terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia Mundial da Poupança



O Dia Mundial da Poupança celebra-se anualmente a 31 de outubro.

Origem da data

O Dia Mundial da Poupança foi criado com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de sobre-endividamento.

A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão. Todos os anos são organizadas diferentes atividades neste dia. Os eventos deste dia podem ser conhecidos no site oficial da data.

Poupança em tempos de crise

Muitos portugueses alegam que não fazem qualquer tipo de poupança, diária, semanal, mensal ou anual. Em outubro de 2015 tinham chegado à DECO 26.035 pedidos de famílias sobre-endividadas.

Contudo, alguns estudos mostram que é em períodos de crise que se registam os maiores índices de poupança. Empresas e famílias portuguesas fazem esforços para reduzir custos e conseguir poupar.
Ferramentas de poupança

Para auxiliar e facilitar a poupança, existem cada vez mais ferramentas e técnicas de poupança, fornecidas por entidades bancárias, governos e economistas. Para ajudar à poupança existem várias aplicações financeiras gratuitas que podem ser instaladas no smartphone. Na internet encontra também vários sites destinados à poupança.

Monsanto and Co: From seven to four – growing by shrinking

Mergers galore: Bayer wants to buy Monsanto and become the world’s largest producer of seeds and agrochemicals. All top rivaling companies are pairing up. ➢ Download the Agrifood Atlas with facts and figures about the corporations that control what we eat.


Seven companies currently dominate the global production of pesticides and seeds, a key sector in agriculture. But this oligopoly will shrink if the EU and US competition authorities give their green light. The two US corporations DuPont and Dow Chemical have merged, ChemChina has bought the Swiss company Syngenta, and the German chemical giant Bayer is going to take over the US company Monsanto. Three newly-formed conglomerates would dominate more than 60 percent of the market for commercial seed and agricultural chemicals. They would manage the supply of almost all the genetically modified plants on this market. They would also own the majority of patent applications for intellectual property rights for plants at the European Patent Office.

Bayer and Monsanto planing a turnover of 120 billions
The new Bayer-Monsanto would be the world’s largest agricultural corporation, holding one-third of the global market for commercial seed and a quarter of the market for pesticides. Bayer has agreed to buy Monsanto for US$ 66 billion. Bayer-Monsanto and DuPont-Dow will remain on the stock market, and will continue to be accountable to their shareholders. The management of DuPont-Dow plans to split the new group into three listed companies, one of them an independently operating agrochemicals company. ChemChina, a state-owned firm that is China’s biggest chemicals producer, has also agreed to pay an eleven-digit figure, US$ 43 billion, for Syngenta. Along with Syngenta’s pesticide and seed production, ChemChina, already a producer of non-patented chemicals, will gain an enormous amount of knowledge on genetic engineering despite resistance by many Chinese about using this technology in farming, and doubts over whether the Chinese government will support the introduction of genetically modified plants. Whether Syngenta’s new owners will list parts of the company on the stock exchange is unclear.

Bayer is financing the takeover of Monsanto with US$ 57 billion of loans. Its board argues that the enormous potential of global agricultural markets justifies the price, and taking on so much debt. It expects the global turnover of seed and pesticides to increase from US$ 85 billion in 2015 to US$ 120 billion in 2025. For comparison: in 2015 Bayer and Monsanto had a turnover of US$ 25.5 billion and a profit of US$ 5 billion.

No other company has swallowed more competitors in the seed sector than Monsanto
Bayer AG, the world’s tenth largest chemicals manufacturer, has expanded into seeds by acquiring other companies. It has joined the league of large multinational seed corporations, following in the footsteps of other chemicals companies. Five of the world‘s seven largest seed producers come originally from the chemical industry: Monsanto, DuPont, Syngenta, Dow and Bayer.

No other company has swallowed more competitors in the seed sector than Monsanto. This corporation began buying up seed producers around the world in the 1990s and now dominates a quarter of the world’s commercial seed market. It owns rights to most of the genetically modified plants, but also sells many conventional seeds, in particular vegetables. Monsanto’s presence is difficult to detect because the companies it controls often keep their original name; Monsanto’s logo rarely appears on a seed package in Europe.

The narrowing of the oligopoly from six or seven to three members will bring Bayer-Monsanto, DuPont-Dow and ChemChina-Syngenta closer to their objective of dominating seed and pesticide markets and dictating products, prices and quality standards. All three groups are pursuing the strategy of ousting other suppliers and eliminating competitors, if necessary through acquisitions.
Bayer could soon become the world’s number one in the seed and pesticide sector

Thirty national antitrust authorities worldwide are analysing these mega mergers. The European Commission has ruled that DuPont must sell off some of its pesticides as well as its research and development branch. To squeeze past the regulators Bayer is forced to sell off its South African business in genetically modified cotton, as well as its Liberty Link crops and chemicals.

Other corporations want to benefit from the wave of mergers by buying up business segments that the merging companies have to sell off. US-based FMC, formerly known as Food Machinery and Chemicals Corporation, has benefited from the Dow-DuPont scraps, buying some of their pesticides and research departments, making them currently the 5th largest valued pesticide producer in the world. The German company BASF is also buying sell-offs from the mergers.

The bigger a multinational, the more power it has to lobby politicians and to influence legislation. Bayer could soon become the world’s number one in the seed and pesticide sector. The group is under pressure because of its high debt, but is certain of the support of Germany, Europe’s economic giant.

A risk is that the new German global player and its political allies could target the fundamental achievements of EU legislation. These include the principle that the safety of pesticides must be demonstrated before they can receive EU approval: i.e., they do not cause cancer, affect reproduction, damage embryos or the hormone system. Bayer is likely to try to alter the licensing and labelling requirements of genetically modified plants, portraying these rules as obstacles of growth and trade. Big tasks lie ahead: Whoever secures genetic material through patents will control the seed sector and will influence agriculture, food production – and ultimately world food security.

» You can download the entire Agrifood Atlas here.

