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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Jornalismo Florestal - Prémios PINUS distinguem reportagens da RTP e da Antena 1


O prémio pretende distinguir o trabalho jornalístico que, pela qualidade e originalidade, contribua para um maior conhecimento sobre a importância ambiental, económica e social das florestas.

Assim, o Primeiro Prémio de Reportagem Diária foi para um trabalho de Daniela Santiago, Manuel dos Santos, Fábio Siquenique e Joana Melo, sobre o valor da Floresta e o Circuito do Carbono

O Primeiro Prémio de Grande Reportagem foi para um investigação do programa A Prova dos Factos, de Emanuel Boavista, com Paulo Maio Gomes e Guilherme Terra, sobre o facto de as verbas europeias para a floresta não chegarem ao terreno.

A RTP recebeu ainda uma Menção Honrosa para outra peça do programa A Prova dos Factos sobre o abandono do Pinhal de Leiria, também de Daniela Santiago.

A reportagem da Antena 1 sobre as Florestas Miyawaki recebeu igualmente uma Menção Honrosa. Esta distinção foi atribuída à jornalista Arlinda Brandão.

Esta é considerada "uma oportunidade para reforçar o reconhecimento do jornalismo como serviço público e celebrar a importância da floresta", segundo o promotor da iniciativa.A cerimónia da 7ª edição do Prémio Centro PINUS - Jornalismo Florestal teve lugar no Clube de Jornalistas, em Lisboa.

O Prémio Centro PINUS de Jornalismo Florestal é atribuído bianualmente e, segundo a organização, "pretende homenagear os jornalistas e as peças que aproximem a floresta do cidadão através do rigor e da informação.

Paralelamente, reconhece o papel do jornalista na sua missão de serviço público e valoriza o jornalismo livre, independente e de qualidade".

Ver as reportagens aqui


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Método Miyawaki, Agricultura Sintrópica e a Biggest Mini Forest

O Método Miyawaki é uma técnica de reflorestação desenvolvida pelo botânico japonês Dr. Akira Miyawaki. Tem como objetivo criar florestas densas e nativas num curto espaço de tempo, promovendo a biodiversidade e benefícios ambientais. É especialmente focado na recuperação de terras e ecossistemas degradados.

O Método Miyawaki é uma técnica de reflorestação concebida para estabelecer rapidamente florestas nativas num curto espaço de tempo. Esta abordagem envolve um planeamento meticuloso, plantação densa e a inclusão de espécies vegetais diversas de diferentes estratos florestais, com o objetivo de imitar a estrutura e a biodiversidade das florestas naturais. Ao contrário da reflorestação tradicional, este método dá prioridade ao crescimento de árvores nativas, arbustos e outras plantas, promovendo a biodiversidade e a resiliência ecológica.

Os princípios fundamentais do Método Miyawaki incluem uma preparação rigorosa do solo, garantindo condições ideais para o crescimento das plantas, e um plantio de alta densidade com pelo menos três espécies por metro quadrado. A seleção das espécies vegetais concentra-se em espécies autóctones, específicas do ecossistema local, promovendo a adaptação e a resiliência. O método incentiva a aleatoriedade na plantação, permitindo que a natureza dite o desenvolvimento do ecossistema. Uma vez estabelecida, a floresta Miyawaki é projetada para ser autossustentável, exigindo um mínimo de insumos externos. O método visa criar ecossistemas vibrantes e multicamadas semelhantes às florestas naturais, contribuindo para a conservação ambiental e a mitigação das alterações climáticas. Os resultados de uma floresta Miyawaki incluem vários benefícios ecológicos, como maior biodiversidade, melhoria da saúde do solo e sequestro de carbono. Embora não se concentre principalmente na produção de alimentos, o Método Miyawaki desempenha um papel crucial na restauração do ecossistema, proporcionando benefícios a longo prazo tanto para a natureza como para as comunidades.

Agricultura Sintrópica e Agrofloresta


Sistema agroflorestal na Fazenda Mata do Lobo, Brazil.

A Agricultura Sintrópica, desenvolvida por Ernst Götsch, é uma abordagem revolucionária à agrofloresta que visa criar um ecossistema altamente produtivo e autossustentável, imitando a sucessão natural. Desenvolvido com um planeamento meticuloso, este método envolve a plantação de diferentes espécies organizadas em linhas, combinando estrategicamente elementos de várias camadas florestais, cada uma com requisitos específicos de luz solar. O projeto considera fatores como a vida útil de cada espécie, as necessidades de luz solar, os padrões de rebrota após a poda e o tamanho das plantas ao longo do tempo.

