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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Relembrar alguns dos apoios do Chega - a 18 de Maio vamos retirá-lo do Parlamento


Num relatório publicado pela ONG norte-americana GPAHE contra ódio e extremismo, o Ergue-te foi classificado, juntamente com o ADN e o Chega, como um grupo de ódio e extrema-direita.

Aliás, o líder racista Mário Machado que votou sempre no PSD até 2000, passou depois a votar PNR e , quando apareceram os cheganos fez um vídeo na net a apelar ao voto nos cheganos. Não esquecer nem ignorar ainda a enorme quantidade trolls e bots cheganos que campeiam na rede X.

Partilha. Dia 18 vota para erradicar esta escumalha destruidora do bem estar social e democrático e violadora da Constituição da nossa República. Fascistas nunca mais.

Fonte 7 Março 2024
Quem apoia e financia o Chega merece ser nomeado. Não que o mesmo não deva ser feito com todos os demais partidos, mas a capa de virtude saneadora com que se cobre o dr. Ventura é, na situação presente, um logro que tem de ser revelado. Sabe-se, por exemplo, das formas enviesadas como o CDS chegou a ser financiado, sabe-se que os grandes grupos empresariais repetem abundantes e regulares donativos ao PSD e ao PS. A marca dos interesses de classe que se perfilam por trás destes apoios é clara, mesmo se pouco divulgados.

No caso do Chega, que se apresenta como cavaleiro da luta contra a corrupção, querendo parecer que joga por fora e contra “o sistema”, importa mostrar como, também neste aspecto, faz parte plena do sistema e dele beneficia. O seu propósito é apenas o de ganhar um lugar ao sol. Empresários variados, juristas, salazaristas, neonazis, ex-militares e ex-diplomatas – o leque fala por si.

Ver também o artigo do jornalista Miguel Carvalho no Público de 25 de fevereiro de 2024 «A grande ‘família’ do Chega».

Chega, Ventura e amigos

Quem são os ditos “portugueses de bem” que estão no Chega:

João Maria Bravo – Dono da Helibravo. Omitiu informação ao Estado e às Forças Armadas para ganhar o concurso público dos meios aéreos de combate aos fogos (Fonte: https://bit.ly/3sJiF5Y)

Subcontratou as empresas Pegasus e Elittelina. Ambas são investigadas por [terem organizado] cartéis do fogo [negócio do combate aos fogos], a primeira em Portugal, no âmbito da operação “Crossfire”, em que é suspeita de concertação de preços. (Fonte: https://bit.ly/3sJiF5Y)

Dono do Grupo Sodarca. Lidera o fornecimento de armas, munições, tecnologia e equipamento militar ao Estado, Forças Armadas e Segurança. (Fonte: https://bit.ly/39LdObv)

Paulo Corte-Real Mirpuri – Empresário que liderou a Air Luxor que acabou sufocada em dívidas, tendo os bens desaparecido misteriosamente. O processo de insolvência envolveu 51 credores e dívidas no valor de 86 milhões de euros. (Fonte: https://bit.ly/3p07Av1)

Francisco Sá Nogueira – Gerente da área turística da Helibravo. Ex-presidente da antiga holding do Grupo Espírito Santo para as atividades de agências de viagens e operador turístico, a Espírito Santo Viagens. (Fonte: https://bit.ly/2LFvMo5)

Jorge Ortigão Costa – Empresário e produtor agrícola, amante de touradas (coudelaria com o mesmo nome), cujo nome consta no Panama Papers. (Fonte: https://bit.ly/35Vrv6M)

Francisco Cruz Martins – Advogado, padrinho de casamento de Ventura, também citado no Panama Papers. Aparece também associado aos escândalos do BANIF, BES, Vale do Lobo e à elite angolana. Foi acusado pelo Estado angolano de desviar dinheiro adiantado para comprar ações do Banif. (Fonte: https://bit.ly/38ZwxkB)

Salvador Posser de Andrade – Co-administrador da antiga empresa imobiliária do Grupo Espirito Santo, e administrador da Coporgest. Usou os seus contactos para ajudar Ventura, nomeadamente a angariar dinheiro para o partido. (Fonte: https://bit.ly/2KtKRIv)

Jaime Nogueira Pinto – histórico militante fascista, “o grande pai da extrema-direita portuguesa desde o fim da ditadura salazarista” (Steven Forti). (Fonte: https://bit.ly/3qznbBZ)

Eduardo Amaral Neto – Empresário com ligações à Chamusca. Dono da sociedade de consultoria Gavião Real. (Fonte: https://bit.ly/2NcI3k0)

