quarta-feira, 2 de setembro de 2026
ULTRA SUNN - Can You Believe It
terça-feira, 14 de julho de 2026
Triggerfinger - Through The Beam
terça-feira, 30 de junho de 2026
A libertação dos rios: porque é que há várias países a destruir centenas de barragens
domingo, 17 de maio de 2026
UNYOKE - Falling
terça-feira, 28 de abril de 2026
GENER8ION - STORM starring Yung Lean
A colaboração entre o projeto francês GENER8ION, liderado pelo produtor Surkin, e o artista sueco Yung Lean, resultou numa obra audiovisual de impacto imediato que utiliza a música para explorar as tensões da juventude contemporânea. O tema "STORM" apresenta-se como um híbrido entre o eletrónico industrial e o Cloud Rap melancólico, mas é na sua representação visual, dirigida por Romain Gavras, que reside a maior carga interpretativa. As filmagens tiveram lugar na Bélgica, no Collège Cardinal Mercier, em Braine-l'Alleud, cuja arquitetura neo-gótica e imponente confere ao vídeo uma atmosfera de autoridade e tradição, evocando o imaginário dos colégios internos britânicos para criar um cenário de isolamento e claustrofobia.
A escolha do Collège Cardinal Mercier, na Bélgica, como cenário para as filmagens foi uma decisão estratégica que fundamenta toda a narrativa visual da obra. A arquitetura neo-gótica e o ambiente académico do colégio transmitem uma sensação imediata de tradição, autoridade e claustrofobia, servindo como o palco perfeito para representar uma instituição que molda, e muitas vezes limita, o comportamento dos jovens. Este cenário oferece um contraste estético poderoso, onde a beleza clássica e organizada do espaço serve de contraponto à energia caótica, brutal e moderna da música de GENER8ION e à performance de Yung Lean. Este choque propositado entre o "velho mundo", representado pelas paredes de tijolo e corredores históricos, e o "novo mundo", marcado pelo rap e pela agressividade juvenil, é uma das marcas registadas da direção de Romain Gavras. Além disso, ao filmar na Bélgica enquanto evoca um estilo visual internacional, o vídeo adquire uma qualidade universal, deixando de ser apenas um retrato de um problema britânico ou francês para se tornar uma observação abrangente sobre a condição da juventude europeia contemporânea.
Relativamente ao debate sobre a masculinidade, o projeto não parece ter como objetivo glorificar comportamentos tóxicos, mas sim expô-los como uma performance social inevitável em ambientes de repressão institucional. Ao retratar rituais de iniciação agressivos no interior deste colégio histórico, o realizador utiliza uma estética cinematográfica de luxo para evidenciar o vazio e a brutalidade dessas interações. A presença de Yung Lean, que encarna o papel de líder, reforça este sentimento; a sua postura não é a de um herói triunfante, mas a de alguém preso a um papel que exige uma dureza constante perante os seus pares.
O ponto de viragem para a denúncia surge através da coreografia de Damien Jalet, onde a violência física bruta se transfigura em expressão artística coletiva nos pátios e corredores do Collège Cardinal Mercier. Esta transição sugere que a energia canalizada para a masculinidade tóxica é, na verdade, uma forma distorcida de necessidade de pertença e movimento. Ao transformar o confronto em dança, "STORM" retira a máscara da agressividade e revela a vulnerabilidade escondida sob os códigos de conduta masculinos. Assim, a obra funciona como um espelho crítico, utilizando a beleza monumental do cenário belga para prender o espetador a uma reflexão desconfortável sobre como as instituições e os grupos moldam a identidade dos jovens.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Vergonhoso. Itália visa Trump e recusa substituir Irão no Mundial
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Placebo - Exit Wounds
In the arms of another who doesn't mean anything to you
There's nothing much to discover
Does he shake, does he shiver as he sidles up to you
Like I did in my time?
[Verse 2]
As you wake does he smother you in kisses long and true?
Does he even think to bother?
And at night under covers as he's sliding into you
Does it set your sweat on fire?
[Chorus]
Want you so bad I can taste it
But you're nowhere to be found
I'll take a drug to replace it
Or put me in the ground
[Verse 3]
In the arms of another who doesn't mean anything to you
Do you lose yourself in wonder?
If I could, I would hover while he's making love to you
Make it rain as I cry...
