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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Socorro a bancos, IA e Apple: o que Buffett disse em reunião anual com acionistas

Berkshire Hathaway, empresa do megainvestidor, reportou salto nos lucros nos resultados do primeiro trimestre, divulgados pouco antes do encontro

Batizada de “Woodstock dos capitalistas”, a reunião anual com acionistas da Berkshire Hathaway, realizada neste sábado (6), contou com a presença do CEO do conglomerado de investimentos, Warren Buffett, hoje com 92 anos, e do vice-presidente, Charlie Munger, 99, que subiram ao palco para responder a perguntas dos investidores e discutir sobre os negócios e a economia em geral.

Os investidores esperavam ouvir os comentários do “oráculo de Omaha”, apelido de Buffett no mercado, a respeito das recentes falências de bancos nos Estados Unidos e o abalo na indústria, e, sem surpresas, o tema esteve entre os tópicos que ele abordou.

“Teria sido catastrófico”, disse Buffett, se os reguladores não tivessem apoiado os correntistas do Silicon Valley Bank.

Buffett também observou que o medo no setor bancário sempre foi contagioso, mas a criação do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), agência federal que tem a função de garantir os depósitos dos bancos, foi “extremamente sensata”, de acordo com o megainvestidor, garantindo que o governo dos EUA não tem interesse em deixar os bancos quebrarem.

Em relação ao First Republic Bank, banco que quebrou há pouco mais de um mês, Buffett disse: “O CEO e o diretor devem sofrer. Os acionistas, no futuro, não; eles não fizeram nada.”

Os nonagenários foram céticos em relação ao falatório exagerado em torno da inteligência artificial, mas disseram que ela deve ser transformadora.

“Vamos ver muito mais robótica no mundo”, disse Munger. “Pessoalmente, sou cético em relação a parte do ‘hype’ em torno da inteligência artificial; acho que a inteligência à moda antiga funciona muito bem.”

Buffett também fez comentários sobre o mercado imobiliário corporativo norte-americano. Há uma abundância de espaços vazios em prédios de escritórios, e as taxas de juros mais altas também fizeram com que os desenvolvedores atrasassem novos projetos de construção.

“Estamos começando a ver as consequências de pessoas que conseguiam tomar empréstimos a 2,5% e descobrir que isso não funciona com as taxas atuais”, disse Buffett.


Buffett também revelou o melhor negócio no amplo portfólio da Berkshire: “A Apple é diferente das outras empresas que possuímos”, disse. “Simplesmente é um negócio melhor”. A Berkshire tinha, recentemente, uma participação de 5,6% na Apple, de acordo com a agência de notícia Reuters.

Salto nos lucros
Divulgados pouco antes do encontro, os resultados da Berkshire Hathaway mostraram um salto nos ganhos no primeiro trimestre de 2023.

Os ganhos operacionais aumentaram cerca de 12% em relação ao ano anterior, para US$ 8,065 biliões no primeiro trimestre, disse o comunicado de resultados no sábado.

O lucro operacional é o lucro que resta depois que os custos das operações principais de uma empresa são retirados.

O conglomerado registou lucro de US$ 35,5 biliões no primeiro trimestre. O salto é atribuído, em parte, ao retorno do império de seguros da Berkshire.

O negócio de subscrição de seguros da empresa teve um aumento claro, de ganhos de US$ 167 milhões no primeiro trimestre de 2022 para US$ 911 milhões agora.

A receita com investimentos em seguros aumentou de US$ 1,17 bilião para US$ 1,97 bilião.

A companhia de seguros Geico, controlada pela Berkshire, teve um prejuízo com as subscrições de US$ 1,9 bilião no final do ano passado, depois de perder participação de mercado para a concorrente Progressive.

Até aqui neste ano, porém, está se saindo melhor, registando um lucro de US$ 703 milhões no primeiro trimestre, graças a mensalidades médias mais altas e custos de publicidade mais baixos, mesmo com um número menor de sinistros.

