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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Ladytron - Secret Dreams of Thieves


Aah, aah
Aah, aah

Hearts of fire
Skate thin ice
Whispers light up the sky
Hearts of fire
Don't think twice
Soulmates in paradise

Hearts lost in the night
Hearts taking flight
Hearts beat in the night
Hearts taking flight

Hearts of fire
Melt thin ice
Crystals snap
Waters rise

And they seek
The Secret Life of Reeds
Translucent leaves that breathe in the light of their eyes

And they dream
The secret dreams of thieves
Who ran so fast they seized the chance of their lives

Hearts of fire
Melt thin ice
Falling through
Paradise
Hand in hand
Sinking fast
Halloween sugar dream

And they seek
The Secret Life of Reeds
Translucent leaves that breathe in the light of their eyes

And they dream
The secret dreams of thieves
Who ran so fast they seized the chance of their lives?

For their heist
So perfectly conceived
Transcendent love that feeds egos in the night

And they dream
The secret dreams of thieves
Who ran so fast they seized the chance of their lives?

Melhor som aqui

Minha análise
"Secret Dreams of Thieves" é uma faixa do Ladytron, uma banda britânica formada em Liverpool, Inglaterra, em 1999, conhecida por sua formação multicultural que inclui a escocesa Helen Marnie, a búlgara Mira Aroyo e o inglês Daniel Hunt. O estilo musical do grupo transita entre o Synth-pop, o Electro-clash e a Indie Electronica, e a minha comparação com o New Order faz todo o sentido, já que ambas as bandas dominam a arte de misturar a melancolia fria do pós-punk com batidas feitas para a pista de dança. No entanto, o Ladytron soa mais refrescante e moderno porque troca o tradicional baixo proeminente do New Order por camadas massivas de sintetizadores analógicos vintage, ritmos de electro mais cortantes e vocais femininos etéreos, criando uma atmosfera retro-futurista e misteriosa.

Em termos de significado, a canção funciona como uma metáfora cinematográfica sobre um romance proibido, intenso e arriscado. Expressões como "skate thin ice" (patinar em gelo fino) e "hearts of fire melt thin ice" sugerem que os amantes estão cientes do perigo, mostrando que a paixão deles é tão ardente que derrete a própria segurança onde se apoiam, levando-os a afundar rápido. Ao usar termos como ladrões ("thieves") e golpe ou assalto ("heist"), a letra retrata o amor como algo roubado do resto do mundo, onde os protagonistas correm contra as regras para agarrar a oportunidade das suas vidas. No final, há uma ponta de cinismo típica da banda ao descrever a relação como um amor transcendente que alimenta egos na noite, mostrando que, por mais belo e secreto que seja, há também uma vaidade e uma ilusão quase juvenil. Musicalmente, a faixa encapsula essa urgência, usando uma batida forte e sintetizadores gelados para simular perfeitamente a sensação de uma fuga na calada da noite.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Ladytron - A Death in London


"A Death in London" é o single mais recente dos Ladytron, lançado a 6 de fevereiro de 2026, como o primeiro avanço do seu próximo álbum intitulado Paradises (com lançamento previsto para 20 de março de 2026).

A receção crítica inicial tem sido muito positiva, destacando a capacidade da banda em manter a sua aura "bruxuleante" e retro-futurista. Aqui estão os pontos principais das primeiras críticas:

1. Sonoridade e Estilo
"Pagan Folk num 808": As críticas descrevem a música como uma mistura sedutora de ritmos de marimba com batidas eletrónicas pesadas. Foi apelidada de "Balearic Noir" e descrita como uma canção de amor "Ballardiana" (referência ao autor J.G. Ballard).

"O Casio de Leonard Cohen": A banda revelou que a música foi composta num teclado que pertenceu a Leonard Cohen, o que, segundo os críticos, se reflete na melancolia e na profundidade lírica da faixa.

Significado da Canção
Diferente de alguns hits mais agitados da banda, "A Death in London" foca no sentimento de isolamento e desconexão urbana.
Atmosfera: A letra e a melodia evocam uma sensação de solidão no meio de uma metrópole vibrante. O título sugere algo final, mas a letra lida mais com o desbotamento de sentimentos ou de uma presença.
Despedida Silenciosa: A música parece falar sobre o fim de algo (um relacionamento ou uma fase da vida) que acontece de forma discreta, enquanto a cidade de Londres continua seu movimento indiferente ao redor.
Estética "Noir": Há uma forte carga cinematográfica. A canção soa como a trilha sonora de alguém caminhando sozinho pelas ruas molhadas de Londres à noite, processando uma perda emocional.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Cinema da Noite : Eu sou David- filme realizado por Paul Feig (2003)

David, um rapaz de cerca de 12 anos, vive num campo de trabalhos forçados na Bulgária comunista. O único adulto de confiança que tem é Johannes (interpretado por Jim Caviezel), um prisioneiro gentil que lhe ensina línguas, valores humanos e formas de sobreviver emocionalmente. Johannes acaba por morrer (provavelmente executado), mas deixa em David uma profunda marca de esperança.

Um dia, um guarda misterioso dá a David a oportunidade de fugir, dizendo-lhe para seguir apenas para norte, transportando uma carta que deve entregar na Dinamarca. Apesar de desconfiar de tudo e todos — resultado de anos de trauma — David inicia a longa jornada a pé.

Ao escapar pela fronteira, David atravessa:

🇬🇷 Grécia

Onde é ajudado por marinheiros, mas foge por não confiar em ninguém.

🇮🇹 Itália

É acolhido por uma família, especialmente por uma criança que cria laços com ele. No entanto, temendo colocar todos em risco, parte novamente.

No caminho, David cresce emocionalmente ao contactar com pessoas que lhe mostram diferentes formas de humanidade: bondade, ingratidão, desconfiança e amor.

Ao chegar à Suíça, ele descobre parte da verdade sobre si:
A carta que carrega contém informações que revelam que a sua mãe está viva e vive agora na Dinamarca.

Com a ajuda de pessoas que encontra, David chega finalmente à casa dela.
A mãe, ao ver uma nota deixada por Johannes anos antes, percebe quem ele é.
David reencontra a mãe num final emotivo em que, depois de anos de sofrimento e fuga, encontra paz e pertencimento.


🎭 ANÁLISE DOS TEMAS PRINCIPAIS


1. Liberdade
O filme contrapõe dois mundos: o campo, onde David não pode decidir nada, e a Europa livre, onde cada pequena escolha se torna um ato enorme.
A jornada física é também uma libertação psicológica.

2. Identidade
David não sabe quem é, de onde veio nem quem foram os pais.
Descobrir a sua identidade é tão importante quanto alcançar a liberdade.