Imagens e fonte da notícia aqui

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Semana do Desarmamento - Semana Mundial da Paz



A Semana do Desarmamento/Semana Mundial da Paz, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), é realizada em todo o mundo entre 24 e 30 de outubro, anualmente. No Brasil, projetos legislativos e propostas no Congresso tentam alterar o Estatuto do Desarmamento. Mas não é somente o brasileiro que debate a questão, os americanos também voltaram a discutir o assunto após a tragédia em Las Vegas, onde um atirador matou 59 pessoas.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a necessidade de uma cultura de paz e de uma redução significativa de armas no mundo nunca foi tão grande “e ela se aplica a todos os tipos de armas”. Para conscientizar o mundo a respeito dessa necessidade, a Assembleia Geral da ONU proclamou a Semana do Desarmamento.

A ONU também ressalta que o custo humano e material das armas convencionais também é alto. “De pelo menos 640 milhões armas de fogo licenciadas em todo o mundo, aproximadamente dois terços estão nas mãos da sociedade civil. O comércio legal de armas de pequeno calibre excede quatro bilhões de dólares por ano. O comércio ilegal é estimado num bilhão de dólares. E essas armas convencionais, como as minas terrestres, causam destruição da vida e da integridade física, que continua por anos após os conflitos terem acabado”, afirma a organização internacional.

Para o ex-presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, e comandante geral das Forças Aliadas durante a 2ª Guerra Mundial, “cada arma produzida, cada navio de guerra lançado ao mar, cada foguete disparado significa, em última instância, um roubo àqueles que têm fome e não são alimentados, àqueles que estão com frio e não têm o que vestir. O custo de um moderno bombardeiro pesado é este: a construção de uma moderna escola em mais de 30 cidades”.

Desde o nascimento das Nações Unidas, em 1945, as metas do desarmamento multilateral e da limitação de armas são consideradas fundamentais para a manutenção da paz e da segurança no mundo todo. Estas metas significam: redução e eventual eliminação das armas nucleares (recentemente, foi assinado um acordo na ONU entre 43 chefes de Estado proibindo armas nucleares); destruição de armas químicas; fortalecimento da proibição contra armas biológicas; suspensão da proliferação de minas terrestres e de armas leves e de pequeno calibre, entre outros objetivos.

A ONU aborda questões do desarmamento continuamente, além de trabalhar frequentemente para implementar acordos específicos de desarmamento entre partes em conflito. As missões de paz das Nações Unidas também utilizam a estratégia do desarmamento preventivo, que procura reduzir o número de armas de pequeno calibre em regiões de conflito.

A organização afirma que é plenamente consciente da relação direta entre desarmamento e desenvolvimento. “Podemos fazer progressos significativos em direção aos objetivos de desenvolvimento do milénio se alguns destes recursos (usados em gastos militares e seus armamentos) fossem redirecionados para esforços para o desenvolvimento económico e social. Num momento de elevação dos preços de alimentos e combustíveis e de incertezas na economia global, o mundo não pode ignorar o potencial de desenvolvimento do desarmamento e da não proliferação”, disse o secretário-geral Ban Ki-moon.

E-Livro: Primavera Silenciosa- Silent Spring, de Rachel Carson




sábado, 21 de outubro de 2017

Novelas Gráficas em Ciências Naturais


Os alunos de hoje em dia, por nascerem rodeados por tecnologias são chamados “nativos digitais”. 
A integração dessas tecnologias no ensino tem sido um desafio para as escolas e professores. Integrar as mesmas nas atividades investigativas é uma das soluções. 
Estas permitem envolver os alunos no mundo que os rodeia, desenvolvendo nos mesmos um conjunto de competências ao nível do conhecimento, raciocínio, comunicação e atitudes. 
Estas competências são importantes para estimular a literacia científica dos alunos, tornando-os cidadãos críticos e conscientes das suas decisões. 
Para fortalecer a literacia científica dos alunos há que dotá-los de conhecimentos acerca de alguns aspetos da Natureza da Ciência, de forma a que percebam como se constrói o conhecimento científico. 
Tendo em conta este contexto realizou-se um estudo investigativo para compreender de que forma as novelas gráficas pedagógicas contribuem para a compreensão de alguns aspetos da Natureza da Ciência, no contexto da realização de atividades práticas, com alunos do 11.º ano de escolaridade. Neste estudo participaram 27 alunos de uma escola em Lisboa, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos. 
A temática lecionada insere-se na componente de Geologia, intitulando-se «A preservação do registo da evolução biológica». 
De forma a dar resposta à componente investigativa do estudo, recorreu-se a uma metodologia de natureza qualitativa e interpretativa. Os dados foram recolhidos através da observação participante das aulas e da análise de documentos produzidos pelos alunos, de questionários e da entrevista à professora cooperante. A análise dos dados sugere que a maioria dos alunos, com a discussão em aula e a produção das novelas gráficas pedagógicas, compreendeu os aspetos da Natureza da Ciência abordados e desenvolveu competências ao nível do conhecimento processual e substantivo, raciocínio, comunicação e atitudes. 
Os dados indicam igualmente, que os alunos apresentaram maiores dificuldades ao nível da generalização dos aspetos da Natureza da Ciência, bem como na gestão do tempo para a realização do trabalho. Os alunos apreciaram as atividades que realizaram e demonstraram envolvimento, gosto e empenho na sua realização.

Saber mais:
  • Novelas gráficas pedagógicas na compreensão de aspetos da natureza da Ciência – um estudo com alunos do 11.º ano de escolaridade- descarregar
  • A Novela Gráfica: uma interessante ferramenta didáctica - descarregar

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

‘Armagedon ecológico’: grande declínio de insetos voadores coloca humanidade em risco


Que a população de insetos voadores na Terra – como a das borboletas, por exemplo – está em declínio, não é novidade para os pesquisadores, que acompanham passo a passo suas trajetórias. Mas estudo recente, realizado por pesquisadores em reservas naturais na Alemanha, revela que 1/4 desses insetos desapareceram num período de 25 anos, o que traz e trará implicações gravíssimas para a vida humana.

A pesquisa foi publicada na revista Plos One e baseia-se no trabalho de dezenas de entomologistas amadores da Alemanha que iniciaram o uso de formas padronizadas de coleta de insetos em 1989. São tendas especiais chamadas de “armadilhas de mal-estar”, usadas para capturar mais de 1.500 amostras de insetos em 63 reservas naturais diferentes: moscas, vespas, libélulas, borboletas, joaninhas, besouros, entre outros.

