ambiental a pessoas de diferentes idades, formações e contextos socioculturais. Esta característica reforça o carácter inclusivo da Educação Ambiental e contribui para a construção de uma consciência ecológica global, ao mesmo tempo que valoriza experiências e realidades locais partilhadas entre participantes de diferentes regiões do mundo.

Os MOOCs assumem também um papel relevante na formação contínua de professores, educadores ambientais e técnicos da área do ambiente, permitindo atualização científica permanente e contacto com novas abordagens pedagógicas. Quando bem estruturados, podem integrar metodologias ativas, como estudos de caso, projetos comunitários, desafios práticos e fóruns de debate, favorecendo uma aprendizagem crítica e reflexiva, essencial para a Educação Ambiental transformadora.

Contudo, é importante reconhecer que os MOOCs apresentam limitações, como elevadas taxas de abandono, desigualdades no acesso à internet e a dificuldade em promover experiências diretas com a natureza. Por essa razão, devem ser encarados como ferramentas complementares, e não substitutas, das práticas educativas presenciais e das ações locais de educação ambiental.

Em síntese, os MOOCs constituem um importante instrumento de apoio à Educação Ambiental, ao ampliarem o alcance do conhecimento, fortalecerem redes de aprendizagem e contribuírem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos, desde que articulados com práticas pedagógicas críticas e orientadas para a ação sustentável.

Referências bibliográficas
  1. DOWNES, S. (2008). Places to go: Connectivism & connective knowledge. Innovate: Journal of Online Education, 5(1).
  2. FREIRE, P. (1996). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.
  3. HODGSON, V.; MCDONALD, J. (2019). Postdigital learning and the marginalisation of MOOCs. International Journal of Educational Technology in Higher Education, 16(1), 1–15.
  4. HOLLANDS, F. M.; TIRTHALI, D. (2014). MOOCs: Expectations and reality. New York: Center for Benefit-Cost Studies of Education, Teachers College, Columbia University.
  5. SIEMENS, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, 2(1).
  6. SIEMENS, G.; DOWNES, S. (2008). Connectivism and connective knowledge. National Research Council Canada.
  7. UNESCO (2017). Education for Sustainable Development Goals: Learning objectives. Paris: UNESCO.
  8. UNESCO (2020). Education for sustainable development: A roadmap. Paris: UNESCO.
  9. WALS, A. E. J. (2010). Mirroring, gestaltswitching and transformative social learning: Stepping stones for developing sustainability competence. International Journal of Sustainability in Higher Education, 11(4), 380–390.
  10. YUAN, L.; POWELL, S. (2013). MOOCs and open education: Implications for higher education. CETIS White Paper.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Economia necro-fóssil e a decadência do ambientalismo em Portugal


Ruínas difíceis de reestruturar. Quercus, foi durante muitos anos a maior associação ambientalista portuguesa até se “fragmentar”, dando origem a outras duas organizações, o FAPAS – Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens, em 1990, e a ZERO- Associação Sistema Terrestre Sustentável, em finais de 2015. É a mais pura das verdades. O ambientalismo em Portugal devia ser mais agregador. A LPN é mais pelo peso histórico do que propriamente activismo. A GEOTA é um conjunto de académicos. A Íris Ambiente é a mais recente, nasceu em 2022. Há para todos os gostos, creio, mas a fragmentação é a decadência. É o que eu vejo. Terras lavradas. Muitos livros, muitas acções de formação e....regredimos, principalmente na teimosia dos cépticos climáticos. Ainda baseamos muito da nossa economia no necro-fóssil. E os globocratas não nos deixam em Paz. 2023 acentuou mais o poder cisório de valores, o discurso do ódio impera, o agronegócio impera, os microplásticos abundam, os truques económicos da Big Tech, que nos ofuscam e até o pão...já nem sabemos a sua origem, questionamos se não terão OGM, micropesticidas e microplásticos, mesmo o pão caseiro.

História e curiosidades sobre a Torre de Centocelas

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Professores da Lousada vão ter formação no método Forest School


Vai decorrer na Lousada uma formação dirigida a educadores-de-infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico, para que fiquem habilitados a dar aulas ao ar livre. O curso tem a duração de cinco dias (16, 17, 22, 23 e 24 de outubro) e tem uma carga horária de 35 horas, que vão das 09h00 às 17h00.

