sábado, 31 de dezembro de 2011

Factory Farm Map


Factory Farm Map , criado em 2007, tem sido um instrumento poderoso de expôr factos e relacionar dados,  com a agricultura nos EUA, através de um mapa interactivo. Um exemplo a seguir em mais países.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Noam Chomsky: como o debate sobre alterações climáticas tornou-se uma fraude liberal


Um tema para fechar o ano de 2011: as alterações climáticas de origem humana - é urgente uma refocagem!

Neste vídeo sexto da série "Pico do Petróleo e um Clima em Mudança" do The Nation e On The Productions Terra, filósofo, linguista e ativista político Noam Chomsky fala sobre a Câmara de Comércio, o American Petroleum Institute e outros negócios lobbies com entusiasmo a realização campanhas "para tentar convencer a população que o aquecimento global é uma farsa liberal." De acordo com Chomsky, esta enorme campanha de relações públicas tem conseguido levar uma boa parte da população em dúvida as causas humanas do aquecimento global.

Conhecido por suas críticas à média, Chomsky não é titular de volta neste clip, colocar a culpa na média tradicional, como o New York Times, que será executado nas primeiras páginas com artigos sobre o que os meteorologistas pensam sobre o aquecimento global. "Os meteorologistas são meros leitores de ponto dizendo se vai chover amanhã", diz Chomsky. "O que eles têm a dizer mais do que seu barbeiro?" Tudo isso faz parte da perseguição da média contra a "objetividade" e vendem mentiras com lucros fabulosos.

De particular preocupação para Chomsky é a atmosfera de medo, raiva e hostilidade que reina atualmente na América. O ódio do público dos democratas, os republicanos de negócios, grandes e bancos e desconfiança do público de cientistas todos levam à desconsideração geral para as conclusões do "pointy-headed elitistas". As eleições de 2010 poderia ser interpretado como uma "sentença de morte para a espécie" porque a maioria dos republicanos no Congresso são os negadores do aquecimento global. "Se isso estivesse acontecendo em algum país pequeno", Chomsky conclui, "não importaria muito. Mas quando se está acontecendo no país mais rico, mais poderoso do mundo, é um perigo para a sobrevivência da espécie."

Visite www.TheNation.com para saber mais sobre "Peak Oil e um Clima em Mudança", e ver os outros vídeos da série.

Para saber mais sobre Noam Chomsky:

Articles and videos featuring Noam Chomsky at AnarchismToday

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dívidas privadas: consumo crítico e (eco)consciente - estudo sobre o perfil dos sobrendividados em Portugal (2008)

A fechar o ano 2011, temos que abordar a crise portuguesa. Ela é económica, política e cultural e terá que ser resolvida em contexto europeu, no contexto da CPLP e no contexto global, mediante a recusa do status quo do medo, da especulação e sentirmo-nos "paralisados" sem nada fazer. De facto podemos e devemos fazer a nossa parte por uma globalização contra-corporações e por um pacto sócio-ecológico imune ao feitiço do crescimento económico.A medio-longo prazo devemos reconhecer que se não civilizarmos a economia, corremos o risco de enormes passivos socio-ecológicos que vamos chutar para as gerações vindouras. Creio que não é isso que desejamos. Já conseguimos muito mas há que mudar de civilização. Vamos a tempo? [1]
Um Perfil Dos Sobreendividados Em Portugal

[1] Adaptado do livro "Portugal- ensaio contra a auto-flagelação" de Boaventura de Sousa Santos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O mais e o menos do Portugal agrícola

Nesta semana estou a fazer balancetes de sectores-chave para políticas mais sérias e assertivas num Portugal em rápida mudança, mas imensamente desfocado e "seduzido", "trabalhado", "condicionado" pela média e depois resulta que textos como este, se percam e retirem os leitores de uma focagem sobre um tema caro: a alimentação, os custos e o estado da arte, sobretudo no que nos diz mais respeito, isto é, Portugal. Assim, republico esta notícia/crónica que vai de encontro ao que eu referi.

Factor humano é uma das maiores limitações
Os pontos fortes
O sector leiteiro Portugal não só é capaz de produzir o leite que consome como ainda dispõe de uma ligeira margem para exportar. Mais: num sector aberto ao investimento estrangeiro, as marcas nacionais continuam a dominar o mercado. O sucesso do sector resulta em grande parte do trabalho da rede de cooperativas do Norte e do Centro do país que se uniram para criar o gigante Lactogal. A concorrência e a procura da eficiência afastaram dezenas de milhar de pequenos produtores do negócio e, nos dias de hoje, a redução dos preços está a causar ameaças aos que restam. Mas, numa área difícil, a agricultura nacional saiu-se bem.
Azeite É talvez o mais fulgurante caso de sucesso dos últimos anos. Por volta de 1960, a produção de azeite foi ameaçada pelos incentivos políticos concedidos aos óleos vegetais. Quando entrou na CEE, Portugal importava mais de três quartos das suas necessidades, embora reexportasse uma parte. A cultura caiu no esquecimento, mas uma série de investimentos espanhóis, nota Sevinate Pinto, “ensinou-nos como se faz”. Ainda que tenhamos de comprar quase metade das nossas necessidades, na última década fez-se o maior olival do mundo, a área cresceu 10 mil hectares entre 2005 e 2009 e quando os jovens olivais entrarem em produção Portugal pode ficar perto da auto-suficiência.
Frutas e legumes Há anos que se anunciava o potencial nacional para as frutas e legumes e agora esse potencial começa a dar frutos. No ano passado, as exportações do sector ficaram quase 200 milhões de euros acima das do vinho. Sem alarido, nas zonas do Oeste ou no vale do Mira, jovens empresários, voltados para o mercado e abertos à exportação começaram a tornar o sector num caso sério. Portugal é excedentário em legumes, mas, apesar do lento salto na produção de fruta, ainda depende em 35 por cento do que consome do exterior. O país está ainda a ganhar fôlego em novas produções, com o destaque para o kiwi.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ted Talk - Gratidão por Louie Schwartzberg


Saber mais:
Louis Schwartzberg

Palestra: O que Darwin diria ao Homem contemporâneo?

