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terça-feira, 21 de julho de 2026

Três dezenas de países oferecem agora uma maior liberdade de circulação aos seus cidadãos do que os Estados Unidos


Como já tinha referido aqui, novo estudo mostra que há um declínio do passaporte Norte-Americano, devido à falta de reciprocidade. A perda de posição dos EUA é impulsionada pela falta de abertura do próprio país. Enquanto os americanos viajam sem visto para 180 destinos, os EUA só permitem a entrada sem visto para 46 nacionalidades (ficando em 73º lugar no índice de abertura). Essa rigidez faz com que outros países - como a China - continuem a exigir visto dos cidadãos americanos. Além disso este estudo concluí que os EUA ultrapassaram a China e tornaram-se o maior mercado mundial de pessoas à procura de dupla/tripla cidadania ou residência noutros países. 61% dos americanos com rendimento anual superior a US$ 200.000 consideram mudar-se de país nos próximos 5 anos. O conceito de «riqueza» entre famílias de elevado poder de compra mudou: já não se resume ao capital financeiro, mas sim à liberdade geopolítica de escolher onde viver, trabalhar e investir.

Key Facts
  1. Americans can travel visa-free to 180 countries around the world - putting the U.S. at No. 10 in the Henley Passport Index, on par with Iceland.
  2. Since multiple countries can be tied in the rankings, the U.S. sits behind 36 other countries that offer greater visa-free mobility.
  3. Singapore, at No. 1, offers visa-free access to 12 more countries than America.
  4. In 2006, the U.S. jointly held the No. 1 position along with Finland and Denmark, with each country able to access 130 destinations without a visa.
  5. By 2016, the U.S. blue book had slid to No. 4; by 2021, it had fallen to No. 7.

What Makes Some Passports More Powerful Than Others?
The Henley Passport Index monitors the number of destinations that can be visited visa-free or visa-on-demand. Global freedom of movement is a key measure of soft power for citizens when they travel abroad. Citizens of Singapore- the No. 1 passport in the ranking - enjoy access to 192 travel destinations out of 227 around the world visa-free. In a three-way tie for the No. 2 spot, South Korea, Japan and the United Arab Emirates each provides access to 188 destinations without a visa. The U.S. passport comes in just behind Lithuania and Liechtenstein in the ranking.

Why Has The U.S. Passport Lost Power Over The Past Two Decades?
The United States’ ranking on the Henley index is also suppressed by the country’s lack of reciprocity. While American passport holders can access 180 out of 227 destinations visa-free, the U.S. itself allows only 46 other nationalities to enter visa-free, putting it in 73rd place on the Henley Openness Index, where it barely outpaces Uganda. The lack of openness cuts both ways, and the United States “is now one of the few top-ranked passports whose citizens still require a visa to visit China,” the report notes.

Affluent Americans Want Second And Third Passports
For many global investment migration and citizenship planning consulting firms, the largest source market is rich Americans who not only want to travel but to potentially live elsewhere. Henley & Partners’ client data suggests geopolitical trends are increasingly shaping the decision-making of wealthy families seeking “Plan B” contingencies. Henley reported inquiries from U.S. nationals seeking alternative residence or citizenship increased 183% year-over-year in the first quarter of 2025, after President Trump was elected to a second term. Other prominent investment migration advisory firms see the same trend. The U.S. has replaced China as the largest market for clients seeking secondary or tertiary citizenships, Eric Major, CEO and chairman of Latitude World, told Forbes in May. More than six in 10 Americans (61%) earning over $200,000 annually are considering moving to another country within five years, according to a study released last month from Apex Capital Partners, another advisory firm that helps people secure foreign residency and citizenship. Just as there has been a shift in how nations prioritize freedom of movement, “we are witnessing the same shift in how families think about their future,” Dr. Christian Kaelin, chairman of Henley & Partners and creator of the Henley Passport Index, said. “True wealth is no longer defined solely by financial capital, but by the freedom to choose where they and future generations can live, work, study, invest and belong.”

The World’s Top 10 Most Powerful Passports (According To Visa-Free Access)
Singapore (192)
Japan, South Korea, United Arab Emirates (188)
Sweden (187)
Belgium, Denmark, Finland, France, Germany, Ireland, Italy, Luxembourg, Netherlands, Norway, Spain (186)
Austria, Greece, Malta, Portugal, Switzerland (185)
Hungary, Poland, United Kingdom (184)
Australia, Canada, Czechia, Latvia, Malaysia, New Zealand, Slovakia, Slovenia (183)
Croatia, Estonia (182)
Liechtenstein, Lithuania (181)
Iceland, United States (180)

Further Reading

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Morreu Desmond Morris, o zoólogo que confiou o seu conhecimento à Universidade do Porto

The Trap, 2020

Ficou conhecido pelos seus estudos inovadores sobre o comportamento humano e animal, mas foi também um destacado comunicador, autor de dezenas de livros e ainda pintor surrealista. Era, sobretudo, um “fascinado pelo mundo”, movido pela “alegria de observar o que nos rodeia”. A mesma “missão” que, em 2014, confiou à Universidade do Porto quando doou ao Museu de História Natural e da Ciência (MHNC-UP) o seu vasto arquivo científico. Desmond Morris morreu, no passado dia 19 de abril, aos 98 anos.

