Pela primeira vez, cientistas da Universidade de Stanford e do Arc Institute recorreram à Inteligência Artificial (IA) para criar novos tipos de vírus, que não existem na natureza. O objetivo é o desenvolvimento de tratamentos para o combate de bactérias resistentes ou superbactérias.
“A nossa abordagem amplia o que a genómica sintética pode alcançar juntamente com métodos como evolução dirigida e engenharia racional, traça um caminho para gerar terapias com bacteriófagos adaptativos e resilientes contra agentes patogénicos em rápida evolução e estabelece uma base para o projeto generativo de genomas maiores e mais complexos”, referem os investigadores no estudo publicado na quinta-feira na revista Science.
Apesar de a biologia sintética não ser novidade, sobretudo em relação à reprodução de genomas conhecidos, os investigadores ensinaram o modelo de IA Evo 2 a “reconhecer padrões de estrutura de ADN na natureza e, em seguida, a usar esses dados para escrever receitas para vírus inteiramente novos”, refere o The New York Times. As receitas foram usadas para criar bacteriófagos, para serem inseridos em bactérias E. coli resistentes ao PhiX174. Estes micro-organismos apenas infetam e destroem bactérias e não afetam humanos.
O Evo 2 foi treinado a aprender estruturas de sequências genéticas dos genomas PhiX174 e cerca de 15 mil parentes próximos, e criar novas. No total, foram analisados nove biliões de nucleótidos. O modelo gerou 700 mil novos vírus, tendo sido selecionadas 285 sequências de moléculas, que foram sintetizadas quimicamente e testadas. Destas, foram gerados 16 bacteriófagos com possibilidade de infetar bactérias e que se mostraram tão resistentes quanto os vírus naturais.
Estes vírus não representam uma ameaça para os humanos, pois “são todos semelhantes a um vírus natural chamado PhiX174, que só consegue infetar bactérias”, sublinha o jornal norte-americano. No entanto, o estudo aumenta as preocupações em relação à criação de vírus em laboratório para serem usados como armas biológicas. Por essa razão, o modelo de IA foi treinado para produzir receitas de vírus que apenas infetassem bactérias, e não humanos, animais ou fungos.
“Acho isso muito louvável, porque [os investigadores] não recebem nenhuma orientação de lugar nenhum sobre o que deveriam estar a fazer”, afirmou ao The New York Times Moritz Hanke, investigador do Centro Johns Hopkins para Segurança da Saúde, que não participou no estudo. O académico alerta que os governos e organizações científicas têm demorado a implementar medidas de proteção para impedir a geração de um vírus mortal.
Na semana passada, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) implementaram uma nova política para interromper investigações de alto risco que envolvem o desenvolvimento da nocividade de agentes biológicos.
“Só queríamos ser extremamente cautelosos”, sublinhou Brian Hie, biólogo computacional da Universidade de Stanford e um dos autores do estudo, em relação à investigação.
A urgência desta carta foi motivada pela revogação recente, por parte da administração Trump, de uma ordem executiva da era Biden que criava uma estrutura de triagem para a síntese de genes. Como o governo atual ainda não publicou uma política de substituição, este grupo de CEOs e cientistas uniu-se para pedir que o Congresso norte-americano crie uma lei federal definitiva.
A principal preocupação é que, embora criar um vírus funcional ainda exija perícia prática de laboratório, os novos modelos de IA conseguem apontar falhas em sistemas de segurança, sugerir mutações perigosas ou ensinar passo a passo como contornar os filtros das empresas que vendem DNA sintético.
Em Apoio ao Rastreio Obrigatório e Registo da Síntese de Ácidos Nucleicos
"Como investigadores em ciências da vida, criadores de IA e biotecnologia, e especialistas com uma vasta gama de visões sobre como abordar a política de IA, apelamos aos legisladores para que tornem obrigatória a triagem de encomendas de ácidos nucleicos sintéticos — e do equipamento necessário para os fabricar.
A capacidade de encomendar DNA sintético online acelerou o desenvolvimento de vacinas, impulsionou a investigação básica e permitiu que pequenas equipas acedessem a capacidades que antes estavam confinadas a grandes instituições. Desde a publicação de protocolos para reconstruir vírus a partir de filamentos de DNA, há mais de duas décadas, isto também tem sido reconhecido como um ponto crucial na cadeia de abastecimento biotecnológico onde um ator mal-intencionado pode causar danos desproporcionais. Reconhecendo esta vulnerabilidade, as empresas de síntese formaram o International Gene Synthesis Consortium em 2009 para desenvolver e implementar salvaguardas voluntárias contra a utilização indevida.
Embora o problema não seja novo, o ritmo de progresso na inteligência artificial é. Os sistemas de IA superam agora virologistas com nível de doutoramento em questões sobre procedimentos laboratoriais altamente técnicos nos seus próprios domínios de especialização. As evidências sobre o que isto significa para as ameaças atuais à biossegurança são genuinamente mistas, mas a tendência é difícil de contestar. Os sistemas de IA estão a melhorar rapidamente e, a par de benefícios incríveis para a ciência e a medicina, existe a possibilidade real de que as barreiras de conhecimento que historicamente impediram atores mal-intencionados de obter armas biológicas venham a erodir significativamente.
O apoio à triagem não depende de uma visão específica sobre a IA; o caso da biossegurança tem sido reconhecido por cientistas e governos há décadas. A triagem é também uma das medidas de biossegurança mais bem compreendidas e menos disruptivas disponíveis. Ela solicita aos fornecedores de DNA sintetizado e aos fabricantes de máquinas de síntese que verifiquem se os pedidos de síntese contêm sequências preocupantes e que validem a legitimidade do cliente antes de enviarem as encomendas. Os fornecedores devem também registar as encomendas de síntese e os dados de sequenciação para apoiar investigações legítimas de biossegurança, de modo a que qualquer ameaça que consiga escapar à triagem inicial possa ser rastreada até à sua origem - inclusive quando sequências individuais não levantariam preocupações de forma isolada. A própria consciência da rastreabilidade dissente o uso indevido.
(...) Dado o ritmo a que a tecnologia subjacente está a mudar, acreditamos que a necessidade é urgente. O Congresso deve agir nesta sessão, e aplaudimos os esforços legislativos atualmente em curso. Para garantir um padrão nacional consistente, em vez de uma manta de retalhos de leis estaduais conflituosas, os estados devem também considerar a implementação de requisitos baseados nas diretrizes federais e da indústria já existentes."
Os nossos parques da cidade são habitualmente refúgios para muitos animais, entre eles os nossos adoráveis patos.
Os patos e gansos são geralmente animais mais sociáveis e aproximam-se facilmente dos humanos, sobretudo, quando estes lhes oferecem comida.
Das inúmeras vezes que caminho pelos parques, é fácil presenciar outras pessoas a alimentarem os patos, e, normalmente, fazem-no com pão que lhes sobrou em casa.
Já tive oportunidade de escrever sobre este tema, mas nunca será demais lembrar. O pão não deve ser fornecido às aves como alimento.