Por outro lado, a empresa de energia e ferrovia de carga da Berkshire, BNSF, teve uma queda nos lucros em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

A Berkshire também recomprou aproximadamente US$ 4,4 biliões em ações, e seu caixa aumentou para US$ 130,6 biliões, de US$ 128 biliões no quarto trimestre de 2022.

Original (EN) - aqui - here

terça-feira, 20 de julho de 2021

Bilionários como Bezos ou Buffett conseguem pagar zero impostos

De acordo com a investigação da ProPublica, através de estratégias fiscais perfeitamente legais, bilionários norte-americanos pagam um valor irrisório de IRS ou, inclusive, reduzem as suas faturas de imposto sobre o rendimento a zero.


A ProPublica, uma redação independente sem fins lucrativos que investiga abusos de poder, obteve um alargado leque de informações do Internal Revenue Service, o fisco norte-americano, com as declarações de impostos de milhares de pessoas, as mais ricas dos Estados Unidos da América, cobrindo mais de 15 anos.

Os dados “fornecem uma visão sem precedentes da vida financeira dos titãs americanos, incluindo Warren Buffett, Bill Gates, Rupert Murdoch e Mark Zuckerberg”, lê-se no relatório da organização. Em causa estão não só informações sobre os seus rendimentos e impostos, mas também sobre os seus investimentos, negociações de ações, ganhos em jogos e até mesmo os resultados de auditorias.

A investigação revela que, em 2007 e 2011, Jeff Bezos não pagou um único cêntimo em impostos federais sobre o rendimento. Assinale-se que, em 2007, a fortuna de Bezos aumentou 3,8 mil milhões de dólares e que, em 2011, o bilionário chegou a reivindicar, e a receber, um crédito fiscal de 4.000 dólares para os seus filhos.. O mesmo aconteceu com o fundador da Tesla, Elon Musk, em 2008. Já Michael Bloomberg conseguiu essa proeza nos últimos anos. O investidor bilionário Carl Icahn evitou pagar impostos por duas vezes e George Soros não pagou imposto por três anos consecutivos.


Ainda que a riqueza dos 25 americanos mais ricos tenha aumentado, no global, 401 mil milhões de dólares entre 2014 e 2018, estes bilionários pagaram apenas 13,6 mil milhões de dólares em impostos sobre o rendimento nesse período, o que equivale a uma tributação de somente 3,4%.

“Juntos, eles arrasam o mito fundamental do sistema tributário americano: que todos pagam a sua parte justa e os americanos mais ricos pagam mais”, escreve a ProPublica. De acordo com a organização, os registos “mostram que os mais ricos podem – de forma perfeitamente legal - pagar impostos sobre o rendimento que são apenas uma pequena fração das centenas de milhões, senão milhares de milhões, que as suas fortunas aumentam a cada ano”.

Para o efeito, os bilionários da América recorrem “a estratégias de evasão fiscal que estão além do alcance das pessoas comuns”. Na realidade, a “sua riqueza decorre do valor exorbitante dos seus ativos, como ações e propriedades. Esses ganhos não são definidos pelas leis dos EUA como receita tributável, a menos e até que os bilionários os vendam”, explica a ProPublica.

Entre os 25 mais ricos, Buffett é o campeão no que concerne a evitar impostos, o que, conforme é sublinhado no relatório, contrasta com a sua posição pública como um defensor de impostos mais elevados para os ricos. De acordo com a Forbes, a sua riqueza aumentou 24,3 mil milhões de dólares entre 2014 e 2018. Ao longo desses anos, Buffett relatou ter pago 23,7 milhões de dólares em impostos. “Isso resulta numa taxa de imposto real de 0,1%, ou menos de 10 centavos para cada cem dólares que ele acrescentou à sua riqueza”, refere a Propublica.