O que Darwin diria ao homem contemporâneo - Jaime Vaz from cpfl cultura on Vimeo.


O que dizem os biólogos sobre as famílias? Como confrontar as estatísticas com a biologia da espécie Homo sapiens sapiens? Eis algumas respostas interessantes, num debate sempre polémico, mas encontrei nesta palestra um bom balanço do que são as "famílias" do homem moderno e como responderia Darwin perante a desmultiplicação de uma unidade tão crucial ao homem como são as famílias e os genes.

domingo, 25 de dezembro de 2011

25 de Dezembro: Caccini's Ave Maria



Foi cantada ao vivo pelo contratenor Coreano/Canadiano David Lee DQ num programa de música muito popular entre os Coreanos chamado de "Carta de Amor/Do-Hyun Yoon", em Abril de 2008.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BP abandona a energia solar fotovoltaica

Sei mesmo quem são os mais vígaros no planeta...não são apenas os eurodeputados, os políticos fracos, as multinacionais...é o sistema obscuro plurinacional em que uns poucos ficam muito ricos e empobrecem e subjugam biliões de humanos...enquanto "alimentarmos este sistema" somos todos culpados e estaremos em ruína, em petroapocalipse e num sistema tóxico e radiocativo e de guerra permanente.

[fonte: Energías Renobables] A reestruturação empreendida pelo aparelho BP empresa adaptada aos novos tempos no setor PV não foi suficiente ea empresa britânica decidiu deixar a energia solar. Isto é declarado em um e-mail interno enviada por empregados da BP que teve acesso a Energia Renovável .
BP deixa de energia solar
Esta carta anuncia que "nós fizemos a difícil decisão de deixar o negócio", referindo-se às atividades solares que a empres manteve . A determinação complicada após quase 40 anos de compromisso com a energia solar. " O texto explica que os principais mercados solares todo o mundo têm sofrido profundas alterações nos últimos anos e reconhece que a BP não tem sido capaz de gerar as margens necessárias para manter o negócio de energia solar. BP anunciou no correio interno empregados nos próximos meses para completar os projetos a ser desenvolvido e tomará as medidas necessárias para transferir as suas obrigações e ativos. Da mesma forma, ele lamenta o impacto que terá cerca de 100 trabalhadores que anuncia medidas de apoio alternativas à BP, e subsídios de desemprego. 
Espanha já viveu o adeus da BP Solar 
BP Solar fechado na primavera de 2009 era uma fábrica de células e montagem que situada em Madrid,  e esta medida  afectou 480 trabalhadores. Então, a empresa disse que a medida era "parte da estratégia global da BP Solar para alcançar uma posição competitiva a nível mundial." Seus planos eram de "reestruturar as atividades de produção para reduzir custos e melhorar a sua competitividade a nível global." Agora, dois anos mais tarde, deixando a nível mundial de energia BP solar. Na carta enviada aos funcionários, assegurando que ele continua comprometido com as energias renováveis ​​e recorda três ações realizadas durante 2011 em biocombustíveis com a aquisição da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), o aumento participação na Tropical Bioenergia SA e a instalação de três parques eólicos nos Estados Unidos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fritjof Capra: “Sobrevivência da Humanidade Dependerá da Nossa Alfabetização Ecológica”



Para o físico Fritjof Capra, Leonardo da Vinci, o génio da Renascença, seria hoje um aliado imprescindível na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável. A sua síntese muito particular de arte, ciência e tecnologia – crê – ajudaria na compreensão dos mais importantes problemas socioambientais contemporâneos a partir de uma perspectiva interdisciplinar.

“O conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade. Sendo assim, precisamos urgentemente de uma ciência e tecnologia que respeitem a unidade de toda a vida, reconheçam a fundamental interdependência de todo fenômeno natural e nos reconectem com a Terra”, disse o físico.

Principal teórico do pensamento sistêmico, Capra defende a ideia de que todas as formas de vida - das células mais primitivas até os seres humanos - se configuram seguindo um único princípio básico: o de organização em redes. Ao exemplificar as relações de interdependência na complexa “teia da vida”, o físico tem propalado uma forma de interpretar o mundo radicalmente distinta do humanismo individualista, que coloca o homem no centro do universo.

Segundo ele, em vez de buscar o que extrair da natureza, as pessoas devem aprender a partir dela. “Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa alfabetização ecológica, da habilidade de entender os princípios básicos da ecologia e viver de acordo com eles”, ressalta.

Na visão de Capra, boa parte dos problemas atuais decorre do fato de a humanidade ter ignorado e interferido nos padrões e processos de relacionamento dos ecossistemas, que sustentam a vida. Para o autor de best-sellers como o “Tao da física”, “Ponto de Mutação” e “Conexões ocultas”, é possível revisar os valores do capitalismo e conduzir a sociedade para o desenvolvimento sustentável.

“O mercado global funciona como uma network de máquinas programadas de acordo com o princípio fundamental de que o lucro deve preceder os direitos humanos, a democracia e a proteção ambiental. No entanto, esses mesmos fluxos financeiros e de informação podem ter outros valores agregados. O ponto crucial não é a tecnologia, mas a política”, destaca.

Em entrevista a Juliana Lopes, de Ideia Socioambiental, Capra apresenta um repertório de ideias tão vasto quanto a sua proposta para a sustentabilidade. Saiba o que o físico pensa a respeito das novas tecnologias de informação, da economia global e do Brasil, entre outros assuntos.