 3. Trauma e Cura
David tem medo de confiar — pegar comida, aceitar ajuda ou tocar em objetos que lhe ofereçam.
A cura ocorre gradualmente graças às pessoas bondosas que encontra.
 
4. Bondade vs. Crueldade
O filme mostra como um simples gesto (como o de Johannes ou de pessoas comuns) pode salvar uma vida marcada pela opressão.
 
5. Esperança
Mesmo nos momentos mais duros, a memória de Johannes funciona como bússola emocional de David. 📚 COMPARAÇÃO COM O LIVRO
ElementoLivroFilme
TomMais introspectivo, filosófico, centrado nos pensamentos de DavidMais sentimental, focado nas emoções e nas relações
Idade de David12 anosCerca de 12, mas com abordagem mais madura
Origem da fugaPlaneada por Johannes e outros prisioneirosNo filme, atribuída a um guarda que sente culpa
Revelação sobre a mãeMais gradual e menos romantizadaMais dramática e emocional
FinalSem grande dramatização, mas igualmente emocionalA reencontrar a mãe é mais cinematográfico
Temas políticosMais explícitos sobre totalitarismo communistaMais suavizados para público jovem

O filme segue fielmente a estrutura geral do livro, mas suaviza elementos mais duros e reforça aspetos emocionais.


🎬 FICHA TÉCNICA DO FILME

Título: I Am David
Título em português: Eu Sou David
Ano: 2003
Realização: Paul Feig
Baseado no livro: I Am David (1963), de Anne Holm
Género: Drama, Aventura
País: EUA / Reino Unido / Dinamarca / Itália
Principais atores:

  • Ben Tibber — David

  • Jim Caviezel — Johannes

  • Joan Plowright — Sophie

  • Hristo Shopov — O Guarda

  • Maria Bonnevie — Mãe de David

Duração: ~90 minutos
Classificação etária: Apropriado para adolescentes e adultos

Emilia Milcheva


Emilia Milcheva (pintora Búlgara, nascida em 1972) -"Better walk that lane"

A sua arte é fortemente inspirada pela natureza — paisagens, campos, flores, céus — transformadas em composições por vezes oníricas, recolhendo harmonia e serenidade da natureza. 
Técnicas e abordagem: Trabalha principalmente com óleo e acrílico sobre tela. Prefere representar cenas naturais — campos, florestas, céus, flores — evocando sensações de tranquilidade, liberdade e contemplação.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Medidas de adaptação às alterações climáticas reduziram mortes por calor em 2023



Um estudo de modelação publicado na revista Nature Medicine sugere que, em 2023, poderão ter ocorrido na Europa mais de 47 000 mortes relacionadas com o calor. No entanto, este total poderia ter sido até 80% superior na ausência de adaptações sociais do século atual ao aumento das temperaturas.

O ano de 2023 foi o mais quente de que há registo a nível mundial e o segundo mais quente na Europa. As vagas de calor representam ameaças para a saúde das populações de alto risco, e a consciencialização destas ameaças para a saúde levou à implementação de planos de prevenção do calor, que incluem estratégias de preparação e resposta e potenciais intervenções.

No entanto, a sua eficácia não é clara.

Elisa Gallo e colegas usaram registos de mortalidade que representam 96 milhões de contagens de mortes do Serviço Europeu de Estatística (Eurostat) para estimar a carga de mortalidade relacionada com o calor em 2023 em 35 países europeus.

Os autores sugerem que 47 312 mortes relacionadas com o calor podem ter ocorrido entre 29 de maio e 1 de outubro de 2023, que é a segunda maior carga de mortalidade desde 2015, superada apenas por 2022.

Eles estimam que o maior número de mortes relacionadas ao calor ocorreu no sul da Europa, incluindo Grécia, Bulgária, Itália, Chipre, Espanha e Portugal.

Além disso, os autores modelaram qual poderia ter sido o impacto da mortalidade relacionada com o calor em 2023 sem medidas de adaptação ao clima do presente século, tais como melhorias nos cuidados de saúde, proteção social e estilo de vida, progressos na saúde ocupacional e nas condições de construção, esforços de preparação, maior sensibilização para os riscos e estratégias mais eficazes de comunicação e alerta precoce.

Sugerem que a mortalidade relacionada com o calor em 2023 poderia ter sido 80% mais elevada na população em geral e, nas pessoas com 80 anos ou mais, poderia ter sido mais de 100% mais elevada, sem as atuais adaptações sociais.

Os autores concluem que os seus resultados realçam a importância das adaptações do século atual na prevenção de um maior número de mortes relacionadas com o calor em 2023.

No entanto, observam que devem ser implementadas estratégias mais eficazes destinadas a reduzir o peso da mortalidade dos futuros Verões mais quentes, juntamente com os esforços de mitigação dos governos para evitar atingir os limiares de temperatura.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Rescaldo das Europeias de 2024

Albena Vatcheva (Bulgária, n. 1967)

Os eleitores europeus exerceram, uma vez mais, o seu direito ao voto, na liberdade que a Europa deve continuar a celebrar. A redução do número de deputados da Esquerda Verde Europeia deve preocupar-nos, mas também existem novidades verdes no P.E.
De Portugal, tivemos a Catarina Martins, do BE, mas não irá ainda, infelizmente, nenhum eurodeputado do LIVRE; o PAN não conseguiu repetir a proeza, e Os Verdes continuaram fora das prioridades da CDU. Afinal, a ecologia progressista em Portugal tem ainda muito trabalho a fazer rumo a 2029!
Estão, por exemplo, de parabéns o Možemo!, da Croácia, e o Progresīvie, da Letónia, que elegem pela primeira vez para a bancada dos Verdes Europeus, bem como as coligações verdes que, nos Países Baixos e Itália, alcançaram óptimos resultados!

terça-feira, 12 de março de 2024

Juno Reactor - God is God (2024)


Portanto, em 1997, juntei-me a Ray Stevens para criar o videoclipe de "God is God". Consegui os direitos de "A Cor da Romã", um filme de Sergei Parajanov. Um dos dez melhores filmes de Martin Scorsese.

Provavelmente, terminei o videoclipe por volta da altura do primeiro álbum, "Transmissions", mas simplesmente não combinava com os temas desses primeiros álbuns. Foi apenas em "Bible of Dreams" que Greg Hunter, um grande engenheiro e produtor, o misturou.