A formação que irá capacitar para a metodologia ‘Forest School’, está acreditada pelo Centro de Formação do Agrupamento de Escola Sousa Nascente. Esta metodologia baseia-se num conceito, que surgiu na Dinamarca, em 1950, quando Ella Flatau criou um “Jardim Infantil em Movimento”, onde as crianças caminhavam, todos os dias, na floresta.

A metodologia atual aposta em sessões de aprendizagem ao ar livre, permitindo reforçar a ligação das crianças com a natureza, tornando-as resilientes, confiantes, independentes e criativas.

De acordo com o município, há cada vez mais “evidências científicas que provam que a natureza tem um efeito positivo na saúde e no bem-estar físico e psicológico das crianças”, constituindo “um espaço único de experimentação, aprendizagem integral, autónoma e estimulante”.

A formação vai ocorrer na Mata de Vilar, a maior mancha de floresta nativa do concelho e um dos espaços verdes mais emblemáticos de Lousada, e será dinamizada por professores credenciados e com vários anos de experiência.

As inscrições decorrem até ao dia 11 de outubro.

Poderá enviar um e-mail para a autarquia de Lousada para colocar as suas dúvidas: matadevilar@cm-lousada.pt

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Margarida David Cardoso: “É muito perverso fechar conteúdos”


Esta semana, partilhamos contigo a conversa que tivemos com a Margarida David Cardoso, jornalista no Fumaça. Esta entrevista, conduzida no dia 16 de abril de 2021, foi uma das que fizemos aquando da investigação que deu corpo à última edição da Revista Gerador (maio) para explorar a problemática do jornalismo lento.

Margarida David Cardoso é da Lixa e estudou no Porto, encontrando-se, hoje, a trabalhar em Lisboa. O Jornal Universitário do Porto foi a primeira redação em que encontrou, tornando-se, mais tarde, editora de cultura e, posteriormente, codiretora. Licenciada em Ciências da Comunicação, trabalhou durante dois anos e meio no Público, nas secções de Local e Sociedade. Depois desta experiência, encontrou o Fumaça que lhe permitiu fazer aquilo em que sempre acreditou: “que só com tempo se encontram outras vozes, se reduz a inevitabilidade de cometermos erros, se aprende a olhar para onde ninguém parece estar a olhar. Acredito que só com tempo, profundidade e diálogo o jornalismo se aproxima de algo verdadeiramente livre”, explica no site do Fumaça.

O Fumaça é um órgão de comunicação social que se afirma como independente, progressista e dissidente, apostando no jornalismo de investigação em áudio, feito com profundidade e tempo para pensar. No seu site, podemos aceder a variadas investigações como são exemplo as séries “Palestina, histórias de um país ocupado”, “A Serpente, o Leão e o Caçador” ou “Segurança Privada: Exército de Precários”. É ainda possível encontrar várias entrevistas como “Rafaela Granja: ‘A prisão empobrece reclusos e familiares’” e reportagens como “A Resistência: quarentena na rua”.

Esta é a sexta entrevista da nova rubrica Entrevistas com Jornalistas, que o Gerador irá continuar a lançar ao longo das próximas semanas e que se irá debruçar sobre os grandes desafios que a profissão continua a enfrentar.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Professores portugueses do 3º Ciclo são os europeus com mais stress e mais insatisfeitos com o salário


Os professores portugueses do 3.º ciclo são os europeus que mais se queixam de stress, os mais insatisfeitos com o salário e os que têm carreiras mais precárias, revela um estudo divulgado esta quarta-feira.

Quase nove em cada 10 docentes portugueses que dão aulas a alunos do 7.º ao 9.º ano disseram sofrer "muito" ou "bastante" de stress quando estão a trabalhar, segundo o relatório "Professores na Europa: Carreiras, Desenvolvimento e Bem-Estar" da Eurydice, um organismo da Comissão Europeia.

A rede de informação sobre os sistemas educativos na Europa comparou a situação dos professores dos 27 estados-membros e de outros países europeus e concluiu que o stress é "comum entre os professores europeus".

No entanto, numa comparação com a situação vivenciada nos outros países, Portugal destaca-se pela negativa, uma vez que a média europeia de docentes que se queixa de stress fica-se pelos 50% e em Portugal chega aos 87,2%. Depois de Portugal surge a Hungria e o Reino Unido, com 70% dos docentes a admitirem sofrer do mesmo mal.