Ideia Socioambiental: Como indivíduos e organizações devem atuar em rede? Quais são os desafios e benefícios dessa mudança?

Fritjof Capra: Hoje, a criação de redes sociais se tornou algo fácil. Nos últimos anos, as redes se transformaram no maior foco de atenção dos negócios e da sociedade, de maneira geral, como uma cultura global emergente. A internet é uma rede de comunicação poderosa e muitas das novas companhias da web atuam como uma interface entre redes de consumidores e fornecedores. Redes similares existem entre organizações não governamentais. Com as novas tecnologias de comunicação e informação, as redes sociais se tornaram todas extensivas, dentro e além das organizações. Teóricos organizacionais falam hoje de “práticas de comunicação” para se referir às redes sociais informais ou auto-geradas existentes em toda organização. São comunidades de pessoas que interagem com e se ajudam umas às outras para construir relacionamentos, e dar maior significado pessoal às atividades do dia-a-dia.

Dentro de cada organização, existe um cluster de comunidades de práticas interconectadas. Cada vez mais pessoas estão engajadas nessas redes informais e quanto mais sofisticadas elas forem, mais condições a organização terá de aprender respondendo criativamente a novas circunstâncias. A sobrevivência da organização reside na sua comunidade de práticas. O desafio para líderes empresariais não é criar redes dentro das organizações, mas conhecer e legitimar as redes informais já existentes.

IS: Como a sociedade deverá se adaptar à perspectiva sistémica na velocidade exigida para reverter problemas complexos como o do aquecimento global?

FC: O grande desafio de nosso tempo é criar e manter comunidades sustentáveis, concebidas de maneira que suas formas de vida, negócios, economias, estruturas físicas e tecnologias não interfiram na habilidade inerente da natureza de sustentar a vida. O primeiro passo nessa direção é o que chamo de “alfabetização ecológica”, a habilidade de entender os princípios básicos da ecologia e viver de acordo com eles. Se compreendermos os padrões de relacionamento que tornam os ecossistemas capazes de sustentar a vida, também entenderemos as muitas formas, padrões e processos que nossa civilização ignorou e interferiu neles. Assim, perceberemos que essas interferências são as causas fundamentais dos atuais problemas no mundo.

Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa alfabetização ecológica que deve se tornar uma competência essencial para políticos, líderes empresariais e profissionais em todas as esferas. Ela também deve ser a parte mais importante da educação em todos os níveis – do ensino primário e secundário até ao ensino médio e superior, assim como na formação e treinamento contínuo de profissionais.

IS: Como o senhor avalia movimentos como o do biomimetismo, ascendente no mundo, especialmente no campo do design? Esse conceito ajuda as organizações a adaptarem seus modelos a uma perspectiva sistémica?

FC: A alfabetização ecológica é o primeiro passo rumo à sustentabilidade. O segundo é o design ecológico. Precisamos aplicar nosso conhecimento ecológico para um redesign fundamental das nossas tecnologias e instituições sociais, preenchendo a distância entre o design humano e os sistemas ecológicos da natureza.

Design, em um sentido mais amplo, consiste em moldar o fluxo de energia e matéria para propostas humanas. Já pelo design ecológico, as propostas são cuidadosamente entrelaçadas com os grandes padrões e fluxos do mundo natural. Os princípios do design ecológico refletem os princípios de organização nos quais a natureza tem evoluído para sustentar a teia da vida. Praticar o design nesse contexto requer uma mudança fundamental em nossa atitude diante da natureza. Numa nova visão, ao invés de descobrir o que extrair da natureza, devemos identificar o que aprender a partir dela.

Nos últimos anos, tem havido um aumento dramático em práticas de design orientadas ecologicamente. O biomimetismo se refere a um tipo especial de tecnologia do ecodesign. Trata-se de um novo tipo de biotecnologia que não envolve a modificação genética de organismos vivos, mas utiliza as técnicas da engenharia genética para entender as sutilezas do design da natureza e aplicá-las como modelos para novas tecnologias humanas. O biomimetismo integra o conhecimento ecológico ao design de materiais e processos tecnológicos, aprendendo a partir de plantas, animais e microorganismos como manufaturar fibras, plásticos e químicos não-tóxicos, completamente biodegradáveis e sujeitos à contínua reciclagem.

IS: A economia global já funciona em rede, mas as interações decorrentes dela não têm trazido benefícios econômicos, ambientais e sociais de maneira equilibrada. É possível rever os valores que guiam o capitalismo e, fazendo isso, conduzir a sociedade para o desenvolvimento sustentável?

FC: A economia global está organizada amplamente em torno de redes de fluxos financeiros. Tecnologias de comunicação e informação sofisticadas permitem que o capital financeiro se mova rapidamente de uma opção para outra em uma implacável busca global por oportunidades de investimentos.

O impacto da nova economia nos seres humanos tem sido, na maioria das vezes, negativo. Há um acúmulo sem precedentes de riqueza no alto. Em contrapartida, as consequências sociais e ambientais apresentam-se desastrosas. Além disso, como temos visto com a atual crise econômica, esse modelo ameaça severamente o bem estar financeiro de pessoas em todo o mundo.

O problema central é que a economia global foi desenhada sem nenhuma dimensão ética. O então chamado “mercado global” funciona como uma network de máquinas programadas de acordo com o princípio fundamental de que o lucro deve preceder os direitos humanos, a democracia, a proteção ambiental ou qualquer outro valor humano. No entanto, a mesma network eletrônica de fluxos financeiros e de informação poderiam ter outros valores agregados. O ponto crucial não é a tecnologia, mas a política.

IS: A desmaterialização da economia pode contribuir nesse sentido?

