terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia Mundial da Poupança



O Dia Mundial da Poupança celebra-se anualmente a 31 de outubro.

Origem da data

O Dia Mundial da Poupança foi criado com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de sobre-endividamento.

A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão. Todos os anos são organizadas diferentes atividades neste dia. Os eventos deste dia podem ser conhecidos no site oficial da data.

Poupança em tempos de crise

Muitos portugueses alegam que não fazem qualquer tipo de poupança, diária, semanal, mensal ou anual. Em outubro de 2015 tinham chegado à DECO 26.035 pedidos de famílias sobre-endividadas.

Contudo, alguns estudos mostram que é em períodos de crise que se registam os maiores índices de poupança. Empresas e famílias portuguesas fazem esforços para reduzir custos e conseguir poupar.
Ferramentas de poupança

Para auxiliar e facilitar a poupança, existem cada vez mais ferramentas e técnicas de poupança, fornecidas por entidades bancárias, governos e economistas. Para ajudar à poupança existem várias aplicações financeiras gratuitas que podem ser instaladas no smartphone. Na internet encontra também vários sites destinados à poupança.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Semana do Desarmamento / Semana Mundial da Paz



A Semana do Desarmamento/Semana Mundial da Paz, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), é realizada em todo o mundo entre 24 e 30 de outubro, anualmente. No Brasil, projetos legislativos e propostas no Congresso tentam alterar o Estatuto do Desarmamento. Mas não é somente o brasileiro que debate a questão, os americanos também voltaram a discutir o assunto após a tragédia em Las Vegas, onde um atirador matou 59 pessoas.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a necessidade de uma cultura de paz e de uma redução significativa de armas no mundo nunca foi tão grande “e ela se aplica a todos os tipos de armas”. Para conscientizar o mundo a respeito dessa necessidade, a Assembleia Geral da ONU proclamou a Semana do Desarmamento.

A ONU também ressalta que o custo humano e material das armas convencionais também é alto. “De pelo menos 640 milhões armas de fogo licenciadas em todo o mundo, aproximadamente dois terços estão nas mãos da sociedade civil. O comércio legal de armas de pequeno calibre excede quatro bilhões de dólares por ano. O comércio ilegal é estimado num bilhão de dólares. E essas armas convencionais, como as minas terrestres, causam destruição da vida e da integridade física, que continua por anos após os conflitos terem acabado”, afirma a organização internacional.

Para o ex-presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, e comandante geral das Forças Aliadas durante a 2ª Guerra Mundial, “cada arma produzida, cada navio de guerra lançado ao mar, cada foguete disparado significa, em última instância, um roubo àqueles que têm fome e não são alimentados, àqueles que estão com frio e não têm o que vestir. O custo de um moderno bombardeiro pesado é este: a construção de uma moderna escola em mais de 30 cidades”.

Desde o nascimento das Nações Unidas, em 1945, as metas do desarmamento multilateral e da limitação de armas são consideradas fundamentais para a manutenção da paz e da segurança no mundo todo. Estas metas significam: redução e eventual eliminação das armas nucleares (recentemente, foi assinado um acordo na ONU entre 43 chefes de Estado proibindo armas nucleares); destruição de armas químicas; fortalecimento da proibição contra armas biológicas; suspensão da proliferação de minas terrestres e de armas leves e de pequeno calibre, entre outros objetivos.

A ONU aborda questões do desarmamento continuamente, além de trabalhar frequentemente para implementar acordos específicos de desarmamento entre partes em conflito. As missões de paz das Nações Unidas também utilizam a estratégia do desarmamento preventivo, que procura reduzir o número de armas de pequeno calibre em regiões de conflito.