Existem vários riscos associados ao fornecerem pão às aves, e quando escrevo “aves”, refiro-me efectivamente a todo o tipo de aves. Até porque, há muito boa gente que, também dá pão aos pássaros.
Primeiro: as aves não precisam que lhes forneçam alimento, elas sabem procurá-lo, e assim deve ser.
Segundo: o pão é um alimento de humanos, altamente calórico, e muito prejudicial para as aves que, ao contrário dos humanos não têm por hábito ingerir alimentos calóricos.
Terceiro: fornecer alimento aos animais, ou, colocar muito alimento inapropriado disponível, cria nos animais selvagens uma espécie de letargia, impedindo-os de procurar o seu próprio alimento, o que deve acontecer em condições naturais.
Quarto: Em casos habituais de distribuição de pão às aves, pode levar a casos graves de desnutrição e à morte das aves.
Quinto: uma das patologias que se podem observar nos patos devido à má nutrição, ou se quiserem, a uma alimentação excessivamente calórica é a designada “Asas-de-Anjo” que impede os patos de voarem e os torna presas fáceis para outros animais e humanos.
Sexto: Cada ave tem as suas necessidades nutricionais. Assim sendo, cada espécie de pato, tem o seu próprio alimento e as suas necessidades nutricionais. Sendo que, uns se alimentam de plantas, enquanto outros consomem vermes e pequenos insectos. Substituir o seu alimento por pão, não é, nem nunca será, adequado à sua nutrição.
Sétimo: O pão é basicamente constituído por hidratos de carbono. Assim sendo, fornecer às aves uma dieta só com base em hidratos de carbono é saciar-lhe a fome e fornecer-lhes um alimento totalmente desadequado, e que desequilibra totalmente a sua nutrição. Esta má nutrição pode inclusive afectar a descendência das aves, uma vez que, a patologia “Asas-de-Anjo” se manifesta nos patinhos, impedindo-os, como disse, de voarem.
Oitavo: O síndrome de “Asas-de-Anjo” ou “Angel-Wing” é comum nos locais onde os patos são alimentados com pão. Este síndrome é uma condição em que as asas das aves crescem para fora, em vez de dobrarem para dentro. Esta condição faz com que os patos percam de forma permanente a capacidade de voarem. Como tal, tornam-se presas fáceis e em última estância pode dizimar as populações de patos.
Nono: quando alimentamos a aves com pão fazemos com que estas se juntem. No caso de algumas das aves presentes se encontrarem com uma infecção provocada por vírus (gripe aviária, por exemplo) ou bactéria, fazemos com que as outras fiquem expostas ao agente infeccioso, e, com que a infecção se dissemine mais rapidamente. Em última análise, podemos estar também a expormo-nos ao mesmo agente infeccioso.
Décimo: As migalhas e resto de pão que se decompõe nos lagos, rios e ribeiros comprometem a qualidade da água desses locais, o que vai afectar toda a comunidade presente nestes locais.
Pela primeira vez, os investigadores da Universidade de Southampton conseguiram manipular o microbioma das plantas para melhorar a saúde das culturas, aumentando a presença de bactérias boas nas plantas. Os resultados do estudo, publicado na revista Nature Communications, poderão reduzir a necessidade e a dependência de pesticidas que são normalmente prejudiciais para o ambiente.
Os microbiomas do intestino humano influenciam o sistema imunitário, que luta contra os organismos causadores de doenças. Nas plantas, microbiomas como bactérias, fungos, vírus e outros microorganismos presentes nas raízes, caules e folhas afectam a vulnerabilidade das plantas a várias doenças.
A equipa de investigação descobriu que a sobreexpressão de um gene específico encontrado no cluster de biossíntese de lignina da planta de arroz aumentava as bactérias benéficas no microbioma da planta. Os resultados mostraram que as plantas modificadas são mais resistentes à praga bacteriana nas culturas de arroz, uma causa comum de perdas de rendimento nos países asiáticos.
“Pela primeira vez, conseguimos alterar a composição do microbioma de uma planta de uma forma direcionada, aumentando o número de bactérias benéficas que podem proteger a planta de outras bactérias nocivas”, afirmou Tomislav Cernava, coautor do artigo e Professor Associado da Universidade de Southampton. Atualmente, os investigadores estão a explorar a presença de outros micróbios benéficos para melhorar ainda mais a saúde das plantas.
The analysis calls for tightening existing regulations and implementing new ones in order to prevent zoonotic-driven outbreaks.
The report is the first to comprehensively map networks of animal commerce that fuel zoonotic disease risk in the US. It analyzes 36 different animal industries, including fur-farming, the exotic pet trade, hunting and trapping, industrial animal agriculture, backyard chicken production, roadside zoos, and more, to assess the risks each poses of generating a large-scale disease outbreak.
The report states, far from being a problem that only exists elsewhere, many high-risk interactions between humans and animals that happen routinely and customarily inside the US could spark future pandemics. All of the animal industries the report examines are far less regulated than they should be and far less than the public believes they currently are. Today, wide regulatory gaps exist through which pathogens can spillover and spread, leaving the public constantly vulnerable to zoonotic disease.
“COVID has infected more than 100 million Americans and killed over a million of them. But the next pandemic may be far worse and might happen sooner than we think. The stakes are simply too high for the problem to be ignored,” says Ann Linder, one of the report’s lead authors and a research fellow with the Brooks McCormick Jr. Animal Law and Policy Program at Harvard Law School.
The immense and increasing scale of animal use in the United States makes the country uniquely vulnerable to zoonotic outbreaks. For example, the US is the largest importer of live wildlife in the world, importing more than 220 million wild animals a year, many without any health checks or disease testing.
The US also produces more livestock than almost any other nation. In 2022, the US processed more than 10 billion livestock, the largest number ever recorded. Yet, the USDA does not regulate on-farm production of livestock. At slaughterhouses inspections are cursory, with each inspector tasked with examining more than 600 animals per hour for signs of disease.
The US is one of the world’s largest producers of pigs and poultry, two important carriers of influenza viruses—viruses that scientists believe are most likely to produce a large-scale human pandemic.The largest avian influenza outbreak in US history is currently ongoing and has left 58 million poultry dead since it began in 2022. The virus has spread to several species of mammals in the US and has infected a man in Colorado. Even a slight shift in the viruses’ composition could allow it to move rapidly through human populations.
The US also has recorded more “swine flu” infections than any other country since 2011. Most of these infections occurred in children exhibiting pigs at state and county fairs, which attract 150 million visitors each year and have given rise to multistate outbreaks of influenza. Despite this, animal fairs remain largely unregulated.
In addition, the people most vulnerable to zoonotic disease in the US are those who work hands-on with farmed animals. Such jobs tend to be disproportionately staffed by people of color and those in rural communities who may be the least likely and the least able to report disease or seek medical care.
Studies estimate that swine workers have a 30 times greater risk of zoonotic influenza infection than the general public, but these viruses have the potential to spread far beyond livestock workers. The CDC estimates the 2009 “swine flu” hospitalized over 900,000 Americans.