FC: Acredito que sim. Ao que me parece, o desafio-chave é como adaptar-se de um sistema baseado na noção de crescimento ilimitado - o que é impossível em um planeta finito - para um outro que seja, ao mesmo tempo, sustentável e socialmente justo. O crescimento, é claro, representa uma característica central de toda vida. Uma sociedade ou economia, que não cresce, morre mais cedo ou mais tarde. O crescimento, contudo, não deve ser linear, nem ilimitado. Enquanto, certas partes dos organismos ou ecossistemas crescem outras declinam, lançando e reciclando seus componentes que se transformam em recursos para novo crescimento.

O tipo de crescimento balanceado e multifacetado que é bem conhecido pelos biólogos e ecologistas pode ser chamado de crescimento qualitativo. Em organismos vivos, ecossistemas e sociedades, o crescimento qualitativo consiste em um aumento de complexidade, sofisticação e maturidade que aprimora a qualidade de vida. Em outras palavras, crescimento qualitativo significa desmaterializar a economia em alguma extensão.

IS: Como as companhias deveriam rever seus esforços de inovação, pesquisa e desenvolvimento?

FC: O conceito de crescimento qualitativo será uma ferramenta crucial nessa tarefa. Ao invés de avaliar o estado da economia em termos de medidas quantitativas simplórias como o PIB, precisamos distinguir o “bom” crescimento do “ruim”. Do ponto de vista ecológico, essa distinção é óbvia. O crescimento ruim está relacionado a processos de produção e serviços que são baseados em combustíveis fósseis, envolvendo substâncias tóxicas, que levam à escassez de recursos naturais e à degradação dos ecossistemas terrestres. O bom crescimento relaciona-se a processos de produção e serviços mais eficientes com energias renováveis, emissões zero, reciclagem contínua de recursos naturais e restauração dos ecossistemas terrestres. As companhias precisam reavaliar seus processos de produção e serviços para determinar quais deles são ecologicamente destrutivos e, por essa razão, devem ser substituídos. Ao mesmo tempo, as empresas precisam diversificar seus portefólios na direção de produtos e serviços verdes.

IS: Como os cidadãos, companhias, organizações e governos podem articular diálogos estratégias, considerando as conexões ocultas e as relações de interdependência do sistema, sem perder de vista os problemas locais?

FC: As redes informais ou comunidades de práticas, que existem dentro de toda organização são idealmente moldadas para lidar com problemas locais. O que precisamos aprender é reconhecer como os problemas locais e globais estão interconectados. De fato, está ficando cada vez mais evidente que nenhum dos problemas do nosso tempo podem ser entendidos de maneira isolada. Para resolvê-los, precisamos aprender como pensar sistematicamente, em termos de relacionamentos, padrões e contextos.

IS: Como a internet e as novas tecnologias de informação podem integrar a sociedade em um esforço global para promover o desenvolvimento sustentável? Como os cidadãos, organizações e governos podem explorar essas possibilidades?

FC: Esse processo está em pleno movimento. Na virada deste século, uma coalização impressionante de ONGs disseminaram os valores da dignidade humana e da sustentabilidade ecológica. Esse “movimento pela justiça global”, como também é chamado, tem mobilizado uma série de encontros do Fórum Social Mundial, muitos deles no Brasil. Nesses encontros, as ONGs propõem um grupo completo de políticas de mercado alternativas, incluindo iniciativas concretas e radicais para reestruturar as instituições financeiras globais, que mudariam profundamente a natureza da globalização.

Esse engajamento exemplifica uma nova forma de movimento político típico da nossa Era da Informação. Por causa da habilidade em usar a Internet, em aliança, as ONGs são capazes de se interconectar para trocar informação e mobilizar seus membros com uma velocidade sem precedentes. Como resultado, essas organizações emergiram como atores políticos efetivos que são independentes das instituições tradicionais, nacionais ou internacionais, constituindo uma nova forma de sociedade civil global.

Para dotar o discurso político de uma perspectiva ecológica, a sociedade civil global depende de uma network de estudantes, institutos de pesquisa, think thanks e centros de aprendizado que operam em larga escala fora de nossas instituições académicas líderes. Há dúzias dessas instituições de pesquisa e ensino em todas as partes do mundo. Em comum, elas apresentam a característica de alinhar sua atividade de pesquisa e ensino a uma estrutura compartilhada de valores essenciais.

IS: É possível estabelecer uma agenda ou compromisso global capaz de conduzir a sociedade na transição para o desenvolvimento sustentável? Quais seriam os assuntos e metas prioritários dessa agenda?

FC: Sim. Lester Brown tem desenvolvido uma agenda detalhada com o seu livro Plan B, que também está disponível no Brasil. A obra de Brown traça um caminho para salvar a civilização. Trata-se de uma alternativa ao modelo de business as usual (Plano A), que tem nos conduzido ao desastre. A estratégia do Plan B é informada pela consciência da interdependência da maioria dos nossos problemas globais. Envolve uma série de ações simultâneas que são mutuamente apoiadas, espelhando a interdependência dos problemas que endereça.

Os componentes do Plan B são moldados pelo que é necessário hoje e não pelo que é considerado politicamente alcançável. Os principais objetivos são, nas palavras do autor, “reestruturar a economia, restaurar seus sistemas de apoio naturais, erradicar a pobreza, estabilizar a população e mudanças climáticas e, acima de tudo, restaurar a esperança.”

A revolução recente do ecodesign oferece a justificativa para o otimismo e esperança de Lester Brown. Todas as propostas do Plan B baseiam-se em tecnologias existentes e são ilustradas com exemplos de sucesso de países ao redor do mundo. Essas experiências evidenciam que temos o conhecimento, as tecnologias e os recursos financeiros para salvar a civilização e construir um futuro sustentável. Tudo o que precisamos agora é vontade política e liderança.