A plantação inclui uma variedade de espécies, desde «placenta» (espécies de crescimento rápido e vida curta) até arbustos, vegetação rasteira e árvores de copa, cuidadosamente selecionadas com base nas suas categorias de vida útil (espécie placenta, secundárias e clímax). As espécies «placenta» desempenham um papel crucial no estabelecimento de condições ideais para o crescimento de espécies mais exigentes. As linhas de plantio são orquestradas para garantir que cada planta receba a luz solar necessária, promovendo um ambiente equilibrado e produtivo.


A agricultura sintrópica foi concebida para ser um método versátil e orientado para a produção, que elimina a necessidade de fertilizantes externos. Oferece uma variedade de produtos, incluindo frutas, bagas, vegetais, madeira e fibras. Ao utilizar princípios derivados dos ecossistemas naturais, a agricultura sintrópica torna-se uma prática resiliente e regenerativa, contribuindo não só para a produção sustentável de alimentos, mas também para a restauração e enriquecimento do ambiente em geral.



Minifloresta Comestível 1 mês após a implementação no projeto Sintropia Temperada

Iremos agora ver como Método Miyawaki e a Agricultura Sintrópica se relacionam ou diferem da abordagem das Miniflorestas Comestíveis, seguindo o método da Biggest Mini Forest (Método BMF):

Preparação do Solo

Miyawaki: Criação de solo rico em nutrientes com uma mistura de diferentes fontes de matéria orgânica e de microorganismos para apoiar o rápido crescimento das plantas. A preparação inicial do solo requer a descompactação do solo até um metro de profundidade, com grande quantidade de materiais orgânicos (composto, estrume bem curtido ou outros materiais orgânicos).

Syntropic: A plantação é geralmente organizada em linhas e utiliza técnicas para melhorar a estrutura do solo, promovendo a fertilidade natural e a atividade microbiana. Normalmente, não é realizada nenhuma descompactação profunda.

Método BMF: Seguimos a mesma preparação do solo do Método Miyawaki. Em vez de linhas, trabalhamos em blocos de 3 m x 3 m, com uma área central de 4 m² (2 m x 2 m) para as plantas perenes, mais 0,5 m ao redor para as plantas anuais. A preparação do solo concentra-se em melhorar a fertilidade do solo, o que envolve uma descompactação inicial entre 0,5 m e 1 m de profundidade em toda a área para estimular o crescimento das raízes, o desenvolvimento de microrganismos e a retenção de água. No entanto, encorajamos qualquer pessoa a criar a sua Minifloresta, mesmo que não consiga atingir a profundidade desejada.



Preparação do solo para uma Minifloresta Comestível

Seleção de Espécies
Miyawaki: Este método concentra-se na utilização exclusiva de espécies autóctones bem adaptadas ao ambiente local, promovendo a biodiversidade, mas a seleção das espécies não tem como objetivo direto a produção de alimentos.

Syntropic: Enfatiza uma mistura de espécies anuais e perenes, juntas na mesma linha de plantação com culturas de cobertura de solo e plantas de produção de biomassa entre as linhas. Isso inclui espécies indígenas, exóticas e de produção alimentar de diferentes partes do mundo que se podem adaptar bem e que, combinadas num projeto agroflorestal, ajudam o sistema a se desenvolver. O objetivo é criar um sistema dinâmico, com produção constante de matéria orgânica e produção desde do primeiro mês e que se expande por muitos anos.

Método BMF: Devido às alterações climáticas e à degradação do solo, algumas das espécies autóctones, em certas áreas, não prosperam como antes. Por isso, não nos concentramos apenas na utilização de espécies indígenas, como faz Miyawaki. Utilizamos aquelas que funcionam melhor nas condições climáticas que temos hoje em dia, aquelas que nos podem fornecer alimentos e que podem criar mais rapidamente um ecossistema resiliente e biodiverso, trazendo de volta as condições de que as espécies autóctones precisam para prosperar novamente.

Em vez de misturar as espécies perenes com as anuais, como na agricultura sintrópica, nós mantemos-las separadas. Espécies usadas para cobertura de solo e adubação verde, como lentilhas ou favas, podem ser adicionadas à área das espécies perenes para fixar azoto e reduzir a germinação de plantas espontâneas. Quando as espécies anuais crescem ao redor das espécies perenes, elas criam um microclima e uma proteção contra o sol, o vento e o calor e o frio para as espécies perenes, o que pode ser benéfico para todo o sistema. Outra vantagem de as manter separadas é que podemos ter menos trabalho de manutenção.


