segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Falta tempo ao futuro, sobre o documentário - "2077: 10 segundos para o Futuro"

O documentário da RTP em quatro episódios 2077: 10 Segundos para o Futuro oferece ao grande público uma oportunidade de reflexão - fundamentada cientificamente e esteticamente sugestiva - que é rara no panorama televisivo não só em Portugal como em qualquer outro país. Os dois primeiros episódios colocam os espectadores perante duas projeções aparentemente contraditórias dos próximos 60 anos. No primeiro capítulo, dedicado às tecnociências emergentes e em crescimento exponencial - tecnologias de comunicação e informação, biotecnologias, nanotecnologias, robótica e inteligência artificial -, as avenidas do porvir abrem-se promissoras: maior esperança de vida, uma saúde mais eficaz e personalizada, ampliação das capacidades cognitivas individuais através de uma espécie de benigna eugenia digital. No segundo episódio, pelo contrário, o horizonte das três próximas gerações afigura-se perigosamente sombrio. Incidindo sobre o estado vital do planeta, o episódio debruça-se, com objetividade e clareza, sobre as agressões estruturais que a ação humana está a causar ao planeta. Não são danos secundários, mas feridas sistémicas de alcance existencial, como a sexta extinção da diversidade biológica e as alterações climáticas abruptas causadas pelo excesso de gases de efeito estufa na atmosfera emitidos pela nossa espécie.

Os dois cenários são ambos rigorosos, contudo, como é fácil de compreender, não são simultaneamente compatíveis. A realidade futura não admitirá a coexistência entre altos níveis de qualidade de vida individual e um planeta ecologicamente devastado e em desequilíbrio. O futuro não está fechado, por isso mesmo os estudos prospetivos, longe de serem estórias de adormecer, devem ajudar-nos a separar o possível realista da mera fantasia irrealizável. Não me parece que a sobrevivência pura e simples da humanidade esteja em causa, contudo, está em risco a continuidade de uma civilização complexa e sofisticada, capaz de distribuir a justiça e minorar o sofrimento. Para evitar o pior, precisamos de ultrapassar a nossa confiança cega na tecnologia. Não chegaremos ao melhor 2077 possível se não investirmos na educação ética dos cidadãos, na melhoria das instituições e no fomento de uma cultura política da participação cívica e da solidariedade global. Aqueles que apostam tudo na tecnologia deveriam lembrar--se do paradoxo tecnológico da II Guerra Mundial. As melhores armas desenvolvidas entre 1939 e 1945, com a exceção da bomba atómica, foram produzidas pela Alemanha. Os melhores submarinos, os melhores carros de combate (como o Tiger e o Panther), os primeiros aviões a jato (Heinkel He 178), os primeiros equipamentos de visão noturna, os primeiros mísseis de cruzeiro (V1), os primeiros mísseis balísticos (V2) Contudo, e apesar das suas pioneiras "armas secretas", a Alemanha perdeu a guerra. Os erros políticos e estratégicos na condução da guerra, multiplicando as frentes, subestimando os inimigos e sobrestimando as forças próprias, esmagaram os ganhos da superioridade tecnológica e do talento militar, esgotaram o espaço de manobra que é uma condição indispensável para a vitória.

Hoje, na nossa guerra por um futuro sustentável, que deveria ser em nome de toda a humanidade, estaremos condenados a vegetar miseravelmente se estivermos à espera do último grito da tecnologia antes de arriscar um passo em frente. Se quisermos ganhar o tempo que nos falta para viabilizar um futuro digno temos de começar desde já a fazer as escolhas políticas justas e as decisões moralmente válidas.

Todos os episódios aqui

Além do petróleo e gás, a Rússia dá cartas nestas matérias-primas

A invasão russa da Ucrânia, e uma torrente de sanções internacionais a cair sobre a Rússia, deixa em risco o abastecimento de diversas minérios e matérias-primas. Elementos, como o níquel e o alumínio, estão em máximos históricos.

Além do petróleo e do gás natural, a Rússia tem um papel de relevo na exportação de diversos outros ativos. Face às sanções económicas já em vigor, e em função da eventualidade de uma terceira ronda de sanções europeias contra Moscovo, diversos ativos já começaram a subir de preço. Em seguida divulgamos uma lista de algumas das principais exportações russas, como paládio, platina e trigo.
 Além do petróleo e gás, a Rússia dá cartas nestas matérias-primas© Swipe News, SA Além do petróleo e gás, a Rússia dá cartas nestas matérias-prima
Paládio
A Rússia é o maior exportador de paládio a nível mundial com uma participação de 45,6% no mercado global. Embora o metal, usado na indústria automóvel e em joalharia, tenha desvalorizado esta sexta-feira cerca de 6,7% no mercado de futuros, para os 2.336,02 dólares a onça, este ativo valorizou cerca de 23% desde o início de janeiro, segundo dados da Investing.com. A Nornickel, empresa de mineração russa, é a maior produtora mundial de paládio.

Platina
À semelhança do paládio, a Nornickel é também uma das principais produtoras de platina na Rússia, tendo produzido cerca de 641.000 onças em 2021. Desde inícios de janeiro que o metal valorizou 8,6%, passando dos 970 dólares por onça, para os 1054 dólares.

Ouro
O ouro russo provém maioritariamente de empresas como a Polyus e a Polymetal, sendo que o país é o terceiro maior exportador a nível mundial, a seguir à Austrália e China. Segundo dados do World Gold Council, o ouro russo chegou às 3.500 toneladas em 2021.

Desde janeiro que este ativo de refúgio tem valorizado, com uma subida acentuada a partir do dia 28 desse mês. Enquanto o ouro estava nos 1.830 dólares a onça no início do ano, agora encontra-se nos 1.886 dólares com uma subida de 3%.

Petróleo
Apesar do barril de petróleo já se encontrar em subida à boleia da transição energética, esta subida é agora agravada com o confronto na Ucrânia. Desde o início do ano que o barril de Brent valorizou cerca de 18%, passando dos 79 dólares para os 93,5.

Gás
Após a interrupção da certificação do gasoduto Nord Stream 2 pela Alemanha, e a invasão russa, o mercado de gás natural começou de imediato a subir vertiginosamente. A Rússia exporta cerca de 6,2% do gás natural a nível mundial, contudo, o país fornece cerca de 40% do gás natural europeu, avança Reuters (acesso condicionado / conteúdo em inglês). Apesar do gás natural estar a desvalorizar cerca de 3,5% esta sexta-feira, desde o início do ano que aumentou cerca de 17,7% no mercado de futuro.

Níquel
O níquel russo provém maioritariamente da Nornickel, sendo que a empresa produziu cerca de 193.006 toneladas do componente em 2021. O minério usado na produção de aço inoxidável está hoje nos 24.680,50 dólares. Em janeiro o metal encontrava-se nos 21 mil dólares, pelo que sofreu uma valorização de 17%.

Trigo
As exportações de trigo proveniente da Rússia e da Ucrânia correspondem a um valor combinado de 29% das exportações globais. A cotação do trigo no mercado de futuros de Londres estava nas 219,70 libras por tonelada em inícios de janeiro, embora esteja agora nas 243,75 libras, uma subida de cerca de 11% com tendência para continuar.