IS: Considerando a conjuntura atual, há algum agente (empresas, governos, ONGs etc.) que tem mais condições de liderar o movimento rumo ao desenvolvimento sustentável?

FC: No mundo atual, há três principais centros de poder: os governos, as empresas e a sociedade civil. O governo envolve instituições nacionais; as empresas e sociedade civil se tornaram globais. Acredito que a maioria de nossos problemas globais só poderão ser resolvidos se houver cooperação entre esses três setores. Cada um deles tem algo especial para contribuir. O governo pode guiar a população pela legislação. Líderes políticos carismáticos também podem desempenhar papéis importantes educando e persuadindo o público. Os negócios têm competências especiais de comunicação e na resolução de problemas. Já a sociedade civil adota os valores que precisaremos para um futuro sustentável.

No meu entendimento, o Brasil é o único país de peso, onde a colaboração tem sido facilitada e institucionalizada pelo seu presidente. Quando Lula tomou posse em 2003, criou canais administrativos especiais pelos quais membros da sociedade civil têm acesso direto ao governo. Ele também indicou líderes da sociedade civil para várias posições nos ministérios. Somando-se a isso, vejo que, no Brasil, tornou-se uma tradição executivos do mundo dos negócios fazerem trabalhos voluntários em ONGs, ajudando seus membros, por exemplo, com tarefas de contabilidade e gestão. A organização desses novos canais de comunicação e cooperação no Brasil pode servir de modelo e inspiração para o resto do mundo.

IS: Em seu mais recente livro, o senhor analisa os estudos de Leonardo da Vinci. Que contribuições esse grande cientista do Renascentismo pode trazer para a discussão da sustentabilidade no século XXI?

FC: Leonardo da Vinci, o grande mestre da pintura e génio do Renascentismo, desenvolveu e praticou uma síntese única de arte, ciência e tecnologia. Descobri que seu legado é muito relevante para o nosso tempo. Nossas ciências e tecnologias têm se tornado cada vez mais estreitas em seu foco, o que impossibilita a compreensão dos nossos multifacetados problemas a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Além disso, o conhecimento vem sendo dominado por grandes corporações mais interessadas em retornos financeiros do que no bem-estar da humanidade. Sendo assim, precisamos exatamente o tipo de síntese que Leonardo da Vinci delineou há 500 anos.de uma ciência e tecnologia que respeitem a unidade de toda a vida, reconheçam a fundamental interdependência de todo fenómeno natural e nos reconectem com a Terra.

IS: O que é essencial na educação de crianças e na de adultos para construção de uma sociedade sustentável? Esses públicos exigem estratégias diferentes de sensibilização e aprendizado?

FC: Ao longo dos últimos 20 anos, eu e meus colegas do Center for Ecoliteracy, em Berkeley, desenvolvemos uma pedagogia especial, que chamamos “educação para uma vida sustentável” com o objetivo de promover a alfabetização ecológica e o pensamento sistémico na educação primária e secundária.

Crianças, assim como adultos, passam por certas fases de desenvolvimento. Tanto a linguagem utilizada quanto as estratégias pedagógicas devem ser apropriadas a essas fases. Em nosso trabalho no Center for Ecoliteracy, descobrimos que os princípios da ecologia precisam ser ensinados de forma completamente diferente na educação primária (entre 6 a10 anos), secundária (entre 11 a13 anos) e no ensino médio (dos 14 aos 17 anos). E promover a alfabetização ecológica no ensino superior e na educação contínua de profissionais também exige estratégias e metodologias diferentes.

Infografia- Se a energia solar recebesse os mesmos subsídios que o petróleo (estudo de caso nos EUA)


Não acredito muito nas subsidiarizações,  baseadas  no petróleo e carvão (quase em exclusivo e culturalmente imposta/aceite) e nunca/jamais para o nuclear. Acredito mais na socialização de várias fontes de energia renováveis, incluindo a solar e a hidrogénio e em especial a biomassa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Energia Solar a 23% (?) : Portugal em perfeito contraciclo com as grande potências económicas europeias e mundiais


pv electric energy world
Locais do globo com forte potencial para a energia solar [fonte

1. Espanha, Japão, China projectam-se na energia solar e eólica. Cá a energia solar em 2012 passará para IVA de 23% e sem benefícios fiscais. É o enterro do País?
China has set a target for installed solar power generating capacity to reach 15 gigawatts by 2015 and wind power capacity to hit 100 GW
2.O caso execpcional da Índia: num ano aumentou 6 vezes mais a sua produção em solar! [link]


3.Os Japoneses não lamentam ou vivem a vida a chorar os problemas e aprendem com Fukushima: Japão instalou 1.3GW atingindo o top-5 ranking

4.Ver todo o Panorama Mundial e rankings neste relatório, publicado em 13 de Dezembro, em que a Itália destrona a Alemanha [mais detalhado aqui].

Actualização do Dossiê Planificando a Sustentabilidade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Alterações cimáticas e energia: tantas assimetrias e desiguldades no acesso

Eu diria de cor algumas caras "megeras" que andam por aí, em várias línguas. Lembremo-nos que a linguagem falada é uma componente exclusivamente humana, bem como a noção de futuro. A era pós-pico de petróleo será muito dolorosa, se não mudarmos o sistema, se não fizermos a transição e corrigirmos o crescimento populacional da nossa espécie.




1. Os subsídios que estimulam o consumo excessivo de combustíveis fósseis subiram para mais de 400 000 milhões de dólares. O número de pessoas sem acesso à electricidade manteve-se ao nível inaceitavelmente elevado de 1,3 mil milhões, representando cerca de 20% da população mundial.