A organização afirma que é plenamente consciente da relação direta entre desarmamento e desenvolvimento. “Podemos fazer progressos significativos em direção aos objetivos de desenvolvimento do milênio se alguns destes recursos (usados em gastos militares e seus armamentos) fossem redirecionados para esforços para o desenvolvimento econômico e social. Em um momento de elevação dos preços de alimentos e combustíveis e de incertezas na economia global, o mundo não pode ignorar o potencial de desenvolvimento do desarmamento e da não proliferação”, disse o secretário-geral Ban Ki-moon.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

‘Armagedon ecológico’: grande declínio de insetos voadores coloca humanidade em risco


Que a população de insetos voadores na Terra – como a das borboletas, por exemplo – está em declínio, não é novidade para os pesquisadores, que acompanham passo a passo suas trajetórias. Mas estudo recente, realizado por pesquisadores em reservas naturais na Alemanha, revela que 1/4 desses insetos desapareceram num período de 25 anos, o que traz e trará implicações gravíssimas para a vida humana.

A pesquisa foi publicada na revista Plos One e baseia-se no trabalho de dezenas de entomologistas amadores da Alemanha que iniciaram o uso de formas padronizadas de coleta de insetos em 1989. São tendas especiais chamadas de “armadilhas de mal-estar”, usadas para capturar mais de 1.500 amostras de insetos em 63 reservas naturais diferentes: moscas, vespas, libélulas, borboletas, joaninhas, besouros, entre outros.

Sem eles, nossa sobrevivência está em risco! Afinal, eles são polinizadores, além de alimento para outros animais, mantendo a cadeia. Esta notícia, então, dispara um alerta para a humanidade, como se uma espécie de Armagedon Ecológico estivesse em curso. Armagedon, na Bíblia, é a batalha final de Deus contra os seres humanos. Sim, a questão é dramática assim!

“O número de insetos voadores está diminuindo a níveis acelerados e altos, em uma área tão grande e esta é uma descoberta alarmante, realmente”, disse Hans de Kroon, da Universidade de Radboud, na Holanda, que liderou a pesquisa.

O Prof. Dave Goulson, da Universidade Sussex, no Reino Unido, que integra a equipa de cientistas que realizou esse estudo, diz que “os insetos representam cerca de dois terços de toda a vida na Terra e, por isso, este declínio é terrível. Parece que estamos criando grandes extensões de terra inóspitas para a maioria das formas de vida, e seguimos o curso em direção a um Armagedon Ecológico. Se perdermos os insetos, tudo vai entrar em colapso“.

Mas quais seriam as causas do grande declínio da população de insetos? Não está claro, mas há que se levar em consideração principalmente a destruição de áreas selvagens e o uso generalizado de pesticidas. Neste último caso, ainda não há dados efetivos para comprovar, então, são conjecturas científicas. Mas e as mudanças climáticas? Deve ter seu papel nessa história, certamente, mas os cientistas descartaram essa possibilidade. Não acreditam que as alterações nas paisagens de reservas ambientais possam influenciar esse declínio.

sábado, 14 de outubro de 2017

Documentário: Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo (2012)

Trashed dirigido por Candida Brady, é um documentário que serve como aula e alerta. Ele timidamente acusa governos de não se importarem com o destino do lixo e enfaticamente exorta o espectador a fazer sua parte, começando por evitar o uso de sacos plásticos e separar o material reciclável dentro de casa.

Jeremy Irons é o apresentador dessa reportagem global, e podemos vê-lo de botas no meio das montanhas de lixo de uma praia no Líbano, catando dejetos numa praia inglesa, respirando as dioxinas espalhadas no ar de uma cidadezinha da Islândia, visitando crianças deformadas pelo agente laranja no Vietnam.  Ele não tem o humor e a agudeza de um Michael Moore, nem a pose professoral de um Al Gore. Seu “papel” é do cara mais ou menos comum que se mostra preocupado com a situação e disposto a aprender. Daí pode surgir uma razoável identificação com o espectador médio, que inevitavelmente será afetado pelo que viu e ouviu em Trashed.

Mas até que isso aconteça, esse espectador terá que passar por uma preleção às vezes enfadonha. Explica-se, por exemplo, a diferença entre “cinzas de fundo” e “cinzas aéreas” nos efeitos nocivos da incineração, fala-se em “digestão anaeróbica” e quetais. São explicações longas e detalhadas, que não estão ali para divertir, mas para conscientizar. Quando chegam os créditos finais, estamos suficientemente enojados da nossa sociedade descartável. E preocupados com a saúde de Jeremy Irons.