Natural do Wiltshire, onde nasceu em 1928, Desmond Morris desde cedo adotou os animais e a arte como as suas grandes paixões. O estudo dos animais levou-o a formar-se na Universidade de Birmingham, em 1951, e a prosseguir um doutoramento (e pós-doutoramento) em Oxford. Em 1956, aceitou o cargo de diretor da unidade televisiva e de filmagens do Jardim Zoológico de Londres e, em 1959, assumiu o lugar de curador de mamíferos.


Em 1967, deixou o Zoo para se tornar diretor do Institute of Contemporary Arts. Nesse mesmo ano, publica The Naked Ape (O Macaco Nu), obra precursora da etologia humana (na qual propôs uma leitura inovadora do ser humano à luz da biologia evolutiva) e com o qual viria a ganhar notoriedade internacional.

Em 1968, mudou-se para Malta, onde nasceu o filho Jason. Regressou a Oxford em 1974 e aí permaneceu até 2019, altura em que, na sequência da morte da mulher, Ramona, se mudou para a Irlanda, para ficar junto da família e dedicar-se ativamente à escrita e à pintura.

Autor de dezenas de artigos científicos, Morris escreveu 80 livros e foi traduzido para 43 línguas ao longo de seis décadas de uma carreira multifacetada, que cruzou ciência, comunicação e artes visuais. Entre 1956 e 1998, apresentou mais de 700 programas televisivos. Pintou também mais de 3.400 quadros e apresentou mais de 60 exposições individuais.

“Compete-nos continuar a cuidar deste tesouro”
Em 2014, Desmond Morris surpreendeu o mundo quando decidiu doar ao Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP) o seu arquivo científico, composto por todos os seus livros publicados, respetivas traduções, registos e notas de investigação, correspondência, coleções de revistas científicas, artigos científicos, coleções de fotografias e negativos, gravações vídeo e áudio e artefactos vários. Em troca, uma promessa feita meses antes pelo então Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand de Almeida: “Se nos deixarem ficar com o seu arquivo, não vamos apenas guardá-lo, vamos utilizá-lo, analisá-lo. Teremos investigadores a trabalhar nele”.

Aquando da doação, ficou também estabelecida a preferência para que a sua editora em Portugal fosse a Arte e Ciência, título do primeiro projeto editorial do MHNC-UP, lançado em 2018. Desde essa data, foram publicados os livros A Tribo do Futebol (com prefácio de José Mourinho) e a reedição de O Macaco Nu , com uma nova tradução de Carla Morais Pires e prefácio de Jorge Rocha, e, com a mesma tradutora, O Macaco Criativo e Observar.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Emissões poluentes dos jatos privados portugueses equivalem às de 141 mil pessoas



A campanha ATERRA divulgou esta segunda-feira que o número de jatos privados registados em Portugal aumentou de 145, em 2023, para 153 em 2024. As emissões destes jatos aumentaram de 277 mil toneladas de CO2 em 2023 para 283 mil toneladas em 2024, valores que correspondem às emissões anuais de 141 mil portugueses.

Os números estão incluídos na atualização dos dados de emissões de jatos privados em Private Aircrafts, operado pelo investigador Jorge Leitão, co-autor do estudo “Private aviation is making a growing contribution to climate change”, publicado em 2024 na prestigiada Nature Communications, Earth & Environment.

Portugal está na lista dos dez países com maiores emissões por jatos privados, muito graças à sede portuguesa da maior empresa de jatos privados do mundo, a NetJets Europe, que detém a maioria da frota portuguesa. Acima de Portugal no número de emissões de jatos privados estão os Estados Unidos, Canadá, Malta, Alemanha, Reino Unido, México e Brasil.

Para a ATERRA, que reúne mais de vinte organizações portuguesas que defendem o decrescimento da aviação e uma mobilidade justa e ecológica, “os jatos privados constituem o exemplo mais escandaloso de um setor cujas emissões não param de crescer, e qualquer compromisso climático credível implica o fim dos projetos de expansão de infraestrutura aeroportuária e uma redução drástica do tráfego aéreo permitido em Portugal”. E defende medidas “simples e sensatas” para travar estas emissões, como o fim da isenção de impostos sobre os bilhetes e o combustível dos aviões, ou a implementação de uma taxa sobre voos frequentes.

Este movimento questiona “se podemos aceitar que uns poucos multimilionários, apenas para manter hábitos de viagem supérfluos, luxuosos e ultra poluentes, possam ter um impacto tão devastador para o nosso clima como dezenas de milhares de pessoas”.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

O que aconteceu com o glifosato?

Obra do pintor bávaro Wilhelm von Kobell, “Rast beim Pflügen”, pintada em 1800.