Seleção de espécies para uma Minifloresta Comestível, em Traditional Dream Factory, Alentejo, Portugal.


Uma Seleção de Plantas Biodiversas
Miyawaki: Pelo menos 3 tipos de espécies de plantas autóctones que correspondem a 3 camadas florestais: copa, sub-bosque e arbustos.

Syntropic: Promove a biodiversidade através de uma ampla seleção de plantas, de diferentes camadas florestais e necessidades de exposição à luz solar, incluindo plantas autóctones e exóticas de diferentes partes do mundo.

Método BMF: Tal como no método Miyawaki, também tentamos ter pelo menos três camadas florestais diferentes, de uma forma ligeiramente diferente: camada de copa, camada de sub-bosque, camada baixa (arbustos, herbáceas, rizosfera e camadas de cobertura do solo). Nestas camadas, tentamos introduzir um número mais diversificado de espécies das camadas baixas da floresta.


Plantação em Alta Densidade:
Miyawaki: Plantar uma variedade de espécies nativas muito próximas umas das outras, criando uma floresta densa e com várias camadas. Pelo menos 3 por metro quadrado, o que significa uma árvore a cada 60 cm. Pode chegar a 12 espécies por metro quadrado. Desta forma elas competem pela luz, o que promove um crescimento rápido.

Syntropic: Dependendo do projeto agroflorestal, pode-se usar uma abordagem de plantação muito denso, nas linhas de implementação. Pode-se chegar até uma planta a cada 5 cm. Em muitos casos, também se usa sementes e estacas para aumentar a densidade e a biodiversidade do sistema. Na agricultura sintrópica, o sistema é projetado sempre com foco na cooperação entre as diferentes plantas.

Método BMF: Seguimos uma abordagem de densidade de plantas semelhante à agricultura sintrópica e gostamos de considerar o ponto de vista colaborativo, pois diferentes espécies de várias camadas florestais criam as melhores condições umas para as outras em termos de sombra/luz, proteção contra o vento e fornecimento de mais exsudatos (açúcares) para a microbiologia do solo - tudo isso promove o rápido crescimento do sistema.

Se todas as estacas e sementes se desenvolverem, pode-se transplantar algumas delas para a sua próxima Minifloresta Comestível. Além disso, pode fazer "chop and drop" sempre que o sistema ficar muito denso para alimentar o solo com materiais orgânicos, promover a ciclagem de nutrientes, aumentar a entrada de luz no sistema e priorizar as espécies que desejamos promover ainda mais, acelerando assim o desenvolvimento geral da Minifloresta Comestível.

Número de Espécies:
Miyawaki: De acordo com Miyawaki, 30 espécies é o número mínimo necessário para atingir um bom nível de biodiversidade e resiliência numa minifloresta.

Syntropic: Não existe uma regra definida para o número mínimo ou máximo de espécies que devem ser utilizadas. Defende-se apenas que quanto maior for o número de espécies, maior será a biodiversidade e a resiliência, mas também maior será a complexidade e a dificuldade de gestão.

Método BMF: 3 espécies por m² é o mínimo que usamos, o que dá um total mínimo de 12 espécies numa Minifloresta. No entanto, recomendamos que se use mais para diversificar as espécies em diferentes parcelas de 3 m x 3 m, a fim de aumentar a resiliência do sistema. Não nos podemos esquecer de usar pelo menos 2 espécies comestíveis por metro quadrado, a fim de criar a soberania alimentar que queremos alcançar com este modelo.

Tamanho da Plantação:
Miyawaki: 12 m² (4 m x 3 m) é o tamanho mínimo recomendado por Miyawaki para se ter um sistema mais resiliente e biodiverso.

Syntropic: Não há um tamanho mínimo definido, mas existem implementações de agricultura sintrópica que variam de apenas alguns metros quadrados a várias centenas de hectares.

Método BMF: Seguimos o nosso modelo de 9 m² (3 m x 3 m), com uma área central de 4 m² (2 m x 2 m) para as espécies perenes e uma faixa de 50 cm ao redor para o que chamamos de Parede de Vegetais. Isso significa que, depois de colher todas as plantas anuais, deixamos para trás 4 m² de floresta. A área implementada pode e deve ser ampliada, criando um sistema mais resiliente e biodiverso a cada novo 9 m² implementado ao lado dela.


