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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Os principais CEO das empresas de IA pedem uma lei que proteja contra as armas biológicas

A urgência desta carta foi motivada pela revogação recente, por parte da administração Trump, de uma ordem executiva da era Biden que criava uma estrutura de triagem para a síntese de genes. Como o governo atual ainda não publicou uma política de substituição, este grupo de CEOs e cientistas uniu-se para pedir que o Congresso norte-americano crie uma lei federal definitiva.

A principal preocupação é que, embora criar um vírus funcional ainda exija perícia prática de laboratório, os novos modelos de IA conseguem apontar falhas em sistemas de segurança, sugerir mutações perigosas ou ensinar passo a passo como contornar os filtros das empresas que vendem DNA sintético.

Em Apoio ao Rastreio Obrigatório e Registo da Síntese de Ácidos Nucleicos
"Como investigadores em ciências da vida, criadores de IA e biotecnologia, e especialistas com uma vasta gama de visões sobre como abordar a política de IA, apelamos aos legisladores para que tornem obrigatória a triagem de encomendas de ácidos nucleicos sintéticos — e do equipamento necessário para os fabricar.

A capacidade de encomendar DNA sintético online acelerou o desenvolvimento de vacinas, impulsionou a investigação básica e permitiu que pequenas equipas acedessem a capacidades que antes estavam confinadas a grandes instituições. Desde a publicação de protocolos para reconstruir vírus a partir de filamentos de DNA, há mais de duas décadas, isto também tem sido reconhecido como um ponto crucial na cadeia de abastecimento biotecnológico onde um ator mal-intencionado pode causar danos desproporcionais. Reconhecendo esta vulnerabilidade, as empresas de síntese formaram o International Gene Synthesis Consortium em 2009 para desenvolver e implementar salvaguardas voluntárias contra a utilização indevida.

Embora o problema não seja novo, o ritmo de progresso na inteligência artificial é. Os sistemas de IA superam agora virologistas com nível de doutoramento em questões sobre procedimentos laboratoriais altamente técnicos nos seus próprios domínios de especialização. As evidências sobre o que isto significa para as ameaças atuais à biossegurança são genuinamente mistas, mas a tendência é difícil de contestar. Os sistemas de IA estão a melhorar rapidamente e, a par de benefícios incríveis para a ciência e a medicina, existe a possibilidade real de que as barreiras de conhecimento que historicamente impediram atores mal-intencionados de obter armas biológicas venham a erodir significativamente.

O apoio à triagem não depende de uma visão específica sobre a IA; o caso da biossegurança tem sido reconhecido por cientistas e governos há décadas. A triagem é também uma das medidas de biossegurança mais bem compreendidas e menos disruptivas disponíveis. Ela solicita aos fornecedores de DNA sintetizado e aos fabricantes de máquinas de síntese que verifiquem se os pedidos de síntese contêm sequências preocupantes e que validem a legitimidade do cliente antes de enviarem as encomendas. Os fornecedores devem também registar as encomendas de síntese e os dados de sequenciação para apoiar investigações legítimas de biossegurança, de modo a que qualquer ameaça que consiga escapar à triagem inicial possa ser rastreada até à sua origem - inclusive quando sequências individuais não levantariam preocupações de forma isolada. A própria consciência da rastreabilidade dissente o uso indevido.

(...) Dado o ritmo a que a tecnologia subjacente está a mudar, acreditamos que a necessidade é urgente. O Congresso deve agir nesta sessão, e aplaudimos os esforços legislativos atualmente em curso. Para garantir um padrão nacional consistente, em vez de uma manta de retalhos de leis estaduais conflituosas, os estados devem também considerar a implementação de requisitos baseados nas diretrizes federais e da indústria já existentes."

segunda-feira, 30 de março de 2026

Países em desenvolvimento lideram culturas geneticamente modificadas no mundo

Fonte: aqui

De 2012 a 2024, os países em desenvolvimento ultrapassaram os países industrializados em hectares de culturas biotecnológicas (OGM), segundo o relatório do ISAAA. A estratégia foca estabilidade económica, resiliência climática e segurança alimentar.

Entre 1996 e 2011, os países industrializados foram pioneiros na adoção de culturas GM (geneticamente modificadas). A partir de 2012, porém, o cenário global mudou: os 26 países em desenvolvimento passaram a deter a maioria da área plantada, com 57%, enquanto cinco países industrializados representaram 43%.

O relatório Global Status of Commercialized Biotech/GM Crops in 2024 (ISAAA Brief 57) destaca que esta mudança é motivada por políticas que privilegiam estabilidade económica, adaptação às alterações climáticas e segurança alimentar a longo prazo. Além disso, agricultores em países em desenvolvimento obtêm maior retorno financeiro por cada dólar investido do que os seus homólogos nos países industrializados.

Também há um artigo científico de livre acesso, que aborda a mesma problemática Global trends in the commercialization of genetically modified crops in 2024

O lado B da Agricultura Intensiva

quinta-feira, 12 de março de 2026

Vítimas silenciosas da guerra: como o conflito do Irão está a envenenar a vida selvagem e o mar


Florestas queimadas, fauna em fuga, mares contaminados: o impacto ecológico do conflito pode durar décadas — muito para além do fim da guerra.
A guerra no Irão continua em fúria — e não é apenas uma guerra entre estados. É também uma guerra contra a natureza.
Enquanto o mundo debate geopolítica, sanções e equilíbrios de poder, as verdadeiras vítimas silenciosas -florestas, zonas húmidas, fauna selvagem e ecossistemas marinhos - estão a ser destruídas, contaminadas e abandonadas.
Os recentes ataques a centrais de dessalinização no Médio Oriente realçam a vulnerabilidade das infraestruturas hídricas nas guerras modernas.
Isto não é simplesmente “dano colateral”. É sabotagem ecológica com efeitos que poderão durar décadas.
Investigadores e organizações independentes têm vindo a alertar para os riscos ambientais associados ao conflito. O Conflict and Environment Observatory tem documentado incidentes ambientais relacionados com operações militares e infraestruturas energéticas na região, demonstrando como a guerra pode gerar impactos ecológicos prolongados 