Alumínio
A Rusal é a maior produtora de alumínio na Rússia e o seu preço já disparou para o valor mais alto da última década. Uma tonelada de alumínio esteve esta sexta-feira nos 3.406 dólares, um aumento de 0,34% desde a última sessão, mas um aumento de cerca de 20% desde os 2.834 dólares registados no início do ano.

Carvão
A Rússia exporta cerca de 3,5% de todo o carvão mundial, e embora a transição energética planeie eliminar progressivamente o seu uso, o carvão valorizou cerca de 51,5% desde o início do ano no mercado de futuros. Com este aumento, o carvão passou efetivamente dos 157 dólares para os 239 dólares no Newcastle Coal Futures.

Cobre
O cobre refinado russo correspondeu a cerca de 920.000 toneladas em 2021 segundo o United States Geological Survey (USGS), sendo que 406.841 toneladas vieram da Nornickel. As empresas de mineração UMMC e RCC são as maiores produtoras russas de cobre a seguir à Norcnickel, sendo que o país exporta principalmente para a Europa e Ásia. Desde o início do ano que o preço do cobre oscila com algumas subidas e descidas acentuadas, mas o seu valor desde então, no mercado de futuros, subiu cerca de 0,46% para os 4,48 dólares.

Prata
As exportações russas de prata equivalem a cerca de 2,6% da produção mundial, sendo que este metal desvalorizou cerca de 2,32% esta sexta-feira, face aos valores registados no dia anterior com o início da invasão. Apesar da descida, e à semelhança dos restantes ativos, a onça de prata chegou aos 24,115 dólares nesta sexta-feira, um aumento de 3,47% desde inícios de janeiro, altura em que rondava os 23,3 dólares.

Fonte: aqui

Derrota mútua assegurada



Por Viriato Soromenho-Marques - DN, 26 Fevereiro 2022
Entre a chegada de Gorbachev ao poder em Moscovo (1985) e a dissolução da URSS (1991) assistimos a um acontecimento sem paralelo na história mundial: um império colocou à frente da sua própria sobrevivência, o interesse da humanidade, evitando uma guerra nuclear generalizada que conduziria a uma "destruição mútua assegurada" (mutual assured destruction). A liderança de Gorbachev salvou a paz no mundo, mas com um custo doloroso para a o povo russo. Na nova Rússia, do centralismo estalinista e de economia planificada, transitou-se para um centralismo autocrático e para um capitalismo brutal e oligárquico. Entre 1991 e 1994 a esperança de vida na Rússia diminuiu 5 anos... Do lado ocidental, depois da simpatia inicial por Gorby, ganhou a tese de que a Rússia tinha perdido a guerra-fria, podendo doravante ser ignorada. Apesar das promessas de que a reunificação da Alemanha não implicaria o alargamento para leste da NATO, a verdade é que esta se efectuou em duas fases principais (1999 e 2004), integrando uma dezena de aliados do ex-Pacto de Varsóvia, e mesmo ex-repúblicas soviéticas, como foi o caso dos Estados bálticos. Como brilhantemente percebeu José Medeiros Ferreira (ver seu artigo de 20-02-2007 no DN), num "discurso histórico" numa conferência de segurança em Munique (10-02-2007), Putin interrompeu 15 anos de "hibernação" russa: os interesses e a segurança da Rússia não poderiam continuar a ser ignorados nas decisões dos EUA e aliados. Contudo, em 2008, a Geórgia e a Ucrânia foram convidadas a aderir à NATO.

A breve guerra desse ano na Geórgia, e a anexação da Crimeia em 2014, mostraram que Putin tinha falado a sério em 2007: a Rússia traçou uma linha vermelha à expansão de uma aliança militar, que considerava fazer perigar a sua segurança nacional. O desastrado ativismo bélico da NATO e dos EUA nos últimos 20 anos, num proselitismo democrático coberto de sangue e ruínas, no Afeganistão, Iraque ou Líbia, ajudou a consolidar as reservas de Moscovo.

Contudo, as razões russas contra a surdez da NATO, não legitimam a ofensiva bélica em curso na Ucrânia. A desmesura dos meios usados, esmaga a eventual bondade dos fins. A "neutralização" de Kiev pela via das armas constitui um gesto inverso àquele de Gorbachev: Putin está a arriscar a paz mundial para fazer prevalecer a sua visão de interesse nacional. E fá-lo, com uma determinação desesperada, depois do fracasso do objectivo russo de fazer da Ucrânia, nas fronteiras anteriores a 2014, uma nova Finlândia, aceite por Moscovo e pelo Ocidente. Impedir a NATO de ficar com Sebastopol, ou anexar as regiões de maioria russa em Donetsk e Lugansk, não são sinal de uma vitória russa, mas uma perigosa operação de resgate de salvados. O que se vai seguir será uma incerta escalada de perdas e danos.

As sanções vão fazer sofrer tanto a Rússia, quanto os seus promotores, em particular a União Europeia. Os tambores de guerra vão sobrepor-se à prioridade mundial do combate à crise ambiental e climática, que exige uma necessária e urgente cooperação compulsória entre todas as grandes potências. Desde a crise dos mísseis de Cuba que nunca estivemos tão perto de uma situação em que um desaire, um erro de análise, uma ferida narcísica perante a perspectiva de uma derrota convencional, possa fazer descarrilar o conflito para o patamar nuclear. Mais do que nunca é preciso que a lucidez prudente prevaleça sobre a precipitação e o ressentimento.

Ler mais:

Assistir a este debate:

Documentários para perceber a Guerra na Ucrânia
1. Como é que chegámos aqui?
2. The Putin Files
3. Putin´s Way
4. Putin´s Revenge
5. Ucrânia em chamas - Ukraine On Fire 2016 Oliver Stone - Legendas disponíveis em português CC

Cinco municípios PCP e PS, votam claramente contra a Invasão Russa da Ucrânia, em contraciclo com a Direção Nacional do PCP, que insiste na "ocupação territorial" e acusa a NATO e UE.

Count Down: How Our Modern World Is Threatening Sperm Counts, Altering Male and Female Reproductive Development, and Imperiling the Future of the Human Race

Webinar 
Slides & Resources

Slides

Shanna Swan: Count Down: How Our Modern World Is Threatening Sperm Counts, Altering Male and Female Reproductive Development, and Imperiling the Future of the Human Race.
Resources

Swan, Shanna. (2021). Count Down: How Our Modern World Is Threatening Sperm Counts, Altering Male and Female Reproductive Development, and Imperiling the Future of the Human Race. Simon and Schuster.

