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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Toda a verdade sobre a Rússia, NATO, União Europeia, EUA e Ucrânia e, por fim, a China


1. A Ucrânia tem mesmo forças nazis? 
A Ucrânia não é um Estado nazi e Volodymyr Zelensky não lidera forças nazis. A narrativa de que o país está dominado por neonazis é uma das principais ferramentas de propaganda e desinformação utilizadas pelo governo russo para justificar a invasão perante a sua própria população e o mundo. Na verdade, o próprio presidente Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto, tendo sido eleito democraticamente em 2019 com mais de 73% dos votos, o que torna a acusação de liderar um regime nazi uma contradição óbvia. Além disso, embora existam grupos de extrema-direita na Ucrânia — assim como na Rússia e na maioria dos países europeus —, o seu peso político real é residual, visto que nas últimas eleições legislativas a coligação de partidos de extrema-direita obteve apenas cerca de 2% dos votos, não conseguindo sequer representação no Parlamento ucraniano.
O mito alimentado por Moscovo baseia-se sobretudo nas origens do Batalhão Azov. Em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e fomentou a guerra no Donbass, o exército ucraniano estava desestruturado e surgiram milícias voluntárias para defender o território. O grupo Azov original foi de facto fundado por indivíduos com ligações a fações radicais de ultradireita e claques de futebol, utilizando símbolos visuais controversos. No entanto, ainda no final de 2014, o governo ucraniano integrou oficialmente o grupo na Guarda Nacional, iniciando um processo profundo de reestruturação. Ao longo dos anos, os líderes políticos radicais foram afastados, a unidade foi despolitizada e transformada numa força militar regular de defesa. Inclusive, o governo dos Estados Unidos levantou as restrições ao fornecimento de armas à brigada após confirmar que esta se tinha tornado uma unidade militar profissional padrão. Para a Rússia, o rótulo de "nazi" carrega um peso histórico e emocional gigantesco herdado da Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado de forma estratégica para desumanizar o adversário e criar um falso pretexto moral para a agressão militar.

2. As eleições na Rússia não são consideradas democráticas, livres ou justas por analistas internacionais, pelas Nações Unidas, pela União Europeia e por organizações independentes de direitos humanos. 
O sistema político russo é classificado como um regime autoritário ou uma autocracia eleitoral, o que significa que o país mantém a aparência de uma democracia — com urnas, boletins de voto e campanhas —, mas todo o processo é rigidamente controlado pelo Kremlin para garantir a permanência de Vladimir Putin no poder. O principal pilar desta falta de democraticidade é a eliminação sistemática da oposição real, onde qualquer candidato que represente uma ameaça séria é impedido de concorrer, seja através do exílio, de desqualificações burocráticas por parte da Comissão Eleitoral Central ou da prisão sob acusações politizadas, como aconteceu emblematicamente com Alexei Navalny. Para simular uma pluralidade, o regime permite apenas a participação da chamada "oposição sistémica", composta por partidos minoritários que fingem competir, mas que na prática apoiam as diretrizes do governo e nunca criticam diretamente o presidente ou a guerra.
Além da ausência de adversários reais, o processo é profundamente distorcido pelo controlo total dos meios de comunicação social, uma vez que todas as grandes cadeias de televisão, jornais e rádios são estatais ou pertencem a aliados de Putin, enquanto a internet e a imprensa independente enfrentam uma censura feroz. Organizações independentes de monitorização eleitoral denunciam consistentemente fraudes massivas nas contagens de votos, incluindo o enchimento de urnas, a manipulação de sistemas de voto eletrónico que não permitem auditoria e a forte coação sobre funcionários públicos e trabalhadores de empresas estatais, que são obrigados a votar sob ameaça de demissão. Adicionalmente, as eleições russas carecem de observadores internacionais credíveis e incluem votações forçadas em territórios ucranianos ocupados militarmente, o que viola o direito internacional. Em suma, o objetivo destas eleições não é dar uma escolha ao povo, mas sim fazer uma demonstração de força, utilizando maiorias esmagadoras fabricadas para legitimar as políticas do regime perante o mundo e desanimar qualquer oposição interna.