Florestas queimadas, habitats destruídos
Nas províncias de Lorestan e Kermanshah, ataques militares desencadearam incêndios que devastaram áreas florestais e zonas naturais. Animais fugiram ou morreram queimados enquanto as chamas se propagavam pelos habitats.
As explosões e os incêndios não destroem apenas árvores. Fragmentam ecossistemas inteiros.
Quando os habitats desaparecem, espécies que dependem deles — desde pequenos insetos até mamíferos e aves migratórias - ficam sem abrigo, sem alimento e sem rotas de migração seguras.
Segundo análises do Gulf International Forum, os danos ambientais provocados pelo conflito podem agravar problemas ecológicos já existentes no país, como desertificação, escassez de água e perda de biodiversidade .

Guerra tóxica, legado tóxico
Cada bombardeamento deixa para trás muito mais do que crateras.
A destruição de instalações militares, depósitos de combustível e infraestruturas industriais pode libertar uma mistura perigosa de poluentes: combustíveis, metais pesados, compostos tóxicos e partículas finas.
Incêndios em instalações petrolíferas libertam grandes quantidades de carbono negro e partículas tóxicas que permanecem na atmosfera e acabam por regressar ao solo através da precipitação, contaminando solos e águas subterrâneas.
Essas substâncias podem permanecer no ambiente durante décadas. O resultado é uma contaminação lenta da cadeia alimentar — um processo invisível, mas devastador para a fauna e para as comunidades humanas.
Organizações de investigação ambiental, como a Environmental Protection Knowledge Network, têm alertado para a necessidade urgente de monitorizar os impactos ecológicos do conflito 


O Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz: um ecossistema sob risco
O conflito não se limita ao território iraniano.
No Golfo Pérsico, ataques a portos, navios e infraestruturas petrolíferas aumentam o risco de derrames de petróleo e contaminação marinha. Navios danificados e instalações energéticas atingidas podem libertar grandes quantidades de combustível no mar.
O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, é também uma área crítica para a biodiversidade regional. Mangais, recifes de coral e praias de nidificação podem ser rapidamente afetados por petróleo e produtos químicos.
Projetos internacionais de investigação e proteção ambiental, como o Eco Servants Project, sublinham que conflitos armados podem provocar danos ecológicos irreversíveis e dificultar a recuperação dos ecossistemas 


Quem será responsabilizado?
A comunidade internacional discute cessar-fogos, sanções e diplomacia.
Mas quase ninguém discute as florestas que arderam, os rios que foram contaminados ou as espécies empurradas para a extinção.
E, no entanto, as consequências ambientais da guerra podem durar muito mais tempo do que o próprio conflito.
A restauração de ecossistemas destruídos pode levar décadas — quando é possível restaurá-los.
Enquanto isso, a destruição continua.
Os animais, as florestas e os mares não esperam por tratados de paz.
Eles estão a desaparecer agora.

sábado, 15 de novembro de 2025

OpenAI investe em startup que combate armas biológicas criadas por IA



A OpenAI anunciou um novo movimento estratégico para reforçar a segurança no desenvolvimento de tecnologias avançadas. A criadora do ChatGPT confirmou que será a principal investidora do aporte de US$ 15 milhões na Red Queen Bio, uma startup voltada a impedir que atores mal-intencionados usem inteligência artificial para criar armas biológicas – um tema que tem ganho importância à medida que modelos avançados ampliam suas capacidades. As informações são da Reuters.

OpenAI amplia foco em segurança biológica
Segundo Hannu Rajaniemi, cofundador da Red Queen Bio, o objetivo é garantir que as defesas da indústria de IA evoluam na mesma velocidade dos riscos. A iniciativa faz parte de um esforço maior da OpenAI para apoiar empresas que lidam diretamente com ameaças emergentes no uso da tecnologia.

Num movimento semelhante no mês anterior, a companhia já havia investido na Valthos, uma startup de biosegurança baseada em Nova York.

Jason Kwon, diretor de estratégia da OpenAI, explicou que a organização pretende fortalecer o ecossistema como um todo. Para ele, a melhor forma de mitigar riscos é com mais tecnologia, ampliando a capacidade de identificar e neutralizar potenciais ameaças biológicas antes que elas se tornem reais.

Listas de preocupações levantadas por pesquisadores sobre o uso da IA:
  1. aceleração no desenvolvimento de medicamentos;
  2. criação de novas vacinas em menos tempo;
  3. possibilidade de uso indevido dessas capacidades para projetar armas biológicas;
  4. necessidade de sistemas de defesa proporcionais ao avanço da tecnologia.
Startup usará IA e experimentos laboratoriais
A Red Queen Bio nasceu a partir da Helix Nano, uma empresa de terapias baseadas em mRNA em estágio clínico que já utiliza IA no design de medicamentos. A Helix Nano também colaborou com a OpenAI na criação de testes para identificar riscos biológicos associados a modelos de inteligência artificial.

Como parte da transação, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e a membro do conselho, Nicole Seligman – ambos investidores anteriores da Helix Nano – receberão ações da Red Queen Bio. Kwon também possui participação indireta, avaliada em menos de US$ 2.500 por meio da aceleradora Y Combinator.

Ainda assim, a OpenAI afirma que nenhum desses executivos participou da aprovação do investimento, que foi revisado por membros sem conflitos de interesse e pela equipe de compliance da empresa.