[Chorus]
Want you so bad I can taste it
But you're nowhere to be found
I'll take a drug to replace it
Or put me in the ground
[Instrumental Break]
[Chorus]
[Outro]
Put me in the ground
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Tabernis - Carmen Reginarum
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Selah Sue - Reason
- saúde mental, especialmente ansiedade e depressão
- autenticidade e autoaceitação
- direitos humanos e igualdade, incluindo justiça social
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Darkwood - Vieil Armand
- Memória e luto histórico: a música parece querer preservar a lembrança dos soldados caídos, resistindo ao esquecimento. A letra lamenta que “depois de cem anos ninguém mais sabe” — ou seja, a maioria das vítimas e sacrifícios foram esquecidos com o tempo.
- Crítica ao horror da guerra e à futilidade da morte em massa: ao associar “paz”, “vida” e “silêncio eterno”, a canção transmite o absurdo da guerra — vidas perdidas, dor repetida, paisagens marcadas por destruição.
- Reflexão sobre sacrifício e memória coletiva: usar o nome real de um campo de batalha famoso dá peso simbólico; transforma a música numa homenagem histórica, quase ritualística — um lembrete de que muitas mortes anônimas moldam a história e, sem memória, correm o risco de serem apagadas.
- Ligações com identidade, dor e natureza: Darkwood, conforme descrito por fãs e sites, costuma lidar com “temas históricos ou psicológicos”, traumas de guerra, a influência de eventos extremos na psique individual — hanseando entre passado, tradição, natureza e tragédia.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
André Ventura, mentiroso e racista
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Anne Teresa De Keersmaeker - Rosas danst Rosas
- Pensa (fenomenologia do gesto);
- Repete e transforma (Deleuze: diferença na repetição);
- Resiste e afirma-se (feminismo existencial);
- Habita o tempo (Bergson: duração vivida);
- Partilha e coexiste (ética do coletivo).
quinta-feira, 19 de junho de 2025
O Incrível Reino das Plantas
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Von der Leyen, Costa e Metsola viajaram num jato privado de Bruxelas para o Luxemburgo
domingo, 12 de janeiro de 2025
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
Global: Africans and people of African descent call on Europe to reckon with their colonial legacies

sábado, 6 de julho de 2024
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Genocídio do Ruanda - 30 anos depois
- A divisão entre hutus (historicamente agricultores, a maioria da população) e tutsis (historicamente pastores, a elite minoritária) foi aprofundada durante o período colonial.
- Colonização alemã e belga: o território começou por ser uma colónia alemã, mas passou para as mãos da Bélgica após a primeira guerra mundial. foram os belgas que transformaram a divisão social numa separação racial rígida, introduzindo bilhetes de identidade com indicação étnica na década de 1930 e favorecendo a minoria tutsi.
- A inversão de poder (1959-1962): uma revolta hutu derrubou a monarquia tutsi e levou o país à independência. Milhares de tutsis fugiram para países vizinhos (como o Uganda) e formaram a frente patriótica ruandesa (RPF), um grupo rebelde armado.
- O estopim (6 de abril de 1994): o avião do presidente ruandês, Juvénal Habyarimana (um hutu), foi abatido em Kigali. Extremistas hutus culparam imediatamente os rebeldes tutsis e iniciaram a matança organizada na manhã seguinte.
- Armas: a maior parte dos assassinatos foi cometida com catanas (facões), paus e enxadas.
- Milícias interahamwe: o exército oficial foi apoiado por milícias civis extremistas chamadas interahamwe ("os que atacam juntos").
- O papel da comunicação social: a estação de rádio estatal RTLM desempenhou um papel crucial, transmitindo discursos de ódio, identificando os tutsis como "baratas" e revelando esconderijos, nomes e matrículas de carros das pessoas a abater.
- Êxodo em massa: temendo represálias do novo governo dominado por tutsis, cerca de 2 milhões de hutus fugiram para o vizinho Zaire (atual República Democrática do Congo), gerando uma crise humanitária monumental.
- Justiça e reconciliação: o tribunal penal internacional para o Ruanda julgou os principais mentores do massacre. contudo, para lidar com a quantidade massiva de suspeitos locais, o governo recorreu aos tribunais comunitários tradicionais chamados gacaca, focados na confissão, no perdão e na reintegração comunitária.

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