Segundo o relatório, o "mais preocupante" é que nestes três países a percentagem de professores que se sente "muito stressado" é "muito superior aos valores médios dos países europeus". Em média, 16% dos docentes europeus sentem-se "muito stressados", enquanto em Portugal são 35%. Já no que toca a docentes "bastante stressados", a média europeia é de 31% contra 53% dos portugueses.

Entre as razões pelas quais os portugueses consideram que o trabalho pode ser stressante estão o trabalho administrativo e o "manter-se a par das mudanças exigidas pelas autoridades".

"Em França, Malta, Lituânia e Portugal, mais de 60% dos professores atravessam momentos de stress devido às mudanças, vivem em stress devido às mudanças requeridas pelas autoridades", refere o relatório da Eurydice.

Questionados se estavam satisfeitos com o seu salário, apenas 37,8% dos europeus considerou o ordenado satisfatório ou muito satisfatório.

Nesta análise, os portugueses voltam a surgir no fim da tabela, agora ao lado dos islandeses: Menos de um em cada 10 mostrou-se satisfeito com o salário, ao contrário dos Austríacos e Belgas (70%).

Portugal é também referido como um dos exemplos com mais docentes com contratos a termo: "Embora a percentagem de contratos a termo certo normalmente caia à medida que os professores envelhecem, em alguns países existem elevadas percentagem de docentes na faixa etária dos 35-49 anos que ainda estão em empregos temporários como, por exemplo, em Espanha (39%), Itália (32%) e Portugal (41%)".

Os portugueses são também dos que mais se queixam dos impactos negativos do trabalho na saúde física e mental, segundo os resultados do Inquérito Internacional de Ensino e Aprendizagem 2018 (TALIS - Teaching and Learning Internacional Survey), da OCDE, utilizado no relatório hoje divulgado.

Na Europa, um em cada quatro professores (24%) considera que o trabalho diário afeta a sua saúde mental e 22% apontam consequências físicas.

Os portugueses surgem ao lado dos belgas com "mais de metade dos docentes a considerar que o seu trabalho afeta negativamente a sua saúde física e mental", refere o inquérito.

Além dos 27 estados-membros da UE, o relatório analisou e comparou também a situação dos professores do Reino Unido, Albânia, Bósnia Herzegovina, Suíça, Islândia, Liechtenstein, Montenegro, Macedónia, Noruega, Sérvia e Turquia.

O relatório teve por base um levantamento de informações feito antes da pandemia e na sua introdução sublinha o papel dos docentes no último ano, em que as escolas fecharam e estes profissionais se mantiveram em contacto com os alunos.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eco Summit 2018 em Torres Vedras resultou numa carta de compromisso

Escuteiros organizaram evento sobre sustentabilidade ambiental


Organizado pelo agrupamento 496 da Freiria do Corpo Nacional de Escutas, em conjunto com a Câmara Municipal, o evento teve como tema “Problemas Globais exigem Ações Locais”. Durante a manhã houve intervenções sobre vários temas e à tarde os participantes constituíram-se em grupos de discussão sobre os cinco temas das intervenções. No final foi elaborada uma carta de compromisso, que as cerca de 90 pessoas presentes assinaram.

Eco Summit 2018

A sessão de abertura do Eco Summit 2018 contou com as intervenções do presidente da Câmara, Carlos Bernardes, e Diana Peralta, da organização. Seguiram-se as intervenções dos oradores convidados. José Machado, engenheiro electrotécnico, falou sobre fontes de energia alternativas. José Carlos Ferreira, também engenheiro mas agrónomo, especialista em agricultura biológica, falou sobre produção e hábitos alimentares sustentáveis.

“Empresas como motor de sustentabilidade ambiental” foi o tema exposto por Simão Marçal, especialista em práticas sustentáveis enquanto sócio-gerente de várias empresas. José Henriques, médico oftalmologista e escuteiro há 40 anos, utilizador de veículos eléctricos, referiu-se à sua experiência na área da mobilidade sustentável. A psicóloga Margarida Fialho, também escuteira, focou a sua intervenção no indivíduo: “Eu” como motos de sustentabilidade ambiental.