César do Paço – Multimilionário radicado nos EUA. Suposto apartidário doou dinheiro ao CDS e agora ao CHEGA. Viaja num jato de 55 milhões de dólares mas só declara um volume de negócios de 900 mil dólares. Na sua fundação fantasma reúne figuras do PSD, CDS-PP, Chega (José Lourenço e Diogo Pacheco de Amorim). Sócio maioritário do Clube Futebol Canelas e amigo de Fernando Madureira, líder dos Super Dragões. Financiador da equipa de Boxe do FCP que já serviu de guarda costas de A[ndré] V[entura] em acções no Porto. (Fonte: https://bit.ly/3bZ1EhZ)

Helder Fragueiro Antunes – Empresário, Engenheiro, ex-piloto de corridas. CEO da Global Data Sentinel. Parceiro de César do Paço em alguns negócios, primo de Miguel Frasquilho (chairman da TAP). (Fonte: https://bit.ly/2NcI3k0)

José Lourenço – Consultor de César do Paço e administrador da sua fundação fantasma. Presidente da distrital do Porto do Chega. Mandato e eleição no Porto envoltos em escândalos, ameaças e jogos de poder dentro do Chega. Acusado pelo ex-dirigente nacional do Chega (Miguel Tristão) de fazer entrar dinheiro de formas “estranhas” no partido. O seu nome consta da lista pública de devedores fiscais em Portugal.

Pedro Pessanha – Militar na Reserva, gestor imobiliário. Assessorou vários negócios do BES Angola (BESA), hoje Banco Económico.

Fernando Jorge Serra Rodrigues – Empresário Têxtil (sofás). Salazarista devoto, defensor da ditadura fascista do Estado Novo e divulgador de propaganda nas redes sociais. É o famoso autor da saudação nazi no jantar de apoio a André Ventura no Porto. (Fonte: https://bit.ly/3bUcO7z)

Igreja Maná (de Jorge Tadeu) – Detentora dos canais de televisão Kuriakos TV, TV Maná e ManáSat 1, tem dado especial destaque a André Ventura nos seus canais promovendo-o como “defensor da moral e dos bons costumes cristãos contra gays e outras modernices antinatureza e antifamílias”. (Fonte: https://bit.ly/3itfRoE)

Luis Filipe Graça – Sócio na mediadora Elegantalfabeto. Foi angariador imobiliário no segmento premium. Presidente da Mesa da Convenção Nacional do Chega. Foi dirigente e fundador da organização neonazi ‘NOS’, cujo dirigente máximo foi Mário Machado, o mais conhecido skinhead português. Fundador da organização neofascista ‘Portugueses Primeiro’, em que figura o conhecido assassino de Alcindo Monteiro, João Martins, e colaborou com o ‘Escudo Identitário’. Na última Convenção Nacional do Chega encabeçou a lista da Mesa da Convenção Nacional. Apareceu em vídeos com skinheads em protestos. (Fonte: https://bit.ly/2KB26rC e https://bit.ly/3o01Jo2)

Nelson Dias da Silva – Secretário da Mesa da Convenção Nacional do Chega. Porta-voz da organização “Portugueses Primeiro”, fortemente influenciada por João Martins, condenado pelo assassinato do jovem negro Alcindo Monteiro e fundador da secção portuguesa do grupo nazi ‘Misanthropic Division’, liderado internacionalmente pelos nazis ucranianos do batalhão Azov. Na última Convenção Nacional do Chega integrou a lista da Mesa da Convenção Nacional. (Fonte: https://bit.ly/3o01Jo2)

Tiago Monteiro – Dirigente nacional e líder do Chega em Mafra. Foi dirigente da organização ‘NOS’, liderada pelo skinhead Mário Machado, onde era responsável pelo concelho de Sintra. Atualmente, é responsável pela atividade do Chega em Mafra e membro do Conselho Nacional. (Fonte: https://bit.ly/3o01Jo2)

Cristina Vieira – Cartomante na TVI, antiga diretora de Operações da LibertaGia, sociedade que a partir das Bahamas terá lesado cerca de 2 milhões de clientes através de um esquema fraudulento de pirâmide. (Fonte: https://bit.ly/3p2hmMW)

António Tânger Correia – Ex-diplomata, adjunto de Freitas do Amaral durante o governo de Sá Carneiro. Suspenso de várias funções devido a várias irregularidades na gestão da embaixada em Vilnius: lesou o Estado em 348.270€ em IVA mais 411.181€/ano em despesas pessoais. (Fonte: https://bit.ly/39POZer)

Paulo Lalanda de Castro – Empresário. Referenciado nos Panama Papers, Operação Marquês e nos Vistos Gold. Acusado de corrupção no processo Máfia do Sangue. Dono da Intelligent Life Solutions, empresa que André Ventura ajudou a ilibar no pagamento de mais de 1 milhão de Euros em IVA, enquanto Inspetor Tributário.(https://bit.ly/38ZkHH1, https://bit.ly/3p0hDQL, https://bit.ly/39QYxG2 e https://bit.ly/391F7PT )

