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sábado, 18 de julho de 2026
Transportna : Testamento (Zapovit)
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sexta-feira, 3 de julho de 2026
A Rússia já perdeu mais soldados na Ucrânia do que os EUA em TODAS as guerras desde 1945. Multiplicado por quatro
O estudo é do CSIS (Center for Strategic and International Studies) , um dos centros de investigação de defesa mais respeitados do mundo. Os números batem certo com as estimativas de outros governos um pouco por todo o mundo.
A conta total: 2 milhões de baixas, somando mortos, feridos e desaparecidos de ambos os lados.
Só a Rússia perdeu 1,4 milhões de soldados: 1% da população inteira do país. Destes, 450 mil morreram. Tudo por decisão de um homem só.
Para perceber a dimensão disto:
A Rússia já perdeu 4 vezes mais soldados na Ucrânia do que os EUA perderam em TODAS as guerras desde a Segunda Guerra Mundial. Coreia, Vietname, Iraque, Afeganistão. Tudo somado.
E o fardo não é dividido de forma igual. Regiões pobres e minorias étnicas morrem muito mais. Nos meios de comunicação da oposição russa acumulam-se relatos de aldeias onde a população masculina simplesmente deixou de existir.
E a guerra está a ficar pior para Moscovo.
Durante anos, morriam 2 ou 3 russos por cada ucraniano fora de combate. No primeiro semestre deste ano, a proporção saltou para 8 por 1.
O motivo tem nome: drones. A Ucrânia alargou tanto o alcance deles que criou uma "zona de morte" ao redor da linha da frente. Uma faixa tão saturada de drones que um soldado russo praticamente não consegue sair dela vivo.
Mas o drone é apenas metade da explicação.
A outra metade é a própria Rússia: uma estratégia de desgaste que atira soldados em massa contra linhas defendidas, mau treino, corrupção, moral no chão. O exército trata as pessoas como munição descartável.
Resultado: pela primeira vez na guerra, a Rússia já não consegue recrutar soldados ao mesmo ritmo em que os perde. A conta deixou de fechar.
Mais assustador do que a razão destas mortes, é o tempo que elas demoram. Os soldados russos estão literalmente a viver menos do que as moscas.
As moscas vivem entre 15 e 30 dias. Já um militar russo, desde o momento em que chega ao campo de treino até à sua morte no campo de batalha, demora cerca de 10 a 21 dias.
Quando chega à linha da frente, a sua esperança de vida ronda os 20 a 35 minutos.
A Ucrânia também sangra: até 625 mil baixas, com até 150 mil mortos.
2 milhões de baixas somadas é mais do que em Estalinegrado, considerada até hoje a batalha mais sangrenta da história. Claro, Estalinegrado durou apenas 6 meses. A guerra na Ucrânia já dura há mais de 4 anos, mas ainda não tem data para acabar.
Fica a pergunta: Estalinegrado tornou-se o símbolo eterno do horror da guerra. Como é que a história se vai lembrar da Ucrânia?
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
Todos gostamos do ambiente, mas o ambiente sai muito caro
Com os preços atuais do biometano ainda não é possível descarbonizar a indústria. Esta foi uma conclusão transversal aos dois debates que decorreram hoje na Feira Nacional de Agricultura, promovidos pela Floene e a que o Expresso se juntou como media partner.
Portugal depende quase exclusivamente de gás importado e, a este nível, tem sido um dos países da Europa mais afetado pela subida generalizada de preços, resultante da guerra na Ucrânia. Contudo, uma das soluções pode estar no biometano, capaz de somar vantagens como a descarbonização, a competitividade industrial e a valorização territorial. No debate desta manhã na Feira Nacional de Agricultura (FNA), em que o tema foi ‘o biometano enquanto solução ambiental’, os vários participantes foram unânimes no diagnóstico de que o país tem potencial na produção desta energia renovável, mas continua longe de conseguir transformá-lo em escala.
Quando questionado sobre se o país está a aproveitar o seu potencial agropecuário, António Farracho não hesitou em garantir que “a resposta óbvia é que não”. O fundador e CEO da Prado Energia recorda que o biometano permite transformar “um passivo ambiental que não está a ser aproveitado, em ativo energético”, sobretudo em territórios rurais onde os odores e riscos sanitários associados aos efluentes são uma preocupação constante.
