terça-feira, 21 de maio de 2019

Os adoráveis coalas estão agora “funcionalmente extintos”

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Funcionalmente extintos.” É este o termo que define o estado a que terá chegado mais uma espécie animal no planeta Terra. Uma outra espécie que, pensa-se agora, terá tão poucos animais no seu estado selvagem que tecnicamente pode já não haver condições, ou pares suficientes, para se sustentarem mais gerações. Os pequenos e adoráveis coalas estão mais perto do que nunca do risco de extinção, com uma ténue esperança pela sua sobrevivência no meio natural.

O aviso foi feito esta quinta-feira, 16 de maio, pela Fundação Australiana dos Coalas. Citada por vários meios internacionais, a associação informou que o total destes marsupiais a viver em liberdade caiu para um número estimado de apenas 80 mil. O grupo explica que não há dados sobre o número exato de coalas existentes, mas há uma certeza: assim que a população de coalas cair abaixo de um número crítico, ela não pode mais produzir a próxima geração. Neste momento, e com base nas estimativas, qualquer tipo de doença pode ser suficiente para os eliminar.

A extinção não é ainda inevitável mas a esperança é cada vez mais ténue, sobretudo tendo em conta que no século passado havia dezenas de milhões destes animais pelo país. Os marsupiais, que são um dos símbolos populares da Austrália, são agora motivo para uma enorme movimentação política e financeira, numa luta contra o tempo pela sua salvação.


Segundo o jornal britânico “The Sun“, a Fundação Australiana dos Coalas pediu ao primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, que decretasse a Lei de Proteção ao Coala. Segundo esta organização, a lei “está escrita e pronta para ser publicada” desde 2016. “A situação dos coalas recai sobre os seus [do governo] ombros”, adiantam.

O site savethekoala.com também foi lançado para aumentar a consciencialização sobre o declínio da população dos coalas australianos e suportar os amantes de animais que queiram ajudar a espécie.

Com medidas urgentes talvez ainda seja possível salvar os coalas. Apesar de quase não beberem água, por retirarem o líquido de que necessitam das folhas de eucalipto, o aquecimento global e as ondas de calor constantes no país são um dos motivos apontados para a redução da espécie. A desflorestação, os incêndios, ataques animais e doenças serão outros responsáveis.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

“Bem-vindos ao paraíso”: areia branca, ilhas desertas e 400 milhões de peças de plástico

Foto e notícia (com vídeo) aqui

São as praias que visualizamos quando pensamos num “paraíso tropical”. Só que — e “não querendo desencorajar ninguém que lá vá para turismo” — as ilhas australianas Cocos (Keelings) “estão literalmente inundadas de plástico”. É o que diz Jennifer Lavers, a investigadora para quem praias com pouca ou nenhuma interferência humana, como estas, no oceano Índico, são também territórios de excelência para entender as “tendências de acumulação de lixo” e monitorizar a poluição marinha: “É cada vez mais urgente agirmos sobre os sinais que estas localizações nos dão”, alerta.

Jennifer ​Lavers percorreu 25 praias (recolhendo amostras em 1110 metros quadrados) em sete das 27 ilhas, o correspondente a 88% do território do pequeno arquipélago​, entre Março e Setembro de 2017. Tropeçou em embalagens de comida, chinelos, escovas de dentes, sacos, tampas de garrafas, palhinhas, cordas de pesca. Pela areia branca e pela vegetação selvagem por onde andaram, os investigadores das universidades da Tasmânia e de Victoria, ambas na Austrália, recolheram, pesaram e separaram “um total de 23.227 itens de detritos antropogénicos, que pesam um total de 96 quilos”. A partir destes números calculam que, pelo arquipélago inteiro, se espraiem 414 milhões de peças de plástico — e isto é só uma “estimativa conservadora”. Bem-vindos ao paraíso?

