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quarta-feira, 15 de julho de 2026

mary in the junkyard - Crash Landing

Melhor som aqui
Letra
[Verse 1]
Crash landing
You came in like you were done pretending
Comet face
With all of these holes I couldn't help but fall into

[Chorus]
You opened up like a coconut
You opened up like a coconut

[Verse 2]
Crash landing
You came in like you were done, done, done, done, done
Comet face
With all of these holes I can't help but fall down, down, down, down, down, down

[Chorus]
You opened up
You opened up like a coconut
You opened up
You openеd up like a coconut

[Bridge]
And I can take your mask off
But only in the dark
And you won't takе your shoes off
In case you have to run, run, run
Yeah, I can take your mask off
But only in the dark
And you won't take your shoes off
In case you have to run, run

[Verse 3]
Today, today, today, today
Or any other day
Tomorrow, tomorrow, tomorrow, tomorrow
In case, in case, in case, in case, in case
Nothing's gonna happen

[Verse 4]
And I want to go outside
But I'm scared you'll melt away if we leave this place
If it was any other day
If it was any other day
I'd get the fuck away

[Outro]
Crash landing
You came in like it was all my fault
Crash landing
I never want to see you again

A Anatomia Poética e Visual de um Fim de Relação
A canção "Crash Landing", o aclamado single de avanço do álbum de estreia  Role Model Hermit da banda mary in the junkyard, é uma obra densa e de forte carga dramática, que se destaca tanto pela sua sofisticação musical como pela riqueza das suas referências estéticas.

Nascido em Londres, este trio de nacionalidade britânica - composto por Clari Freeman-Taylor, Saya Barbaglia e David Addison - consolidou-se como uma das maiores promessas da cena artística do sul de Inglaterra. O seu estilo musical desafia categorizações fáceis, posicionando-se num território de partilha entre o art-rock, o indie rock experimental e o post-punk melancólico. A canção arranca com o som hipnótico e flutuante de um harmónio (um instrumento de fole antigo) que dita uma atmosfera quase litúrgica, para depois explodir numa vaga de guitarras distorcidas com traços de shoegaze e arranjos dramáticos de viola d'arco, acompanhando a interpretação vocal de Clari, que oscila entre a palavra sussurrada e o grito catártico.

O significado da canção debruça-se sobre a autópsia emocional de uma relação amorosa desgastante e assimétrica, marcada pela dificuldade em aceder à intimidade do outro. Através de metáforas cortantes, como a imagem de alguém que se teve de abrir "como um coco" para revelar alguma vulnerabilidade, ou a descrição de um parceiro que não descalça os sapatos por estar sempre pronto a fugir, a letra expõe o peso asfixiante de carregar os segredos e as limitações emocionais de outrem. Esse "pouso forçado" (tradução literal de crash landing) deságua num desejo definitivo de libertação e rutura.

Esta queda metafórica ganha corpo no significado do videoclipe, filmado em película analógica de 16mm no cenário imponente e desolador das Falésias Brancas de Dover. Vestida com um casaco estruturado que evoca asas pesadas e óculos de aviadora, a vocalista encarna uma pilota sobrevivente a um desastre. O teledisco joga constantemente com o contraste entre o confinamento dos músicos, encolhidos contra as enormes paredes de giz, e a imensidão do céu cinzento marcado por uma deslumbrante "murmuração" (a revoada acrobática e caótica de milhares de estorninhos), simbolizando visualmente o estado de desorientação e perda de controlo que acompanha o fim de uma ligação amorosa.

Por fim, a identidade da banda é profundamente moldada por influências romancistas, filosóficas e de poetas. Longe do registo quotidiano e literal de grande parte do indie rock moderno, mary in the junkyard procura abrigo no romantismo literário do século XIX, onde a natureza indomável serve de espelho às angústias da alma, e no realismo mágico, transformando vivências pessoais em fábulas modernas. No campo poético, a métrica fragmentada de Clari bebe da poesia rítmica e da spoken word, utilizando as palavras tanto pelo seu significado como pela sua textura percussiva e dadaísta. Do ponto de vista filosófico e da performance artística, o trio partilha uma forte afinidade com a lendária artista performática Marina Abramović. Esta influência traduz-se numa filosofia de palco assente na "presença absoluta" e na corporalidade, em que os três músicos funcionam quase como um quarteto de cordas clássico, reagindo fisicamente à respiração e ao movimento uns dos outros, transformando a dor de "Crash Landing" num ato existencial e de catarse coletiva.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Omar Doom – Reflections (Feat. Arnaud Rebotini)


Melhor som aqui
Omar Doom é um ator, músico e pintor americano. Ele interpretou como Soldado de Primeira Classe Omar Ulmer no filme Bastardos Inglórios, de 2009, dirigido por Quentin Tarantino. Seu projeto musical atual é um projeto eletrónico/techno/EBM chamado Straight Razor

Arnaud Rebotini: é francês (nascido em Nancy). Rebotini é uma figura lendária da música eletrónica europeia, conhecido tanto pelo seu trabalho a solo com sintetizadores analógicos, como pela sua icónica banda de electroclash/synth-rock Black Strobe, além de ser um premiado compositor de bandas sonoras (como a do filme 120 Batimentos por Minuto).