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia Mundial de Combate à Obesidade

Texto e imagem aqui
Num país onde, de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Saúde (2014), mais de metade da população (52,8%) com 18 ou mais anos, ou seja, qualquer coisa como 4,5 milhões de pessoas, tem excesso de peso ou é obesa, não há nenhum fármaco para a obesidade com comparticipação do Estado. “A obesidade é uma doença com um grande impacto na saúde pública e nos sistemas de saúde. Mas apesar de termos um novo fármaco, este não é comparticipado. Aliás, nunca houve nenhum que o fosse no nosso país”, refere Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade que, a propósito do Dia Mundial de Combate à Obesidade, chama a atenção para um problema que considera ter de ser olhado “numa perspetiva mais global, uma vez que ainda há muitos doentes que são tratados pelas doenças associadas, como a diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, apneia do sono, entre outras, sem que se resolva aquilo que as causa, ou seja, a obesidade”.
Sobre a inexistência de comparticipação dos medicamentos destinados ao combate à obesidade, a especialista defende que, apesar de os medicamentos não serem um “milagre” capaz de erradicar a doença, “são muito importantes para o seu combate. E perdas de peso da ordem dos 5 ou 10% traduzem-se em melhoria ou mesmo reversão das comorbilidades associadas à obesidade, como a diabetes, hipertensão arterial, apneia, problemas articulares, etc. Claro que é preciso que haja sempre, por parte do doente, uma alteração do estilo de vida. Por isso acho que deveria haver uma comparticipação condicionada por esta mudança”.
Numa altura em que tanto se tem falado sobre a população infantil, também ela vítima do flagelo que é a obesidade, confirmada pelos números - o mais recente estudo da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), realizado junto de uma amostra de 17.698 crianças, no ano letivo 2016-2017, mostra que 28,5% das crianças no nosso país, com idades entre os 2 e os 10 anos, têm excesso de peso e, destas, 12,7% são obesas, o que nos torna um dos países da Europa onde os números da obesidade infantil são mais elevados -, a presidente da SPEO considera que é preciso fazer mais. “As crianças são muito recetivas a novas ideias. Penso que, aqui, se poderia fazer mais, muito mais, nomeadamente na educação para a saúde. Existem já vários projetos, iniciativas, mas falta ainda muito trabalho na promoção de uma ação global de educação para a saúde para todas as faixas etárias.”
Paula Freitas aproveita também o Dia Mundial de Combate à Obesidade para chamar a atenção para outra falha, neste caso a de nutricionistas e fisiologistas do exercício físico nos centros de saúde, capazes de prescrever quer o plano alimentar, quer o exercício certo para cada doente, tal como se faz com a terapêutica medicamentosa. “Os médicos aconselham os doentes a fazer caminhadas, a inscrever-se no ginásio, etc. Mas todos deveriam ter acesso a um fisiologista do exercício físico, de modo a ter uma prescrição de exercício à medida da sua condição física e das doenças concomitantes”
A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar em todo o mundo, de tal forma que a Organização Mundial de Saúde lhe atribui mesmo a designação de epidemia global. Trata-se de um problema grave de saúde pública, uma das principais causas de doença e morte prematura, sendo um fator de risco para várias doenças, como as cardiovasculares, a diabetes e vários tipos de cancros. É, no entanto, possível de prevenir, graças a uma mudança nos estilos de vida, que passa por uma alimentação saudável e a prática regular de de exercício físico.

Dia Internacional da Rapariga


O Dia Internacional da Rapariga observa-se anualmente a 11 de Outubro.

A data foi instituída em 2011 pela Organização das Nações Unidas, através da Resolução 66/170, com o objectivo de promover a protecção dos direitos das raparigas de todo o mundo e de acabar com a vulnerabilidade, a discriminação e a violência que estas sofrem. Em 2012 celebrou-se a data pela primeira vez.

Muitas raparigas continuam a ser impedidas de estudar e são obrigadas a casar pelas famílias. Para chamar a atenção sobre os problemas, por todo o mundo realizam-se atividades neste dia que visam promover os direitos das raparigas e das adolescentes.