3. E a historieta do Tio Sam e de Putin é também falsa. 
A "historieta do Tio Sam e de Putin" refere-se à narrativa de que a guerra na Ucrânia é apenas um conflito provocado exclusivamente pelo "Tio Sam" (os Estados Unidos) para encurralar o Putin, ou à ideia romântica de que a Rússia é uma vítima inocente que foi obrigada a atacar para se defender do expansionismo ocidental, sim, essa também é uma versão altamente distorcida e falsa da realidade.
Essa narrativa - muito repetida pela propaganda russa e por setores que adotam uma postura anti-EUA automática - ignora deliberadamente a história, a soberania da Ucrânia e as próprias ambições imperialistas de Vladimir Putin. A análise factual desmitifica essa história em bloco:
  • A Ucrânia é um país independente e soberano desde 1991. A decisão de se aproximar da União Europeia ou da NATO não foi uma "invasão disfarçada" dos Estados Unidos, mas sim uma escolha democrática do próprio povo ucraniano. 
  •  Histórica e economicamente, os ucranianos assistiram ao crescimento e à prosperidade de vizinhos ex-comunistas que se juntaram ao Ocidente (como a Polónia e os países bálticos), enquanto as nações que ficaram sob a órbita da Rússia (como a Bielorrússia) estagnaram em ditaduras. 
  • A aproximação ao Ocidente foi uma tentativa da Ucrânia de garantir a sua própria segurança e modernização, e não uma conspiração americana.
Além disso, a própria NATO nunca forçou a entrada de nenhum país. São os países da Europa de Leste que pedem desesperadamente para aderir à aliança porque têm, compreensivelmente, medo do histórico de agressão da Rússia. O argumento de Putin de que se sentiu "ameaçado" cai por terra quando olhamos para os factos: a NATO é uma aliança defensiva e nenhum país ocidental tinha planos ou intenções de invadir o território russo, que possui o maior arsenal nuclear do planeta e, portanto, uma capacidade de dissuasão total.
O erro central dessa "historieta" é retirar totalmente a culpa a Vladimir Putin e o direito de escolha à Ucrânia, tratando o conflito como se os ucranianos fossem meros peões sem vontade própria num tabuleiro de xadrez entre Washington e Moscovo. A verdade é que a invasão foi um ato de agressão deliberado, planeado pelo Kremlin com o objetivo de anexar territórios, travar a democratização de um país vizinho e restaurar a antiga esfera de influência da era soviética.

4. A afirmação de que o Donbas e a região histórica da Novorossiya -  que engloba cidades como Odessa, Mykolaiv, Dnipro e Kharkiv - nunca foram da Ucrânia é historicamente falsa, tratando-se de um mito construído pelo nacionalismo russo para tentar legitimar as suas pretensões territoriais atuais. 
Muito antes de o Império Russo ou da Imperatriz Catarina, a Grande, terem conquistado estas terras no final do século XVIII, o território do sul e do leste da Ucrânia não era um vazio demográfico; a área era conhecida como os "Campos Selvagens" e estava sob o controlo e a profunda influência dos Cossacos Ucranianos, que ali estabeleceram povoações agrícolas, feitorias e rotas comerciais. O próprio termo Novorossiya ("Nova Rússia") foi apenas uma designação administrativa e colonial criada pelo Império Russo em 1764, funcionando exatamente da mesma forma que o Império Britânico criou a "Nova Inglaterra" na América do Norte. Além disso, os censos do próprio Império Russo (como o de 1897) comprovam que a esmagadora maioria dos camponeses que colonizaram e cultivaram o interior dessa região eram ucranianos, fixando-se os russos sobretudo como funcionários públicos e operários nas grandes cidades nascentes.
A propaganda russa costuma alegar que as grandes cidades da região foram fundadas do zero por russos, mas a verdade é que muitas foram erguidas sobre antigos colonatos ucranianos, tártaros ou fortalezas otomanas já existentes, como é o caso de Odessa, construída no local do antigo porto tártaro de Hadjibey. Com o colapso do Império Russo em 1917, o nome Novorossiya desapareceu dos mapas oficiais e os próprios habitantes escolheram o seu destino ao integrarem o Donbas, Kharkiv, Odessa e Mykolaiv na recém-declarada República Popular da Ucrânia, precisamente porque a maioria da população partilhava essa identidade. Mais tarde, quando os bolcheviques desenharam as fronteiras da União Soviética, incluíram estas regiões na Ucrânia Soviética pelo mesmo motivo demográfico. O teste definitivo de pertença ocorreu em dezembro de 1991, aquando do referendo para a independência da Ucrânia: mesmo nas zonas com maior presença da língua russa, a população votou massivamente a favor de fazer parte da Ucrânia independente, com aprovações que atingiram os 83,9% em Donetsk, 83,8% em Luhansk, 86,3% em Kharkiv e 85,3% em Odessa. Ignorar esta autodeterminação com base num rótulo colonial do século XVIII seria o equivalente a dizer que o Brasil pertence hoje a Portugal ou que os Estados Unidos são território britânico.

