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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Blood Orange - The Field


The Field (feat. The Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Blood Orange & Caroline Polachek)

Feel it every day
And the sun keeps you warm

Hard to let you go
See you and I know why it's always grey (it's always grey, it's always)
Hard to let you go (oh)
Healthy as we pray (yeah) for a journey home (for a journey home)
For a
Oh

Sing to me
In the heat of the sun
In the heat of the sun
And sing to me
Sing to me
When the day is done
The day is done
Sing to me

Hard to let you go (hard to let you go)
See you and I know why it's always grey (oh)
Why it's always grey (hard to let you go, and sing to me)
Hard to let you go (ah)
Healthy as we pray (ah) for a journey home (home, oh)

Sing to me
In the heat of the sun
And sing to me (hmm)
When the day is done
Sing to me
In the heat of the sun
And sing to me (oh)
When the day is done
(In the end of day)

"The Field (feat. The Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Blood Orange & Caroline Polachek)", de Daniel Caesar, transforma a imagem de um campo rural num espaço simbólico de refúgio emocional e saudade. O verso “Hard to let you go / See you and I know why it's always grey” (“Difícil deixar você ir / Vejo você e entendo por que está sempre cinza”) mostra como a ausência de alguém querido traz uma melancolia constante ao cotidiano. Essa ideia é reforçada por Dev Hynes (Blood Orange), que descreveu a faixa como uma canção sobre “aqueles que sentimos falta quando fechamos os olhos”.

O pedido repetido “Sing to me” (“Cante para mim”) funciona como um apelo por conforto e conexão, sugerindo que a música e a memória ajudam a suavizar a dor da ausência. O sample de “Sing to Me”, do The Durutti Column, intensifica o clima nostálgico e contemplativo da faixa. A colaboração entre artistas de estilos diferentes enriquece a emoção da música, trazendo diferentes perspectivas sobre perda e esperança. A menção ao “journey home” (“jornada para casa”) pode ser entendida tanto como o desejo de reencontrar alguém quanto como uma busca interna por paz. Assim, “The Field” constrói uma narrativa sensível sobre lidar com a tristeza, encontrando consolo nas lembranças e no ambiente sereno do campo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Björk - Moon


A canção “Moon”, da Björk (do álbum Biophilia, 2011), tem um significado poético e cíclico, muito ligado à natureza, ao tempo e à renovação — temas centrais na obra dela.

As the lukewarm hands of the gods
Came down and gently
Picked my adrenalin pearls
They placed them in their mouths
And rinsed all the fear out
Nourished them with their saliva

Rested
Ooh

As if the healthiest pastime
Is being in life-threatening circumstances
And once again be reborn

All birthed and happy

Best way to start-a-new
Is to fail miserably
Fail at loving
And fail at giving
Fail at creating a flow
Then realign the whole
And kick into the starthole

And kick into the starthole

To risk all is the end all and the beginning all

A música “Moon”, de Björk, explora como o fracasso e a vulnerabilidade são partes fundamentais do processo de renovação pessoal, conectando essa ideia ao ciclo lunar. No trecho “Best way to start-a-new / Is to fail miserably / Fail at loving / And fail at giving / Fail at creating a flow / Then realign the whole / And kick into the starthole” (“A melhor forma de recomeçar / É fracassar miseravelmente / Fracassar ao amar / E fracassar ao doar / Fracassar ao criar um fluxo / Então realinhar tudo / E dar o pontapé inicial”), Björk sugere que só é possível recomeçar de verdade ao aceitar os próprios erros e limitações. Essa mensagem se relaciona ao simbolismo da lua, que passa por fases de morte e renascimento, oferecendo sempre uma nova oportunidade de começar de novo.