Contudo, e como referiu Nuno Pinto, o biometano é antes de tudo um caminho de qualificação territorial, o que significa que “os projetos têm de ser transparentes, sem segredos, e envolver todos os envolvidos, até as populações”. Ou seja, o responsável pela área do biometano na REGA Energy alertou para a importância da aceitação, que dependerá sempre da forma como se comunica e como se escolhem os locais, e lembrou que, no contexto europeu, o gás renovável é já um pilar estratégico. “O biometano é um dos fatores essenciais da soberania energética europeia”.
Do lado da comercialização, Óscar Delfim, diretor comercial B2B da Goldenergy, destacou a vantagem imediata para as empresas. “As empresas conseguem descarbonizar rapidamente e sem necessidade de investir nos equipamentos”. Mas alerta para aquele que considera o principal desafio: “Há uma grande dificuldade na parte dos licenciamentos”.
Já na perspetiva da indústria cerâmica, altamente exposta ao custo do gás, o biometano “é uma solução técnica já madura”. Paulo Pires, vice‑presidente da APICER (Associação Portuguesa Indústria Cerâmica), não tem dúvidas de que seria possível “substituir a 100% o gás natural por biometano”. Mas, à data de hoje, identifica o preço “incomportável para a indústria” e a falta de oferta como os grandes travões à descarbonização. “Todos gostamos do ambiente, mas o ambiente sai muito caro”, acrescentou Nuno Pinto.
Miguel Faria reforçou que o país está atrasado na política de resíduos e que isso limita a matéria‑prima disponível, lembrando que o biofertilizante resultante do processo “já permite substituir metade do fertilizante que vem da Rússia ou do que passa pelo Estreito de Ormuz”. Para o COO (Chief Operating Officer) da Floene, o desafio é “dar velocidade à implementação dos projetos”.
Mix perfeito não existe
Quando falamos de mix energético, Portugal não pode substituir uma dependência por outra, nem avançar para soluções simplistas num sistema que continua estruturalmente ancorado em combustíveis fósseis. A opinião é de Nuno Ribeiro da Silva, que abriu o debate da tarde no espaço Floene, na Feira Nacional de Agricultura, e que defendeu também que a transição energética não é um exercício tecnológico, mas um teste económico e geopolítico à resiliência dos países. Como lembrou o ex-presidente da Endesa, “quando dizemos que produzimos 80% da energia com fontes renováveis, falamos apenas da eletricidade, que representa menos de um quarto do total da energia consumida no país. O resto continua a ser petróleo e gás”.
Neste contexto, defendeu ainda Nuno Ribeiro da Silva, o gás, e sobretudo o biometano, permanece “a geração menos agressiva do ponto de vista ambiental”, sendo por isso inevitável no equilíbrio do sistema.
Do lado regulatório, Mário Paulo rejeitou a ideia de que a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) trava a transição. “A ERSE não faz leis”, sublinhou, lembrando que o regulador atua dentro das políticas definidas e que “acabar com o gás em dois ou três dias é uma fantasia tecnicamente impossível”. A Europa, acrescentou o presidente da ERSE, já reviu a sua posição e admite que o gás continuará a representar “cerca de 20% do mix energético em 2040”.
Gabriel Sousa, CEO da Floene, destacou que Portugal pode acelerar a adoção de biometano aprendendo com quem começou mais cedo. “Não é sempre mau sermos os últimos”, afirmou. França, Itália e Dinamarca mostram que o crescimento depende de mecanismos estáveis e de uma articulação entre energia, agricultura e resíduos. “Portugal vai precisar dos dois sectores”, defendeu, sublinhando que o país pode fazer “em três anos o que outros demoraram quinze a fazer”.
Nuno Ribeiro da Silva reforçou ainda que as tecnologias emergentes precisam de apoio, tal como aconteceu com a eólica e o solar. “Se fosse puramente o mercado, só as tecnologias incumbentes existiam”, disse, defendendo que o biometano representa uma oportunidade industrial acessível e integrável na economia nacional.
Outras conclusões:
- O potencial agropecuário português continua largamente por explorar, apesar de estar mapeado e quantificado. “O Concelho de Torres Vedras figura no Top 10 dos concelhos com maior produção de efluentes agropecuários”, exemplificou António Farracho.