O conceito central da música baseia-se no que os próprios artistas descrevem como uma descida à vaidade e à decadência. Os vocais, que surgem geralmente falados ou sussurrados de forma profunda e ameaçadora — uma marca muito característica do estilo de Arnaud Rebotini e Omar Doom —, giram em torno de temas como o duplo e a ilusão. Aqui, a própria palavra Reflections funciona num duplo sentido, referindo-se tanto ao que se vê no espelho através da obsessão com a imagem, a vaidade e a casca humana, quanto à própria reflexão mental sobre os erros cometidos e a passagem inexorável do tempo.

Além disso, este ambiente lírico constrói um mundo de sonho, ou talvez de pesadelo, feito de ouro, sombras e um pacto infernal. A narrativa aborda a ideia de se vender a autenticidade ou a própria alma em troca de poder, beleza ou ilusão, o que culmina inevitavelmente na decadência e na ruína psicológica. Por fim, a expressão "Meet us on the other side" surge como o grande mote da faixa, funcionando como um convite quase hipnótico e ritualístico para que o ouvinte se desapegue da realidade e decida entrar no universo obscuro da pista de dança underground que os dois produtores criaram.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Arab Strap - You You You


Letra
I've got a hole in my shoe that lets in rain
And another new lump and another vein
I've got pills for breakfast every day
To keep my pains and fears in me

I've got a belly I just can't shift
I feel undesired, dismiss the drift
My get-up-and-go is long gone
And the days keep dragging on

But I've got you, you, you, you
I've got you, you, you, you
Got you, you, you

Got a hole in my head that can't be filled
Tamers never spin, it's only kill
I'm always bored, it seems nothing excites me
My own system fights me

I've got watchlists I'll never watch
Cruelty in my crotch
I'm going to see the sadness in my soul
The major swallowed it whole

But I've got you, you, you, you
I've got you, you, you, you
Got you, you, you

I've got tears in my eyes again tonight
As the terror nights unite and fight
There's a fiery frog in my throat
From all that singing "Bella Ciao"

I've got my chin cord, I can't be missed
'Cause the government claims I'm a terrorist
I fear for my son, I fear for my daughter
But in this world of slaughter

I've got you, you, you, you
I've got you, you, you, you
Got you, you, you

I don't know what the fuck to do
When hypocrisy reigns and nothing is true
And nobody pays for their horrid behavior
Fuck these demagogues cosplaying savior

With a rose in my fist and a song in my lungs
I reach for a hand and I've got you
You, I've got you
Yes, I do

A banda Arab Strap é escocesa, tendo sido formada em 1995 na cidade de Falkirk por Aidan Moffat e Malcolm Middleton. Uma das características mais marcantes da sua identidade é o facto de o vocalista cantar e recitar as canções mantendo o seu sotaque escocês nativo muito vincado, o que confere às composições um realismo cru e uma forte ligação à sua origem geográfica.

O estilo musical do duo transita essencialmente entre o indie rock e o slowcore, um subgénero do rock alternativo caracterizado por ritmos lentos, arranjos minimalistas e atmosferas mais sombrias. O som dos Arab Strap destaca-se pela fusão de guitarras melancólicas com batidas eletrónicas programadas e sintetizadores de estética lo-fi, servindo de base para o uso frequente do spoken word, em que as letras são declamadas em vez de serem tradicionalmente cantadas. A banda integrou a efervescente cena musical escocesa dos anos noventa e dois mil, partilhando palcos e cumplicidades com nomes como Mogwai ou Belle and Sebastian.

No que diz respeito ao significado, a canção "You You You" afasta-se um pouco das narrativas sobre excessos noturnos e relações amorosas caóticas que marcaram o início da carreira do grupo, focando-se antes na ansiedade existencial, na depressão e no isolamento do mundo moderno. A letra reflete sobre a culpa e a pressão social para se ser feliz e produtivo, abordando a forma como o indivíduo muitas vezes se fecha em si mesmo em vez de comunicar os seus sentimentos. É um retrato íntimo e desiludido sobre a falta de respostas face às crises psicológicas da vida adulta contemporânea, onde o silêncio e a apatia acabam por prevalecer.