Arlindo Fernandes – Empresário, admirador de Salazar, ex-dirigente e breve deputado do CDS. Acusado em 2019 pelo MP de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais em negócios imobiliários. Ameaçou de morte João Ferreira, outro dirigente do Chega. (Fonte: https://bit.ly/3p4rEMD)

Manuel de Carvalho – O “Miterrand” de Armamar. Empresário, cônsul honorário da Costa do Marfim, antigo deputado e ex-vereador do CDS (Viseu). Em 2012 foi declarado insolvente por dívidas à banca, tendo cumprido o prazo da exoneração do passivo. (Fonte: https://bit.ly/39M2ax7)

Lucinda Ribeiro Alves – Fanática Religiosa. Adepta do Sionismo Cristão que impõe, para o regresso de Jesus à Terra, a expulsão de todos os muçulmanos de Jerusalém. Jair Bolsonaro e Mike Pompeo, por exemplo, são outros destacados sionistas cristãos.(Fonte: https://cutt.ly/1jFTVXM)

Diogo Pacheco de Amorim – Membro do gabinete político da rede armada de extrema-direita (MDLP), responsável por atentados bombistas e outros ataques terroristas que levaram à morte de várias pessoas. Confesso admirador de Jean-Marie Le Pen, patriarca da extrema-direita francesa, e do primeiro-ministro húngaro de viés totalitário Viktor Orbán. Autor da última versão do programa do Chega, onde se apontam grandes semelhanças com o programa do partido de extrema-direita PNR. (Fonte: https://cutt.ly/cjFRgtj)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Os crimes de Henry Kissinger


Vamos desenterrar Timor-Leste e outros crimes do Kissinger? Morreu um grande criminoso.
Este livro foi direitinho para o lixo. Porquê? Foi Kissinger que enviou Carlucci entre muitos outros para Portugal. Não temos muito por onde fugir. Ou CIA ou China ou uma Federação Europeia.


É chato, mas republicanos hipócritas, criminosos e ultra-liberais, por favor, poupem-me!!
Sobre uma possível invasão espanhola, afirma Frank Carlucci : "Sempre tentei contrariar essa ideia e falei com o embaixador de Madrid em Lisboa, que concordou comigo. Espanha devia ser o último país a intervir em Portugal. Seria desastroso. Enviei várias mensagens ao meu Governo para não tentar envolver Espanha, mas não sei se Henry Kissinger [então secretário de Estado] prestou alguma atenção ao que lhe disse".

A Argentina foi sempre vítima de Kissinger. Já vem muito detrás 👉 The Conversation.

Críticas e Condenações
As críticas a Kissinger foram e são severas. O obituário de Kissinger na revista Rolling Stone tem como título “War Criminal Beloved by America’s Ruling Class, Finally Dies” (Criminoso de guerra amado pela classe dominante americana, finalmente morre).

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Dia Mundial do Denunciante



Em celebração do Dia Mundial do Denunciante honramos a coragem e a determinação das pessoas que, denunciando, assumem um papel crucial na luta pela justiça e contra as desigualdades sociais.

A Transparency International através dos seus mais de cem capítulos nacionais espalhados pelo globo continua a trabalhar para reforçar a proteção a denunciantes, promovendo as necessárias alterações legislativas e criando um ambiente social e cultural que garanta que todas as pessoas que denunciam irregularidades ou crimes beneficiam do amplo e generalizado apoio de todos os setores da sociedade civil.

Mas neste Dia Mundial do Denunciante 2023 importa também, e sobretudo, reconhecer os enormes desafios que se colocam a denunciantes e no domínio das proteções jurídicas e socioeconómicas que lhes são devidas: muito frequentemente, estas pessoas não se encontram protegidas contra atos de retaliação, nem são devidamente ressarcidas dos prejuízos decorrentes da sua bravura, por exemplo, a perda do emprego, dos seus rendimentos, e da sua saúde física e mental.

Em Portugal, a proteção de denunciantes foi inscrita na lei em dezembro de 2021, transpondo a Diretiva da União Europeia aprovada em 2019. Mas muitas pessoas ficaram de fora do Regime de Proteção (RGPDI) Além disso, continuam a detectar-se inúmeras falhas na implementação da lei e, mais de 6 meses após a entrada em vigor do Regime Geral de Proteção de Denunciantes de Infrações (RGPDI), este continua sem estar em vigor, designadamente no setor público.

“O processo de transposição da Diretiva da UE foi atabalhoado, pouco transparente e nada inclusivo. O Governo e a Assembleia da República ignoraram todas as recomendações e boas práticas e agora é o que se vê: uma implementação da lei com enormes falhas e sem fiscalização, traduzindo, na prática, proteção nula para quem denuncia ou venha a denunciar irregularidades ou crimes.” - Karina Carvalho, Diretora Executiva da TI Portugal

A Transparency International desenvolveu um guia de melhores práticas para organizações públicas e privadas implementarem sistemas eficazes de denúncia interna e cumprirem as suas obrigações legais. Este guia pode ser usado por instituições em todos os setores e países, incluindo Portugal, com o intuito de implementar e operar mecanismos de denúncia que efetivamente previnam, detectem e resolvam a corrupção e outras irregularidades.

