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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Floco de neve visto ao microscópio electrónico


O cientista Nathan Myhrvold conseguiu registar as mais belas e detalhadas fotografias de flocos de neve já feitas! Isto graças a um trabalho árduo e a uma tecnologia de ponta, criada especialmente para registar estes pequenos cristais gelados.

A neve é um dos fenómenos meteorológicos mais fascinantes, responsável por criar cenários incríveis e encantadores quando precipita das nuvens e se acumula na superfície. Mas a sua beleza não se limita apenas às paisagens, existe uma beleza que não podemos vislumbrar a olho nu: os flocos de neve!

Nathan Myhrvold, ex CTO da Microsoft, afirma ter captado as imagens de flocos de neve de maior resolução do mundo.

Esta beleza difícil de ser vista foi o que inspirou Nathan Myhrvold a aventurar-se em mais um grande desafio: fotografar flocos de neve em alta resolução! Myhrvold foi diretor de tecnologia na Microsoft por muitos anos, mas deixou o seu cargo em 1999. À procura de novos desafios, passou a dedicar-se às suas paixões: cozinha e fotografia. Inclusive, ele é coautor do livro de receitas Modernist Cuisine, um livro de 5 volumes sobre a arte e a ciência de cozinhar.

Myhrvold disse à Accuweather que o seu desejo de fotografar flocos de neve começou quando decidiu que gostaria de fotografar coisas comuns que as pessoas vivenciam todos os dias. Mas ele queria que os temas das suas fotos fossem objetos que não podem ser vistos a olho nu, colocando-os em foco.

Entretanto, os desafios de fotografar flocos de neve são bem óbvios, sendo extremamente frágeis e minúsculos, medindo apenas alguns milímetros de diâmetro, um floco de neve pode derreter em segundos. Por isso, Myhrvold teve que pensar muito e arquitetar uma configuração tecnológica perfeita para superar todos estes desafios.

A tecnologia e a ciência por detrás das fotografias
Após 18 meses de trabalho duro, Myhrvold projetou e criou uma câmara de alta resolução personalizada combinada com um microscópio que funciona em climas frios. Para tal, ele teve que fazer uma série de adaptações, como, por exemplo, colocar fibra de carbono na moldura do seu microscópio, já que o metal se expande e contrai com a temperatura.

Para certificar-se de que os flocos não derretiam na lâmina do microscópio antes que os pudesse fotografar, Myhrvold decidiu usar safira artificial em vez de vidro, pois o vidro transmite bem o calor. Essa safira artificial era arrefecida para garantir que os flocos de neve ficassem intactos durante o maior tempo possível.

Até mesmo o esquema de iluminação por flash teve que ser adaptado. Myhrvold optou por luzes de LED que piscavam por apenas um milionésimo de segundo, que elimina tanto a transferência de calor quanto as vibrações, que poderiam destruir o espécime ou borrar a fotografia.

Assim que o equipamento estava pronto, havia outro desafio à sua espera: encontrar o local certo e capturar os flocos! Para isso, instalou-se em varandas em Fairbanks, Alasca e Yellowknife, Territórios do Noroeste, Canadá, sob temperaturas de até -20ºC! Com um pedaço de papelão coberto de veludo, Myhrvold capturou milhares de flocos de neve, mas nem todos estavam em perfeitas condições para serem fotografados.

Então, Myhrvold analisava cada floco com uma lupa, selecionava os melhores, capturava-os com um pequeno pincel e colocava-os na sua câmara microscópica, gerando as mais belas imagens de flocos de neve!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

UE: derrube a proibição contra os «hambúrgueres vegetais»

Uma estranha disputa está em curso na Europa – e tem a ver com o futuro da nossa alimentação. Dezoito governos estão empenhados em proibir termos como «hambúrguer vegetal» e «salsicha à base de plantas» – censurando alimentos sustentáveis para agradar ao lobby da carne.

