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quarta-feira, 29 de abril de 2026
The Stargazer Lilies - Perfect World
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sábado, 25 de abril de 2026
Cidade portuguesa entra no top das mais felizes do mundo
A Maia é a cidade portuguesa mais bem posicionada no Happy City Index 2026. Ocupa o 69.º lugar a nível mundial, com 6.273 pontos, destacando-se entre os municípios nacionais.
A capital dinamarquesa, Copenhaga, lidera o ranking, que resulta de uma avaliação feita a centenas de cidades em todo o mundo.
Como é avaliada a qualidade de vida no ranking
O índice, desenvolvido pelo Institute for Quality of Life, avalia onde se vive melhor ao analisar fatores como:
- a governação
- o ambiente
- a economia
- a saúde
- a sustentabilidade
- o envolvimento dos cidadãos
A edição de 2026 começou com a análise de 3.400 cidades em todo o mundo, sendo depois reduzida a uma seleção mais detalhada de mil, até chegar à lista final de 251 cidades.
O estudo envolveu centenas de investigadores e teve em conta milhares de registos validados.
As dez cidades mais felizes do mundo
Os investigadores destacam as cidades mais bem classificadas a nível mundial por pontuação:
1. Copenhaga, Dinamarca
2. Helsínquia, Finlândia
3. Genebra, Suiça
4. Uppsala, Suécia
5. Tóquio, Japão
6. Trondheim, Noruega
7. Berna, Suíça
8. Malmö, Suécia
9. Munique, Alemanha
10. Aarhus, Dinamarca
Cidades portuguesas em destaque
A posição da cidade da Maia ganha ainda mais relevância por surgir entre as 70 cidades mais bem classificadas do mundo, à frente de destinos internacionais como Bordéus e Adelaide. Este reconhecimento surge no mesmo ano em que a cidade foi eleita Capital Europeia do Voluntariado.
Portugal conta com várias cidades neste ranking. Depois da Maia, surgem Matosinhos (111.º lugar), Odivelas (114.º), Almada (124.º), Lisboa (159.º), Braga (166.º), Gondomar (199.º) e Funchal (225.º).
O estudo confirma a presença de cidades portuguesas na lista, mas destaca a Maia como o principal exemplo nacional em termos de qualidade de vida.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Capitalismo e Esquizofrenia - dossier Anti-Édipo
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| Edição Antiga. A mais recente é da Assírio Alvim |
Em 1972 saía em França "O Anti-Édipo", imediatamente transformado em livro de referência. O "Anti-Édipo" foi o volume inaugural de "Capitalismo e Esquizofrenia", concluído com "Mil Planaltos", também publicado em Portugal.
Anos volvidos, depois da morte trágica de Deleuze e do triunfo do liberalismo capitalista, "O Anti-Édipo" readquire uma renovada importância com reedições em vários países.
E-Livro completo aqui
A. Introdução
A Ecologia do Desejo: Porque precisamos de ler Deleuze e Guattari para salvar a Terra
No BioTerra, falo frequentemente de sustentabilidade como um conjunto de práticas: reciclar, plantar, conservar. Mas e se a crise ambiental que enfrentamos não for apenas uma crise de recursos, mas uma crise do nosso desejo? Para mudar a forma como tratamos o planeta, precisamos primeiro de entender como o sistema capturou a nossa vontade e a transformou em consumo passivo.
É aqui que entra uma das obras mais radicais do século XX: O Anti-Édipo, de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Este "dossier" sobre o capitalismo e a esquizofrenia oferece-nos as ferramentas para uma Ecologia Profunda, que não separa o Homem da Natureza, mas vê ambos como parte de um fluxo contínuo de vida.
O Desejo como Revolução: Mergulhando no "Anti-Édipo"
Se alguma vez sentiu que a vida moderna tenta encaixar-nos em caixas cada vez mais pequenas, o livro "O Anti-Édipo", primeiro volume da série Capitalismo e Esquizofrenia, de Gilles Deleuze e Félix Guattari, é o grito de libertação que precisa de conhecer. Publicada em 1972, no rasto dos movimentos de maio de 68, esta obra não é apenas um tratado filosófico; é uma "máquina de guerra" contra as formas de controlo da subjetividade.
No cerne do livro está uma crítica feroz à psicanálise tradicional. Para os autores, Freud cometeu um erro estratégico ao confinar o desejo humano ao "teatro familiar" do Complexo de Édipo. Ao reduzir as nossas angústias e sonhos à relação com o "papá e a mamã", a psicanálise teria domesticado a força vital do ser humano. Deleuze e Guattari propõem o oposto: o inconsciente não é um palco de representações familiares, mas sim uma fábrica. O desejo é uma força produtiva, biológica e social que eles designam como "máquinas desejantes". O desejo não quer "possuir" um objeto por falta, quer sim ligar-se, fluir e criar realidades.