2. As importações de petróleo para os Estados Unidos da América, o maior importador mundial actual, diminuem à medida que os ganhos de eficiência reduzem a procura e que são desenvolvidas novas fontes de abastecimento, como o petróleo leve condensado; contudo, a dependência crescente das importações de petróleo nas outras partes do mundo aumenta as preocupações sobre o custo das importações e a segurança dos abastecimentos. Em 2035, quatro quintos do petróleo consumido nos países Asiáticos não membros da OCDE provêm de importações, enquanto esse valor representa apenas pouco mais de metade em 2010. Globalmente, a dependência aumenta em relação a um número de produtores bastante limitado, sobretudo na região MENA, com o petróleo a transitar por vias de aprovisionamento vulneráveis. Em valores agregados, o aumento da produção oriunda desta região é superior a 90% do crescimento necessário na produção mundial de petróleo, elevando a quota-parte da OPEC na produção global para mais de 50% em 2035.

Para saberes mais, lê aqui e aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Buxtehude - Jesu meines Lebens Leben



Posso dizer que a minha relação com a religião é mais académica e estética do que propriamente fé ou aceitação passiva de ritos e até muitas vezes tomo posições provocadoras, pos vejo pouca consistência entre os textos e as condutas das hierarquias, a burocracia e outros impedimentos humanos ao entendimento mais justo e profundo dos textos fundadores ou "cultura" das religiões que existem no mundo. Há, contudo, tecidos similares em quase todas elas: a compaixão, a solidariedade, a elevação moral e algumas histórias/estórias formativas.
Trouxe-vos este trecho de Buxtehude. Os primeiros versos traduzidos dizem o seguinte:
"Mil, mil vezes, Amo Jesus,
Vós estais agradecido por isso.
Ó, que resistiu a blasfémias, escárnio e desprezo,
Cuspidelas, pauladas, cordas e algemas,
Filho Justo de Deus,
Abraço-me a Ti para salvar-nos das cadeias do diabo e do Pecado!
Mil, mil vezes Amo Jesus"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pacto dos Autarcas pelo Clima

1.    TEXTO OFICIAL
2. Já aderiram 68 municípios. Eis a lista completa aqui

3. Sítio com toda a informação para as autarquias poderem aderir

Faça a sua parte. Se o seu município ainda não consta da lista, divulgue esta postagem, promova debate, crie uma comissão para que mais autarcas adiram ao Pacto!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Grande Botânico (1817-1911)- centenário da sua morte






No centenário da morte do grande botânico, intelectual e ilustrador que foi Joseph Hooker [Botanical Journal of the Linnean Society, 167: 353–356] que coincide com a época natalícia redobro o apelo que protejamos as briófitas (vulgo musgo). Muitos têm elevado estatuto de conservação. Não recolham musgos nem os comprem.

Saiba mais sobre este grande explorador aqui

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sobre o Projecto "Compre o que é Nosso"

Esta campanha iniciada em 2007 (creio) recolhe como muitas outras campanhas escolares a baixa auto-estima e o preconceito e alheamento de alguns portugueses. Postas as barreiras políticas de lado (falso ou exagerado patriotismo) temos o direito de escolher o que é bom, e numa economia dita globalizada, nem tudo o que é português também se pode dizer que é BOM. Mas por outro lado deixemo-nos de preconceitos e de achar que só do estrangeiro existe qualidade e que é BOM ou "bonito".
Dá trabalho escolher, pois dá. É muito mais confortável irmos aos centros comerciais e despejarmos lá todo o dinheiro e termos a sensação de bem-estar. Mas não fizemos bem...há qualquer mágoa, quando descobrimos que quase tudo "estrangeiro" foi made in China ou India ou Thailand.
Pois bem, também já estamos um pouco "vacinados" com o que fazem a PT, EDP e GALP aos conterrâneos: tudo a preços muito altos para o bolso e salários que recebemos. Parece que fazem de nós parvos.
E de facto também vemos que a tão propalada competição de preços afinal em Portugal não existe. As restantes companhias rivais (seja Vodafone, Repsol, etc) mesmo já muito confortáveis com lucros da globalização, "roubam-nos" indecentemente, pois os preços por elas praticados são iguais aos da PT e GALP(!).
Por favor saia de casa, não vá para os centros comerciais e procure melhor.Às tantas encontra o que procura, é português e inovador, sem ser necessariamente "moderno" ou "inferior"- interessa é que o que comprarmos seja BOM e a preço JUSTO (que proteja o produtor e o trabalhador).

Procure a lista de empresas aderentes ao "Compre o que é Nosso" aqui

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um índio guaraní e um argentino assassinados por defenderem as florestas

Inez e Vinoodh para Alexander McQueen- V Magazine 2004
Agora como muitos estudantes estudam espanhol, a mensagem segue na língua original.
No olvidemos que se estima que hay más 150 millones de personas en el mundo que viven y dependen de los bosques. Sólo 24 millones en la Amazonia.
Cuando hablamos de la protección de los últimos bosques primarios, significa que las comunidades locales y pueblos indígenas puedan seguir teniendo acceso a los recursos, impidiendo que grandes corporaciones y empresas madereras, del sector agropeacuario etc, acampen a sus anchas esquilmando ecosistemas de un valor fundamental para el Planeta. Hay numerosos conflictos sociales por el control y el acceso a las tierras que están queriendo ser robadas y usurpadas por grandes corporaciones. Por ello, muchos pueblos luchan por el derecho a sus tierras ancestrales, por su protección.
Desde Argentina, hace unas semanas conocíamos la noticia del asesinato de Cristian Ferreyra, un joven dirigente del Movimiento Campesino de Santiago del Estero-Vía Campesina que se resistió al desmonte y desalojo de su tierra en Santiago del Estero.
Una de sus demandas era avanzar de forma urgente en la titularización de las tierras que habitan campesinos e indígenas desde hace varias generaciones. En Argentina ya se perdieron el 70% de los bosques primarios (la mayor extensión de bosque templado intacto del mundo), entre 1998 y 2006 la superficie deforestada en Santiago del Estero fue la mayor de Argentina y alcanzó las 821.283 hectáreas.
En otro área de bosque primario, la Amazonia, un líder era asesinado por pistoleros. Pertenecía a la comunidad indígena guaraní que había vuelto a los que son sus tierras ancestrales a principios de noviembre, y allí se mantenían acampados.
No son las únicas personas muertas, ya repudiamos los asesinatos del matrimonio Maria do Espírito Santo Ribeiro y José Claudio Ribeiro y de otros muchos casos como el líder campesino Adelino Ramos, conocido como Dinho.
Fonte:No Soy Un Dominguero

