terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Engenheiro cria sistema natural para tratar esgoto (Brasil)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Para o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, “as universidades só ensinam o conhecimento dos vencedores, e não dos vencidos”
Na noite de ontem, Boaventura ministrou palestra durante o Encontro Internacional Ecologia de Saberes: Construindo o Dossiê Sobre os Impactos dos Agrotóxicos na América Latina. A aula de abertura do evento ocorreu na Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Na ocasião, ele defendeu que há uma injustiça cognitiva extraordinária, uma ciência que coloca uma grande parcela da população na condição de bárbaro. “A ciência fez com que muita gente no mundo viva exilada, quando ela tem outro conhecimento, outro saber”, argumentou.
Responsabilidade
Para o sociólogo, aqueles que têm o conhecimento científico têm a grande responsabilidade de trazer outros conhecimentos para a universidade e respeitá-los. Por isso, ele propõe, por exemplo, o diálogo entre agricultores e engenheiros agrônomos. “Precisamos conhecer as lutas uns dos outros. Temos que fazer tradução intercultural”, disse, sobre o caminho para se fazer justiça. Em vez do conceito de desenvolvimento - “face do capitalismo neoliberal no mundo” -, para promover o diálogo, ele propôs os de dignidade, economia familiar, reforma agrária, economia social e solidária, soberania alimentar, reserva de território. “Os termos são esses, que podem ser alternativos ao desenvolvimento”, disse.
Segundo ele, a democracia representativa foi derrotada pelos capitalistas e esse seria o motivo para tantos protestos pelo mundo, inclusive no Brasil. “São revoltas de indignação contra algo que não é claro. Não se sabe o que quer, mas sabe-se o que não quer”, disse. Por isso, ele afirma que Ecologia do Saber é uma tentativa de se criar uma outra conversa para a sociedade. “Se não fizermos isso, a alternativa é o fim do planeta”.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Música do BioTerra: Max Richter - Three Worlds
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Tribunal Penal Internacional reconhece ecocídio como crime contra a Humanidade
Poesia da Semana: Leo Tolstoi- parábola do Carvalho
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"Sim, aqui nesta floresta era com o carvalho que eu me sentia mais de acordo ", pensou o príncipe André." Mas onde está? ",... perguntou-se, olhando para o lado esquerdo da estrada e, sem saber, sem reconhecê-lo, foi apenas admirando o carvalho que procurava. E de repente, tudo mudou, como uma cortina de abrir a espessura cabelo escuro, lavada pela chuva recente, pairando apenas, para o pôr-do-Sol, com imensos dedos torcidos e cicatrizes, não é mais o desespero tímido e doloroso, nada mais de tudo. Através da dura casca de um século de idade, tornou-se estrada, sem ramos, folhas jovens de um verde brilhante e inchado.
"Sim, é aquele carvalho!", disse o príncipe André. E, de repente, sem nenhum motivo, foi invadido por um sentimento de alegria igual ao reavivamento da Primavera. Depois vertido para a mente os momentos mais intensos de sua vida ... tudo voltou.
De repente, a memória.
"Não é suficiente o que eu sei sobre o que passa no meu interior.
Eles também devem conhecer os outros. Eu sou menina que queria voar no Céu. Sabes que a minha vida não tem lugar apenas para mim. E tu não vives de forma independente da minha vida ... deve estar refletido em todos, e todos devem viver em perfeita união comigo! "
Lev Tolstoi - Guerra e Paz (adaptado)
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Ai, Nuclear, Nuclear
Por Susana Fonseca, 17 de Fevereiro
Sem praticamente se dar por isso em Portugal, o Parlamento Europeu (PE) deu esta semana o seu consentimento a que o acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá (o CETA) siga em frente, o que terá, desde já, duas implicações muito relevantes.
Uma primeira é a aplicação provisional do acordo. Do âmbito desta aplicação pouco ficará de fora, pelo que as ameaças identificadas por mais de três milhões e quinhentos mil europeus e milhares de organizações dos mais diversos quadrantes da sociedade (ONG de ambiente, de defesa dos consumidores, sindicatos, organizações de produtores agrícolas, PME, municípios e regiões, organizações profissionais da área da saúde ou do direito e da justiça) irão agora tornar-se realidade, com a conivência da maioria dos nossos representantes no PE.
Em relação aos representantes portugueses, a direita fez o que faz habitualmente, defender os interesses das grandes empresas e do comércio livre, mesmo que num modelo contrário aos objetivos do desenvolvimento sustentável. A posição mais surpreendente deste grupo acaba por ser a de José Inácio Faria, eleito pelo Partido da Terra, mas que aparentemente se terá perdido do caminho que por cá defendeu.
Os deputados socialistas portugueses, com a honrosa exceção da deputada Ana Gomes, alinharam com a direita, ao contrário do que fizeram vários outros colegas de outros países. No discurso estão muito preocupados, mas na prática são incapazes de romper com o status quo. Os nossos representantes mais à esquerda votaram contra o acordo, como esperado.
A segunda implicação é que o CETA só poderá entrar em vigor na sua plenitude, nomeadamente nas provisões que atribuem às multinacionais o direito de processar os Estados quando estes regulam contra os seus interesses, mesmo que essa regulação seja em prol da saúde humana e do ambiente, após a aprovação pelos Parlamentos de cada país (nacionais e regionais – 38 no total).
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Anselm Kiefer- Os Sete Palácios Celestiais, 2002- derivação poética por João Paulo Soares
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
A biografia fascinante de Janusz Korczak
A comovente história da recuperação do Diário de Janusz Korczak, por um expatriado polaco, sem o qual dificilmente saberíamos com mais rigor todo o pensamento do Velho Doutor.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Ciência e tecnologia