Uma coisa engraçada é que, quando "God Is God" foi lançado, fez furor nos programas de dança da noite da MTV e chamou a atenção de Alice Cooper e Mariah Carey. O marido de Mariah Carey, Tommy Mattola, CEO da Sony Records, chegou mesmo a contactar o meu manager, Mick Paterson, querendo que eu realizasse o próximo videoclipe da Mariah. Eu disse que não. Primeiro, porque tenho muito respeito por Sergei Parajanov e pelo seu trabalho original. Além disso, realizar um videoclipe com um orçamento tão grande! Tudo o que tinha feito até então era filmar em Super 8. E, sinceramente, fazer um vídeo para uma grande estrela não me parecia bem. Mesmo depois de o Tommy insistir, eu disse que não.
Um grande obrigado a Mike Stanton por sincronizar as filmagens e edições com uma versão ampliada do filme. A antiga estava meio desfocada.

[sample] 00:09 - que enterrou dois pastores [source] - Stefka Sabotinova and Marcel Cellier- Prïtourïtze Planinata (Chant De La Plaine Thrace Av. Orch.)
Le Mystère Des Voix Bulgares (Volume 1) Disques Cellier 1975 (appears at 0:16) [sample] 00:57 - You shall see hail fall from a clear sky. You shall see darkness... God is God. [source] - The Ten Commandments: (Cecil B. DeMille, 1956) Charlton Heston (as Moses) [sample] 03:50 - You shall see.. good.. and evil. You shall see.. bitter waters. You shall see.. laws of life. [source] - The Ten Commandments: (Cecil B. DeMille, 1956) Charlton Heston (as Moses) vocal Natacha Atlas The music video uses footage from The Color of Pomegranates. 1969 directed by Sergei Parajanov.

sábado, 3 de junho de 2023

Como os abutres estão a mudar as montanhas da Europa


Os abutres sempre desempenharam um importante papel na paisagem, removendo os cadáveres, tanto de animais selvagens como de gado em regime extensivo, prevenindo a propagação de doenças e a contaminação do solo e da água. Quase todos os agentes patogénicos são destruídos pelo sistema digestivo dos abutres. Um bom exemplo disso mesmo é que uma das espécies, o abutre-preto, alimenta-se com frequência de carcaças de coelhos-bravos, diminuindo o risco de contágio das doenças que têm causado o declínio desta espécie, nomeadamente a mixomatose e a febre hemorrágica.

O abutre-preto (Aegypius monachus) é a maior ave de rapina da Europa, com uma envergadura que pode chegar aos três metros. A nível global, a espécie está avaliada como ‘quase ameaçada’, embora em Portugal esteja criticamente em perigo e em Espanha esteja vulnerável.

A degradação do seu habitat natural e a consequente perda de locais de alimentação e de nidificação são uma das principais ameaças, mas também as linhas de eletricidade, os parques eólicos e a redução de fontes de alimento (sobretudo devido à obrigatoriedade de remover os cadáveres de animais de gado que morrem no campo), são fatores que têm provocado o declínio de uma espécie que, em tempos, abundou no continente europeu.

No entanto, um projeto de recuperação fez regressar o abutre-preto à Bulgária, país onde desde 1985 estava considerado localmente extinto.

A reintrodução da espécie arrancou em 2015, pela mão de três organizações não-governamentais do Ambiente (ONGA) búlgaras: a Green Balkans, a mais antiga do país, a o Fundo para a Flora e Fauna Silvestres e a Sociedade para a Proteção das Aves de Rapina. Com o nome ‘Vultures Back to LIFE’, a iniciativa foi cofinanciada pelo programa europeu LIFE+ e contou com parceiros da Suíça (Vulture Conservation Foundation), da Alemanha (EuroNatur) e de Espanha (Junta de Extemadura).

A iniciativa pretende devolver os abutres-pretos aos céus búlgaros e criar uma ligação entre os núcleos na Bulgária e na Grécia, a única população da região balcânica, sendo que se quer também promover a interconexão com outras populações na Crimeia, nos Alpes e na Península Ibérica, promovendo a diversidade genética dessas populações.

Em meados de 2022, as ONGA importaram 72 abutres-pretos juvenis de jardins zoológicos europeus, que foram depois libertados na região oriental das Montanhas dos Balcãs e no parque natural Vrachanski Balkan, no noroeste da Bulgária.

Os resultados das primeiras libertações, que aconteceram entre 2018 e 2022, foram divulgados num artigo publicado na revista ‘Biodiversity Data Journal’.

Ivelin Ivanov, da Green Balkans e principal autora, explica que atualmente já existem dois núcleos distintos de abutres-pretos e que já começaram a reproduzir-se, argumentando que os “resultados satisfatórios” desta primeira fase do projeto de reintrodução podem ser uma razão para alterar a classificação da espécie na Bulgária, de ‘extinto’ para ‘criticamente ameaçado’.

Apesar das boas notícias, a equipa de especialistas acautela que é preciso continuar a monitorizar a espécie e aplicar medidas de gestão que permitam a persistência dessa nova população no país. Para que se possa afirmar, com certeza, que o abutre-preto, realmente, voltou a estabelecer-se na Bulgária, é necessário que os dois núcleos comecem a gerar perto de dez crias por ano e que as aves nascidas localmente passem a reproduzir-se sem assistência, algo que se espera que seja alcançado até 2030.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

'Infratores reincidentes': estas são as 10 centrais a carvão mais poluentes da Europa


Dois países dominam as emissões de carvão da Europa. Embora em queda, o carvão representou mais de 60% da poluição do setor de energia do bloco no ano passado.

Os 10 maiores emissores de carbono da Europa no ano passado foram todas as centrais de carvão, de acordo com uma nova análise do think tank Ember.

Esses sites - quase exclusivamente na Polónia e na Alemanha - foram responsáveis ​​por um quarto de todas as emissões do setor de energia em 2022.

Juntos, eles bombearam 13% das emissões totais da UE, conforme registrado no Sistema de Comércio de Emissões da UE (EU-ETS) - um esquema de 'cap and trade' que faz um balanço da poluição por gases de efeito estufa.

“As centrais de carvão são reincidentes na lista suja da UE”, diz Harriet Fox, analista da Ember. “Quanto mais rápido a Europa conseguir abandonar a energia do carvão, melhor.”

Onde estão as centrais elétricas mais poluentes da Europa?
Sete das centrais de carvão estão entre as 10 maiores fábricas de energia de emissão todos os anos na última década, com Bełchatów da PGE na Polónia liderando a lista desde que o esquema EU-ETS começou em 2005.

A central de carvão de Neurath da RWE na Alemanha está em segundo lugar, seguida pela fábrica de Boxberg - também com sede na Alemanha, mas administrada pela empresa EPH, com sede na República Checa.