No final saiu uma carta de compromisso subscrita pelos presentes, com cinco tópicos relacionados com os cinco temas apresentados no evento. No que se refere às fontes de energia alternativas, o documento sugere a redução o IVA para aquisição de sistemas fotovoltaicos, sensibilização da população para reduzir os resíduos sólidos e algumas sugestões à Câmara Municipal para tornar o concelho mais sustentável.

Mudança de hábitos

No capítulo dos hábitos alimentares sustentáveis, as propostas indicam sobretudo a educação e a formação dos cidadãos, para além da mudança de hábitos. As empresas têm também um papel importante na sustentabilidade ambiental e a carta de compromisso do Eco Summit enumera várias medidas a tomar. Nomeadamente, a criação de rankings de empresas e o ajuste da taxa da derrama municipal em função da classificação ambiental obtida anualmente pelas empresas.

Nos outros dois pontos da carta de compromisso é referida a necessidade de promover a mobilidade sustentável através de vários incentivos e, por outro lado, é indicada uma lista do que é que cada indivíduo pode fazer para ser actor da mudança. Designadamente diminuir a utilização de sacos de plástico nas compras, organizar acções de formação para ensinar as pessoas a produzirem desodorizantes e cosméticos caseiros, instalação de pontos de compostagem públicos e sensibilizar os alunos das escolas para hábitos alimentares mais sustentáveis, entre outras propostas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Precisamos de ajuda para colocar as plantas invasoras no mapa

Fonte: Invasoras
O que acham da ideia de formar uma equipa e colaborar no mapeamento das plantas invasoras em Portugal?
O Invasoras.pt estabeleceu uma colaboração com a iniciativa “Noite Europeia dos Investigadores 2015”, tendo como objectivo a dinamização da plataforma de Ciência Cidadã disponível no nosso site  – Mapa de avistamentos de plantas invasoras em Portugal.
Para o efeito, convidamos-vos a formar equipas de voluntários entusiastas (e.g., professores e os seus alunos, colegas de turma, clubes de ambiente ou floresta, grupos de amigos ou equipas que se dinamizem de outra forma) dispostas a abraçar o desafio de colaborar no mapeamento das plantas invasoras, na plataforma do Invasoras.pt, e a passar a mensagem sobre a problemática das invasões biológicas.
No decorrer da iniciativa serão realizados workshops em que as equipas/ chefes de equipa podem participar. O primeiro workshop será realizado no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra no dia 14 de Março. Cada workshop incluirá a apresentação da plataforma e formação sobre identificação das principais plantas invasoras. No entanto, o Invasoras.pt disponibiliza muita informação, pelo que mesmo não assistindo ao workshop é possível participar no desafio. 
Além de participar no mapeamento, cada equipa é convidada a desenvolver um trabalho livre – vídeo, entrevista, artigo para jornal, cartazes, entre outros – que será posteriormente apresentado na Noite Europeia dos Investigadores que terá lugar no dia 25 de Setembro de 2015, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. O objectivo é encontrar formas originais e eficazes de passar a mensagem das invasões biológicas.
Do que estão à espera? Aceitem o nosso desafio, formem uma equipa, tornem-se cidadãos-cientistas e venham ajudar-nos a mapear as plantas invasoras em Portugal e a divulgar este tema!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Francesco Tonucci - “Gastamos muito para encher nossos filhos de brinquedos, convertendo-os de brincadores para possuidores”


“As crianças precisam de mais liberdade e alguns brinquedos, devem ser autónomos, brincar com os amigos e, na medida do possível, ir para a escola, caminhando, sozinhos e a pé.” É assim que Francesco Tonucci, pedagogo e pensador italiano resume sua filosofia e agenda política. Ele, que é autor e promotor do conceito “Cidade das Crianças”, um projeto que aposta na transformação das cidades por meio das crianças que nela habitam, defende que todas as políticas urbanas deveriam se estabelecer para garantir o direito ao brincar das crianças.

Célebre por ser “radical na defesa da infância”, o autor também publica sob o pseudônimo Frato uma série de quadrinhos em que discute, de forma irônica, o cenário escolar e a estrutura familiar contemporânea, que muitas vezes, impede a criatividade e a possibilidade de criação e reinvenção das crianças.