De acordo com a startup, a combinação de modelos de IA e métodos tradicionais de laboratório será essencial para identificar novos riscos e desenvolver contramedidas. Rajaniemi ressalta que o avanço biotecnológico, impulsionado pela IA, está ocorrendo mais rapidamente do que o previsto, tornando urgente a criação de novas camadas de defesa. Além da OpenAI, outros investidores incluem Cerberus Ventures, Fifty Years e Halcyon Futures.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Relatórios e críticas académicas sobre o REACH

Em complemento ao que já foi dito aqui, sugiro a leitura da seguinte informação. Apesar dos seus progressos, diversos estudos académicos têm apontado limitações importantes que comprometem a sua eficácia ambiental.

Entre as principais críticas destaca-se a lentidão dos processos de avaliação e autorização, que faz com que muitas substâncias perigosas permaneçam no mercado durante anos antes de qualquer restrição efetiva. A qualidade e transparência dos dados submetidos pelas empresas também suscitam dúvidas: análises recentes revelam que mais de metade dos estudos utilizados não seguem padrões regulatórios consistentes.

Outro ponto central é a avaliação insuficiente dos efeitos combinados de misturas químicas. O REACH tende a analisar substâncias isoladamente, ignorando o chamado efeito cocktail, em que misturas de compostos aparentemente inofensivos podem causar sérios impactos sobre ecossistemas aquáticos e terrestres. Investigadores e organizações ambientais defendem a introdução de um mixture assessment factor para refletir melhor a realidade ecológica.

Estudos em ecotoxicologia demonstram que os dados de toxicidade ambiental no REACH são incompletos ou de baixa qualidade, o que dificulta a avaliação da pegada ecológica das substâncias. Isto tem implicações diretas na biodiversidade, na contaminação da água e do solo, e na saúde dos ecossistemas.

Além disso, há disparidades na aplicação entre Estados-Membros, o que fragiliza a coerência da proteção ambiental. A indústria, por seu lado, reconhece o valor do REACH, mas critica os custos e a burocracia associados.

1. Comissão Europeia / ECHA


Socio-economic analysis in REACH. Portal da ECHA que explica como são feitas as análises socioeconómicas para autorizações e restrições.

Evaluation under REACH. Página da ECHA que explica como funcionam os processos de avaliação (compliance check, substance evaluation, testing proposals).


2. Relatórios de avaliação económica ou de custo-benefício

SWD (2018) – Cost and benefit assessments in the REACH restriction dossiers. Este é um relatório da Comissão Europeia (Serviço de Apoio) que analisa os custos e benefícios das restrições propostas sob o REACH (Anexo XVII).

ECHA (2021) “REACH authorisation has positive health and environmental impacts”. Notícia / estudo de impacto socioeconómico que mostra que a exigência de autorização fez muitas empresas substituir substâncias muito preocupantes.

10 REACH Tests (ECHA) — relatório da EEB (European Environmental Bureau) com críticas sobre a metodologia socioeconómica da ECHA e propondo “10 testes” para melhorar a atuação da agência.


3. Críticas Académicas e Impactos Ambientais

1.Santos, A. C. T. e outros. Towards a more effective REACH legislation in protecting human health. Toxicological Sciences. Este artigo discute a lentidão do processo de avaliação/substância e a necessidade de decisões mais rápidas sob o REACH.

2.Spielmann, H. e outros   A critical evaluation of the 2011 ECHA reports on compliance with the REACH and CLP regulations and on the use of alternatives to testing on animals for compliance with the REACH regulation.  Este artigo faz uma crítica aos primeiros relatórios da ECHA sobre conformidade e uso de alternativas a testes em animais.


4. Beyer, Petersen, Song, Ruus, Grung, Bakke, Tollefsen (2014) — Environmental risk assessment of combined effects in aquatic ecotoxicology: a discussion paper. Efeitos combinados de contaminantes aquáticos; relação com REACH, Water Framework Directive (WFD) e Marine Strategy Framework Directive (MSFD).  Aborda desafios ecológicos concretos — misturas aquáticas, biodiversidade, várias espécies de fauna aquática

quarta-feira, 25 de junho de 2025

The Pentagon Is Using a Fabricated Chinese Threat to Build Genetically Engineered Soldiers


On April 8, a bipartisan commission chartered by Congress warned that China is rapidly advancing a terrifying new military threat: genetically engineered “super soldiers.”

The report by the National Security Commission on Emerging Biotechnology (NSCEB) urges the U.S. to respond with a sweeping effort to militarize biotechnology. It offers little concrete evidence that such Chinese programs even exist.

In the name of national security, Washington is now pushing for deregulation, massive government investment, and human experimentation. Experts say this effort echoes Cold War-era paranoia and threatens to erode ethical boundaries in science and warfare.

A Congressional Research Service fact sheet on the report claims its contents “describe how biotechnology could potentially revolutionize agricultural production in the U.S., transform U.S. health care, and change the future of computing power.” While that may sound promising, the report’s focus is overwhelmingly on using biotechnology for military purposes, including the creation of “genetically enhanced soldiers.” The report also states that “biotechnology’s impact on surveillance could be … transformative.”

The report argues that biology could revolutionize warfare just as airpower did in the 20th century, promising new advantages in stealth, logistics, and real-time physiological monitoring of soldiers. It calls for “a fundamental rethinking” of how the U.S. uses biotech in combat.

Biotechnology also promises new advantages in stealth and mobility. Dynamic biological camouflage, for instance, could shield warfighters from thermal detection, while wearable biosensors could adjust mission parameters based on real-time physiological data. Taken together, these advances demand a fundamental rethinking of how biology supports sustained, agile military operations, revolutionizing what it means to defend the U.S., including building for, nourishing, and healing forces in the field.”

The report argues that “winning” the global biotech race will “require de-risking the domestic production of defense-related biotechnology products” and changing “military specifications” to enable biotechnology companies to sell their products to the Pentagon more easily. Repeated references are also made to the need to “reduce or remove regulatory hurdles for familiar products.” Although the report never defines “familiar products,” the term may refer to controversial and experimental technologies such as CRISPR gene editing and mRNA therapeutics.