A artista também utiliza imagens como “adrenalin pearls” (“pérolas de adrenalina”) sendo colocadas “na boca dos deuses”, evocando referências mitológicas e a ideia de que forças superiores participam desse processo de purificação e renovação. Para Björk, a lua representa um espaço de imaginação, melancolia e regeneração, o que se reflete na atmosfera contemplativa da música. A repetição de “All birthed and happy” (“Todos nascidos e felizes”) reforça o sentimento de renascimento após enfrentar o medo e o risco. Já a frase “To risk all is the end all and the beginning all” (“Arriscar tudo é o fim de tudo e o começo de tudo”) resume a mensagem central: arriscar-se é essencial para encerrar um ciclo e iniciar outro, assim como acontece com as fases da lua. A estrutura musical, marcada por sequências de harpas que acompanham as fases lunares, reforça a ideia de transformação constante.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

woodworkings - Rust Flakes and Thinks Snow


"Woodworkings - Rust Flakes and Thinks Snow" refere-se a uma faixa específica de música ambiente/neoclássica do artista woodworkings, presente no álbum "Day breaks the morning shapes we speak", conhecido pelo seu som evocativo, invernal e melancólico, que explora temas de lugar e mente, perfeito para ouvir em climas frios.

Sobre a Música
Artista: woodworkings (Kyle Woodworth)

Género: Ambiente, Neoclássico, frequentemente descrito como atmosférico e cinematográfico.

Clima: Evoca frio, desolação e contemplação silenciosa, condizente com o título.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

A nova mega-fábrica de Leonardo DiCaprio à porta de Portugal: um investimento que promete agitar a Península Ibérica



A poucos quilómetros da fronteira portuguesa, a Extremadura prepara-se para receber um dos maiores projectos tecnológicos da Europa. Trujillo, na província de Cáceres, foi escolhida para acolher uma fábrica de semicondutores de última geração da Diamond Foundry — a empresa norte-americana que tem Leonardo DiCaprio entre os seus investidores mais mediáticos. A dimensão do investimento, a inovação envolvida e o impacto económico esperado estão a transformar este anúncio num dos temas mais relevantes da indústria tecnológica ibérica.

A decisão surge após aprovação do Conselho de Ministros espanhol, que deu luz verde a um plano que prevê 2.350 milhões de euros até 2029. Esta quantia avultada não serve apenas para erguer um complexo industrial de ponta: representa também uma estratégia nacional para posicionar Espanha — e em particular a Extremadura — como um novo pólo europeu na área da microelectrónica. Trata-se de um sector dominado por gigantes asiáticos e norte-americanos, e cuja relevância ficou evidente nos últimos anos, quando a escassez global de chips paralisou indústrias inteiras.

O impacto no emprego será igualmente significativo: cerca de 500 postos directos altamente qualificados e outros 1.600 indirectos, ligados à cadeia logística, à produção auxiliar e aos serviços que inevitavelmente crescerão à volta da fábrica. O envolvimento da SETT — Sociedade Espanhola para a Transformação Tecnológica — reforça a aposta estratégica: o organismo público ficará com 32% do capital, contribuindo com cerca de 752 milhões de euros. As projecções económicas também impressionam: estima-se que, só nos primeiros dez anos de actividade, a fábrica injete 2.150 milhões de euros no PIB espanhol.

Mas o que distingue verdadeiramente este projecto não é o volume de investimento — é a tecnologia. Trujillo será o primeiro local do mundo a produzir semicondutores com diamante monocristalino sintético como substrato. Este material, muito mais resistente que o silício tradicional, oferece vantagens decisivas em aplicações de alta exigência: temperaturas extremas, frequências elevadas, inteligência artificial, defesa, sistemas industriais avançados e automóveis eléctricos de nova geração. Para muitos especialistas, esta tecnologia poderá representar um salto evolutivo comparável ao que o silício significou há várias décadas.

A escolha da Extremadura, uma região historicamente distante dos grandes centros industriais, não é um acaso. Espanha tem vindo a canalizar políticas públicas para desconcentrar a produção tecnológica, aproveitando regiões com espaço, capacidade de expansão e ligação directa a Portugal, cuja proximidade geográfica poderá favorecer projectos conjuntos no futuro. O objectivo é claro: reduzir a dependência externa e criar autonomia num sector onde a Europa tem falhado repetidamente.

Ao mesmo tempo, o facto de Leonardo DiCaprio estar envolvido neste investimento acrescenta-lhe uma curiosidade inevitável — o actor é conhecido pelo seu activismo ambiental, e a Diamond Foundry destaca justamente a sustentabilidade do processo de produção de diamante sintético. No entanto, o que está realmente em jogo é algo muito maior do que uma manchete com um nome famoso: é o aparecimento de um novo centro tecnológico à escala europeia, potencialmente decisivo num mercado cada vez mais competitivo e estratégico.

