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terça-feira, 7 de abril de 2026

Tempers - Hell Hotline

[Verse 1]
He watched his future turn to powder
As he looked out over the water
Put out his cigarette
Gave fate a chance
Took her out to a seaside dance

[Chorus] 2X
He was born to die in a seaside casino
Beneath the pretty lights
Pretty lights
You see
Some beautiful things
Get lost

[Verse 2]
How hope is like a golden devil
He wore his best black tie
Tied himself up best he could
In a house of flashing tricks
Flashing tricks

[Chorus] 2X

Melhor som aqui

A canção "Hell Hotline" é um dos pilares de "Services" (2015), o álbum de estreia dos Tempers, que consolidou o duo nova-iorquino na cena darkwave contemporânea. No contexto deste disco, a música funciona como um hino ao isolamento urbano e à alienação, utilizando sintetizadores frios e uma batida industrial para criar uma atmosfera de "discoteca vazia" na madrugada de uma metrópole. O álbum, no seu todo, explora a mercantilização dos sentimentos e a frieza das interações humanas modernas - o que a banda apelida de "alien pop" - transformando a angústia existencial numa experiência estética elegante e hipnótica. Ao ouvires o trabalho completo, percebes que "Hell Hotline" é o ponto onde o desespero e o prazer da dança se fundem de forma mais eficaz.

Podes ouvir o álbum completo aqui:

quinta-feira, 26 de março de 2026

Meta e Google condenadas em julgamento histórico sobre redes sociais viciantes

Mark Zuckerberg à saída do Tribunal de L.A.

As gigantes das redes sociais Meta e Google foram consideradas culpadas no julgamento histórico que decorreu em Los Angeles sobre os impactos negativos das redes sociais e as suas funcionalidades. Os doze jurados determinaram que as empresas foram negligentes ao desenharem aplicações viciantes – Instagram e YouTube – que prejudicaram crianças e adolescentes e ao não alertarem os utilizadores para os perigos. A decisão deu razão à queixosa, uma jovem de 20 anos designada pelas iniciais K.G.M., que acusou a Meta e a Google de lhe causarem problemas severos de saúde mental, incluindo ideação suicida, depressão e imagem corporal negativa.

É um momento raro de responsabilização de gigantes de Silicon Valley e um desfecho que estabelece um precedente legal importante, já que há vários outros julgamentos com alegações semelhantes marcados para os próximos meses. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, estiveram entre as testemunhas interrogadas durante o julgamento, negando as acusações.

Após deliberar por nove dias, o júri decidiu que K.G.M., que começou a usar o Instagram aos nove anos, tem direito a uma indemnização compensatória de três milhões de dólares. A Meta terá de pagar 70% e o YouTube os restantes 30%. O veredicto é especialmente importante porque a queixosa alegou que as aplicações foram desenhadas com funcionalidades propositadamente viciantes, tais como o ‘scroll’ infinito, ‘auto-play’, algoritmos que servem continuamente conteúdos relacionados e notificações constantes. Os seus advogados compararam as funcionalidades com as características dos cigarros ou casinos digitais. O caso inicial incluía as redes TikTok e Snapchat, mas estas chegaram a acordo antes do início do julgamento.

Além da indemnização, os jurados consideraram que as ações das empresas devem ser punidas, algo que será decidido numa fase separada.

“Esta é a primeira vez na história que um júri ouviu testemunhos de executivos e viu documentos internos que acreditamos que provam que estas empresas deram prioridade aos lucros em detrimento das crianças”, disse Joseph VanZandt, um dos advogados de K.G.M.

Numa declaração conjunta da equipa legal, citada pela rádio NPR, VanZandt considerou que este veredicto é maior que um caso isolado. “Durante anos, as empresas de redes sociais lucraram ao visar crianças ao mesmo tempo que ocultavam as suas funcionalidades viciantes e perigosas”, afirmou. “O veredicto de hoje é um referendo – de um júri para toda a indústria – de que o momento da responsabilização chegou.”