Dados mundiais sobre as raparigas (actualizado para 2016)
Existem 1,1 mil milhões de raparigas no mundo.
Uma em três raparigas casa antes dos 18 anos nos países em desenvolvimento, o que aumenta a probabilidade de violência pelo parceiro.
700 milhões das mulheres de hoje casaram antes dos 18 anos e um terço destas casou antes dos 15 anos.
As raparigas pobres têm 2,5 vezes mais hipóteses de casar na infância do que as raparigas ricas.
7 milhões de raparigas menores engravidam por ano nos países em desenvolvimento.
40% das gravidezes não são planeadas, com grande parte deste número a resultar de violações.
Mais de 3 milhões grávidas não têm acesso a planeamento familiar e cerca de 40% das jovens procuram contracetivos sem êxito.
Entre 100 a 142 milhões de raparigas terão sido submetidas a mutilação genital.
31 milhões de raparigas em idade de escola primária e 34 milhões em idade do secundário não vão à escola.

Datas semelhantes
Dossiê BioTerra aconselhado:

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dia Mundial Contra a Pena de Morte



O Dia Mundial Contra a Pena de Morte encontra-se a 10 de outubro no calendário.

A data pretende defender a peça central dos direitos humanos – o direito à vida – sensibilizando os países contra a pena de morte.

Dia Mundial Contra a Pena de Morte foi criado em 2003 por iniciativa conjunta de organizações não governamentais, governos e organizações jurídicas. A Organização das Nações Unidas repudia a legalidade e o uso da pena capital, assim como a União Europeia.

Portugal foi o líder na abolição da pena de morte, já que foi o primeiro país do mundo a abolir a pena capital na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867.

Até há sete décadas, somente 14 países tinham abolido a pena de morte. Atualmente, 82% dos países suspenderam ou aboliram a pena de morte.

O Direito Internacional delimita a aplicação da pena de morte para "a maioria dos crimes graves", o que circunscreve o seu uso ao crime de homicídio intencional.

sábado, 7 de outubro de 2017

Palestra: Agrofloresta do Futuro - Agricultura Sintrópica Ernst Gotsch


A Agricultura Sintrópica é constituída por um conjunto teórico e prático de um modelo de agricultura desenvolvido por Ernst Götsch, no qual os processos naturais são traduzidos para as práticas agrícolas tanto em sua forma, quanto em sua função e dinâmica. Assim podemos falar em regeneração pelo uso, uma vez que o estabelecimento de áreas agrícolas altamente produtivas, e que tendem à independência de insumos e irrigação, tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do microclima e o favorecimento do ciclo da água. Ou seja, o plantio agrícola é concomitante à regeneração de ecossistemas.




























Ao invés de receitas, há um conjunto de conceitos e técnicas que viabilizam o acesso a suas características fundamentais. O criador da Agricultura Sintrópica, Ernst Götsch, baseia sua cosmovisão transdisciplinar em muita ciência e a prática diária de mais de cinco décadas. A lógica que orienta sua tomada de decisão percorre um trajeto que nasce na ética de Kant e atravessa a física, a filosofia grega e a matemática. Ele também se apoia na biologia, química, ecologia e botânica, e se abastece da cena tecnológica do momento, adaptando técnicas e ferramentas de outras áreas. Portanto, a agricultura de Ernst Götsch se vale de um encadeamento coerente e sistemático de dados, livre de contradições internas, que não somente percorre uma narrativa lógica como também inclui uma expressão concreta no fim do caminho. Do planejamento à execução do plantio, há método, e há resultado prático. Mais que uma boa ideia, a Agricultura Sintrópica comprovadamente funciona, e pode responder aos maiores desafios sociais e ambientais do nosso tempo. Leia abaixo o artigo onde Ernst descreve os 15 princípios nos quais baseia a Agricultura Sintrópica.

Peculiaridades da Agricultura Sintrópica

Na Agricultura Sintrópica cova passa a ser berço, sementes passam a ser genes, a capina é a colheita, concorrência e competição dão lugar à cooperação e ao amor incondicional e as pragas são, na verdade, os agentes-de-otimização-do-sistema. Esses e outros termos não surgem por acaso, mas sim, derivam de uma mudança na própria forma de ver, interpretar e se relacionar com a natureza.

