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quarta-feira, 5 de julho de 2023

Documentário - Comer Vai Nos Levar À Extinção


O documentário ‘Eating Our Way to Extinction’ (Comer vai nos levar à extinção) vai mudar a sua perceção sobre a comida e a sua relação com o futuro do nosso planeta.

Este documentário aborda “o elefante na sala” sobre o qual ninguém quer falar… Seremos a próxima espécie a caminho da extinção?

Qual é o verdadeiro custo da comida? Quem paga o preço?

Sabia que a pecuária é responsável por 80% da desflorestação da Amazónia?

“Este é o filme que as gerações futuras vão desejar que todos tivessem assistido hoje”, afirmou Leonardo DiCaprio.

Narrado por Kate Winslet, conta também a com a participação de Jeremy Rifkin e de Sylvia Earle. A versão em português do Brasil é narrada por Xuxa Mengehel.

Outros entrevistados:
  1. Bruce Friedrich
  2. Doug Maw
  3. Marco Springmann
  4. Michael Greger
  5. Tony Robbins
  6. Udo Erasmus

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Filme completo Demain (Amanhã) de Cyril Dion - Manana (Versão Espanhola)


Español

E se mostrar soluções, contar uma história positiva, fosse a melhor forma de resolver as crises ecológicas, económicas e sociais que atravessam o nosso mundo?
Após a publicação de um estudo que anuncia a possibilidade do desaparecimento da humanidade até 2100, Cyril Dion e Mélanie Laurent partiram com uma equipa de quatro pessoas para investigar em dez países aquilo que poderá provocar esta catástrofe e, sobretudo, como evitá-la. Durante a viagem, encontraram pioneiros que reinventaram a agricultura, a energia, e economia, a democracia e a educação. Ao juntarem todas as iniciativas positivas em funcionamento começam a ver emergir aquele que poderá ser o mundo de amanhã…

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Palestra por Richard Douthwaite : "Crise Financeira - Oportunidade para a Economia Ecológica"

Richard Douthwaite – Emergency? What Emergency? from Feasta on Vimeo.


Richard Douthwaite, the author of The Growth Illusion, looked at the problems created by the availability of cheap energy. He believes it shaped capitalism and our monetary systems, led manufacturers and farmers to adopt unsustainable technologies, and permitted a six-fold increase in the human population while creating a concentration of power and wealth in very few hands.

Recorded on day three of New Emergency Conference: Managing Risk and Building Resilience in a Resource Constrained World. Held on 10-12 June 2009, All Hallows College, Drumcondra, Dublin 9, Ireland
This conference was organised by Feasta, the Foundation for the Economics of Sustainability.

Apologies for the poor sound quality for the first 13 minutes.

Por José Carlos Marques

Pôr em causa o papel do sistema bancário, apontar as suas falhas, problematizar a forma como se tornam «mecenas» ou apoiantes aparentes de causas ambientais, é tomado por alguns defensores do ambiente como uma perseguição injustificada ao grande capital. Ou, segundo outros, um subjectivo desgosto pelos bancos, igualmente sem fundamento.

A questão não parece ser gostar ou não gostar de bancos, mas sim o papel que eles têm na actual configuração económica, financeira, política, social e até cultural.

Esse papel possivelmente terá que mudar, ou melhor essa é a discussão mundial hoje mais importante em termos de sistema económico, e bem acesa, de que a imprensa portuguesa não se dá conta de modo satisfatório. Que tem que mudar, é o que se vê expresso na pena de muitos que nada têm de revolucionário ou de inconformista. Analistas consagrados de jornais como o The Economist, representante insuspeito do pensamento económico dominante antes da crise financeira, não dizem outra coisa. Chegam a exigir mudanças «radicais» e uma intervenção das autoridades ditas «reguladores» impensável nos tempos, ainda tão próximos e não de facto desaparecidos, do thatcherismo omnipresente. Não é mudar o que se discute, mas o grau, a profundidade, o sentido e o alcance da mudança.

As críticas rejeitadas por alguns como decorrentes de uma mania ideológica anti-grande capital ou anti-bancos passariam por moderadas perante o que dizem e escrevem grandes mestres práticos da finança, inclusive um George Soros, que foi o inventor de um dos esquemas hoje mais criticados, os hedge funds, e que fez fortuna num ataque especulativo em forma contra a libra. Mas, a lê-lo, os financeiros dessa sua época aliás recentíssima são anjinhos com asinhas ao lado dos jogadores de póquer atuais.