Sem eles, nossa sobrevivência está em risco! Afinal, eles são polinizadores, além de alimento para outros animais, mantendo a cadeia. Esta notícia, então, dispara um alerta para a humanidade, como se uma espécie de Armagedon Ecológico estivesse em curso. Armagedon, na Bíblia, é a batalha final de Deus contra os seres humanos. Sim, a questão é dramática assim!

“O número de insetos voadores está diminuindo a níveis acelerados e altos, em uma área tão grande e esta é uma descoberta alarmante, realmente”, disse Hans de Kroon, da Universidade de Radboud, na Holanda, que liderou a pesquisa.

O Prof. Dave Goulson, da Universidade Sussex, no Reino Unido, que integra a equipa de cientistas que realizou esse estudo, diz que “os insetos representam cerca de dois terços de toda a vida na Terra e, por isso, este declínio é terrível. Parece que estamos criando grandes extensões de terra inóspitas para a maioria das formas de vida, e seguimos o curso em direção a um Armagedon Ecológico. Se perdermos os insetos, tudo vai entrar em colapso“.

Mas quais seriam as causas do grande declínio da população de insetos? Não está claro, mas há que se levar em consideração principalmente a destruição de áreas selvagens e o uso generalizado de pesticidas. Neste último caso, ainda não há dados efetivos para comprovar, então, são conjecturas científicas. Mas e as mudanças climáticas? Deve ter seu papel nessa história, certamente, mas os cientistas descartaram essa possibilidade. Não acreditam que as alterações nas paisagens de reservas ambientais possam influenciar esse declínio.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Prado - O número de insetos está a cair drasticamente

Já em 2017, cientistas Alemães alertavam para o declínio acentuado dos insectos.
Dos vários estudos e após análise, podemos concluir que:
- a agricultura intensiva é a principal causa de tão elevada mortalidade de insectos;
- entre os pesticidas, destacam-se os neocotinóides, com efeitos perniciosos sobretudo para as abelhas;
-os prados autóctones são biodiversos e importantes na preservação da biomassa e biodiversidade dos insectos;  
- as alterações climáticas interferem na época da floração e no surgimento de pragas
- é importante uma boa gestão do território.

A pesquisa foi publicada na revista Plos One





Grande mortalidade de insetos na Alemanha

A Associação Entomológica de Krefeld coletou e pesou insetos voadores entre 1989 e 2014. Em dois locais, os entomologistas determinaram uma diminuição de até 80% na massa de insetos.
  • Pesquisadores de Krefeld já haviam notado um declínio dramático nos insetos em julho
  • Nova avaliação confirma declínio dramático em insetos para áreas maiores
  • Mais pesquisas sobre as causas são necessárias
  • Contramedidas rápidas necessárias
Nos últimos 27 anos, a biomassa de insetos voadores diminuiu mais de 75% no total. Os dados foram coletados em 63 locais em reservas naturais na Renânia do Norte- Vestfália , Renânia-Palatinado e Brandemburgo.

Uma avaliação estatística abrangente dos dados de todos os locais tem faltado até agora. Isso agora foi fornecido por uma equipa de cientistas liderada pelo Prof. Caspar Hallmann da Universidade de Radboud e confirma os números anteriormente discutidos apenas para locais individuais.

Um fenómeno generalizado

A publicação agora fornece evidências de que realmente existe um fenómeno de grande escala, explica o Prof. Dr. Josef Settele do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ).

Coletou 53 quilos de insetos

"Os resultados do estudo são chocantes. O trabalho é metodicamente sólido e mostra um declínio maciço na biomassa de insetos em uma grande região geográfica da Europa Central. Estamos no meio de um pesadelo, pois os insetos desempenham um papel central no funcionamento da nossos ecossistemas", alerta o Prof. Dr. Johannes Steidle da Universidade de Hohenheim.

Razões para a mortalidade de insetos

Os autores mostram que o aumento da proporção de campos nas imediações, nitrogénio e, portanto, a intensificação do uso da terra são os principais responsáveis ​​pelo declínio dos insetos, diz a Prof. Dr. Alexandra-Maria Klein da Universidade de Freiburg.



A fertilização excessiva significa menos diversidade de plantas. Muitas vezes, apenas a grama permanece.

A maioria das reservas naturais examinadas são pequenas e cercadas por terras aráveis. Os autores suspeitam que essas terras aráveis ​​formam uma "armadilha ecológica" que os insetos não podem sobreviver lá e a população nas reservas naturais diminui. Segundo os cientistas, uma análise mais aprofundada das causas é urgentemente necessária.

O coautor do estudo, Hans de Kroon, pede o uso de menos pesticidas e a prevenção da perda de flores o mais rápido possível. As reservas naturais devem ser expandidas e as terras aráveis ​​reduzidas.



O Relatório Agrícola 2017 da Agência Federal para a Conservação da Natureza confirma que a população geral de insetos na Alemanha diminuiu significativamente nas últimas três décadas.

De acordo com a "Lista Vermelha" na Alemanha, 45% dos invertebrados, que incluem insetos, são considerados ameaçados de extinção. No início de 2016, um estudo internacional do Conselho Mundial para a Biodiversidade confirmou o declínio global de insetos. Em algumas regiões, até 40% dos insetos voadores estão ameaçados de extinção.


Declínio de insetos devido a pesticidas

Ecossistemas biodiversos estão sendo perdidos como resultado da fertilização excessiva da paisagem. De acordo com um estudo da Agência Federal do Meio Ambiente, metade de todas as espécies de plantas na "Lista Vermelha" estão ameaçadas por causa do excesso de nitrogénio. Plantas e gramíneas que toleram bem o nitrogénio proliferam bem e expulsam as plantas forrageiras que são importantes para os insetos.

Há também o uso de agrotóxicos. Isso geralmente afeta não apenas as pragas, mas também todos os outros insetos.

Os neonicotinóides (NNI) são particularmente criticados . As neurotoxinas de insetos altamente eficazes têm sido usadas na agricultura desde meados da década de 1990. As sementes são tratadas com eles. À medida que a planta cresce, o veneno se dispersa em pólen e néctar.

Inseticidas reduzem a fertilidade das abelhas


Existem agora alguns estudos que mostram os efeitos negativos dos neonicotinóides nas abelhas. Em 2016, pesquisadores suíços relataram na revista " Proceedings of the Royal Society B " que certos neonicotinóides reduzem a fertilidade das abelhas masculinas e encurtam sua vida útil. Outro estudo, publicado na revista Nature , descobriu que as abelhas não evitam as plantas tratadas com os inseticidas, mas na verdade as preferem.