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A brutal lógica das alterações climáticas

 Um estudo científico de  Kevin Anderson e Alice Bows deixam-nos com zero margens de negociações
Let's walk through Anderson's logic. 
1. How much can global average temperature rise before we risk "dangerous" changes in climate? The current consensus answer is: 2 ºC [3.6 ºF] above pre-industrial levels.The 2 ºC number has been around for over a decade and was reaffirmed by the Copenhagen Accord just last year. Deciding on an "acceptable" level of temperature is a political and somewhat arbitrary judgment, of course, since it lets one number stand in for a wide range of heterogeneous considerations. But it's an important marker. And when it was first developed, it was based on the science of the day.

Here's a chart attempting to show, in simplified form, what amount of temperature rise will produce dangerous effects (the red zones) and what the 2 ºC level means:


Seems sensible enough. But there's a hitch: Climate science has not stood still for the last decade. According to the latest research, the level of damages once expected at 2 ºC is now expected at considerably lower temperatures. Here's a graph that shows science's evolving understanding:


As you can see, the 2 ºC "guardrail" that separated acceptable from dangerous in 2001 is, in 2009, squarely inside several red zones. Today, the exact same social and political considerations that settled on 2 ºC as the threshold of safety by all rights ought to settle on 1 ºC [1.8 ºF]. After all, we now know 2 ºC is extremely dangerous.

At this point, however, stopping at 1 ºC is physically impossible (we can thank our past inaction for that). Indeed, as we'll see, stopping at 2 ºC is getting close to impossible as well. There is no longer any reasonable chance of avoiding "dangerous" climate change, so 1 ºC vs. 2 ºC is a somewhat academic debate. At this point we're just shooting to avoid super-duper-dangerous. Regardless, the numbers that follow are based on 2 ºC.
Digo e repito sempre: estamos numa encruzilhada em que privado/público deixará de fazer sentido quando cair todo o carbono e pesticidas reflectidos em nossas vidas. SE NADA houver um empoderamento colectivo em refrear a banca, descredibilizar as empresas de rating e colocarmos os autores e "empresas" de paraísos fiscais em Tribunais Internacionais, o quanto antes...não auguro nada de bom. 

Para saber mais

  1. Kevin Anderson Beyond 'dangerous' climate change artigo (paper)
  2. The brutal logic of climate change, por David Rogers (faz uma análise do artigo científico)

domingo, 11 de dezembro de 2011

2011- No Ano Internacional da Química

1. Documentário "Dimitri Mendeleev e a Tabela Periódica dos Elementos Químicos"


Sítio Oficial aqui



3. Compreender as Alterações Climáticas na perspectiva da Química (em inglês)
É um sítio compreendendo 9 aulas (a 9ª está em fase de conclusão) completamente interactivas. Cada lição contem informação, resumos, testes e glossário (em inglês) 

5. Tom Lehrer- Chemstry Element Song


sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia Mundial dos Direitos Humanos - keep breathing:: mantem-te a respirar


Dia 10 de Dezembro- Dia dos Direitos Humanos - PSD/CDS ficam na história de, por decreto, acabar com o 5 de Outubro (Implantação da República)- isto, depois das pomposas comemorações do Centenário, ocorrida há um ano.



Fonte: Fora da Estante

No dia 31 de Janeiro de 1891 a cidade do Porto assistiu a um levantamento militar contra as cedências do Governo ao ultimato britânico de 1890. A revolta, liderada por capitão Amaral Leitão, alferes Rodolfo Malheiro, tenente Coelho e por outras figuras intelectuais da época, (Alves da Veiga, Basílio Teles, João Chagas, Paz dos Reis, Sampaio Bruno e Verdial Cardoso), foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal. Os revoltosos foram parados por um poderoso ataque da Guarda Municipal que fuzilou a multidão em marcha, tendo-se aí registado meia centena de vítimas.

SÍTiOS OFICIAIS das COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA (2010):
Centenário da República
Centenário da República nas Escolas
Newsletters do Centenário

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Plano Nacional de Barragens vai custar ao Estado (e a todos nós) 16 mil milhões de euros, vão produzir 0% de energia líquida e vamos ter a factura mais cara da Europa!



Outras consequências
Barragens de rios provocam erosão no litoral
As barragens de rios - tanto as que servem a hidrelétricas quanto as que têm a função de manter açudes em ambientes áridos - impactam a zona costeira a quilómetros de distância de onde foram construídas. É o que prova um estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Transferência de Materiais Continente-Oceano, que ganhou neste ano o Prêmio Fundação Bunge no tema Oceanografia. "Quando se constrói uma barragem, parte dos sedimentos que o rio levaria para o mar acaba ficando no mesmo lugar. Estima-se que hoje em dia os oceanos recebam apenas 50% dos sedimentos transportados há 100 anos, antes da construção das grandes represas", afirma Luiz Drude de Lacerda, pesquisador que trabalha na bacia do Rio Jaguaribe, que corta 70% do Ceará e tem 87 reservatórios de água. 
Esse material deveria repor o alimento das espécies marinhas e substituir parte do terreno que é engolido pela ação do mar. Por isso, Drude defende que os relatórios de impacto ambiental de barragens considerem também os ecossistemas marinhos onde os rios afetados desaguam. Fonte: Estadão Brasil

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Projecto Planet Design

O Projecto Planet Design tem como objectivo potenciar, revitalizar e dinamizar a indústria mobiliária.
 