O termo "Arab strap" (literalmente, "correia árabe") refere-se, de facto, a um dispositivo sexual concebido para manter a ereção, funcionando como um anel peniano ou anel indutor de constrição. Geralmente fabricado em pele, borracha ou silicone, este acessório possui uma tira que se ajusta à base do pénis e outra que envolve os testículos. O seu principal objetivo é retardar o fluxo de retorno do sangue, permitindo prolongar a firmeza da ereção e intensificar o prazer e a sensibilidade durante a atividade sexual. Devido aos riscos de lesão nos tecidos por falta de oxigenação, os especialistas recomendam que este tipo de dispositivo nunca seja utilizado por um período superior a trinta minutos consecutivos.

Para além do seu significado literal no contexto do bem-estar sexual, a expressão ganhou uma enorme notoriedade na cultura pop e na história da música alternativa britânica no final dos anos noventa. Em primeiro lugar, deu nome à banda Arab Strap de indie rock fundada em 1995. Pouco depois, em 1998, inspirou o título de um dos álbuns mais aclamados do panorama musical da época, The Boy with the Arab Strap, da também banda escocesa Belle and Sebastian. Curiosamente, o vocalista do grupo, Stuart Murdoch, confessou mais tarde que, quando escolheu o título para o disco, achou piada à sonoridade da expressão, sem fazer a mínima ideia do objeto real a que ela se referia.

terça-feira, 28 de abril de 2026

GENER8ION - STORM starring Yung Lean


[Verse 1]
I got, got, got
I-I-I
You got a death wish
Got a death wish
Someone said:
"Hey, you got a death wish"
It’s on my hit list
I’m on the blacklist
On the Forbes list
Put it on my lip
I take another one

[Pre-Chorus]
And you won’t die for some if you don’t stand for none

[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, just go a-
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)

[Verse 2]
Got a death wish
It’s on my hit list
I’m on the blacklist
On the Forbes list

[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, run, run
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)

[Outro]
Hey, hey (Hey, hey) 5X
You got a death wish

O significado da canção "STORM" reside na exploração do caos interior, da alienação e da busca por libertação num mundo que parece estar permanentemente à beira de um colapso. O título funciona como uma metáfora dupla, referindo-se tanto à turbulência emocional da juventude como a uma mudança social inevitável e, por vezes, violenta. Através da entrega vocal melancólica de Yung Lean, a letra evoca um sentimento de niilismo e sobrevivência, sugerindo a necessidade de resiliência individual dentro de um sistema opressor, onde o indivíduo se torna tão frio e implacável quanto o ambiente hostil que o rodeia para conseguir navegar a incerteza.

Musicalmente, a produção de GENER8ION utiliza sonoridades industriais e batidas metálicas que simulam uma maquinaria rígida, criando uma tensão constante entre a ordem institucional e o caos emocional. A canção sugere que este caos não deve ser evitado, mas sim abraçado como um catalisador para a transformação. O significado culmina numa ideia de catarse e transmutação, especialmente visível na transição para a segunda parte da composição, onde a música se torna mais melódica e coral. Este momento simboliza que, após a libertação da energia agressiva, pode surgir uma nova forma de união transcendente.

Em última análise, "STORM" aborda o vazio existencial de uma geração que, apesar da hiperconectividade, luta contra o ruído constante da pressão social e da informação. A obra representa, portanto, um momento de rutura: o som do colapso de velhas estruturas e o nascimento de algo novo e desgovernado através da força da juventude. É um comentário sobre a necessidade de encontrar uma voz própria e de transformar a dor em movimento coletivo antes que o sistema consuma a individualidade.

A colaboração entre o projeto francês GENER8ION, liderado pelo produtor Surkin, e o artista sueco Yung Lean, resultou numa obra audiovisual de impacto imediato que utiliza a música para explorar as tensões da juventude contemporânea. O tema "STORM" apresenta-se como um híbrido entre o eletrónico industrial e o Cloud Rap melancólico, mas é na sua representação visual, dirigida por Romain Gavras, que reside a maior carga interpretativa. As filmagens tiveram lugar na Bélgica, no Collège Cardinal Mercier, em Braine-l'Alleud, cuja arquitetura neo-gótica e imponente confere ao vídeo uma atmosfera de autoridade e tradição, evocando o imaginário dos colégios internos britânicos para criar um cenário de isolamento e claustrofobia.

A escolha do Collège Cardinal Mercier, na Bélgica, como cenário para as filmagens foi uma decisão estratégica que fundamenta toda a narrativa visual da obra. A arquitetura neo-gótica e o ambiente académico do colégio transmitem uma sensação imediata de tradição, autoridade e claustrofobia, servindo como o palco perfeito para representar uma instituição que molda, e muitas vezes limita, o comportamento dos jovens. Este cenário oferece um contraste estético poderoso, onde a beleza clássica e organizada do espaço serve de contraponto à energia caótica, brutal e moderna da música de GENER8ION e à performance de Yung Lean. Este choque propositado entre o "velho mundo", representado pelas paredes de tijolo e corredores históricos, e o "novo mundo", marcado pelo rap e pela agressividade juvenil, é uma das marcas registadas da direção de Romain Gavras. Além disso, ao filmar na Bélgica enquanto evoca um estilo visual internacional, o vídeo adquire uma qualidade universal, deixando de ser apenas um retrato de um problema britânico ou francês para se tornar uma observação abrangente sobre a condição da juventude europeia contemporânea.