Para Portugal, a notícia não é indiferente. A poucos quilómetros da fronteira, uma das indústrias mais críticas do futuro está prestes a instalar-se, com potencial para atrair empresas associadas, investigação universitária, mobilidade laboral e oportunidades económicas que poderão atravessar a linha que separa os dois países. A Península Ibérica, tantas vezes vista como periférica em termos tecnológicos, pode estar a ganhar um novo ponto de influência — e este nasce com um brilho muito particular: o de milhões de euros e o dos diamantes.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Fred again - Cmon


To a place that′s only ours
I will rest my head on your shoulder for a moment
Please make it

Please make it
Come on, come on

Please make it count
Come on, come on

Please make it count
Come on, come on

Qualidade de Brian Eno, mas as nuances electrónicas da voz de Fred Again, emocionam e não nos deixam indiferentes. Há uma linguagem transversal e que denuncia estes tempos de ódio. Diz a grande Clarisse Lispector o seguinte "A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Música do BioTerra: Chvrches - "How Not To Drown" featuring Robert Smith

Muito impressionado com esta música. É notória a influência de Robert Smith especialmente no fim. O final parece que poderia facilmente pertencer ao álbum "Disintegration". Eu tenho saudades de um som como este novamente.


I'm writing a book on how to stay conscious when you drown
And if the words float up to the surface
I'll keep them down
This is the first time, I know
I don't want the crown
You can take it now
You promised the world and brought me it hanging from a string
Stuck it in my mouth, into my throat
Told me to sing
That was the first time I knew
You can't kill the king
And those who kiss the ring

Tell me how
It's better when the sun goes down
We'll never escape this town
I wasn't scared when he caught me
Look what it taught me
Tell me how
It's better if I make no sound
I will never escape these doubts
I wasn't dead when they found me
Watch as they pull me down

I'm writing a chapter on what to do after they dig you up
On what to do after you grew to hate what you used to love
That was the first time I knew
They were out for blood
And they would have your guts

Tell me how
It's better when the sun goes down
We'll never escape this town
I wasn't scared when he caught me
Look what it taught me
Tell me how
It's better if I make no sound
I will never escape these doubts
I wasn't dead when they found me
Watch as they pull me down

Watch as they pull me down
Watch as they pull me down
Pulling me down
Dead when they found me
Watch as they pull me down
Dead when they found me
Watch as they pull me down

Biografia: Chvrches

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

New Order - Guilt Is A Useless Emotion


Faixa do álbum "Waiting for the Sirens 'Call", o oitavo álbum de estúdio da banda de rock inglesa New Order, lançado em 28 de março de 2005 no Reino Unido. "Guilt Is a Useless Emotion", lançado como um single promocional, foi nomeado para o prémio de Melhor Gravação Dance no Grammy Awards de 2006. Videoclipe não oficial legendado.

Just another day in the week
Waiting for an opportunity to step in front of me
Maybe I'm losing my mind
Searching for another place in another time

Real love can't be bought
It is wild and it can't be caught
Real love can't be sold
It's another color than gold

(I need your love) I just wanna buy it
(I need your love) Will you help me find it
(I want your love) How can you deny it
(I need your love) You've just gotta try it
(I want you now) Something that you gotta know
(I need you now) My love for you I wanna show
(I want your love) I'm telling you that I belong
(I need your love) You and me just can't go wrong

Standing on top of the world
Thinking at the joy you bring when you do that thing to me
You sure know a lot for a girl
You can bring the good times back get me on the track

sábado, 17 de setembro de 2022

Dia Internacional do Microrganismo

Anton van Leeuwenhoek

O objectivo da criação deste Dia é o de aumentar a consciencialização entre os mais jovens e a sociedade em geral para o papel dos microrganismos nas nossas vidas, em linha com a missão de todas as Sociedades de Microbiologia associadas à FEMS.