 

When Dr. Shanna Swan first read a report about declining sperm counts that was published in 1992, she was skeptical but intrigued. She spent the subsequent 25 years investigating this alarming drop, first looking for ways to explain it away, and when she could not, looking for the “bad actors” that could explain this real and persistent decline. During this quest, Dr. Swan learned about the devastating power that chemicals, hidden but prevalent in our daily lives, have in altering men’s and women’s ability to conceive and deliver a healthy baby. She learned that these chemicals do far more than just lower sperm count; they take a toll on many aspects of our health and longevity, as well as that of future generations. What Dr. Swan found was so disturbing that she felt compelled to write Count Down in the hope that she could be heard outside the scientific community and hopefully motivate the action this reproductive and environmental crisis demands. During this webinar she shared highlights of that journey and read some excerpts from Count Down. Dr. Swan hopes to convince you (beyond reading the book) that the threats she describes are real and imminent and must be addressed now.

This webinar is one in a monthly series sponsored by the Collaborative on Health and the Environment’s EDC Strategies Partnership. The CHE EDC Strategies Partnership is chaired by Sharyle Patton (Commonweal Biomonitoring Resource Center), Jerry Heindel (Commonweal HEEDS, Healthy Environment and Endocrine Disruptor Strategies), and Genon Jensen (HEAL) and coordinated by Hannah Donart (Collaborative on Health and the Environment, a Commonweal program). To see a full list of past calls and webinars related to EDCs and listen to or view recordings, please visit our partnership page.

This webinar was moderated by Jerry Heindel, PhD, founder and director of Commonweal's Healthy Environment and Endocrine Disruptor Strategies (HEEDS). It was pre-recorded and lasted for 70 minutes. Dr. Swan will respond to questions as she is able via her twitter account @DrShannaSwan.

Musica do BioTerra: "Prayer for Ukraine" by Ukrainian Institute of Sweden


Mykola Lysenko (text: Oleksandr Konysky): Prayer for Ukraine
 
Swedish children's choir "Adolf Fredriks Musikklasser Farsta" Ukrainian children's choir "Shchedryk"
 
Marcus Josephson (conductor)
Performed at music festival "Rethinking Europe: Ukraine".
 
Recorded 24 Oct 2017 at concert hall MUSIKALISKA, Nybrokajen 11, Stockholm

Origem e letra do hino aqui

ONU avisa: prazo para salvar a terra termina em 2030


A Organização das Nações Unidas (ONU) está a desenvolver um plano de acção que visa o cumprimento de metas ambiciosas até 2030 para evitar a sexta extinção em massa, revela o “The Guardian”.

De acordo com o relatório preliminar da ONU, a Humanidade comprometeu os recursos naturais de que depende para sobreviver. Além de exigir um compromisso pela protecção de pelo menos 30% do planeta, o plano de 20 pontos visa, por exemplo, a redução de 50% da poluição por resíduos plásticos.

«Este esboço mostra que os países estão a ouvir e que reconhecem o papel cada vez mais importante que a protecção da terra e da água deve desempenhar no combate às alterações climáticas, na prevenção da extinção da vida selvagem e no apoio às pessoas e comunidades locais. É um primeiro passo muito encorajador», disse Brian O’Donnell, director da Campanha pela Natureza da Fundação Wyss.

Considerou, no entanto, que «há muito trabalho a ser feito» nos próximos meses para assegurar que os direitos dos povos indígenas estão incluídos no acordo final, assim como metas ambiciosas e financiamento.

A versão final do documento, elaborado pela Convenção Sobre Diversidade Biológica, deverá ser adoptado pelos governos em Outubro, durante a próxima cimeira das Nações Unidas sobre o clima em Kunming, na China. Este acordo faz parte de uma estratégia internacional a longo prazo que visa garantir que a conservação e sustentabilidade da biodiversidade até 2050.

«Se quisermos ficar abaixo de 1,5 graus, evitar a extinção de um milhão de espécies e o colapso do nosso sistema de suporte de vida, precisamos de proteger a nossa natureza e assegurar que pelo menos 30% das nossas terras e oceanos estejam protegidos até 2030», alerta Enric Sala, explorador-residente da National Geographic e co-autor do Acordo Global pela Natureza.

Recorde-se que, há uma década, em Aichi, no Japão, os 196 países signatários da convenção da biodiversidade assinaram um protocolo com metas concretas, mas os resultados foram poucos ou nenhuns. O acordo previa a redução para metade da perda dos habitats naturais, a garantia de actividades de pesca sustentáveis em todas as regiões do globo e a expansão de reservas naturais para 17% da superfície do planeta.

Sites:


Bill McKibben on Dire IPCC Climate Report & How Oil and Gas Are Fueling Putin's Ukraine Invasion

Conversamos com o autor do clima, jornalista e líder do movimento Bill McKibben após o lançamento do altamente antecipado relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 2022, que conclui que os impactos da crise climática já são piores do que o previsto, gerando pobreza, fome, doenças e espécies em extinção. McKibben também fala sobre como a dependência global de petróleo e gás fortalece autocratas como o presidente Vladimir Putin e está ajudando a alimentar a guerra russa na Ucrânia. A energia renovável pode ajudar a derrotar o fascismo e deter algumas das "piores pessoas da Terra" se implantada em escala, diz ele.
Climate Change 2021: The Physical Science Basis (IPCC report)

Música do BioTerra: Prayer for Ukraine by the Kyiv Symphony Chorus


"Prayer for Ukraine" performed by the Kyiv Symphony Chorus, Matthew McMurrin Conductor. This was a concert at Northland Church in Longwood, FL.

Letra:
Lord, oh the Great and Almighty,
Protect our beloved Ukraine,
Bless her with freedom and light
Of your holy rays.

With learning and knowledge enlighten
Us, your children small,
In love pure and everlasting
Let us, oh Lord, grow.

We pray, oh Lord Almighty,
Protect our beloved Ukraine,
Grant our people and country
All your kindness and grace.

Bless us with freedom, bless us with wisdom,
Guide into kind world,
Bless us, oh Lord, with good fortune
For ever and evermore.

Tudo sobre o hino aqui

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Biodiversidade da região do Barroso ameaçada

Diversidade do Barroso ameaçada by João Soares on Scribd


Por Ernestino Maravalhas
Powerpoint que integra uma apresentação oral proferida em Coimbra em setembro passado no âmbito do XIX Congresso Ibérico de Entomologia (Maravalhas & Arantes, 2021), onde é aflorado o tema da água no solo.

É sabido que o Barroso (que inclui parte do PNPG), represa muita água, necessária não só à manutenção da biodiversidade e das paisagens, mas igualmente das atividades agrícolas e para consumo humano, mas continuam a teimar em destruir os aquíferos que irão ser importantíssimos no longo termo. Não só para os locais, ou para a região, mas porventura para todo o país.

Este é um dos motivos pelos quais SOU CONTRA A MINERAÇÃO PREVISTA PARA A REGIÃO. E este é igualmente um dos motivos pelos quais deveremos aproveitar todo o represamento de água que existe, incluindo as grandes barragens, que obliteraram a paisagem mas que poderão vir a ser uma parte da solução do problema da água.

A ONU não foi capaz de evitar a guerra na Europa...

Será que a UE vai evitar a guerra pela água em Portugal? Eu não quero tornar-me eurocético, mas não vejo nenhuma ação da UE em favor da preservação da água num país mediterrânico exposto à desertificação...

PS - PF não me falem em dessalinização, por agora ainda não estamos no deserto...