NSCEB also calls for large-scale “biological databases” to be treated as a “strategic resource.” It urges Congress to direct the Pentagon to build commercial facilities across the country to biomanufacture products deemed “critical for DOD needs.” The U.S. government “will need to shoulder some of the risk of early-stage financing for biotechnology and encourage private investment,” such as “[streamlining] regulatory processes to alleviate unnecessary burdens and accelerate the commercialization.”

The report’s tone is urgent, and lawmakers appear eager to act. One day after the report’s publication, NSCEB Chair Todd Young and Commissioners Alex Padilla, Stephanie Bice and Ro Khanna jointly introduced the National Biotechnology Initiative Act in both the House and Senate to “set in motion a whole-of-government approach to advancing biotechnology for U.S. national security, economic productivity, and competitiveness.”

Commissioners are urging “swift action” on militarizing biotech, “to protect U.S. national security.” In an accompanying press release, Vice Chair Michelle Rozo implored lawmakers to take action on the NSCEB report, stating, “Technology is not inherently good or bad, but who uses it matters.”

Independent researcher Jeff Kaye agrees with her statement. The U.S., which recently conducted extensive airstrikes in Yemen and continues to support Israel’s military campaign in Gaza, is, according to Kaye, a dangerous actor.

Independent journalist Peter Byrne tells MintPress News that the report reflects “the rationally untethered paranoid politics driving the ongoing weaponization and monetization of AI” in the U.S.

Byrne says that NSCEB’s speculative and scientifically questionable report “focuses on using so-called artificial intelligence to enhance the biologically violent capacities of government-backed and corporate-supported military forces—so-called “warfighters” who are increasingly being cyberized and treated, alongside targeted civilian masses, as expendable biologically augmented actors within what the report describes as an ‘Internet of Military Things.’

A Biotech Arms Race Built on Fear
The NSCEB’s composition raises additional concerns. The presence of both Democrats and Republicans on the Commission allows it to present itself as a bipartisan body. However, this obscures the fact that most commissioners aren’t neutral experts, but have deep ties to the Pentagon and U.S. intelligence community.

For example, Michelle Rozo serves as vice president of technology at In-Q-Tel, the CIA’s venture capital firm. The firm has invested heavily in biotechnology, almost since its inception.

According to her official NSCEB biography, Commissioner Dawn Meyerriecks “led the iconic CIA Directorate of Science and Technology…defining and delivering global capabilities beyond state-of-the-art.”

She also served on the NSA’s corporate board for over a decade. In that role, she helped the agency transition to the cloud and “[revamped] their approach to encryption.”

It is unclear if she crossed paths in that role with fellow board member Eric Schmidt, founder of Google, whose early development was supported by funding from intelligence agencies, including the CIA and NSA.

Google was a primary beneficiary of the post-9/11 U.S. national security state. A September 2021 report found that 77% of all government contracts awarded to the firm were related to the War on Terror.

This included developing the Maven program, which used AI to improve drone targeting, and counter-terrorism tools that disproportionately targeted Muslims on social media. Income from this program was key to supporting Google’s rise to global dominance.

Another notable member of the Commission is Dov Zakheim. A Pentagon journeyman who, during the Reagan administration, strived to ensure Israel was equipped with U.S.-made weapons and fighter jets at bargain rates, he was also a key member of the Project for the New American Century. In September 2000, the neoconservative think tank published “Rebuilding America’s Defenses.” The report promoted “the belief that America should seek to preserve and extend its position of global leadership by maintaining the preeminence of U.S. military forces.”

The document controversially suggested that ethnic bioweapons could “transform biological warfare from the realm of terror to a politically useful tool.” Zakheim was among its authors, along with fellow PNAC members Jeb Bush, Dick Cheney, Richard Perle, Donald Rumsfeld and Paul Wolfowitz. They later served as key advisers to President George W. Bush during the War on Terror.

“The marriage of biotechnology and U.S. national defense – war – policy harkens back to the U.S. crash program to create a usable germ warfare arsenal during the Korean War,” Jeff Kaye tells MintPress News. “Now the U.S. government wants to whip up a false fear about ‘genetically enhanced PLA super-soldiers’ in order to fund their own unprecedented attempt to create such soldiers themselves.” In the end, Kaye says, such programs primarily benefit military and technology contractors and raise serious ethical and strategic concerns.

The Myth of China’s Super Soldiers
In December 2020, then-U.S. Director of National Intelligence John Ratcliffe directly accused the Chinese government of “[conducting] human testing on members of the People’s Liberation Army in the hope of developing soldiers with biologically enhanced capabilities.” Despite providing no evidence, and the question of whether this is even scientifically possible being an obvious and open one, his comments triggered widespread media coverage, often uncritical, that persists to this day. Multiple outlets have published speculative accounts of Chinese advancements in gene-edited or technologically enhanced “super soldiers.”

Perhaps unsurprisingly, the NSCEB report repeatedly justifies the urgent need for U.S. investment in biotechnology with claims that Beijing is close to outpacing Washington in every aspect of the field. “China’s recent success across core biotechnology capabilities, including AI-driven drug discovery platforms and biomanufacturing, signals that they may soon eclipse us,” the report ominously cautions, “and if that happens, the U.S. may permanently lose its competitive edge. But the biggest threat, naturally, lies in the military sphere.

Nonetheless, the Commission appears uncertain on whether China has already made concrete moves in the direction of biotech weaponization, intends to, or is merely exploring the concept. For example, one passage states “our adversaries could [emphasis added] engineer ‘super soldiers’ with genetically enhanced physical capabilities.” Another speculates, “paired with new technologies like implanted brain-computer interfaces that tap directly into a soldier’s brain chemistry…‘super soldiers’ could [emphasis added] attack our military – before our leaders can even act.”