No dia 15 de dezembro de 2022 aconteceu algo que passou completamente despercebido pela sociedade. Quase nenhum comunicado de imprensa foi coletado. Porém, é algo tão importante quanto chover ou não; tão importante quanto saber se a água que bebemos está contaminada ou não, mas o que foi omitido da sociedade?

A Comissão Europeia decidiu prorrogar, por mais um ano, a permissão de utilização do herbicida glifosato nos nossos campos de cultivo e parques públicos. E fê-lo sem ainda ter disponível o relatório da EFSA que apoia, ou não, a extensão legal da sua utilização. A EFSA é a Agência Europeia para a Segurança Alimentar, responsável por fornecer aconselhamento técnico-científico à Comissão Europeia. Deve recordar-se que esta agência deverá ser um organismo independente. No entanto, os seus relatórios têm sido historicamente influenciados por lobbies. A elaboração do relatório sobre a relação entre a saúde humana e o glifosato, por parte deste órgão, foi prorrogada para cinco anos, desde a anterior prorrogação legal do período de utilização ocorrida em 2017.

Mas não há realmente provas suficientes sobre como o glifosato afecta a biodiversidade dos nossos ecossistemas e a saúde humana? Pelo menos isso parece emergir das ações da Comissão Europeia. Apesar da recusa de vários países em continuar com a legalidade do seu uso como produto fitossanitário, incluindo a França, a UE decidiu usar a sua prerrogativa para desfazer o “bloqueio institucional” que tornou o glifosato ilegal, e assim prorrogar a licença.
Por enquanto, o glifosato é um perturbador comprovado do sistema endócrino, alterando o nosso sistema hormonal desde o primeiro desenvolvimento embrionário. Foi demonstrado que é capaz de alterar a biota intestinal de qualquer organismo a níveis patológicos. Da mesma forma, também provou ser um desregulador do ecossistema, afetando polinizadores, organismos fotossintéticos e a fauna e bactérias que habitam o solo.

Deste grupo dedicamos alguns artigos para demonstrar a abundante evidência científica disponível sobre os efeitos do glifosato na saúde humana ou sobre o seu efeito perturbador nos ecossistemas e a sua limitada capacidade de melhorar as técnicas convencionais de cultivo. Além disso, um estudo epidemiológico recente realizado pela Associação Campagne Glyphosate em França indica que 99,8% dos franceses teriam níveis detectáveis ​​de glifosato nos seus corpos. A quantidade média encontrada é de 1,19 ng/ml; quantidade aparentemente minúscula à qual, no entanto, se observou atividade estrogénica (disrupção endócrina) enquanto altera a expressão do receptor de estrogénio em células humanas em concentrações “ambientalmente relevantes”

Então porque é que a Comissão Europeia concordou em prolongar a sua utilização na União Europeia por mais um ano? O que há de novo nas evidências científicas disponíveis sobre como o herbicida mais utilizado no mundo afeta a saúde humana e os ecossistemas? O seu benefício realmente supera o risco?

Os números do capitalismo herbicida
Entre 2011 e 2020 , foram vendidas em média 350 mil toneladas anuais de pesticidas na União Europeia, herbicidas representando ⅓ do volume total de vendas e, destes, a maior parte deles, 40%, correspondem a herbicidas organofosforados, onde o glifosato é o representante da maioria. Em Espanha, durante estes anos houve um aumento de 46% nas vendas de herbicidas, ascendendo a cerca de 20.000 toneladas por ano.

Apenas um enorme volume de negócios como este pode explicar porque é que mais de 14 países apoiam a continuação da utilização do glifosato nos nossos campos. Países que, no seu conjunto, representam nada menos que 64,73% da população. No entanto, na Comissão de Recursos da Comissão Europeia, onde foi finalmente decidida a extensão da sua utilização, é necessária uma maioria qualificada de ⅔ para aprovar um parecer. O poderoso lobby do agronegócio quase teve sucesso. As grandes abstenções da França, Alemanha e Eslovénia, bem como o voto contra de outros 3 países (Croácia, Luxemburgo e Malta), permitiram bloquear uma votação a favor de uma licença de longo prazo para a utilização deste herbicida.

O grande volume deste negócio pode explicar por que tantos países são a favor do comércio legal desta substância nos nossos campos, apesar das abundantes evidências dos danos que causa à nossa saúde e aos ecossistemas. As vendas da empresa criadora do herbicida, Bayer-Monsanto, ascenderam em 2021 a cerca de 4.200 milhões de euros . É um herbicida que, comercialmente, apresenta cerca de 200 formulações e que existem diversas empresas que o comercializam. Nos EUA, as vendas totais deste herbicida ascenderam a mil milhões de dólares em 2018, enquanto em Espanha representaram cerca de 1.100 milhões de euros em 2017.