Ao menos desta vez, a Alemanha decidiu defender o bom senso pelo futuro da nossa alimentação. Mas mesmo o poderoso governo alemão enfrenta uma batalha difícil: a oposição de um grande bloco de outros países e uma forte pressão por parte de grupos de lobby corporativos.

Nós podemos ajudar. Se a opinião popular mostrar seu apoio aos "hambúrgueres vegetais", isso pode ajudar as autoridades a se manterem firmes nas negociações e a convencerem outros países a aderirem à causa.

Vamos invadir Berlim e outras grandes capitais com um apelo urgente: barrar essa proibição e manter os hambúrgueres vegetais no menu. Assine agora e vamos entregar o nosso apelo diretamente aos negociadores da UE e aos deputados do Parlamento Europeu antes de eles se reunirem. Não vamos deixar que o lobby da carne dite as regras do nosso planeta ou do que comemos.

Assine e partilhe a petição

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Curiosamente apenas poucos países no mundo consomem os tremoços.


Digam se eu estiver errado mas que eu lembre, além de Portugal,  Espanha e Itália creio que nunca vi tremoços em outros países. Os espanhóis introduziram o hábito de comer tremoços em alguns países da América Latina. 
Em Portugal, o nome deriva do árabe al-turmus revelando a longa tradição do seu consumo entre nós, ao contrário de muitos outros países ocidentais onde é um ilustre desconhecido à mesa. 
O tremoço é a semente contida na vagem do fruto de uma planta, chamada “tremoceiro” do género Lupinus, cujas flores apresentam corola papilionácea, podendo ser azuis, róseas, roxas, brancas, amarelas (a que origina o nosso conhecido tremoço), vermelhas ou ter mesmo várias cores. A floração ocorre na primavera e verão.
O tremoço, à semelhança de outras leguminosas, como o grão, o feijão, a lentilha, a fava ou a ervilha apresenta diversas propriedades nutricionais muito interessantes para a saúde. Contudo, o tremoço em natureza apresenta um aminoácido e alcaloides neurotóxicos. 
Estes são eliminados depois de cozidos e cobertos com água que deve ser mudada com frequência durante vários dias até perderem o seu amargo original, com a eliminação dos alcalóides. A partir desse momento tornam-se no excelente alimento que todos apreciamos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Da tenacidade germânica vs. lusa- estudo de caso Frankfurt


Frankfurt, sede do Banco Central Europeu (BCE)  estive há 20 anos atrás e fui recentemente até lá. O rio Meno limpinho, mais espaços para os peões, uma cadeia de produtos biológicos famosa na Alemanha,  capaz de competir com lojas comerciais do tamanho da "nossa" Auchan, por exemplo: trata-se da Alnatura. Marca alemã (com sede na cidade de Darmstadt) que como o próprio nome indica os produtos comercializados são naturais, biológicos e com várias secções dedicadas a intolerantes (sem glúten e sem lactose). 
Portanto, mesmo com uma pressão enorme como um ponto fulcral do espaço aéreo da Europa, os germânicos pensam e fazem à séria a sustentabilidade das suas cidades. É uma cidade "cara" certo, mas o dinheiro vemos no reflexo na qualidade de vida das suas gentes. Frankfurt  é incomparável com Lisboa. Ultrapassa Lisboa em muitos scores. Em Frankfurt as pessoas são respeitadas! Em Lisboa? É que vemos....cidade triste, cada vez com menos árvores. Hoje leio que em Aveiro fechou "A Salineira Aveirense" que iniciou atividade há cerca de 70 anos. Refere que a falta de sal é um dos motivos para o fecho do único espaço que se dedicava à venda de sal. No "Allgarve"  luta ambiental longa de 7 anos Alagoas Brancas  quando a vida selvagem pode ser substituída por um retail park. Demorou muitos anos, mas vencemos!  . O rio Tejo? Ninguém quer saber...Em Portugal não saímos da cepa torta!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Plantas silvestres: dez tesouros que crescem na berma dos caminhos

Encontramos plantas silvestres nos caminhos e nas estradas e é injustamente que lhes chamam daninhas e infestantes. Essas ervas e flores são muitas vezes património da flora portuguesa, criam biodiversidade e ajudam o solo a ser mais forte. E também se podem comer, com benefícios para a saúde. Conheça uma mão cheia desses tesouros das bermas.