Relativamente ao debate sobre a masculinidade, o projeto não parece ter como objetivo glorificar comportamentos tóxicos, mas sim expô-los como uma performance social inevitável em ambientes de repressão institucional. Ao retratar rituais de iniciação agressivos no interior deste colégio histórico, o realizador utiliza uma estética cinematográfica de luxo para evidenciar o vazio e a brutalidade dessas interações. A presença de Yung Lean, que encarna o papel de líder, reforça este sentimento; a sua postura não é a de um herói triunfante, mas a de alguém preso a um papel que exige uma dureza constante perante os seus pares.

O ponto de viragem para a denúncia surge através da coreografia de Damien Jalet, onde a violência física bruta se transfigura em expressão artística coletiva nos pátios e corredores do Collège Cardinal Mercier. Esta transição sugere que a energia canalizada para a masculinidade tóxica é, na verdade, uma forma distorcida de necessidade de pertença e movimento. Ao transformar o confronto em dança, "STORM" retira a máscara da agressividade e revela a vulnerabilidade escondida sob os códigos de conduta masculinos. Assim, a obra funciona como um espelho crítico, utilizando a beleza monumental do cenário belga para prender o espetador a uma reflexão desconfortável sobre como as instituições e os grupos moldam a identidade dos jovens.

domingo, 1 de março de 2026

Maruja - Kakistocracy (live in Gârden)


Quando pensa que as bandas de post-punk e dark scene já não existem, pare. Há muitas bandas novas e entusiasmantes a surgir. Maruja, de Manchester, é uma delas. Mal posso esperar para os ver ao vivo no Porto, em Maio de 2026.
O nome "Maruja" foi inspirado numa placa que o vocalista viu durante umas férias em Espanha.
A palavra Kakistocracy foi cunhada já no século XVII e deriva de duas palavras gregas, kákistos (κάκιστος, 'pior') e krátos (κράτος, 'governo'), que juntas significam um sistema de governo onde os líderes são os piores, menos qualificados e/ou mais inescrupulosos cidadãos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

U2 - Numb


Canção premonitória do mundo que seria no século XXI.
O videoclipe do primeiro single do álbum Zooropa foi realizado por Kevin Godley e filmado em Berlim, no verão de 1993.

O significado da canção Numb
A letra de "Numb" funciona como um mantra de negação. É uma sucessão frenética de ordens contraditórias e proibições (ex: "Don't move, don't talk out of line, don't believe, don't think"), que pintam o retrato de um indivíduo encurralado.

1. Sobrecarga sensorial e mediática
A música reflete a paralisia perante o excesso de estímulos da década de 90 - a explosão da TV por cabo, o nascimento da internet e o fluxo ininterrupto de notícias.
O "ruído" do mundo torna-se tão alto que o cérebro deixa de conseguir processar a informação.
É o som de alguém a tentar encontrar silêncio num mundo que não se cala.

2. O entorpecimento como defesa
O título "Numb" (Entorpecido/Insensível) descreve um estado de desapego emocional.
Mecanismo de proteção: o eu lírico opta por não sentir nada para não ser esmagado pela confusão exterior.

Se não houver crença, desejo ou pensamento crítico, o indivíduo torna-se imune à dor e à desilusão. É uma apatia voluntária.

3. A ironia da performance
O facto de ser The Edge a cantar, com uma voz propositadamente monótona e sem vida, reforça a ideia de uma máquina ou de alguém que já "desligou" os seus sentimentos. Enquanto isso, os falsetes de Bono ao fundo soam como os últimos vestígios de humanidade a tentar emergir do caos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Black Swan Lane - Slip

I’ll never forget. 
What’s in your mind. 
It makes me blind. 
It makes me high. 
An infinite love. 

I cannot change. 
An infinite life. 
It makes me blind. 
It gets me high. 