Por isso, sim. Portugal proibiu a equipa russa de trampolim de usar bandeira e hino na Taça do Mundo de Ginástica. É apenas um gesto simbólico, mas neste caso e pelo que atrás já referi, Portugal agiu bem.

P.S. A "grande" China, por exemplo, bane qualquer cantor/artista que exiba a bandeira de Taiwan, do Tibete, Hong Kong ou do povo Uigur. 
𝐎 𝐠𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨 𝐝𝐚 𝐑𝐞𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐝𝐚 𝐂𝐡𝐢𝐧𝐚 𝐚𝐝𝐨𝐭𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐳𝐞𝐫𝐨 𝐞𝐦 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐧𝐢𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐮𝐦 𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐢𝐨𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐞𝐫𝐚𝐧𝐢𝐚 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨𝐫𝐢𝐚𝐥, 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐢 𝐬𝐢́𝐦𝐛𝐨𝐥𝐨𝐬 𝐥𝐢𝐠𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐚 𝐓𝐚𝐢𝐰𝐚𝐧, 𝐚𝐨 𝐓𝐢𝐛𝐞𝐭𝐞, 𝐇𝐨𝐧𝐠 𝐊𝐨𝐧𝐠 𝐞 𝐚̀ 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐗𝐢𝐧𝐣𝐢𝐚𝐧𝐠, 𝐥𝐚𝐫 𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐯𝐨 𝐔𝐢𝐠𝐮𝐫. 
Na massiva e altamente regulada indústria do entretenimento chinesa, a exibição de bandeiras ou o apoio a estas causas resulta num banimento praticamente imediato e severo. Este processo de cancelamento cultural e económico envolve a rescisão instantânea de contratos publicitários, o cancelamento de digressões e a remoção completa do catálogo musical e audiovisual do artista das principais plataformas de streaming do país, como o Weibo e o NetEase. Em casos de produções televisivas ou cinematográficas já gravadas, o governo exige frequentemente que as cenas do artista sejam cortadas ou que o seu rosto seja desfocado digitalmente.
Ao longo dos anos, diversos nomes da cultura pop internacional e regional sofreram estas sanções. A cantora Lady Gaga e a banda Maroon 5, por exemplo, viram as suas músicas banidas e concertos cancelados após demonstrarem apoio ou se encontrarem com o Dalai Lama, líder espiritual tibetano. No cenário do K-pop, a cantora taiwanesa Chou Tzu-yu, integrante do grupo Twice, causou uma enorme polémica na China continental em 2015 após segurar a bandeira de Taiwan num programa de televisão sul-coreano, o que a pressionou a gravar um pedido de desculpas público afirmando que "só existe uma China". Para as autoridades de Pequim, o acesso ao gigantesco mercado de consumo chinês é tratado como um privilégio condicionado ao respeito absoluto pelas diretrizes políticas e pela integridade territorial defendida pelo Partido Comunista Chinês.
A situação aplica-se igualmente a Hong Kong, que se tornou outra das grandes linhas vermelhas para o governo chinês, especialmente após os protestos pró-democracia de 2014 e 2019. Qualquer artista, seja local ou internacional, que expresse a mínima simpatia ou apoio aos manifestantes enfrenta exatamente o mesmo mecanismo de retaliação e censura. Figuras de destaque do entretenimento da própria cidade, como a cantora de Cantopop Denise Ho e o conceituado ator Anthony Wong, viram as suas carreiras na China continental completamente destruídas por demonstrarem apoio ao movimento democrático, resultando na remoção das suas obras de todas as plataformas digitais, contratos rescindidos e um boicote total por parte da indústria, acabando mesmo por sofrer perseguição judicial no próprio território de Hong Kong ao abrigo da nova Lei de Segurança Nacional. No panorama internacional, partilhar uma simples mensagem de solidariedade para com Hong Kong nas redes sociais é o suficiente para desencadear o cancelamento de digressões e a fúria dos consumidores nacionalistas. Tudo isto reforça a mensagem inabalável de Pequim: para operar ou lucrar no mercado chinês, o alinhamento com a narrativa oficial sobre a soberania e a estabilidade de todos os seus territórios, incluindo as suas Regiões Administrativas Especiais, tem de ser absoluto