Europa. Melhoria da qualidade do ar na pandemia pode ter poupado centenas de vidas


Na primeira vaga da pandemia de covid-19, milhões de pessoas foram impedidas de sair à rua numa tentativa de conter a propagação do vírus. Passaram a circular menos carros e camiões nas estradas e, em consequência, a poluição diminuiu. Um estudo britânico sugere agora que, só na Europa, mais de 800 vidas podem ter sido salvas graças à melhoria na qualidade do ar durante a primeira fase de confinamentos.
Em análise estiveram 47 cidades. Destas, Paris, Londres, Barcelona e Milão estavam entre as seis com o maior número de mortes evitadas.

Segundo o estudo da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), o cancelamento de eventos e o encerramento de espaços laborais e escolas na generalidade das cidades europeias reduziu a poluição atmosférica, pois originou menos trânsito e menos circulação de pessoas.

As cidades espanholas, francesas e italianas foram as que experienciaram uma maior redução nos níveis de dióxido de azoto (NO2) durante a primeira fase de confinamentos, registando quedas de 50 a 60 por cento.

O estudo britânico refere que, enquanto o NO2 diminuiu acentuadamente, outros elementos poluentes e inaláveis, como as partículas pequenas PM2.5 e PM10, viram reduções mais pequenas. Estas partículas são produzidas por elementos naturais, como incêndios florestais que, durante a pandemia, continuaram a ocorrer.

“Os confinamentos durante a primeira vaga da pandemia de covid-19 tiverem enormes custos sociais e sanitários. No entanto, ofereceram condições únicas para investigar os efeitos de possíveis políticas mais rígidas para reduzir os níveis de poluição em áreas urbanas”, explicou ao Guardian Antonio Gasparrini, um dos autores do estudo.

Segundo o especialista, “esta ‘experiência natural’ deu-nos um vislumbre de como a qualidade do ar pode ser melhorada através de medidas drásticas de saúde pública que seriam difíceis de implementar em tempos normais”.

“Esta informação pode ser importante para conseguirmos criar políticas eficazes no combate à poluição nas nossas cidades”, acrescentou.

Para alcançar estes resultados, o estudo publicado na revista Nature’s Scientific Reports comparou as políticas governamentais de combate à pandemia nas 47 cidades europeias em análise, passando, depois, a comparar os níveis de poluição e o número de mortes nestes locais em relação ao período pré-pandemia.

Como é que chegámos aqui? Dois documentários para perceber a Guerra na Ucrânia

A invasão russa à Ucrânia começou esta quinta-feira, 24 de fevereiro, depois de semanas de tensão e ameaças por parte do governo liderado por Vladimir Putin. A Ucrânia, antiga república da União Soviética, é um estado independente desde 1991. No entanto, o território que conhecemos atualmente como Ucrânia tem sido ponto de disputa de poder ao longo de vários séculos.
Em 2014, após os protestos denominados Euromaidan, que culminaram na deposição do presidente Vikor Yanukovych, as tensões entre a Ucrânia e a Rússia ressurgiram, com o apoio de Moscovo a vários territórios autoproclamados independentes (entre os quais a Crimeia, Donetsk e Luhansk). Para melhor compreender não só os acontecimentos atuais, mas também para perceber qual a importância atual dos dois países no panorama geopolítico internacional, sugerimos dois documentários.

1- Ukraine On Fire - Oliver Stone

Não disponível em Portugal. Terá que o ver no Youtube
"Será que estamos a assistir ao início da Guerra Fria 2.0 ?", questiona o realizador Oliver Stone no documentário lançado em 2017. O filme apresenta uma perspetiva completamente diferente dos acontecimentos de 2014, que conduziram à deposição de Vikor Yanukovych.

Stone entrevista não só o então presidente deposto da Ucrânia, mas também Vladimir Putin, que acusam os Estados Unidos e também a NATO de espalharem propaganda anti-Rússia e de terem ajudado a planear o golpe de Estado. Oliver Stone tem manifestado, ao longo dos anos, uma opinião crítica em relação à estratégia norte-americana no que toca a conflitos internacionais.


Atualização: Já possível ver o Ukraine on Fire em Português. Encontrei-o no Youtube


2- Poutine - Le retour de l'ours dans la danse


Oportunística e sem escrúpulos, a política externa de Vladimir Putin colocou a Rússia de volta no centro das questões geoestratégicas globais. Como muitos especialistas, o documentarista Frédéric Tonolli questiona as motivações profundas desta nova guerra fria.

Em fevereiro de 2007, durante a Conferência de Segurança Global de Munique, Vladimir Putin ficou com raiva – com frio. No pódio, ele denuncia o unilateralismo dos Estados Unidos e anuncia o fim de um mundo unipolar. Embora virulento, seu discurso não é realmente ouvido. Sete anos depois que o obscuro oficial da KGB tomou o poder de surpresa, os ocidentais ainda subestimam sua obsessão em colocar a Rússia de volta no centro do cenário mundial. No entanto, quando Putin vê a NATO se aproximando gradualmente das fronteiras russas graças à adesão de países do antigo bloco oriental, sentindo-se ameaçado e traído, ele ataca com força e rapidez. Atua na Geórgia, Ucrânia ou Crimeia, defende seus interesses na Síria ou na Líbia, estende sua influência no continente africano, particularmente na República Centro-Africana. Estrategista e oportunista, o autocrata fez da política externa sua arma fatal, instrumento de orgulho renovado e de coesão nacional. Até onde ele irá?

O martelo e a bagunça
Um país arruinado no início dos anos 2000, desprezado e isolado, a Rússia é hoje respeitada, temida e fantasiada. A caminho de bater o recorde de longevidade de Stalin, o "tsar" Putin está construindo passo a passo, mas de forma violenta, seu sonho do retorno de um grande império não alinhado e autónomo. Este documentário do experiente Frédéric Tonolli (prémio Albert-Londres em 1996) vasculha as profundas motivações do homem que é descrito como um "realista pragmático" e não um ideólogo. Entre a "diplomacia do martelo" e a "estratégia da desordem", diplomatas, opositores e observadores, incluindo o ex-ministro Hubert Védrine, jornalistas russos independentes, mas ameaçados, como Dmitri Mouratov, vencedor do Prémio Nobel da Paz, ou o palestrante Kevin Limonier analisam a capacidade inigualável de Putin de interferir nas falhas da geopolítica global. É inegável, o urso russo lidera a dança de uma nova guerra fria.



Documentário de Frédéric Tonolli (França, 2021, 55mn). 

Saber mais:

Em 1954 Mark Rothko pintou esta belíssima tela



Sobre o conflito / guerra Rússia-Ucrânia:
1.Explained: The Russia-Ukraine crisis


Sobre Mark Rothko

Nascido Markus Yakovlevich Rothkowitz foi um pintor norte-americano de origem letã e judaica. Imigrou com sua família de Dvinsk para os Estados Unidos em 1913, quando ele tinha dez anos. Ele é classificado como um expressionista abstrato, embora ele tenha rejeitado esse rótulo. Wikipédia

"Infelizes os que matam a mando de outros e mais infelizes ainda os que matam sem ser a mando de ninguém. Desgraçados, enfim, os que, depois de matar, se olham ao espelho e ainda acreditam serem pessoas."
- Mia Couto, in Mulheres de Cinza

Música da BioTerra: Rachel Lorin - The Killing Moon (Echo & The Bunnymen Cover)

Coexistência de lobos e pessoas na região de Lafões é alvo de estudo

A coexistência entre o lobo ibérico e as pessoas é o foco de doutoramento de Dário Hipólito, que disse hoje à agência Lusa que andou na região de Lafões a perceber quais os problemas causados pela presença deste animal.