Live animal markets in the US (elsewhere called “wet markets“), where animals are stored alive and slaughtered onsite for customers, also pose serious disease risks. New York City alone is home to at least 84 live animal markets.A detailed study of pigs in two live animal food markets in Minneapolis found high rates of influenza viruses not only in and on the animals but also in the air and on surfaces throughout the market.
A shocking 65% of workers at the market tested positive for influenza during the 12-week study, as did a 12-year-old customer who became sick after touching the railings of a pig pen and one of the animals.
Wildlife also poses significant risk. Hundreds of millions of live wild animals are imported into the US each year, many without ever being looked at by anyone. Only scant and incomplete information exists about these animals, where they are originating, and where they go after they arrive. For example:The $15 billion US exotic pet trade brings high-risk species of wildlife into American homes, initiating close human-animal interactions that serve as potential flashpoints for spillover of zoonotic disease—with roughly 14% of American households owning one or more exotic animal from among hundreds of species that range from monkeys to monitor lizards.
Animals carrying zoonotic disease are sold through legal channels such as pet stores without health checks or veterinary oversight, as well as through the black market.
Some exotic animal dealers keep more than 25,000 wild animals together at a single facility, often in poor conditions that facilitate disease spread, before they are shipped off to customers across the country.
During a major mpox outbreak, which originated in one of these facilities after it received a shipment of exotic animals from overseas, CDC agents were not able to track down a large number of infected prairie dogs that had been sold through pet stores and swap meets.
Even lesser-known animal industries in the US pose serious risks to human health. Crocodile farms have facilitated the spread of West Nile Virus to humans and mink in fur farms have transmitted COVID-19 to humans.
Still, many industries that generate risk are loosely regulated or not regulated at all. Policy change is often reactive, the report explains, happening only after outbreaks occur. Rarely, it says, do agencies take proactive steps to address zoonotic risk, even when they are aware of the danger to the public. For many industries, the government lacks even basic data and has no system to screen animals for disease or to identify zoonotic threats proactively. In some industries, government action actually drives zoonotic risk and increases human exposure to pathogens.
“While zoonotic risks cannot be eliminated, they can be managed and reduced in ways that make all of us safer. But we need to look them in the eye. The risks that these markets present have been ignored or downplayed for far too long,” says Dale Jamieson, director of New York University’s Center for Environmental and Animal Protection.
This US report is being released ahead of a larger global policy report overseen by the same researchers from Harvard Law School’s Brooks McCormick Jr. Animal Law & Policy Program and New York University’s Center for Environmental and Animal Protection. The full report, which will be released later this year, examines global policy responses to live animal markets in 15 countries and the role these markets play in zoonotic disease transmission. The project aims to provide a comprehensive assessment that will assist global policymakers and increase public awareness of the dangers posed by zoonotic diseases.
As baratas, frequentemente consideradas insetos repugnantes, despertam aversão em grande parte das pessoas. No entanto, além da reação instintiva de querer esmagá-las, é importante considerar o papel que esses pequenos seres desempenham no ecossistema e as consequências de sua eliminação indiscriminada.
Por mais que haja vontade de pisar ou usar objetos para acertá-las, existem razões científicas e ecológicas pelas quais é preciso evitar tais atitudes. Para isso, o infectologista André Piraja esclarece que o que parece ser uma prática inofensiva, na verdade não é.
“De acordo com a Organização Mundial de Saúde [OMS], essa prática representa um risco para a saúde, principalmente quando realizada dentro de casa. Ao esmagar uma barata, libertamos uma grande quantidade de bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos presentes no inseto. Existem estudos que associam essa prática a doenças como tuberculose, poliomielite, febre tifoide, conjuntivite, pneumonia, hepatite A e até hanseníase”, conta.
Inseticidas, então, são a saída?
Segundo o especialista, o uso de inseticidas também pode prejudicar a saúde de quem os manipula, seja por inalação ou contato direto. Além disso, a substância não impede que a barata morta libere contaminantes para o ambiente, apenas retarda esse processo.
Então, qual seria a melhor forma de eliminar as baratas de forma segura? A orientação, conforme explica o médico, é que o inseto seja capturado com um papel e posteriormente morto fora de casa, sendo descartado no lixo. No entanto, para aqueles que não conseguem realizar essa captura devido ao medo ou nojo, há outras indicações:
Usar água quente;
Utilizar álcool em gel;
Recorrer ao detergente líquido (lava-louças); e
Utilizar gel específico para eliminar baratas.
“Ressaltamos que essas alternativas não eliminam totalmente o risco de contaminação, mas contribuem significativamente para reduzi-la. Em todos os casos, a libertação de microrganismos será mais lenta em comparação com quando se esmaga a barata, o que liberta os contaminantes de forma imediata. O ideal é descartar o inseto morto logo após utilizar qualquer uma dessas opções”, detalha.
É importante frisar, além disso, que ao invés de recorrer a métodos violentos e ineficazes de controle de pragas, é possível adotar abordagens mais sustentáveis. Medidas preventivas como a manutenção da limpeza em áreas propensas a infestações, o armazenamento adequado de alimentos e a vedação de possíveis pontos de entrada são muito mais eficazes na prevenção da presença de baratas.
Mais de 700 espécies de baratas só no Brasil
As baratas estão presentes em quase todo o mundo, exceto nas regiões mais frias.
“Estima-se que existam mais de 4 mil espécies desses insetos em todo o mundo, sendo que somente no Brasil há pelo menos 700. A maioria das espécies vive em florestas e não representa riscos para a saúde humana, pois não tem contato com agentes contaminantes”, conta André.
No Brasil, a espécie mais comum é a barata vermelha, de esgoto ou doméstica, e é frequentemente encontrada em residências. Com a modernização e construção das grandes cidades, algumas espécies começaram a migrar para as habitações humanas.
Isso ocorre devido à existência de ambientes propícios para sua permanência e reprodução, como locais húmidos e disponibilidade de alimento.
Controle biológico
As baratas são insetos muito diversos e abundantes e, por serem omnívoras, ou seja, por comerem de tudo, têm papel vital como decompositoras de restos orgânicos. Além disso, fazem parte da dieta de muitos outros animais, como aves, aranhas, lacraias e escorpiões.
“Estes insetos consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até papel, cigarros e plásticos. Se sumissem do planeta, sofreríamos com um rápido acúmulo de resíduos humanos nos esgotos ", comenta André, sobre o papel dos insetos no ecossistema.
Por servirem de alimento a muitos predadores que fazem parte da fauna das cidades – como ratos e morcegos, seu fim causaria também uma rápida desestabilização das populações animais.
Portanto, quando sinalizar a presença de baratas, pode estar ainda no início. Se a população da baratas for muito em grande, em último caso recorra à fumigação.
Ramina e Somba: dois linces-ibéricos que convivem perto de humanos na mina de Neves-Corvo
O lince-ibérico Ramina nasceu em liberdade e estabeleceu o seu território perto da mina devido à alta densidade de coelho-bravo na região e pela coexistência pacífica com os trabalhadores.
ções.