Nas últimas semanas, Fernanda Botelho tem repetido apelos para que não se cortem as plantas silvestres que, nesta altura, enchem as bermas dos caminhos e das estradas. Para que as roçadeiras municipais que limpam as estradas deixem estar ali esses tufos verdes, polvilhados de flores de várias cores, com formas mais ou menos conhecidas de todos, algumas delas bem presentes nas memórias de infância, como o popular dente de leão. “Chamam-lhes ervas daninhas, infestantes ou invasoras, mas essas plantas além de serem exuberantemente bonitas e criarem jardins naturais, servem de alimento a insetos polinizadores, pássaros, répteis, anfíbios e toda uma cadeia de biodiversidade onde nós também estamos incluídos”, refere a herbalista e especialista em plantas medicinais, autora de vários livros sobre o assunto, entre eles “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” (Dinalivro, 2015, PVP 20 euros).

Muitas delas são, além disso, comestíveis e detentoras de propriedades medicinais, além de serem tesouros da flora portuguesa. “Têm um nome botânico e pertencem a uma família”, sublinha. Podemos comê-las em saladas ou em estufados, cruas ou cozinhadas – como é o caso da mostarda brava, que se encontra por todo o lado. Estas plantas têm outras virtudes, sublinha Fernanda Botelho. “Servem muitas vezes para prevenir a erosão de solos ou melhorar a sua estrutura, com as suas raízes profundas, que servem para descompactar terrenos mais secos e argilosos”, assinala. Por fim, elas são também plantas forrageiras e azotantes, muito úteis para ajudar a terra em pousio a preparar-se para novas culturas.
“Nesta primavera covídica, tenho tido o imenso privilégio de desfrutar desta abundância de cores, formas, texturas, tamanhos e perfumes”, refere Fernanda, que passa muito tempo em caminhadas pela zona de Sintra, onde vive, e se dedica também a dar workshops sobre estas plantas, incluindo a chefs de cozinha que as utilizam nas suas receitas. Entre as muitas plantas comestíveis e com propriedades medicinais que se encontram nesses tufos bravios na beira dos nossa caminhos, Fernanda Botelho escolheu estas dez que descrevemos a seguir. “Podemos até transplantar algumas para o nosso quintal, se quisermos, para criar um jardim comestível”. Fica lançado o desafio… e ideias para enriquecer as saladas.

MOSTARDA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Sinapis arvensis

Linda e exuberante, é uma planta da família das Brasicaceae, a mesma das couves, da rúcula e dos nabos. “Podemos dizer que é um antepassado silvestre das nossas hortícolas domesticadas”, refere Fernanda. Isto significa que podemos comer as suas flores e folhas, cruas ou cozinhadas, e ainda as suas sementes. Por ser picante, estimula a digestão. A mostarda brava encontra-se na beira dos caminhos, onde tem a função muito útil de ajudar a fixar os taludes, graças às suas grandes raízes. As borboletas e as abelhas adoram esta planta de ramos altos.

PAPOILAS

Nome científico: Papaver rhoaes

São plantas da família das Papaveraceae, onde se inclui também a chamada “erva do betadine” ou celidónia. A sua delicadeza icónica, que todos conhecemos, tem outra utilidade além de ser apreciada: as semente e as pétalas das papoilas podem ser comidas ou usadas em infusões, graças aos seus efeitos antiespasmódicos e sedativos. No Alentejo, ainda é comum um chá de pétalas de papoila contra a tosse para ajudar as crianças a dormir, sublinha Fernanda. Ela sugere que se adicionem as pétalas a saladas e que se comam as sementes, tendo o cuidado de ingerir uma quantidade moderada (menos que uma colher de café, por exemplo) porque são opiácias. As pessoas com diverticuloses devem, contudo, evitar esta e outras sementes pequenas.

MALVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Malva sylvestris

“É muito comum e está particularmente exuberante nesta primavera covídica”, assinala Fernanda sobre as malvas – ou lavateras – que são grandes aliadas nas lavagens ginecológicas ou para bochechar para tratar aftas ou lavar os olhos inflamados. “Ela trata e alivia todo o topo de inflamações internas e externas”, refere a especialista. Mas também pode ser utilizada na culinária, já que se podem consumir todas as suas partes – como as flores, folhas, raízes e as sementes conhecidas por queijinhos, que têm um sabor semelhante a ervilha crua e textura de quiabo.

TANCHAGEM

Nome científico: Plantago sp

Existem várias espécies de tanchagem, planta de aspeto arisco muito comum nos campos. “Todos os Plantago são medicinais, comestíveis e deliciosos, com um sabor a cogumelo cru e bastante adstringente”, diz Fernanda, que sugere usar as folhas tenras em sopas e batidos. Era uma planta muito usada na Antiguidade: Alexandre o Grande designava-a de “governante dos caminhos” e os germânicos consideravam-na sagrada. É rica em sais minerais e ácidos gordos, tem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e diuréticas e fortificante dos vasos capilares. E é muito eficaz quando esmagada e aplicada diretamente sobre a pele em picadas de mosquito.

PILRITEIRO

Nome científico: Crataegus monogina

É também conhecida por espinheiro-alvar, esta árvore de médio porte e tronco espinhoso enquanto jovem, comum nas sebes e montes, que é muito rica em propriedades medicinais – e que podemos plantar facilmente no nosso quintal. As suas flores brancas e pequenas são comestíveis, tal como os seus frutinhos vermelhos – os pilritos – que podem ser usados para fazer geleias, marmeladas e sobremesas. Com as folhas, as flores e os frutos podem-se fazer infusões para tratar problemas de coração, como arritmias, insuficiência cardíaca, ataques de pânico e de ansiedade. Existem à venda, aliás, vários tipos de extrato de Crataegus.

URTIGA

Nome científico: Urtica sp

Apesar de mal amada por muitos, a urtiga é a planta preferida de Fernanda Botelho, que diz ser uma das ervas silvestres mais completas que existem, a nível nutricional. “Podemos fazer sopas, guisados, queijos, cerveja, sumos, pão e tudo o que a nossa imaginação quiser. Usam-se as folhas, as inflorescências e as sementes. Convém não incluir os caules nas sopas pois são demasiado fibrosos. Podemos desidratar as folhas e moê-las num moinho de café para polvilhar sobre os alimentos”, refere Fernanda. “As urtigas são tão importantes que existe mesmo uma Confraria da Urtiga em Fornos de Algodres, à qual pertenço, que celebra a urtiga em todas as suas vertentes, medicinais, comestíveis, hortícolas, tintureiras, no fabrico de fibras”, refere. Os romanos fustigavam o corpo com ela para estimular a circulação; e na Polónia e na Escócia faziam-se roupas, lençóis e toalhas de mesa com a fibra das urtigas, que é muito resistente. Usa-se para tratar anemia, reumático, gota, alergias de primavera.

ROSEIRA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Rosa sp

Integra a família das rosáceas, cujas flores são sempre comestíveis e adstringentes. Por essa razão, são úteis para tratar diarreia e para lavar e desinfetar feridas. “Na culinária, podem usar-se as flores mas sobretudo os bonitos frutinhos vermelhos que surgem no outono e são uma das maiores fontes de vitamina C disponíveis na natureza”, afirma Fernanda. Não é à toa que as rosas eram o ingrediente básico nos tratamentos de beleza da rainha egípcia Cleópatra e que o botânico e médico grego Plínio, o Velho, indicava 30 doenças tratáveis com rosas.