Um estudo do neurobiólogo Randolf Menzel da FU Berlin mostra que os NNI afetam a memória das abelhas. Dois estudos recentes da Grã-Bretanha confirmam a influência nociva do NNI. As deficiências metodológicas são criticadas no estudo da Grã-Bretanha, os parâmetros medidos são muito grosseiros. No entanto, o estudo mostra efeitos claros sobre a capacidade das abelhas de hibernar.



Monoculturas contribuem para a mortalidade de insetos

O cultivo de monoculturas também contribui para a mortalidade de insetos. Em paisagens agrícolas sem ervas, plantas com flores, sebes e beirais nos campos, os insetos dificilmente encontram alimento ou habitat.

Que outras razões existem para a morte de insetos?

Uma das consequências das alterações climáticas é que muitas plantas estão a florescer mais cedo. O tempo de floração mais cedo perturba o ritmo de alguns insetos. Nas borboletas, por exemplo, a duração da luz do dia controla quando elas acordam das férias de inverno. Quando suas plantas forrageiras já floresceram, elas não conseguem mais encontrar comida.

Outros insetos beneficiarão das alterações climáticas e se proliferarão. Devido aos invernos amenos, mais parasitas sobrevivem e também causam problemas para os insetos. 

Nas últimas décadas, mais e mais áreas na Alemanha foram fechadas para novos assentamentos, tráfego e comércio. Em 2014 eram 69 hectares lacrados por dia. Este é o habitat perdido para insetos. 

Espécies invasoras também ameaçam o mundo dos insetos nativos: por exemplo, a joaninha asiática está competir com nossa joaninha nativa.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O que há debaixo do manto de gelo da Gronelândia?


O manto de gelo da Gronelândia é imenso, misterioso... e está a derreter! Usando tecnologia avançada, cientistas revelam os seus segredos pela primeira vez e o que eles encontraram é incrível: debaixo do manto de gelo há um vasto aquífero com um volume de água de de gelo do tamanho do Lago Tahoe. Será que essa água fica lá ou será que ela vai para o oceano e contribui para o aumento global do nível do mar? Acompanhe a glacióloga Kristin Poinar em sua jornada por esta terra congelada e esquecida e descubra!

sábado, 14 de outubro de 2017

Documentário: Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo (2012)

Trashed dirigido por Candida Brady, é um documentário que serve como aula e alerta. Ele timidamente acusa governos de não se importarem com o destino do lixo e enfaticamente exorta o espectador a fazer sua parte, começando por evitar o uso de sacos plásticos e separar o material reciclável dentro de casa.

Jeremy Irons é o apresentador dessa reportagem global, e podemos vê-lo de botas no meio das montanhas de lixo de uma praia no Líbano, catando dejetos numa praia inglesa, respirando as dioxinas espalhadas no ar de uma cidadezinha da Islândia, visitando crianças deformadas pelo agente laranja no Vietnam.  Ele não tem o humor e a agudeza de um Michael Moore, nem a pose professoral de um Al Gore. Seu “papel” é do cara mais ou menos comum que se mostra preocupado com a situação e disposto a aprender. Daí pode surgir uma razoável identificação com o espectador médio, que inevitavelmente será afetado pelo que viu e ouviu em Trashed.

Mas até que isso aconteça, esse espectador terá que passar por uma preleção às vezes enfadonha. Explica-se, por exemplo, a diferença entre “cinzas de fundo” e “cinzas aéreas” nos efeitos nocivos da incineração, fala-se em “digestão anaeróbica” e quetais. São explicações longas e detalhadas, que não estão ali para divertir, mas para conscientizar. Quando chegam os créditos finais, estamos suficientemente enojados da nossa sociedade descartável. E preocupados com a saúde de Jeremy Irons.





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Face To Face - Carl Gustav Jung (1959)


Carl Gustav Jung, psicoterapeuta suíço, é conhecido pela comunidade da psicologia como o fundador da psicologia analítica. Contemporâneo de Sigmund Freud, chegou a trocar correspondência e ideias com o austríaco, acabando por se afastar deste por algumas divergências conceptuais (enquanto Freud conduzia as suas ideias à luz da sexualidade, Jung acreditava no peso dos fenómenos espirituais). Assim, o helvético construiu conceitos originais e abriu novas perspetivas de entendimento da mente humana, desdobrando-se da sombra de Freud a partir de ideias como os arquétipos e o inconsciente coletivo.

A psicologia analítica é um ramo da psicologia que estuda mais a fundo a mente humana, nomeadamente o consciente, o inconsciente e a relevância do passado e dos traumas no comportamento de um dado indivíduo. Integrando-se neste tipo Freud através dos conceitos sexuais e da psicanálise, foi Carl Jung que deu os primeiros passos numa incipiente e até controversa área de estudo. Começando pelo conceito de complexo, o suíço entendeu-o como um grupo de ideias inconscientes associadas a eventos ou experiências dotados de uma atividade psíquica intensa. Regularmente estimulados por contactos estabelecidos com outrem, a emoção e as imagens mentais aumentam de intensidade e em extensão temporal consoante a raiz e a dimensão do complexo. Por exemplo, uma dada música pode desencadear uma memória que envolva um alguém, podendo também este vir à tona através de um objeto ou de outro alguém que nos remeta ao primeiro.
A visão de uma criança (…) despertará certos anseios em pessoas adultas e civilizadas – anseios que se relacionam com os desejos e necessidades não realizados daquelas partes da personalidade que foram apagadas da sua ‘whole picture’ em favor da ‘persona’ adaptada.

“Memórias, Sonhos, Reflexões” (1962)
Tendo em conta a inconsciência do complexo, pode-se estabelecer a ponte para uma noção bem mais abrangente e profunda. Jung estudou a existência de um inconsciente coletivo, que consiste numa herança material e imaterial comum a todos os seres humanos. Este complementa o inconsciente pessoal, manifestando-se regularmente nos sonhos através de formas tanto conhecidas como desconhecidas, estando esta familiaridade associada ao inconsciente individual. Essa herança do inconsciente coletivo engloba os arquétipos, sendo estes espécies de primeiras (e normalmente antigas) impressões existentes sobre vários detalhes do mundo que se refletem em diferentes aspetos da vida e que, por se repetirem durante séculos, se designam como “imagens primordiais”. O psicólogo é essencialmente conhecido por esta conceptualização porque é aqui que assenta toda a sua estruturação psíquica. Exemplos destes reportam às personagens do velho sábio, do herói, do vilão, do homem possante e da mulher sensual. Apesar da sua intemporalidade, existem metamorfoses nestes conceitos a partir da adaptação que se faz a estes de acordo com um contexto espácio-temporal.