quarta-feira, 23 de julho de 2025

A China criticou hoje a decisão dos Estados Unidos de abandonarem a UNESCO, considerando-a indigna de “um país grande e responsável”

A China criticou hoje a decisão dos Estados Unidos de abandonarem a UNESCO, considerando-a indigna de “um país grande e responsável”, e pediu um compromisso com o multilateralismo e os princípios da Carta das Nações Unidas. 

“Os Estados Unidos têm acumulado, há muito tempo, pagamentos em atraso das suas contribuições como membro da UNESCO”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, lamentando o novo anúncio de retirada feito por Washington esta semana.

“A China sempre apoiou firmemente o trabalho da UNESCO”, sublinhou Guo, destacando a missão da organização em “promover a cooperação internacional em educação, ciência e cultura, fortalecer o entendimento entre civilizações e salvaguardar a paz mundial”.

Wu Yan é o membro chinês do Conselho Executivo da UNESCO (2021-2025). É Vice-Ministro da Educação da China.

No contexto das comemorações do 80.º aniversário da fundação das Nações Unidas, o diplomata apelou a todos os países para que “reafirmem o seu compromisso com o multilateralismo” e apoiem um sistema internacional com a ONU no centro, “baseado no direito internacional e nos princípios da Carta das Nações Unidas”.

A República Popular da China é membro da UNESCO desde 1971, ano da sua entrada na ONU, e ocupa atualmente um assento no Conselho Executivo da agência (2021–2025).

Nos últimos anos, a China tornou-se um dos principais contribuintes financeiros da UNESCO e acolhe vários centros ligados à organização, nas áreas da educação, património e ciência.

Mas já veio críticas dos EUA. Washington serviu de proteção contra os esforços da China para utilizar a UNESCO para influenciar a educação, as designações históricas e até a inteligência artificial.

A China tem sido acusada de perseguir vários grupos étnicos, religiosos e políticos. Um dos casos mais notórios e internacionalmente denunciados é o da perseguição aos uígures, um povo de maioria muçulmana que habita a região de Xinjiang, no noroeste da China.

Perseguição aos Uígures:
  1. Religião e Cultura: Os uígures são de origem túrquica e seguem predominantemente o Islão. A China tem restringido práticas religiosas, culturais e linguísticas desse povo.
  2. Campos de "reeducação": Estima-se que mais de um milhão de uígures foram detidos em campos que o governo chinês chama de "centros de reeducação", mas que têm sido denunciados por abusos, tortura e doutrinação política.
  3. Vigilância em massa: Há uso extensivo de tecnologia para controlar a população uígur, incluindo reconhecimento facial, controle de dados e presença policial constante.
  4. Trabalho forçado e esterilizações forçadas: Existem denúncias de uso de trabalho forçado e práticas de controle de natalidade que podem configurar crimes contra a humanidade.
Além dos uígures, a China também é acusada de repressão a outros grupos:

Outros grupos perseguidos:
  1. Tibetanos: Sofrem repressão cultural e religiosa desde a ocupação do Tibete pela China em 1950. O budismo tibetano é alvo de controle estatal.
  2. Cristãos: Igrejas não registradas são frequentemente alvo de demolições, prisões de fiéis e censura.
  3. Praticantes do Falun Gong: Um grupo espiritual que é fortemente perseguido desde 1999, com relatos de prisões arbitrárias e até extração forçada de órgãos.
  4. Ativistas e dissidentes: Defensores dos direitos humanos, jornalistas e advogados são frequentemente presos ou silenciados.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

O golpe chinês de Xi Jinping

Documentário realizado pela TV portuguesa RTP conta a história do ditador Xi Jinping e mostra as sórdidas estratégias de dominação mundial criadas e praticadas pelo partido comunista chinês ao longo dos anos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Vice President Joe Biden Discusses Local Climate Action at U.S.-China Climate Leaders Summit