Em entrevista ao site El Intransigente, periódico Argentino, Tonnucci, que esteve no país em agosto deste ano, afirmou que os pais precisam deixar de superproteger seus filhos e permitir que desenvolvam suas próprias experiências de autonomia, entendendo o brincar para o pleno desenvolvimento das pessoas.

El Intransigente: É fundamental que as crianças brinquem, mas quão importante isso é?

Francesco Tonucci: O brincar está conectado de uma maneira muito forte com o movimento e com a autonomia. Temos que ajudar os adultos a entender a importância disso. Para explicar, lhe conto uma anedota; meu filho mais novo chegou do seu primeiro dia na escola primária e me contou “a professora nos disse que agora é hora de parar de brincar, temos que levar as coisas a sério.” Essa foi a mensagem da escola ao meu filho. E, desde então, venho tentando dizer às pessoas que esta é uma frase absurda, equivocada e perigosa. Não tenho dúvidas que os primeiros anos são os mais ricos e importantes na vida de uma pessoa; é o período em que se fundam todos nossos cimentos.

A “Cidade das Crianças” é uma iniciativa que nasceu em 1991, em Fano, na Itália, e apresentou uma nova filosofia de governança dos municípios, tomando as crianças como parâmetro e como garantia das necessidades de todos os cidadãos. Inspirados no projeto, nasceu a rede de cidade das crianças. Em Roma, na Itália, as crianças passaram a compor um parlamento infantil, capaz de incidir sobre as políticas públicas locais.

El Intransigente: E o jogo ajuda…

Tonucci: Nestes anos iniciais não existem professores no sentido público, não existem métodos. Simplesmente há uma criança que brinca com o mundo. Essa é a importância do jogo; ele é uma experiência em que as crianças vivem no nível espontâneo e não é necessário ensiná-las isso. É brincando que as crianças têm sua primeira relação com o mundo.

El Intransigente: Todo tipo de brincar é valioso? Brincar ao ar livre é o mesmo que brincar no computador?
Tonucci: Brincar é uma experiência que tem algumas características: sair no sentido de não ficar sob controle direto dos adultos, encontrar-se com amigos, aproveitando um tempo livre para viver a experiência da aventura, do descobrimento, da surpresa, da maravilha, do risco. Tendo estes elementos, todos os jogos são bons. Inclusive os tecnológicos.

El Intransigente: Por que é importante que as crianças brinquem sozinhas?

Tonucci: Não é possível brincar acompanhado de adultos. Quando os pais dizem, “acompanho meus filhos todos os dias para que brinquem na praça” é uma contradição. O verbo brincar só se conjuga com o verbo deixar. Na Europa é impressionante, mas aqui [na Argentina] também creio que acontece, em especial nas classes sociais mais ricas; para uma criança é quase impossível sair sozinho pelas ruas. E isso os impede essa experiência básica.

Muitas vezes nós, adultos, pensamos em substituir esta experiência que desfrutamos nós mesmos e parece que as crianças não conseguem viver. Substituímos isso comprando muitos brinquedos, dando instrumentos que permitem que a criança passe muito tempo se entretendo sozinho em casa, especialmente com as novas tecnologias, e os acompanhando em todos os lugares. Todas respostas inadequadas. Estamos gastando muito dinheiro para encher nossos filhos de brinquedos, convertendo-os de “brincadores” para consumidores, “possuidores”. Para brincar bem, é preciso ter poucos brinquedos, mas amigos para aproveitá-los.

El Intransigente: O que oferece o brincar a uma criança?
Tonucci: Lhe permite descobrir o mundo. É uma maneira de encontrar-se com o desconhecido. Significa viver a experiência do risco, de saltar o obstáculo, viver o desafio de superá-lo ou não. Ver se hoje posso fazer o que antes não podia, se posso superar meu medo de viver esta experiência.

El Intransigente: Por que é importante viver a experiência do risco?

Tonucci: Se não é possível, vamos criar uma acumulação de desejos e de necessidade de transgressão que se expressarão mais tarde, na adolescência, quando um garoto tem autonomia suficiente como as chaves de casa no bolso ou quando essa expressão de seu desejo se converte em uma explosão perigosa.