Essas três concessionárias dominaram as emissões do setor de energia pelo sexto ano consecutivo, mostra o relatório da Ember .

RWE , PGE e EPH emitiram quase tantos equivalentes de CO2 (CO2e) quanto todo o setor de energia da Itália em 2022. Juntos, eles representaram 30% das emissões do setor de energia da UE, com fábricas de linhite responsáveis ​​pela maior parte de sua contribuição .

Para reunir sua 'lista suja', a Ember analisou as emissões de 2022 registradas no EU-ETS, que abrange mais de 10.000 instalações em setores como aviação , energia e indústria.

Três concessionárias dominaram as emissões do setor de energia pelo sexto ano consecutivo: RWE, PGE e EPH. 

No ano passado, o setor de energia foi responsável por 739 milhões de toneladas de (CO2e) - cerca de metade das emissões totais do EU-ETS.

O carvão contribuiu com mais de 60% das emissões do setor de energia, das quais a Alemanha e a Polónia foram responsáveis ​​por dois terços.

A Bulgária também está na lista dos 10 piores 'infratores' - com sua fábrica de linhite Maritsa East 2, administrada pela BEH, na 10ª posição.

Emissões de carvão estão a cair na Europa

Embora o carvão ainda domine as emissões da UE, o declínio de longo prazo da energia do carvão é claro. As emissões de carvão em 2022 foram 40% menores do que uma década atrás.

Apesar das preocupações com o retorno da Europa ao carvão durante a crise global do gás, os aumentos foram limitados. As emissões de energia a carvão aumentaram 6% em relação a 2021, mas permaneceram abaixo dos níveis de 2019.

Os dois maiores emissores de carvão da UE-ETS, Alemanha e Polónia, viram um declínio no seu uso.

As fábricas de lenhite são responsáveis ​​pela maior parte das emissões do setor de energia da UE

A Alemanha está se movendo mais rapidamente, no entanto. Ela alcançou uma redução de 37% nas emissões de energia a carvão na última década e agora tem como meta a eliminação gradual do carvão em 2030.

A Polónia , por outro lado, ainda não definiu uma data para a eliminação do carvão e só conseguiu uma redução de 12% na última década.
“A Polónia logo será o maior emissor da UE se não mudar de rumo”, acrescenta Fox. “A Alemanha está fazendo progressos para reduzir sua dependência do carvão, mas a Polónia ainda não começou.”

Como resultado, a Polónia tem uma participação maior nas emissões do setor de energia a carvão EU-ETS em 2022 (28%), acima dos 19% de uma década atrás, enquanto a participação da Alemanha permaneceu estável.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Emergência na habitação: 16 países europeus já têm controlo de rendas

O aumento desenfreado do preço da habitação desde 2015 tem levado vários países a procurar formas de regular o mercado. Na Europa, são já 16 com controlo de rendas - alguns há décadas, outros muito recentemente. E pelo menos três, com a Dinamarca à cabeça, restringem venda a estrangeiros.



Dos 27 estados da União Europeia (UE), 13 têm mecanismos de controlo de rendas. Quanto a países europeus não-UE, como a Islândia, Noruega, Reino Unido e Suíça, só no caso do primeiro não existem constrangimentos legislativos ou regulamentares à fixação e aumento de rendas.

Os constrangimentos em causa variam entre a determinação de um valor inicial para a renda, baseado em requisitos diversos, e limitações, ou mesmo proibições, de aumento das rendas.

De acordo com um relatório de maio de 2021 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre controlo de rendas, no universo de 38 países membros - que inclui a maioria dos estados europeus, mas também os EUA, Austrália. Nova Zelândia, Japão, Turquia e México, entre outros -, mais de metade (23) impunham até essa data regulação no que respeita a aumentos durante a duração do contrato e em mais de um terço (13) existia algum tipo de regulação do valor inicial.

Classificados pelos especialistas do setor como "controlos de renda de primeira, segunda ou terceira geração"- consoante são dirigidos para a renda inicial ou incidem apenas sobre a variação dessa renda ao longo do tempo - estes mecanismos existem há décadas em alguns países, enquanto noutros são muito recentes. Em vários estados é até utilizado o conceito de "renda usurária", ou seja, a noção de que há rendas especulativas, fixadas acima do admissível, tendo em conta as características do locado e/ou o valor de referência do mercado. Na Alemanha, estas rendas são até crime previsto no Código Penal (secção 291, "Usura"), com pena de prisão até três anos ou multa.

Apesar de parecer incontroverso que se chegou em Portugal a uma situação de emergência na habitação - de acordo com o último Censos, efetuado em 2021, são já mais de 40% os agregados habitacionais a pagar rendas entre 650 e 999,99 euros e estima-se que o país seja, na Europa, daqueles em que o valor do arrendamento mais subiu desde 2015 - e de da mais recente remodelação governamental ter resultado a criação de um ministério exclusivamente a ela dedicado, a discussão pública e política tem recorrido muito pouco à análise das experiências de outros países no que respeita a tentativas de regulação do mercado.

Aliás, ainda em maio de 2022 o então ministro com o pelouro da Habitação, Pedro Nuno Santos, anunciava a criação, pelo governo, de um "grupo de trabalho para as questões da habitação" para "ver o que está a ser feito noutros países da UE e, havendo condições, aplicar em Portugal".

Não é conhecido, a existir, o resultado do trabalho de tal grupo, que deveria analisar, nomeadamente, os sistemas de controlo de rendas, mesmo se aquando desse anúncio o governante terá logo assegurado que não seria "solução" para o país. A hipótese de controlar as rendas tem de resto sido sempre desconsiderada pelos governos nacionais, embora na sua forma mais extrema, o congelamento, se mantenha em vigor no que respeita aos contratos anteriores a 1990 (foi inclusive várias vezes prorrogada pelos executivos de António Costa).

Para a jurista Dulce Lopes, professora na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra que integra o projeto Housing Policy in the European Union (Política de Habitação na UE), sendo também membro do Scientific Network on Eviction and Housing Rights, a relutância portuguesa no encarar de novas formas de controlo do mercado de arrendamento privado prende-se com "o historial que existe em relação a essa questão: o congelamento de rendas criou um trauma coletivo. Há a ideia de que a intervenção pública no mercado deve ser limitada."

A especialista considera que algumas iniciativas governamentais, como a do programa de Arrendamento Acessível [agora rebaptizado "de apoio ao arrendamento"], são "bem pensadas" - trata-se de um programa de adesão voluntária, no qual o proprietário tem um desconto total do IRS se arrendar a um valor 20% abaixo do "de mercado"-, mas atribui o seu insucesso às sucessivas e contraditórias alterações legislativas nas últimas décadas e ao citado trauma, que terão minado a confiança dos proprietários. "Também creio que há muita falta de informação, o programa não foi bem divulgado."
Países ricos limitam rendas, pobres entregam-se ao "mercado"?