Que há que mudar, raros são os que o negam. Mas mudar para onde?

A oportunidade que pode agora haver, mediante a desorientação e abanão que grassa nos meios dos economistas teóricos e práticos, é que possam emergir finalmente o pensamento e as obras de economistas e cientistas sociais até agora marginais ou desprezados, nalguns dos quais se encontra o fundamento para uma economia que tenha em verdadeira conta a base real da economia «real», base essa que é ecológica-energética.

Georgescu-Roegen e Jeremy Rifkin, por exemplo, e ainda a economia de base cultural como a que segue as pisadas de Karl Polanyi, e toda a chamada economia ecológica (Herman Daly, Joan Martinez Allier, Serge Latouche e o «decrescimento económico»), já largamente presente nalgumas universidades e publicações académicas sem ter no entanto ainda sido escutada por quem tem os cordões da bolsa, metafórica e literal. Também a economia solidária, entre nós representada, entre outros, pela rede de associações de desenvolvimento de base local Animar, pelos Professores Roque Amaro e Luís Moreno, por exemplo, deveria ganhar uma nova visibilidade e importância, se os desatentos políticos e comentadores vierem a aprender com as turbulências actuais.

Richard Douthwaite, James Robertson e outros autores da corrente inspirada em E. F. Schumacher completam e aprofundam esse quadro. A banca é uma instituição humana, e como tal passível de mudança. O papel que vier a desempenhar para uma sociedade que queira resolver os problemas da destruição ecológica, da guerra, da fome e da injustiça social terá forçosamente que ser muito diferente do que hoje predomina.

Existem já numerosas instituições financeiras que apontam o caminho nesse sentido, embora a sua dimensão não seja comparável ao mainstream ou sistema dominante. Mas é bem possível, e já desde 1977 se poderia sabê-lo pelo êxito que teve a famosa obra de E. F. Schumacher, Small is Beautiful mesmo quando rejeitada (por exemplo, pelos que escreviam e escrevem no The Economist!!!), é pois bem possível que o gigantismo do mainstream, inclusive bancário como mostra a atual crise e como já se discute, não seja a solução mas o problema.

domingo, 19 de outubro de 2008

Jeremy Rifkin - A Terceira Revolução Industrial: Uma nova e radical economia de partilha




As três crises que vivemos estão a criar o palco ideal para uma terceira revolução industrial, garante o conselheiro de Barroso.
Por Luís Rego, em Bruxelas, Diário Económico 2008-12-12

Jeremy Rifkin defende que a UE está a liderar o debate sobre o combate às alterações climáticas. 

Devemos reformar o capitalismo ou o clima?
Ambos, mas repare: as alterações climáticas são o maior desafio que a raça humana já alguma vez enfrentou. Esta fórmula será um marco de referência para lançar uma terceira revolução industrial. 20% eficiência energética, 20% redução de emissões, para começar a limpar o nosso rasto de poluição e comprar tempo até que a grande revolução se produza, e depois o maior desafio: 20% de renováveis em 2020. Isto fixa o padrão para todo o mundo.

Como é que a crise actual afecta estes objectivos? Temos de ir mais depressa ou mais devagar? 
Aumenta claramente as oportunidades. Repare: os pressupostos centrais da globalização ruíram no últimos anos. Pensávamos que os consumidores dos EUA iam continuar a comprar e alimentar a globalização. Destruímos a poupança dos últimos 20 anos deixando a descoberto orçamentos familiares, inchando o crédito, usámos hipotecas com um multibanco. O total de dívida das famílias é de 13,5 biliões de dólares. Um plano de um bilião não o vai resolver. Isto demorou 20 anos a fazer e vai demorar mais 20 a corrigir.

O preço da energia também contribuiu para esse empobrecimento, mas aí afectou toda a cadeia de produção…mais devagar? 
Claro, pensávamos que a energia seria sempre barata, que podíamos movimentar capitais para mercados de trabalho mais baratos, produzir aí bens e serviços mais baratos e trazê-los de volta. Essa equação rebentou. Quando chegámos a 150 dólares atingimos o pico da globalização. Accionou-se um firewall.

Mas os preços agora estão a recuar?
Isso é porque o motor está parado. Veio tarde demais. A terceira crise é o clima. Os quatro furacões que atingiram a costa do golfo nos últimos 4 anos nos EUA, custaram 130 mil milhões de danos. É um terço de pacote de resgate. Os rendimentos da agricultura caíram em todo o mundo por causa do clima.