Elsewhere, though, the Commission firmly declares it has “every reason to believe that the CCP [sic] will weaponize biotechnology,” including the creation of “biotechnology-powered troops,” citing a highly questionable October 2024 State Department report drawn up by arch anti-China hawks as proof. The report speculates that traditional technologies like drone warfare could pale in comparison to “genetically enhanced PLA super-soldiers with fused human and artificial intelligence.”

While super soldiers may sound like science fiction today, in reality the CCP [sic] has long called for ‘population improvement’, and has backed research into topics like the genetic basis of intelligence.”

The conclusion is highly debatable and lacks substantiating evidence.

In March 2003 a then-senior member of the National Committee of the Chinese People’s Political Consultative Conference (CPPCC), a purely advisory body without any legislative power, called for “better protection of the health of baby girls,” and “the need of start [sic] a project to cure deformed baby girls or girls born with slight defects.” Then, the Commission points to a 2022 report from Berlin’s Max Planck Society for the Advancement of Science.

The report notes that while China is a pioneer in the emerging field of Germline Genome Editing, its experiments have exclusively focused on eradicating genetic diseases and hereditary disabilities. These experiments involve changes to DNA in egg, sperm or embryo cells—a still-controversial area of research.

Moreover, the report stresses that other countries – including Britain and the U.S. – have undertaken comparable experiments, and Beijing adheres to a rigorous regulatory framework in all its GGE testing.

The Society notes that in November 2018, a Chinese scientist and two collaborators independently created genetically edited babies without government approval or oversight. As a result, they were jailed for “illegal medical practices” and violating national regulations on biomedical research and medical ethics. The report contains no indication that this research is intended for military use, begging the question of how the Commission concluded from its findings that “super soldiers” are an intended result of China’s GGE experiments.

Human Enhancement and Military Obedience
Although the NSCEB report includes a recommendation for ethical oversight, a leading recommendation in the NSCEB report is for the Pentagon “to consult with stakeholders to define principles for ethical use of biotechnology for the U.S. military.” However, the accompanying text runs to just over 250 words and offers no explanation or definition of ethics in this context, let alone examples or concrete proposals for countering them. It simply states the investment must reflect the U.S. military’s “commitment to American values,” without defining what those values are or how they should be measured in practice.

Nonetheless, the Pentagon is encouraged to consider “Biotechnologies for warfighter performance optimization.” These include performance-enhancing technologies, policies for informed consent, and discussion of potentially heritable genetic treatments.

This raises only a fraction of the broader ethical questions surrounding the militarization of biotechnology.

As Peter Byrne tells MintPress, “the professional China-demonizing ‘authorities’ are calling for diverting the USA’s increasingly diminishing funds for projects aimed at benefiting society at large, for weaponizing disease and genetics with the sole goal of killing millions of people for profit by the very few. There is no ‘ethical’ stance to take in undertaking a fundamentally murderous and technologically stupid project, which is bound to backfire, except to recoil from it as a hot iron.”

The report does urge the Pentagon to ensure soldiers give informed consent to any genetic enhancements. The “reversibility” of ‘enhancements’ to which they are subjected suggests that the NSCEB’s program will – at least publicly – adhere to basic medical standards. Yet, a deeply disturbing May 2021 Britain’s Ministry of Defence report on “human augmentation” raises grave concerns about “consent” in military contexts:

Consent in the military is necessarily different to consent in wider society due to the unique relationship between subordinates and their superiors. It could be difficult for military personnel to give sufficiently voluntary and informed consent due to a tendency to follow orders over individual interest. Would a Service person who refused to be augmented be guilty of disobeying a lawful command?”

The report stressed that “establishing advantage” in human augmentation was urgent. It claimed the role of people in war was “being challenged in three key areas: data, complexity and speed.” Human augmentation, it added, was “the missing part of this puzzle.”

It went on to advocate wearable technologies, psychedelic drugs, gene editing, exoskeletons, sensory augmentation devices, and invasive implants such as “brain interfaces” be considered for administration to soldiers by the British military post-haste. “Adversaries” supposedly outpacing London in the field was a core justification.

That the British M.O.D. published almost identical findings to NSCEB four years ago amply demonstrates how Western governments and military thinkers have been obsessed with weaponizing the human body and mind for some time. Their public pronouncements and formally published, open-source plans offer far more concrete, chilling indications of developments in this field than have ever emerged from China. For example, NATO’s ‘Innovation Hub’ during 2020/21 published a number of bizarre papers and convened several conferences on the subject of “cognitive warfare.”

The Hub’s purpose was to explore “militarisation of brain science” and answers to the burning question of how to overcome perceived biological limits to human performance.

Most of the associated paper trail has suspiciously been removed from the web. However, documents it published outlined numerous ways in which the “human domain” could be added to established spheres of conflict, such as “air, land, sea, space and cyber.”

It resolved for NATO to aim for “cognitive warfare” dominance globally by 2040.

In a surreal twist, the Hub consulted several “futurists” to sketch fictional scenarios, whereby this objective could be achieved. One paper outlined a fictional scenario in which, by 2039, autopsies conducted on Chinese soldiers killed in skirmishes with U.S. and Australian troops over a Silk Road initiative in Zambia would find the corpses were “supra-human,” or genetically augmented beyond typical human capacity, the product of gene-editing in a lab that would give them enhanced muscle capacity, night vision, and “resistance to sleep deprivation, thirst, extreme heat and humidity.”

The incident, the author forecast, would trigger a “cognitive war” under NATO’s Article 5. It was not long after this highly speculative and implausible fiction was published that Ratcliffe made his claims about China developing “super soldiers,” suggesting that Ratcliffe’s remarks may have drawn inspiration from speculative NATO material.

If NSCEB’s report is fully adopted, many of the Innovation Hub’s most alarming proposals could edge closer to reality.