No dia 3 de Maio, foi publicado um vídeo no Facebook em que se vê um lince-ibérico a caminhar tranquilamente entre carros na mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. Ouve-se a voz surpreendida de quem grava, com a proximidade daquele animal numa zona com tantas marcas da presença humana. E porque estava ali aquele lince? É normal circular tão perto dos humanos? Nos comentários desenrolaram-se preocupações de que estaria com fome ou doente, mas, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), este tipo de aproximação não é incomum.
O lince-ibérico das imagens é Ramina, uma fêmea que nasceu em 2020, em liberdade, a cerca de sete quilómetros da mina, refere o ICNF ao Azul. Em 2021, “esta fêmea estabeleceu o seu território no perímetro da mina”, devido à alta densidade de coelho-bravo na região (uma das presas preferidas do lince-ibérico). Desde essa altura que o ICFN, “com a colaboração dos funcionários do complexo mineiro”, diz que tem estado a acompanhar a situação.
No entanto, a Liga de Protecção da Natureza (LPN) ressalva que, “apesar de ser uma ‘historia bonita’”, é preciso alertar que esta não é a situação ideal ou a mais vantajosa para a espécie.
Este ano, Somba, um jovem macho nascido em 2021 a cerca de 13 quilómetros da mina, juntou-se a Ramina. “Os dois linces apresentam boa condição física e aparentemente estão bem adaptados ao local, exibindo uma grande tolerância à presença humana”, garante o ICNF.
O motivo que levou estes dois animais a juntarem-se e aproximarem-se de uma zona com presença e actividade humana será “a elevada abundância de coelho-bravo, a principal presa do lince-ibérico” sugere a LPN. Para motivar a presença do lince-ibérico, é necessário um conjunto de condições essenciais, acrescenta a LPN, onde, além da presença do alimento, se destaca “a estrutura do habitat e a ausência de perturbação”.
Neste caso, “como, aliado a uma elevada abundância de coelho, temos uma coexistência pacífica com os trabalhadores da actividade (extractiva) daquele espaço”, indica a LPN, o factor de perturbação parece não ser um problema para Ramina e Somba.
“Não é a situação ideal para a espécie”
Apesar de parecer atractivo um local recheado de alimento e sem “chatices” com as populações, esta situação “não é a ideal ou a mais vantajosa para a espécie”, alerta a Liga para a Protecção da Natureza. “O lince-ibérico é uma espécie silvestre, vulnerável a um alargado conjunto de ameaças de origem não-natural, de onde destacamos o atropelamento, e de origem natural, como doenças infecciosas, muitas delas transmitidas por espécies domésticas, como é o caso da leucemia felina que também afecta os gatos.”
Por isso, esta proximidade pode ser um risco para a espécie, que, em Portugal, “continua com um elevado estatuto de ameaça (Em Perigo) e reduzida a um total de pouco mais de duas centenas de exemplares na Natureza”, avisa a organização não-governamental. Apesar disso, salientam que esta história ajuda a ilustrar o papel do lince-ibérico “na manutenção de populações saudáveis de coelho-bravo, que ali continuam a existir, e a demonstrar a possibilidade da coexistência do ser humano com este importante superpredador da fauna ibérica”.
A Liga de Protecção da Natureza elogia a população de Castro Verde “pela sua interacção e protecção deste emblemático símbolo da biodiversidade ibérica no seu concelho, classificado como Reserva da Biosfera da UNESCO e parte integrante da Rede Natura 2000”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (5/05), em Genebra, na Suíça, o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à COVID-19.
A decisão foi tomada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após receber a recomendação do Comitê de Emergência encarregado de analisar periodicamente o cenário da doença.
Durante a 15ª sessão deliberativa do Comitê, na quarta-feira (4/05), seus membros destacaram a tendência de queda nas mortes por COVID-19, o declínio nas hospitalizações e internações em unidades de terapia intensiva relacionadas à doença, bem como os altos níveis de imunidade da população ao SARS-CoV-2, coronavírus causador dessa enfermidade.
O fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional não significa que a COVID-19 tenha deixado de ser uma ameaça à saúde. A propagação mundial da doença continua caracterizada como uma pandemia, tendo tirado uma vida a cada três minutos apenas na semana passada. “O que essa notícia significa é que está na hora de os países fazerem a transição do modo de emergência para o de manejo da COVID-19 juntamente com outras doenças infecciosas”, destacou Tedros Adhanom.
Cerca de 2 milhões de pessoas morrem por ano como resultado de um grupo central de fungos, e a OMS está preocupada por não estarmos preparados para o futuro.
O ano é 2003, e uma espécie de fungo Cordyceps passou de formigas para humanos, transformando seus hospedeiros em zumbis frenéticos e sedentos de sangue que espalham a infecção para todos que mordem. A solução proposta por uma importante micologista em Jacarta, na Indonésia, onde foram detectados os primeiros casos, é radical, mas, a seu ver, essencial: bombardear a cidade inteira e todos os que estão nela para interromper o contágio. , comumente conhecido como “fungo formiga-zumbi”, a se adaptar para sobreviver em temperaturas mais altas, tornando os humanos um hospedeiro alternativo.
O roteirista e produtor Craig Mazin – que também nos deu a minissérie de Chernobyl – defendeu a premissa do programa, explicando que tudo o que sugere que os fungos fazem, eles já fazem e vêm fazendo desde sempre – incluindo sequestrar o cérebro das formigas e obrigá-las a propagar seus esporos dos assassinos. Outros fungos já podem produzir efeitos que alteram a mente em humanos (pense em cogumelos mágicos).
The Last of Us se passa 20 anos após a civilização moderna ter sido destruída por uma infecção fúngica. Fotografia: HBO/Warner Media
The Last of Us ainda é muito ficção científica, mas há muitos outros motivos para se preocupar com fungos. As infecções fúngicas já matam cerca de 2 milhões de pessoas por ano– mais do que a tuberculose ou a malária – e o número está crescendo. Os fungos também estão se tornando cada vez mais resistentes ao pequeno número de tratamentos disponíveis, e há muito poucas alternativas em andamento. O mundo estava relativamente despreparado para uma pandemia viral quando a Covid atingiu, mas pelo menos os cientistas já estavam desenvolvendo vacinas contra o coronavírus. Não existem vacinas humanas contra fungos.Em outubro, a Organização Mundial da Saúde divulgou sua lista de patógenos fúngicos prioritários, o primeiro esforço global para criar uma lista micológica “mais procurada” dos 19 fungos mais perigosos para os seres humanos. “Apesar de representar uma ameaça crescente à saúde humana, as infecções fúngicas recebem muito pouca atenção e recursos globalmente”, disse o relatório. “Tudo isso torna impossível estimar a carga exata de infecções fúngicas e, consequentemente, dificulta a galvanização de políticas e ações programáticas”.
Os fungos são a forma de vida mais populosa do planeta, com cerca de 12 milhões de espécies existentes em todo o mundo. A maioria nunca foi categorizada. Apenas uma fração dessas espécies infecta humanos, mas são responsáveis por cerca de um bilhão de infecções a cada ano. “A maioria são coisas superficiais, como pé de atleta, com as quais ninguém se preocupa particularmente, mas há um grupo principal que causa infecções com risco de vida, principalmente em populações suscetíveis, como os muito velhos ou jovens, e aqueles com sistemas imunológicos que não funcionam adequadamente”, diz Mark Ramsdale, professor associado de micologia no Centro MRC de Micologia Médica em Exeter.