A obra lança também um olhar radical sobre o sistema em que vivemos. Argumentam que o Capitalismo possui uma natureza paradoxal: ele "desterritorializa", ou seja, destrói tradições e códigos antigos para libertar fluxos de dinheiro e mercadoria, mas, ao mesmo tempo, cria novas prisões — como o consumo desenfreado e a burocracia estatal — para impedir que o desejo se torne verdadeiramente revolucionário.
É aqui que entra a figura do esquizofrénico, não como uma patologia clínica a ser lamentada, mas como um "processo" de fuga. Para os autores, o "esquizo" é aquele que consegue escapar às codificações do sistema, rompendo as fronteiras do que a sociedade considera normal ou produtivo.
Para substituir a análise tradicional, o livro propõe a Esquizoanálise. Em vez de perguntar "o que é que isto significa?" em relação ao passado, o objetivo é perguntar "como é que isto funciona?" no presente. Como é que o seu desejo se liga à política, à arte, à terra e ao outro? É um convite para abandonarmos as identidades rígidas e abraçarmos o que eles chamam de Corpo sem Órgãos — um estado de pura experimentação onde a vida flui sem as amarras das hierarquias impostas.
Ler "O Anti-Édipo" é um desafio, pois o texto é denso e propositadamente caótico, espelhando a própria multiplicidade que defende. No entanto, a sua mensagem permanece urgente: a verdadeira ecologia e a verdadeira liberdade começam quando libertamos o nosso desejo das fábricas de conformismo do sistema.
Conclusão
Ligar-se à Terra, Desligar-se da Máquina
Ao transmutarmos a visão do desejo de "consumo" para "produção", a ecologia deixa de ser um dever moral e passa a ser uma forma de libertação. Ser "Bio", nesta perspetiva, é permitir que o nosso desejo se conecte novamente com os ciclos da terra, com o crescimento das plantas e com a regeneração dos ecossistemas, em vez de ser canalizado para a acumulação de objetos obsoletos.
A verdadeira sustentabilidade exige que sejamos um pouco "esquizofrénicos" aos olhos do sistema: que saibamos fugir das rotas traçadas pelo hipercapitalismo para traçarmos os nossos próprios mapas de vida. Afinal, cuidar da Terra é, antes de mais, cuidar da liberdade do nosso próprio inconsciente.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Por uma Economia da Felicidade e dizer não ao regresso do Fascismo
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Poema da Terra Inteira
"Aprendi com as ervas que nada tem pressa.
Nasce-se porque sim,
como a luz que se desprende da manhã
sem pedir licença ao dia.
Caminho pelos campos sem querer compreendê-los.
A compreensão é um peso dos homens.
A relva sabe estar,
o rio sabe seguir,
a pedra sabe durar.
E ninguém lhes ensinou nada.
Abraço um carvalho antigo
e ouço, no silêncio da casca,
a memória de tudo o que já passou por ele:
vento, pássaros, neve, populações antigas
a marca de um raio,
o calor de muitos verões.
E percebo que não sou dono de nada,
apenas hóspede de passagem.
A Natureza não precisa de mim,
mas eu preciso dela
como quem precisa de respirar fundo
para lembrar o próprio nome.
Porque viver é simples:
respirar com a paisagem,
escutar o que cresce,
e reconhecer — num gesto sereno —
que somos apenas uma voz
no grande coro da Terra."
Reflexão ecológica: transição filosófica do Antropoceno para o Ecoceno
Toda a ética ambiental começa num reconhecimento simples: a Terra não é um cenário, é uma comunidade viva da qual fazemos parte. A verdadeira sabedoria ecológica nasce quando deixamos de olhar para o mundo apenas como recurso e passamos a vê-lo como relação.
Cada forma de vida — da mais discreta à mais imponente — participa num equilíbrio que não é aconselhável controlar, pois dele dependemos profundamente.
Não há superioridade, apenas interdependência.
Cuidar do planeta não é um gesto moral isolado; é um novo paradigma.
Não desejamos mais extinção mas sim um futuro partilhado de todas as espécies, permitindo que as futuras gerações usufruam plenamente do Ecoceno.
E talvez o maior ensinamento seja este:
proteger a Terra não é salvar algo externo a nós — é preservar a continuidade da própria vida
de que somos expressão.
Joao Soares 04.12.2025
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sábado, 4 de outubro de 2025
Como responder ao colapso social
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Fernando Santos Pessoa publicou em livro décadas de reflexões sobre Território e Paisagem
São 34 textos, que foram escritos ao longo de muitos anos, mas que «não são pensamentos dispersos» e denotam uma linha de pensamento coerente que Fernando Santos Pessoa, engenheiro silvicultor, arquiteto paisagista e professor universitário, sempre manteve.