“Temos todo o interesse em colaborar com entidades públicas e privadas para garantir que a proteção de denunciantes se efetiva no nosso país. Participámos no processo de negociação e elaboração da Diretiva Europeia e conhecemos bem os requisitos legais e procedimentais. Mas quem deve assumir o apoio à implementação do novo Regime é o MENAC, que continua sem capacidade instalada para desenvolver instruções técnicas, fiscalizar, ou punir infrações, e, especialmente grave, parece estar a delegar no mercado das consultoras, escritórios de advogados e plataformas whisteblowing a definição das regras de implementação e de proteção.” -Karina Carvalho, Diretora Executiva da TI Portugal

A 20 de dezembro de 2021 foi publicada a Lei n.º 93/2021, que estabeleceu o Regime Geral de Proteção de Denunciantes de Infrações (RGPDI), entrando em vigor a 20 de junho de 2022, transpondo para a legislação nacional a Diretiva Europeia 2019/1937 do Parlamento e Conselho Europeus, relativa à proteção das pessoas que denunciam violações do direito da União.

Na TI Portugal continuaremos a acompanhar as condições de proteção asseguradas em Portugal, quer avaliando os termos da transposição da diretiva e apresentando recomendações para que se corrijam as falhas identificadas, quer monitorando a sua eficácia prática.

Quem denuncia protege e é um dever proteger quem denuncia!

Conheça a :

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Manifestação e minifestação - dores pelo futebol e dores pelo ambiente


A mais pura verdade. Na apropriação do futebol pelo império capitalista, há um ponto de ruptura que também se vê no preço dos bilhetes, defende o jornalista Mickaël Correia sobre histórias do futebol para lá dos golos e das vitórias [in "Uma História Popular do Futebol"] editado em Portugal em 2020.
Conheço imensa gente que dedicou ou ainda dedica (quase voluntariado e à custa de boleias, etc) uma vida inteira a um sub-clube, ou clube desportivo municipal.
Porém um aspecto que me põe muito triste: enchemos as praças e as cidades por um clube de futebol "gordo": Benfica, Porto e Sporting. Mas para denunciar um arboricídio, proteger uma reserva agrícola, uma reserva da Biosfera, alertar para a emergência climática...são sempre minifestações. E para cúmulo, mal se faz uma desobediência civil: há sempre alguém insatisfeito, tem uma perspectiva política por detrás e a acção é motivo de chacota!

domingo, 29 de janeiro de 2023

Como uma investigação internacional descobriu milhões dos Emirados para Nicolas Sarkozy

Ex-político recebeu como conselheiro de um fundo do Luxemburgo, mas dinheiro terá vindo do Médio Oriente. Em 2018, o ex-Presidente francês defendeu autocratas como Putin, Xi, o príncipe Bin Salman e o presidente dos Emirados.


A 10 de agosto de 2018 Nicolas Sarkozy recebeu numa conta bancária pessoal, no banco Edmond de Rothschild, duas transferências, no total de €3,15 milhões. Vinham de empresas do Luxemburgo geridas pelo fundo de investimento Peninsula Capital. Segundo uma carta “estritamente confiden­cial” dos advogados do Peninsula ao banco, Sarkozy aconselhou o fundo sobre investimento na empresa ferroviá­ria italiana NTV, tendo recebido parte dos lucros auferidos.

Problema: testemunhos e documentos obtidos pelo jornal digital “Mediapart” e os seus parceiros da rede EIC (incluin­do o Expresso) põem este relato em dúvida. A investigação indica que os milhões terão sido pagos por uma empresa financiada sobretudo pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), país do Golfo Pérsico que é tão rico quanto autoritário.

sábado, 19 de novembro de 2022

Qatar - Playing Smart


Is it NASA’s Mission Control In Houston Texas, wondered a UK daily about the Aspire Command and Control Center in Doha. Indeed, comparisons are un­avoidable considering the high, extra-large LED screens and resplendent PCs on display here. Except, the purpose is not to launch manned or unmanned satellites into space but to ensure a great football viewing experience.

If the temperature in any of the stadiums in Qatar that will host the FIFA World Cup this month rises or falls below 22 degrees Celsius, the Aspire Command and Control Center— which monitors all eight stadiums and manages the IT infrastruc­ture at these venues from a huge hall that resembles a NASA cen­tre from a Hollywood movie—will immediately and remotely fix the state-of-the-art air-conditioning system in place for the football extravaganza.