“Nem os líderes políticos nem o público jamais tiveram uma imagem precisa de como os americanos mais ricos evitam pagar impostos. Buffett e os seus colegas bilionários conhecem esse segredo há muito tempo. Como Buffett disse em 2011: ‘Tem havido uma guerra de classes nos últimos 20 anos, e a minha classe venceu’”, remata a ProPublica no final do seu relatório.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Cristina Martín Jiménez - ‘Os Globocratas Têm Em Marcha Um Plano Para Tomar Conta Do Mundo’


Segundo a tese da escritora espanhola, por detrás de uma crise sanitária, a pandemia do coronavírus, estão motivações económicas e políticas de uma elite, que tem como rostos visíveis Mark Zuckerberg e Bill Gates.

O mundo está em pandemia declarada desde março de 2020. A tese que defende é que por detrás de uma crise sanitária, estão motivações económicas e políticas. Pode explicar melhor o seu ponto?
Para compreender a pandemia do coronavírus é preciso contextualizar um fenómeno muito complexo de entender. Cheguei à conclusão, há uma década, com a Gripe A, que as elites financeiras estavam a utilizar esta pandemia para lançar o seu projeto para controlar e dominar o mundo. Nessa altura, referi-me a uma nova tática de guerra – uma guerra silenciosa que não é compreendida pela população – a que denominei por «tática da pandemia».

E essa «tática da pandemia», segundo escreve, está outra vez em curso?
Quando começaram a ser difundidas pela televisão as imagens do caos sanitário na China, compreendi que essa elite que quer dominar o mundo tinha voltado a recorrer a essa estratégia. Existe um padrão que é posto em marcha e é repetido cada vez que é anunciada uma crise. Por exemplo, na crise financeira de 2008, ou agora, a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Em que consiste o padrão de atuação dessas elites?
Em primeiro lugar, propagar o medo através dos meios de comunicação social. Depois, esse medo faz com que as pessoas fiquem paralisadas, bloqueadas e sem resposta perante o que as rodeia. Nesta crise, chegaram a ir mais longe: obrigaram-nos a ficar fechados em casa, como se de um sequestro se tratasse. Atentaram contra a Constituição, a liberdade de movimentos e inclusive a liberdade de propriedade de lojas e outros estabelecimentos comerciais, que foram fechados compulsivamente. O passo seguinte era óbvio: a ruína económica da classe média e dos pequenos e médios empresários. Finalmente, a compra a preço de saldo de todas essas indústrias severamente castigadas pela pandemia. Estamos a assistir a como estes fundos financeiros estão a comprar cadeias de hotéis e já chegaram inclusive à primeira liga espanhola de futebol. Os fundos de Warren Buffett, George Soros e JP Morgan estão a comprar tudo o que podem do setor do alojamento, do turismo e do ócio. O que anunciei em julho, quando o meu livro foi lançado em Espanha, está a cumprir-se do princípio ao fim.

As forças ocultas que refere pretendem empobrecer a sociedade, privar os cidadãos de direitos e tornar os Estados mais dominadores?
Sim, trata-se de uma estratégia de pressão económica e de ataque às nossas liberdades, permitindo dar mais poder a uma espécie de Estado global. Esse Estado global é o maior objetivo e propósito que está por detrás desta campanha. Já que estou a falar para um meio de comunicação social português, permita-me que lembre que ouvimos Durão Barroso realçar, há uns meses, a necessidade de uma governação mundial. Na 75.ª assembleia geral da ONU também escutámos outro português, António Guterres, dizer que «ninguém quer um governo mundial, mas necessitamos uma governança mundial.» E esta governança mundial seria gerida pela ONU – pela família da ONU, ou seja, as agências supranacionais, como a OMS ou a OMC, que atuariam como ministérios globais – e os fundos financeiros. Estes seriam os gestores desta governança mundial. E este caminho deixa à margem as democracias e os parlamentos, perante a indiferença dos cidadãos. Isto mais não é do que uma nova tirania perante os nossos olhos.