Ainda no campo dos arquétipos, Carl Jung estudou e definiu o de sombra, tratando-se este do ego mais obscuro e grotesco da personalidade do ser humano. A seu ver, é o produto de uma herança das pioneiras formas de vida que, por estarem mais vinculadas ao primitivismo humano, nunca deixou de fazer parte da sua identidade. Assim, contém os impulsos que, num contexto social, são considerados como imorais, inadequados e reprimíveis e, à imagem destes, origina a sua projeção num terceiro, olhando-o como exemplo a não seguir. No entanto, é nesta que se desenvolve também a parte mais espontânea e emocional, sendo a missão de cada um a de clarear o máximo possível a sua sombra e de trabalhá-la partindo do interior para o exterior, potenciando as virtudes que a mesma providencia.

No primeiro par de conceitos que bifurca a partir do sexo do indivíduo, o psicólogo estuda mais alguns pormenores do inconsciente, neste caso mais em específico o do homem e o da mulher. Enquanto o homem dispõe de uma personalidade interior feminina conhecida por Anima, a mulher tem uma interna masculina designada por Animus. A primeira noção engloba uma perspetiva dócil e terna em que a flexibilidade, a tolerância, a intuição e a emoção ganham capital importância. Já a segunda abrange a razão, a lógica, a atividade, o conflito e o dinamismo, apontando, portanto, à robustez e ao vigor. Assim, o suíço advogou que cada ser humano detém um ser total dentro de si, que é procurado incessantemente tomando as proporções da figura do destino e que exige um processo de autodescobrimento por parte de cada um. A felicidade e a completude do ser humano é entendida, por conseguinte, como a unificação do caráter inato mais os traços anexos referentes ao masculino ou ao feminino e a harmonização do ser.
A vida é um campo de batalha. Sempre foi e sempre será; e se não fosse assim, a existência chegaria ao fim.
“O Homem e os seus Símbolos” (1964)
Voltando à unicidade de cada um, Carl Jung analisou o processo da individuação, que liga o estado infantil de identificação para um estado de ampliação da consciência e da emergência de uma definitiva diferenciação. Nesta dinâmica, decorre a relação entre os elementos inatos de cada um e da experiência, formando um corpo integrado em que a distinção se torna inevitável. Também aqui ocorre a afeição do ser humano com a sua personalidade intrínseca e o potencial energético que dela emana (arquétipo do Si-mesmo). Esta engloba e harmoniza as vontades e os instintos advindos do inconsciente, funcionando como um repositório estabilizador e como o núcleo da psique. Por isso é que a manifestação principal desta passa pela expressão instintiva, que tem a particularidade de não se poder desligar do mencionado Si-mesmo.

Para além de temas meramente mentais, o europeu abordou a sincronicidade aplicada a uma relação entre acontecimentos, entendendo-a como a ocorrência de dois ou mais eventos em que se sucede uma coincidência significativa para os atores dos mesmos. Este conceito diferencia-se da coincidência porque a aleatoriedade é uma condição necessária mas não suficiente, precisando de igual modo de um padrão em que compila  aspetos significativos para um sujeito. Esse padrão pode tomar as proporções de um arquétipo e mesmo fazer parte do inconsciente coletivo analisado acima.

Numa perspetiva comparativa com o psicanalista Sigmund Freud, existem vários traços que separam as suas abordagens. Freud nominaliza a energia vital como a líbido, sendo a que se materializa através dos instintos, enquanto na visão de Jung é a psique e os arquétipos a si associados que desencadeiam essa manifestação. Ambos defendem a existência de conflitos que desestabilizam a harmonia do ser mas, enquanto o austríaco a percepciona como um embate entre instintos, o suíço identifica a causa como sendo a negação da psique. No desenvolvimento pessoal, enquanto Jung não se desliga dos arquétipos, Freud segue a linha psicossexual do seu pensamento, começando o indivíduo por se desenvolver a partir das primeiras manifestações de sexualidade infantil. Até mesmo na interpretação onírica existe uma oposição interpretativa: por um lado, Freud associa livre e simbolicamente mas atribui-lhes um significado de revelação dos traumas e desejos mais profundos e viscerais do sonhador. Por outro lado, Carl Jung, sondando também os sonhos através da sua simbologia, estuda a sua finalidade ao invés das suas causas, visando a relação dos mesmos com os seus traços culturais e com a contraposição deles com as situações quotidianas do indivíduo. Na percepção do fim último da vida, Sigmund não se dirige à espiritualidade tal como o suíço, este que vê na transcendência espiritual da consciência como esse objetivo a alcançar. O austríaco delineia, como meta de vida, a procura de algo que lhe atribua completude e que esteja em comunhão com a sua delicada estrutura mental.

Em suma, é crucial perceber a visão de Carl Jung quanto à (teoria da) personalidade pois interliga grande parte dos conceitos explicitados. Denominada por ele como psique, é vista por ele como uma inter-relação dinâmica de sistemas isolados que atuam uns sobre os outros. Alguns destes consistem no ego, nos inconscientes individual e coletivo e aos arquétipos supramencionados, com o aglomerado destes a radicar no Si-mesmo. Para além dos mecanismos do inconsciente associados à formação da psique, existe o ego. Este define a identidade do indivíduo e a sua temporalidade, sendo suportado pelas perceções, memórias e emoções armazenadas na consciência. É a simbiose destes dois mundos que formula e origina a teorização da “geografia psíquica”. Carl Gustav Jung foi, assim, o homem que deu o pontapé de saída na abordagem à psicologia analítica. Um ramo destinado a conhecer melhor o Homem, os seus fundamentos, as suas linhas definidoras e as proporções da sua complexidade. Jung deixou entrar a luz que atribuiu valores concretos às incógnitas que dominaram durante décadas e séculos o estudo psicológico. O suíço, aliado a Freud, criou linhas de interpretação do incompreensível. Afinal de contas, também a psicologia opera milagres.