O dia 17 de Setembro foi escolhido como Dia International do Microrganismo, em celebração do dia em que o Holandês Anton van Leeuwenhoek – um comerciante sem fortuna ou graus académicos -, em 1683, enviou uma carta à Royal Society of London, na qual relata a observação de um organismo unicelular. Este improvável cientista era detentor de uma infinita curiosidade, sendo um trabalhador paciente, incansável e dotado de um extraordinário poder de observação. Construiu e desenvolveu os seus próprios microscópios (centenas!), aperfeiçoando as lentes do sistema ótico e assim tornou possível obter amplificações extraordinárias para a época e observar e descrever, pela primeira vez, microrganismos. Nessa famosa carta, era feita uma primorosa descrição da primeira observação de bactérias vivas presentes na placa dentária, a qual era acompanhada por desenhos dos microrganismos observados e seus movimentos. Alcançada a vida microscópica, estavam lançadas as bases da Microbiologia.

As comemorações do Dia Internacional do Microrganismo foram lançadas em Portugal,  combinando actividades de disseminação de ciência, Laboratórios abertos, exposições em que os visitantes poderão fazer as suas próprias experiências, degustação de produtos de origem microbiológica, e palestras para estudantes do ensino secundário e do ensino superior, e cursos de formação para professores do ensino secundário, organizados com a participação de cientistas nacionais e internacionais que trabalham na área da Microbiologia. Pretendemos reunir todos os participantes em Portugal e em outros países aderentes para participarem em seminários sobre tópicos de elevado impacto social, proferidos por excelentes comunicadores de ciência, focados em temas quentes da Microbiologia moderna.

Para mais informação consulte o site oficial do Dia Internacional do Microorganismo.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Brian Eno - An Ending (Ascent)


“An Ending (Ascent)”, de Brian Eno, é uma peça icónica do estilo ambient, mais especificamente do ambient eletrónico que Eno ajudou a definir. A música se caracteriza por sons atmosféricos, etéreos e suaves, com camadas de sintetizadores que criam profundidade e espaço, sem ritmo marcado ou batida, priorizando a atmosfera em vez da melodia tradicional. A ideia central é transformar o som num ambiente que se pode habitar, permitindo contemplação e relaxamento. Lançada no álbum “Apollo: Atmospheres and Soundtracks” (1983), originalmente ligado à missão Apollo à Lua, a faixa evoca uma sensação de elevação e transcendência, sugerida pelo próprio título “Ascent” (Subida), transmitindo introspecção e silêncio. Por isso, é frequentemente associada a momentos de reflexão, cenários cósmicos ou espaciais, e transições simbólicas, como despedidas ou finais. A sensação de flutuar no tempo e no espaço é reforçada pela combinação delicada de camadas sonoras que se sobrepõem suavemente, criando uma experiência sonora de calma profunda e contemplação existencial.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Arte e Ecologia- Talking to the Animals


"Lots of people talk to animals; not very many listen, though. That's the problem" ~ Benjamin Hoff, Tao of Pooh

Escutemos "All Animals" de Jonsi e Alex. 22 minutos excelentes de enorme beleza e profundidade.
Consultar ainda o dossiê actualizado 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Música do BioTerra: Akira Kosemura - Petrarca




Gostaria de beber da fonte de onde brotariam juntas a lógica e a fantasia.” - Agostinho da Silva, “Pensamento à solta, in Textos e Ensaios Filosóficos II, Âncora ed.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Molly Nilsson - Hey Moon



I know it's been so long
since we saw each other last
I'm sure we'll find some way

to make the time pass

Hey moon
It's just you and me tonight
everyone else is asleep
Hey moon
If I was to fall
I would fall so deep

Though I doubt I'm gonna,
You can wake me up if you wanna

And your pale, round face
makes me feel at home in any place
I would happen to be
At a quarter past three

The moon chased the sun out of the sky
Goodbye sun
the night's begun

The moon chased the sun out of the sky
Goodbye sunshine
the night is mine

Hey moon
It's just you and me tonight
everyone else is asleep
Hey moon
If I was to fall
I would fall so deep

Though I doubt I'm gonna,
You can wake me up if you wanna

I would hate for you to hang there alone
The whole night through

And I would love to spend the whole night
Just looking at you

And those seeds, little stars
You spread around
They make such a dramatic background

I don't care for sunbeams
No, I need the night to feed my dreams

And that's why
The moon chased the sun out of the sky
Goodbye sun
the night's begun

The moon chased the sun out of the sky
Goodbye sunshine
the night is mine

Hey moon
My old friend
Hey moon
The night is coming to and end
Hey moon
Come back soon