O centro de turismo local apresenta as ilhas Cocos, duas delas habitadas por pouco mais de 600 pessoas, como “o último paraíso intocado na Austrália”. O estudo, publicado na Scientific Reports nesta quinta-feira, uma revista científica online de acesso aberto da Nature, revela outro cenário. Espalhadas pelas “ilhas tropicais remotas”, os investigadores estimaram haver, em 2017, 238 toneladas de resíduos: 93% não está à vista, mas sim enterrados até dez centímetros de profundidade, já fragmentados em partículas de dois a cinco milímetros que são “uma ameaça para a vida selvagem”. A cientista lembra que estes fragmentos não são recolhidos em acções de limpezas de praia e não são considerados em muitos levantamentos. Noutras palavras: estamos “a subestimar” a quantidade de resíduos acumulados.

Estes números estão “entre os mais elevados” até agora reportados em ilhas remotas. Jennifer Lavers, a principal autora do estudo, sente-se confortável a fazer estas comparações: foi ela quem, em Maio de 2017, registou nas praias das também isoladas ilhas Henderson, no Pacífico Sul, “a maior densidade de lixo plástico encontrada na Terra” — e o único vestígio da espécie humana naquela localização.

A investigadora, que estuda a vida marinha há 15 anos, recorda que os números agora divulgados são “conservadores” e devem ser interpretados como uma “estimativa mínima”. Isto porque, para o estudo, não foram considerados os resíduos enterrados a mais de dez centímetros da superfície ou os que se amontoam em áreas onde não conseguiram aceder e são conhecidas como hotspots para o lixo.

sábado, 18 de maio de 2019

Nabeiro lança primeira cápsula de café sem plástico

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O Grupo Nabeiro partilhou hoje em Lisboa a sua estratégia de sustentabilidade e apresentou vários compromissos nas vertentes económica, social e ambiental, com o objectivo de reforçar o seu papel na construção de um Mundo cada vez mais sustentável e em consonância com a estratégia da organização e com os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Nesse âmbito foi apresentada a nova cápsula de café Delta Q, 100% orgânica e biodegradável. Esta nova cápsula, desenvolvida pelo Centro de Inovação do Grupo Nabeiro, a Diverge, em conjunto com parceiros externos e Centros de Investigação nacionais, é feita de BioPBS, ou seja, de um material de base biológica e vegetal, constituído por cana-de-açúcar, mandioca e milho. É uma cápsula com 0% plásticos, 0% micro-plásticos e 0% alumínio.

O primeiro blend da marca com esta cápsula 100% orgânica, Delta Q eQo, será lançado no 2º semestre de 2019, terá uma validade de 90 dias por ser biodegradável, e terá tripla certificação de sustentabilidade: Certificação Rainforest Alliance, que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de subsistência sustentáveis através da transformação de práticas de uso do solo, práticas comerciais e comportamento do consumidor; Certificação UTZ (UTZ representa uma agricultura sustentável e melhores oportunidades para agricultores, as suas famílias e o Planeta); e Certificação Biológica (O método de produção biológico combina as melhores práticas ambientais que contribuem para um aumento de biodiversidade e a preservação dos recursos naturais).

A embalagem do novo Delta Q eQo é feita em cartão totalmente reciclável, com certificação FSC (que assegura que o produto provém de uma floresta gerida de forma sustentável) e impressa com tintas biológicas.

“O caminho de sustentabilidade é prioritário para o Grupo e para todas as suas marcas. Com estas iniciativas damos continuidade ao trabalho que desenvolvemos na área social e em prol da comunidade. Pretendemos continuar com um papel activo na construção de valor para a sociedade, contribuindo para a adopção de comportamentos mais responsáveis, acrescentando simultaneamente valor aos vários momentos de consumo e de partilha proporcionados pelo café.”, sublinha Rui Miguel Nabeiro, Administrador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Human society under urgent threat from loss of Earth's natural life


Human society is in jeopardy from the accelerating decline of the Earth’s natural life-support systems, the world’s leading scientists have warned, as they announced the results of the most thorough planetary health check ever undertaken.