Uma porta-voz da Meta disse que a empresa discorda da decisão e está a avaliar as suas opções legais, enquanto a Google/YouTube optou pelo silêncio.

No dia 24 de Março, um julgamento no Novo México já tinha concluído com a determinação de que a Meta violou a lei estadual ao não incluir salvaguardas para impedir predadores de visarem os seus utilizadores mais novos. Nesse caso, trazido pela procuradoria-geral, o júri decidiu que a empresa de Mark Zuckerberg deve pagar 375 milhões de dólares.

Há pelo menos mais oito julgamentos marcados para os próximos meses, incluindo um caso consolidado com vários queixosos contra a Meta, TikTok, YouTube e Snap no norte da Califórnia. Especialistas legais têm comparado estes casos com os julgamentos contra as grandes tabaqueiras nos anos noventa, que resultaram em restrições severas à publicidade e venda de tabaco.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Spinumviva. Procuradoria Europeia arquivou denúncia de Ana Gomes



A Procuradoria Europeia já arquivou a denúncia de Ana Gomes contra a Spinumviva, a empresa familiar do primeiro-ministro Luís Montenegro. O organismo judicial europeu explicou que a não abertura de uma investigação foi pelo facto de os fundos europeus de que beneficiou o grupo Solverde terem sido atribuídos ainda na vigência do Governo de António Costa.

A Procuradoria Europeia arquivou, a 27 de novembro, a denúncia de Ana Gomes contra a Spinumviva, a empresa familiar do primeiro-ministro Luís Montenegro. “Após verificação rigorosa das suspeitas comunicadas à Procuradoria Europeia foi decidido não abrir uma investigação”, adiantou a entidade comunitária à Lusa.

Spinumviva. O que significa o arquivamento da averiguação?

Segundo a Procuradoria Europeia, a decisão foi tomada a 27 de novembro e a notificação à autora da denúncia no mesmo dia.

Contactada esta quarta-feira pela Lusa, Ana Gomes confirmou já ter sido notificada da decisão e adiantou que a não abertura de uma investigação foi justificada com o facto de os fundos europeus de que beneficiou o grupo Solverde terem sido atribuídos ainda na vigência do Governo de António Costa.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) acabou por arquivar esta quarta-feira a averiguação preventiva ao caso Spinumviva, a empresa familiar do primeiro-ministro Luís Montenegro. Na semana passada Amadeu Guerra já tinha deixado claro esperar que o desfecho fosse antes das férias judiciais, que começam a 22 de dezembro, lamentando que os documentos solicitados à Spinumviva e aos seus clientes não tenham sido “entregues com a celeridade” que Ministério Público pretendia.

“Pelas mesmas razões que estiveram na base da informação da abertura da averiguação preventiva, damos nota pública do despacho final proferido no dia de ontem. O Ministério Público junto do DCIAP concluiu não existir notícia da prática de ilícito criminal, razão pela qual foi a averiguação preventiva arquivada”, referem em comunicado.

sábado, 8 de novembro de 2025

Meta ganha milhares de milhões de dólares com anúncios de burlas


A gigante tecnológica Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, encontra-se sob fogo após a divulgação de um relatório explosivo. O documento alega que a empresa arrecada uma fatia significativa das suas receitas através da veiculação de anúncios fraudulentos.

A controversa fonte de receita da Meta
De acordo com um novo relatório da Reuters, a Meta estará a lucrar milhares de milhões de dólares anualmente com anúncios que promovem burlas e produtos ilegais nas suas plataformas. O documento expõe os números avassaladores por detrás deste problema e levanta novas questões sobre a aparente incapacidade da empresa em controlar a situação.

No ano passado, a própria Meta terá estimado que os anúncios fraudulentos poderiam representar até 10% da sua receita total, um valor que ascenderia a cerca de 16 mil milhões de dólares.

