quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Floco de neve visto ao microscópio electrónico
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
UE: derrube a proibição contra os «hambúrgueres vegetais»
sexta-feira, 18 de abril de 2025
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
Curiosamente apenas poucos países no mundo consomem os tremoços.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
Da tenacidade germânica vs. lusa- estudo de caso Frankfurt
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Plantas silvestres: dez tesouros que crescem na berma dos caminhos

MOSTARDA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)
Nome científico: Sinapis arvensis
Linda e exuberante, é uma planta da família das Brasicaceae, a mesma das couves, da rúcula e dos nabos. “Podemos dizer que é um antepassado silvestre das nossas hortícolas domesticadas”, refere Fernanda. Isto significa que podemos comer as suas flores e folhas, cruas ou cozinhadas, e ainda as suas sementes. Por ser picante, estimula a digestão. A mostarda brava encontra-se na beira dos caminhos, onde tem a função muito útil de ajudar a fixar os taludes, graças às suas grandes raízes. As borboletas e as abelhas adoram esta planta de ramos altos.
PAPOILAS
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Nome científico: Papaver rhoaes
São plantas da família das Papaveraceae, onde se inclui também a chamada “erva do betadine” ou celidónia. A sua delicadeza icónica, que todos conhecemos, tem outra utilidade além de ser apreciada: as semente e as pétalas das papoilas podem ser comidas ou usadas em infusões, graças aos seus efeitos antiespasmódicos e sedativos. No Alentejo, ainda é comum um chá de pétalas de papoila contra a tosse para ajudar as crianças a dormir, sublinha Fernanda. Ela sugere que se adicionem as pétalas a saladas e que se comam as sementes, tendo o cuidado de ingerir uma quantidade moderada (menos que uma colher de café, por exemplo) porque são opiácias. As pessoas com diverticuloses devem, contudo, evitar esta e outras sementes pequenas.
MALVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)
Nome científico: Malva sylvestris
“É muito comum e está particularmente exuberante nesta primavera covídica”, assinala Fernanda sobre as malvas – ou lavateras – que são grandes aliadas nas lavagens ginecológicas ou para bochechar para tratar aftas ou lavar os olhos inflamados. “Ela trata e alivia todo o topo de inflamações internas e externas”, refere a especialista. Mas também pode ser utilizada na culinária, já que se podem consumir todas as suas partes – como as flores, folhas, raízes e as sementes conhecidas por queijinhos, que têm um sabor semelhante a ervilha crua e textura de quiabo.
TANCHAGEM

Nome científico: Plantago sp
Existem várias espécies de tanchagem, planta de aspeto arisco muito comum nos campos. “Todos os Plantago são medicinais, comestíveis e deliciosos, com um sabor a cogumelo cru e bastante adstringente”, diz Fernanda, que sugere usar as folhas tenras em sopas e batidos. Era uma planta muito usada na Antiguidade: Alexandre o Grande designava-a de “governante dos caminhos” e os germânicos consideravam-na sagrada. É rica em sais minerais e ácidos gordos, tem propriedades anti-inflamatórias, calmantes e diuréticas e fortificante dos vasos capilares. E é muito eficaz quando esmagada e aplicada diretamente sobre a pele em picadas de mosquito.
PILRITEIRO

Nome científico: Crataegus monogina
É também conhecida por espinheiro-alvar, esta árvore de médio porte e tronco espinhoso enquanto jovem, comum nas sebes e montes, que é muito rica em propriedades medicinais – e que podemos plantar facilmente no nosso quintal. As suas flores brancas e pequenas são comestíveis, tal como os seus frutinhos vermelhos – os pilritos – que podem ser usados para fazer geleias, marmeladas e sobremesas. Com as folhas, as flores e os frutos podem-se fazer infusões para tratar problemas de coração, como arritmias, insuficiência cardíaca, ataques de pânico e de ansiedade. Existem à venda, aliás, vários tipos de extrato de Crataegus.
URTIGA