Those working at this centre located near the multi-purpose Khalifa International Stadium, one of the World Cup venues in capital Doha, can also gauge using artificial intelligence (AI)— and thanks to 20,000 cameras inside these stadiums—that a certain entry gate or an area inside a stadium may experience crowding 30 minutes or so in advance. This helps them mobilise volunteers much in advance to avoid any crowd surge—some of which have the potential to kill people in large numbers, as we saw recently in Seoul, South Korea.

A large screen inside the hall in this centre can zoom in on more than 120,000 fans seated across eight football venues on one large screen to identify and report any act of hooliganism or abnormal human behaviour. This highly advanced surveillance using powerful AI technologies covers even the basement park­ing, besides monitoring water supply, queues, food and beverages outlets, and so on.

“We don’t call our cameras the CCTV network. We call them our eyes on the ground,” says Niyas Abdulrahiman, executive director (ICT), Supreme Committee for Delivery and Legacy, the government-run entity responsible for delivering all infrastruc­ture required for the FIFA World Cup in Qatar. He goes on to talk about the idea of connected stadiums and “compact tournament” that is clearly unique in the history of the soccer World Cup that started way back in 1930.

Close proximity of the venues means that Qatar got the opportunity to experiment with managing this tournament in a completely different way compared to previous World Cups, says a Qatari official. Without doubt, it will be the first FIFA World Cup in a long time where there will be no inter-city travel involved. As Qatar expects, this “compact FIFA World Cup” will inspire other sporting nations to replicate this model elsewhere, says Abdul­rahiman, who stresses the “futuristic” nature of holding sporting events, and in this case, the biggest of its kind on planet Earth.

Meanwhile, FIFA officials that Open spoke to say that the Qatari model may spawn a revolution of sorts, especially if the visiting dignitaries from various countries as well as sport ar­chitects return impressed by the remote handling of this World Cup that starts on November 20 and ends on December 18, as opposed to the usual June-July season because of the scorching heat in the Gulf nation.

Niyas Abdulrahiman, executive director (ICT), Supreme Committee for Delivery and Legacy
By hosting this World Cup, especially, Qatar’s aim is not only to build sport facilities and academies alone but also to leave a sport­ing legacy that attracts and trains sportsmen and women from all over the world. Qatar has earned praise from FIFA for making the most of its existing international stadiums and sport centres. In an earlier interview, a Qatari official had told Open, “Our sporting legacy is rich because we don’t let any sport centre go underused or disused…. We follow the strategy of making champions out of our trainees. We help them gain endurance and stamina and acquire great skills that together help them become champions,” he had said referring to empty stadiums built for World Cups in other nations.

For his part, Abdulrahiman takes enormous pride in disclos­ing that he has a multinational team in place to assist him, includ­ing several locals at the Aspire Center. Those working here can recognise faces as well as zoom in on each seat in the stadiums, but this key official of the Supreme Committee for Delivery and Legacy says that what is more important to his team is not the identity of the fan but the smooth running of the event. “We look at a person only as a fan. We are not interested in knowing who the guy is. For us, all the fans are the same but what we are keen on is maintaining safety and a smooth football viewing experience. What you see in our centre is the future,” he declares, indicating that all the surveillance involved is less about Big Brother-like control of individuals and more about safety and security of the event as a whole.

Football stadiums, like similar sport­ing venues, are entirely different kinds of spaces to ensure security and safety. Com­pared to the rest of the highly secured of­fices, for instance, like the ministry of defence, where there are always entry restrictions for many people, stadiums must accommodate all kinds of people, including the fans, the media, VVIPs, and others. It is thus a multi-threat landscape, making the task of surveillance crucial. If there is any unpleasant development in the stadium, it is first handled by volunteers. Only if things go out of con­trol will law enforcement agencies enter the scene.

What the Aspire Command and Control Center does is complement the decisions of law enforcement and other agencies with data, states Abdulrahiman, who has now become a highly televised figure with media organisations running endless stories about the unique command-and-control centre he oversees. He adds that each fan in the stadiums will have access to high-density 5G internet, helping fans record and send videos and messages real-time. “The WiFi connection in these stadiums will be faster than your home broadband and it will be available to all,” says the man who spearheads INTALEQ, the sport and entertainment technology commercial venture of Aspire Zone. INTALEQ is Ara­bic for headway, says Abdulrahiman who hopes that countries like India, rich in IT talent, will go the Qatari way in organising world-class sport events too.

But for the time being, his focus will be on delivering the most secure football experience for more than 1.2 million fans who are expected to be in Qatar shortly, as well as for those millions of spectators from across the globe.

Fonte: Open

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Petição - Vamos acabar com a evasão fiscal!