Muitas das práticas agrícolas preconizadas como sustentáveis baseiam-se na lógica da substituição de insumos. Troca-se os químicos por orgânicos, plástico por material biodegradável, defensivos por preparados. Porém, a forma de pensar ainda está muito próxima daquela a quem fazem oposição. Em comum, combatem as consequências da falta de condições adequadas para o crescimento saudável das plantas. A Agricultura Sintrópica, por outro lado, capacita o agricultor a replicar e acelerar os processos naturais de sucessão ecológica e estratificação, dando às plantas condições ideais para seu desenvolvimento, cada qual ocupando sua posição natural no espaço (estratificação) e no tempo (sucessão). É uma agricultura baseada em processos, e não insumos. A colheita agrícola passa a ser vista como um efeito colateral da regeneração de ecossistemas, ou vice-versa.

“O milho é emergente, com ciclo de vida curto, da placenta de Sistemas de Abundância”. É comum ouvir quem trabalha com agricultura sintrópica se referir a qualquer espécie mencionando ao menos essas quatro categorias. Elas se referem a critérios fundamentais que devem ser observados na orquestração dos cultivos sintrópicos. Há que se harmonizar o espaço (estratificação) ao longo do tempo (ciclo de vida), respeitando os passos sucessionais (Placentas, Secundárias e Clímax) dentro de cada um dos Sistemas (Colonização, Acumulação e Abundância ou Escoamento), segundo definições de Ernst Götsch. Uma agrofloresta sintrópica, portanto, se desenvolve e se transforma ao longo do tempo e do espaço, sempre “no sentido do incremento da quantidade e da qualidade de vida consolidada”, diz Ernst.



O que é Sintropia?







É muito fácil dizer que se quer trabalhar com a natureza e não contra ela. Mas de qual natureza estamos falando? Qual leitura e interpretação que fazemos dessa natureza observada? Esse é um dos principais pontos diferenciadores da agricultura sintrópica. E no centro desse entendimento está o conceito de sintropia.


Estamos mais familiarizados com o conceito de entropia da Termodinâmica, que se refere à função relacionada à desordem de um dado sistema, associada com a degradação de energia. Tudo que se refere ao consumo e à degradação de energia é, portanto, explicado pela Lei da Entropia que rege o mundo físico. Mas não é de hoje que se discute a inaplicabilidade da Lei da Entropia para descrever o que ocorre no mundo biológico. Ao tentar trazer o conceito de entropia para dialogar com os sistemas vivos, grandes cientistas concluíram pela necessidade de se descrever uma tendência que lhe fosse complementar. Para o matemático Fantappiè (1942), se por um lado a entropia trouxe o entendimento de que toda energia no universo que se encontra concentrada tende a se dissipar, simplificar e dissociar, a sintropia se manifesta pela formação de estruturas, pelo aumento de diferenciação e complexidade, tal como acontece com a vida. Ou seja, enquanto a entropia dispersa, a sintropia concentra. Sem usar o termo “sintropia”, o nobel de física Schrodinger também chega, na década de 40, a conclusão semelhante: “a vida se alimenta de entropia negativa”. A ideia da existência de alguma força oposta ou complementar à entropia - e que a vida no planeta Terra seria a manifestação dessa força - intrigou cientistas de diversas áreas, como Albert Szent-Györgyi (química), Nicholas Georgescu-Roegen (economia), Viktor Schauberger (ciências naturais), Ulisse di Corpo & Antonella Vaninni (psicologia), e, já nos anos 1970, viria compor as premissas da Teoria de Gaia, de Lovelock e Margulis.

Sintropia e Agricultura

Representação proposta por Ernst Götsch de fluxos de energia tanto em sua fase de dispersão (entropia) quanto na fase de complexificação (sintropia).