Muitas das questões que hoje tratamos como os dramas da adolescência, como abuso de álcool, de drogas, acidentes de moto, – até os casos de suicídio juvenil -, tem a ver com a falta de experiências de autonomia nos primeiros anos de vida da criança. É vivendo a experiência do obstáculo que nos damos conta de que não podemos superá-lo e é aí que vivemos a desilusão. E a desilusão também é uma experiência que as crianças não vivem porque seus pais os superprotegem.

Após a entrevista, o professor proferiu palestra organizada pela Fundação Arcor em parceria com o governo argentino. Como indicado pelo portal Latin Lab de experiências de valorização e promoção da infância na América Latina, Tonnucci discute que os grandes devem escutar as crianças para transformar positivamente as comunidades em que vivem.

Veja em dois vídeos, a palestra completa em espanhol.



Fonte: Educação Integral

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Hubert Reeves: "É um erro cortar na educação só porque é fácil"


Um dos astrofísicos mais famosos do mundo esteve no Porto e deixou um alerta: "A humanidade pode desaparecer se não fizermos mais nada"
Cosmólogo de 81 anos, é uma das referências mundiais da divulgação científica e esteve em Portugal para uma conferência sobre Cosmos Sustentabilidade e responsabilidade, organizada pela Porto Business School. Não tem receio de se colocar ao lado do Papa Francisco na denúncia da idolatria do dinheiro, mas está convencido de que o futuro da humanidade passa pelo homem deixar de se considerar mais importante do que as outras espécies. Acaba de lançar em Portugal mais uma obra - "Onde Cresce o perigo Surge Também a Salvação", uma adaptação de um verso do poeta alemão Friedrich Hölderlin - que resume duas das suas maiores preocupações de sempre: o ambiente e a astrofísica. Divide a vida entre Paris e a sua cidade natal, Montreal, onde ainda ensina e dá palestras. Há três décadas lançou "Um Pouco mais de Azul", uma obra que o tornou famoso por usar uma linguagem simples e até lírica para explicar complexidades da ciência.

Que mensagem trouxe a Portugal, tendo como plateia empresários e engenheiros?
Quero sensibilizar para a situação perigosa em que nos encontramos. Vemos um crescendo de ameaças ao futuro da vida no planeta, do aquecimento, à poluição ou aumento dos gases de estufa. É interessante falar com pessoas que desenvolvem projectos e ajudá-las a ver o ponto em que nos encontramos, para que possam avaliar de forma mais acertada o que devem e o que não devem fazer.

Sente que este tipo de preocupação tem estado ausente da formação nestas áreas?
Tem melhorado mas ainda pode melhorar mais. Por vezes faltam ideias práticas e foi isso que procurámos fazer: uma espécie de lista de coisas de que não nos devemos esquecer ao pensar num projecto. O meu contributo é no sentido de apresentar uma visão de que temos no presente duas histórias: uma boa, que é como chegámos até aqui desde o início do universo. A outra é como a humanidade está a deteriorar o planeta com a sua presença e influência. O desafio - nosso e deles - é conseguir conciliar as duas histórias.

Somos os vilões nesta última história?
De certa forma. Fizemos coisas maravilhosas como medicamentos, mas temos vindo a transformar o nosso planeta de uma maneira que não é favorável à vida. Estamos a aquecê-lo, a acidificar os oceanos. Temos de fazer alguma coisa se não podemos desaparecer. É a principal mensagem: a humanidade pode desaparecer se não fizermos nada.

Quando?
Ninguém sabe. Pode ser um processo gradual ou repentino. Ninguém sabe o futuro mas a probabilidade existe e parece ser grande. Se aqueceremos a atmosfera 4ºC, 5ºC ou 6ºC, o clima pode tornar-se ingovernável e isso é um perigo para os nossos filhos e netos.

O professor defende um novo humanismo, como quando o Papa Francisco condenou a idolatria do dinheiro. Ciência e fé aproximam-se neste apelo?
O dinheiro, de facto, tem um papel tão negativo, hoje, que deve haver um esforço no sentido de o tornar positivo. Esse esforço passa muito pela responsabilidade das empresas e instituições. Começam a acontecer algumas mudanças - o edifício onde trabalho acaba de ser construído com preocupações enormes de sustentabilidade. Nesse aspecto, move-nos um mesmo objectivo: salvar a humanidade da destruição.