A capa do seu livro “A verdade sobre a pandemia – Quem foi? E porquê?” está ilustrada com pessoas de máscara, protegendo-se do vírus e também amordaçadas, e ao mesmo tempo algemadas. Pretende transmitir que está em curso um processo de domesticação das massas?
Essa é a parte mais interessante da planificação do que eu chamo a «plandemia». Existem dois tipos de laboratórios: o de Wuhan, na China, de onde supostamente saiu este vírus – não podemos esquecer que é aqui que se armazenam as estirpes de vírus que podem ser empregados num momento de guerra; e os laboratórios de dinâmica e engenharia social, onde se estabelecem os protocolos que vão ser impostos aos cidadãos de todo o mundo.

E que laboratórios de engenharia social são esses?
Um deles é o MIT dirigido por Alex Pentland, o guru da elite mundial, que está a trabalhar em estreita ligação com a fundação Chan Zuckerberg, a fundação Bill Gates, o Hudson Institute, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, a ONU, etc. Em resumo, entidades dirigidas por “globocratas”, pessoas com grande poder económico e financeiro, que pretendem dominar o mundo. A CEO da fundação Chan Zuckerberg, que é neurobióloga de formação, disse que o que se pretendia com a pandemia era condensar o desenvolvimento dos próximos 500 anos em apenas um século. Um dos objetivos era que os cidadãos trocassem a liberdade pela segurança, com a aplicação de tecnologias. Associado a isto surgem as App de rastreamento de movimentos, a videovigilância, o passaporte digital, etc. E seria em função de aceitarmos obedientemente estes expedientes ou recusá-los que seriamos qualificados enquanto bons ou maus cidadãos, e castigados ou premiados em função desse comportamento. Esse é o plano.

Refere que o dinheiro e o poder estão na base da pandemia e no seu livro aponta o dedo a Zuckerberg, o dono do Facebook, e a Bill Gates, o fundador da Microsoft. Estes senhores são, por assim dizer, «os donos disto tudo»?
Os donos do mundo apresentam-se, publicamente, como grandes filantropos, mas na verdade, são os grandes responsáveis por esta crise. Porquê? Porque com o seu dinheiro compraram os meios de comunicação social, o que é básico para controlar a mensagem. Têm também a “santa inquisição” que são os “fact check”. Controlam o Twitter, o Facebook e o Instagram. E qualificam como falsidade as informações que criticam o poder.












Mas coloca em causa, sem hesitar, a generosidade de Zuckerberg e Gates?
Zuckerberg e Gates não são filantropos, são tiranos e ditadores. Não permitem a liberdade de expressão e tudo fazem para fechar a porta dos órgãos de comunicação social que controlam a cientistas de renome ou até a escritoras como eu, que sou censurada em muitas partes do mundo, mas o meu último livro já é um “best-seller” em Espanha. Os filantropos estão a chantagear-nos, permanentemente, durante esta pandemia. Basta ver como os proprietários dos órgãos de comunicação social e os acionistas das grandes farmacêuticas apresentaram a vacina como a única salvação para sair desta crise.

Com refere, as vacinas foram apresentadas ao mundo como a grande esperança para o fim da crise. Como vê esta polémica com a vacina da AstraZeneca? Admite que houve questões políticas e económicas por detrás da cortina?
As nove farmacêuticas que venderam as vacinas à União Europeia são todas financiadas pela fundação de Bill e Melinda Gates. Por isso, não há concorrência entre elas, há cooperação. O escandaloso é que os governantes da União Europeia aceitaram passivamente, sem alertar a opinião pública, os efeitos secundários conhecidos nas várias vacinas distribuídas, como por exemplo, na da Pfizer, em que são reportados casos de enfartes, encefalites, riscos para as grávidas, etc. Os governantes europeus escondem-nos estes detalhes que são muito importantes e obrigam a população a vacinar-se. Torna-se difícil entender se estes políticos estão, em primeira linha, a defender a população europeia ou se pretendem proteger, a todo o custo, os grandes fundos financeiros. Qual é a recompensa que recebem por promover as vacinas? Está em curso uma enorme corrupção e ela acontece mesmo à nossa frente.