Esta é uma descrição sucinta do livro “Território e Paisagem”, que junta reflexões do autor sobre temas diversos, mas principalmente ligados ao Ambiente, publicadas ao longo de mais de três décadas em diversas plataformas, incluindo o Sul Informação, que foi apresentado no dia 25 de Setembro, em Faro.
«Chego à conclusão de que ao longo dos anos mantive as mesmas convicções, aprofundando-as e esticando mais um bocadinho para novos desafios que nos aparecem. Mas a intenção é essa, é mostrar uma certa coerência mantida ao longo de tantos anos», disse ao Sul Informação Fernando Santos Pessoa, à margem da apresentação do seu mais recente livro.
«Nestes últimos anos surgiram desafios novos [ambientais e políticos] com os quais não contávamos aqui há 10 ou 20 anos. Dentro dessa ideia, como eu disse, sei que posso errar, mas faço o que for possível para não o fazer, dentro das minhas convicções», acrescentou.
Na sessão da passada semana, a apresentação da obra esteve a cargo do também arquiteto paisagista Gonçalo Gomes, antigo aluno (e não só) do homenageado, na Universidade do Algarve.
«Tenho de fazer uma declaração de interesses prévia: sou aluno, sou discípulo, sou amigo e sou admirador. Há sempre um certo viés, mas que eu não tenho qualquer problema em assumir, porque a leitura do que escreve e a análise da sua obra confirmam que eu não estou a exagerar», disse Gonçalo Gomes, durante a sessão.
Referindo-se a um texto dos anos 90, um dos que pode ser lido na obra apresentada, em que, apesar preconizar um futuro negro, nomeadamente grandes ameaças à liberdade e à democracia, Fernando Santos Pessoa avisava que «não se tratava de ser o Velho do Restelo», Gonçalo Gomes aproveitou para criar uma imagem diferente: «um “velho” no alto do Restelo, ou seja, alguém que, de um ponto elevado, lança um olhar mais lúcido, mais alongado e contextualizado sobre aquilo que se vai desenvolvendo à sua frente».
«Uma das grandes tónicas deste livro é ter um olhar humanista, sempre muito centrado no bem-estar das pessoas, na sua qualidade de vida e em algo que é fundamental, a dignidade do existir. Também se debruça sobre algo de que não falamos as vezes suficientes, que é a felicidade das pessoas, que é um tema sempre muito presente nas suas obras», resumiu.
Os 54 textos que estão unidos neste livro «enquadram-se em cinco grandes domínios, sendo que o Ambiente e Ecologia é o mais presente, seguido de um muito curioso, que é o Política e Utopia».
Muitos dos textos têm, de resto, uma forte componente de ativismo e de crítica «aos políticos negacionistas e interesseiros», como o próprio autor descreve na introdução do livro.
Arquitetura Paisagista e Ambiente, Ambiente e Cultura e Neste Tempo são os outros três domínios em que se dividem os textos presentes no livro.
Quanto ao futuro, Gonçalo Gomes não duvida que esta não será a última obra do seu antigo professor, uma vez que «a dinâmica é uma constante, quando falamos do arquiteto Fernando Santos Pessoa».
Fernando Pessoa não esconde, por seu lado, que por vezes se sente invadido por um certo pessimismo – «o meu grande amigo professor Jorge Paiva sempre disse: estamos sempre a malhar em ferro frio há tantas décadas, sempre a falar do mesmo assunto [sem conseguir que haja mudanças]» – e acaba a introdução a este livro com a frase «acho mesmo que vou parar».
Mais a frio, e de viva voz, admitiu ao nosso jornal, com um sorriso, que se calhar «qualquer dia sai mais qualquer coisa!».
“Território e Paisagem” junta textos e ilustrações de Fernando Santos Pessoa e é uma edição da editora Argumentum, com direção editorial de Filipe Jorge. O prefácio é do jornalista Idálio Revez.
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Encontros improváveis: João Soares e John Harrigan
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| “Happiness held is the seed; Happiness shared is the flower.”– John Harrigan |
Biografia
1. Carreira militar e diplomática
Serviu como soldado na Alemanha durante a Guerra Fria e, posteriormente, como oficial do Serviço Externo dos EUA, com atuação na América Latina
2. Académico e professor
Foi professor de Ciência Política na Hamline University (St. Paul, Minnesota), onde também lecionou cursos sobre política e ficção. Fez parte do corpo docente por muitos anos antes de se aposentar
3. Formação académica
Graduou-se em Ciência Política pela Loyola University Chicago, com pós-graduação pela University of Chicago e Ph.D. pela Georgetown University
4. Vida atual
Mora perto do rio St. Croix, no estado de Minnesota, onde escreve romances de ficção histórica. É casado com Sandy
Fontes
- Perfil no Facebook
- Author Magazine
- O livro mais conhecido e citado: The Patron Saint of Desperate Situations
terça-feira, 17 de junho de 2025
O avanço da Intorelância e o Silêncio da Empatia
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segunda-feira, 19 de maio de 2025
A aula que ensina a ser gente
Na Dinamarca, há uma hora por semana em que não se aprende matemática, nem ciências, nem se conjuga o verbo "ter" — aprende-se, antes, a conjugar o verbo "ser".