Filmed in Turin, Manchester and Atlanta
Terry McGarry é a personagem principal do vídeo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Twenty One Pilots - Paladin Strait


Paladin Strait
Twenty One Pilots

I can't be alone
Guess I never told you so
Makin' my way towards you
Tracin' out a line
A route I've mapped a thousand times
Makin' my way towards you

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

Standing on the shore
Staring down a hurtling storm
Makin' it's way toward me
Water rips with rage
Endless row of angry waves
Makin' it's way towards me

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

Here's my chance, time to take it
Can't be sure that I'll make it
Even though I'm past the point of no return
I'm all in, I'm surrounded
Put my money where my mouth is
Even though I'm past the point of no return
Here's my chance, time to take it
Can't be sure that I'll make it
Even though I'm past the point of no return
I'm all in, I'm surrounded
Put my money where my mouth is
Even though I'm past the point of no return

I would swim the Paladin Strait
Without any floatation
Just a glimpse of visual aid
Of you on the other shoreline
Waitin', expectations that I'm gonna make it
Mm-hm, hm-hm-hm

On the ground are banditos
Fighting while I find Nico
Even though I'm past the point of no return
Climb the top of the tower
Show yourself!, I yell louder
Even though I'm past the point of no ret—

So few, so proud, so emotional
Hello, Clancy

Biografia e Discografia
Página Oficial
Twenty One Pilots


"Paladin Strait" é a décima terceira e última faixa do álbum Clancy, lançado pelos Twenty One Pilots no Spotify em 2024.

"Paladin Strait" de Twenty One Pilots explora a travessia de um estreito como metáfora para batalhas internas e desafios externos, conectando a jornada de Clancy à luta contra os Bispos de Dema. O trecho “I would swim the Paladin Strait / Without any floatation / Just a glimpse of visual aid / Of you on the other shoreline” (Eu nadaria pelo Estreito Paladin / Sem qualquer flutuação / Apenas um vislumbre de ajuda visual / De você na outra margem) mostra a disposição do protagonista em enfrentar grandes dificuldades, motivado pela esperança de reencontrar alguém importante, mesmo sem garantias de sucesso. Esse momento reforça o tema da coragem diante do desconhecido, alinhando-se à narrativa do álbum, em que Clancy precisa superar obstáculos internos e externos para se libertar.

A música faz referência direta aos “banditos” e ao antagonista “Nico”, conectando-se ao universo dos álbuns anteriores, como Trench e Blurryface. O verso “On the ground are banditos / Fighting while I find Nico” (No chão estão os banditos / Lutando enquanto procuro Nico) sugere que Clancy não está sozinho, mas conta com o apoio de uma comunidade – uma metáfora para o suporte dos fãs, reforçada nas apresentações ao vivo em que a banda mistura elementos de "Bandito". O clímax, com Clancy gritando “Show yourself!, I yell louder” (Mostre-se!, eu grito mais alto), marca o confronto direto com seus medos e adversários. O final enigmático – “So few, so proud, so emotional / Hello, Clancy” (Tão poucos, tão orgulhosos, tão emocionados / Olá, Clancy) – deixa em aberto se a jornada representa um fim ou um novo começo, refletindo o mistério intencional que Tyler Joseph destaca sobre o desfecho da saga. A música aborda temas de determinação, vulnerabilidade e a importância da coletividade para superar adversidades.


terça-feira, 21 de novembro de 2023

Patti Smith


Há norte-americanos fabulosos. Patti Smith é esse o exemplo. Tem poemas fabulosos e exploratórios. Apesar de Patti Smith nunca ter tido um disco certificado pela RIAA, apesar de ter lançado um único single que chegou ao Top 20, é reconhecida como uma das mais importantes e influentes artistas da história do rock. A revista Rolling Stone recentemente colocou-a no 47º lugar na sua lista dos cem maiores artistas de todos os tempos. 
Em 2012, Smith recebeu um doutorado honorário em belas artes do Pratt Institute.
Em 10 de Dezembro de 2016, Patti cantou "A Hard Rain's A-Gonna Fall" na cerimónia de entrega do Prémio Nobel a Bob Dylan (outro talentoso). 
Um novo festival em 2024 traz Patti Smith de volta a Portugal com Maria João e Camané e muitos outros ao CCB. Já está agendado.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

MDMC - Pegasus


verse
Ich riech die junge Seele von Kurt Cobain
Sie kriecht schon durch die Vene, entertained meinen Pain
Begiesst ödes Leben mit fake Champagne
Es pikst und ein Beben erweckt das Brain

pre-chorus
Oh Pegasus schiess mich zur Venus
Gib mir nen Schuss Luxus und Genuss
Oh Pegasus schiess mich zur Venus
Come and rock meine Welt bis sie auseinander fällt

chorus
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus yeah (oh yeah)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Bis sie auseinander fällt

verse
Süss ist die Vergiftung, Madman Choco
Sündige Fiktion, lach mit Bozo
Weiss-blasse Schimmel galoppieren bis zu Eskapaden
Reissen mich in den Graben, oh ja ich will mit mit Whitney baden
Im River voll Vipern die von VIP Venen naschen
Doch der Phoenix bleibt liegen in der Asche
Die ich immer wieder erhasche und verprasse
Für Kroks aus Russia die Knochen crushen
Bam bam Bombido ballern im Klo
Moskitos zehren zehn Kilo von der Libido
In den Fängen von den Golden Girls aus Mexiko
Bleib ich hängen, schizo bis zur Endstation Zoo