From coral reefs flickering out beneath the oceans to rainforests desiccatinginto savannahs, nature is being destroyed at a rate tens to hundreds of times higher than the average over the past 10m years, according to the UN globalassessment report.

The biomass of wild mammals has fallen by 82%, natural ecosystems have lost about half their area and a million species are at risk of extinction – all largely as a result of human actions, said the study, compiled over three years by more than 450 scientists and diplomats.

Bleached coral reef on the Great Barrier Reef in Australia
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 Bleached coral reef on the Great Barrier Reef in Australia. Photograph: Nette Willis/AFP/Getty Images



Two in five amphibian species are at risk of extinction, as are one-third of reef-forming corals, and close to one-third of other marine species. The picture for insects – which are crucial to plant pollination – is less clear, but conservative estimates suggest at least one in 10 are threatened with extinction and, in some regions, populations have crashed. In economic terms, the losses are jaw-dropping. Pollinator loss has put up to $577bn (£440bn) of crop output at risk, while land degradation has reduced the productivity of 23% of global land.

The knock-on impacts on humankind, including freshwater shortages and climate instability, are already “ominous” and will worsen without drastic remedial action, the authors said.

“The health of the ecosystems on which we and other species depend is deteriorating more rapidly than ever. We are eroding the very foundations of economies, livelihoods, food security, health and quality of life worldwide,” said Robert Watson, the chair of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (Ibpes). “We have lost time. We must act now.”




The warning was unusually stark for a UN report that has to be agreed by consensus across all nations. Hundreds of scientists have compiled 15,000 academic studies and reports from indigenous communities living on the frontline of change. They build on the millennium ecosystem assessment of 2005, but go much further by looking not just at an inventory of species, but the web of interactions between biodiversity, climate and human wellbeing.

Over the past week, representatives from the world’s governments have fine-tuned the summary for policymakers, which includes remedial scenarios, such as “transformative change” across all areas of government, revised trade rules, massive investments in forests and other green infrastructure, and changes in individual behaviour such as lower consumption of meat and material goods.


Following school strikes, Extinction Rebellion protests, the UK parliament’s declaration of a climate emergency and Green New Deal debates in the US and Spain, the authors hope the 1,800-page assessment of biodiversity will push the nature crisis into the global spotlight in the same way climate breakdown has surged up the political agenda since the 1.5C report last year by the UN Intergovernmental Panel on Climate Change.

Combine harvesters crop soybeans in Mato Grosso, Brazil
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 Combine harvesters crop soybeans in Mato Grosso, Brazil. Photograph: AFP/Getty Images


David Obura, one of the main authors on the report and a global authority on corals, said: “We tried to document how far in trouble we are to focus people’s minds, but also to say it is not too late if we put a huge amount into transformational behavioural change. This is fundamental to humanity. We are not just talking about nice species out there; this is our life-support system.”

The report shows a planet in which the human footprint is so large it leaves little space for anything else. Three-quarters of all land has been turned into farm fields, covered by concrete, swallowed up by dam reservoirs or otherwise significantly altered. Two-thirds of the marine environment has also been changed by fish farms, shipping routes, subsea mines and other projects. Three-quarters of rivers and lakes are used for crop or livestock cultivation. As a result, more than 500,000 species have insufficient habitats for long-term survival. Many are on course to disappear within decades.

Q&A

What is the UN's Global Assessment Report?

Eduardo Brondizio, an Ibpes co-chair from Indiana State University, said: “We have been displacing our impact around the planet from frontier to frontier. But we are running out of frontiers … If we see business as usual going forward then we’ll see a very fast decline in the ability of nature to provide what we need and to buffer climate change.”

Agriculture and fishing are the primary causes of the deterioration. Food production has increased dramatically since the 1970s, which has helped feed a growing global population and generated jobs and economic growth. But this has come at a high cost. The meat industry has a particularly heavy impact. Grazing areas for cattle account for about 25% of the world’s ice-free land and more than 18% of global greenhouse gas emissions. Crop production uses 12% of land and creates less than 7% of emissions.