Ao trazer o conceito de sintropia para a agricultura, Ernst Götsch introduz uma perspectiva inédita associada a essa prática. A partir dela entende-se que, no contexto do ecossistema, fazem parte do metabolismo dos organismos não apenas os processos dissociativos, mas também a reorganização de resíduos entrópicos. Esse seria o mecanismo por meio do qual a vida prospera, gerando sempre, segundo Götsch, um saldo energético positivo, tanto no sub-local da interação quanto no planeta por inteiro. Portanto, quando dizemos que queremos trabalhar a favor da natureza e não contra ela, é dessa natureza que estamos falando. Ter a sintropia como matriz fundamental de interpretação e manejo dos sistemas cultivados é o que dá suporte para a capacidade regenerativa da agricultura sintrópica e é assim que entendemos que toda nossa agricultura deveria ser.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

The Prince of Wales delivers a speech at the Our Ocean Conference in Malta


Prime Minister, Your Serene Highness, Commissioner Vella, Commissioner Mogherini, Your Excellencies, Ladies and Gentlemen, I was enormously touched and flattered to have been asked by Commissioner Vella and the Prime Minister to be with you here today at the 2017 Our Ocean Summit and finally able to speak to you in person instead of via the rather disembodied medium of a video message!  In fact I've come to the conclusion  that I'm much more affective as a video message, but unfortunately you've ended up with me in person! So many of you, I know, have contributed so much to the task of sustaining the ocean, upon which all of life on Earth depends, that I would like to start by acknowledging and thanking you for all that you do.
 
I would also like to offer particular thanks and appreciation to John Kerry for his leadership in establishing this forum and also to Commissioner Karmenu Vella and the Prime Minister of Malta, Joseph Muscat, for bringing this much-needed conversation to this part of the world.
 
Needless to say, it is a great joy to be back in Malta again so soon after being here during the Commonwealth Heads of Government Meeting two years ago.  I share with my parents a deep affection for Malta and its people, together with countless happy memories of times spent here as a child, as an under-graduate from Cambridge and while in the Royal Navy.
 
Now I know, ladies and gentlemen, that many of you, like me, have been involved with some of the matters being considered at this summit for more years than I suspect you would care to remember.  My interest in the Ocean, and its ecosystems and crucial resources, was probably initiated by my time in the Royal Navy, and this was more than forty years ago, and has only deepened over the intervening years – which I am now slightly alarmed to realize, amount to more than four decades!  And if I may, Ladies and Gentlemen, perhaps I could share with you a few reflections derived from that interest and, hopefully, leave you with a sense of what I see as the possibility for positive change and the bold action required?
 
There is now, at last, an increased awareness of the plight of the Ocean, its intimate connection to us and our survival and the enormous amount that needs to be done.  Even ten years ago, tackling the many and mounting pressures on the marine environment was still a relatively unusual endeavour, certainly when compared with the efforts geared to protecting life on land.  This meeting and the undertakings that it highlights, is a testament to the extent that that has changed.
 
It is at least heartening that there now exists a large number of collaborative processes and initiatives in relation to, among other things, sustaining and rebuilding fish stocks, the steps towards tackling the problem of the progressive, and increasingly omnipresent, pollution of the ocean with plastic debris and the establishment of marine protected areas – some of them absolutely vast.  And here, in this respect, I must acknowledge the extraordinary achievements of Dr. Enric Sala and his Pristine Seas programme, as well as Pew, Oceans 5 and the Bertarelli Foundation.  And I would also particularly like to thank Prince Albert of Monaco for all he has done over so many years to stimulate and encourage genuine movement on these issues.  And I can only congratulate a leading country such as Chile, which is now fully protecting over one million square kilometres of its marine waters in four massive marine parks.
 
The trouble, ladies and gentlemen, is that the problems we face are not only enormous; they are also systemic and interrelated.  Their remedy can only be found by building a consensus across a wide range of stakeholders and communities.  Given this, the progress being made via multi-sector collaborations, including between countries, the finance sector, multilateral agencies, scientists, major companies, N.G.O.s and campaign groups could not be more welcome.
 