Chama-se Klassen Tid, a “Hora da Classe”, mas bem poderia chamar-se a “Hora do Coração”.
Ali, entre mochilas, lápis e silêncios miúdos, as crianças aprendem a arte esquecida de se ouvirem umas às outras — com atenção, com alma.
Aos olhos do mundo, parece coisa pequena: falar de sentimentos na escola.
Mas os dinamarqueses, entre os povos mais felizes do planeta segundo o World Happiness Report (2024), sabem que não se constrói bem-estar sem empatia — esse cimento invisível que une o eu ao outro¹.
Durante essas sessões, dos 6 aos 16 anos, os alunos partilham dores, medos, pequenas vitórias.
Aprendem a escutar sem interromper. A respeitar sem julgar.
Os professores, mais que transmissores de conteúdos, tornam-se guias do sentir.
São jardineiros emocionais, regando com cuidado o terreno fértil da infância.
A prática tem respaldo na ciência. A psicóloga e investigadora norte-americana Michele Borba, no seu livro Unselfie², demonstra que ensinar empatia desde cedo reduz o bullying, melhora a performance académica e reforça a resiliência emocional.
Um estudo da University of Cambridge³ revela que crianças com maior inteligência emocional revelam melhores resultados em leitura e resolução de problemas — competências essenciais no século XXI.
E o próprio Ministério da Educação da Dinamarca reconhece o papel da Klassen Tid, obrigatória desde 1993, como elemento estruturante da formação cidadã⁴.
Num tempo em que as crianças são tantas vezes moldadas para competir, ali ensina-se a cooperar.
Num mundo onde se corre atrás do sucesso, ali aprende-se a parar para sentir.
Porque, no fundo, de que vale saber tudo sobre o universo, se não se compreende o que se passa dentro de nós ou do colega do lado?
Esta lição vinda do Norte traz um sussurro urgente aos restantes sistemas educativos:
Educar não é apenas formar profissionais é formar pessoas.
E, talvez, um mundo mais justo comece assim: numa sala de aula, com miúdos de olhos abertos e corações disponíveis.
Referências
1.World Happiness Report 2024 – Sustainable Development Solutions Network. Dinamarca aparece consistentemente entre os três primeiros países mais felizes do mundo.
2.Borba, M. (2016). Unselfie: Why Empathetic Kids Succeed in Our All-About-Me World. Touchstone.
3.University of Cambridge (2019). Emotional intelligence in children improves academic achievement. Estudo publicado no British Journal of Educational Psychology.
4. Ministério da Educação da Dinamarca. Curriculum guidelines and values in Danish schools.
sexta-feira, 9 de maio de 2025
Couto Mixto - criação de um microestado
Coto Mixto (em galego: Couto Mixto , em português: Couto Misto ) foi um microestado na fronteira entre Espanha e Portugal, independente de ambos os reinos , de apenas trinta quilômetros quadrados.
A República do Couto Mixto foi uma micronação independente na região galega que emergiu de um dos capítulos menos conhecidos da história europeia. Seu nascimento não se deveu a uma conquista, mas a uma anomalia jurídica medieval que lhe conferiu um sistema administrativo único , juntamente com direitos e privilégios.
A origem do Couto Mixto é basicamente um mistério. No final da Idade Média, os limites administrativos dos diferentes territórios (reinos, condados, ducados, baronias, etc.) eram imprecisos e difusos. O Couto Mixto estabeleceu-se nas margens geográficas e cronológicas do nascimento de Portugal como reino independente de Leão, em algum momento do magma territorial dos três séculos que vão do aparecimento do Condado Portucalense (século IX) ao reconhecimento do Reino de Portugal pela Santa Sé (1179).
Sua origem remonta ao século XII , quando o território recebeu benefícios especiais e autonomia, provavelmente devido à sua localização estratégica. Este período coincidiu com a assinatura do Tratado de Zamora , que, em 5 de outubro de 1143, estabeleceu uma fronteira entre Afonso I de Portugal e Afonso VII de Leão, marcando o início do Reino de Portugal e da dinastia Afonsina.
Após a criação desta fronteira, surgiu uma pequena área ilegal, dando origem a este "microestado", composto por três municípios (que hoje fazem parte da província galega de Ourense): Rubiás dos Mixtos, Meaus e Santiago de Rubiás, este último considerado sua capital. Este microestado tinha até sua própria bandeira, brasão e até um lema: “Tres unum sunt” (Três são um).