Cerca de 1,5 milhão de pessoas morrem por ano como resultado dessas infecções, diz Ramsdale – embora isso possa ser uma subestimação, porque os fungos infectam predominantemente pessoas que já têm grandes problemas de saúde. “A principal causa de morte provavelmente será leucemia ou transplante de coração, ou qualquer outra coisa”, diz ele. “Mas o que realmente mata o paciente é uma infecção fúngica, então há um forte elemento de subnotificação acontecendo.”
No topo da lista da OMS estão três formas de levedura patogénica, além do Aspergillus fumigatus, um fungo comum encontrado no solo e na vegetação em decomposição que pode causar uma infecção com risco de vida chamada aspergilose em pessoas com imunidade comprometida, como aquelas com HIV, doença pulmonar crónica, ou receptores de transplante de órgãos.
Alguns dos fungos da lista da OMS também podem afetar pessoas saudáveis. Coccidioides , conhecidos coloquialmente como “Cocci”, são fungos que vivem no solo encontrados no sudoeste dos EUA, México e partes da América do Sul que causam uma doença semelhante à gripe chamada febre do vale em um subconjunto de pessoas que os respiram. a 10% dos indivíduos infectados desenvolverão problemas pulmonares graves ou de longo prazo, enquanto em cerca de 1% dos casos a infecção se espalha para outras partes do corpo, incluindo o cérebro, onde pode ser fatal. Cerca de 150.000 pessoas nos EUA são infectadas a cada ano e cerca de 75 morrem por causa disso.
O alcance de algumas dessas infecções também está aumentando. Casos de febre do vale foram recentemente detectados no norte do estado de Washington. O número de infecções relatadas também aumentou 400% entre 1998 e 2015, possivelmente devido às mudanças climáticas.
Outras infecções fúngicas parecem ter aumentado como resultado da Covid, incluindo aspergilose e mucormicose, ou “síndrome do fungo preto”, uma infecção rara, mas perigosa, que pode fazer com que o tecido infectado morra e fique preto. Como essas infecções são mais comuns em pessoas com imunidade suprimida ou danos pulmonares, os médicos suspeitam que estejam capitalizando os danos físicos causados pela Covid.
Um médico se prepara para realizar uma cirurgia em um paciente com mucormicose em Allahabad, na Índia. A mucormicose apresenta elevada prevalência no país. Fotografia: Ritesh Shukla/Getty Images
Os sintomas da mucormicose podem ser terríveis. Frequentemente começando nos seios da face, a infecção pode se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos, incluindo olhos e cérebro, resultando em pele enegrecida, inchaço facial, visão turva, consciência alterada ou coma. Alguns pacientes perderam a visão em ambos os olhos ou tiveram que fazer uma cirurgia para remover ossos e tecidos mortos ou infectados.
Por mais horríveis que sejam essas doenças, uma graça salvadora é que a maioria das doenças fúngicas não é transmitida de pessoa para pessoa. Em vez disso, eles geralmente são retirados do meio ambiente, o que tende a limitar sua propagação. A mucormicose, por exemplo, é 70 a 80 vezes mais prevalente na Índia do que no resto do mundo.
No entanto, existem excepções a esta regra. Uma delas é Candida auris , um parente mortal da levedura que causa aftas. Está na lista “crítica” da OMS, pois está superando rapidamente nossos melhores tratamentos antifúngicos. Como muitos patógenos fúngicos, Candida auris ataca predominantemente pessoas com sistema imunológico enfraquecido; se entrar no sangue ou invadir outros órgãos e tecidos, suas hipóteses de sobrevivência são de aproximadamente 50-50.
Semelhante ao fungo em The Last of Us, Candida auris veio até nós do nada. Era desconhecido da ciência até que foi encontrado no canal auditivo de uma japonesa de 70 anos em Tóquio em 2009. Em alguns anos, infecções foram relatadas na Ásia, África e Oriente Médio.
“Agora está em todo o mundo e é um pesadelo absoluto nos hospitais porque é resistente a muitos dos medicamentos antifúngicos da linha de frente”, diz o professor Matthew Fisher , do Centro MRC para Análise Global de Doenças Infecciosas do Imperial College London. Também é parcialmente resistente a desinfetantes e ao calor, o que o torna extremamente difícil de erradicar. Sua detecção pode desencadear o fechamento temporário de enfermarias hospitalares inteiras.
De onde veio Candida auris é incerto. “Estamos supondo que, na profunda biodiversidade de fungos que existe, essa espécie em particular teve sorte”, diz Fisher. Alguns fatores podem ter contribuído. A mudança climática pode ter promovido a mudança desse organismo de um hospedeiro desconhecido para nós, e é até possível que, como em The Last of Us, temperaturas mais altas tenham selecionado variantes que podem crescer na temperatura do corpo humano.
Outra possibilidade é que o uso excessivo de medicamentos antifúngicos na medicina ou na agricultura tenha suprimido o crescimento de organismos concorrentes, abrindo nichos nos quais cepas de Candida auris resistentes a medicamentos e outros fungos potencialmente nocivos podem prosperar. Para agravar o problema, existem apenas quatro classes de drogas antifúngicas, e há muito poucas em andamento.
Fungo Cordyceps atacando uma mosca. Fotografia: Nature Picture Library/Alamy
O desenvolvimento de novos medicamentos será um desafio. “Como os fungos estão realmente intimamente relacionados aos animais, quaisquer drogas que possam interferir no crescimento e desenvolvimento de um fungo são frequentemente tóxicas para nós”, diz Ramsdale. Apesar dessas preocupações, os fungos atualmente recebem menos de 1,5% de todo o financiamento de pesquisa de doenças infecciosas. O relatório da OMS pede maior vigilância e desenvolvimento de antifúngicos, bem como melhores ferramentas de diagnóstico, para garantir que os pacientes sejam tratados prontamente com os medicamentos corretos. A educação também é crítica, diz Ramsdale: “Muitos médicos recebem apenas uma ou duas palestras [sobre patógenos fúngicos] durante todo o treinamento na faculdade de medicina”.
A OMS disse que era importante não sensacionalizar a ameaça representada pelos fungos. Bactérias resistentes a antibióticos apresentam uma ameaça mais imediata e quantificável. “Este é um apelo para aumentar a conscientização, gerar evidências e gerar ciência – não apenas a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, mas também a ciência básica para entender a dinâmica da doença, epidemiologia, ecologia e distribuição global de infecções fúngicas, ” diz o Dr. Hatim Sati, da divisão de resistência antimicrobiana da OMS, que ajudou a escrever o relatório.
No entanto, a ameaça representada pelos fungos não se limita necessariamente às espécies que desenvolveram a capacidade de nos infectar. Cerca de 6.000 espécies de fungos são conhecidas por causar doenças em plantas comerciais e, a cada ano, 40% das safras de arroz do mundo são perdidas para uma doença fúngica chamada brusone do arroz. “Esse é um grande problema de segurança alimentar”, diz Ramsdale.