China’s cities have announced the formulation of the new “Alliance of Peaking Pioneer Cities” (APPC).  All cities and provinces in the Alliance have established, for the first time, peak years for carbon dioxide emissions that are earlier than the national goal to peak around 2030.  The commitment of so many of its largest cities to early peaking highlights China’s resolve to take comprehensive action across all levels of government to achieve its national target, put forth in last year’s Joint Announcement on Climate Change, to make best efforts to peak its emissions earlier than 2030.  Notably, Beijing and Guangzhou have committed to peak their carbon dioxide emissions by the end of or around 2020 – ten years earlier than the national target – and the Chinese cities and provinces making commitments represent approximately 1.2 Gigatons of annual carbon dioxide emissions, about 25% of China’s urban total and roughly the same level of carbon dioxide emissions as Japan or Brazil.  In signing the Declaration, the Chinese cities have also stated their intention not only to establish ambitious targets to reduce emissions, but also to regularly report on greenhouse gas emissions, establish climate action plans to reduce emissions, and enhance bilateral partnerships and bilateral cooperation. 

         U.S. cities, counties, and states have also put forward ambitious, long-term emissions reduction targets , including a commitment from the State of California to reduce emissions by 80%-90% below 1990 levels by 2050, and a commitment from the City of Seattle to become carbon-neutral by 2050, producing no net greenhouse gas emissions.  In signing the Declaration, the U.S. cities and states, like their Chinese counterparts, have also stated their intention to establish ambitious targets to reduce emissions, regularly report on greenhouse gas emissions, establish climate action plans to reduce emissions, and enhance bilateral partnerships and bilateral cooperation. 

In addition to the state, provincial, and local government actions announced under the Declaration, cities, private sector entities, and civil society organization in the U.S. and China are announcing a number of new commitments and declarations during the Summit.  Some of the initiatives announced at the Summit include:

         An announcement of the California-China Urban Climate Collaborative (CCUCC), a new initiative between ICLEI - Local Governments for Sustainability, Lawrence Berkeley National Laboratory, the California-China Office of Trade and Investment, the Bay Area Council and the Asia Society.  The CCUCC is a dynamic new long-term exchange between cities in California and China seeking to reduce carbon and air pollution and advance the clean energy economy.  Its goals are to assist policy makers in climate action planning, build organizational capacity for climate action planning, and connect cleantech industries with cities. 10 cities from California and 10 cities from China will participate in the inaugural group, with more to participate in the future.

         A Memorandum of Understanding between the cities of Shenzhen, Guangdong and Los Angeles, California to share best practices and lessons learned in reducing emissions, especially in the construction of green buildings and from vessels visiting their respective major ports.  The two cities will also explore ways to promote green jobs and expand trade in clean energy and other environmental technology sectors.  This arrangement establishes a robust framework for cooperation between two dynamic and fast-growing cities that can serve as a model for other communities.     

         An arrangement between the China Beijing Environment Exchange, the Climate Registry, the Climate Action Reserve, and the Innovation Center for Energy and Transportation to design and implement carbon market training programs in China, and to introduce California’s zero-emission vehicle credit trading mechanism in China’s capital of Beijing.  This initiative aims to equip professionals with the experience and understanding needed to create functioning carbon markets, which are critical to encouraging the deployment of clean and renewable energy sources.

         A Memorandum of Understanding between the Energy Foundation and the city of Wuhan to finance demonstration projects in the fields of smart grid development, distributed renewable energy, and low-emission transportation, among others.  This partnership will be supported by an advisory committee and annual project planning and evaluation meetings to help ensure progress toward concrete results.  This partnership allows the Energy Foundation to leverage its expertise in low-carbon technologies to help one of China’s largest and most dynamic cities reduce its emissions.      

         A statement between Lawrence Berkeley National Laboratory (LBNL) and the Shenzhen Institute for Building Research proposing to design and construct a version of LBNL’s FlexLab, the world’s most advanced building energy simulator, in China.  The FlexLab allows researchers to test different aspects of building energy use, including from lighting, heating, and cooling equipment, under real-world conditions.  Installing a FlexLab in China will greatly improve the ability of architects and engineers to design and build highly energy-efficient buildings that minimize the consumption of electricity and reduce greenhouse gas emissions.   