Nome científico: Urtica sp
Apesar de mal amada por muitos, a urtiga é a planta preferida de Fernanda Botelho, que diz ser uma das ervas silvestres mais completas que existem, a nível nutricional. “Podemos fazer sopas, guisados, queijos, cerveja, sumos, pão e tudo o que a nossa imaginação quiser. Usam-se as folhas, as inflorescências e as sementes. Convém não incluir os caules nas sopas pois são demasiado fibrosos. Podemos desidratar as folhas e moê-las num moinho de café para polvilhar sobre os alimentos”, refere Fernanda. “As urtigas são tão importantes que existe mesmo uma Confraria da Urtiga em Fornos de Algodres, à qual pertenço, que celebra a urtiga em todas as suas vertentes, medicinais, comestíveis, hortícolas, tintureiras, no fabrico de fibras”, refere. Os romanos fustigavam o corpo com ela para estimular a circulação; e na Polónia e na Escócia faziam-se roupas, lençóis e toalhas de mesa com a fibra das urtigas, que é muito resistente. Usa-se para tratar anemia, reumático, gota, alergias de primavera.
ROSEIRA BRAVA

(Fotografia: Fernanda Botelho)
Nome científico: Rosa sp
Integra a família das rosáceas, cujas flores são sempre comestíveis e adstringentes. Por essa razão, são úteis para tratar diarreia e para lavar e desinfetar feridas. “Na culinária, podem usar-se as flores mas sobretudo os bonitos frutinhos vermelhos que surgem no outono e são uma das maiores fontes de vitamina C disponíveis na natureza”, afirma Fernanda. Não é à toa que as rosas eram o ingrediente básico nos tratamentos de beleza da rainha egípcia Cleópatra e que o botânico e médico grego Plínio, o Velho, indicava 30 doenças tratáveis com rosas.
CHICÓRIA

(Fotografia: Fernanda Botelho)
Nome científico: Cichorium intybus
Tem alguns primos bem conhecidos esta planta da família das Asteraceae, onde se inclui o dente-de-leão e os girassóis. “É da raiz desta planta que se faz o café de chicória e as suas folhas tenras, assim como as flores de um azul delicado, também se podem comer”, diz Fernanda. Os antigos egípcios conheciam-na desde o ano 4000 a.C. -, comiam-na crua e usavam-na para tratar problemas hepáticos. No tempo dos faraós, misturava-se sumo de chicória com óleo de rosas e vinagre para aliviar dores de cabeça. Existe também em cor branca ou rosa, mas as flores mais comuns são as azuis. Prefere terrenos secos e argilosos e as suas raízes profundas ajudam a descompactar a terra.
SABUGUEIRO

Nome científico: Sambucus nigra
Pertence à família das Caprifoleaceae este arbusto ou árvore de médio porte, que prefere zonas húmidas e sombrias. As suas flores e frutos são muito apreciadas para fins medicinais e culinários. “As flores podem ser fritas com tempura, estilo peixinhos da horta, usadas em refrescos, champanhe, gelados e outras sobremesas, combina bem com pétalas de rosas”, sublinha Fernanda Botelho. A infusão da flor fresca ou seca ajuda a combater alergias, tosses, gripes e constipações, tem propriedades anti-inflamatórias e antivíricas. As suas bagas pretas são muito ricas em antioxidantes, vitaminas e sais minerais e apreciadas em geleias, doces e bebidas.
BORRAGEM

(Fotografia: Fernanda Botelho)
Nome científico: Borago officinalis
“Diz o ditado que a borragem dá coragem, porque as suas sementes são usadas na extração de um óleo vegetal rico em ómegas 3, usado para fortalecer o sistema nervoso, cardiovascular e para melhorar problemas cutâneos”, refere Fernanda. Os jovens soldados romanos tomavam uma bebida de borragem quando partiam para as batalhas, para terem mais ânimo e coragem. As flores em forma de estrela são comestíveis, com sabor a lembrar o pepino, e Fernanda sugere usá-las também na decoração ou colocá-las em cubinhos de gelo para as conservar. As folhas tenras mais junto da base podem ser consumidas panadas ou adicionadas a sopas e guisados. É uma planta desintoxicante do organismo.
A HERBALISTA