pre-chorus

chorus
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c'mon (c′mon)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus yeah (oh yeah)
Come and rock meine Welt
Rock me Pegasus c′mon (c'mon)
Come and rock meine Welt
Bis sie auseinander fällt
Come and rock meine Welt (rock meine Welt)
Bis sie auseinander fällt (auseinander fällt)
Come and rock meine Welt (rock meine Welt)
Bis sie auseinander fällt
Now come and rock me Pegasus (let′s rock)

outro
Come and rock meine Welt
Come and rock meine Welt
Come and rock meine Welt bis sie auseinanderfällt
A música utiliza a figura mitológica do cavalo alado Pegasus como uma metáfora para "escapismo" ou uma viagem sensorial (mencionando Vénus, luxo e prazer).

Composição: a letra foi escrita pelo próprio artista, Marcus Domenico.

Produção: A batida, que mistura elementos de Hip Hop e música eletrônica, foi produzida por Artem Maimeskul (aka skyfall beats)

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Música do BioTerra: Ben Mazué - Quand je marche


Oulah, faut que j'envoie ces lettres
Faut que je rappelle mon père, d'abord
Faut que je prévoie cette fête
Que j'ai promis de faire pour le disque d'or
Faut que je pense à l'été
Trouver des colos pour les gamins
Me demander quand est-ce que je les ai
Et puis pour qu'ils voient leurs cousins
Faut que je sache c'que mes sœurs ont prévu
Elles vont dire qu'elles m'l'ont déjà dit
J'vais répondre, oui mais que j'sais plus
Puis faudra qu'je pense à samedi
J'aimerai les emmener à la mer
Loin de ces humeurs grisâtres
Et dimanche, on ira voir mon père
On regardera le match tous les quatre
Pour ça faut qu'j'l'appelle d'abord lui
Puis cette fille à qui j'avais promis
Déjà y'a cinq jours que demain
J'la contacterai, c'est certain
Et que j'lui donnerai mon avis
Sur ce truc là qu'elle a sorti
Un podcast sur les interdits
Que j'ai trouvé d'ailleurs très bien
Et puis faut qu'je poste un beau contenu
J'sais pas un truc nouveau
Et vu le temps qu'je passe dessus
Beaucoup trop peu pour qu'ce soit beau
Ça va être nul et le pire
C'est que j'vais réussir à trouver un autre que moi
À qui en vouloir pour ça

domingo, 5 de dezembro de 2021

Música do BioTerra: Leonard Cohen - Moving On


I loved your face, I loved your hair
Your T-shirts and your evening wear
As for the world, the job, the war
I ditched them all to love you more

And now you're gone, now you're gone
As if there ever was a you
Who broke the heart and made it new
Who's moving on? Who's kidding who?

I loved your moods, I loved the way
They threatened every single day
Your beauty ruled me, though I knew
'Twas more hormonal than the view

Now you're gone, now you're gone
As if there ever was a you
Queen of lilac, Queen of blue
Who's moving on? Who's kidding who?

I loved your face, I loved your hair
Your T-shirts and your evening wear
As for the world, the job, the war
I ditched them all to love you more
And now you're gone, now you're gone
As if there ever was a you
Who held me dying, pulled me through
Who's moving on, who's kidding who

Who's moving on? Who's kidding who?

A letra faz uma referência direta à carta que Cohen enviou a Marianne poucos dias antes dela falecer, onde ele escreveu: "Vou seguir-te muito em breve". Esta canção é a materialização musical dessa promessa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Música do BioTerra: Siouxsie and The Banshees - 92 ºF


Letra
[Sample: "It Came from Outer Space" (1953)]
Did you know that more murders are committed at ninety-two degrees Fahrenheit than any other temperature? I read an article once
Lower temperatures, people are easy-going. Over ninety-two, it's too hot to move
But just ninety-two, people get irritable!