Nesta categoria incluem-se anúncios de "esquemas fraudulentos de comércio eletrónico e de investimento, casinos online ilegais e a venda de produtos médicos proibidos". A dimensão do problema é tal que investigadores da própria empresa calcularam que as suas aplicações "estiveram envolvidas num terço de todas as burlas bem-sucedidas nos EUA".

Políticas internas permissivas
O relatório detalha também como a Meta, em certas ocasiões, dificultou o trabalho das suas próprias equipas no combate a estes anúncios e como os seus processos internos permitem que infratores reincidentes continuem a comprar espaço publicitário.

O documento revela que um "pequeno anunciante" apanhado a "promover fraudes financeiras" só seria bloqueado após ser denunciado "pelo menos oito vezes". A política da Meta é ainda mais branda com os "maiores anunciantes", aos quais terá sido permitido "acumular mais de 500 infrações" sem serem removidos da plataforma.

Ainda que esta permissividade possa parecer chocante, o relatório da Reuters sublinha o dilema financeiro que a Meta enfrenta. Apenas quatro campanhas publicitárias, removidas pela empresa este ano, foram responsáveis por uma receita de 67 milhões de dólares.

Internamente, os executivos debatem-se com a forma de controlar os anúncios fraudulentos sem afetar negativamente os resultados financeiros da empresa. A certo ponto, os gestores terão sido instruídos a não "tomar medidas que pudessem custar à Meta mais de 0,15% da receita total da empresa".

Em reação ao relatório, a Meta comunicou à Reuters que a estimativa de 10% da receita proveniente de anúncios fraudulentos era "aproximada e excessivamente inclusiva", mas não partilhou um valor alternativo.

"Nos últimos 18 meses, reduzimos as denúncias de utilizadores sobre anúncios fraudulentos em 58% a nível global e, até agora em 2025, já removemos mais de 134 milhões de conteúdos publicitários fraudulentos." - afirmou o porta-voz Andy Stone.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Quem são Vítor Escária e Lacerda Machado, os homens de confiança de Costa detidos na investigação sobre o lítio e hidrogénio


A investigação do Ministério Público aos negócios do lítio e hidrogénio verde envolve duas figuras do círculo mais próximo do primeiro-ministro, com uma relação já longa com António Costa: Vítor Escária, seu chefe de gabinete, e Diogo Lacerda Machado, empresário e amigo pessoal. Saiba quem são os principais detidos.

Economista, professor do departamento de Economia do ISEG, Vítor Escária chega aos Governos PS pela mão de José Sócrates, de quem foi assessor económico entre 2005 e 2011. A proximidade com o antigo primeiro-ministro fez dele um dos alvos da investigação da Operação Marquês. Segundo noticiou o Semanário Sol em maio de 2015, esteve meses sob escuta e foi alvo de buscas.

Um dos negócios investigados foi o contrato para a construção de habitações pelo Grupo Lena na Venezuela, processo em que esteve envolvido. Ao contrário de José Sócrates, não foi constituído arguido. Seria mais tarde, noutro processo. Na altura, afirmou que a sua missão era fazer “diplomacia económica e não negócios particulares”.

A proximidade com José Sócrates não impediu que o mestre em Economia Monetária e Financeira, pelo ISEG, e doutorado em Economia pela Universidade de York, no Reino Unido, tivesse sido convidado para fazer parte do grupo de trabalho que elaborou o cenário macroeconómico que serviu de base ao programa eleitoral do PS, em 2015. Um grupo de 12 elementos coordenado por Mário Centeno.

Com a chegada de António Costa ao poder, Vítor Escária regressa ao papel de assessor económico do primeiro-ministro. Cargo que teve de deixar em 2017, na sequência do caso das viagens ao campeonato europeu de futebol de 2016 pagas pela Galp. O assessor foi um dos 18 arguidos por recebimento indevido de vantagem, numa lista que incluía também Rocha Andrade, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e Jorge Oliveira, ex-secretário de Estado da Internacionalização.