Doença fúngica da podridão parda em maçãs. Fotografia: Sabena Jane Blackbird/Alamy
O relatório da OMS também não lida com ameaças fúngicas desconhecidas – aquelas que ainda não chegaram aos humanos. Desde a década de 1990, os biólogos conservacionistas observam horrorizados espécies após espécies de anfíbios sucumbirem a uma doença causada por fungos quitrídios que tem sido associada ao declínio de pelo menos 500 espécies de anfíbios e à extinção de 90. Semelhante ao cenário imaginado em The Last of Us, não há nenhuma medida eficaz conhecida para controlar a doença.
Com tantas espécies de fungos por aí, ficar atento a ameaças emergentes é uma tarefa assustadora. “Não há micologistas suficientes no mundo para acompanhar tudo isso”, diz Ramsdale. Treinar mais deles seria um bom lugar para começar. Mas tanto quanto os fungos representam um perigo para nós, eles também apresentam oportunidades. O primeiro antibiótico do mundo, a penicilina, foi descoberto em um molde. Quem sabe que outros truques químicos eles têm em seus micélios? “Como bactérias ou vírus, os fungos são antigos e estão por toda parte”, diz Fisher.
Os nossos polinizadores estão em crescente declínio. Cerca de um quarto das populações de abelhas desapareceram. Em algumas populações o declínio foi de 40% ou superior. As causas associadas ao seu desaparecimento são sobretudo duas: alguns parasitas, entre eles alguns vírus. Mas, sobretudo, a utilização indiscriminada de pesticidas na agricultura, entre eles os neonicotinóides e o glifosato. Já escrevi sobre assunto. Os herbicidas à base de glifosato actuam como antimicrobianos no tracto digestivo dos insectos, destruindo a sua população microbiana e provocando-lhes a morte. Contudo, em muitos municípios portugueses, Matosinhos incluído, usam o ácido pelargónico (herbicida) com a etiqueta de "ecológico" (como se algum herbicida sintético pudesse ser ecológico) sabendo que este herbicida é também insecticida, fundamentalmente porque está comprovado que mata as abelhas. Por favor, fiquem atentos aos herbicidas aplicados nas vossas áreas, e, se quiserem ter uma cidadania activa e lutarem para que sejam abolidos, podem pedir ajuda por aqui.
A resistência de microrganismos aos antibióticos é uma das maiores ameaças à saúde global atualmente. O aumento no número de bactérias resistentes aos medicamentos, chamadas popularmente de superbactérias, coloca em risco a saúde de humanos e de animais. O problema está associado diretamente ao uso excessivo e incorreto dos antibióticos disponíveis.
Em Novembro é promovida a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos (World Antibiotic Awareness Week), realizada anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A campanha tem como objetivo conscientizar a população, profissionais de saúde e gestores públicos sobre os impactos de dimensões sociais, econômicas e ambientais causados pela resistência ao medicamento.
Em 2016, um relatório do governo britânico liderado pelo economista Jim O’Neill apontou um cenário global preocupante para a resistência bacteriana aos antibióticos. Segundo o documento, 700 mil pessoas morrem a cada ano no mundo devido a infecções causadas por bactérias resistentes.
Os pesquisadores estimaram que, se não forem feitas mudanças em nível global, a resistência a antibióticos pode levar à morte de 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, o que representa uma morte a cada 3 segundos.
Para traçar um panorama atual da resistência bacteriana, a CNN consultou o economista Jim O’Neill, que revelou uma preocupação com os impactos da Covid-19, apontou a falta de interesse da indústria farmacêutica na produção de novos antibióticos e cobrou ações de governos e autoridades sanitárias na confrontação do problema.
“Como resultado da Covid-19, o mundo inteiro se dá conta, ou deveria se dar conta, de que as principais infecções globais, não são apenas nos países emergentes, em que morrem milhões de pessoas, podem acontecer”, afirmou. “Alguns aspectos das nossas recomendações aconteceram, especialmente mais pessoas a estudar as infecções resistentes a medicamentos em departamentos de pesquisa especializada, e alguns esforços para reduzir o uso inadequado em animais, com resultados melhores do que o esperado”, acrescentou O’Neill.
O economista contou à CNN como foi receber o convite para liderar um estudo de uma área que não fazia parte da sua formação. “Fui convidado conscientemente porque não era especialista em ciências médicas, em parte para espalhar a consciência sobre o problema, mas também para pensar nas soluções em termos de economia e finanças”, afirmou.
“Esse foi um movimento muito inteligente, a meu ver, por que os que entendem a ciência médica percebem o problema, mas se ele não for compreendido pelos políticos fora da saúde, não será resolvido”, completou.
Além disso, segundo O’Neill, a resistência aos antibióticos pode impactar diferentes áreas além da saúde. “Conforme a minha análise mostrou, terminaremos com pelo menos 10 milhões de pessoas morrendo por ano devido à resistência aos antimicrobianos até 2050, e uma perda colossal do PIB. A experiência da Covid-19 em 2020 e 2021 mostra o que pode acontecer”, afirmou.
O especialista avalia que há uma falta de compromisso por parte de governos e autoridades de saúde no combate à resistência antimicrobiana.
“Há menos e menos atenção para o problema nas formulações de política global desde os destaques de 2015 e 2016, principalmente no que se refere ao tópico central do investimento financeiro. Nem os governos nem as empresas do ‘Big Pharma’ [as grandes farmacêuticas do mundo] querem comprometer recursos para isso”, disse. “Houve muito pouco progresso em muitas de nossas recomendações, especialmente no diagnóstico e no mercado quebrado de novos antibióticos”, afirmou O’Neill.
Ponto de situação em Portugal
Em Portugal, estima-se que anualmente se registem 1160 mortes causadas por bactérias resistentes e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) alerta para a importância de utilizar antibióticos apenas quando necessário, para que não se venham a tornar ineficazes.
Artur Paiva, director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), implementado em 2013, sob a alçada da DGS, explica à Lusa que o principal factor para as bactérias ganharem resistência é a exposição a antibióticos, por conseguirem estabelecer mecanismos adaptativos e registarem mutações. Daí a importância da utilização responsável destes fármacos, para que não se corra o risco de retroceder nos cuidados médicos.
“Este cenário de o antibiótico ser um bem escasso em vias de extinção é uma consciencialização muito significativa e temos de evitar a utilização desnecessária do antibiótico”, realçou.
O responsável pelo PPCIRA acentuou os efeitos adversos individuais da utilização abusiva de antibióticos, mas também os efeitos colectivos, ecológicos, que faz com que as bactérias fiquem mais resistentes e criam o “risco de os antibióticos perderem a efectividade para as gerações futuras”.
“Se nada for feito à escala mundial, em 2050 teremos as infecções como a primeira causa de morte”, referiu o especialista em Medicina Interna, que remete para os anos 30 do século passado, quando estes fármacos não existiam e as infecções eram a segunda causa de morte, estando agora em oitavo ou nono nesse ranking.