Sua bandeira era quadrada, com listras azuis e brancas, imitando a do Reino de Portugal, mas invertendo as cores, e com a diferença de que a bandeira portuguesa continha o brasão do país.
Governo e vida em Couto Mixto
Couto Mixto era governado por uma república federativa com um sistema político baseado em três juízes eleitos, conhecidos como ' home de acordo ', selecionados nas três aldeias, além do 'xuiz' ou juiz , que atuava como presidente do Governo.
Este juiz era eleito democraticamente a cada três invernos pelos próprios moradores (chefes de família), permitindo-lhes administrar os assuntos locais e resolver disputas sem a intervenção de autoridades externas.
A igreja de Santiago funcionava como Parlamento. Ali estava guardado o tesouro do Couto Mixto : um cofre com três fechaduras, uma para cada juiz, que continha os documentos oficiais do país.
Esta era uma comunidade onde as decisões eram tomadas localmente , sem depender de um governo central. Seus habitantes desfrutavam de um grau notável de autogoverno democrático , algo incomum na Europa medieval, numa época em que Portugal e Espanha enfrentavam múltiplas lutas pelo poder.
Com uma área de apenas 27 quilómetros quadrados, Couto Mixto não tinha uma população grande. Entre as três cidades, a população mal chegava a mil, o que, aliado à falta de recursos, contribuiu para sua discrição ao longo dos séculos.
Sua estrutura social era igualitária e baseada na cooperação mútua , essencial para a sobrevivência em uma região isolada. Entre os privilégios dos habitantes do Couto Mixto estava a possibilidade de escolher sua nacionalidade (espanhola ou portuguesa, ou em alguns casos, nenhuma delas) e não pagar impostos a nenhum dos dois países. Além disso, eles estavam isentos de serem convocados para as armas por qualquer país e por qualquer guerra, civil ou internacional.
Eles também desfrutavam de liberdade no comércio e na agricultura, já que não tinham controle fiscal e alfandegário . Da aldeia de Rubiás partia o Caminho do Privilégio, um percurso de sete quilómetros até à aldeia portuguesa de Tourém, devidamente assinalado com marcos de pedra, por onde os habitantes do Couto podiam percorrer sem serem incomodados ou interrompidos por qualquer autoridade. Assim, os mestiços podiam ir a Portugal comprar sal, bacalhau, óleo ou tecidos e depois revendê-los na Galícia sem pagar impostos.
O fim do Couto Mixto
Na segunda metade do século XIX, Espanha e Portugal decidiram delimitar adequadamente sua fronteira, com o Tratado de Lisboa, em 1864 , que dividiu oficialmente o território entre Espanha e Portugal. Este tratado se concentrou na resolução de disputas de fronteira e questões de soberania, afetando a independência histórica do Couto Mixto e encerrando um capítulo de sua história.
Ambos os países concordaram em eliminá-lo. As três aldeias permaneceram no lado espanhol do Raya , e uma pequena faixa de terra desabitada permaneceu no outro lado do Raia . Naquele ano, os habitantes da reserva, cerca de mil, tornaram-se espanhóis, impostos foram cobrados deles e as quintas foram convocadas.
"Portugal renuncia em favor da Espanha a todos os direitos que possa ter sobre as terras do Coto Misto e as aldeias nelas situadas, as quais, em virtude da divisão determinada pela linha descrita, permanecem em território espanhol." Artigo VII do Tratado de Lisboa (1864)
A anexação pôs fim ao modo de vida tradicional dos Couto Mixto: o comércio. Ou melhor, acabou com sua legalidade. Assim como em toda a fronteira, o contrabando foi uma das principais fontes de riqueza até o Tratado de Schengen entrar em vigor em 1995, que eliminou as fronteiras entre os estados da União Europeia.
Desde então, só resta sua memória. Em 2008, foi erguida uma estátua em homenagem a Delfín Modesto Brandón, o último juiz da pequena nação , e uma réplica do baú que continha os arquivos da república é conservada na igreja de Santiago de Rubiás, como homenagem àquela época.
Embora Couto Mixto tenha deixado de ser um país há quase dois séculos, algumas de suas atrações ainda podem ser visitadas:
- Santiago de Rubiás : Famosa por sua igreja e seu charmoso entorno rural.
- Rubiás de los Mixtos : Uma cidade tranquila com vestígios de sua história única.
- Meaus : Outra das vilas históricas, com arquitetura tradicional e paisagens naturais.
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sábado, 26 de abril de 2025
Não, Elon, empatia não é sinal de fraqueza
A empatia é a razão pela qual ainda aqui estamos.