Aaron Good, founder of American Exception, argues the implications of the report are dire and reflect deeper dysfunction in U.S. governance.

This enterprise is so sinister and horrifying, it is not something that should be considered in an advanced civilization. But since we live under a lawless and exploitative oligarchic regime whose only real imperatives are to perpetuate itself and to aggrandize the wealth and power of its oligarch owners, this is what we get.”

“We must hope some constellation of internationalist powers can transcend the regime of the West,” Good says, concluding that the U.S.-led global order is unlikely to yield power without resistance.

As during the Cold War—when exaggerated claims of Soviet nuclear superiority and Chinese brainwashing triggered decades of arms races and human experimentation—U.S. policymakers are again invoking the specter of enemy-state superpowers to justify ethically murky and potentially illegal programs. Echoes of past atrocities like MKULTRA are unmistakable, raising the question of whether some biotech enhancement experiments may already be underway in secret.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Como reduzir a exposição a microplásticos



Muito do que consumimos hoje em dia contém plástico, ou melhor, microplásticos, pequenas partículas com menos de cinco milímetro que são invisíveis a olho nu. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Victoria, no Canadá, apontou que a ingestão dessas partículas varia de 74 mil a 121 mil partículas por ano por pessoa, conforme idade, sexo e hábitos de consumo.

O impacto disso sobre a saúde humana ainda não é totalmente compreendido, mas existem indícios de que é bastante prejudicial. Alguns estudos já demonstraram associação com doenças cardiovasculares, câncer, desequilíbrio hormonal, falhas no desenvolvimento fetal, infertilidade e lesões celulares, entre outras condições.

Os microplásticos, atualmente, estão presentes na água, no ar e no solo, e é por isso que chegam aos alimentos e, também, a itens cotidianos como cosméticos, embalagem e até roupas. Apesar dessa onipresença, há maneiras de evitá-los. Confira, a seguir, 8 dicas:

1-Evite utilizar utensílios de plástico
Produtos como potes, garrafas, tábuas de corte e copos feitos de plástico podem transferir microplásticos para alimentos e bebidas. No caso da tábua, um estudo da American Chemical Society (ACS) mostrou que elas podem expor os seres humanos a até 79,4 milhões de microplásticos de polipropileno - um tipo de polímero plástico - por ano. Sempre que possível, opte por utensílios de vidro, silicone ou aço inoxidável (inox).

2-Não coloque recipientes plásticos no micro-ondas
Quando aquecidos no forno de micro-ondas, os recipientes de plástico podem libertar quantidades significativas de microplásticos nos alimentos. Um estudo realizado em 2023 por cientistas da Universidade de Nebraska-Lincoln, dos Estados Unidos, encontrou até 4 milhões de microplásticos por centímetro quadrado em certos alimentos para bebês embalados em plástico que podem ser levados ao micro-ondas.

3-Substitua os enlatados e os alimentos embalados em plástico
As latas geralmente são revestidas com produtos químicos como BPA (Bisfenol A), um conhecido desregulador do sistema endócrino, ou outras alternativas de plástico que podem contaminar o conteúdo. Os alimentos vendidos em embalagens plásticas nos supermercados, incluindo processados e mesmo frutas e verduras, também têm risco de serem contaminados pela liberação de microplásticos. Se possível, evite enlatados e alimentos embalados em plástico.

4-Filtre a água que irá beber ou cozinhar
Tanto a água engarrafada quanto a água da torneira podem conter microplásticos. Por isso, a indicação é utilizar um filtro. Invista num de alta qualidade e certificado, capaz de remover partículas de microplástico da água.

5-Reduza o consumo de frutos do mar
Mariscos, mexilhões ostras e vieiras tendem a ter mais microplásticos porque os pegam da água. Esses seres acabam ingerindo as partículas que estão na água e aí, quando os consumidos, ingerimos também. Opte por peixes selvagens e frutos do mar de fontes confiáveis que sejam coletados usando práticas de pesca sustentáveis.

6-Fique atento aos chás
Muitas marcas de chá usam plástico em seus saquinhos para vedá-los, e o material pode passar para a bebida quando a água quente é adicionada. Tenha atenção na hora de comprar, dando preferência para os chás que vem em saquinhos de algodão ou linho orgânicos. Ou, então, prefira adquirir as folhas naturais de chá e utilize coador de metal para preparar.

7-Escolha alimentos frescos e integrais
Tente comer mais alimentos frescos, como frutas, vegetais, grãos, feijões, nozes, ovos e carne, sobretudo os que não são vendidos em embalagens plásticas. Sempre opte por uma dieta integral, rica em alimentos orgânicos, proteína de qualidade e gorduras saudáveis.

8 - Opte por produtos naturais
Roupas de fibras naturais, como algodão, lã e linho, liberam menos fibras microplásticas em comparação com os tecidos sintéticos (poliéster e náilon, por exemplo). No caso de produtos de limpeza, muitos contém elementos plásticos, então, aposte no vinagre e no bicarbonato de sódio. E, em relação aos cosméticos, e maquiagens, verifique os rótulos com cuidado e garanta que não contenham microplásticos adicionados, como politetrafluoretileno (PTFE) ou do polietileno (PE).

Ler ainda mais:
How to Reduce Exposure to Microplastics

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Dia Mundial Do Ambiente 2024: Nós Somos A Geração Restauro

O restauro da terra, o combate à desertificação e a resiliência à seca são os temas do Dia Mundial do Ambiente 2024 que se celebra hoje, 5 de junho!
As comemorações deste dia pretendem impulsionar a ação global para o cumprimento das metas de restauro de grandes porções da Terra, protegendo a natureza e desacelerando as alterações climáticas, e levando ao aumento dos meios de subsistência e segurança alimentar de milhares de milhão de pessoas em todo o mundo.
Nós somos a Geração Restauro, não podemos voltar o tempo atrás, mas podemos fazer crescer florestas, reabilitar a disponibilidade de água e contribuir para a recuperação do solo para as gerações presentes e futuras.
Mais informações: aqui

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Alterações climáticas colocam em risco a dieta das baleias


Um novo estudo conduzido pela Universidade Griffith prevê que as alterações climáticas futuras poderão perturbar a dieta rica em krill que as baleias jubarte do hemisfério sul consomem.