- A aceitação social dos projetos depende da forma como são apresentados às comunidades. “Quando se chega a um território e se apresenta um projeto há sempre um fator de rejeição natural”, afirmou Nuno Pinto.
- Para Óscar Delfim, a produção nacional de biometano pode reduzir a exposição do país às flutuações internacionais do preço do gás. “Não estaremos sujeitos às acelerações de preços que têm sido fruto dos conflitos”.
- A indústria cerâmica enfrenta um risco real de perda de competitividade se não houver acesso a gás renovável a preços viáveis. “O problema que temos é um fator de competitividade”, alertou Paulo Pires.
- “A classificação dos resíduos como subprodutos é um passo essensial para desbloquear matéria‑prima para o biometano”, sublinhou Miguel Faria.
- A evolução do sistema energético não pode assentar em ilusões de substituição instantânea: exige convivência prolongada entre múltiplas fontes e uma gestão realista das limitações técnicas. “Neste processo de transição energética, temos de dar tudo para conseguir libertar‑nos deste uso que ainda fazemos do petróleo e do gás natural”, disse Nuno Ribeiro da Silva.
- “A regulação acompanha, mas não inventa políticas”, garantiu Mário Paulo. O regulador sublinha que o país precisa de soluções compatíveis com a sua estrutura industrial e que a transição não pode ignorar a história e o ritmo dos sistemas energéticos.
- Gabriel Sousa alertou que o biometano só avança se unir sectores que nunca trabalharam juntos. “Juntar energia, agricultura, resíduos, economia e indústria não é fácil, mas parece‑me absolutamente indispensável”.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Conselho Europeu chega a acordo para apoio de 90 mil milhões à Ucrânia
90 mil milhões para mais guerra. Uma loucura de dinheiro que vai sair do sangue dos cidadãos contribuintes europeus. O que se contará no final será mais destruição e morte de inocentes.
Este «postal de Natal» em forma de caricatura denuncia o pior de nós humanidade. Mais uma vez enfeitamos o presépio de hipocrisia e de malvadez como se fossem valores ou gestos humanizados e humanizantes.
Dizem-nos que não há dinheiro para a saúde, para a educação, para vencer a pobreza e a fome que ainda há neste mundo, mas na hora da verdade, como que por obra de um milagre, passa a haver dinheiro para armas, guerras e outras malvadezes de seres humanos contra seres humanos.
Eu deixei de gostar menos do natal não por aquilo que dele recebo, renovação da vida e da criação inteira, mas pelo que a rama que o Natal suscita de vazio quer em palavras quer em gestos para a ocasião só para ficar bem na imagem e no contexto folclórico que nos rodeia.
Eu queria ser otimista, mas a realidade não me permite, só apenas o sonho ideal do Natal me oferece alguma esperança.
Enfim, pensemos no quanto nos vai custar este valor astronómico que os líderes europeus «pariram» neste Natal, 90 mil milhões para armas e mais guerra.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
What use is NATO, anyway?
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| Relatório aqui |
Within the Armed Forces of Ukraine (AFU), NATO effectively had a highly capable proxy military. Although the AFU was unable to defeat the Russian armed forces, it was not for lack of effort: no one doubts the determination and bravery of Ukrainian troops. Europe and the United States supplied the AFU with as many armaments as they were able to provide. This support meant that, at least in the short run and absent mass conscription or a conversion of European industry to a full war footing—if such a conversion were even possible—the AFU came close to representing the strongest army NATO could field in the European theatre. Even so, this army ultimately failed to achieve victory, and it is only a matter of time before NATO members are forced to confront this reality.
On top of this, evidence is starting to emerge that the United States is getting tired of the alliance. NATO-scepticism has been growing in America since Trump first ran for President in 2016. Then candidate Trump famously told The New York Times in March 2016 that he thought NATO was obsolete because it had been designed to counter the threat of the Soviet Union and the Soviet Union no longer existed. Since 2016, this stance seems to have become close to official policy in the United States. Recently Treasury Secretary Scott Bessent said that America would not send troops if Europe got involved in a conflict with Russia but it would be open to selling the Europeans weapons. Does this mean that NATO is de facto already dead? Probably.