CHICÓRIA

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Cichorium intybus

Tem alguns primos bem conhecidos esta planta da família das Asteraceae, onde se inclui o dente-de-leão e os girassóis. “É da raiz desta planta que se faz o café de chicória e as suas folhas tenras, assim como as flores de um azul delicado, também se podem comer”, diz Fernanda. Os antigos egípcios conheciam-na desde o ano 4000 a.C. -, comiam-na crua e usavam-na para tratar problemas hepáticos. No tempo dos faraós, misturava-se sumo de chicória com óleo de rosas e vinagre para aliviar dores de cabeça. Existe também em cor branca ou rosa, mas as flores mais comuns são as azuis. Prefere terrenos secos e argilosos e as suas raízes profundas ajudam a descompactar a terra.

SABUGUEIRO

Nome científico: Sambucus nigra

Pertence à família das Caprifoleaceae este arbusto ou árvore de médio porte, que prefere zonas húmidas e sombrias. As suas flores e frutos são muito apreciadas para fins medicinais e culinários. “As flores podem ser fritas com tempura, estilo peixinhos da horta, usadas em refrescos, champanhe, gelados e outras sobremesas, combina bem com pétalas de rosas”, sublinha Fernanda Botelho. A infusão da flor fresca ou seca ajuda a combater alergias, tosses, gripes e constipações, tem propriedades anti-inflamatórias e antivíricas. As suas bagas pretas são muito ricas em antioxidantes, vitaminas e sais minerais e apreciadas em geleias, doces e bebidas.

BORRAGEM

(Fotografia: Fernanda Botelho)

Nome científico: Borago officinalis

“Diz o ditado que a borragem dá coragem, porque as suas sementes são usadas na extração de um óleo vegetal rico em ómegas 3, usado para fortalecer o sistema nervoso, cardiovascular e para melhorar problemas cutâneos”, refere Fernanda. Os jovens soldados romanos tomavam uma bebida de borragem quando partiam para as batalhas, para terem mais ânimo e coragem. As flores em forma de estrela são comestíveis, com sabor a lembrar o pepino, e Fernanda sugere usá-las também na decoração ou colocá-las em cubinhos de gelo para as conservar. As folhas tenras mais junto da base podem ser consumidas panadas ou adicionadas a sopas e guisados. É uma planta desintoxicante do organismo.

A HERBALISTA

(Fotografia: Nuno Antunes)

Fernanda Botelho estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez formações em Botânica, Fitoterapia e Pedagogia. Tem o curso de guia de jardim botânico da Universidade de Lisboa. É colaboradora do programa Ecoescolas e autora de uma coleção de livros infantis “Salada de Flores”, “Sementes à Solta” e “Hortas Aromáticas”. Publica anualmente desde 2010 uma agenda de plantas medicinais, escreveu “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” e “As plantas e a saúde”. Organiza passeios e workshops de reconhecimento de plantas a convite de várias associações, escolas e municípios. É uma das fundadoras do grupo Sintra sem Herbicidas. Participa em blogues e revistas e é convidada regular da RTP. Gosta de fotografar, escrever e comunicar. Tem um blog chamado Malva Silvestre.

Saber mais:

segunda-feira, 9 de março de 2015

E-Livro da Semana: “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”


O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve. Das sopas aos doces, passando pelos pratos de peixe, carne, caça e marisco, a publicação dá a conhecer a rica gastronomia portuguesa, parte importante do património cultural do nosso país. 
A gastronomia portuguesa tem-se constituído também um importante fator de desenvolvimento, através da valorização dos produtos locais na confeção dos pratos, assim como pela dinamização de modelos de exploração turística, como refere Regina Lopes, presidente da Minha Terra, na nota de apresentação do livro.