Vive em França, onde o presidente Hollande, recentemente, anunciou que quer poupar a ciência e o ensino superior de cortes. Em Portugal não têm sido áreas poupadas...
É verdade. Todos os países quando atravessam uma crise, como esta em que estamos, tenta fazer algumas poupanças. A questão é onde se poupa. Se um país como Portugal corta os apoios a escolas, professores e alunos vai depender mais de tecnologia desenvolvida no exterior e no futuro vai gastar mais a comprá-la do que teria gasto ao apostar na formação. Acho que um dos sectores principais a garantir num país, mesmo quando se pensa em questões económicas, é a educação. Por isso é um erro cortar nesta área só porque é mais fácil do que noutras. Já aconteceu noutros países e a longo prazo saíram-se pior do que os que decidiram manter o financiamento. Os apoios à educação, ciência, cultura devem ser os últimos a ser cortados.

Nasceu no Canadá, um dos melhores países na competição global por pessoas qualificadas. Em Portugal agora há a intenção de lançar vistos de talento. Como vê este campo?
A melhor forma de atrair pessoas de fora é ter boas instituições e, para isso, os centros e as pessoas têm de ser apoiadas. Acho que é uma contradição cortar apoios internos se se quer atrair de fora. Se o objectivo é esse, então o caminho e a mensagem estão erradas.

Aos 81 anos quais são os seus sonhos científicos?
Continuar a popularização da ciência, torná-la compreensível. Isto tem um duplo objectivo: por um lado as histórias da ciência são maravilhosas e há um interesse natural por elas, que torna entusiasmante partilhar. Por outro lado, só a popularização da ciência vai permitir que as pessoas percebam a importância do conhecimento e actuem contra o aquecimento global e este paradigma de que a humanidade, através das suas actividades, destrói o planeta.

Para si, qual foi a melhor história?
Muitas. Começou com a confirmação da teoria do Big Bang em 1965 e cada vez sabemos mais sobre o passado e de onde vimos. Para mim, grandes histórias são estas, a descoberta do átomo. Mas acho que o que mais surpreende a audiência é a ideia de que o universo tem uma história e como o natural se organiza através de moléculas e átomos. E mesmo que comecemos por falar do universo, de estrelas e planetas, trata-se da nossa própria história. Depois há a questão se tudo isto tem um propósito ou não, que devemos fazer, e não tem resposta.

Uma cientista premiada em Portugal noutro dia defendia a necessidade de maior racionalidade na tomada de decisões, quase uma importação do método científico para a política contra alguma subjectividade. Concorda?
Acho que precisamos de ciência para nos contar donde viemos e o que somos. Mas acho que a ciência não nos pode ajudar a tomar as decisões correctas. Ensina-nos a fazer a bomba atómica e transgénicos mas não é a ciência que nos diz se os devemos usar. Isso é o campo da moralidade, da discussão sobre o mundo em que queremos viver.

A sua defesa de um novo humanismo então também não é a estritamente ciência?
Assenta na ideia de que temos de expandir o nosso conceito de humanismo. Tem sido o homem primeiro e depois o resto. O que vemos no estudos é que é fundamental que a noção de humanismo e humanidade se estenda a toda a natureza porque dependemos de plantas e animais, racionalmente não sobrevivemos sem eles. Somos uma grande rede e esta generalização é importante, é objectiva.

Rompemos o dogma de que a Terra era o centro do universo mas continuámos a pôr o homem excessivamente no centro?
Sim. Somos uma espécie e há muitas outras. Não temos nenhuma razão para acreditar que somos melhores que as outras.

sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina, as Crianças e a Escola Portuguesa que ganhou prémio internacional

Uma sociedade tem que se conhecer para conseguir desenvolver-se e evoluir de forma justa e sustentada.
Reportagem da TVI no 6 de Outubro 2012 , no jornal das 8. A crise vista pelas crianças - Turma 8ºD da Escola EB23 de Real Braga.

