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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Música do BioTerra: Angelic Upstarts - Teenage Warning


You wind me up
Like a clockwork orange
Then you hide the key
To my destination
No satisfaction its all frustration
The times are changing
They're changing me
Open the cage
Let free the animals
Running wild
With hardened criminals
No satisfaction it's all frustrations
The times are changing when you're

13, 14: It's a teenage warning
15, 16: But nobody's listening
17, 18: Who takes the blame
19, 20: The twentieth century

Is my image right
For your fashion parade
If it don't look right
Your days are numbered

Wind me up
Like a clockwork orange
Then you hide the key
To my destination
No satisfaction it's all frustration
The times are changing
They're changing me
Open the cage
Let free the animals
Running wild
With hardened criminals
No satisfaction it's all frustrations
The times are changing when you're

13, 14: It's a teenage warning
15, 16: But nobody's listening
17, 18: Who takes the blame
19, 20: Twentieth century

Biografia e discografia
Angelic Upstarts

Outros sites
Angelic Upstarts (youtube)

Página Oficial

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Documentário: A Um Passo da Loucura


O Punk-Rock, frequentemente apontado como filho bastardo ou nota de rodapé do género musical Pop-Rock, nasceu de um intercâmbio (sub)cultural e informal estabelecido em finais da década de 70 do século XX por personagens sobejamente conhecidos que se movimentaram nos espaços de metrópoles como Londres, Nova Iorque, Brisbane ou Manchester.

Assim que o puto ranhoso Punk foi parido, foram muitos, incluindo alguns dos seus principais atores, os que se apressaram a declarar a sua morte. Só que este "morto-vivo sónico" rapidamente se espalhou pelos quatro cantos do mundo. Portugal não foi exceção, assim que explodiu lá fora na "estranja" - os seus fragmentos, qual satélite desgovernado fora de órbita, aterraram por cá. E passados mais de 30 anos teimam em não desaparecer.

O documentário da Antena 3, intitulado "A Um Passo da Loucura", explora as origens e o impacto da primeira vaga do punk em Portugal no final dos anos 70. O vídeo conta com os testemunhos de figuras centrais do movimento, com grande destaque para o lendário radialista António Sérgio, conhecido pela sua influência no programa Som da Frente e pela edição de discos fundamentais, e Paulo Gonzo, que muito antes da sua carreira na música pop foi o carismático vocalista dos Aqui d'el-Rock, a banda pioneira do punk rock português fundada em 1977. Juntam-se a eles membros de outras bandas históricas do circuito nacional, como Os Faíscas, os Minas & Armadilhas e os Raios e Coriscos.

Neste debate, os intervenientes recordam como o movimento nasceu num Portugal pós-25 de Abril, marcado por uma enorme ressaca política e sede de liberdade, mas onde o país ainda se encontrava culturalmente muito isolado. Eles discutem as dificuldades em obter informação na altura, relembrando como os primeiros discos de bandas como Sex Pistols e Ramones chegavam a conta-gotas, muitas vezes trazidos em viagens de amigos a Londres ou Paris, e como a rádio foi o motor crucial para espalhar essa nova sonoridade. Aborda-se também o choque visual e geracional que o punk provocou na sociedade conservadora da época, com relatos divertidos e nostálgicos sobre a reação dos pais e dos vizinhos às roupas rasgadas, aos alfinetes e aos cabelos curtos.

Um dos pontos mais debatidos é a filosofia do "faça você mesmo". Os músicos enfatizam que, no início, quase ninguém sabia tocar ou cantar, e que o verdadeiro foco era a descarga elétrica, a energia pura e a urgência de comunicar, relegando a técnica musical para segundo plano. Relembram os primeiros concertos caóticos em locais improvisados, como o Liceu Camões, onde o público não sabia bem o que esperar e onde a violência física e a destruição de material faziam parte da performance. Por fim, o painel reflete sobre a curta duração desta primeira vaga, explicando como muitas bandas rapidamente desapareceram ou transitaram para a New Wave e para o Rock em Portugal no início dos anos 80, transformando o espírito destrutivo inicial numa abordagem musical mais sofisticada e integrada na indústria.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Música do BioTerra: Ólafur Arnalds - So Close (feat. Arnór Dan)


Through dark and light I fight to be
So close
Shadows and lies mask you from me
So close
Bath my skin, the darkness within
So close
The war of our lives no one can win

The missing piece I yearn to find
So close
Please clear the anguish from my mind
So close
But when truth of you comes clear
So close
I wish my life had never come here
So close

Esta canção é uma colaboração belíssima que carrega toda a melancolia e a elegância nórdica, tendo ficado mundialmente conhecida através da banda sonora da série britânica Broadchurch.

A sonoridade islandesa é frequentemente descrita como "etérea". Em "So Close", isso se manifesta na voz de falsete de Arnór Dan combinada com a produção de Arnalds, que propositalmente deixa sons "imperfeitos" — como o barulho das teclas do piano ou a respiração — para criar uma sensação de intimidade e isolamento.

Curiosidade: Ólafur Arnalds começou sua carreira musical como baterista de bandas de hardcore e metal antes de se tornar um dos maiores nomes da música neoclássica atual.