Além das 245 receitas, organizadas em sete categorias – entradas (14), sopas (30), peixe (40), marisco (7), carne (75), caça (14) e doces (65) – a publicação apresenta sumariamente os territórios da parceria de 40 Associações de Desenvolvimento Local de um projeto de cooperação interterritorial, apoiado pela Abordagem LEADER do PRODER. A seleção dos vários pratos da gastronomia local foi a grande tarefa desta parceria de ADL, constituída no âmbito da iniciativa “7 Maravilhas da Gastronomia”, que permitiu a divulgação e promoção da grande diversidade de paladares que Portugal oferece de norte a sul, e à qual a Minha Terra e ADL associadas se aliaram, reconhecendo a importância da temática na afirmação da identidade dos territórios rurais e desempenhando um papel ativo em todo o processo, através de diversas ações de promoção do receituário tradicional, bem como de investigação e recolha de receitas locais. 
A edição deste livro é o corolário deste processo, que envolveu um vasto conjunto de parceiros territoriais, nomeadamente, escolas, restaurantes, cozinheiros profissionais e amadores, detentores de receitas e de fotografias. Graças à colaboração da Associação Para o Estudo e Promoção das Artes Culinárias As Idades dos Sabores foi possível aprofundar este trabalho, integrando as receitas e o conhecimento gastronómico nos contextos socioeconómicos e culturais dos diferentes territórios. Acima de tudo, este livro pretende “valorizar o património gastronómico e trazer os paladares mais apetitosos para as mesas portuguesas”, citando Regina Lopes, a quem coube o lançamento da publicação, no passado dia 20 de Novembro de 2014, durante a feira Portugal Agro, na qual a Minha Terra esteve presente com um stand dedicado ao “Desenvolvimento Local”

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Receitas Vegetarianas



Algumas Receitas

Tofu italiano:

Ingredientes (para 4 pessoas):

1 cebola picada
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de óleo
500 gramas de tofu cortado em cubinhos
100 gramas de milho
300 gramas de ervilhas (pré-cozidas)
1/2 colheres de chá de orégãos
1/2 colher de chá de alho
500 gramas de molho de tomate
1 chávena de azeitonas pretas

Preparação:

Frita a cebola, o alho e o tofu no óleo durante 5 minutos. Adiciona os restantes ingredientes.
Cozinha durante 10 minutos e vai mexendo ocasionalmente.
Serve com esparguete ou outra massa à tua escolha.

Massa chinesa com vegetais:
Ingredientes:

200 g de massa chinesa ou esparguete fino
8 colheres de sopa de azeite
200 g de rebentos de soja
2 cenouras cortadas em tiras fininhas
1 talo de aipo cortado fino
½ pimento verde cortado em tiras fininhas
1 cebola média, cortada em tiras fininhas
1 colher de sopa de molho de mostarda
4 colheres de sopa de molho de soja
Sal e vinagre q.b.

Preparação:

Coze a massa em água e sal sem a deixar ficar muito mole. Escorre bem a água e introduz a massa no azeite quente (4 colheres de sopa), mexendo durante
alguns minutos, de modo a que a massa fique um pouco dura.
De seguida, escalda os legumes em água bem quente alguns minutos, e escorre bem a água. Numa frigideira coloca o restante azeite e introduz os legumes, que acabarão de cozinhar em lume brando até ficarem tenros.
Mistura a massa chinesa com os legumes e envolve bem.
Depois faz um molho com a mostarda, o molho de soja, o vinagre e o sal. Mistura este molho na massa com os legumes. Serve de imediato.

Bolinhos Falafel:
Ingredientes (para cerca de 20 unidades):

250 g de grão-de-bico deixado de molho, no mínimo por 24 horas
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de coentro
1 cebola picada
2 dentes de alho amassados
pimenta do reino a gosto
2 batatas cruas médias
azeite (para fritar)

Preparação:

Leva à picadora todos os ingredientes. Mói tudo até formar uma massa homogénea e naturalmente húmida
Molda pequenos bolinhos e frita-os em azeite não muito quente.
Sugestão: Serve quente com o molho de tahina.