O principal problema é o ataque ao gado doméstico, sendo que não há registos atuais da quantidade de ataques ou de animais que são vítimas, porque as pessoas têm de reportar os danos na plataforma, mas em meios mais rurais o acesso às tecnologias acaba por ser mais difícil", apontou Dário Hipólito.

Natural da região de Sintra, Dário Hipólito é bolseiro de investigação, desde 2016, na Universidade de Aveiro e, desde 2020, que trabalha no doutoramento no departamento de Biologia, em Aveiro, e também em Veterinária, na Croácia.

O foco do doutoramento "é a coexistência entre o lobo e as pessoas e tentar encontrar as melhores estratégias para a coexistência de ambos", uma vez que percebeu no terreno - desde 2018 que faz a monitorização deste animal - "a necessidade de um maior apoio às populações e um maior contacto para diminuir os conflitos existentes".

Depois de oito ações em diferentes concelhos da região de Lafões e Montemuro, "em áreas onde o lobo está mais presente e os conflitos acabam por ser maiores", Dário Hipólito explicou que o objetivo é chegar a outras zonas.

Com os dados que anda a recolher no terreno, e que vai continuar a recolher a partir de maio, depois de regressar da Croácia, vai "tentar arranjar uma estratégia, seja local ou mais regional, para trabalhar uma solução para ajudar as pessoas".

Os censos dos últimos anos apontam para a presença de lobos nos concelhos de São Pedro do Sul, Castro Daire, Cinfães, Resende, Lamego (distrito de Viseu), Arouca e Vale de Cambra (distrito de Aveiro.

Apesar de reconhecer que "o maior problema é a presença do javali e os danos nas colheitas", Dário Hipólito disse que as pessoas queixam-se muito do acesso às plataformas e mecanismos para o pedido de indemnizações".

Entre os assuntos mais debatidos nas ações estão "também os mitos que se espalham com muita facilidade, como a de largadas de lobos, que não existem", ou "os ataques a pessoas que também não são verdade".

"Os lobos têm medo e fogem, e, por isso, não há risco de as pessoas serem atacadas por lobos. Há muitas histórias, que ouviam em crianças, mas não passam de mitos que passaram de geração em geração, muitas das vezes para manter as crianças junto das residências", explicou.

Entre as ferramentas de proteção que Dário Hipólito partilha estão as "cercas com o mínimo de 1.80 metros de altura, cães de gado, devidamente protegidos com uma coleira própria, e a presença de um pastor, quando o gado anda a pastar livremente" na serra.

"Ultimamente, as pessoas têm-se queixado que em zonas de mato muito denso, onde o gado anda a pastar, os lobos têm-se aproximado mesmo durante o dia com maior facilidade, porque, muitas das vezes, as pessoas nem sequer têm cão de gado ou, quando têm, são zonas de difícil visibilidade e a proteção acaba por ser mais difícil também", precisou.

Gravitas: How much will the West sacrifice for Ukraine?


The war in Ukraine has officially begun. Russian troops are on the march. How much will the west sacrifice for Ukraine? How far are Western leaders willing to go? Will they deploy troops? Palki Sharma decodes the options before the western world.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Gravitas Plus | Explained: The Russia-Ukraine crisis


Se Putin invadir toda a Ucrânia terá um custo de custódia muito elevado (porventura incomportável a menos que repita o que foi feito na Chechenia) mas se invadir a metade leste, dominantemente russófila, é questão de tempo até a transformar noutra república da federação russa. Infeliz mas integrada. Ele fará as contas mas parece-me cada vez mais claro que as sanções, de forma isolada, não travarão a expansão. Sobretudo se houver bons solos agrícolas e recursos minerais nessa parte do território e acesso ao mar.

Mimosas floridas são o lado belo de uma invasora que veio para ficar

As mimosas floridas vestem a paisagem de amarelo entre janeiro e abril, mas esta beleza sazonal falseia a capacidade de perturbação ecológica de uma espécie invasora que conquistou extensas zonas do país e veio para ficar.
                                          

Com o nome científico "Acacia dealbata", a mimosa é uma árvore originária da Austrália, cuja área de implantação em Portugal, sobretudo no Centro, tem aumentado exponencialmente todos anos.

"Estas invasoras são uma ameaça real para a biodiversidade e para os nossos ecossistemas", afirmou a bióloga Helena Freitas à agência Lusa.

A professora catedrática da Universidade de Coimbra realçou que a acácia possui "uma vantagem competitiva forte", que lhe permite ganhar terreno à vegetação local que encontra pela frente.

As espécies autóctones "têm uma resposta lenta" nesta disputa. "As mimosas adaptam-se com facilidade às novas condições e aos inimigos que enfrentam no nosso território", referiu.

Enquanto leguminosas, "têm capacidade de processar o azoto atmosférico", o que lhes assegura um desenvolvimento mais rápido, fazendo definhar as plantas concorrentes, por escassez de água, nutrientes e exposição solar.

Helena Freitas alertou que "já são muito poucos os nichos de floresta autóctone", no Centro e noutras regiões onde têm alastrado as manchas de invasoras, como as mimosas e os aliantos ("Ailanthus altissima").

"Precisamos de uma agenda de restauro da floresta em Portugal. Vale a pena admitirmos que será um processo de prazo longo", tendo presente a "necessidade de adaptação" às alterações climáticas, defendeu a cientista, que em janeiro assumiu o cargo de diretora do Parque de Serralves, no Porto.

Por sua vez, a diretora executiva da Lousãmel -- Cooperativa Agrícola dos Apicultores da Lousã e Concelhos Limítrofes, Ana Paula Sançana, confirmou que o avanço das mimosas é um dos fatores adversos à produção, em quantidade e qualidade, do mel certificado da Serra da Lousã.

"Além da descaracterização da paisagem, mas também da nossa flora e biodiversidade, elas têm vindo a ocupar muitas das zonas que antes eram urzais", sublinhou Ana Paula Sançana em declarações à Lusa.

As flores das diferentes variedades de urze determinam as características únicas do mel com denominação de origem protegida (DOP) Serra da Lousã, que abrange 10 municípios, cabendo a gestão da região demarcada à Lousãmel, com sede na Lousã, no distrito de Coimbra.

Por outro lado, a flor da "Acacia dealbata" não é melífera, ao contrário da flor de eucalipto, espécie exótica que tem vindo a revelar também comportamentos de invasora na sequência dos fogos florestais dos últimos anos.

"Não vemos nenhuma inversão desta situação. Em zonas onde houve incêndios, a acácia consegue avançar com mais facilidade do que as outras espécies", salientou Ana Paula Sançana.