Um estudo de maio de 2022 sobre controlos de renda (Rent control: principles, practicalities and international experience), efetuado por dois investigadores das universidades de Glasgow e Bristol a pedido do governo escocês, precisamente com o objetivo de informar o debate sobre "uma regulação eficaz", discrimina o tipo de controlo existente, até ao momento da publicação (tem havido mudanças rápidas neste aspeto) em 33 países europeus, distinguindo entre os que têm "um sistema de regulação de rendas" e os que não têm.

Na Áustria, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Holanda e Suécia há controlo das rendas iniciais, assim como em França (nas grandes cidades). Os aumentos de renda são sujeitos a regras na Áustria, Bélgica, Croácia, Chipre, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Polónia, Reino Unido (apenas Escócia), Espanha, Suécia e Suíça.

Portugal surge no quadro comparativo como sendo um país no qual, à exceção dos contratos anteriores a 1990, não há sistema de regulação de rendas. Mas isto não é exatamente verdade: num contrato típico, os proprietários só podem, enquanto este está em vigor, aumentar o valor da renda de acordo com o índice de inflação publicado anualmente para o efeito - e como é sabido, para 2023 houve até, por decisão governamental e para controlar os efeitos da inflação, uma restrição da taxa a aplicar.

Os outros estados europeus nos quais, de acordo com este estudo, não existe controlo das rendas são a Bulgária, a República Checa, o Reino Unido/Inglaterra (à exceção dos contratos anteriores a 1989), Estónia, Finlândia, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Roménia, Sérvia, Eslováquia e Eslovénia.

Curiosamente, parece não existir uma correspondência entre tipos de Estado, no que respeita à definição como mais ou menos liberal do ponto de vista económico, e a intervenção na habitação.

Isso mesmo concluíram os sociólogos finlandeses Hanna Kettunen e Hannu Ruonavaara em Rent Regulation in 21st Century Europe - Comparative Perspectives (Regulação de Rendas na Europa do Século XXI - Perspectivas Comparadas). Se os países europeus com ausência de controlo de rendas tendem a ser pós-socialistas (à exceção da Polónia e da Croácia), há estados neoliberais, como a Irlanda ou partes desses estados, como a Escócia, a introduzir recentemente esse tipo de política, e estados social-democratas, como a Islândia e a Finlândia, onde eles não existem. A não regulação tende também a verificar-se na Europa do Sul - sendo Espanha e Chipre exceções.

A existência ou inexistência de controlos de renda também não tem relação com o nível de vida/riqueza de cada país.

No Luxemburgo, que tem liderado o produto interno bruto per capita na UE e que, considerando a paridade do poder de compra, é consistentemente apontado como o mais rico do mundo, com um salário médio de cerca de 72 200 euros anuais e um salário mínimo fixado acima dos 2000 euros mensais, desde 2006 que a lei estabeleceu regras para o arrendamento habitacional - incluindo, para evitar as "rendas usurárias", um limite ao valor que os proprietários podem pedir. Excepto nos locados considerados "de luxo", esse valor não poderia exceder anualmente o correspondente a 5% do capital investido pelo proprietário.

No entanto, esta legislação, aprovada sob o primeiro-ministro Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia de 2014 a 2019 e do Partido Popular Social Cristão, de centro-direita, não foi considerada suficiente para debelar o aumento das rendas nos últimos anos. As quais terão, de 2012 a 2022, sofrido um acréscimo de 17%, sendo a média atual 1400 euros.

Após um período de congelamento, entre maio de 2020 e dezembro de 2022, primeiro devido à pandemia de Covid-19 e depois por causa da inflação e do efeito da guerra na Ucrânia, o atual governo está a proceder a uma alteração legislativa com o proclamado intuito de reforçar a proteção dos arrendatários. A percentagem de referência do investimento baixa de 5% para 3-3,5% (3% para locados não eficientes do ponto de vista energético) e especifica-se a forma de cálculo do capital investido, o qual tem de ser referido no contrato de arrendamento. Por outro lado, elimina-se o conceito de locado "de luxo".
Estas alterações, no entanto, estão a ser contestadas pelos representantes dos inquilinos, os quais asseveram que a forma de cálculo proposta vai em muitos casos agravar o valor das rendas.

Zonas "de pressão" e índices de preços

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Música do BioTerra: Ladytron - City of Angels


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Biografia

Revered synth quartet Ladytron recently premiered the lead single “City Of Angels” from their upcoming Time’s Arrow LP, earning praise from Flood for its “rich, industrial textures and utopian, shoegaze melodies”, Brooklyn Vegan on its “motorik rhythms” and Spin for its “icy synth-powered sound”. Today, they unveil the track’s haunting video thriller, directed by Manuel Nogueira, just in time for Halloween.

As the band have often said: “Where we are from it is always Halloween.” While the song inverts sensuous imagery into a vision of future collapse of cultural memory, the visual infuses these themes into a beautifully chilling setting. It’s a choreographed musical thriller inspired by cult favorites Roeg and Argento, shot in the brutalist mansion of architect Paulo Mendes da Rocha. The band haunts the set that surrounds lead actress Bianca Comparato, the star of the Netflix science fiction drama 3%, who brings her supernatural acting skills to the forefront as she plays a photographer entranced and drawn in by a mysterious force – the next A24 horror hit waiting to happen! “ Bianca comments, I’m such a fan of Ladytron – I was lucky enough to be in the music video…the whole experience was a dream come true”.

This is not the first time Ladytron has released a video around Halloween. Reminiscent of J.G. Ballard and video artist Chris Cunningham, 2019’s “Deadzone,” directed by regular collaborator Bryan M. Ferguson, depicts two survivors of a car crash interlocked in a morbid post-modern dance. The scene opens on two vehicles that have collided head on. Wired Mag said “Really working the Ballardian in this one.” Additionally the concept for 2008’s “Ghosts” was inspired by Stephen King’s Christine, while “Mirage” was heavily influenced by 1970s occult thrillers like the Wicker Man.

“City of Angels” is the first single from Ladytron’s upcoming album, Time’s Arrow, returning to their themes/motifs of beauty, disposability and fragility of the culture that surrounds us, and the exhilaration of freeing yourself from those structures. Listeners can expect crystalline melodies enveloped in icy textures and rippling arpeggios, shoegaze, disco, and industrial sounds that combine in their signature electro pop style.

sexta-feira, 4 de março de 2022

Índice de Liberdade de Imprensa (Press Freedom Index) 2021


2021 World Press Freedom Index: Journalism, the vaccine against disinformation, blocked in more than 130 countries.



The 2021 World Press Freedom Index compiled by Reporters Without Borders (RSF) shows that journalism, the main vaccine against disinformation, is completely or partly blocked in 73% of the 180 countries ranked by the organisation.