Bolo de Cacau:
Ingredientes (para 16 porções):

Bolo:
1/4 de chávena de cacau em pó (não adoçado)
1 1/2 chávena de açúcar
1 colher de chá de sal
3 colheres de chá de fermento
1/2 chávena de óleo
1/2 copo de água
3/4 de copo de leite de soja
65 g de tofu - amassado com garfo
3 chávenas de farinha de trigo


Cobertura:
2 1/2 chávena de açúcar
1/8 de chávena de cacau em pó sem açúcar
1 tablete de margarina vegetal derretida

Preparação:

Bolo:
Pré-aquece o forno a 180º. Unta duas formas médias e polvilha com farinha.
Bate na batedeira o cacau, o açúcar, o sal e o fermento. Adiciona o óleo, a água, o leite de soja, o tofu e bate até formar uma mistura cremosa.
Adiciona a farinha devagar, às colheradas. Coloca a massa nas formas e assa durante cerca de 30 minutos. Espera arrefecer completamente antes de colocar a cobertura.

Cobertura:
Num recipiente médio combina todos os ingredientes, mistura até ficar cremoso e coloca no bolo.
Nota que a massa tem duas camadas que serão unidas pela cobertura. Se quiseres aumenta a receita da cobertura e barra em todo o bolo.


Risotto de cogumelos
Arroz basmati
Cogumelos brancos frescos (3 embalagens, inteiros)
Vinho tinto de boa qualidade (um copo mal cheio)
Ervas provence
Cebolas (2/ 3)
Alho (4)
Azeite
Sal
Pimentão doce
Pimento laranja ou vermelho (opcional)
Natas de soja (há no continente e outros hipermercados, as normais não servem)
Queijo mozzarela ralado
Queijo parmezão em pó (opcional)

Preparação:

Cozinhar numa frigideira os cogumelos cortados com os restantes ingredientes (menos as natas e o queijo) lentamente, em lume brando. Fazer à parte o arroz basmati cozido só com água e sal (não deixar cozer demais).
Misturar os cogumelos com o arroz, as natas e o queijo numa assadeira e levar ao forno.


Caril de grão de bico
2 latas grão de bico
3 tomates bem maduros
polpa de tomate
3 cebolas
4 alhos
caril
pimentão doce
gengibre em pó
cominhos
especiarias asiáticas
ervas provence
sal
azeite
vinho quanto baste

Preparação:

Cozinhar numa panela as cebolas, alhos, tomates e especiarias. Juntar o grão de bico quando a cebola estiver cozida. Acrescentar novamente as especiarias. Servir com arroz basmati cozido só em água e sal.


Feijão preto
2 latas feijão preto (o melhor é o do Lidl)
3 cebolas
4 alhos
1 pimento laranja, amarelo ou vermelho
1 chouriço ou farinheira de soja (à venda em lojas de produtos naturais/ervanárias)
vinho qb
ervas provence
gengibre em pó
pimentão doce
azeite

Preparação:

(não juntar sal porque o feijão e chouriço já têm) cozinhar as cebolas, alhos e pimento com o chouriço cortado aos pedacinhos e o molho das 2 latas de feijão. Quando a cebola estiver cozida juntar o feijão e deixar cozinhar mais um pouco. Servir com arroz vaporizado (o do Lidl também é muito bom) cozido com cebola, alho e salsa.


Picado de soja
1 pacote de soja granulada fina ( a mais pequenina)
3 cebolas grandes
5 alhos
1 pimento laranja ou vermelho
alho francês
3 tomates maduros
polpa de tomate
cogumelos laminados
azeite
vinho qb
cominhos em pó (bastantes)
pimentão doce
salsa
ervas
gengibre
tomilho

Preparação:

Deixar a soja de molho mais ou menos 20 ms em água morna. Enquanto isso cozinhar os restantes ingredientes lentamente. Quando a cebola estiver cozida juntar a soja bem escorrida da água em que esteve de molho, mais polpa de tomate e especiarias e deixar cozer bem, lentamente e em lume brando. Mexer sempre. Quando estiver pronta pode-se congelar em doses. Com este picado pode-se fazer empadão, massas, pastéis, rissóis, etc. É muito mais saboroso e barato do que carne picada e é cruelty free!

Várias Receitas Vegetarianas

Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais

Centro Vegetariano