(Fotografia: Nuno Antunes)
Fernanda Botelho estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez formações em Botânica, Fitoterapia e Pedagogia. Tem o curso de guia de jardim botânico da Universidade de Lisboa. É colaboradora do programa Ecoescolas e autora de uma coleção de livros infantis “Salada de Flores”, “Sementes à Solta” e “Hortas Aromáticas”. Publica anualmente desde 2010 uma agenda de plantas medicinais, escreveu “Uma mão cheia de plantas que curam – 55 espécies espontâneas em Portugal” e “As plantas e a saúde”. Organiza passeios e workshops de reconhecimento de plantas a convite de várias associações, escolas e municípios. É uma das fundadoras do grupo Sintra sem Herbicidas. Participa em blogues e revistas e é convidada regular da RTP. Gosta de fotografar, escrever e comunicar. Tem um blog chamado Malva Silvestre.
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segunda-feira, 9 de março de 2015
E-Livro da Semana: “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Receitas Vegetarianas
Tofu italiano:
Ingredientes (para 4 pessoas):
1 cebola picada
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de óleo
500 gramas de tofu cortado em cubinhos
100 gramas de milho
300 gramas de ervilhas (pré-cozidas)
1/2 colheres de chá de orégãos
1/2 colher de chá de alho
500 gramas de molho de tomate
1 chávena de azeitonas pretas
Preparação:
Frita a cebola, o alho e o tofu no óleo durante 5 minutos. Adiciona os restantes ingredientes.
Cozinha durante 10 minutos e vai mexendo ocasionalmente.
Serve com esparguete ou outra massa à tua escolha.
Massa chinesa com vegetais:
Ingredientes:
200 g de massa chinesa ou esparguete fino
8 colheres de sopa de azeite
200 g de rebentos de soja
2 cenouras cortadas em tiras fininhas
1 talo de aipo cortado fino
½ pimento verde cortado em tiras fininhas
1 cebola média, cortada em tiras fininhas
1 colher de sopa de molho de mostarda
4 colheres de sopa de molho de soja
Sal e vinagre q.b.
Preparação:
Coze a massa em água e sal sem a deixar ficar muito mole. Escorre bem a água e introduz a massa no azeite quente (4 colheres de sopa), mexendo durante
alguns minutos, de modo a que a massa fique um pouco dura.
De seguida, escalda os legumes em água bem quente alguns minutos, e escorre bem a água. Numa frigideira coloca o restante azeite e introduz os legumes, que acabarão de cozinhar em lume brando até ficarem tenros.
Mistura a massa chinesa com os legumes e envolve bem.
Depois faz um molho com a mostarda, o molho de soja, o vinagre e o sal. Mistura este molho na massa com os legumes. Serve de imediato.
Bolinhos Falafel:
Ingredientes (para cerca de 20 unidades):
250 g de grão-de-bico deixado de molho, no mínimo por 24 horas
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de coentro
1 cebola picada
2 dentes de alho amassados
pimenta do reino a gosto
2 batatas cruas médias
azeite (para fritar)
Preparação:
Leva à picadora todos os ingredientes. Mói tudo até formar uma massa homogénea e naturalmente húmida
Molda pequenos bolinhos e frita-os em azeite não muito quente.
Sugestão: Serve quente com o molho de tahina.
Bolo de Cacau:
Ingredientes (para 16 porções):
Bolo:
1/4 de chávena de cacau em pó (não adoçado)
1 1/2 chávena de açúcar
1 colher de chá de sal
3 colheres de chá de fermento
1/2 chávena de óleo
1/2 copo de água
3/4 de copo de leite de soja
65 g de tofu - amassado com garfo