É uma parceria entre entidades Portuguesas, Italianas e Espanholas onde os seus esforços serão aplicados na investigação, informação e divulgação de novas formas de produção e introdução de novas matérias primas aplicadas, também em conjunto com a madeira.

O projecto pretende assim contribuir para a melhoria no sector, onde não se deve descurar as tendências de mercado com base na inovação, estética e sustentabilidade ambiental.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Degas,Bailarinas,Chopin e Maria João Pires



O fascínio da pintura de Degas, através das suas bailarinas. Acompanhado pelo Nocturno N º 2 em Mi bemol maior op.9, Chopin, interpretado pela pianista Maria João Pires.
 
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O papel do cromossoma X no nosso sistema imunitário e na hereditariedade

NATURE the X Chromosome in Immune Functions

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2050: o mundo poderá ser sustentadamente alimentado por energias renováveis

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Segundo o novo estudo da WWF, toda a energia que o mundo necessita pode ser obtida de forma limpa, renovável e economicamente sustentável até 2050, reduzindo-se assim drasticamente as ansiedades sobre energia, segurança, poluição e não menos importante, alterações climáticas catastróficas.
O Relatório Energia (The Energy Report), depois de dois anos de trabalho, aponta para um novo caminho, a energia total necessária, incluindo os transportes, pode ser totalmente obtida de forma segura e adequada. “Se continuarmos a depender dos combustíveis fósseis enfrentaremos um futuro de ansiedade relativamente aos custos da energia, segurança e impactos das alterações climáticas”. “O Relatório Energia mostra que em quatro décadas podemos ter um mundo de economias vibrantes e sociedades alimentadas por energia limpa, barata e renovável e com uma boa qualidade de vida. Este relatório é mais do que um cenário – é um apelo á acção. Podemos atingir um futuro renovável e limpo, mas temos que começar agora.”
O relatório que contém uma análise detalhada e um cenário apresentado pela Ecofys, respeitada consultora para a energia, e uma análise da WWF, mostra que até 2050 as necessidades de energia, de transporte e de energia doméstica e industrial podem ser satisfeitas com usos residuais de combustíveis fósseis e nucleares.
No cenário da Ecofys, em 2050 a procura total de energia será 15 por cento mais baixa do que em 2005, apesar do aumento da população, dos outputs industriais, das viagens e dos transportes de mercadorias. O mundo não irá depender do carvão ou dos combustíveis nucleares, enquanto as regras internacionais e a cooperação limitarão os potenciais estragos ambientais gerados pelo desenvolvimento do biocombustível e da hidro-electricidade.
Ter energia limpa a custos controlados à escala necessária requererá um esforço global, semelhante à resposta global à crise financeira mundial, mas os benefícios serão muito superiores a longo prazo a nível da energia renovável comparativamente aos investimentos necessários nesta área das renováveis e da eficiência energética até 2040; a WWF estima que num cenário de “Business-As-Usual” os custos da energia limpa até 2050 serão de 4 triliões de euros. Do ponto de vista político e ambiental, providenciar energia limpa pode evitar conflitos internacionais relacionados com o abastecimento de energia, riscos de derrames de petróleo e quebras nas cadeias de abastecimento de combustíveis que são inerentes à exploração dos combustíveis fósseis.
O cenário do Relatório Energia considera que a redução de 80 por cento das emissões de CO2 no abastecimento de energia a nível mundial até 2050, prevendo que o aumento da temperatura média anual será limitado a menos de dois graus Celsius, evita desta forma catástrofes ao nível dos impactos das alterações climáticas. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem,” “Temos que garantir energia para todos sem prejudicar o nosso planeta e este relatório mostra que nós somos capazes.”

Portugal tem já um caminho percorrido nessa direcção: uma elevada percentagem da energia que consumimos é renovável e é estratégico o investimento no desenvolvimento destas fontes de energia (como a energia das ondas). Conta ainda com experiências a nível das smart-grids e dá os primeiros passos a nível de mobilidade eléctrica (carro eléctrico), cujo combustível (electricidade) terá uma fracção de energias renováveis, o que não acontece com a mobilidade a gasóleo ou gasolina. “Estes investimentos têm de se manter para se atingir o Cenário da Energia Limpa em 2050”.
“Portugal enfrentará ainda grandes desafios para atingir este cenário. Existe um longo caminho a percorrer ao nível de melhoria da eficiência energética, ao nível agrícola e industrial (produção de produtos) e ao nível dos edifícios. Existe também a questão do transporte: a necessidade de desenvolver e melhorar o transporte público, bem como promover a sua utilização.” “Também ao nível do planeamento e ordenamento do território deverá considerar-se a minimização da necessidade e do tempo de deslocação, de forma a reduzir os consumos em energia e as emissões de gases de efeito de estufa”.

O Relatório de Energia 2011
Resumo Técnico do Relatório de Energia 2011

Fontes: WWF; naturlink.sapo.pt e Bem Comum

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mapa do Dia - a vulnerabilidade à desertificação em todo o mundo

Desertificação é o fenómeno que corresponde à transformação de uma área num deserto. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a desertificação é “a degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e sub-húmidas secas, resultante de vários factores, entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”. Considera-se as áreas susceptíveis aquelas com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. Portugal e Espanha estão entre os três países mais desertificados da Europa segundo a Agência Espacial Europeia. 

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