Na escola, todos aprendemos sobre a teoria de Darwin da “sobrevivência do mais apto”. Talvez se surpreenda ao descobrir que não foi ele quem cunhou este termo. Foi Herbert Spencer quem surgiu com isso cinco anos depois:
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Como provavelmente também sabe, Spencer estava interessado em implementar hierarquias de seres humanos, e as suas ideias foram utilizadas para justificar a eugenia.
Ao longo dos anos, a ideia de “sobrevivência do mais apto” tem sido amplamente interpretada como significando que os mais egoístas e os mais agressivos sobreviverão. Quando se olha para os escritos de Darwin, no entanto, verá algo bastante diferente: ele enfatizou que são os simpáticos que sobrevivem e prosperam.
A simpatia é aqui utilizada por Darwin para significar algo semelhante à empatia ou compaixão, inspirado pelo uso do termo por Adam Smith em "A Teoria dos Sentimentos Morais"
“A palavra simpatia, no seu significado mais próprio e primitivo, denota o nosso sentimento de solidariedade com os sofrimentos, e não com os prazeres, dos outros.”
É certo que, numa interação individual entre uma pessoa egoísta e uma pessoa compassiva, a pessoa egoísta pode vencer. Estão dispostos a fazer coisas que magoam outras pessoas e a sacrificar a sua moral (ou seja, atenuar a sua resposta empática).
Mas, em grupos, tudo muda. Os grupos compassivos vencem os grupos egoístas.
Os compassivos sobrevivem porque trabalham em conjunto. Ao utilizarem a sua empatia, são capazes de construir relações; nestas relações, cuidam uns dos outros, partilham recursos e exploram pontos fortes únicos. O bem-estar do grupo é o seu objetivo, e trabalharão com coragem e cooperação para o alcançar. Os egoístas não podem fazer nenhuma destas coisas, porque estão a fazê-lo apenas para si próprios. Um grupo de indivíduos egoístas desintegra-se rapidamente, voltando-se uns contra os outros e entrando em colapso interno.
Os compassivos também prosperam porque as atividades que promovem a sua sobrevivência — praticar a empatia, construir relações e cuidar uns dos outros — também conduzem à felicidade. O egoísta não pode florescer porque ninguém pode ser feliz sozinho. A miséria obriga-os a comportarem-se de forma ainda mais egoísta, causando ainda mais danos aos outros.
Conforme descrito pelo eminente biólogo E.O. Wilson, “O egoísmo supera o altruísmo dentro dos grupos. Os grupos altruístas superam os grupos egoístas. Tudo o resto é comentário.”
Quando me deparei com esta investigação pela primeira vez na pós-graduação, fiquei chocado. Foi um dos primeiros momentos em que percebi que as minhas "crenças leigas", como os académicos lhes chamam, não eram apenas moldadas pela cultura Old Happy, mas fundamentalmente distorcidas por ela. Por que razão a sobrevivência do mais apto passou a ser concebida como “a vitória egoísta”? Por causa das forças do capitalismo, do individualismo e da dominação, todos os quais centralizam o eu acima dos outros. Se acredita que o estado natural do ser humano é egoísta, então estas estruturas sociais não são apenas necessárias, mas desejáveis. É benéfico para o Velho Feliz conceber que estamos podres até à medula.
Mas, à medida que me aprofundei na investigação, aprendi que cada grande salto no desenvolvimento humano é o resultado de se tornar cada vez mais cooperativo, atencioso e prestável. Ao apoiarmo-nos nas nossas ligações e no nosso sentido de serviço aos outros, e não nos afastarmos deles. Vendo os outros como semelhantes a nós, ligados a nós, queridos por nós. Creio que é este o sentimento que sustenta a famosa citação de Martin Luther King Jr.: “O arco do universo moral é longo, mas curva-se em direção à justiça”. Isto acontece porque a nossa natureza mais profunda é compassiva.
À medida que enfrentamos outro momento crucial na história da humanidade, somos chamados a evoluir para uma versão ainda mais compassiva de nós próprios. Acredito que esta é a única forma de ultrapassarmos o que vem a seguir.
Quando olho para o movimento Make America Great Again, vejo um grupo de pessoas que são contra a nossa evolução coletiva. Não querem apenas que interrompamos o aprofundamento da nossa compaixão, querem que desaprendamos o nosso progresso e desmantelemos o que construímos. Ao convencerem-nos de que a empatia é uma fraqueza, tentam silenciar o nosso dom mais humano em favor dos seus interesses. Querem regressar a uma época em que as pessoas das comunidades marginalizadas não tinham direitos e oportunidades. Querem ter a liberdade de prejudicar os outros para obter mais para si. Querem acabar com as vitórias em compaixão pelas quais os nossos antepassados tanto lutaram.
É por isso que sei que nunca terão sucesso. As suas ações não estão alinhadas com a nossa natureza humana mais profunda. O progresso só pode ser alcançado se nos tornarmos mais atenciosos, e eles estão, dia após dia, a tornar-se mais odiosos.