‘NATO-scepticism has been growing in America since Trump first ran for President in 2016’
Throughout Trump’s first term Russiagate kept the Democrats interested in NATO and provided a bulwark against Trump’s own instincts regarding the alliance. One could argue that the politics of Russiagate played a very large role in the outbreak of the war in Ukraine under a Biden administration that was riven with paranoia and hostility toward Russia. But in Trump’s second term, there is far less interest in Russia or NATO amongst the Democrats. Russiagate is yesterday’s news, the Democrats have found a much juicer scandal in the drama surrounding the so-called Epstein files. When we look at some of the potential presidential candidates for the 2028 election amongst the Democrats we find few, if any statements on NATO. All this suggests that the American political class have lost interest in the European theatre.
Then there are the developments in weapons technologies. When the alliance was formed, and even when it was consolidated and expanded after the end of the Cold War, NATO’s standardization of weapons platforms across the alliance was uncontroversial. While this standardization obviously favoured the defence firms of some countries over others—and after the collapse of the Soviet Union it de facto banished most Soviet-era weaponry from militaries in the alliance—it did not seem like a particularly bad deal. After all, the weapons being produced by defence firms within the alliance were thought to be the best in the world.
In the wake of the war in Ukraine, many are starting to question these assumptions. The ‘cutting edge’ NATO technology is no longer looking very cutting edge in the face of drone warfare and the active use of hypersonic missiles by Russia—missiles that no NATO country possesses. The extremely expensive tanks that NATO countries produced fared no better or no worse than the much cheaper tanks that Russia produces or even the old Soviet-era tanks that Ukraine still had in its stockpiles. Perhaps, after all, tanks really are just large pieces of metal on tracks with a gun attached and trying to turn them into anything else is just a waste of time and money.
If the Ukraine war raised doubts about NATO military technologies, recent developments in China have started to create panic. The recent Chinese 2025 Victory Day Parade in September 2025 showed the world that the Peoples’ Liberation Army (PLA) now has access to technologies that are out of the reach of NATO members. But while the technological developments are interesting, what is far more interesting is the cost. China has become famous for producing technology that used to be produced in the West at a fraction of the price. It should have been obvious that eventually the Chinese would apply these tried and tested manufacturing techniques to weaponry.
‘If the Ukraine war raised doubts about NATO military technologies, recent developments in China have started to create panic’
Recently a private firm in China unveiled the YKJ-1000, a hypersonic missile that some speculate can be produced for less than $100,000. It is hard to convey how much of a game-changer this technology could prove to be. These missiles are difficult, if not impossible, for air defence to intercept. The YKJ-1000 comes nestled in a launcher that looks identical to a standard shipping container, meaning that they could be transported without detection from overhead satellite or drone reconnaissance. The price tag puts them in reach not just of any state actor, no matter how small or poor, but even non-state actors or semi-state actors. An anti-shipping version of the YKJ-1000 could render American naval power projection largely obsolete as aircraft carriers might be threatened by these missiles if they parked off the coast of a country that possessed them.
If non-NATO countries start to purchase this new, low-cost technology, what will NATO countries think? Inevitably they will start to see NATO as constraining them in their capacity to defend themselves. Unless countries in NATO can produce these new weapons at similar cost—which is highly unlikely - the alliance will trap its members into a situation where they are buying overpriced, outdated weaponry while their rivals buy cheap, modern weaponry. This could actively undermine the ability of NATO member to defend themselves.