The study paints a picture of a suffocating human-caused sameness spreading across the planet, as a small range of cash crops and high-value livestock are replacing forests and other nature-rich ecosystems. As well as eroding the soil, which causes a loss of fertility, these monocultures are more vulnerable to disease, drought and other impacts of climate breakdown.

In terms of habitats, the deepest loss is of wetlands, which have drained by 83% since 1700, with a knock-on impact on water quality and birdlife. Forests are diminishing, particularly in the tropics. In the first 13 years of this century, the area of intact forest fell by 7%, bigger than France and the UK combined. Although the overall rate of deforestation has slowed, this is partly an accounting trick, as monoculture plantations replace biodiverse jungle and woodland.

Oceans are no longer a sanctuary. Only 3% of marine areas are free from human pressure. Industrial fishing takes place in more than half the world’s oceans, leaving one-third of fish populations overexploited.

A dead scalloped hammerhead shark
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 A scalloped hammerhead shark, listed as endangered, dead on a drum line off Magnetic Island, Australia. Photograph: HSI/EPA


Climate change, pollution and invasive species have had a relatively low impact, but these factors are accelerating. Emissions continue to rise. Last week, the amount of carbon dioxide in the atmosphere passed the 415 parts per million mark for the first time. Even if global heating can be kept within the Paris agreement target of 1.5C to 2C, the ranges of most species will shrink profoundly, the paper warns.

Population growth is noted as a factor, along with inequality. Individuals in the developed world have four times as much of an economic footprint as those in the poorest countries, and the gap is growing.



Our species now extracts 60bn tons of resources each year, almost double the amount in 1980, though the world population has grown by only 66% in that time. The report notes how the discharges are overwhelming the Earth’s capacity to absorb them. More than 80% of wastewater is pumped into streams, lakes and oceans without treatment, along with 300m-400m tons of heavy metals, toxic slurry and other industrial discharges. Plastic waste has risen tenfold since 1980, affecting 86% of marine turtles, 44% of seabirds and 43% of marine mammals. Fertiliser run-off has created 400 “dead zones”, affecting an area the size of the UK.

Andy Purvis, a professor at the Natural History Museum in London and one of the main authors of the report, said he was encouraged nations had agreed on the need for bitter medicine.

An olive ridley turtle snarled up in plastic waste near Contadora Island in Panama
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 An olive ridley turtle snarled up in plastic waste near Contadora Island in Panama. Photograph: SeaTops/Alamy


“This is the most thorough, most detailed and most extensive planetary health check. The take-home message is that we should have gone to the doctor sooner. We are in a bad way. The society we would like our children and grandchildren to live in is in real jeopardy. I cannot overstate it,” he said. “If we leave it to later generations to clear up the mess, I don’t think they will forgive us.”

The next 18 months will be crucial. For the first time, the issue of biodiversity loss is on the G8 agenda. The UK has commissioned Partha Dasgupta, a professor at Cambridge University, to write a study on the economic case for nature, which is expected to serve a similar function as the Stern review on the economics of climate change. Next year, China will host a landmark UN conference to draw up new global goals for biodiversity.




Cristiana Pașca Palmer, the head of the UN’s chief biodiversity organisation, said she was both concerned and hopeful. “The report today paints quite a worrying picture. The danger is that we put the planet in a position where it is hard to recover,” she said. “But there are a lot of positive things happening. Until now, we haven’t had the political will to act. But public pressure is high. People are worried and want action.”

The report acknowledges current conservation strategies, such as the creation of protected areas, are well-intended but inadequate. Future forecasts indicate negative trends will continue in all scenarios except those that embrace radical change across society, politics, economics and technology.