Reconhecendo que "é muito bonito" o espetáculo das mimosas floridas nesta época do ano, a técnica afirmou que "depois é muito complicado e tem custos elevados" o combate à disseminação da espécie.

"Eu gostaria de ver a Serra da Lousã roxa, com as urzes em flor, e não amarela", concluiu.

O casal José Pais e Paula Oliveira tem uma unidade de turismo em espaço rural, Villa Chanca, no concelho de Penela, e em regime de concessão gere também o Parque de Campismo de Pedrógão Grande, nos distritos de Coimbra e Leiria, respetivamente.

"Daqui a um tempo, os terrenos com mimosas valem zero", prevê o engenheiro florestal José Pais.

Na sua opinião, "o país perde valor e tem custos tremendos" com ações para eliminar estas árvores ou pelo menos atenuar os danos que provocam, na paisagem e na economia do interior, designadamente no turismo, agricultura e outras atividades do setor primário.

Coma bastantes vegetais se quer ser mais feliz e alcançar um maior bem-estar


Os vegetais contêm uma variedade de nutrientes que ajudam a ter uma melhor saúde fisica. Este estudo publicado no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics sugere que, além da saúde física, os vegetais também podem promover uma boa saúde mental.

«Os vegetais contêm micronutrientes, como zinco, magnésio e ferro que são essenciais para a função mental», afirma a nutricionista Isa Kujawski, «eles também contêm antioxidantes que protegem o corpo do stress oxidativo, que tem sido associado à depressão e à ansiedade»

No estudo, os investigadores queriam tentar perceber o impacto na felicidade e no bem-estar psicológico com base no número de vegetais que as pessoas consomem. Recrutaram 75 participantes com idades entre os 18 e os 65 anos, que habitualmente consumiam poucos vegetais. Dividiram-nos em grupos de teste.

Durante oito semanas, os participantes receberam uma seleção de vegetais frescos ou congelados sendo que consumiram cerca de duas a quatro porções por dia, uma quantidade maior do que consumiam habitualmente.

Depois, os investigadores usaram a Escala de Felicidade Subjetiva (SHS) para avaliar a felicidade antes e depois do estudo.

Os resultados mostraram que aumentar o consumo de vegetais pode melhorar os níveis de felicidade

«As pontuações de SHS aumentaram quando foram consumidas maiores quantidades de vegetais», afirma diz Shanon Casperson, bióloga do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana de Grand Forks, USDA-Agricultural Research Services e uma das investigadoras do estudo.

Casa Hortícola do Porto


Casa Hortícola, Porto- 101 anos a jardinar e servir os amantes da horta no Porto e arredores com uma grande variedade de vegetais e flores.


Webinar: FSC Brasil e FSC Portugal - A floresta para além da madeira


A Live “A Floresta para além da madeira” contará com a participação de organizações brasileiras e portuguesas certificadas pelo FSC, que trabalham com produtos florestais não madeireiros - açaí, castanha-do-Brasil, cortiça e medronho.
 
Representando o Brasil, teremos a presença dos nossos convidados Amiraldo Picanço, Presidente da Amazonbai e Renato Tamanho, Diretor Operacional da GHF; e, representando Portugal, João Rui Ferreira, Presidente da APCOR e Paulo Machado, Técnico Florestal na Unimadeiras, além da presença das Diretoras Executivas do FSC Brasil e FSC Portugal, Daniela Vilela e Joana Faria; e mediação de Ivone Ivone Namikawa, membro da Câmara Econômica no Conselho Diretor do FSC Internacional.
 
O objetivo do encontro é promover o debate em torno da produção florestal não madeireira e incentivar as boas práticas do manejo responsável para a manutenção das florestas em pé, além de reforçar que é possível, e completamente viável, aliar produção à conservação das florestas em qualquer lugar do mundo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Webinar: "Florestas - que papel no equilíbrio ecológico e climático do planeta?"


No âmbito do projeto europeu Careforest, colocamos em debate a importância ecológica dos ecossistemas florestais na mitigação das alterações climáticas e na prevenção das catástrofes naturais à escala planetária.

Consultar a longa lista de recursos que a UE disponibilizou, no âmbito do projecto Careforest 

Animations

Forest Economy DOWNLOAD
How to act in case of a Fire DOWNLOAD
Impact of Human Activities in the Forest DOWNLOAD

E-Livro

This e-Book includes relevant information on topics related to Biodiversity, Economy, Community and Fire, with the aim of promoting the change of mentality necessary to fight against the main challenges of Europe in terms of environmental protection and reduce these actions and behaviours that contribute to climate change.
DOWNLOAD

Ilustração de Mordillo


Sadly one picture came into our heads today while planning our weekly post. Mordillo drew the scene twice. He did that with his most important works. Mordillo never used words for his illustrations. You can see why. [http://mordillo.com/ ]

Giant phallus graffiti by Russian 'art terrorists' - innovation or vandalism?


Voina (que em português significa guerra) é um colectivo artístico russo (apoiado pelo Banski) que numa das suas intervenções mais politicas conseguiram desenhar um pénis numa ponte levadiça mesmo em frente à antiga sede da KGB. Quase 40 metros de erecção. Alguns deles foram presos durante esta intervenção (é, aliás, habitual terem problemas com a policia e com a justiça russas) mas no ano a seguir o Ministério da Cultura Russo atribuiu-lhe o prémio de arte contemporânea mais importante do país.

ВОЙНА / VOINA- Radical anti-Putin stars

Poema "Guerra", por Cecília Meireles


Tanto é o sangue
que os rios desistem de seu ritmo,
e o oceano delira
e rejeita as espumas vermelhas.

Tanto é o sangue
que até a lua se levanta horrível,
e erra nos lugares serenos,
sonâmbula de auréolas rubras,
com o fogo do inferno em suas madeixas.

Tanta é a morte
que nem os rostos se conhecem, lado a lado,
e os pedaços de corpo estão por ali como tábuas sem uso.

Oh, os dedos com alianças perdidos na lama...
Os olhos que já não pestanejam com a poeira...
As bocas de recados perdidos...
O coração dado aos vermes, dentro dos densos uniformes...

Tanta é a morte
que só as almas formariam colunas,
as almas desprendidas... — e alcançariam as estrelas.

E as máquinas de entranhas abertas,
e os cadáveres ainda armados,
e a terra com suas flores ardendo,
e os rios espavoridos como tigres, com suas máculas,
e este mar desvairado de incêndios e náufragos,
e a lua alucinada de seu testemunho,
e nós e vós, imunes,
chorando, apenas, sobre fotografias,
— tudo é um natural armar e desarmar de andaimes
entre tempos vagarosos,
sonhando arquiteturas.

Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'

Os contentores da Humana recuperam 2.700 toneladas de têxteis usados ​​em Portugal em 2021 para dar-lhes uma segunda vida


A Humana Portugal, uma associação sem fins lucrativos que trabalha desde1998 a favor da proteção do meio ambiente, promovendo a reutilização têxtil e levando a cabo programas de cooperação para o desenvolvimento em África e de apoio local em Portugal, no ano passado recuperou 2.700 toneladas de têxteis usados ​​para dar-lhes uma segunda vida. 