E portanto o cenário é conveniente …
Estas três crises estão a criar a tempestade perfeita. A resposta é a terceira revolução industrial. Desafio alguém a dizer-me qual é a alternativa. 

O anúncio de 50 mil milhões de Obama para as renováveis significa que há alinhamento? 
Barack Obama está certo em apostar em tecnologias verdes. Mas não há nos EUA um enquadramento, uma narrativa coerente como na UE. É preciso colocar as novas tecnologias ‘online’, converter os edifícios em fontes de energia, captando e redistribuindo energia, depois criar infraestruturas de armazenamento de hidrogénio e reconverter toda a rede energética da América do Norte e Europa. Se não, arriscamo-nos a atirar dinheiro ao rio.

Perfil: Jeremy Rifkin

Jeremy Rifkin (1945) é um dos economistas norte-americanos mais influentes em políticas científicas, energéticas e ambientais no mundo, em particular na Europa onde é visto como um dos pais da viragem europeia para o novo paradigma ambiental. É conselheiro da Comissão Europeia de Durão Barroso, da presidência de Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro espanhol, Rodriguez Zapatero, e da chanceler alemã, Angela Merkel. Preside à Fundação para as Tendências Económicas. 

Jeremy Rifkin [biografia]

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Carta Aberta à Biologia Sintética