Exijamos um sistema tributário mais justo em que empresas e grandes fortunas paguem a sua parte justa.
Os governos e as instituições da União Europeia devem ter a capacidade de coletar e disponibilizar publicamente dados importantes sobre grandes empresas para garantir a transparência do sistema. A Diretiva de Combate ao Branqueamento de Capitais deve permitir à UE prevenir a evasão fiscal e alargar os registos públicos para abranger também os fundos fiduciários e outras estruturas semelhantes e mostrar a lista completa dos beneficiários efetivos das empresas. Esses documentos teriam que estar disponíveis para quem quiser vê-los e incluir todos os beneficiários efetivos, diminuindo o limite de registos obrigatórios.

Porque é importante
Num contexto em que as pessoas comuns se vêem com dificuldades e querem  enfrentar o aumento do custo de vida , da alimentação e o consumo de energia, os nossos governos limitam-se a repetir que não há dinheiro para resolver o problema ou financiar o transporte público, a rede de saúde ou as medidas para proteger o meio ambiente de que tanto precisamos. Ao mesmo tempo, porém, perdemos biliões de euros por ano porque as grandes fortunas e multinacionais não pagam sua parte justa [1]. Resumindo: as contas não batem.

Para ter um sistema justo, devemos saber quanto cada pessoa realmente ganha. Temos a legislação necessária para garantir que ninguém possa esconder sua riqueza [2], mas hoje existem muitas maneiras de fazê-lo que não estão incluídas nestes regulamentos.

Apenas alguns meses atrás, um grupo de jornalistas descobriu que um banco suíço estava a ajudar criminosos, ditaduras e outra parte de sua clientela a esconder grandes quantias de dinheiro das autoridades fiscais por meio de fundos [3].

Isso mostra mais uma vez que é muito fácil manipular o sistema e que precisamos de uma legislação mais forte.

Aqueles que nos governam em toda a Europa devem encontrar dinheiro para enfrentar a crise inflacionária que enfrentamos e estão procurando uma solução. Para nossa comunidade, a resposta é óbvia.

Em algumas semanas, eles poderão decidir se tornamos muito mais difícil para grandes fortunas e multinacionais esconderem seu dinheiro [4]. Sabemos que o resultado será muito apertado: algumas das pessoas que nos representam ainda não estão claras sobre sua decisão.

Ainda temos a oportunidade de inclinar a balança a nosso favor antes da votação, para que eles lutem por um sistema tributário mais justo em que ninguém possa esconder sua riqueza: basta mostrar a eles que é uma questão que nos preocupa. Deixe-os saber que temos o seu apoio para que todos paguem a sua parte justa na Europa.

Assina e divulga. Obrigado

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Qatar- Campeonato do Mundo amigo do ambiente? É mentira, diz o Carbon Market Watch



"Seria ótimo vermos o impacto climático dos Mundiais da FIFA reduzirem-se drasticamente. Mas as proclamações que ouvimos sobre a neutralidade carbónica simplesmente não são credíveis", afirmou o autor do relatório para o Carbon Market Watch que estudou a pegada ambiental da competição e concluiu que "apesar da falta de transparência, as provas indicam que as emissões deste Mundial serão consideravelmente maiores do que os organizadores preveem, e é pouco provável que os créditos de carbono que têm comprado para compensar essas emissões tenham um impacto suficientemente positivo no clima".

Em relação aos números avançados pela organização do Mundial, o Carbon Market Watch diz que subestimam as emissões associadas à construção dos estádios. E quanto aos créditos de carbono adquiridos, a ONG questiona a independência do esquema de certificação dos parâmetros que foram criados especialmente para a competição. "Tais créditos de baixa qualidade não farão o Campeonato do Mundo "neutro em carbono", avisam.

Nas contas oficiais, construir um estádio temporário implica o dobro de emissões de construir seis estádios permanentes

Diz a organização do evento que ele irá emitir 3.6 megatoneladas de CO2-equivalente (MtCO2e), a medida internacional que expressa a quantidade de gases de efeito estufa em termos equivalentes da quantidade de dióxido de carbono. O problema começa logo pela contabilização das emissões ligadas à construção dos sete novos estádios, que apenas são tidas em conta dividindo os dias em que são utilizados na competição pelo total do tempo de vida previsto para essas infraestruturas.

Ora, alega o Carbon Market Watch, isso é enganador tendo em conta que foram costruídos de propósito para o Mundial e não se prevê que tenham muito uso no futuro tantos estádios num território tão pequeno e cuja capital e única grande cidade, Doha, tinha apenas um grande estádio antes de ser atribuído ao Qatar o estatuto de anfitrião do Mundial 2022. Da mesma forma, são excluídas das contas dos organizadores as emissões ligadas à manutenção e uso futuro dos estádios. Contas feitas, em vez das 0.2 MtCO2e estimadas, que representariam apenas 5,5% do total de emissões do Mundial de Futebol, o valor real das emissões seria multiplicado por oito: 1.6 MtCO2e.