A organização recolheu apenas 1,4% dos têxteis gerados em Portugal, o que mostra que no país ainda há um longo caminho de conscientização em conjunto com o sector de recuperação têxtil para a recolha das cercas de 200 mil toneladas de roupas que são descartadas anualmente no país, segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Sónia Almeida, responsável pela recolha têxtil em Portugal comenta que são números preocupantes, ainda mais quando a recolha seletiva tem um enorme potencial, já que 50% dos resíduos têxteis podem ser reaproveitados e mais de 35% podem ser reciclados. A reutilização de têxteis é fundamental para a economia circular e a criação de empregos verdes, razão pela qual a Associação Humana está empenhada há 24 anos em dar uma segunda vida às peças de vestuário que não são utilizadas.

11 Milhões de artigos tiveram uma segunda vida em 2021
As 2.700 toneladas recuperadas equivalem a quase 11 milhões de peças de vestuário que tiveram uma segunda vida através da reutilização e reciclagem. Além disso geram um duplo benefício: ambiental, pois reduz a geração de resíduos e contribui para o combate às mudanças climáticas. A reutilização de têxtil usado contribuiu para a redução das emissões de CO2: por cada kg de roupa recuperada (e não levados a um centro de tratamento de resíduos e incinerada) é evitada a emissão de 6,1 kg de CO2, de acordo comum estudo da Federação Humana People to People. As 2.700 toneladas recuperadas no ano passado em Portugal evitaram a emissão de 16.470 toneladas de CO2 à atmosfera, que equivalem à emissão anual de 6.186 carros que circulam15.000 km cada ou à absorção anual de dióxido de carbono de 122.910 árvores. O benefício social consiste na criação de empregos inclusivos, estáveis ​​e de qualidade: a Humana gera um emprego indefinido para cada 24.545 kg de têxteis recolhidos. Por outro lado, os recursos obtidos destinam-se a programas de cooperação para o desenvolvimento em Moçambique e na Guiné-Bissau como de apoio local em Portugal.

Desafios para 2022
Sónia Almeida assegura que “a recolha seletiva de têxteis usados passará a ser obrigatória em2025 em toda a EU e a Humana pretende, ao lado dos municípios, juntas de freguesias e empresas, ampliar a sua rede de contentores, que atualmente é de 842, e aumentar a sua recolha, que hoje é insignificante frente ao que é descartado em Portugal”. A rede de estabelecimentos de moda em segunda mão da Humana em Portugal é composta por 15 lojas (10 em Lisboa e 5 no Porto) e outro grande desafio é incentivar o consumo de itens secondhand, que também é pequeno. De acordo com um estudo encomendado pela MyNametags apenas 8% dos portugueses compram frequentemente roupa em segunda mão.

Webinar: "Biodiversidade nas nossas vidas"



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Município da Maia inova com o sistema “Pay As You Throw”



O Município da Maia é o primeiro do país a indexar a tarifa do serviço de gestão de resíduos urbanos à sua produção. Assim, os munícipes passam a pagar o serviço em função do volume de resíduos indiferenciados produzidos, o que significa que, quanto mais reciclarem, menos pagam.

Desde maio de 2021, período em que o projeto “Recicle Mais, Pague Menos” da Maiambiente foi implementado, 11300 clientes receberam uma fatura virtual designada Ecocontribuição, através da qual puderam perceber a tarifa que pagariam, se calculada através do novo modelo, bem como a respetiva variação conforme o seu comportamento, face à separação de materiais para reciclagem. Agora, com o começo do novo ano, inicia uma nova fase da iniciativa pioneira, sendo emitida uma única fatura que integra as tarifas do serviço de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos urbanos – a Pay As You Throw (PAYT).

No passado dia 17 de fevereiro, o Presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, explicou em Conferência de Imprensa que “Em Portugal, salvo casos pontuais de reduzidíssima expressão, os sistemas tarifários dos serviços de resíduos urbanos desenvolveram-se, e continuam a desenvolver-se, com base numa tarifa variável indexada ao consumo de água, que a maioria das vezes não reflete a efetiva produção de resíduos de cada família. Esses sistemas tarifários em vigor vão contra os princípios da justiça e da equidade no pagamento dos serviços prestados ao cidadão. Este modelo não é justo para as famílias que adotam Boas Práticas Ambientais. Este modelo não premeia o cidadão que diariamente separa os seus resíduos e os encaminha para reciclagem, o cidadão que reutiliza as suas embalagens – o cidadão Ecoconsciente”.

Para Pedro Sousa, Presidente da Quercus – Núcleo Regional do Porto, “Além de mais justo e equitativo para o cidadão, este sistema reduz a produção de resíduos indiferenciados, evitando a sua deposição em aterro promovendo assim uma maior circularidade e a sustentabilidade ambiental”, sublinhou.

Saber mais:

The Disastrous 10 Worst Fabrics For The Environment

The fashion industry is one of the largest polluters globally. Most of the pollution it creates comes from fabric production. Many textiles used for clothing have a disastrous impact and are the worst for the environment.

The clothes we wear have a terrible impact on people, animals, and the planet. Most of them are full of toxic chemicals and consume crazy amounts of resources, land, water, and energy.

One of the best ways to reduce the environmental impact of fashion is to buy more eco-friendly fabrics. As consumers, we have the power to change what's happening in the fashion industry today.

The first step we can take toward a more sustainable future is getting informed on fabrics to avoid when shopping for new clothes. Consuming less and better helps tremendously to protect the Earth.

With a few great tips, you can build a more conscious wardrobe that does better for people and the planet. Shop more ethical brands that use sustainable materials.

If you want to do a bit of digging, you can easily find out about the awful consequences of fast fashion, the terrible fabrics they are using, and their disastrous impact on the environment.

The global textile and apparel industry is very harmful in many different ways. Unfortunately, there is a lot of conflicting information out there. Most fashion brands and retailers are hiding the truth from consumers.

Businesses don't want you to know how much pollution, waste, and carbon dioxide emissions they are responsible for. Even if the oil industry is the most polluting globally, petroleum-based textiles aren't the only culprit.

Not every natural fabric is good for the environment. There are many facts behind the clothes you wear that fashion brands don't want you to see.

To make it as easy as possible for you to make conscious decisions, I've compiled here the information you need to avoid wasteful fabrics, buy better clothing, and support sustainable fashion labels that are actively working to reduce their environmental impact.

I know this information may seem overwhelming and frustrating at first, especially if you are new to sustainable fashion. Take it one step at a time. You don't have to change completely tomorrow.

Ultimately, if you take the approach of shopping less and higher-quality, you are well on your way to have a positive impact on society and the environment.

To discover the more sustainable options for your wardrobe, here are the 10 worst fabrics for the environment.

1. Cotton

Cotton is probably the fabric you expect the least to see on this list. But it's one of the worst for the environment.

Conventional cotton is one of the worst natural fibers. It's extremely wasteful, polluting, and damaging to human health. It ruins biodiversity and soil fertility.