[Verse 1]
The day drags by like a wounded animal
The approaching disease, ninety-two degrees
The blood in our veins and the brains in our head
The approaching unease, ninety-two degrees

[Verse 2]
Long ago in the headlines, they noticed it too
But too late for the loved ones, and nearly for you

[Verse 3]
Shaky lines on the horizon
Snaky thoughts invade each person
Watch the red line creeping upwards
Watch the sanity line weaken
The volcanic depths of Hades' ocean
Bubble under, these crazed eruptions
It wriggles and writhes and bites within
Just below the sweating skin

[Verse 4]
I wondered when this would happen again
Now I watch the red line, reach that number again
The blood in our veins and the brains in our head

[Chorus]
Drink the water with jagged glass
Eat the cactus with bleeding mouth
Not ninety-one or ninety-three
But ninety-two Fahrenheit degrees
Drink the water with jagged glass
Eat the cactus with bleeding mouth
Not ninety-one or ninety-three
But ninety-two Fahrenheit degrees

[Verse 5]
Shaky lines on the horizon
Snaky thoughts invade each person

[Chorus]
Not ninety-one or ninety-three
But ninety-two Fahrenheit degrees



Siouxsie and The Banshees - 92º F - Da teoria da agressão por calor e a ciência
O álbum Tinderbox (Caixa de fósforos) foi batizado justamente por causa dessa temática de calor, aridez e coisas prontas para pegar fogo ao menor sinal de faísca.

Aquele início enigmático e perturbador traz a voz de uma mulher a falar sobre o clima de forma quase robótica e desespero iminente. Trata-se de um sample de um filme de ficção científica do filme "Veio do Espaço" It Came from Outer Space (1953)

A canção "92 Degrees", lançada pela banda Siouxsie and the Banshees no álbum Tinderbox de 1986, funciona como uma metáfora visceral para a fragilidade psicológica e a inevitabilidade de um colapso emocional. O significado central da música repousa na ideia de que o calor extremo actua como um catalisador para a loucura ou para a violência latente. Ao utilizar a temperatura de 92 graus (provavelmente Fahrenheit, equivalentes a cerca de 33°C, uma temperatura comum em ondas de calor que geram desconforto e irritabilidade), Siouxsie Sioux descreve um estado de tensão pré-explosiva onde o ar está pesado e as emoções estão prestes a entrar em ebulição.

A letra sugere um determinismo geográfico e climático, onde o comportamento humano deixa de ser controlado pela razão e passa a ser ditado pelo ambiente sufocante. A repetição da frase "the blood in our veins and the brains in our head"  reforça esse fatalismo, passando a ideia de que, sob certas condições de pressão e calor, o conflito torna-se inevitável, como se o destino estivesse escrito no termómetro. O ambiente descrito é de aridez e desolação, evocando paisagens desérticas e miragens que confundem a percepção da realidade, transformando um relacionamento ou uma situação social numa verdadeira "caixa de fósforos" (em alusão ao título do álbum, Tinderbox) pronta para incendiar.

Musicalmente, a canção utiliza elementos do pós-punk psicadélico para criar uma atmosfera de desorientação. A alternância entre o canto dramático de Siouxsie e as partes faladas, que soam como observações clínicas ou meteorológicas, cria um contraste perturbador entre o caos interno e a frieza dos fatos externos. Em suma, "92 Degrees" é um estudo sobre o ponto de ruptura humano, capturando aquele momento preciso de opressão que precede uma tempestade ou um surto, onde o calor é tanto físico quanto metafórico.

Teoria da Agressão por Calor
A anatomia do calor e da raiva
  1. O desconforto físico: o calor extremo aumenta a frequência cardíaca, a testosterona e as reações metabólicas. O corpo entra em um estado de "luta ou fuga".
  2. A "janela de atividade": você tem toda a razão sobre o limite superior. Em temperaturas extremas (digamos, 40°C+), o corpo entra em modo de preservação. O esforço físico torna-se exaustivo demais, o que acaba reduzindo a proatividade para conflitos violentos.
  3. Irritabilidade vs. letargia: Aos 33°C, ainda temos energia suficiente para agir, mas o desconforto é alto o suficiente para reduzir o nosso limiar de paciência. É o clima perfeito para que uma discussão trivial escale rapidamente.
O que diz a Ciência?
Estudos de criminologia e psicologia social (como os de Craig Anderson) mostram que:Crimes violentos (assaltos, homicídios) aumentam durante meses quentes.
Crimes contra a propriedade (roubo de carros, furtos) não costumam variar tanto com a temperatura, o que sugere que o calor afeta especificamente o impulso emocional e a interação humana.
Um detalhe curioso
Além da biologia, existe o fator social: em dias de calor moderado (como esses 33°C), as pessoas saem mais de casa, frequentam bares e parques, e consomem mais álcool. Ou seja, há mais pessoas interagindo sob condições de desconforto físico, o que aumenta a probabilidade estatística de conflitos.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Música do BioTerra: Boyd Rice - People


Do you ever think about
what a lovely place the world would be
without all the people
that make life so unpleasant?