4 Parcelas de Miniflorestas Comestíveis de 9m² cada

Desenho da Plantação:
Miyawaki: Miyawaki recomenda plantar pelo menos 30 espécies diferentes de 3 camadas florestais aleatoriamente e deixar a natureza decidir o que acontece no sistema.

Syntropic: Utiliza uma abordagem de desenho agroflorestal que imita a sucessão florestal natural, na qual espécies comestíveis são plantadas juntamente com espécies não comestíveis. Requer um desenho meticuloso, considerando fatores como o tempo de vida de cada espécie, necessidades de luz solar, padrões de rebrota após a poda e o tamanho das plantas ao longo do tempo. A seleção de plantas abrange o que é denominado «placenta» — espécies de crescimento rápido e vida curta, juntamente com arbustos, vegetação rasteira e árvores de copa, de diferentes categorias, dependendo da sua vida útil (espécies secundárias e clímax).

Método BMF: A posição de cada planta no bloco da Minifloresta é pensada tendo em consideração a acessibilidade para a colheita dos frutos, a manutenção e a poda, as necessidades de exposição solar, o vento e a tolerância ao frio e ao calor das plantas que utilizamos. Isto significa que as plantas que não toleram sombra, como o tomilho ou o orégão, serão colocadas na parte sul ou sudoeste da Minifloresta. A papaia, que é mais sensível ao vento e ao frio, será colocada no meio. Uma laranjeira, que gosta de receber mais sol pela manhã, será colocada no lado leste ou sudeste da Minifloresta, no caso de ser plantada no hemisfério norte.


Manutenção:
Miyawaki: O método Miyawaki defende que devemos permitir que os processos naturais assumam o controlo após o plantio inicial, promovendo um ecossistema autossustentável, sem qualquer intervenção, exceto irrigação e remoção de ervas e plantas espontâneas, até que a floresta esteja bem estabelecida, o que pode ocorrer durante os primeiros 2 a 3 anos.

Syntropic: A manutenção de um sistema de Agricultura Sintrópica pode incluir a colheita de plantas e frutos, poda cíclica em que toda a biomassa cortada é utilizada para alimentar o solo através de "chop and drop" no local, ou após trituração, incentivando a ciclagem de nutrientes, a retenção de água e uma maior exposição solar das camadas inferiores do sistema, aumentando a fotossíntese global. Também se faz «capina seletiva», removendo plantas que cumpriram a sua função no sistema. De acordo com o projeto e as condições climáticas e do solo, a irrigação pode ser aplicada ou não.

Método BMF: Tal como no Método Miyawaki, seguimos a mesma abordagem em termos de remoção de ervas daninhas e irrigação até que a floresta esteja bem estabelecida e resiliente, mas também fazemos "chop and drop" para acelerar todo o processo de construção do solo, criando um sistema resiliente e direcionando o sistema, dando prioridade às espécies que queremos manter nele a médio e longo prazo. A remoção seletiva de ervas e plantas espontâneas também é algo que pode ser realizado, removendo as espécies que cumpriram a sua função.



Manutenção de um sistema agroflorestal no Algarve, Portugal.

Juntos, estamos a construir um mundo onde cada planta tem um propósito — e cada pessoa pode plantar as sementes do futuro.

REFERÊNCIAS

O Método Miyawaki surgiu na década de 70 e é amplamente testado e documentado. Aqui está uma lista de links com mais informação sobre este método:

A Agricultura Sintrópica é mais recente, mas tem sido praticada em pequena e grande escala em muitos países diferentes. Aqui se podem encontrar mais referências sobre esta técnica de agricultura regenerativa:

sábado, 2 de dezembro de 2006

The Miyawaki Method for Creating Forests



The Miyawaki Method is one of the most effective tree planting methods for creating forest cover quickly on degraded land that has been used for other purposes such as agriculture or construction. It is effective because it is based on natural reforestation principles, i.e. using trees native to the area and replicating natural forest regeneration processes. It has some significant benefits over more traditional forestry methods when used in smaller afforestation projects and is particularly effective in the urban environment. The trees planted by this method grow much faster, jump starting the forest creation process and capturing more carbon. Higher biodiversity has been recorded in Miyawaki forests than in neighbouring woodland, so it’s an ideal method for creating diverse forest ecosystems quickly. Within the context of the current climate change emergency and stark warnings about the global loss of biodiversity, being able to create diverse, healthy forests quickly could prove vital to meeting international targets and tackling these issues.
Two year old Miyawaki Forest. Photo credit: Afforestt
Miyawaki Method principles