Podem conseguir vitórias no curto prazo, sim. Podem ser capazes de dominar os indivíduos, é verdade. Mas se nós, enquanto grupo de pessoas, nos unirmos em compaixão, então podemos confiar que venceremos.
O nosso maior desafio agora é criar este grupo de indivíduos compassivos. Neste momento estamos fragmentados, desligados, separados. Quase toda a gente ainda opera sob a sua antiga visão do mundo feliz, acreditando que a sua felicidade pessoal é mais importante do que a felicidade dos outros e que ajudar os outros é um anátema para o bem-estar. Esta é a crença leiga que deve cair para garantir a nossa felicidade coletiva.
Precisamos de aprender a amar-nos a nós próprios e uns aos outros de novo, reconhecendo que o amor é uma ação, uma prática, uma disciplina. Devemos olhar profundamente para nós próprios e perguntar: onde é que me estou a recusar a demonstrar compaixão aos outros e como posso ultrapassar isso? Devemos reunir-nos com aqueles que partilham o nosso objectivo de construir um mundo onde todos possam ser felizes e construir uma comunidade real e significativa que nos ajude a tornar-nos a versão mais empática e compassiva de nós próprios.
Não será fácil. Isso também faz sentido. Quem disse que evoluir enquanto espécie seria fácil? No entanto, diria que é a coisa mais valiosa a que nos podemos dedicar. Uma vida dedicada ao aprofundamento da compaixão seria uma vida bem vivida e criaria um legado que se estenderia pelas gerações futuras. Talvez seja por isso que aqui estamos. Talvez devêssemos começar já.
Nota: Neste artigo, não me foquei nas formas como até mesmo atribuir a empatia como uma qualidade da cultura ocidental também é incorreto, dadas as inúmeras formas como prejudicamos tantos milhares de milhões de pessoas na nossa busca pela dominação. Fonte
segunda-feira, 14 de abril de 2025
Place de Catalogne
A Place de Catalogne , localizada no 14º arrondissement de Paris, sofreu uma transformação impressionante. Outrora uma praça circular pavimentada em pedras, projetada pelo arquiteto catalão Ricardo Bofill na década de 1980, foi reinventada como uma exuberante floresta urbana. Até 2024, mais de 470 árvores transformaram o espaço num próspero oásis verde no coração da cidade.
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Há cada vez mais conselhos de administração a procurar CEO com esta competência
Actualmente, os conselhos de administração procuram CEOs com elevados níveis de inteligência emocional, ou seja, a capacidade de ler e interpretar os sentimentos dos outros e reagir em conformidade na tomada de decisões, de acordo com o Insider.
Especialistas em diversidade e inclusão afirmam que a pressão sobre os CEOs para implementarem mudanças sociais nas empresas significa que cada vez mais líderes serão julgados pela sua inteligência emocional.
Para muitos conselhos de administração, contratar executivos de topo já não se trata de priorizar capacidades “úteis na obtenção de lucro”. Um estudo da Harvard revela que uma nova competência se sobrepõe às demais: inteligência emocional/social skills.
Investigadores analisaram cerca de cinco mil descrições de cargos executivos da Russell Reynolds, empresa de consultoria em liderança, entre 2000 a 2019 e descobriram que as palavras-chave mais mencionadas andam à volta de inteligência emocional, autoconsciência e a capacidade de trabalhar bem com os outros.
Este estudo junta-se a outros, reforçando a crescente importância desta competência. Um inquérito da plataforma Capterra, publicado em Janeiro, mostrava que líderes com elevada inteligência emocional eram 11% mais bem sucedidos na concretização de projectos, comparativamente aos que afirmaram ter menor inteligência emocional. Um estudo de 2009, divulgado no Leadership & Organization Development Journal, indicava que os executivos com níveis mais altos de empatia e auto-estima eram mais propensos a gerar altos lucros para as empresas.
«É uma competência de liderança que não pode faltar e será cada vez mais falada no futuro», revela Arquella Hargrove, consultora de Diversidade e Inclusão e Leadership coach, à Insider.
Entre os temas da igualdade, diversidade e inclusão, os consultores esperam que a procura por competências de inteligência emocional aumente nos próximos anos. «Estamos a lidar com pessoas e queremos humanizar estes temas. As emoções estão incluídas», acrescenta a consultora.
«Se estamos a tentar focar-nos na humanidade e aceitar as pessoas como são, competências de compreensão e empatia são fundamentais», declara Doris Quintanilla, directora executiva e cofundadora da consultora The Melanin Collective.
Qualquer líder (e gestores no geral) pode trabalhar para desenvolver a sua inteligência emocional. Uma das vertentes é a consciência social, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. É ter empatia, escrevem Daniel Goleman, autor de “Emotional Intelligence 2.0”, e Richard E. Boyatzis, professor de Psicologia na Case Western Reserve University, na Harvard Business Review.