A rhinoceros walks through a wildfire in a field at Pobitora wildlife sanctuary in Assam state, India
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 A rhinoceros walks through a wildfire in a field at Pobitora wildlife sanctuary in Assam state, India. Photograph: Biju Boro/AFP/Getty Images


It says values and goals need to change across governments so local, national and international policymakers are aligned to tackle the underlying causes of planetary deterioration. This includes a shift in incentives, investments in green infrastructure, accounting for nature deterioration in international trade, addressing population growth and unequal levels of consumption, greater cooperation across sectors, new environmental laws and stronger enforcement.

Greater support for indigenous communities and other forest dwellers and smallholders is also essential. Many of the last holdouts for nature are in areas managed by such groups, but even here, the pressures are beginning to take a toll, as wildlife declines along with knowledge of how to manage it.




Josef Settele, an Ipbes co-chair and entomologist at the Helmholtz Centre for Environmental Research in Germany, said: “The situation is tricky and difficult but I would never give up. The report shows there is a way out. I believe we can still bend the curve.

“People shouldn’t panic, but they should begin drastic change. Business as usual with small adjustments won’t be enough.”

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Apoio a startups sustentáveis

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Para o primeiro-ministro, um país cheio de pessoas como Rui Nabeiro ia transformar Portugal e a economia. Costa elogiou o percurso do administrador do Grupo Nabeiro, destacando o papel das empresas portuguesas no dinamismo da economia. Depois de ser conhecido que o PIB nacional acelerou no arranque do ano, António Costa salientou o papel do investimento para a economia.

“Quando temos um Nabeiro, não precisamos de nenhum Clooney”, disse o primeiro-ministro na sessão de apresentação da estratégia global de sustentabilidade do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, citado pelo Dinheiro Vivo (acesso livre). Costa foi mais longe e fez as contas sobre quantos “Nabeiros” seriam necessários para dinamizar a economia portuguesa.

“Se por cada 8.500 habitantes portugueses houver um Nabeiro basta-nos 1.200 Nabeiros para termos 1.200 grupos como a Delta“, apontou o líder do Executivo, numa extrapolação relativa ao número de habitantes de Campo Maior, onde nasceu o grupo, escreve a Agência Lusa.

“Se tivermos 1.200 grupos como a Delta, a nossa economia não crescerá só acima da média europeia, a nossa economia transformará mesmo este país em algo que é fundamental, extraordinário e sustentável” para a atual geração e futuras, rematou o primeiro-ministro.

O Produto Interno Bruto português aumentou 1,8% no primeiro trimestre do ano em termos homólogos, acima dos 1,7% do trimestre anterior, e 0,5% em cadeia, impulsionado pela procura interna. “E o que permitiu a economia portuguesa acelerar é o investimento que as empresas estão a fazer”, prosseguiu Costa, na sua intervenção.

“Felizmente, a Delta não está só neste país, há outras empresas que também acreditam e confiam no futuro e estão a investir”, afirmou o primeiro-ministro, acrescentando: “Se há condição essencial para que as empresas possam continuar a investir é continuar a ter confiança no presente e boas perspetivas de confiança no futuro”. “Temos muito boas razões para ter confiança”, completou.
Apoio a startups sustentáveis

António Costa aplaudiu ainda o envolvimento da Delta com startups. A empresa desenvolveu uma parceria com a startup belga Nãm, que transforma borras de café em algo comestível — neste caso, cogumelos. A Delta Cafés ficará encarregue da recolha das borras de café, aponta o grupo em comunicado.

Perante esta parceria, Costa aproveita para sublinhar que “as startups não são só apps”,em declarações citadas pelo Dinheiro Vivo. “A semente está na terra e a Delta está a ajudar a semente a nascer”, continua. Salienta ainda que este projeto é um exemplo de economia circular, ao aproveitar o que seria considerado lixo.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Estas escolas aproveitam as 'sobras' para crianças levarem para casa


Um distrito escolar do estado norte-americano de Indiana associou-se a uma organização sem fins lucrativos para dar aos seus alunos a comida que sobra das refeições diárias, por forma a levarem comida para o fim de semana.