The essential principle of the Miyawaki method is using species of trees that would occur naturally in that area and that work together to create a diverse, multi-layered forest community. This creates a resilient and thriving forest ecosystem with species that complement each other, restoring “native forests by native trees”. The selection of species to plant in a given area was originally linked to the theory of potential natural vegetation (PNV), in other words the vegetation that would occur in a specific area without further human interference. Extensive surveys have been carried out globally to determine the PNV across the world (see Hengl et al. 2018 for a summary), although there is fierce debate about the most effective way of defining ‘native’ species. In the UK the PNV is predominantly oak or oak/ash woodland, with beech woodland in the South East of England and boreal pine forest in Scotland. Estuarine and wet woodlands occur in specific habitats, particularly around The Wash and on the Somerset Levels. In spite of the inherent difficulties in defining native species, those that are adapted to local conditions (in the UK oak, willow, birch for example) will fare better and contribute more to increasing biodiversity than more recently introduced species (e.g horse chestnut, plane).

One of the most noticeable differences in a Miyawaki forest is that the seedlings are planted at very high densities. This replicates the regeneration process that occurs in a natural forest when a clearing in the canopy opens up due to a larger tree falling. The saplings grow very fast to compete for the light and then natural selection will favour the fastest growing individuals and act to thin out the trees. The result is a densely packed pioneer forest that grows in 20 to 30 years instead of taking 150 to 200 years. This has obvious benefits for projects that are working to maximise a forest’s carbon sequestration potential or recreate habitat for biodiversity and wildlife.

Afforestt Clifton Park project, Karachi, after planting and 2 years later. Photo credit: Afforestt

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The history of the Miyawaki Method
The Miyawaki Method is named after its creator, Akira Miyawaki, a Japanese botanist and plant ecologist who has a particular interest in phytosociology, i.e. how plant species interact with each other within communities. Following the completion of a PhD in plant ecology, Miyawaki went to study with phytosociologist Reinhold Tüxen in Germany, where he learned about the concept of potential natural vegetation. When he returned to Japan and applied the PNV principles to the Japanese landscape, he became interested in the relics of ancient forests found around temples and shrines, known as Chinju-no-mori, sacred groves. These fragments of forest were composed of trees such as Japanese blue oak (Quercus glauca), Japanese chestnut (Castanea crenata) and Sakaki (Cleyera japonica), rather than the coniferous trees such as larch (Larix kaempferi) and Japanese cedar (Cryptomeria japonica), which had been introduced from other areas and dominated local forests. There was also a distinct layering in the forest structure, with slow-growing canopy species, tree layer species, smaller sub-tree layer species, shrubs and ground covering herbs.



When Miyawaki combined these concepts, he developed a new way of planting forests. This was based on the native vegetation that he postulated should be growing in that area, as deduced from PNV studies, and his understanding of how these species would interact and grow to produce a dynamic forest ecosystem. His early field trials showed great promise that this method could dramatically accelerate forest growth and result in a stable and diverse forest ecosystem. Since then Miyawaki forests have been successfully planted on more than 3000 sites globally.

How to plant forest using the Miyawaki Method
  1. Survey local forest fragments and identify PNV tree species that are best suited to the conditions
  2. Determine the forest community structure – identify the main canopy and tree layer species and select companion species based on their compatibility with the key species. This is assessed by looking at local indigenous vegetation and analysis of forest structures elsewhere in the world
  3. Conduct a soil survey to help decide on the type of mulch and soil nutrients required
  4. Collect seeds from local trees to grow seedlings or obtain seedlings of local variants of tree species. There are specific recommendations for how to raise the seedlings including growing them under shaded covers
  5. Apply a mulch made from local materials to protect and nourish the seedlings – this simulates the protection offered by humus / leaf litter in a natural forest
  6. Treat the soil and the seedlings with soil improvers or a mycorrhizal improver
  7. Plant the seedlings randomly and at high density, 20,000 to 30,000 per hectare instead of 1,000 per hectare, with stakes for support
  8. Water regularly and keep the site weed free for the first 2 years
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Afforestt St Gobain project after planting and 5 months later. Photo credit: Afforestt