But along with knowledge and partnerships, decisive action is required.  An example of this is the difficult decision Canada took twenty-five years ago to protect the Northern cod stocks on the Grand Banks by closing a fishery that had all but collapsed due to mismanagement and overfishing.  This ended more than 400 years of fishing tradition and put over 30,000 people out of work over-night.  But, while this decision was unimaginably painful at the time, it has worked and the cod stocks are slowly increasing and this demonstrates that given a chance, and with some brave decisions, the Ocean can recover its health and by doing so generate employment and economic growth.  Surely we must take equally far-sighted steps to deal with plastic pollution or illegal and over exploitative fishing, or, indeed, ocean acidification, especially as our ability to fine-tune and accurately monitor implementation has been hugely enhanced by advances in satellite capability?
 
It does seem that this combination of increasing awareness and the availability of new tools has led to a clearer determination to act, both within countries and globally.  On the world stage the adoption of the Paris Agreement on Climate Change and the Sustainable Development Goals has created new platforms against which our efforts can at least be judged, while at the same time encouraging an integrated approach to problem-solving.
 
Yet while we should be relieved that the health of the Ocean is now understood, alongside rainforests, to be one of the essential prerequisites for our physical and economic survival, and I'm afraid I really do wonder if the Ocean’s fragility is yet truly grasped and how susceptible it is to the impacts of our economic activities?
 
As many of you know so well, the eight million tonnes of plastic that enter the sea every year - through our own doing I might add - is now almost ubiquitous.  As the Prime Minister said, f or all the plastic that we have produced since the 1950's that has ended up in the ocean is still with us in one form or another, so that wherever you swim there are particles of plastic near you and we are very close to reaching the point when whatever wild-caught fish you eat will contain plastic.  Plastic is indeed now on the menu!  Faced with such damaging effects on the ocean from plastic waste from the throw-away, convenience lifestyles of many around the world, it is, I believe, utterly crucial that we transition to a circular economy.  A circular economy allows plastic (along with many other substances) to be recovered, recycled and reused instead of created, used and then thrown away.  On our increasingly crowded planet this economic approach has to be a critical part of establishing a more harmonious relationship between humankind and the ocean that sustains us all and also provides a mechanism for the benefits of a sustainable Blue Economy to be reaped.
 
For the Blue Economy is not only what happens in or on the sea, it is in reality all the economic growth that is derived from or affected by the sea, its ecosystems, its coastline and the coastal hinterland.  The fact that the "Blue Economy" has entered the development lexicon and is leading countries, companies and communities to look towards the ocean for economic development and income generation should be welcomed.  However, we must never mistake it for a new frontier for endless economic exploitation, but rather remember that it is the ecosystem that ensures our survival. 
 
As we have just seen, ladies and gentlemen, in that amazing, if stark, film, coral reefs are perhaps the clearest litmus tests we have to gauge progress relative to the impact of an unsustainable Blue Economy.  These incredible ecosystems host about two-fifths of all marine species on just two per cent of the seabed, they protect many vulnerable coasts from storms, are nurseries for the young of commercially valuable fish and provide food and livelihoods for more than one billion people.
 
Coral reefs’ economic value is, then, truly vast, at least while they are still intact.  The fact that we seem to have catastrophically underestimated their vulnerability to climate change, acidification and pollution and that significant portions of the Great Barrier Reef off Australia's Eastern coast have been severely degraded or lost over the last few years is both a tragedy and also, I would have thought, a very serious wake-up call.  Are we really going to allow ourselves the dismal comfort of accepting that in the long run we will only be left with a tiny fraction of them?
 
And so it is absolutely vital, it seems to me, that we create sustainable Blue Economy agendas that take truly integrated approaches to improve ocean and therefore planetary health as part of strategies that also seek to meet the overwhelming challenges of poverty reduction, population growth, food and water security, the circular economy based on resource-efficiency and the huge elephant in the room of accelerating climate change.  Although there is some movement in this direction - and even in the poorest countries, beset by so many challenges, the practical, social and economic case for sustaining ocean health is being successfully made - arguably the sense of urgency needed to tackle these issues is still lacking.  If the unprecedented ferocity of recent catastrophic hurricanes is not the supreme wake-up call that it needs to be in order to address the vast and accumulating threat of climate change and ocean warming, then we – let alone the global insurance and financial sectors – can surely no longer consider ourselves as part of a rational, sensible civilization.
 