Today, cotton is mass-produced in subtropical countries around the world. And mass-production isn't sustainable. It's the second most used fiber for apparel and footwear after polyester.

30.3 million tons of cotton are produced each year globally, as estimated by the Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO).

China is the largest producer of cotton worldwide with 6.1 million tons of cotton produced in 2018, followed by India (4.69 million tons), and the United States (4 million tons).

Regular cotton farming pollutes the air, water sources, soils, endangering ecosystems, and human lives. It accounts for 16% of all insecticides, 7% of all herbicides, 4% of all nitrogen and phosphorous fertilizers worldwide.

Cotton also requires a lot of water to grow. It's one of the most water-intensive crops. It takes about 20,000 liters of water to produce one kilogram of cotton, equivalent to a single t-shirt and pair of jeans, as reported by the World Wildlife Fund (WWF).

The better alternative is to buy organic cotton. The Textile Exchange estimates that organic cotton farming can potentially save 218 billion liters of water and 92.5 million kg of carbon dioxide.

About 80% of all organic cotton is grown with water form rainfalls, which reduces pressure on local water sources. It's non-GMO and grown without man-made fertilizers, pesticides, and herbicides.

Here are some of the best places to buy amazing organic cotton clothes that will protect your skin, your well-being, and the health of your family:
  • Organic Basics sustainably and ethically produces underwear, activewear, and essentials in Europe with organic cotton.
  • Alternative Apparel creates fashion basics for a sustainable future. Men and women's apparel basics in soft eco-fabrics, organic, and Pima cotton.
  • Hanna Andersson, a selection of clothes, swimsuits, and pajamas for baby, toddler, boys, girls, and even adults designed to last.
  • PACT, a leading sustainable fashion brand using only organic fabrics and Fair Trade factories to design stylish essential clothing.
  • MATE makes clean essentials sustainably in Los Angeles with non-toxic, natural, and organic materials.

Encontros Improváveis- Oleg Zhivetin e Fritjof Capra

"Sobrevivência da humanidade depende da nossa alfabetização ecológica"~ Fritjof Capra
"Survival of humanity depends on our ecological literacy"- Fritjof Capra

Pintura de Oleg Zhivetin


Saber mais sobre Fritjof Capra no BioTerra.

Degelo árctico emite poluentes químicos no ar


As mudanças climáticas têm contribuído para a eliminação de poluentes orgânicos persistentes, que ficam armazenados no gelo, para a atmosfera. Para os investigadores, essa é uma verdadeira ‘herança maldita’ que volta para nos assombrar. Por Jéssica Lipinski, do Carbono Brasil2 de Agosto, 2011

Como se o derretimento do gelo já não fosse suficiente, cientistas do Canadá, da China e da Noruega descobriram mais um impacto das mudanças climáticas no Árctico. Segundo um novo estudo, o degelo ártico está libertando novamente poluentes orgânicos persistentes (POPs) que eram produzidos décadas atrás, emitindo-os na atmosfera. Para os investigadores, essa é uma verdadeira ‘herança maldita’ que volta para nos assombrar.

Os POPs são produtos químicos que eram usados décadas atrás na fabricação de compostos como o DDT, o HCB, o HCH, o clordano e o lindano, utilizados como pesticidas e noutros fins industriais. Por se acumularem na gordura corporal causando problemas de saúde como cancro e defeitos nos fetos, a produção da maioria dos POPs foi banida em 2001 na Convenção de Estocolmo.

Sendo semi-voláteis, esses compostos têm uma grande facilidade de mudar de um estado físico para outro, passando de sólido para líquido e de líquido para gasoso com rapidez. “Os produtos químicos são conhecidos por serem semi-voláteis. Eles têm a habilidade de evaporar para fora [de um local] de armazenamento”, esclareceu Hayley Hung, cientista da Divisão de Pesquisa de Qualidade do Ar do Canadá Ambiental.

Por isso, não foi tão fácil nos livrarmos desse legado deixado por nossos pais e avós. Um relatório publicado no último domingo (24) pela Nature Climate Change, intitulado Revolatilização dos poluentes orgânicos persistentes no Árctico induzida pelas mudanças climáticas, indica que nas últimas duas décadas, mesmo após a queda na produção desses compostos, a concentração de POPs na atmosfera vem aumentando consideravelmente.

“Os estoques [de POPs] ainda existem, mas estes são fontes limitadas, e as fontes já são conhecidas por nós. Então ficamos surpresos ao ver as concentrações aumentando realmente”, declarou Hung, que é uma das autoras do documento. Então, investigando a razão para tal evento, os cientistas mais uma vez se depararam com as mudanças climáticas.

Os investigadores descobriram que o crescimento da concentração de POPs, cuja maioria dos depósitos se encontra no Árctico devido às baixas temperaturas do local, está ligado ao aumento da temperatura no ambiente, já que esse aumento facilita a volatilização dos POPs, que voltam a ser libertados na atmosfera. “Isso é um sinal para nós de que esses produtos químicos estão de facto evaporando para fora do oceano”, explicou Hung.

A nova investigação “demonstra que as mudanças climáticas podem remobilizar os POPs armazenados na água, na neve, no gelo, e, presumivelmente, nos solos – e que esse processo já está ocorrendo na região árctica”, afirmou Jordi Dachs, especialista em poluentes do Instituto de Avaliação e Pesquisas Ambientais da Água, em Barcelona, na Espanha.

A questão é ainda mais grave quando se leva em consideração que o Árctico vem sofrendo um aumento de temperatura maior do que a média registada no planeta. E, de acordo com os cientistas, a tendência é que a situação piore, à medida que as temperaturas forem ficando mais altas e o gelo for derretendo cada vez mais rápido.

“Parece provável que poluentes persistentes afectarão o meio ambiente em prazos ainda mais longos do que o actualmente suposto. A remobilização dos poluentes gerada por nossos avós… é uma testemunha indesejada do nosso passado ambiental que agora parece estar ‘vindo do frio’”, disse Dachs.

Consciencialização

Para Hung, “o principal propósito desse artigo é aumentar a consciencialização de que as mudanças climáticas têm, de facto, uma influência na contaminação. Não é tão aparente como outras mudanças mais visíveis… As pessoas precisam estar cientes de que há um efeito. À medida que calculamos a eficiência da Convenção de Estocolmo, precisamos levar em conta os efeitos das mudanças climáticas”.

Segundo o relatório, é preciso lembrar que tal evento pode nos deixar cada vez mais expostos a esses compostos prejudiciais. “Os nossos resultados indicam que uma ampla gama de POPs tem sido remobilizada à atmosfera árctica nas últimas duas décadas como resultado das mudanças climáticas, confirmando que o aquecimento do Árctico pode minar os esforços globais para reduzir a exposição ambiental e humana a esses químicos tóxicos”.

Hung comentou ainda que os investigadores vão continuar a estudar a eliminação de POPs na atmosfera, para descobrir mais detalhes sobre o evento. “O próximo passo é descobrir quanto [de POPs] há no Árctico, quanto vazará e com que rapidez”.

Saber mais em:
Persistent organic pollutants (POPs): a global issue, a global challenge