Jasmin Groß, que conduziu o estudo como candidata a doutoramento no Centro de Saúde Planetária e Segurança Alimentar da Griffith, analisou ácidos gordos e isótopos estáveis de amostras de gordura e pele de cinco populações diferentes de baleias jubarte do hemisfério sul.

Estes níveis foram depois comparados com os da sua presa principal, o krill do Antártico.

A equipa descobriu que, embora existissem diferenças distintas nos perfis bioquímicos, a dieta de todas as populações de baleias jubarte testadas era o krill do Antártico, que proporciona uma dieta com elevado teor de gordura, ideal para o estilo de vida migratório destas populações, afirmou Groß.

“O estilo de vida migratório das baleias jubarte requer uma produtividade previsível do ecossistema e, por isso, podemos esperar que as populações que se alimentam em áreas sujeitas aos impactos mais fortes das alterações climáticas tenham mais probabilidades de mostrar os primeiros sinais de um afastamento da sua dieta de krill de alta qualidade”, afirmou.

“Atualmente, não há provas de um afastamento de uma dieta de krill de alta qualidade, mas o sinal isotópico caraterístico que descobrimos nas baleias que se alimentam em áreas produtivas de ressurgência ou na zona marginal de gelo marinho implica que futuras reduções na extensão e duração do gelo marinho e o aumento da temperatura do oceano podem afetar sua ecologia alimentar”, acrescentou.

Biópsias de pele e gordura de baleia jubarte foram coletadas em agosto e setembro de 2019 em ou perto das respetivas áreas de reprodução no Brasil, Austrália Ocidental e Oriental, Nova Caledônia e Colômbia.

As amostras de krill foram recolhidas em zonas de alimentação a bordo de três navios diferentes entre janeiro e março de 2019.

Groß afirmou que a importância deste estudo, ao confirmar que cada população seguiu uma dieta de krill antártico de elevada fiabilidade, pode ser utilizada como conhecimento de base para avaliar a extensão dos impactos das alterações climáticas nas zonas de alimentação em estudos futuros.

O estudo “No distinct local cuisines among humpback whales: A population diet comparison in the Southern Hemisphere” foi publicado na revista Science of the Total Environment.

domingo, 12 de maio de 2024

Sobras têm valor



Onde coloco as saquetas de chá e de café usadas?

Opção 1 – No lixo comum
Opção 2 – No contentor amarelo das embalagens
Opção 3 – No contentor castanho das sobras alimentares

Se respondeu a opção 3 está correto! Mas apenas as saquetas de papel com as borras de chá ou café, pois são biodegradáveis. Só assim as suas sobras têm valor.
Em resumo: no contentor castanho deve colocar apenas sobras alimentares e alimentos impróprios para consumo. Evite sacos e resíduos de plástico e despeje as sobras diretamente no contentor mais próximo da sua casa.

✅ O que Colocar:
🥖 Sobras de pão, bolos, bolachas
🥑 Legumes, frutas
🐟 Carne, peixe (confecionados ou não)
🥚 Cascas de ovos, borras de café, saquetas de chá
🤧 Guardanapos e toalhas de papel

🍎 Separe corretamente! Reduza o desperdício, economize recursos e participe!

sábado, 4 de novembro de 2023

O glifosato causa leucemia nas primeiras fases da vida


Em Bolonha, Itália, acaba de ser apresentado um estudo toxicológico multi-institucional, internacional e de longo prazo , que concluiu que “baixas doses de herbicidas à base de glifosato causam leucemia em ratos. É importante destacar que metade das mortes por leucemia identificadas nos grupos de estudo ocorreram em idade jovem”, afirma o comunicado oficial que acompanhou a apresentação.

Os dados, apresentados quarta-feira, 25 de outubro, foram divulgados na conferência científica internacional “Ambiente, trabalho e saúde no século 21: estratégias e soluções para uma crise global”, e fazem parte do Estudo Global do Glifosato (GGS) .

No estudo apresentado, os pesquisadores administraram glifosato sozinho e duas formulações comerciais, Roundup BioFlow (MON 52276) usado na UE e Ranger Pro (EPA 524-517) usado nos Estados Unidos, em ratos através da água potável desde a vida pré-natal em doses. de 0,5, 5 e 50 mg/kg de peso corporal/dia.

Daniele Mandrioli, coordenadora do Estudo Global sobre Glifosato e diretora do Instituto Ramazzini, observou que “aproximadamente metade das mortes por leucemia observadas em ratos expostos ao glifosato e aos herbicidas à base de glifosato ocorreram em menos de um ano de idade”.

As descobertas questionam fortemente a base que permite o uso do herbicida. Estas doses utilizadas no estudo são atualmente consideradas seguras pelas agências reguladoras e correspondem à Ingestão Diária Aceitável (DDA) da União Europeia (UE) e ao Nível de Efeito Adverso Não Observado da UE (Noael) para o glifosato.

Mandrioli anunciou que todo o estudo será publicado em breve e explicou o motivo desse avanço. “Essas descobertas são de tal relevância para a saúde pública que decidimos que era vital apresentá-las agora, antes da publicação. Os dados completos serão disponibilizados ao público e submetidos para publicação em revista científica nas próximas semanas.”

O Estudo Global sobre Glifosato é o estudo toxicológico mais abrangente já realizado sobre glifosato e herbicidas à base de glifosato. Examina os impactos do glifosato e dos herbicidas à base de glifosato na carcinogenicidade, neurotoxicidade, efeitos multigeracionais, toxicidade de órgãos, desregulação endócrina e toxicidade no desenvolvimento pré-natal.