What are the benefits?
  1. Trees in a Miyawaki forest grow up to ten times faster at around a metre per year, reaching a stable multi-layered forest community in 20 to 30 years instead of hundreds of years
  2. The growing trees absorb more carbon in a Miyawaki forest than in a plantation or in standard afforestation projects because they grow more quickly and there are thirty times as many
  3. The Miyawaki method has been successful where other planting projects have failed, such as in arid Mediterranean habitats, due to high survival rates
  4. Native trees thrive in the conditions to which they are adapted and are more resilient to environmental changes
  5. Miyawaki forests have been found to have far higher biodiversity than neighbouring woodland, on average 18 times higher
Applications of the Miyawaki Method
The Miyawaki Method has been used successfully around the world in over 3000 projects and the numbers are now also rising in Europe. The ability to create a dense native forest quickly has made the technique useful for creating urban micro forests, for restoring rainforest and Japanese evergreen broadleaf forests and for planting in arid Mediterranean habitat where other forestry techniques have not been successful. Miyawaki forests have also proven effective when used for a specific purpose, such as providing tsunami protection, stabilising mine dump slopes, as typhoon protection and for carbon sequestration. There has been particular focus on planting Miyawaki forests in urban environments as there are significant benefits to tree planting in towns and cities, and this method maximises the space available. Urban forests reduce local temperatures (-1.3°C in one study), improve air quality by reducing pollutants, sequester carbon, and improve the wellbeing of residents, as well as creating a natural oasis for invertebrates and birds. There remains, however, much scope for research on the Miyawaki method. In particular the carbon sequestration rates could be significantly higher than on forest plantations because of the density both at planting and at the final forest stage.

Miyawaki Forest. Photo credit: Afforestt
Criticism of technique
There has been significant criticism of the concept of Potential Natural Vegetation, although very little of the Miyawaki Method itself. In particular, the idea of using fixed compositions of vegetation has garnered criticism because ecosystems are not static. There is no denying, however, that having a concept of the best adapted vegetation to a particular area can help afforestation projects to create forests that benefit native wildlife. Many research studies still use PNV as a tool to identify potential species that would be expected to occur in an area, whilst also acknowledging its limitations.

The Miyawaki method itself has been criticised for creating forests that look monotonous because the trees are all the same age. However, the diversity inherent in the planting and the biodiversity recorded at the sites demonstrate that a functioning ecosystem has been created, and that the appearance of the forests is more of an aesthetic issue. It is a more expensive method of planting because it requires more seedlings to cover a certain area, but the rapidity of the forest growth and the minimal maintenance required recompense some of that expenditure.

The Miyawaki Method is an effective way of jump starting the creation of a forest or woodland, with considerable benefits for carbon capture and recreating biodiversity. At Creating Tomorrow’s Forests we employ the Miyawaki Method alongside restoration of other habitats such as ponds and meadows, to create diverse, rich forest ecosystems for people and wildlife.

Esta técnica levou a que o seu autor recebesse, em 2006, o Blue Planet Prize, o equivalente ao prémio Nobel na ecologia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Mais Jardins na Blogosfera


Publico aqui mais blogues que habitualmente visito mas que por falta de disponibilidade só agora os estou a linkar e a divulgar .Alguns são bem recentes.Outros já garantiram leitores fiéis. Pode parecer uma listagem, mas cada um tem particularidades e objectivos diferentes. Confere tu mesmo...

1. Vulgar de Lineu . Aconselho vivamente conhecer o outro blogue do mesmo autor: Bandeira ao Vento
2. Blogue de Cheiros
3. Lugar do Olhar Feliz
4. Le Jardin de Sophie

Espero que tenhas gostado tanto deles como eu e que bom também seria para o BioTerra:
- pertenceres e estares empenhado(a) com alguma das ONG de defesa do Ambiente local ou nacional (no BioTerra, aí no lado esquerdo podes encontrar várias e respectivos sites;há até algumas Associações também com blogues- vê na secção Terra Viva);
- praticares hábitos ecológicamente mais adequados;
- exigires mais jardins públicos, exigires a classificação de árvores da tua aldeia, vila e cidade,
- praticares o belo desporto da CAÇA FOTOGRÁFICA

Se mais ideias que te surgirem, podes pôr na caixa de comentários!

Fica o apelo...se estás disposto(a) a dar um contributo mais proactivo...precisamos de mais gente...vem conhecer-nos!!