All the small, petty people
All the ugly, annoying people
It's hard not to think about it

I like to think about
what could be
done to these people
Something cruel
Something mean
Something just
But the meaner the better
Goodness knows they deserve it

Have you ever dreamed of
killing all the stupid people?
Not just the unintelligent people
but the sort that don't know anything about anything
but seem to have opinions about everything
They're only too ready to offer their advice about
how to run your life
And yet look at how they run their own lives
For the most part they've accomplished nothing
They've contributed nothing
Their lives are miserable
But they talk, talk, talk
At the very least their tongues should be cut out
At the very least

Do you ever wanna
kill all the people who tell lies?
Some certainly deserve it
Not necessarily the big liers
or even those who teach lies as truth
I'm talking about people
who say one thing and do another
or who tell you they sent something express mail
when you know they haven't

Did you ever want to
kill all the slow people in the world?
The people who are in front of you
when they should be behind you
A crime that the swift should be help back by the slow
And it's criminal that nothing is going to rectify it

And what about all the really ugly people?
Add them to the list as well
Some people try not to think about life's ugliness
I've thought about it
I've thought about it quite a lot
Something should be done to these people
Something to make them suffer
the way they've made us suffer

I say, bring back the circus maximus
for starters
Unless these weeds are dealt with
they'll poison everything
They are poisoning everything
We need a gardener
A brutal gardener
A thorough, thoughtful gardener
An iron gardener

Whatever happened to Vlad the Impaler?
Where's Genghis Kahn when you need him?
Or Roy D.
Ayatollah Khomeini
Adolf Hitler
Benito Mussolini
Nero
Diocletian
Kitchner
Come back!

domingo, 18 de junho de 2017

Música do Bioterra- Valete: Poder



Foi o meu filho que me mostrou o tema, apaixonou-me logo o teledisco. O Valete está de Parabéns. E o Hip-Hop Nacional está a dar grandes passos. Contudo e do que vou ouvindo dos temas deste cantautor, garanto que Valete é o EMINEM Português! 


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Música do BioTerra: Max Richter - Three Worlds




Este tema integra o álbum "Three Worlds: Music from Woolf Works", lançado em 2017, é um exemplo paradigmático desta estética híbrida, tendo sido concebido originalmente para a banda sonora de um bailado inspirado na vida e na herança literária da escritora Virginia Woolf. 
Foi composto originalmente para o bailado Woolf Works, de Wayne McGregor, inspirado na vida e obra da escritora Virginia Woolf.
O registo organiza-se em três partes distintas, correspondentes aos romances "Mrs. Dalloway", "Orlando" e "The Waves", onde Richter utiliza uma paleta sonora variada que vai desde arranjos de cordas melancólicos a texturas eletrónicas abstratas e pulsantes. Uma das características mais marcantes deste trabalho é a inclusão da única gravação de voz sobrevivente de Virginia Woolf, o que confere à música uma dimensão documental e quase fantasmagórica, solidificando o papel de Richter como um narrador sonoro que utiliza o som para explorar conceitos de tempo, memória e identidade.

The Royal Ballet rehearse Infra
Woolf Works Insight (The Royal Ballet)

sábado, 25 de julho de 2015

Rubble Kings



O documentário Rubble Kings, dirigido por Shan Nicholson, conta a história real dos gangues de rua no Bronx dos anos 1970 e como a violência e o abandono social deram origem à cultura hip-hop. O filme acompanha a trajetória de grupos como os Ghetto Brothers, que passaram da violência para a busca pela paz. Após o assassinato de “Black Benjie”, um mediador de gangues, os líderes organizaram uma grande trégua em 1971, conhecida como Hoe Avenue Peace Meeting. Esse acordo foi decisivo para transformar os confrontos violentos em disputas culturais – surgindo as block parties, batalhas de dança, grafite e DJing que deram origem ao hip-hop. Através de imagens de arquivo e entrevistas com ex-membros de gangues, o documentário mostra como jovens marginalizados reconstruíram a sua identidade através da arte, criando um movimento que se espalhou pelo mundo

sábado, 4 de julho de 2015

Musica do BioTerra: U2-Dancing Barefoot (Patti Smith) 1989

She is benediction 
She is addicted to he 
She is the root connection and 
She is connecting with me 
Here I go and I don't know why I spin so ceaselessly 
Could it be he's taking over me
I'm dancing barefoot 
Headed for a spin 
Some strange music drags me in It makes me come up like some heroine 

She is sublimation 
She is the essence of thee 
She is concentrating on 
He who is chosen by she 
Here I go when I don't know why I spin so ceaselessly 
Could it be he's taking over me
I'm dancing barefoot 
Headed for a spin 
Some strange music drags me in It makes me come up like some heroine 

She is recreation She intoxicated by thee 
She has the slow sensation that 
He is levitating with she 
Here I go when I don't know why I spin so ceaselessly 
'Til I lose my sense of gravity 
I'm dancing barefoot 
Heading for a spin 
Some strange music drives me on 
Makes me come up like some heroine 
O God I feel for you 
(Patti Smith & Ivan Kral)

sábado, 1 de novembro de 2014