Em 2011, Portugal apresentava das mais elevadas taxas de infecção hospitalar e também das mais elevadas taxas de doentes hospitalizados a fazer antibiótico. Com a criação do PPCIRA, esses números “diminuíram significativamente”, através de “estratégias educacionais, produção de normas e até algumas estratégias de mudança comportamental, nomeadamente de programas de apoio à prescrição adequada do antibiótico nos hospitais e melhoria das estratégias que evitam a transmissão”.
“Temos obtido um percurso positivo. Embora a taxa de infecções hospitalares ainda seja alta, temos uma redução franca”, disse Artur Paiva.
O director do PPCIRA considerou que a consciencialização para os efeitos perniciosos da má utilização de antibióticos é uma responsabilidade não apenas dos médicos prescritores, mas também dos cidadãos, que deve “saber regras básicas”.
Além de estarem cientes de que só podem ser tomados com receita médica e de que a automedicação é um erro, os cidadãos devem também saber que não devem guardar antibióticos em casa. As sobras devem ser entregues na farmácia e não deitadas na sanita ou no lixo doméstico, “porque irão ser lançados no ambiente e produzir o efeito de resistência”, vincou Artur Paiva.
Como o uso indiscriminado favorece a resistência
Os antibióticos são medicamentos capazes de matar ou inibir o crescimento de bactérias. A sua eficácia está associada diretamente ao agente causador da infecção. Isso significa que nem todos os antibióticos são adequados para o tratamento de uma mesma infecção. Por isso, esses medicamentos devem ser utilizados apenas no combate a infecções bacterianas e de acordo com a prescrição médica.
A resistência aos antibióticos acontece quando determinada bactéria se modifica em resposta ao uso dos medicamentos.
Imagine uma pessoa que tenha contraído a sífilis, uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Após o diagnóstico, o indivíduo é tratado com um antibiótico chamado penicilina benzatina, conhecido como Benzetacil.
Vamos supor que 90% das bactérias sejam eliminadas e que 10% sobrevivam. Dentre as sobreviventes, é possível que uma parte tenha desenvolvido mecanismos de resistência à penicilina benzatina. Quando essas mesmas bactérias forem expostas novamente ao medicamento, ele pode não ter a mesma eficácia, tornando mais difícil o combate à infecção.
“São as bactérias que se tornam resistentes e não os seres humanos. Com o uso inadequado de antibiótico, pode ocorrer um processo de ‘seleção’: enquanto as bactérias ‘sensíveis’ são eliminadas a partir do tratamento, as ‘resistentes’ permanecem e se multiplicam”, explica a pesquisadora Ana Paula Assef, do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Segundo a pesquisadora da Fiocruz, o uso indiscriminado desses medicamentos por instituições de saúde, pela população e em práticas agropecuárias tem contribuído para o aumento da resistência.
“A rotina hospitalar, por exemplo, conta com uma série de procedimentos invasivos que são portas de entrada para as bactérias – como a utilização de ventilação mecânica e de cateteres venosos. Em consequência ao aumento das infecções hospitalares associadas a esses instrumentos, o uso de antibióticos é intensificado, o que promove a seleção de bactérias resistentes nesse ambiente”, explica.
A falta de sistemas de saneamento eficazes, com o lançamento de esgoto de hospitais e domicílios no ambiente sem o tratamento adequado, também favorece o aumento da resistência. Na natureza, as bactérias entram em contato com outros microrganismos e resíduos de antibióticos, o que gera novos processos de seleção e resistência.
A resistência eleva os custos de tratamentos, prolonga a permanência dos pacientes nos hospitais e aumenta os índices de mortalidade. Conforme os antibióticos vão se tornando ineficazes, o número de infecções que se tornam mais difíceis de tratar também tende a aumentar.
“Com o esgotamento das ações terapêuticas, infecções que hoje são conhecidas por ter um tratamento simples, poderão, no futuro, causar danos maiores ao organismo, na medida em que teremos menos recursos para combatê-las”, afirma Assef.
A opinião é compartilhada pelo economista Jim O’Neill. “Um dos acontecimentos mais preocupantes desde o nosso estudo é que existe o uso excessivo de colistina para promoção de crescimento em animais, que levou à evidência de resistência em animais e humanos. Esse é um dos últimos e mais importantes antibióticos de amplo espectro para a humanidade”, ressaltou.
Ações globais podem reverter a situação
O documento produzido por Jim O’Neill destacou um cenário alarmante da resistência bacteriana no mundo, mas também elencou dez pontos de ação que podem nortear as decisões de governos e autoridades sanitárias (veja quadro abaixo).
Cinco anos após a publicação do documento, o economista afirma enxergar dois cenários para 2050, um otimista e outro pessimista. “O mais otimista não poderá acontecer sem a ação decisiva dos formuladores de políticas. Estou especialmente desapontado que a reunião de 2021 do G20 não tenha feito maiores progressos na reforma sistemática chave da política de saúde global”, ressaltou.
O especialista estima que, sem a adoção das recomendações do documento, o mundo enfrentará um contexto catastrófico devido à resistência antimicrobiana. “Precisamos que muitos países, incluindo o Brasil e outros grandes países do chamado mercado emergente, tratem isso como um problema grave”, disse O’Neill.
A pesquisadora Ana Paula Assef, da Fiocruz, participa das formulações de documentos nacionais sobre o tema e de um projeto de fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância da Resistência Antimicrobiana.
Ela defende o desenvolvimento de políticas públicas que abordem o tema e incentivem mudanças de comportamento da população.
“A lavagem correta das mãos e dos alimentos, por exemplo, são práticas eficazes que devem ser estimuladas para a prevenção da transmissão de bactérias. Além disso, é importante cumprir as recomendações médicas sobre os antibióticos, evitando o uso por conta própria e a interrupção da duração do tratamento recomendado pelo médico”, disse.
Como parte de um esforço coletivo, as recomendações para a população em geral incluem o uso de antibióticos apenas com prescrição de um profissional de saúde, seguir as orientações médicas quanto aos horários e dosagens recomendadas, não compartilhar ou usar sobras de antibióticos, além de manter hábitos de higiene individual e lavar os alimentos antes do consumo.
O que explica a falta de interesse das grandes farmacêuticas
A formulação de um novo antibiótico pode levar de 10 a 15 anos. Por mais que sejam formulados novos medicamentos, as bactérias continuam criando mecanismos de resistência, o que faz com que o desenvolvimento dos antibióticos seja visto como um mercado pouco lucrativo.
“As grandes empresas farmacêuticas tomam uma decisão calculada de risco e retorno, a menos que os governos ofereçam financiamento ou grande suporte, elas não querem investir em soluções por que não é especialmente rentável”, diz O’Neill.
Para a pesquisadora da Fiocruz, a limitação das drogas disponíveis para o tratamento de infecções bacterianas chama a atenção para o investimento em pesquisa que permita ampliar o estudo de novas formas de eliminação das bactérias.
“Para pensar em novas formas de combate, é importante estudar a estrutura da bactéria, conhecer os mecanismos de resistência e investigar novos alvos de antibióticos”, afirma a especialista.