Em contraste com o poder das empresas que lucram com este negócio, destacam-se os quase 1,5 milhões de pessoas na Europa que se apresentaram e assinaram a favor da proibição do glifosato em 2017, quando a proibição estava a ser discutida pela primeira vez. .

Saúde humana
Desde que a proibição do glifosato foi rejeitada na UE em 2017, foram descobertos novos efeitos na saúde humana, tais como danos neurológicos e sintomas psicológicos decorrentes da exposição continuada. Além disso, já existe uma base empírica sólida que liga o glifosato a danos no tecido neuronal e algumas hipóteses sobre as vias de ação do glifosato na produção desses sintomas preocupantes.

Por outro lado, uma revisão da bibliografia recente, realizada pela pesquisadora Bożena Bukowska e vários colegas da Universidade de Łódź (Polónia), mostra que o glifosato estaria afetando a sociedade de forma sistêmica, além de poder prejudicar tecidos específicos. O herbicida seria capaz de alterar o padrão de expressão de múltiplos genes, inclusive daqueles que controlam a estrutura tridimensional do DNA quando ele está compactado no núcleo de nossas células. Essa estrutura tridimensional, que se forma graças a diferentes proteínas, inclusive as histonas, é chamada de cromatina. O glifosato estaria afetando a produção de algumas proteínas que controlam o grau de compactação da cromatina. Assim, muitas outras proteínas que devem se ligar a determinados locais para regular a expressão dos genes (proteínas chamadas fatores de transcrição) não seriam capazes de fazê-lo.

O grau de alteração é muito grande.Tanto que afeta a regulação do ciclo celular. O ciclo celular é um padrão altamente regulado de função, crescimento e divisão. Sua alteração é um dos requisitos na formação de tumores. Além disso, segundo Bukowska, não apenas a expressão desses “oncogenes” seria alterada, mas a expressão de outros genes importantes no metabolismo e na própria regulação da expressão gênica seria alterada. Mesmo em baixas concentrações de glifosato. Mas a coisa é ainda pior: existem alguns destes mecanismos reguladores cuja modificação durante a vida (seja pelo glifosato, por outros contaminantes, por estilos de vida e outros factores) é herdada pela descendência, pelo que potencialmente a nossa exposição ao glifosato pode afectar a vida dos gerações futuras.Isso é conhecido como epigenética e o glifosato estaria alterando isso.

Outra descoberta recente mostrou uma ligação plausível entre a exposição ao glifosato durante a gravidez e o nascimento prematuro.
O trabalho, realizado por um grupo interdisciplinar liderado por Corina Lesseur, do Departamento de Medicina Ambiental e Saúde Pública da Icahn School of Medicine (Nova Iorque, EUA), afirma que a exposição ao glifosato "pode ​​afetar a saúde reprodutiva, encurtando a duração do gestação” e lamentam a escassez de estudos a este respeito “dada a crescente exposição [ao herbicida] e o fardo para a saúde pública do nascimento prematuro”.

Na mesma linha, também foram encontradas evidências de que diminuiria o crescimento fetal nas concentrações atualmente presentes em nossos corpos.

Ecossistemas e biodiversidade
Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Konstanz (Alemanha) encontrou mais um efeito do glifosato nos polinizadores. Já sabíamos que afectava a microbiota simbiótica das abelhas melíferas, mas o que não se sabia era que os zangões selvagens podiam ver a sobrevivência da sua ninhada afectada porque “a capacidade colectiva de manter as altas temperaturas necessárias da ninhada diminui em mais de 25% durante os períodos de limitação de recursos” na presença de concentrações de glifosato comuns em nossos ecossistemas. Para os polinizadores nos nossos ecossistemas altamente stressados, a exposição ao glifosato acarreta custos ocultos que até agora têm sido largamente ignorados.Na mesma linha, um estudo aprofundado dos efeitos do glifosato na microbiota e no sistema imunológico das abelhas melíferas, liderado por Erick VS Motta, da Universidade de Austin (Texas, EUA), não deixa margem para dúvidas:
As concentrações presentes nos campos de cultivo produzem uma inibição do sistema imunológico das abelhas melíferas e simplificam a sua microbiota intestinal, tornando-as mais suscetíveis a infecções por bactérias e fungos oportunistas.

Conclusão
Uma pesquisa publicada recentemente mostrou os efeitos nocivos do glifosato nos ecossistemas e na própria saúde humana. A Comissão Europeia não pode fazer ouvidos moucos às provas disponíveis de quantidade e qualidade suficientes para aplicar uma suspensão do uso de glifosato enquanto a legislação o permitir. O número de distúrbios de saúde que pode produzir e a profundidade das alterações sistémicas no nosso ecossistema não podem ser ignorados antes do relatório da EFSA, que será publicado ao longo deste ano. Nem sequer é necessário recorrer ao princípio da precaução dado o número de casos.