Dia Mundial de Combate à Obesidade

Texto e imagem aqui
Num país onde, de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Saúde (2014), mais de metade da população (52,8%) com 18 ou mais anos, ou seja, qualquer coisa como 4,5 milhões de pessoas, tem excesso de peso ou é obesa, não há nenhum fármaco para a obesidade com comparticipação do Estado. “A obesidade é uma doença com um grande impacto na saúde pública e nos sistemas de saúde. Mas apesar de termos um novo fármaco, este não é comparticipado. Aliás, nunca houve nenhum que o fosse no nosso país”, refere Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade que, a propósito do Dia Mundial de Combate à Obesidade, chama a atenção para um problema que considera ter de ser olhado “numa perspetiva mais global, uma vez que ainda há muitos doentes que são tratados pelas doenças associadas, como a diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, apneia do sono, entre outras, sem que se resolva aquilo que as causa, ou seja, a obesidade”.
Sobre a inexistência de comparticipação dos medicamentos destinados ao combate à obesidade, a especialista defende que, apesar de os medicamentos não serem um “milagre” capaz de erradicar a doença, “são muito importantes para o seu combate. E perdas de peso da ordem dos 5 ou 10% traduzem-se em melhoria ou mesmo reversão das comorbilidades associadas à obesidade, como a diabetes, hipertensão arterial, apneia, problemas articulares, etc. Claro que é preciso que haja sempre, por parte do doente, uma alteração do estilo de vida. Por isso acho que deveria haver uma comparticipação condicionada por esta mudança”.
Numa altura em que tanto se tem falado sobre a população infantil, também ela vítima do flagelo que é a obesidade, confirmada pelos números - o mais recente estudo da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), realizado junto de uma amostra de 17.698 crianças, no ano letivo 2016-2017, mostra que 28,5% das crianças no nosso país, com idades entre os 2 e os 10 anos, têm excesso de peso e, destas, 12,7% são obesas, o que nos torna um dos países da Europa onde os números da obesidade infantil são mais elevados -, a presidente da SPEO considera que é preciso fazer mais. “As crianças são muito recetivas a novas ideias. Penso que, aqui, se poderia fazer mais, muito mais, nomeadamente na educação para a saúde. Existem já vários projetos, iniciativas, mas falta ainda muito trabalho na promoção de uma ação global de educação para a saúde para todas as faixas etárias.”
Paula Freitas aproveita também o Dia Mundial de Combate à Obesidade para chamar a atenção para outra falha, neste caso a de nutricionistas e fisiologistas do exercício físico nos centros de saúde, capazes de prescrever quer o plano alimentar, quer o exercício certo para cada doente, tal como se faz com a terapêutica medicamentosa. “Os médicos aconselham os doentes a fazer caminhadas, a inscrever-se no ginásio, etc. Mas todos deveriam ter acesso a um fisiologista do exercício físico, de modo a ter uma prescrição de exercício à medida da sua condição física e das doenças concomitantes”
A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar em todo o mundo, de tal forma que a Organização Mundial de Saúde lhe atribui mesmo a designação de epidemia global. Trata-se de um problema grave de saúde pública, uma das principais causas de doença e morte prematura, sendo um fator de risco para várias doenças, como as cardiovasculares, a diabetes e vários tipos de cancros. É, no entanto, possível de prevenir, graças a uma mudança nos estilos de vida, que passa por uma alimentação saudável e a prática regular de de exercício físico.

Dia Internacional da Rapariga


O Dia Internacional da Rapariga observa-se anualmente a 11 de Outubro.

A data foi instituída em 2011 pela Organização das Nações Unidas, através da Resolução 66/170, com o objectivo de promover a protecção dos direitos das raparigas de todo o mundo e de acabar com a vulnerabilidade, a discriminação e a violência que estas sofrem. Em 2012 celebrou-se a data pela primeira vez.

O Dia Internacional da Rapariga tem por objetivo sensibilizar para as questões de igualdade e violência de género, bem como apelar à reflexão sobre os preconceitos e estereótipos que colocam entraves na vida escolar e pessoal das raparigas. Procura, também, dar ênfase ao papel ativo que as raparigas podem ter enquanto agentes de mudança social.

Muitas raparigas continuam a ser impedidas de estudar e são obrigadas a casar pelas famílias. Para chamar a atenção sobre os problemas, por todo o mundo realizam-se atividades neste dia que visam promover os direitos das raparigas e das adolescentes.

Dados mundiais sobre as raparigas (actualizado para 2016)
  • Existem 1,1 mil milhões de raparigas no mundo.
  • Uma em três raparigas casa antes dos 18 anos nos países em desenvolvimento, o que aumenta a probabilidade de violência pelo parceiro.
  • 700 milhões das mulheres de hoje casaram antes dos 18 anos e um terço destas casou antes dos 15 anos.
  • As raparigas pobres têm 2,5 vezes mais hipóteses de casar na infância do que as raparigas ricas.
  • 7 milhões de raparigas menores engravidam por ano nos países em desenvolvimento.
  • 40% das gravidezes não são planeadas, com grande parte deste número a resultar de violações.
  • Mais de 3 milhões grávidas não têm acesso a planeamento familiar e cerca de 40% das jovens procuram contracetivos sem êxito.
  • Entre 100 a 142 milhões de raparigas terão sido submetidas a mutilação genital.
  • 31 milhões de raparigas em idade de escola primária e 34 milhões em idade do secundário não vão à escola.

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sexta extinção em massa de animais selvagens está a acelerar e a culpa é dos humanos

Fonte: aqui

A sexta extinção em massa de animais selvagens na Terra está a acelerar, de acordo com uma análise de cientistas que alertam que este facto pode também contribuir para o colapso da civilização, avança o ‘The Guardian’.

Mais de 500 espécies de animais selvagens foram encontradas à beira da extinção, estimando-se que provavelmente acabem extintas em cerca de 20 anos. Em comparação, o mesmo número foi extinto durante todo o século passado. Os cientistas alertam que a extinção poderia demorar milhares de anos, se não houvesse destruição humana da natureza.