This year’s Index, which evaluates the press freedom situation in 180 countries and territories annually, shows that journalism, which is arguably the best vaccine against the virus of disinformation, is totally blocked or seriously impeded in 73 countries and constrained in 59 others, which together represent 73% of the countries evaluated. These countries are classified as having “very bad,” “bad” or “problematic” environments for press freedom, and are identified accordingly in black, red or orange on the World Press Freedom map.

The Index data reflect a dramatic deterioration in people's access to information and an increase in obstacles to news coverage. The coronavirus pandemic has been used as grounds to block journalists’ access to information sources and reporting in the field. Will this access be restored when the pandemic is over? The data shows that journalists are finding it increasingly hard to investigate and report sensitive stories, especially in Asia, the Middle East and Europe.

The 2021 Edelman Trust barometer reveals a disturbing level of public mistrust of journalists, with 59% of respondents in 28 countries saying that journalists deliberately try to mislead the public by reporting information they know to be false. In reality, journalistic pluralism and rigorous reporting serve to combat disinformation and “infodemics”, including false and misleading information.

“Journalism is the best vaccine against disinformation,” RSF secretary-general Christophe Deloire said. “Unfortunately, its production and distribution are too often blocked by political, economic, technological and, sometimes, even cultural factors. In response to the virality of disinformation across borders, on digital platforms and via social media, journalism provides the most effective means of ensuring that public debate is based on a diverse range of established facts.”

For example, President Jair Bolsonaro of Brazil (down 4 at 111th) and President Nicolás Maduro of Venezuela (down 1 at 148th) promoted medically unproven Covid-19 remedies. Their false claims were debunked by investigative journalists at media outlets such as Brazil’s Agência Pública and in-depth reporting by Venezuela’s few remaining independent publications. In Iran (down 1 at 174th), the authorities tightened their control over news coverage and stepped up trials of journalists in order to weaken the media’s ability to scrutinise the country’s Covid-19 death toll. In Egypt (166th), President Abdel Fattah Al-Sisi’s government simply banned the publication of any pandemic statistics that didn’t come from the Ministry of Health. In Zimbabwe (down 4 at 130th), the investigative reporter Hopewell Chin’ono was arrested shortly after helping to expose the overbilling practices of a medical equipment supply company.

Biggest movements in the Index

Norway is ranked first in the Index for the fifth year running even though its media have complained of a lack of access to state-held information about the pandemic. Finland maintained its position in second place while Sweden (up 1 at 3rd) recovered its third place ranking, which it had yielded to Denmark (down 1 at 4th) last year. The 2021 Index demonstrates the success of these Nordic nations’ approach towards upholding press freedom.

The World Press Freedom map has not had so few countries coloured white – indicating a country situation that is at least good if not optimal – since 2013, when the current evaluation method was adopted. This year, only 12 of the Index’s 180 countries (7%) can claim to offer a favourable environment for journalism, as opposed to 13 countries (8%) last year. The country to have been stripped of its “good” classification is Germany (down 2 at 13th). Dozens of its journalists were attacked by supporters of extremist and conspiracy theory believers during protests against pandemic restrictions.

The press freedom situation in Germany is nonetheless still classified as “fairly good,” as is the case in the United States (down 1 at 44th), despite the fact that Donald Trump’s final year in the White House was marked by a record number of assaults against journalists (around 400) and arrests of members of the media (130), according to the US Press Freedom Tracker, of which RSF is a partner. As a result of falling four places, Brazil joined the countries coloured red, indicating that the press freedom situation there is classified as “bad”. The vilification and orchestrated public humiliation of journalists have become trademarks of President Bolsonaro, along with his family and closest allies. Brazil shares the “bad” classification with India (142nd), Mexico (143rd) and Russia (down 1 at 150th), which deployed its repressive apparatus to limit media coverage of protests in support of Kremlin opponent, Alexei Navalny.

China (177th), which continues to take Internet censorship, surveillance and propaganda to unprecedented levels, is still firmly anchored among the Index’s worst countries, which are indicated in black on the World Press Freedom map. Right below China is the same trio of totalitarian countries that have historically occupied the bottom three places. Two are Asian: Turkmenistan (up 1 at 178th) and North Korea (up 1 at 179th). The third is African: Eritrea (down 2 at 180th). Regardless of their continent, these countries maintain absolute control over all news and information, enabling the first two to claim they had no Covid-19 cases and the third to maintain complete silence about the fate of 11 journalists who were arrested 20 years ago, some of whom have allegedly been held in metal containers in the middle of a desert.

The country that fell the furthest in 2021 was Malaysia (down 18 at 119th), where the problems include a recent “anti-fake news” decree allowing the government to impose its own version of the truth. Big descents were also registered by Comoros (down 9 at 84th) and El Salvador (down 8 at 82nd), where journalists have struggled to obtain state-held information about the government’s handling of the pandemic. Most of the 2021 Index’s biggest gains are in Africa. Burundi (up 13 at 147th), Sierra Leone (up 10 at 75th) and Mali (up 9 at 99th) have all seen significant improvements, including the release of four journalists with the independent Burundian media Iwacu, the repeal of a law criminalising press offences in Sierra Leone and a fall in the number of abuses in Mali.

Index region by region


Europe and the Americas (North, Central and South) continue to be the most favourable continents for press freedom, even though the Americas registered the biggest deterioration in its regional violations score (up 2.5%). Europe registered a sizeable deterioration in its “Abuses” indicator, with acts of violence more than doubling in the European Union and Balkans, compared with a 17% deterioration worldwide. Attacks against journalists and arbitrary arrests increased in Germany (13th), France (34th), Italy (41st), Poland (down 2 at 64th), Greece (down 5 at 70th), Serbia (93rd) and Bulgaria (down 1 at 112th).

Although there was less deterioration in Africa’s “Abuses” score, it continues to be the most violent continent for journalists, and the Covid-19 pandemic fuelled the use of force to prevent journalists from working. In Tanzania (124th), President John Magufuli called the virus a “western conspiracy,” suggesting that Tanzania had kept it at bay “by force of prayer.” He imposed an information blackout on the pandemic before his death in March 2021.