O GGS publicou anteriormente um estudo piloto mostrando toxicidade endócrina e reprodutiva em ratos em doses de glifosato atualmente consideradas seguras pelas agências reguladoras dos EUA (1,75 mg/kg de peso corporal/dia). Estas descobertas foram posteriormente confirmadas numa população humana de mães e recém-nascidos expostos ao glifosato durante a gravidez.

As descobertas do GGS sobre a toxicidade do glifosato para o microbioma , que foram revisadas por pares e publicadas no final de 2022 e apresentadas ao Parlamento da União Europeia em 2023, também mostraram efeitos adversos em doses atualmente consideradas seguras na UE (0,5 mg/kg). peso corporal/dia, equivalente à ingestão diária aceitável na UE).

O GGS é coordenado pelo Instituto Italiano Ramazzini e conta com a participação de cientistas da Europa, dos Estados Unidos e da América do Sul. As universidades americanas participantes são Boston, Icahn Medicine at Mount Sinai, George Mason e California. Também participaram a Universidade de Pádua (Itália), o King's College (Reino Unido), Copenhague (Dinamarca) e a Universidade Federal do Paraná (Brasil).

“ Renovar a licença do glifosato é completamente ilegal”
O glifosato foi classificado como provável carcinógeno humano em 2015 pela mais alta autoridade mundial em câncer, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC) da OMS. Apesar desta afirmação, a maioria das agências reguladoras, incluindo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), continuam a permitir o uso do perigoso herbicida.

O avanço dos resultados do GGS ocorre no âmbito da renovação da licença do herbicida glifosato na União Europeia que está a ser definida nestes meses. Uma decisão que mantém a atenção de todos os países membros da UE, mas também de toda a comunidade internacional que procura erradicar o perigoso herbicida mantido no mercado pelas mais importantes empresas agroquímicas do mundo.

Assim que foram conhecidos os dados do estudo, da Alemanha, o toxicologista Peter Clausing, membro da Pesticide Action Network (PAN), num comunicado daquela organização, afirmou: “Este estudo de alta qualidade precisa de toda a atenção das autoridades europeias. , pois fornece novas evidências alarmantes que corroboram descobertas anteriores sobre os efeitos cancerígenos do glifosato no sistema linfático observados em estudos com ratos e em estudos epidemiológicos em humanos.

Por sua vez, Angeliki Lysimachou, Diretora de Ciência e Política (PAN Europa) concluiu: “O estudo sublinha que a renovação da licença do glifosato é mais do que questionável, é completamente ilegal. As autoridades da União Europeia cometeram um grande erro ao concluir que o glifosato e a sua formulação representativa são seguros. “O passo certo agora é a UE retirar a atual proposta de reautorização e pressionar para que ela não seja renovada.”

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Global Wave of Climate Action


15.000 scientists:

We are venturing into uncharted climate territory
20 of the 35 vital signs are now showing record extremes
Such anomalies may become more frequent and could have increasingly catastrophic impacts

Energy:
Fossil fuels remain dominant
Carbon emissions have continued soaring
Annual coal consumption reaching a near all-time high

Forests:
Global tree cover loss rate declined 9.7%
Humanity is not on track to end and reverse deforestation by 2030
Forests are increasingly threatened by powerful climate feedback loops

Global mean greenhouse gases and temperature:
CO2 is now at 420 ppm (Far above the save limit of 350 ppm)
Carbon dioxide, methane, and nitrous oxide—are all at record levels
2023 is on track to be one of the hottest years on record

Oceans and ice:
Ocean acidity, glacier thickness, and Greenland ice mass all fell to record lows
Sea level rise and ocean heat content rose to record highs
Atlantic meridional overturning circulation could pass a tipping point and start to collapse this century

Climate impacts and extreme weather:
Deadly flash floods in northern India
Record-breaking heat waves in the United States
Exceptionally intense Mediterranean storm that killed thousands of people
China experienced its heaviest rainfall in at least 140 years

Economics:
Economic growth, as it is conventionally pursued, is unlikely to allow us to achieve our social, climate, and biodiversity goals
Technological advancements often fall short in mitigating the overall ecological footprint of economic activities

Stopping warming: efforts must be directed toward
Eliminating emissions from fossil fuels and land-use change
Increasing carbon sequestration with nature-based climate solutions
We should not rely on unproven carbon removal techniques

Stopping coal consumption:
Global coal consumption is near record levels
Coal usage in China has accelerated rapidly in the past decades

Food security and undernourishment:
Undernourishment is now on the rise
735 million people faced chronic hunger
Hunger could escalate in the absence of immediate climate action
Risks of synchronized harvest failures caused by increased waviness of the jet stream
Efforts are needed to improve crop resilience and resistance to heat, drought, and other climate stressors
A shift toward plant-based diets could improve global food security and help mitigate climate change

Justice:
Impacts of climate change are already catastrophic for many
They disproportionately affect the world's most impoverished individuals
Strive for a convergence in per capita resource and energy consumption

Conclusions:
The truth is that we are shocked by the ferocity of the extreme weather events in 2023
We are afraid of the uncharted territory that we have now entered
This is our moment to make a profound difference for all life on Earth
Possibilities such as a worldwide societal breakdown are feasible and dangerously underexplored
By 2100 an estimated 3 to 6 billion individuals might find themselves confined beyond the livable region
Climate emergency is systemic, existential threat
Challenge the prevailing notion of endless growth and overconsumption
Advocate for reducing resource overconsumption
Transformation of the global economy to prioritize human well-being
Every further 0.1°C increase in future global heating cannot be overstated
Rather than focusing only on carbon reduction and climate change, addressing the underlying issue of ecological overshoot will give us our best shot at surviving

Relatório do estado do clima em 2023. Entrar em território desconhecido