Os animais à beira da extinção, com menos de mil espécies restantes, incluem o rinoceronte de Sumatra, a carriça Clarión, a tartaruga gigante de Espanha e o sapo arlequim. Estavam disponíveis dados históricos para 77 das espécies, o que levou os cientistas a descobrir que tinham sido extintas 94% das suas populações.

Os especialistas também alertaram para um efeito dominó, com a perda de uma espécie a derrubar as outras que consequentemente dependem dela. «Extinção origina extinções», disseram, observando que, ao contrário de outros problemas ambientais, a extinção é irreversível.

A humanidade confia na biodiversidade para a sua saúde e bem-estar, segundo os cientistas, sobretudo numa altura de pandemia como esta, um exemplo extremo dos perigos que pode ter a destruição do mundo natural. O aumento da população humana, a destruição de habitats, o comércio de animais silvestres, a poluição e a crise climática devem ser enfrentados com urgência, afirmaram os especialistas.

«Quando a humanidade destrói outras criaturas, está a destruir partes do nosso próprio sistema de suporte à vida», disse Paul Ehrlich, da Universidade de Stanford, nos EUA, um dos investigadores. «A conservação de espécies ameaçadas de extinção deve ser elevada a uma emergência global para governos e instituições, tal como as alterações climáticas às quais está interligada».

A análise, publicada na revista Proceedings da National Academy of Science, analisou dados de 29.400 espécies de vertebrados terrestres compiladas pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da ‘BirdLife International’. Os investigadores identificaram 515 espécies com populações abaixo de mil, sendo que cerca de metade delas tinha menos de 250 espécies restantes.

Os cientistas descobriram que 388 espécies de vertebrados terrestres tinham populações abaixo de cinco mil, e a grande maioria (84%) vivia nas mesmas regiões que as espécies com populações abaixo de mil, criando as condições para o referido efeito dominó.

Mark Wright, director de ciências da ‘World Wide Fund for Nature’ (WWF), disse: «Os números deste estudo são chocantes. No entanto, ainda há esperança. Se pararmos com a desflorestação devastadora em países como o Brasil, podemos começar a duplicar a curva da perda de biodiversidade e das alterações climáticas. Mas precisamos de ambição global para fazer isso», afirmou.

Dia Mundial Contra a Pena de Morte



O Dia Mundial Contra a Pena de Morte encontra-se a 10 de outubro no calendário.

A data pretende defender a peça central dos direitos humanos – o direito à vida – sensibilizando os países contra a pena de morte.

Dia Mundial Contra a Pena de Morte foi criado em 2003 por iniciativa conjunta de organizações não governamentais, governos e organizações jurídicas. A Organização das Nações Unidas repudia a legalidade e o uso da pena capital, assim como a União Europeia.

Portugal foi o líder na abolição da pena de morte, já que foi o primeiro país do mundo a abolir a pena capital na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867.

Até há sete décadas, somente 14 países tinham abolido a pena de morte. Atualmente, 82% dos países suspenderam ou aboliram a pena de morte.

O Direito Internacional delimita a aplicação da pena de morte para "a maioria dos crimes graves", o que circunscreve o seu uso ao crime de homicídio intencional.

sábado, 7 de outubro de 2017

Palestra: Agrofloresta do Futuro - Agricultura Sintrópica Ernst Gotsch


A Agricultura Sintrópica é constituída por um conjunto teórico e prático de um modelo de agricultura desenvolvido por Ernst Götsch, no qual os processos naturais são traduzidos para as práticas agrícolas tanto em sua forma, quanto em sua função e dinâmica. Assim podemos falar em regeneração pelo uso, uma vez que o estabelecimento de áreas agrícolas altamente produtivas, e que tendem à independência de insumos e irrigação, tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do microclima e o favorecimento do ciclo da água. Ou seja, o plantio agrícola é concomitante à regeneração de ecossistemas.




























Ao invés de receitas, há um conjunto de conceitos e técnicas que viabilizam o acesso a suas características fundamentais. O criador da Agricultura Sintrópica, Ernst Götsch, baseia sua cosmovisão transdisciplinar em muita ciência e a prática diária de mais de cinco décadas. A lógica que orienta sua tomada de decisão percorre um trajeto que nasce na ética de Kant e atravessa a física, a filosofia grega e a matemática. Ele também se apoia na biologia, química, ecologia e botânica, e se abastece da cena tecnológica do momento, adaptando técnicas e ferramentas de outras áreas. Portanto, a agricultura de Ernst Götsch se vale de um encadeamento coerente e sistemático de dados, livre de contradições internas, que não somente percorre uma narrativa lógica como também inclui uma expressão concreta no fim do caminho. Do planejamento à execução do plantio, há método, e há resultado prático. Mais que uma boa ideia, a Agricultura Sintrópica comprovadamente funciona, e pode responder aos maiores desafios sociais e ambientais do nosso tempo. Leia abaixo o artigo onde Ernst descreve os 15 princípios nos quais baseia a Agricultura Sintrópica.

Peculiaridades da Agricultura Sintrópica

Na Agricultura Sintrópica cova passa a ser berço, sementes passam a ser genes, a capina é a colheita, concorrência e competição dão lugar à cooperação e ao amor incondicional e as pragas são, na verdade, os agentes-de-otimização-do-sistema. Esses e outros termos não surgem por acaso, mas sim, derivam de uma mudança na própria forma de ver, interpretar e se relacionar com a natureza.

Muitas das práticas agrícolas preconizadas como sustentáveis baseiam-se na lógica da substituição de insumos. Troca-se os químicos por orgânicos, plástico por material biodegradável, defensivos por preparados. Porém, a forma de pensar ainda está muito próxima daquela a quem fazem oposição. Em comum, combatem as consequências da falta de condições adequadas para o crescimento saudável das plantas. A Agricultura Sintrópica, por outro lado, capacita o agricultor a replicar e acelerar os processos naturais de sucessão ecológica e estratificação, dando às plantas condições ideais para seu desenvolvimento, cada qual ocupando sua posição natural no espaço (estratificação) e no tempo (sucessão). É uma agricultura baseada em processos, e não insumos. A colheita agrícola passa a ser vista como um efeito colateral da regeneração de ecossistemas, ou vice-versa.