In the Asia-Pacific region, the “censorship virus” spread beyond China, in particular to Hong Kong (80th), where the National security law imposed by Beijing seriously threatens journalists. Australia (up 1 at 25th), experienced a disturbing variant: in response to proposed Australian legislation requiring tech companies to reimburse the media for content posted on their social media platforms, Facebook decided to ban Australian media from publishing or sharing journalistic content on their Facebook pages.

The Eastern Europe and Central Asia (EECA) region held onto its second-to-last position in the regional rankings, in part because of events in Belarus (down 5 at 158th), where journalists were subjected to an unprecedented crackdown in an attempt to cover up the massive street protests in response to the contested presidential election result.

There has been no significant change in the Middle East & North Africa (MENA) region, which maintained last place in the regional rankings. In Algeria (146th) and Morocco (down 3 at 136th), the judicial system is being used to help silence journalists, while the Middle East’s most authoritarian countries – Saudi Arabia (170th), Egypt (166th) and Syria (up 1 at 173rd) – have taken advantage of the Covid-19 pandemic to reinforce their methods for gagging the media and to reaffirm their monopoly on news and information. In this region, still the toughest and most dangerous for journalists, the pandemic has exacerbated the problems that have long plagued the press, which was already in its death throes.

RSF’s global indicator – its measure of the level of media freedom worldwide – is only 0.3% lower in the 2021 Index than it was in 2020. However, the past year’s relative stability should not divert attention from the fact that it has deteriorated by 12% since this indicator was created in 2013.

Related documents

Fonte: RSF

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Olimpíadas do Carvão: uma corrida para o fundo onde vencem os poluidores


Enquanto os atletas europeus deram o seu melhor nos Olímpicos de verão, as empresas carboníferas e os governos têm estado a jogar jogos muito pouco saudáveis. A República Checa é a campeã incontestável no salto em altura, com limites de permissão excepcionalmente elevados e até 85% da potência checa a beneficiar de derrogações. A Bulgária é vice-campeã, com 82% da sua potência produzida ao abrigo de derrogações, enquanto Malta segue com 75%. As autoridades públicas búlgaras também brilham pela concessão das licenças menos ambiciosas na Europa. Uma menção especial vai para a Eslovénia graças à central de lignite Sostanj 6. Esta central é a única na ser equipada com uma técnica de redução da poluição por NOx de última geração, que permitiria pelo menos reduzir para metade as emissões de NOx. No entanto, o operador TEŠ não está a utilizar a técnica para poupar dinheiro, transferindo assim o custo para os cidadãos, ao mesmo tempo que permite às autoridades fazer vista grossa. A Alemanha qualifica-se como o pior país da UE para a comunicação de informações sobre emissões industriais perigosas. As autoridades alemãs não fornecem dados relativos aos últimos três anos, violando a Directiva sobre Emissões Industriais. A base de dados fornecidos pela Alemanha ao Portal de Emissões Industriais do EEE contêm vários links quebrados que não levam a lado nenhum. As autoridades alemãs também aplicam procedimentos morosos e taxas injustificadas para fornecerem informações básicas. Nas regiões de Hessen e Sachsen, essas taxas são tão elevadas que constituem uma barreira disfarçada à transparência de dados. A Polónia é o segundo classificado, sem um portal nacional para aumentar a transparência e o cumprimento de normas, e com uma proliferação de autoridades responsáveis que torna difícil o rastreio eficaz da informação sobre poluição industrial. A Áustria, a Hungria e os Países Baixos partilham o terceiro lugar no pódio do slalom de transparência: os portais de notificação centralizados austríacos e húngaros não fornecem informações, enquanto as autoridades holandesas se recusam a partilhar dados sobre poluição industrial, classificando-os como confidenciais.

Fonte: EEB

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Portugal entre os países da Europa com mais pobreza energética


atualizado 20 Fevereiro 2019, 14:30

Muitas habitações em Portugal apresentam elevados níveis de humidade e telhados com fugas Rafael Marchante - Reuters

Um estudo realizado à escala europeia revela que Portugal é o quarto país com maior nível de pobreza energética, com um elevado número de famílias que não conseguem manter as casas quentes durante o inverno e frescas durante o verão. O frio presente nas habitações de todo o país estará na origem de quase 25 por cento das mortes no Inverno, sendo os idosos os mais afetados.
O estudo, realizado pela consultora Open Exp e divulgado esta quarta-feira pela associação ambientalista ZERO, revela que Portugal possui um nível “muito alto” de pobreza energética, o segundo nível mais elevado de uma escala que vai do “baixo” ao “extremo”.

O fator que mais contribui para esta avaliação é a má qualidade de construção das habitações, sendo que muitas apresentam elevados níveis de humidade e telhados com fugas.

O país revela incapacidade de manter as casas quentes no inverno e frescas no verão, o que está relacionado com o peso elevado das faturas de energia no orçamento doméstico e com a utilização de equipamentos de climatização de baixa eficiência, como lareiras, aquecedores elétricos ou ventoinhas.

O estudo dita que 24,9 por cento das mortes no Inverno em Portugal se devem ao frio causado pelas más condições das casas. No Verão Portugal também é dos países europeus mais afetados, com uma elevada exposição aos impactos do calor por falta de isolamento nas casas e de equipamentos eficazes.

Os piores resultados deste estudo foram atribuídos à Bulgária, Hungria e Eslováquia, cujos níveis de pobreza energética são “extremos”. Já a Suécia e a Finlândia encontram-se no topo da tabela, com níveis “baixos”, significando que as regiões mais frias da Europa são as que mais conseguem manter as casas quentes.


Frio na origem de mortes prematuras
A Organização Mundial da Saúde estima que a exposição crónica ao frio, a humidade e fungos estejam na origem de 100 mil mortes prematuras por ano na Europa.

Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista ZERO, frisa que Portugal é um país "onde o bem-estar e até algumas mortes prematuras acabam por ter lugar (...) porque não conseguimos viver confortavelmente".

"Passamos mais frio em Portugal do que os dois países que ganham este ranking", sublinhou, referindo-se à Suécia e à Finlândia, onde as temperaturas são mais baixas mas o aquecimento das casas é mais elevado.

De acordo com o relatório, as crianças que vivem em casas frias e húmidas possuem mais do que o dobro da probabilidade de vir a ter problemas de respiração ou bronquite, sendo que mais de 40 por cento arriscam vir a sofrer de asma.


Em comunicado, a associação ZERO diz exigir ao Governo “a proposta de soluções, nomeadamente apoios simplificados para salvaguardar as pessoas em condições socioeconómicas mais vulneráveis”.

O estudo conclui, assim, que 17 dos 28 países da União Europeia revela níveis significativos de pobreza energética e que, para tal, contribuem mais os fatores socioeconómicos do que as condições meteorológicas.