A ideia partiu dos professores do distrito escolar de Elkhart, que estavam atentos à quantidade de comida que se desperdiçava face à quantidade de alunos que, muitas vezes, não têm o que comer em casa.

Assim sendo, associaram-se à associação de solidariedade Cultivate, cuja missão é recolher as sobras de empresas de catering ou grandes distribuidores de refeições para as transformar em comida congelada em doses individuais, onde acrescentam outros alimentos e depois dão a quem mais precisa.

No caso das escolas, a ideia é quase a mesma. É preparada muita comida que não chega a ser servida. Estas sobras são reservadas e entregues três vezes por semana à Cultivate, que depois as congela e acondiciona em embalagens individuais, para voltar a entregar às crianças antes de irem de fim de semana.

Cada sexta-feira é entregue uma mochila com várias refeições a crianças que precisem© Reprodução

Conforme escreve a CBS News, uma escola primária daquele distrito entrega uma mochila cheia de comida a 20 crianças todas as sextas-feiras. Cada mochila leva oito doses individuais de comida preparada congelada, o suficiente para o fim de semana de cada família.


“Está a ter um grande impacto. Era devastador ouvir que algumas crianças vão para casa nos fins de semana e não têm nada para comer”, explicou à CBS Melissa Ramey, uma responsável camarária.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Os cegos e o elefante – um paralelo com René Descartes



A parábola dos cegos e o elefante possui muitas versões, no entanto, a primeira versão surgiu no texto budista Udana, que faz parte da coleção de escrituras Pāli Canon. Esta antiga parábola indiana fala sobre as divergências de opinião.

A versão apresentada abaixo foi adaptada e traduzida do inglês pelo editor do netmundi.org. Você também irá encontrar após o texto uma comparação desta parábola com o pensamento do filósofo francês René Descartes, bem como links para algumas gravuras antigas inspiradas neste maravilhoso conto de sabedoria.

Os cegos e o elefante

Um grupo de homens cegos ouviu que um animal estranho, chamado de elefante, havia sido trazido para a cidade, mas nenhum deles conhecia sua forma. Então eles disseram: “Podemos conhecê-lo pelo toque, pois disso somos muito capazes.”

Quando eles encontraram o elefante, começaram a tatear e discutir entre si. Cada homem tocou numa parte e, confiante de sua habilidade, discordava dos demais. Eles não percebiam que estavam tateando um animal enorme.

O primeiro homem, cuja mão pousou na tromba, disse:

— Este animal é como uma cobra grossa!

Outro cuja mão alcançou sua orelha, discordou:

— Este animal é como um leque!

O outro homem, cuja mão estava sobre a perna, riu dos demais e disse:

— O elefante é como um tronco de árvore!

O cego que colocou a mão na barriga do animal falou:

— O elefante é um muro!

Outro que sentiu o rabo do animal disse:

— O elefante é como uma corda!

O último, já irritado, sentia a presa do elefante e afirmava em tom de sabedoria:

— O elefante é como uma lança!

E assim os homens se comportam diante da verdade: tocam apenas uma parte e acreditam conhecer o todo. E por isso continuam tolos.

Paralelo com René Descartes

Essas divergências também são um problema recorrente na história da Filosofia. René Descartes, um dos mais notáveis filósofos da Era Moderna, inicia sua obra máxima — O Discurso sobre o Método — abordando esse problema. Ao analisar esse fato, Descartes praticamente chega à mesma conclusão da parábola dos cegos e o elefante:


“O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída, pois cada um pensa estar tão bem provido dele que não deseja ter mais do que já possui. Isso demonstra que o poder de diferenciar o verdadeiro do falso — aquilo que chamamos bom senso ou razão — é igual em todos os homens. A diversidade de nossas opiniões, contudo, não provém do fato de uns serem melhores do que outros, mas tão somente porque os homens não levam em consideração as mesmas coisas.”

Pois essa é também a conclusão da parábola: cada um dos homens, para compreender o elefante, não levava em consideração as mesmas coisas. Cada um conseguia perceber apenas uma parte do animal. O fato dos homens serem cegos — e ao mesmo tempo certos da verdade — talvez seja seu maior simbolismo.