Ontem fiquei abalado com o falecimento de Manuel António Pina.Uma pessoa que dava voz e lucidez à nossa indignação.Via-o como irmão mais velho, mesmo nunca tendo-o conhecido pessoalmente.  O apoio incondicional da minha família foi, como sempre, imprescindível.
Mal eu sabia que ao fim deste dia- sábado- recobrei as forças e energias e vi nascer a Esperança. A Fundação Vox Populi promove todos os anos lectivos o projecto NEPSO (Nossa Escola  Pesquisa a Sua Opinião). A minha escola, Escola Secundária Augusto Gomes, Matosinhos, teve o privilégio de acolher a equipa pedagógica do Norte que aderiu este ano a mais um novo arranque da fase 1 do NEPSO. Vieram professores de Porto, Gaia,  Caminha, Viseu e Almeida. Estão agendadas mais duas fases de formação dos docentes. 
Entrei no Projecto porque outra colega da escola, Natércia Charruadas, que tinha dinamizado no ano lectivo anterior, ficou encantada com o NEPSO e como percebeu a minha tristeza por o Ministério da Educação ter acabado com a Formação Cívica do 10º ano, convidou-me, explicou-me o que se tratava e eu aceitei imediatamente o desafio.
Realmente adorei conhecer pessoalmente os mentores e directores da Fundação: Drs. Paula e Luís Queirós e a Dra. Esperança Afonso. Gostei imenso também de conhecer a Dra. Cristina Berbert (isso mesmo, Brasileira) que vive em Curitiba (essa mesmo, uma das cidades mais sustentáveis de todo o mundo). 
A troca de ideias e alguma conversação amena entre colegas de vários pontos do Norte do País, partilhamos experiências interessantes e foi também uma sensação boa e transpirou-se, no final, alguma felicidade no ar. Entre as amarguras dos venenosos rankings das escolas, há muitos elementos de  comunidades educativas "grandes" e invisíveis a reconstruir tanto "desânimo" e desigualdade social e sempre intervindo para minimizar a crise. 
Quando cheguei a casa, fui investigar mais e  fiquei fascinado com este documentário e prémio mais que merecido. 
Depois da "faísca" a luz e a curiosidade e a vontade pode motivar o coração de um grupo de alunos/ jovens/ crianças e levá-los até caminhos inimagináveis, como os da turma 8º B de Braga, é o orgulho para qualquer educador e pedagogo. Os meus parabéns! 
E diz tudo Manuel António Pina, neste magnífico poema "O Medo". A melhor homenagem que podemos dar ao grande poeta e homem bom é, além de ler e divulgar a sua obra poética, prosseguir e desbravar caminhos juntos, mesmo com muitas adversidades.

O Medo
Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.

É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

domingo, 17 de setembro de 2006

Jorge Paiva



Jorge Américo Rodrigues de Paiva nasceu em Cambondo (Angola) a 17 de Setembro de 1933. Licenciou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorou-se em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha). Neste momento encontra-se aposentado tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde leccionou algumas disciplinas. A sua linha de investigação prende-se principalmente pela taxonomia das plantas vasculares, a palinologia e o ambiente.
Como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) trabalhou durante três anos em Londres nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico. Como fitotaxonomista tem percorrido a Europa, particularmente a Península Ibérica, Ilhas Macaronésicas, África, América do Sul e Ásia, tendo também já visitado a Austrália. Publicou mais de cinco centenas de artigos sobre as suas áreas de investigação sendo membro activo de muitas associações ambientais.

Biografia completa:

quinta-feira, 19 de agosto de 2004

Dia Mundial da Fotografia

Alfredo Cunha, Lisboa, 1975

O Dia Mundial da Fotografia comemora-se anualmente a 19 de agosto.

Origem da data
A celebração da data tem origem na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837.
Mais tarde, em janeiro de 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo e a 19 de agosto do mesmo ano o governo francês considerou a invenção de Daguerre como um presente "grátis para o mundo".
Outro processo fotográfico - o calótipo, inventado também em 1839 por William Fox Talbot, fez com que o ano de 1839 fosse considerado o ano da invenção da fotografia.

Comemoração da data
No dia Mundial da Fotografia decorrem várias iniciativas para celebrar a data, como por exemplo, workshops, maratonas de fotografia, concursos e palestras. O Dia Mundial da Fotografia consiste na celebração da arte de fotografar. Desde o fotógrafo amador ao profissional, neste dia o objetivo é reviver o amor pela fotografia. Com a proliferação da fotografia digital e dos telemóveis com câmaras, praticamente qualquer pessoa pode aventurar-se na fotografia no mundo atual.
A fotografia serve para eternizar momentos, para guardar recordações, para contar histórias em imagens, sem palavras, para mostrar um modo pessoal de ver o mundo ou simplesmente para dar prazer ao fotógrafo.

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