A “inação dos decisores políticos” e a ausência de um programa para a melhoria do isolamento térmico “que contribua para a redução do peso das faturas” de energia são, de acordo com o estudo, as principais falhas no que toca a este tipo de pobreza.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Obra de Vladimir Dimitrov


Já que não posso viajar até à Bulgária, vem a Bulgária até a mim
Vladimir Dimitrov - Maistora (1882 - 1960), foi um pintor búlgaro, desenhista e professor. Ele é considerado um dos mais talentosos pintores do século 20 búlgaros e, provavelmente, o estilista mais notáveis ​​na pintura búlgara na era pós-Guerra Russo-Turca. Seus retratos e composições têm cor expressiva, idealista e alta qualidade da imagem e da força simbólica .

Vladimir Dimitrov nasceu em Frolosh, perto de Kyustendil e começou a sua carreira como balconista. Em 1903 ele matriculou-se na Escola de Desenho em Sofia, onde tinha sido chamado de Master (Maistora) pela primeira vez. Em 1922, ele conheceu o americano John Crane em Roma e vendeu-lhe muito do seu trabalho para os próximos anos.

Vladimir Dimitrov era um artista que incluiu cores vivas dentro de sua arte e hoje se considera sua obra um tipo fauvista mais do qe expressionista.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cartogramas de População : em Portugal e no Mundo

Estes cartogramas deformados pela representação do desequilíbrio demográfico de cada país, constituem um excelente recurso educativo e de reflexão!

Eis a lista alfabética de todos os cartogamas feitos pelo WorldMapper:

  • You can also choose the region of interest from a clickable map
  • More information on the gridded population cartograms
  • Questions? Comments? Email us at info@worldmapper.org

  • Read the list from left to right and then downwards:


    Worldmap
    Afghanistan
    Andorra (with France and Monaco)
    Argentina
    Australia
    Bahamas
    (including all Caribbean region territories)
    Belgium (with Luxembourg)
    Benin
    Bosnia Herzegovina
    Brunei Darussalam
    (with Malaysia and Singapore)
    Cameroon
    Caribbean Region
    Chile
    Comoros
    Costa Rica
    Cuba
    (including all Caribbean region territories)
    Dominica
    (including all Caribbean region territories)
    El Salvador
    Estonia
    Fiji (including other Pacific Islands)
    French Guiana
    Georgia
    Greece
    Guatemala
    Guinea-Bissau
    Honduras
    Iceland
    Iran
    Israel (with Palestinian territories)
    Japan
    Kazakhstan
    Korea, Republic (South Korea)
    Kyrgyzstan
    Latvia
    Liberia
    Lithuania
    Madagascar
    Maldives
    Malta
    Mauritius
    Micronesia (including other Pacific Islands)
    Mongolia
    Mozambique
    Nauru (including other Pacific Islands)
    New Zealand
    Nigeria
    Pakistan
    Panama
    Peru
    Portugal
    Russian Federation
    Saint Lucia
    (including all Caribbean region territories)
    San Marino (with Italy and Vatican City)
    Senegal
    Sierra Leone
    Slovenia
    Somalia
    Spain
    Suriname
    Switzerland (with Liechstenstein)
    Tajikistan
    Timor-Leste
    Trinidad & Tobago
    (including all Caribbean region territories)
    Uganda
    United Kingdom [animated version (test)]
    Uzbekistan
    Venezuela
    Yemen


    Albania
    Angola
    Armenia
    Austria
    Bahrain (with Saudi Arabia and Qatar)
    Barbados
    (including all Caribbean region territories)
    Bhutan
    Botswana
    Bulgaria
    Burundi
    Canada
    Central African Republic
    China
    Congo, Democratic Republic
    Cote d'Ivoire
    Cyprus
    Denmark (including Faroer Islands)
    Dominican Republic
    (including all Caribbean region territories)
    Equatorial Guinea
    Ethiopia
    Finland
    Gabon
    Germany
    Greenland
    Guinea
    Guyana
    Hungary
    Indonesia
    Iraq
    Italy (with San Marino and Vatican City)
    Jordan
    Kenya
    Korea, Democratic People's Republic
    (North Korea)

    Lebanon
    Libya
    Luxembourg (with Belgium)
    Malawi
    Mali
    Marshall Islands
    (including other Pacific Islands)
    Moldova
    Montenegro
    Myanmar
    Nepal
    Nicaragua
    Norway
    Palau (including other Pacific Islands)
    Papua New Guinea
    Philippines
    Qatar (with Bahrain and Saudi Arabia)
    Rwanda
    Saint Vincent & The Grendaines
    (including all Caribbean region territories)
    Sao Tome & Principe
    Serbia
    Singapore
    (with Brunei Darussalam and Malaysia)
    South Africa
    Sri Lanka
    Swaziland
    Syrian Arab Republic
    Tanzania
    Togo
    Tunisia
    Turkey
    Ukraine
    United States of America: Main USA | Full Map
    Vanuatu (including other Pacific Islands)
    Vietnam
    Zambia


    Algeria
    Antigua & Barbuda
    (including all Caribbean region territories)
    Azerbaijan
    Bangladesh
    Belarus
    Belize
    Bolivia
    Brazil
    Burkina Faso
    Cambodia
    Cape Verde
    Chad
    Colombia
    Congo
    Croatia
    Czech Republic
    Djibouti
    Ecuador
    Egypt
    Eritrea
    Falkland Islands
    France (with Andorra and Monaco)
    Gambia
    Ghana
    Grenada
    (including all Caribbean region territories)
    Haiti
    (including all Caribbean region territories)
    India
    Ireland
    Jamaica
    (including all Caribbean region territories)
    Kiribati (including other Pacific Islands)
    Kuwait
    Laos
    Lesotho
    Liechtenstein (with Switzerland)
    Macedonia
    Malaysia
    (with Brunei Darussalam and Singapore)
    Mauritania
    Mexico
    Monaco (with Andorra and France)
    Morocco
    Namibia
    Netherlands
    Niger
    Oman
    Palestinian territories (with Israel)
    Paraguay
    Poland
    Romania
    Saint Kitts & Nevis
    (including all Caribbean region territories)
    Samoa
    Saudi Arabia (with Bahrain and Qatar)
    Seychelles
    Slovakia
    Solomon Islands
    (including other Pacific Islands)
    Sudan
    Sweden
    Taiwan
    Thailand
    Tonga
    Turkmenistan
    Tuvalu (including other Pacific Islands)
    United Arab Emirates
    Uruguay
    Vatican City (with Italy and San Marino)
    Western Sahara
    Zimbabwe