Para trabalhar o tema da empatia, Arquella Hargrove e Doris Quintanilla recomendam que os líderes passem mais tempo com os seus colaboradores de backgrounds mais sub-representados, convidando-os a partilhar as suas histórias e experiências. «Quando os líderes ouvem os seus colaboradores de diferentes origens, começam a valorizar essas diferenças e fazem as pessoas sentir-se incluídas na equipa», disse Arquella Hargrove.
Outro lado importante da inteligência emocional é a forma como se gerem relações ou a capacidade de comunicar eficazmente e trabalhar com os outros. «Ter inteligência emocional é também pedir feedback e ser capaz de o aceitar, seja positivo ou negativo. Esta capacidade torna-nos melhores líderes e gestores», acrescenta.
sábado, 6 de julho de 2024
sexta-feira, 31 de maio de 2024
31 de Maio é Dia Mundial dos Irmãos e assinala também a Visitação da Virgem a Santa Isabel
Texto de Vitor Serrão
Por isso recorro a Jacopo Pontormo e ao maravilhoso painel que pintou há cinco séculos na igreja de San Michele de Carmignano. É um dos quadros mais belos que admirei na vida: o desenho serpentino das figuras, o calor dos tons, as poses sem-tempo, a expressão das quatros mulheres, envolvem-nos numa espécie de eterno elóquio.
O tema é o abraço fraterno, a plena partilha. Pintado em 1526-1528, este é o melhor atestado de que existem obras de arte (sagradas ou profanas) que se fazem interlocutoras de fascínios perenes. Têm esse poder de dar rosto a todos os anseios: inquietam, abraçam, revelam, incendeiam sonhos, amores, utopias. Para além das injustiças, desmemórias e barbáries, a nossa senda de humanos ainda não está perdida sem remissão.
Tudo é efémero no que respeita às migalhas de uma vida, mas é certo que só a arte ilumina, e liberta. A 'noção de incerteza' de Pontormo, expressa nas páginas do seu diário 'Il Libro Mio' reflecte a consciência do que existe para além do humano entendimento - e nessa (in)definição me encontro, também, com os nossos poetas Camões e Jerónimo Corte-Real, nascidos nos anos em que o florentino atingia o auge da fama.
O Pontormo inventou aqui uma Sacra Conversazione composta em losango, aos modos da gravura 'Quattro streghe' de Durer (1497), mas com peso na deliberada deformação das poses, com alongamento de corpos e uso de um colorismo quase psicadélico.
A lição solidária destas quatro Graças supera a cobiça, a cegueira, o preconceito, no seu apelo às luzes. Essa verdade cristalina ajusta-se à mágica transparência de formas e cores de um quadro como este. Sim, a Amizade e o Amor são bens preciosos, precisos, e raros: guardemo-los como nosso tesouro.
Sobre o Dia Internacional dos Irmãos
O Dia dos Irmãos comemora-se em Portugal a 31 de maio.
O principal objetivo da data é relembrar a importância que os irmãos têm na formação pessoal de todos os indivíduos, celebrando e homenageando os irmãos. Irmãos fazem parte da história pessoal de quem os têm, em grande parte das vezes partilham memórias de infância e são os primeiros amigos.
Além disso, podemos ter como irmãos tanto os que são filhos dos nossos pais, como aqueles que conhecemos ao longo da vida e são mais que amigos.
O Dia dos Irmãos, a 31 de maio, é a celebração que encerra aquele que é considerado o Mês da Família.
A celebração, que acontece em Portugal nesta data desde 2014 e é iniciativa da European Large Families Confederation, tem como principal promotora a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
Mensagens para feliz dia do irmão
"O dia do irmão é uma oportunidade para expressar o amor que sinto por você. Agradeço por te ter como companheiro e por poder dividir os melhores anos da minha vida contigo."
"Feliz dia dos irmãos para você que alegra minha vida e faz dos meus dias os melhores de sempre. Te amo muito!"
"Por vezes podemos brigar e até ficar sem falar, mas saibas que meu amor por ti vai além de qualquer divergência. Feliz dia, minha querida irmã!"
"Eu tenho o melhor irmão do mundo! Que neste dia te sintas amado e saibas o quanto te quero ver bem e feliz."
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quarta-feira, 15 de maio de 2024
Documentário: Butão- a ditadura da felicidade
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Things to be grateful for
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domingo, 17 de dezembro de 2023
Feliz Natal Ecológico
O Natal está chegar. Desejo a todos um bom Natal, feliz e simples. Muito mais escuta, presentes sois vocês próprios à mesa. Haja muita entreajuda.
Conselhos para um Natal mais ecológico:
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