No entanto, a última decisão está nas mãos dos interesses políticos e dos mercados. E é aí que a sociedade civil deve organizar-se e influenciar para mudar as posições das suas elites políticas e assim evitar uma nova licença para este herbicida. O dilema é claro : a divulgação deste facto é necessária e o pessoal científico não pode ficar calado face a outro desastre para a vida no nosso planeta, como o glifosato.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

The Prince of Wales delivers a speech at the Our Ocean Conference in Malta


Prime Minister, Your Serene Highness, Commissioner Vella, Commissioner Mogherini, Your Excellencies, Ladies and Gentlemen, I was enormously touched and flattered to have been asked by Commissioner Vella and the Prime Minister to be with you here today at the 2017 Our Ocean Summit and finally able to speak to you in person instead of via the rather disembodied medium of a video message!  In fact I've come to the conclusion  that I'm much more affective as a video message, but unfortunately you've ended up with me in person! So many of you, I know, have contributed so much to the task of sustaining the ocean, upon which all of life on Earth depends, that I would like to start by acknowledging and thanking you for all that you do.
 
I would also like to offer particular thanks and appreciation to John Kerry for his leadership in establishing this forum and also to Commissioner Karmenu Vella and the Prime Minister of Malta, Joseph Muscat, for bringing this much-needed conversation to this part of the world.
 
Needless to say, it is a great joy to be back in Malta again so soon after being here during the Commonwealth Heads of Government Meeting two years ago.  I share with my parents a deep affection for Malta and its people, together with countless happy memories of times spent here as a child, as an under-graduate from Cambridge and while in the Royal Navy.
 
Now I know, ladies and gentlemen, that many of you, like me, have been involved with some of the matters being considered at this summit for more years than I suspect you would care to remember.  My interest in the Ocean, and its ecosystems and crucial resources, was probably initiated by my time in the Royal Navy, and this was more than forty years ago, and has only deepened over the intervening years – which I am now slightly alarmed to realize, amount to more than four decades!  And if I may, Ladies and Gentlemen, perhaps I could share with you a few reflections derived from that interest and, hopefully, leave you with a sense of what I see as the possibility for positive change and the bold action required?
 
There is now, at last, an increased awareness of the plight of the Ocean, its intimate connection to us and our survival and the enormous amount that needs to be done.  Even ten years ago, tackling the many and mounting pressures on the marine environment was still a relatively unusual endeavour, certainly when compared with the efforts geared to protecting life on land.  This meeting and the undertakings that it highlights, is a testament to the extent that that has changed.
 
It is at least heartening that there now exists a large number of collaborative processes and initiatives in relation to, among other things, sustaining and rebuilding fish stocks, the steps towards tackling the problem of the progressive, and increasingly omnipresent, pollution of the ocean with plastic debris and the establishment of marine protected areas – some of them absolutely vast.  And here, in this respect, I must acknowledge the extraordinary achievements of Dr. Enric Sala and his Pristine Seas programme, as well as Pew, Oceans 5 and the Bertarelli Foundation.  And I would also particularly like to thank Prince Albert of Monaco for all he has done over so many years to stimulate and encourage genuine movement on these issues.  And I can only congratulate a leading country such as Chile, which is now fully protecting over one million square kilometres of its marine waters in four massive marine parks.
 
The trouble, ladies and gentlemen, is that the problems we face are not only enormous; they are also systemic and interrelated.  Their remedy can only be found by building a consensus across a wide range of stakeholders and communities.  Given this, the progress being made via multi-sector collaborations, including between countries, the finance sector, multilateral agencies, scientists, major companies, N.G.O.s and campaign groups could not be more welcome.
 
But along with knowledge and partnerships, decisive action is required.  An example of this is the difficult decision Canada took twenty-five years ago to protect the Northern cod stocks on the Grand Banks by closing a fishery that had all but collapsed due to mismanagement and overfishing.  This ended more than 400 years of fishing tradition and put over 30,000 people out of work over-night.  But, while this decision was unimaginably painful at the time, it has worked and the cod stocks are slowly increasing and this demonstrates that given a chance, and with some brave decisions, the Ocean can recover its health and by doing so generate employment and economic growth.  Surely we must take equally far-sighted steps to deal with plastic pollution or illegal and over exploitative fishing, or, indeed, ocean acidification, especially as our ability to fine-tune and accurately monitor implementation has been hugely enhanced by advances in satellite capability?
 
It does seem that this combination of increasing awareness and the availability of new tools has led to a clearer determination to act, both within countries and globally.  On the world stage the adoption of the Paris Agreement on Climate Change and the Sustainable Development Goals has created new platforms against which our efforts can at least be judged, while at the same time encouraging an integrated approach to problem-solving.
 
Yet while we should be relieved that the health of the Ocean is now understood, alongside rainforests, to be one of the essential prerequisites for our physical and economic survival, and I'm afraid I really do wonder if the Ocean’s fragility is yet truly grasped and how susceptible it is to the impacts of our economic activities?
 