3 chávenas de farinha de trigo
Cobertura:
2 1/2 chávena de açúcar
1/8 de chávena de cacau em pó sem açúcar
1 tablete de margarina vegetal derretida
Preparação:
Bolo:
Pré-aquece o forno a 180º. Unta duas formas médias e polvilha com farinha.
Bate na batedeira o cacau, o açúcar, o sal e o fermento. Adiciona o óleo, a água, o leite de soja, o tofu e bate até formar uma mistura cremosa.
Adiciona a farinha devagar, às colheradas. Coloca a massa nas formas e assa durante cerca de 30 minutos. Espera arrefecer completamente antes de colocar a cobertura.
Cobertura:
Num recipiente médio combina todos os ingredientes, mistura até ficar cremoso e coloca no bolo.
Nota que a massa tem duas camadas que serão unidas pela cobertura. Se quiseres aumenta a receita da cobertura e barra em todo o bolo.
Risotto de cogumelos
Arroz basmati
Cogumelos brancos frescos (3 embalagens, inteiros)
Vinho tinto de boa qualidade (um copo mal cheio)
Ervas provence
Cebolas (2/ 3)
Alho (4)
Azeite
Sal
Pimentão doce
Pimento laranja ou vermelho (opcional)
Natas de soja (há no continente e outros hipermercados, as normais não servem)
Queijo mozzarela ralado
Queijo parmezão em pó (opcional)
Preparação:
Cozinhar numa frigideira os cogumelos cortados com os restantes ingredientes (menos as natas e o queijo) lentamente, em lume brando. Fazer à parte o arroz basmati cozido só com água e sal (não deixar cozer demais).
Misturar os cogumelos com o arroz, as natas e o queijo numa assadeira e levar ao forno.
Caril de grão de bico
2 latas grão de bico
3 tomates bem maduros
polpa de tomate
3 cebolas
4 alhos
caril
pimentão doce
gengibre em pó
cominhos
especiarias asiáticas
ervas provence
sal
azeite
vinho quanto baste
Preparação:
Cozinhar numa panela as cebolas, alhos, tomates e especiarias. Juntar o grão de bico quando a cebola estiver cozida. Acrescentar novamente as especiarias. Servir com arroz basmati cozido só em água e sal.
Feijão preto
2 latas feijão preto (o melhor é o do Lidl)
3 cebolas
4 alhos
1 pimento laranja, amarelo ou vermelho
1 chouriço ou farinheira de soja (à venda em lojas de produtos naturais/ervanárias)
vinho qb
ervas provence
gengibre em pó
pimentão doce
azeite
Preparação:
(não juntar sal porque o feijão e chouriço já têm) cozinhar as cebolas, alhos e pimento com o chouriço cortado aos pedacinhos e o molho das 2 latas de feijão. Quando a cebola estiver cozida juntar o feijão e deixar cozinhar mais um pouco. Servir com arroz vaporizado (o do Lidl também é muito bom) cozido com cebola, alho e salsa.
Picado de soja
1 pacote de soja granulada fina ( a mais pequenina)
3 cebolas grandes
5 alhos
1 pimento laranja ou vermelho
alho francês
3 tomates maduros
polpa de tomate
cogumelos laminados
azeite
vinho qb
cominhos em pó (bastantes)
pimentão doce
salsa
ervas
gengibre
tomilho
Preparação:
Deixar a soja de molho mais ou menos 20 ms em água morna. Enquanto isso cozinhar os restantes ingredientes lentamente. Quando a cebola estiver cozida juntar a soja bem escorrida da água em que esteve de molho, mais polpa de tomate e especiarias e deixar cozer bem, lentamente e em lume brando. Mexer sempre. Quando estiver pronta pode-se congelar em doses. Com este picado pode-se fazer empadão, massas, pastéis, rissóis, etc. É muito mais saboroso e barato do que carne picada e é cruelty free!
Várias Receitas Vegetarianas
Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais
Centro Vegetariano