“O milho é emergente, com ciclo de vida curto, da placenta de Sistemas de Abundância”. É comum ouvir quem trabalha com agricultura sintrópica se referir a qualquer espécie mencionando ao menos essas quatro categorias. Elas se referem a critérios fundamentais que devem ser observados na orquestração dos cultivos sintrópicos. Há que se harmonizar o espaço (estratificação) ao longo do tempo (ciclo de vida), respeitando os passos sucessionais (Placentas, Secundárias e Clímax) dentro de cada um dos Sistemas (Colonização, Acumulação e Abundância ou Escoamento), segundo definições de Ernst Götsch. Uma agrofloresta sintrópica, portanto, se desenvolve e se transforma ao longo do tempo e do espaço, sempre “no sentido do incremento da quantidade e da qualidade de vida consolidada”, diz Ernst.



O que é Sintropia?







É muito fácil dizer que se quer trabalhar com a natureza e não contra ela. Mas de qual natureza estamos falando? Qual leitura e interpretação que fazemos dessa natureza observada? Esse é um dos principais pontos diferenciadores da agricultura sintrópica. E no centro desse entendimento está o conceito de sintropia.


Estamos mais familiarizados com o conceito de entropia da Termodinâmica, que se refere à função relacionada à desordem de um dado sistema, associada com a degradação de energia. Tudo que se refere ao consumo e à degradação de energia é, portanto, explicado pela Lei da Entropia que rege o mundo físico. Mas não é de hoje que se discute a inaplicabilidade da Lei da Entropia para descrever o que ocorre no mundo biológico. Ao tentar trazer o conceito de entropia para dialogar com os sistemas vivos, grandes cientistas concluíram pela necessidade de se descrever uma tendência que lhe fosse complementar. Para o matemático Fantappiè (1942), se por um lado a entropia trouxe o entendimento de que toda energia no universo que se encontra concentrada tende a se dissipar, simplificar e dissociar, a sintropia se manifesta pela formação de estruturas, pelo aumento de diferenciação e complexidade, tal como acontece com a vida. Ou seja, enquanto a entropia dispersa, a sintropia concentra. Sem usar o termo “sintropia”, o nobel de física Schrodinger também chega, na década de 40, a conclusão semelhante: “a vida se alimenta de entropia negativa”. A ideia da existência de alguma força oposta ou complementar à entropia - e que a vida no planeta Terra seria a manifestação dessa força - intrigou cientistas de diversas áreas, como Albert Szent-Györgyi (química), Nicholas Georgescu-Roegen (economia), Viktor Schauberger (ciências naturais), Ulisse di Corpo & Antonella Vaninni (psicologia), e, já nos anos 1970, viria compor as premissas da Teoria de Gaia, de Lovelock e Margulis.

Sintropia e Agricultura

Representação proposta por Ernst Götsch de fluxos de energia tanto em sua fase de dispersão (entropia) quanto na fase de complexificação (sintropia).

Ao trazer o conceito de sintropia para a agricultura, Ernst Götsch introduz uma perspectiva inédita associada a essa prática. A partir dela entende-se que, no contexto do ecossistema, fazem parte do metabolismo dos organismos não apenas os processos dissociativos, mas também a reorganização de resíduos entrópicos. Esse seria o mecanismo por meio do qual a vida prospera, gerando sempre, segundo Götsch, um saldo energético positivo, tanto no sub-local da interação quanto no planeta por inteiro. Portanto, quando dizemos que queremos trabalhar a favor da natureza e não contra ela, é dessa natureza que estamos falando. Ter a sintropia como matriz fundamental de interpretação e manejo dos sistemas cultivados é o que dá suporte para a capacidade regenerativa da agricultura sintrópica e é assim que entendemos que toda nossa agricultura deveria ser.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nobel Peace Prize Awarded to Anti-Nuclear Weapons Group


The 2017 Nobel Peace Prize has been awarded to the Geneva-based International Campaign to Abolish Nuclear Weapons, or ICAN. The group consists of about 500 organizations in more than 100 countries that are working toward global nuclear disarmament.

In announcing the award, the chair of the Norwegian Nobel Committee, Berit Reiss-Andersen, said the International Campaign to Abolish Nuclear Weapons was performing vital work.

“Some states are modernizing their nuclear arsenals and there is a real danger that more countries will try to procure nuclear weapons, as exemplified by North Korea.”

ICAN's executive director, Beatrice Fihn, said she hopes the prize sends a clear message to nuclear states.

“You can't threaten to indiscriminately slaughter hundreds of thousands of civilians in the name of security.”

The award, worth $1.1 million, is widely seen as a political statement at a time of high geopolitical uncertainty.

Pyongyang's series of nuclear and weapons tests this year has shaken the global security order.

This past week, U.S. President Donald Trump threatened to end the 2015 Iran nuclear deal accusing Tehran of failing to live up to the “spirit of the agreement.” Critics fear knock-on effects.

“If the U.S. proves itself to be an unreliable negotiating partner, I think North Korea would have no incentive really to engage in any sort of discussion about its nuclear program,” says Paulina Izewicz of the International Institute for Strategic Studies.

The world’s two biggest nuclear powers, the United States and Russia, are reducing their stockpiles of atomic weapons under the 2010 Strategic Arms Reduction Treaty.

“The two sides are inspecting each other’s arsenals, they’re reducing warheads, delivery vehicles,” noted Heather Williams of Kings College London; however, she adds that a Cold War-era agreement on intermediate range weapons is at a breaking point.

“Russia is now deploying forces that are pretty flagrant violations of it.”




The Nobel committee praised ICAN's efforts toward securing the 2017 U.N. Treaty on the Prohibition of Nuclear Weapons. A total of 122 nations adopted the deal — but none of the nine known nuclear powers signed up.

“One of the flaws with the treaty is that it doesn’t address the reasons that states have nuclear weapons in the first place. Why does Pakistan want nuclear weapons? Why does India?” says Williams.

Nearly three decades after the end of the Cold War, the debate between disarmament versus deterrence is still being fought.

“The deterrence camp views the disarmament camp as idealistic dreamers, completely unrealistic. And the disarmament camp looks at the deterrence people as morally deficient. So as a consequence, having the Nobel Peace Prize in the mix, I worry that it will not be helpful to bridging that divide,” says Izewicz.

The International Campaign to Abolish Nuclear Weapons says winning the Nobel prize “shines a needed light” on the pathway toward a world free of nuclear weapons.