As many of you know so well, the eight million tonnes of plastic that enter the sea every year - through our own doing I might add - is now almost ubiquitous.  As the Prime Minister said, f or all the plastic that we have produced since the 1950's that has ended up in the ocean is still with us in one form or another, so that wherever you swim there are particles of plastic near you and we are very close to reaching the point when whatever wild-caught fish you eat will contain plastic.  Plastic is indeed now on the menu!  Faced with such damaging effects on the ocean from plastic waste from the throw-away, convenience lifestyles of many around the world, it is, I believe, utterly crucial that we transition to a circular economy.  A circular economy allows plastic (along with many other substances) to be recovered, recycled and reused instead of created, used and then thrown away.  On our increasingly crowded planet this economic approach has to be a critical part of establishing a more harmonious relationship between humankind and the ocean that sustains us all and also provides a mechanism for the benefits of a sustainable Blue Economy to be reaped.
 
For the Blue Economy is not only what happens in or on the sea, it is in reality all the economic growth that is derived from or affected by the sea, its ecosystems, its coastline and the coastal hinterland.  The fact that the "Blue Economy" has entered the development lexicon and is leading countries, companies and communities to look towards the ocean for economic development and income generation should be welcomed.  However, we must never mistake it for a new frontier for endless economic exploitation, but rather remember that it is the ecosystem that ensures our survival. 
 
As we have just seen, ladies and gentlemen, in that amazing, if stark, film, coral reefs are perhaps the clearest litmus tests we have to gauge progress relative to the impact of an unsustainable Blue Economy.  These incredible ecosystems host about two-fifths of all marine species on just two per cent of the seabed, they protect many vulnerable coasts from storms, are nurseries for the young of commercially valuable fish and provide food and livelihoods for more than one billion people.
 
Coral reefs’ economic value is, then, truly vast, at least while they are still intact.  The fact that we seem to have catastrophically underestimated their vulnerability to climate change, acidification and pollution and that significant portions of the Great Barrier Reef off Australia's Eastern coast have been severely degraded or lost over the last few years is both a tragedy and also, I would have thought, a very serious wake-up call.  Are we really going to allow ourselves the dismal comfort of accepting that in the long run we will only be left with a tiny fraction of them?
 
And so it is absolutely vital, it seems to me, that we create sustainable Blue Economy agendas that take truly integrated approaches to improve ocean and therefore planetary health as part of strategies that also seek to meet the overwhelming challenges of poverty reduction, population growth, food and water security, the circular economy based on resource-efficiency and the huge elephant in the room of accelerating climate change.  Although there is some movement in this direction - and even in the poorest countries, beset by so many challenges, the practical, social and economic case for sustaining ocean health is being successfully made - arguably the sense of urgency needed to tackle these issues is still lacking.  If the unprecedented ferocity of recent catastrophic hurricanes is not the supreme wake-up call that it needs to be in order to address the vast and accumulating threat of climate change and ocean warming, then we – let alone the global insurance and financial sectors – can surely no longer consider ourselves as part of a rational, sensible civilization.
 
Being confronted by all these issues, surely, ladies and gentlemen, the time is long overdue for taking a thorough, global look at perverse fisheries subsidies and their effects – particularly where they appear to contribute to overfishing, overcapacity and to illegal, unreported and unregulated fishing?  I realize I am far from the first to ask this question.  Indeed, it forms one of the targets of Sustainable Development Goal 14, which deals with the vital importance of protecting our Ocean.  Can it be right though to argue on the one hand that our Ocean must be protected whilst, on the other, activities that cause harm to the Ocean should be subsidised?  The fact that the World Trade Organization is seeking to identify and eliminate the inconsistencies of fisheries subsidies is, in itself, at least encouraging and I look forward to seeing the results that flow from the W.T.O. Ministerial conference this December.
 
Now I realize that new initiatives to move things forward will be highlighted at this meeting and, with this in mind, I am delighted that my International Sustainability Unit and the World Resources Institute are establishing a Blue Economy Initiative - and here I must again thank Prince Albert and his Foundation for their support.  The Initiative's purpose will be to help facilitate a collaborative effort to ensure that the Blue Economy builds Ocean resilience and reverses the cycle of decline, while encouraging ocean-related investments and policies to support sustainable development. 
 
My International Sustainability Unit has already been working with the European Commission and W.W.F. to develop Financing Principles for the Blue Economy and I was delighted to hear from Commissioner Vella just now that the recent meeting in Brussels has led to the establishment of a working group of banks, insurance companies and N.G.O.s to take this forward. 
 
I know that these meetings have been a celebration of what is happening that is positive, along with the many exciting new technologies, partnerships and instruments that are being developed.  It is of course excellent that this forum will meet again in Indonesia in 2018 and Norway in 2019 and I wish those meetings every success - but what, dare I ask, ladies and gentlemen, will success actually look like?
 