A forma da contabilização das emissões para cada estádio também é contestada. Um deles, o estádio 974, é suposto ser temporário. Mas nas contas da organização, as emissões alocadas à sua construção são mais do dobro dos restantes seis novos estádios, dado que apenas contam na totalidade a construção das cadeiras que serão removidas no final da competição. As emissões da construção do estádio propriamente dito são divididas de forma a apenas ter em conta uma parcela de 70 dias de utilização deste ano num total de 60 anos de tempo previsto de utilização total.

E sobra ainda a questão de saber qual o futuro destes estádios, com apenas três a serem destinados a equipas que jogam em recintos com capacidade bem menor e outro dedicado à seleção nacional feminina. A experiência anterior mostra que a viabilidade financeira destes recintos é duvidosa quando não servem para os grandes clubes, como aconteceu na Rússia. Ou no Mundial anterior, no Brasil, onde há estádios que são raramente usados e um deles está a ser usado em parte para o estacionamento para autocarros. Na África do Sul, que recebeu o Mundial de 2010, a subutilização destas infraestruturas também continua a pesar nas contas públicas.

Compensação de emissões sem independência nem integridade

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Mundial de Futebol no Qatar- A situação dos trabalhadores migrantes


A sede da próxima Copa do Mundo de 2022 pelo Qatar atraiu milhares de trabalhadores migrantes para construir estádios e outras infraestruturas. Esses estrangeiros deixaram tudo para trás em busca de uma vida melhor. Mas, uma vez no Qatar, eles muitas vezes sofreram exploração: salários não pagos, passaportes confiscados e condições extremas de trabalho que levaram a vários milhares de mortes, segundo várias ONGs. Alguns trabalhadores migrantes concordaram em falar com nossos repórteres Chloé Domat e Rammohan Pateriya para esta reportagem especial completa. Eles explicam como o sonho do Qatar se transformou em pesadelo, mesmo que Doha também ofereça algumas oportunidades de mobilidade social ascendente.

Amnistia Internacional
Qatar: Promessas e compensações por cumprir com o Mundial à porta

Assinar e divulgar a Petição: É tempo da FIFA e do Qatar compensarem os trabalhadores migrantes!

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Fifa World Cup Qatar 2022: New report discredits carbon neutrality claim



Fifa and Qatar's claims that the 2022 World Cup will be carbon neutral involve "creative accounting" and are "misleading", says a new report.

Carbon Market Watch says the tournament will not achieve a net-zero carbon footprint, despite claims it would be the first football World Cup to do so.

Researchers believe calculations "ignore major sources of emissions".

In a statement, organisers said it was "speculative and inaccurate" to draw conclusions on their commitment.

In September, organisers detailed how they would deliver the first "carbon-neutral Fifa World Cup in the history of the event".

They pointed to the compact nature of the tournament, use of renewable energy at the eight stadiums and use of solar power in the country during the World Cup.

Fifa says at "no point" has it "mis-led its stakeholders".

A spokesperson for the Supreme Committee for Delivery & Legacy (SC) told BBC Sport: "We are on track to hosting a carbon-neutral World Cup.

"The methodology used to calculate the carbon-neutral commitment is best in practice and was designed to be based on actual activity data, after the World Cup has concluded. This will be published, and any discrepancies will be explained and offset.

"No other country has engaged so deeply with its citizens to ensure a sustainable legacy is left behind after a Fifa World Cup."

The report's author Gilles Dufrasne says the carbon neutrality claim "is simply not credible", adding: "Despite a lack of transparency, the evidence suggests that the emissions from this World Cup will be considerably higher than expected by the organisers, and the carbon credits being purchased to offset these emissions are unlikely to have any positive impact on the climate."

Dufrasne told BBC Sport: "Calling the event itself carbon neutral is problematic. Even if the accounting had been done properly, it gives a false sense of achievement and says we can continue to host this mega event every four years and can continue to do that at no significant cost to the climate.

"This gives a false idea to the general public and fans attending, so the policy makers need to communicate correctly about the impact of these events, putting the measures in place to reduce emissions but then still be clear about the fact that these events come at a cost. We need to be transparent about it."

The report highlights an underestimation of emissions associated with building new stadiums, with seven of the eight venues having been built from scratch and the other one extensively redeveloped.

It also questions the "credibility and independence" of a carbon credits scheme created especially for the tournament.

The SC added: "The emissions that will be unavoidable while preparing for and hosting the tournament will be offset through investing in internationally recognised and certified carbon credits.

"The SC's decision to transparently and proactively offset carbon emissions in a responsible manner should be recognised."

Last June, a FIFA report said the 2022 World Cup would produce up to 3.6 million tonnes of carbon dioxide, which is more than some nations produce in a year.

For instance, Montenegro, Iceland and the Democratic Republic of the Congo all produced fewer than three million tonnes of CO2 in the year 2018, according to the International Energy Agency.