Os arguidos pagaram uma multa (1.200 euros no caso de Escária) e o processo acabou por ser arquivado em julho de 2020, segundo noticiou na altura o Observador. No mês seguinte, o economista agora com 52 anos era nomeado chefe de gabinete do primeiro-ministro.

Oito anos depois, Vítor Escária volta a ser investigado num caso de alegada corrupção, desta vez a propósito dos investimentos da extração de lítio em Montalegre e da central de hidrogénio verde em Sines, ambos aprovados pelo Governo.

A relação de Diogo Lacerda Machado com António Costa remonta ao tempo em que ambos estudaram juntos na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Nasceu aí uma amizade muito próxima, que levou o primeiro-ministro a escolhê-lo para padrinho de casamento.

Foi secretário de Estado da Justiça de António Costa no Governo de António Guterres. Quando o “melhor amigo” chegou à liderança do Governo, em 2015, Lacerda Machado tornou-se um homem de confiança de António Costa para negociar dossiês difíceis.

Em 2016, foi o escolhido para encontrar uma solução para os lesados do papel comercial vendido pelo BES, que perderam as poupanças na sequência do colapso do banco. Lacerda machado mediou as conversações entre os reguladores (CMVM e Banco de Portugal), o Novo Banco e os lesados, que terminaram com um acordo para a recuperação de 75% do montante investido, até 500 mil euros.

Uma das promessas de António Costa na campanha eleitoral de 2015 foi reverter a privatização da TAP para devolver a maioria do capital ao Estado. Lacerda Machado voltou a ser o escolhido para mediar as negociações que levariam a que a Atlantic Gateway baixasse a sua participação de 61% para 45%, ficando o Estado com 50%.

Após a conclusão do processo, em 2017, Lacerda Machado, um apaixonado pela aviação, entrou para a administração da companhia aérea como não executivo. Cargo em que se manteve até 2021.

Com uma carreira ligada aos negócios, Lacerda Machado é diretor da Geocapital, uma sociedade com sede em Macau ligada à família de Stanley Ho, que resultou da sua ligação antiga àquele território. No final dos anos 80 foi secretário adjunto para a Administração e Justiça do Governo de Macau e tornou-se próximo do empresário dos casinos, que faleceu em 2020. Através da Geocapital exerce também cargos em instituições financeiras em África, nomeadamente no Banco da África Ocidental, na Guiné-Bissau.

O “melhor amigo” de António Costa é também administrador da Mystic Invest, a holding de investimentos no turismo do empresário Mário Ferreira.

A sua passagem pela TAP levou a que fosse um dos ouvidos na comissão parlamentar de inquérito à companhia aérea. Questionado sobre a sua relação com o primeiro-ministro, respondeu que António Costa é um “advogado brilhantíssimo”. “Podia ser rico, mas escolheu ficar pobre, que é o que ele é. Mas é riquíssimo de espírito”, disse.

Além de Vítor Escária e Lacerda Machado foi também detido Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara Municipal de Sines, a cumprir o terceiro mandato. O autarca socialista é também presidente da Comissão Permanente do Conselho Regional da CCDR do Alentejo, vice-presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e líder do Conselho de Administração do Sines Tecnopolo.

Também o primeiro-ministro está a ser investigado pelo Supremo Tribunal de Justiça, segundo adiantou esta terça-feira a PGR.

Saber mais:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Empresas de Rating - estaremos a entrar numa Neo-Idade Média?

Laibach - Life is Life

Estamos entregues a terrorismo. Os gajos das empresas de rating não fazem nenhum, são jogadores de casino, porcos e fedelhos. Não estão a usar armas nem espadas, nem existem castelos mas isto faz-me lembrar a "Nobreza" da Idade Média em que os cavaleiros passeavam pelos prados e quando encontravam uma mulher bonita, mas esposa de um homem pobre e faminto, tentavam atirar com uma moeda de ouro..e o pobre ou das duas uma- podia ser morto ou vendia o resto do seu tesouro.