Will, for instance, a substantial amount of the world’s ocean be protected by then?  Will illegal, unreported and unregulated fishing have been halted?  Will there have been the investment needed to reduce and stop plastic entering the Ocean?  Will a significant percentage of "impact investing" and "green finance" have been targeted on the Blue Economy?  Will there be proper benchmarking for sustainability; will fiduciary responsibility be an incentive for investment that embraces a sustainable future and revolves around genuinely ecosystem-based approaches to management?  And will there, at last, be a realization that this small, beautiful blue dot of a planet may have been misnamed?  It is not earth, it is actually mostly sea and we are utterly reliant upon it.  There is no "green or blue economy" for there is but one blue ocean planet in our solar system and the economic system that we engineer must protect it.  And at present it most certainly doesn't.
 
Ladies and gentlemen, you may forgive me, perhaps, for experiencing a sense of mounting despair after all these years of trying – along with others – to draw attention to the immense planetary crisis we have been engineering for so long, seemingly driven by some strange, ideological urge to test the world to destruction, that we now face becoming the victims of history and our own human nature, which I feared from the start.  I have long worried deeply that the imperative for action to re-balance the way we do things to reflect Nature's own essential economy and underlying striving for harmony will only arise when ever more catastrophic natural disasters, dysfunction and human tragedy on a vast scale finally bring us to our senses in a state of collective panic.
 
But, ladies and gentlemen, so many of you here in this room are the ones who could make the urgently needed changes that are required and to forge the partnerships that are needed to ensure that it is not too late in the day.  Indeed, as I look around now I can see in front of me the people who are already making an enormous difference and who may be able to turn the tide.   Here in this room on this historic Island at this finely balanced point in our civilisation, we all understand the situation and we must act now.   How, otherwise, how, will future generations ever forgive us for destroying the viability of the natural world that is our ultimate sustainer?
 
I gather, ladies and gentlemen, that during the course of these two days it is customary for governments and organizations to commit themselves to courses of endeavour.  Mine is not a new commitment, but perhaps you will allow me to restate my determination to join you in continuing to do whatever I can, for as long as I can, to maintain not only the health and vitality of the ocean and all that depends upon it, but also the viability of that greatest and most unique of living organisms – Nature herself.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Números do Financial Secrecy Index - as empresas de notação são apenas um dos prismas


2009 Results 
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Secrecy Jurisdiction Opacity Score Global Scale Weight Opacity Component Value Financial Secrecy Index Value Financial Secrecy Index Rank
USA (Delaware) 92 0.17767 84.6 1503.80 1
Luxembourg 87 0.14890 75.7 1127.02 2
Switzerland 100 0.05134 100.0 513.40 3
Cayman Islands 92 0.04767 84.6 403.48 4
United Kingdom (City of London) 42 0.19716 17.6 347.79 5
Ireland  62 0.03739 38.4 143.73 6
Bermuda 92 0.01445 84.6 122.30 7
Singapore 79 0.01752 62.4 109.34 8
Belgium 73 0.01475 53.3 78.60 9
Hong Kong 62 0.01986 38.4 76.34 10
Jersey 87 0.01007 75.7 76.22 11
Austria 91 0.00511 82.8 42.32 12
Guernsey 79 0.00580 62.4 36.20 13
Bahrain 92 0.00278 84.6 23.53 14
Netherlands 58 0.00689 33.6 23.18 15
British Virgin Islands 92 0.00177 84.6 14.98 16
Portugal (Madeira) 92 0.00146 84.6 12.36 17
Cyprus 75 0.00206 56.3 11.59 18
Panama 92 0.00128 84.6 10.83 19
Israel 90 0.00128 81.0 10.37 20
Malta 83 0.00126 68.9 8.68 21
Hungary 75 0.00136 56.3 7.65 22
Malaysia (Labuan) 100 0.00072 100.0 7.20 23
Isle of Man 83 0.00084 68.9 5.79 24
Philippines 83 0.00074 68.9 5.10 25
Latvia 75 0.00073 56.3 4.11 26
Lebanon 91 0.00032 82.8 2.65 27
Barbados 100 0.00026 100.0 2.60 28
Macao 87 0.00025 75.7 1.89 29
Uruguay 87 0.00024 75.7 1.82 30
United Arab Emirates (Dubai) 92 0.00018 84.6 1.52 31
Mauritius 96 0.00013 92.2 1.20 32
Bahamas 100 0.00011 100.0 1.10 33
Costa Rica 92 0.00006 84.6 0.51 34
Vanuatu 100 0.00005 100.0 0.50 35
Aruba 83 0.00004 68.9 0.28 36
Belize 100 0.00002 100.0 0.20 37
Netherlands Antilles 75 0.00002 56.3 0.11 38
Brunei* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Dominica* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Samoa* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Seychelles* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
St Lucia* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
St Vincent & Grenadines* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Turks & Caicos Islands* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Antigua & Barbuda* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Cook Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Gibraltar* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Grenada* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Marshall Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Nauru* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
St Kitts & Nevis* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
US Virgin Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Liberia* 90 0.00001 81.0 0.08 54
Liechtenstein* 87 0.00001 75.7 0.08 joint 55
Anguilla* 87 0.00001 75.7 0.08 joint 55
Andorra* 83 0.00001 68.9 0.07 57
Maldives* 80 0.00001 64.0 0.06 58
Montserrat* 79 0.00001 62.4 0.06 59
Monaco* 67 0.00001 44.9 0.04 60
*   Jurisdictions marked with an asterix are ranked according to their opacity score.
O segredo bancário no mundo- escandaloso!