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
O fenantreno e alquilbenzenos provocam efeitos lineares no desenvolvimento larval e genes de muitos peixes

domingo, 19 de fevereiro de 2017
Música do BioTerra: EX-RZ feat Fenne - Seventeen Seconds (Cure cover)
Seventeen seconds a measure of Life.
A letra descreve um momento de transição — o intervalo exato entre algo que existia e algo que deixou de ser. O título refere-se à brevidade do tempo e à forma como tudo pode mudar, ou terminar, num piscar de olhos. Estes "dezassete segundos" simbolizam a fragilidade da vida e das relações, sugerindo que a felicidade ou a estabilidade são estados efémeros que podem ser medidos em segundos antes que a realidade se torne fria e vazia novamente.
A composição é económica e fragmentada, focando-se na imagem de alguém que está parado, a observar o tempo passar e a sentir que "nada acontece" (nothing happens). Existe um sentimento de paralisia emocional e tédio, onde o indivíduo se sente desligado do mundo ao seu redor. Na versão de EX-RZ e Fenne, este significado é amplificado pela sonoridade downtempo, que prolonga a sensação de melancolia, transformando a música numa reflexão sobre a solidão e a aceitação inevitável de que o tempo é um recurso que se esgota silenciosamente.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Documentário - O que está errado com o Mundo? por John Perkins
Agricultura - É assim que funciona o mundo ao contrário, por Luís Alves
E ainda por cima para nos fazer mal!
Ou então haveria somente "agricultura" e "agricultura poluente"!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Livro- Governação Comunitária das Florestas, para Crianças
Este livro destina-se a todos os compartes, profissionais, investigadores, professores e educadores que estejam direta ou indiretamente relacionados com as florestas comunitárias e que queiram abordar com crianças e jovens a governação comunitária de recursos naturais e a educação das crianças para a cidadania.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Reflexão – As vantagens da «localização» em relação à globalização
Leituras mais detalhadas ECONOMIA REGIONAL Vantagens Comparativas; Globalização; Desigualdades (documentário e texto). Obrigado, Vitor Mendes
Documentário original (in English) no Bioterra, 2011
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Alejandro Alvarado - Para resolver problemas velhos, estude espécies novas
A Natureza é maravilhosamente abundante, diversa e misteriosa — mas a pesquisa biológica atualmente tende a focar-se apenas em sete espécies, incluído ratos, galinhas, moscas da fruta e nós. Estamos a estudar uma franja incrivelmente estreita da vida, diz o biólogo Alejandro Sánchez Alvarado, e esperamos que seja suficiente para resolver os problemas científicos mais velhos e mais complicados, como o cancro.
Nesta palestra visualmente cativante, Alvarado desafia-nos a interrogar o desconhecido e mostra-nos as descobertas incríveis que surgem quando o fazemos.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Área de eucalipto vai ficar congelada até 2030
Toda a matéria no Público
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
A União Europeia não cumpre a legislação ambiental
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Música do BioTerra: Sisters of Mercy- Suzanne
Susanne on the wall
No pain, summer rain
I'm lost for stupid again
we are the same
give it a name Susanne
counting the days in the haze around you
Susanne let the ether fall
out of phase, I am all around you
Susanne on the wall
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Um milhão de assinaturas para banir glifosato da União Europeia
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Roman Mars- Porque é que as bandeiras municipais conseguem ser as coisas mais mal concebidas e vocês nunca repararam
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Conferência da ONU Sobre Biodiversidade Busca Ampliar o Diálogo com Setores Produtivos
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Immigration and crime: What does the research say?
“They are being released by the tens of thousands into our communities with no regard for the impact on public safety or resources…We are going to build a great border wall to stop illegal immigration, to stop the gangs and the violence, and to stop the drugs from pouring into our communities.”
International Clash Day
Nasceu o primeiro tapete de cortiça feito em tear
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Ensino e Ser Professor- Já no tempo de Salazar se sabia
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| Citação de José Matias Alves. Fonte: Mais Família Menos Escola |
Não podem ser objecto de ordens,... e reclamam antes uma fiscalização, até porque, em regra, nem são funcionários do Estado aqueles cuja acção é fiscalizada. E mesmo quando – como sucede com os médicos escolares, ou com os professores oficiais – esses indivíduos são funcionários, eles não estão sujeitos a determinações ou ordens relativas aos serviços que executam como os outros funcionários. A um professor nada se pode ordenar concretamente sobre o exercício das funções. Nenhum director geral pode dizer a um professor que ensine desta ou daquela maneira. Pode, porém, haver uma Inspecção que verifique se eles cumprem os seus deveres.
Um professor não pode deixar de ter liberdade."




















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