Bill Gates antecipou a pandemia em 2015. Mas na sua tese, o fundador da Microsoft sabia o que ia acontecer antes do tempo. É assim?
A ciência preditiva está na moda, mas Bill Gates não previu nada. Ele sabe perfeitamente que a «tática da pandemia» é uma arma de guerra e um agente acelerador para implementar toda a nova tecnologia de controlo e vigilância dos cidadãos com que sempre sonhou.

Defende que os tais poderes ocultos queriam ver Donald Trump fora da Casa Branca. A «tática da pandemia» tinha como um dos objetivos fazê-lo perder as eleições?
Sim. Trump tinha uma conceção de poder diferente e, como tal, ficou pelo caminho. O ex-presidente norte-americano não pertencia a este clube de poder dos filantropos e era abertamente um feroz opositor, chegando mesmo a denunciá-los. Repare que apenas com um dos seus “tweets”, Trump fez com que a poderosa Amazon perdesse mil milhões de dólares. O dono da Amazon, Jeff Bezos, nunca lhe perdoou e prometeu vingança. E ela aconteceu nas eleições de novembro.

Especializou-se na investigação do funcionamento do Clube Bilderberg, um grupo de poderosos que anualmente se reúne, envolto em grande secretismo, numa qualquer parte do mundo. Um dos fundadores é português e chama-se Francisco Pinto Balsemão. Qual é a influência do empresário neste Clube?
Quando o Clube Bilderberg é criado, em 1954, financiado por David Rockefeller, procura recrutar membros da elite europeia e norte-americana para se juntar a este projeto que tinha e tem como objetivo criar uma nova ordem mundial. Desde muito cedo, Pinto Balsemão une-se a esta causa, tendo no seu currículo ter sido presidente do PSD, primeiro-ministro de Portugal e dono da Impresa, um dos maiores grupos de comunicação nacional, que integra o canal SIC. Ou seja, Balsemão concretiza o vínculo perfeito e necessário entre o poder político e mediático. Em 2005, deu uma entrevista ao jornal espanhol “ABC” e questionado sobre a sua ligação ao Clube Bilderberg respondeu que era uma reunião seleta com pessoas muito interessantes e muito inteligentes e que os que criticavam este projeto apenas o faziam por inveja.

Mas Durão Barroso também por lá passou e chegou onde sabemos…
Durão Barroso sempre foi aquilo a que eu chamo uma jovem promessa. Participou em várias reuniões de Bilderberg e atualmente é um dos seus principais dirigentes. Em 2004, como todos se lembram, abandonou os portugueses, demitindo-se do cargo de primeiro-ministro para assumir as funções de presidente da Comissão Europeia. Mais recentemente, após abandonar Bruxelas, foi para um dos maiores grupos financeiros mundiais, a Goldman Sachs.

Como funciona o processo de selecionar as pessoas que passam a ter lugar cativo em Bilderberg?
O comité diretivo do Clube Bilderberg é constituído por 33 elementos – a maior parte deles europeus e americanos – sendo Durão Barroso um dos integrantes. São estes que se convertem numa espécie de caça talentos e que acabam por “eleger” as pessoas que têm mais capacidades e qualidades para servir a sua causa em determinados setores, seja na política, na economia, na banca, no jornalismo, etc. Esses escolhidos acabam por participar nestas reuniões, onde lhes é apresentado um plano cativante e que acaba por entusiasmá-los.