::>Total de empresas registadas numa moradia em Luxemburgo (paraíso fiscal): 19 mil
::>(quase ao lado de Haiti) Total de empresas registadas nas Bristish Virgin Islands: 813.516
 ::>50% do comércio mundial passa pelos paraísos fiscais (dados da ATTAC)
::>1 bilião de dólares ao ano, é o valor de perda de receita fiscal dos países da OCDE
por causa dos paraísos fiscais
::> 11.5 biliões de dólares é o montante transferido para off-shores pelos homens mais ricos do mundo

Saiba mais em
Financial Secrecy Index  que denuncia não apenas os paraísos fiscais mas também as "jurisdições de segredo", um conceito alargado para incluir não apenas os países com forte sigilo bancário, como a Suíça, mas também aqueles que como o Reino Unido, EUA, Irlanda (sim! em 6º)  e em  e Portugal, na Madeira (17º- vergonha!!!) apresentam buracos legislativos que permitem a evasão fiscal e a opacidade dos seus sujeitos activos (adaptado de Visão, 7 Julho 2011).


quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

As 7 Novas Maravilhas do Mundo e outras e muitas mais


Texto adaptado
 daqui e com as respectivas hiperligações

As 7 Maravilhas do Mundo eram monumentos construídos pelo homem e foram selecionados por Philon of Bizantium no ano de 200 AC com seus amigos gregos. Talvez por esta razão todas eram próximas ao Mar Mediterrâneo.

Estes monumentos eram os seguintes:
1) O Farol de Alexandria

2) O Templo de Artemis

3) A Estátua de Zeus

4) O Colosso de Rhodes

5) Os Jardins Suspensos da Babilónia

6) O Mausoléu de Halicarnassus

7) As Pirâmides do Egito (Gize)

Todos foram construídos entre os anos de 2.500 AC e 200 AC.Das 7 Maravilhas do Mundo, originais, resta somente hoje, as Pirâmides de Gizé no Egipto.

Este fato foi determinante para que o suíço Bernard Weber aproveitasse a oportunidade para lançar uma proposta global de escolha das 7 Novas Maravilhas do Mundo (The New 7 Wonders of the World) em 2000.

O conceito para a escolha permaneceu o mesmo, ou seja, os monumentos têm que ter sido construídos pelo homem. A eleição para a escolha das 7 Novas Maravilhas do Mundo será feita através dos votos de toda a população e abrangem os monumentos erguidos desde o início da civilização até o ano de 2000 quando foi lançado o projeto. Após as duas primeiras seleções realizadas pelo voto de cerca de 19 milhões de pessoas pelo mundo todo, restaram somente 21 monumentos que são os seguintes:
01) Acrópolis – Athenas/Grécia

02) Alhambra – Granada/Espanha

03) Angkor – Cambodia

04) Chichen Itza – Yucatan/México

05) Cristo Redentor– Rio de Janeiro/Brasil

06) Coliseo – Roma/Italia

07) Estátuas da Easter Island – Chile

08) Torre Eiffel – Paris/França

09) Grandes Muralhas – China

10) Hagia Sophia – Istambul/Turquia

11) Templo Kyomizu – Kyoto/Japão

12) Kremlin – Moscou/Rússia

13) Machu Picchu – Perú

14) Castelo de Neuschwanstein – Fussen/Alemanha

15) Petra – Jordania

16) Piramides de Gize - Egito

17) Estátua da Liberdade – Nova York/USA

18) Stonehenge – Amesbury/Inglaterra

19) Ópera de Sydney – Austrália

20) Taj Mahal – Agra/India

21) Timbuktu – Mali

As 7 Novas Maravilhas do Mundo serão conhecidas num grande espectáculo em Lisboa, no próximo dia 07 de Julho de 2007, após a apuração dos votos pelo mundo todo. E todo mundo poderá votar.

Votei em Stonhenge
Em Portugal também nós temos muitos vestígios megalíticos, principalmente no Interior e Sul, onde estão mais bem preservados. Eu já visitei Carnac (France) e megalitismo em Espanha e Malta. Por quê? Talvez porque representam o poder metabólico verdadeiro do Homem (usando poucas ferramentas) e o respeito profundo à natureza (pedras locais) e ao Cosmos - geralmente são templos em devoção às estrelas ou Sol ou Lua. Megalitismo porque também é essa resposta ligada, contrapeso e dimensão espiritual, perpetuando-se essa mensagem em rocha.

Mas quantas maravilhas poderiam ser eleitas: umas 860 que são já Património Mundial da UNESCO....ou todos os centros históricos de todas as cidades do mundo ou todas as paisagens protegidas....