All of this suggests that NATO in its current form is not long left for this world. At just about every level, the alliance does not make sense anymore. It might hobble along for another few years. But as time goes on, all its members will start to lose interest. Can it be reformed? Possibly, but no one has provided a credible plan to reform it. Unless NATO can produce a credible plan to remain relevant in a world that is changing dramatically—geopolitically and technologically—it risks falling apart under the weight of its own irrelevance.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Transportna - Mariupol
Inside Mariupol: The Ruins of Putin's Fury
20 days in Mariupol - realizado pelo prestigiado jornalista Mstyslav Chernov
Mariupol, cidade portuária no sudeste da Ucrânia, tornou-se um dos casos mais devastadores da invasão russa iniciada em fevereiro de 2022. Logo nos primeiros dias do conflito, a cidade foi cercada e submetida a bombardeamentos constantes que destruíram grande parte das suas infraestruturas, incluindo hospitais, escolas e bairros residenciais. A população civil ficou sem acesso a água potável, eletricidade, alimentos e cuidados médicos, vivendo durante semanas em condições humanitárias extremas. Estima-se que dezenas de milhares de civis tenham morrido, embora os números exatos permaneçam incertos devido ao bloqueio e à destruição generalizada. Durante o cerco, um dos episódios mais marcantes foi o bombardeamento do Teatro Dramático de Mariupol, que servia de abrigo para centenas de pessoas e estava claramente sinalizado como contendo crianças. Os últimos defensores ucranianos, incluindo combatentes do Regimento Azov, refugiaram-se na vasta siderúrgica Azovstal, onde resistiram em túneis e instalações subterrâneas durante semanas até serem finalmente cercados e obrigados a render-se em maio de 2022. Desde então, Mariupol permanece sob controlo russo, embora continue a ser reconhecida internacionalmente como território ucraniano ocupado. A cidade, agora profundamente marcada pela destruição e pela perda de vidas, tornou-se símbolo do enorme impacto humano e material da guerra.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Ucrânia: 13.500 km² de vias navegáveis contaminadas por minas e explosivos
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quinta-feira, 12 de junho de 2025
Guerra e violência mantêm 122 milhões deslocados em todo o mundo
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
Nobel da Paz, aos defensores dos direitos humanos na Bielorrússia, Rússia e Ucrânia
O Comité norueguês honrou os que representam a sociedade civil e protegem os seus direitos fundamentais. Os galardoados são o dissidente Bialiatski, a ONG russa Memorial e o Centro para as Liberdades Civis da Ucrânia.
Há muitos anos que "eles têm promovido o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais da população". Por isso, e muito mais, um ativista, o bielorrusso Ales Bialiatski, e duas organizações de direitos humanos, a Memorial, uma ONG russa, e o Centro Ucraniano de Liberdades Civis, foram agraciados com o Prémio Nobel da Paz 2022. O Comité Nobel norueguês aponta que os galardoados representam "a sociedade civil nos seus respetivos países" e que eles têm feito "um esforço notável para documentar crimes de guerra, violações dos direitos humanos e abusos de poder". Juntos, prossegue a exposição de motivos, "eles demonstraram a importância da sociedade civil para a paz e a democracia".
Bialiatski, um dissidente bielorrusso"
Ales Bialiatski", explica o Comité, "foi um dos iniciadores do movimento democrático que surgiu na Bielorrússia em meados da década de 1980. Ele dedicou a sua vida à promoção da democracia e do progresso pacífico no seu país de origem" e várias vezes as autoridades "tentaram silenciá-lo". Bialiatski está detido sem julgamento desde 2020, após manifestações em grande escala contra o regime. Antes já havia sido preso de 2011 a 2014. "Apesar das enormes dificuldades pessoais, não cedeu nada da sua luta pelos direitos humanos e pela democracia na Bielorrússia", explica o Comité, que espera que o prémio não prejudique o ativista, cuja imediata libertação foi solicitada.
O ativismo da ONG russa Memorial
O prémio à ONG Memorial, explicou a presidente do Comité norueguês Berit Reiss-Andersen, é em reconhecimento da atividade da organização, baseada na "noção de que enfrentar crimes do passado é essencial para prevenir novos crimes". A Memorial, que foi declarada agente estrangeiro na Rússia e, por isso, foi fechada, foi fundada em 1987 por ativistas da então União Soviética, entre eles Andrei Sakharov e Svetlana Gannuchkina, que "queriam garantir que as vítimas das opressões do regime comunista" nunca fossem esquecidas. Após o colapso da URSS, tornou-se a principal organização de direitos humanos na Rússia.
O papel do Centro de Liberdades Civis na Ucrânia
O Centro de Liberdades Civis, lê-se na motivação, foi fundado com "o propósito de fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia". Após o início da guerra em fevereiro, "empenhou-se" em esforços para identificar e documentar os crimes de guerra russos contra a população ucraniana. O Centro, explicam, "está a desempenhar um papel central em responsabilizar os culpados pelos seus crimes" e está empenhado em "fortalecer a sociedade civil, pressionando para tornar a Ucrânia uma democracia plena".
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