De certa forma, esse paralelo entre o filósofo francês e a parábola indiana mostra como as conclusões apressadas frequentemente geram respostas erradas. Por isso, Descartes conclui em seguida:

“Não é suficiente ter a menta sã, o principal é bem aplicá-la. As maiores almas são capazes dos maiores erros, tanto quanto das maiores virtudes, e os que andam muito lentamente podem avançar muito mais, se seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que se apressam.”

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org

Gravuras da parábola

Monges cegos examinando elefante”, gravura de Hanabusa Itchō (1652–1724

Página no Facebook do Netmundi.org

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Names and Locations of the Top 100 People Killing the Planet

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“The earth is not dying, it is being killed, and those who are killing it have names and addresses.” – Utah Phillips

Just 100 companies are responsible for more than 70% of the world’s greenhouse gas emissions since 1988. The guys who run those companies – and they are mostly guys – have gotten rich on the backs of literally all life on Earth. Their business model relies on the destruction of the only home humanity has ever known. Meanwhile, we misdirect our outrage at our neighbors, friends, and family for using plastic straws or not recycling. If there is anyone who deserves the outrage of all 7.5 billion of us, it’s these 100 people right here. Combined, they control the majority of the world’s mineral rights – the “right” to exploit the remaining unextracted oil, gas, and coal. They need to know that we won’t leave them alone until they agree to Keep It In The Ground. Not just their companies, but them. Now it’s personal.

Houston tops this list as home to 7 of the 100 top ecocidal planet killers, followed by Jakarta, Calgary, Moscow, and Beijing. The richest person on the list is Russian oil magnate Vagit Alekperov, who is currently worth $20.7 billion.

The map is in the form of a cartogram which represents the size of countries by their cumulative carbon dioxide emissions since industrialization.

This map is a response to the pervasive myth that we can stop climate change if we just modify our personal behavior and buy more green products. Whether or not we separate our recycling, these corporations will go on trashing the planet unless we stop them. The key decision-makers at these companies have the privilege of relative anonymity, and with this map, we’re trying to pull back that veil and call them out. These guys should feel the same personal responsibility for saving the planet that we all feel.
Sources:

terça-feira, 30 de abril de 2019

Novo contentor de reciclagem chega em breve: será o ecoponto castanho


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Portugal vai ter muito em breve um novo contentor de reciclagem nas ruas. Trata-se do ecoponto castanho e destina-se ao lixo orgânico. O contentor já existe em restaurantes e indústrias mas vai estar agora acessível a todos os cidadãos.

“O país está a preparar-se para ter uma recolha de orgânicos ao cidadão. É uma coisa que vai acontecer muito em breve: será o ecoponto castanho, eu diria”, explica à TSF Ana Loureiro, responsável da comunicação da EGF — Environment Global Facilities.

Depois de recolhido, o lixo orgânico é transformado num composto que pode ser vendido, assim como a energia que resulta do processo.

A chegada de um ecoponto público de orgânicos permitirá que estações como a Valorsul SA — Estação de Tratamento e Valorização Orgânica — tenham mais resíduos para tratar. Assim, pode ser produzida mais energia elétrica e a venda de composto é aumentada.

A compostagem tem o objetivo de diminuir o desperdício e aumentar a produção de composto orgânico. Já existem alguns compostores nas casas dos portugueses, utilizados para jardinagem. “É a prevenção no seu melhor, conseguirmos separar os resíduos domésticos e produzir o seu próprio composto para uma horta, um jardim”, refere Ana Loureiro.

Para as estações, é importante motivar os portugueses a aderirem à compostagem e a utilizarem de forma correta o novo ecoponto castanho. “O comportamento é incentivado e depois há que o manter e não irmos descobrir compostores com outras coisas lá dentro que não seja o motivo pelo qual foi oferecido”, sublinha a funcionária da EGF.