         A renewal of the 2013 Memorandum of Understanding between the State of California and the National Development and Reform Commission which includes cooperation around the implementation of carbon dioxide emissions trading systems, expansion of electric vehicles, and other low-carbon development activities.  The renewal of this innovative partnership creates new opportunities for expanding the use of market mechanisms to reduce emissions. 

         An announcement that two of China’s largest cities, Guangzhou and Nanjing, will join the C40 Cities Climate Leadership Group.  They join Beijing, Hong Kong, Shanghai, Shenzhen and Wuhan to bring C40’s membership in China to seven cities – representing 90 million people and a GDP of US$2.69 trillion.  C40 now connects more than 80 of the world’s greatest cities, representing over 600 million people and one quarter of the global economy.   C40’s 12 U.S. member cities are Austin, Boston, Chicago, Houston, Los Angeles, New Orleans, New York City, Philadelphia, Portland, San Francisco, Seattle, and Washington, D.C. Created and led by cities, C40 is focused on tackling climate change and driving urban action that reduces greenhouse gas emissions and climate risks, while increasing the health, wellbeing and economic opportunities of urban citizens.

         An arrangement between the cities of Los Angeles, California and Beijing to cooperate in low-carbon urban planning and transportation, including through conducting joint workshops, research projects, and technology exchanges.  By sharing their experiences, the two cities hope to transform their built environments and replace outmoded forms of urban development to reduce greenhouse gas emissions, especially from the transport sector.  Given that both cities have ambitious plans for urban re-development, this initiative will help to ensure that future development is sustainable and climate-smart.

         An announcement that the City of Los Angeles, California and the City of Zhenjiang, Jiangsu Province havebecome the first cities to endorse the Subnational Global Climate Leadership Memorandum of Understanding – an effort led by California Governor Jerry Brown.  Signatories commit to either reduce greenhouse gas emissions 80 to 95 percent below 1990 levels by 2050 or achieve a per capita annual emission target of less than 2 metric tons by 2050. These targets allow each individual government to tailor emission reduction plans to fit regional needs. The “Under 2 MOU” provides a template for the world's nations, states and cities to follow as work continues toward an international agreement to reduce greenhouse gas emissions ahead of this year's United Nations Climate Change Conference in Paris.

The U.S. government will also re-affirm its commitment to helping state, local, and tribal communities address and prepare for climate change, including through the Climate Action Champions initiative:

         The Climate Action Champion initiative, launched by President Obama in 2014, recognizes local climate leaders and provides targeted federal support, through a competitive process run by the U.S. Department of Energy (DOE), to 16 Champions—representing a diverse group of 158 communities across the United States—to further raise their climate resiliency actions and reduce their greenhouse gas emissions. DOE selected ten of these Champions to receive more than $800,000 in technical assistance that will help these communities address their most pressing climate challenges. The Champions receiving the technical assistance are: Dubuque, Iowa; Boston; Blue Lake Rancheria, California; San Francisco Department of the Environment; Knoxville; Seattle; SE Florida (Broward County); Oberlin, Ohio; Metropolitan Washington Council of Governments, and Mid-America Regional Council.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Não assista aos Jogos Olímpicos de Pequim

Compre o CD a favor da libertação do povo Tibetano e associe-se à campanha mundial: Candle4Tibet
Entre 8 a 24 de Agosto. Sei que é pedir muito. Tibete e os Tibetanos lembram outros povos que não têm Paz e onde a Paz não flui a sua energia positiva e fraterna: China, Birmânia, Angola, Sudão, Nigéria, Irão, Afeganistão, África do Sul, etc...
Somos uma grande família global. Demos as Nossas Mãos pela Paz!
TEXTOS e RELATÓRIOS

1. Por uma China mais verde (relatório da Greenpeace Julho 2008 pdf)
2. RTP vai transmitir 500 horas de Jogos Olímpicos
Diário Económico,05 de Maio de 2008

3. Sitaraman, Srini, Explaining China's Continued Resistance Towards Human Rights Norms: A Historical Legal Analysis,Program in Arms Control, Disarmament, and International Security, University of Illinois, Junho de 2008.
4.
China jails rights activist outspoken on Tibet
5. Racial Discrimination in Tibet (2000) Tibetan Centre for Human Rights and Democracy
6.
Olympic Watch: Human Rights in China and Beijing 2008