In a statement, football's world governing body said: "Fifa is fully aware of the risks that mega-events pose on the economy, the natural environment and on people and communities, and has been making efforts to tackle those impacts and use opportunities that arise to mitigate the negative impacts and maximise the positive impacts of its iconic tournament."

Fonte: BBC

quinta-feira, 7 de abril de 2022

HBO Max vai lançar este ano um documentário sobre Rui Pinto e o 'Football Leaks'


A história de vida de Rui Pinto e da criação do 'Football Leaks' vai ter direito a um documentário na HBO Max, revela esta quinta-feira o 'Público'. De acordo com a mesma fonte, o documentário chamar-se-á 'Um Jogo de Segredos' e terá Niels Borchert Holm como diretor.

Através da página de Niels Borchert Holm no IMDb, este será "um documentário sobre o site Football Leaks, que começou a revelar negócios obscuros e ilegalidades sistemáticas na indústria do futebol em 2015, levando a investigações de grandes craques, clube e ainda do presidente da FIFA." 

A estreia de 'Um Jogo de Segredos' deverá acontecer a setembro deste ano, na Dinamarca, não tendo sido ainda revelada a data oficial de lançamento em Portugal.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

O Euro da UEFA é pago pelo Estado Social


1.O cerco de Lisboa, o fim dos ingleses, agora o fim dos alemães, a seguir os outros que também não vêm, os números que vão continuar a crescer em Julho... e de repente todos os negócios que vivem do verão estão já a bater no fundo de forma mais violenta do que em 2020. O que é inacreditável. Como é possível termos conseguido atravessar o ano passado, com prudência e sem vacina, e perder o pé quando estamos a semanas de uma imunidade provável às variantes conhecidas? A resposta é cada vez mais evidente: uma minoria é suficiente para sequestrar a sociedade. Não que as pessoas queiram contrair covid, mas o risco económico é baixíssimo - a doença é pouco grave em 98% dos casos.
É neste paradoxo que temos de começar por analisar a batalha subterrânea sobre o teletrabalho. Os números começam a aparecer. Os empregadores (74%) pretendem fazer voltar os trabalhadores aos escritórios a tempo inteiro, segundo o Dinheiro Vivo de ontem. Ao mesmo tempo, uma sondagem do Jornal de Negócios revelava que apenas 13% dos trabalhadores defendem o trabalho presencial na íntegra.
Ora, como os números mostram, há potencialmente muita gente a querer que o teletrabalho vá continuando. Daí a tranquilidade aparente com que se juntam milhares de pessoas nas ruas sem medo das consequências, ou se organizam aniversários ou casamentos com dezenas ou centenas de pessoas sem testagem prévia. "Vai ficar tudo bem". Não fica, como se vê.
2. A acrescentar a esta deriva, não pode ser pior o exemplo do Euro de futebol. A UEFA, totalmente indiferente à variante Delta e à vida de milhares de pessoas, não se contentou com o negócio televisivo e uma presença de um terço da lotação dos estádios. Enche-os, à boleia de uma indiferença coletiva que tem uma rede de luxo: Estado Social europeu e serviços nacionais de saúde. Eis o cúmulo a que chegamos.
A UEFA está, aliás, a hipotecar o regresso do futebol pós-verão com o crescendo da pandemia, liquidando os próprios clubes, de novo, provavelmente com estádios vazios. Um egoísmo atroz. Em paralelo, as atividades sequestradas pela minoria irresponsável - turismo, restauração, atividades culturais e, particularmente, a música -, definham sem apelo nem agravo. Como é possível?
3. Há um outro problema que recusamos enfrentar. Não é possível continuar a fazer de conta que os ajuntamentos noturnos podem ser indefinidamente tolerados porque se trata de "gente nova". Pois, isto tem custos humanitários brutais: vamos acelerar a vacinação até aos 18 anos (ou até 12 anos...!) por causa desta desresponsabilização enquanto a vacinação nos países mais pobres nos faz corar de vergonha.
Esta semana o Painel de Informação da UNICEF assinalava que das 2,54 mil milhões de doses produzidas até agora, apenas 88 milhões (3%) foram enviadas para 131 países através dos mecanismos de apoio Covax - e apenas 36 milhões através de doações. Porque não há vacinas. Ou seja, as populações de risco de países inteiros ficam à espera, enquanto corremos a vacinar a malta do "social".
É preciso dizer isto de forma clara: há muita gente nos países ricos a brincar com a vida dos outros. São seres humanos que morrem porque os seus países não têm dinheiro (ou poder) para lhes dar uma vacina a tempo. É importante que as novas gerações (e os negacionistas) compreendam o luxo em que vivem. Pede-se contenção por uns meses, não uma eternidade. Não podemos esperar um mundo melhor demitindo-os de assumirem as suas responsabilidades. Os do "gueto" estão a morrer enquanto mantemos, apesar de tudo, uma vida normal.

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sábado, 18 de outubro de 2008

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