Uma pergunta final sobre o jornalismo, no fundo, a sua área de formação. Esta pandemia tem confirmado que o jornalismo sério e independente está a perder terreno para realidades alternativas como as redes sociais?
O jornalismo é um dos grandes derrotados desta pandemia e está a ser vítima de uma grande desconfiança. Muitos cidadãos aperceberam-se que existem muitas manobras para manipular a informação e que os órgãos de comunicação social estão subjugados por muitos interesses financeiros. O poder financeiro, proprietário de muitos meios de comunicação social, tem uma ideologia que passa por utilizar os “mass media” como arma de desinformação. O que estamos a viver é a última fase da Terceira Guerra Mundial. E em qualquer guerra a primeira caraterística é a confusão. E é este papel que os grandes órgãos de comunicação social têm desenvolvido. Existem, em todo o mundo, sete conglomerados de informação que difundem uma mensagem única e um sentimento único. Não há debate. Hoje em dia, os meios de comunicação são um instrumento de guerra nas mãos do poder financeiro. Felizmente, são milhares de pessoas que, graças à pandemia, estão a procurar canais alternativos de informação, tendo em vista chegar à fonte de informação e investigar por sua conta. Um cidadão passivo pode estar a transformar-se, a pouco e pouco, num cidadão ativo. Acredito que estes pseudofilantropos, que ambicionam tomar conta do mundo, são poderosos, mas não são omnipotentes. O problema é que estão a colocar em perigo o nosso futuro e a nossa liberdade. Por isso, defendo que o conhecimento é fundamental para enfrentar os tempos atuais.

Sem querer prever o futuro, ultrapassada esta pandemia, diz-se que teremos outra, mais cedo do que tarde. O que é que diz a sua “bola de cristal”?
A “tática da pandemia” vai continuar, mas desta feita as novas protagonistas podem ser as armas biológicas. E o maior temor é que caiam nas mãos de organizações terroristas. Seria um enorme caos, ainda mais devastador do que a atual crise do coronavírus.

Saber mais:

Ver o TED Talk de Yuval Noah Harari

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

400 pessoas mais ricas do mundo aumentaram a sua fortuna em 92 biliões de dólares durante 2014

Lucro de bilionários como de chinês Jack Ma, líder do Alibaba, contrasta com desigualdade que alargou abismo entre ricos e pobres neste ano.


As pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2014, adquirindo pelo menos US$ 92 bilhões em sua fortuna coletiva, revelou o Índice de Bilionários da Bloomberg. O patrimônio líquido dos 400 bilionários mais ricos do mundo foi de US$ 4,1 triliões conforme dados divulgados em 29 de dezembro deste ano.

De acordo a agência de notícias financeira norte-americana, os lucros deste ano acontecem em meio à queda nos preços de energia. A Bloombergtambém responsabiliza a “turbulência geopolítica” incitada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que teria favorecido alguns desses bilionários.

Em 2014, o principal vencedor foi Jack Ma, co-fundador do Alibaba Group Holding Ltd., a maior empresa de comércio eletrénico da China. Ma, um ex-professor de inglês de 50 anos que iniciou a empresa em seu apartamento em 1999, obteve um lucro anual de US$ 25,1 biliões, ultrapassando Li Ka-shing, o então homem mais rico da Ásia.

Além de Ma, outros dois ganhadores neste ano foram Warren Buffett e Mark Zuckerberg, nos Estados Unidos. Diretor executivo da empresa Berkshire Hathaway, Buffet obteve lucro de US$ 13, 7 bilhões. Já o criador do Facebook acrescentou em seu cofrinho mais US$ 10, 6 biliões nos últimos 12 meses.


Neste ano, Buffet ultrapassou no posto de segundo homem mais rico do mundo o bilionário mexicano Carlos Slim, que lidera um conglomerado de comunicações. O cargo de mais rico do planeta ainda é do co-fundador da Microsoft Bill Gates, que mantém uma fortuna de US$ 87, 6 bilhões. No Brasil, Jorge Paulo Lemann, o mais rico do país, teve aumento de US$ 3,2 bilhões em seu bolso.

De acordo com o grupo Oxfam, em relatório publicado em outubro deste ano, o número de bilionários ao redor do planeta dobrou desde 2008, quando deu-se inicio à crise financeira em escala global. De acordo com o material, as 85 pessoas mais ricas têm o equivalente à metade mais pobre do mundo.

À Agência Brasil, o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, explicou que entre as causas da desigualdade, que aumenta cada vez mais o fosso entre ricos e pobres, está o “fundamentalismo do mercado”, que promove um crescimento económico, beneficiando apenas a elite.

No ano passado, o relatório "Credit Suisse 2013 Wealth Report", um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, divulgou um estudo que aponta que 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.