Being confronted by all these issues, surely, ladies and gentlemen, the time is long overdue for taking a thorough, global look at perverse fisheries subsidies and their effects – particularly where they appear to contribute to overfishing, overcapacity and to illegal, unreported and unregulated fishing?  I realize I am far from the first to ask this question.  Indeed, it forms one of the targets of Sustainable Development Goal 14, which deals with the vital importance of protecting our Ocean.  Can it be right though to argue on the one hand that our Ocean must be protected whilst, on the other, activities that cause harm to the Ocean should be subsidised?  The fact that the World Trade Organization is seeking to identify and eliminate the inconsistencies of fisheries subsidies is, in itself, at least encouraging and I look forward to seeing the results that flow from the W.T.O. Ministerial conference this December.
 
Now I realize that new initiatives to move things forward will be highlighted at this meeting and, with this in mind, I am delighted that my International Sustainability Unit and the World Resources Institute are establishing a Blue Economy Initiative - and here I must again thank Prince Albert and his Foundation for their support.  The Initiative's purpose will be to help facilitate a collaborative effort to ensure that the Blue Economy builds Ocean resilience and reverses the cycle of decline, while encouraging ocean-related investments and policies to support sustainable development. 
 
My International Sustainability Unit has already been working with the European Commission and W.W.F. to develop Financing Principles for the Blue Economy and I was delighted to hear from Commissioner Vella just now that the recent meeting in Brussels has led to the establishment of a working group of banks, insurance companies and N.G.O.s to take this forward. 
 
I know that these meetings have been a celebration of what is happening that is positive, along with the many exciting new technologies, partnerships and instruments that are being developed.  It is of course excellent that this forum will meet again in Indonesia in 2018 and Norway in 2019 and I wish those meetings every success - but what, dare I ask, ladies and gentlemen, will success actually look like?
 
Will, for instance, a substantial amount of the world’s ocean be protected by then?  Will illegal, unreported and unregulated fishing have been halted?  Will there have been the investment needed to reduce and stop plastic entering the Ocean?  Will a significant percentage of "impact investing" and "green finance" have been targeted on the Blue Economy?  Will there be proper benchmarking for sustainability; will fiduciary responsibility be an incentive for investment that embraces a sustainable future and revolves around genuinely ecosystem-based approaches to management?  And will there, at last, be a realization that this small, beautiful blue dot of a planet may have been misnamed?  It is not earth, it is actually mostly sea and we are utterly reliant upon it.  There is no "green or blue economy" for there is but one blue ocean planet in our solar system and the economic system that we engineer must protect it.  And at present it most certainly doesn't.
 
Ladies and gentlemen, you may forgive me, perhaps, for experiencing a sense of mounting despair after all these years of trying – along with others – to draw attention to the immense planetary crisis we have been engineering for so long, seemingly driven by some strange, ideological urge to test the world to destruction, that we now face becoming the victims of history and our own human nature, which I feared from the start.  I have long worried deeply that the imperative for action to re-balance the way we do things to reflect Nature's own essential economy and underlying striving for harmony will only arise when ever more catastrophic natural disasters, dysfunction and human tragedy on a vast scale finally bring us to our senses in a state of collective panic.
 
But, ladies and gentlemen, so many of you here in this room are the ones who could make the urgently needed changes that are required and to forge the partnerships that are needed to ensure that it is not too late in the day.  Indeed, as I look around now I can see in front of me the people who are already making an enormous difference and who may be able to turn the tide.   Here in this room on this historic Island at this finely balanced point in our civilisation, we all understand the situation and we must act now.   How, otherwise, how, will future generations ever forgive us for destroying the viability of the natural world that is our ultimate sustainer?
 
I gather, ladies and gentlemen, that during the course of these two days it is customary for governments and organizations to commit themselves to courses of endeavour.  Mine is not a new commitment, but perhaps you will allow me to restate my determination to join you in continuing to do whatever I can, for as long as I can, to maintain not only the health and vitality of the ocean and all that depends upon it, but also the viability of that greatest and most unique of living organisms – Nature herself.