Pandemia de Covid-19 pode acelerar processo de resistência
A Covid-19 é uma infecção respiratória causada por um vírus chamado tecnicamente de SARS-CoV-2, ou novo coronavírus. Embora os antibióticos não tenham efeito no combate às infecções virais, o aumento no número de pacientes internados em decorrência da Covid-19 ampliou o uso desses medicamentos em larga escala em todo o mundo.
O aumento do uso de antibióticos está associado principalmente ao tratamento de infecções hospitalares, comuns em pacientes que permanecem internados por longos períodos, como pode acontecer em casos graves de Covid-19.
O economista Jim O’Neill afirma que, por um lado, a pandemia deixou duas lições: a lavagem de mãos é uma estratégia simples e eficaz para conter a disseminação de doenças e que as vacinas são especialmente úteis, em termos da resistência, por reduzir a necessidade dos antibióticos e prevenir a doença.
Por outro, ele reforça que o uso incorreto dos antibióticos na pandemia contribuiu para o agravamento do contexto da resistência. “A pandemia piora esse cenário uma vez que em muitas partes do mundo os antibióticos têm sido utilizados para lidar com os problemas da Covid-19, para enfrentar desafios para os quais não foram feitos, aumentando a resistência”, disse.
A pesquisadora da Fiocruz, Ana Paula Assef, aponta a necessidade de ampliar o controle das infecções, agilizar a identificação da bactéria e do mecanismo de resistência. Dessa forma, é possível acelerar ações de isolamento do paciente e contenção do espalhamento do microrganismo.
“É imprescindível estimular o desenvolvimento de novas drogas, visto que temos um número restrito de antibióticos no mercado que apresentam eficácia no combate às bactérias multirresistentes”, conclui.
A recent study published in the journal called Human Reproduction Update reveals that between 1973 and 2011 sperm count has fallen from 101.2 million per ml to 49.0 million per ml. Lead author Hagai Levine confirmed that India is also a part of this larger trend of decline.
Threat to human reproduction looms large as new research has revealed a global trend of declining sperm count among men.
The study published in the journal called Human Reproduction Update and conducted by researchers at Mount Sinai Medical Centre, the University of Copenhagen and the Hebrew University of Jerusalem found that a decline in sperm concentration was found in regions across South America, Africa, Asia, Europe, North America and Australia.
A similar study conducted in 2017 by the same group of researchers found that sperm concentration had more than halved in the last 40 years. However, that research had a few shortcomings including a lack of data from other parts of the world.
The latest study has collected data from 53 countries, according to The Guardian.
In terms of declining sperm count, India is no different. Professor Hagai Levine from the Hebrew University of Jerusalem told PTI, “India is part of this larger trend. In India, due to the availability of good data (including 23 estimates in our study, one of the countries with the richest data), we have more certainty that there is a strong and sustainable decline, but it’s similar globally.”
Let’s take a closer look at what the research found.
What has the research revealed?
The research suggests that between 1973 and 2011 the average sperm concentration has fallen from an estimated 101.2 million per ml to 49.0 million per ml. Meanwhile, the total sperm counts declined by 62.3 per cent during the same period.
The cause for concern has increased manifold with the latest study as from the looks of it, the rate of decline appears to be increasing. The data which has been collected from all continents in the world since 1972 shows that sperm count declined by 1.16 per cent per year. On the other hand, looking at data that has been collected since 200, the decline has been 2.64 per cent per year.
For Shanna Swan, an author of the study as well as a leading reproductive epidemiologist, the results of the study could mean trouble. In the coming decades, more and more men can become sub-fertile or infertile.
Hagai Levine is surprised by the fact that the rate of decline was accelerating rather than slowing down. He said, “Is there a tipping point, that once you cross, you get an even worse situation? That’s something to really pay attention to.”
Why is it a cause of concern?
Medical studies indicate that a sperm count below 40 million per ml can compromise fertility. Although the new study suggests that currently, the estimate is above this threshold, Levine noted that this is a mean figure, meaning the percentage of men below this threshold will have increased by now.
The phenomenon of having a low sperm count is called oligozoospermia.
“Such a decline clearly represents a decline in the capacity of the population to reproduce,” said Levine.
According to National Health Survey, low sperm count can make it difficult for people to conceive naturally, however, it’s still possible to get pregnant.
In addition to this, couples may have to depend on assisted reproduction techniques like in vitro fertilisation (IVF), hormone treatment pr intracytoplasmic sperm injection (ICSI), a technique where sperm is directly injected into an egg.
Other symptoms of low sperm count can also include problems with sexual function like low sex drive, pain, swelling or a lump in the testicle area and decreased facial or body hair.
What causes low sperm count?
Low sperm count can be a result of a variety of factors. Endocrine-disrupting chemicals as well as environmental factors might play a role in affecting sperm count.
Other factors like smoking, drinking, obesity and poor diet also have the ability to influence sperm counts.
Medically speaking, conditions like hormonal imbalances like hypogonadism, underlying genetic conditions, structural problems as well as genital infections such as chlamydia, gonorrhoea or prostatitis and obesity can also determine sperm count.
Moreover, both Swan and Levine have also blamed climate change for this. They said climate-related stressors like fluctuations in temperature and heat waves are all linked to decreasing the quality of sperm.
How to protect reproductive health?
Once the exact cause of lower sperm count can be determined, researchers are hopeful that scientists and policymakers might be able to the downward trend.
Dr Swan said that lifestyle changes are possible since a sharp drop in cigarette smoking in the past 50 years proves as evidence to the same. “Any large-scale adoption of healthier habits, like better diets and more physical activity, can help improve reproductive health.”
Besides this, other lifestyle changes like choosing organic, pesticide-free produce and staying away from certain plastics and chemical products can help a person to stay away from endocrine-disrupting chemicals.
However, tackling the problem would require much more research, said Swan. She said that better infrastructure to track sperm count, similar to what US Centre for Disease Control and Prevention has to track obesity, is the need of the hour.
Levine said, “Once humankind defines a problem and puts our resources and mind into it, we find solutions that we could not have thought about when we started. It’s always theoretically reversible.”
Todos os anos morrem mais de meio milhão de pessoas, sobretudo crianças, devido a doenças transmitidas por mosquitos. A malária, a febre amarela, o dengue e a zica são apenas algumas das enfermidades que usam os mosquitos como vetores, ou seja, os vírus e os parasitas que causam as doenças, passam de pessoa em pessoa através das picadas destes insetos.
A transmissão destas doenças é sazonal, uma vez que os mosquitos não são comuns ao longo de todo o ano. Existe por isso, um pico de transmissão que ocorre precisamente agora, entre outubro e novembro, na época de proliferação de mosquitos.
Este pico de transmissão coincide com a presença das andorinhas e dos andorinhões em África, aves que são muito importantes no controlo das populações de muitos invertebrados, incluindo os que são transmissores de doenças.
Por isso, a sua presença deverá ser um fator determinante para que este cenário não seja ainda mais catastrófico.
Proteger as andorinhas e os andorinhões que nidificam em Portugal é muito mais do que cuidar do nosso cantinho! Onde estão as andorinhas e os andorinhões que nasceram este ano na tua vila ou cidade? Estão em África, a ajudar a salvar vidas!