Bosch-Ship of Fools,1500
ETC Group, 23 de Maio de 2006 

Alarme sobre biologia sintética: coalizão global pede debate público Uma coalizão de trinta e oito organizações internacionais, a que pertencem cientistas, ambientalistas, sindicalistas, peritos em armas biológicas e defensores da justiça social, alerta para a urgência de um debate público sobre a biologia sintética, uma área de investigação em rápida expansão que abrange a criação de novas formas de vida artificiais, bem como a regulação e supervisão deste novo tipo de biologia. No fim-de-semana de 20 a 22 de Maio, um grupo de biólogos reuniu-se em Berkeley, Califórnia, no intuito de elaborar um código de conduta voluntário para auto-regular o seu trabalho. As organizações que assinaram a Carta Aberta pedem aos biólogos que abandonem as propostas de auto-regulamentação e que se envolvam num processo global de discussão pública sobre as consequências do seu trabalho (vide Carta Aberta que segue). Os investigadores presentes na reunião de Berkeley reconhecem os perigos da biologia sintética que poderão advir por parte de malfeitores, mas descuram ingenuamente da possibilidade ou probabilidade de que os membros da própria comunidade científica não possam ser capazes de controlar ou prever o comportamento dos organismos criados pela biologia sintética, bem como as consequências sociais- disse Jim Thomas do ETC Group. Cientistas que criam novas formas de vida estão actuando como se fossem juízes e membros de um júri- explica a Dra. Sue Mayer, Directora do GeneWatch UK- As possíveis implicações sociais, ambientais e do âmbito das armas biológicas são demasiadamente graves para se deixar nas mãos de bem-intencionados cientistas que, no entanto, defendem os próprios interesses. É urgente iniciar um debate público, bem como formas de regulamentação e supervisão. Nos últimos anos, os biólogos sintéticos, ao reescrever o código genético do DNA, demonstraram serem capazes de criarem novos vírus e estão presentemente a desenvolver formas de vida artificias. Em Outubro pretérito, cientistas do Center for Disease Control dos EUA recriaram o vírus da Gripe Espanhola de 1918 que matou 50 a 100 milhões de pessoas [1]. No passado mês investigadores da University of Wisconsin-Madinson criaram uma nova versão da bactéria E. coli [2] Entretanto, Craig Venter, um dos magnatas da investigação sobre o genoma, cuja empresa Celera liderou a corrida para a descodificação do genoma humano, está agora à frente de uma nova companhia, a Genomics Synthetic, que pretende comercializar micróbios artificiais a serem utilizados nos campos da energia, agricultura e redução da mudança do clima. É uma de entre umas 40 empresas de biologia sintética que sintetizam genes e/ou criam ADN artificial. A biotecnologia já despertou um movimento de protesto em todo o mundo, mas a biologia sintética é como engenharia genética aplicada a esteróides- adverte a Doutora Doreen Stabinsky da Greenpeace International.
Experimentar com organismos vivos novos e artificiais que poderão ser libertados no meio ambiente é uma enorme ameaça para a biosegurança dos seres humanos e do planeta-acrescenta Stabinsky. Em Outubro de 2004 um editorial da revista Nature advertiu - Se de facto os biólogos estão prestes a serem capazes de criar novas formas de vida, as possibilidade de abuso ou desastres involuntários são enormes. O editorial sugeriu que poderia existir a necessidade de se organizar uma conferencias to tipo ASILOMAR (referindo-se a uma reunião histórica ocorrida em 1975, onde cientistas discutiram os perigos para a biodiversidade associados à manipulação genética e optaram por uma forma de auto-regulamentação que acabou por evitar políticas governamentais de regulamentação) dedicada à biologia sintética. Seguindo o modelo de ASILOMAR, a Comunidade da Biologia Sintética pretende com esta segunda reunião de Maio de 2006 adoptar um código de auto-regulamentação a fim de cuidar dos perigos que esta nova tecnologia acarreta para a segurança biológica do planeta. De acordo com a Carta Aberta, a consequência da declaração de ASILOMAR foi atrasar a implementação de políticas governamentais adequadas e evitar uma discussão sobre os impactos socioeconómicos mais abrangentes. ASILOMAR veio a revelar-se um passo errado. Synthetic Biology 2.0 é um novo passo errado. Nós cientistas temos que aceitar o facto de a ciência já não poder afirmar desenrolar-se num reino abstracto sem nenhuma ligação com o resto da sociedade - diz Alexi Vlandas da International Engineers and Scientists for Global Responsibility (INES). Os signatários da Carta Aberta apelam aos biólogos que se reuniram em Berkeley que retirem a sua declaração e que entrem num diálogo público mais vasto. Uma nota de imprensa está disponível na página da ETC Group: www.etcgroup.com e www.etcblog.org [Na reunião de Berkeley foi elaborada uma declaração provisória que está a ser discutida na Internet antes de ser oficialmente divulgada] 
Para mais informações: EUA: Jim Thomas -- ETC Group, email: jim@etcgroup.org, ph: +1 613 2412267 
Pat Mooney -- ETC Group, email: mooney@etcgroup.org , cell: +1 613 2610688 
Hope Shand -- ETC Group, email: hope@etcgroup.org ph: +1 919 960-5767 
Edward Hammond -- Sunshine Project (biological weapons expert) email: Hammond@sunshineproject.org, cell: +1 510 717 7772 
Beth Burrows -- Edmonds Institute: email: beb@igc.org, ph: +1 425-775-5383 
Europa: Dr Sue Mayer -- GeneWatch UK, email: sue.mayer@genewatch.org, ph: +44 1298 871898 (office); mobile: + 44 7930 308807 
Alexis Vlandas -- International Network of Engineers and Scientists email: alexis.vlandas@materials.ox.ac.uk, ph: +44 7747 036446 
Notas: [1] Tumpey, TM et al (2005) Characterization of the Reconstructed 1918 Spanish Influenza Pandemic Virus. Science 310: 77-80. 
[2] Posfai, G et al (2006) Emergent Properties of Reduced-Genome Escherichia coli. Published online April 27 2006; 10.1126/science.1126439 (Science Express Reports). 

Carta Aberta: 
Carta Aberta de movimentos sociais e outras organizações civis ou não-governamentais a propósito da Synthetic Biology 2.0 Conference de 20-22 de Maio de 2006, realizada em Berkeley, Califórnia, referente ao amplo voto da comunidade sobre as resoluções a tomar no contexto da segurança biológica (a implementar a 1 de Janeiro de 2007). Vimos, por este meio, exprimir o nosso profundo receio a respeito do campo da biologia sintética que se encontra em rápida expansão, cujo objectivo é a criação de novas formas de vida artificiais e únicas. Acreditamos que esta tecnologia poderosa está a ser desenvolvida sem uma discussão pública sobre os efeitos socioeconómicos e ambientais, bem como as consequências sobre a saúde, segurança e os direitos humanos. Estamos alarmados pelo facto de biólogos sintéticos se terem reunido em Berkeley com o objectivo de votarem uma declaração de auto-regulamentação sem consultarem ou envolverem grupos sociais mais amplos. Rogamos os signatários que retirem as suas propostas de auto-regulamentação e que entrem num processo de vigilância aberta e participativa a respeito desta nova tecnologia. Asilomar 2.0? Em 1975 um grupo de cientistas reuniu-se em ASILOMAR a fim de discutir os perigos provenientes da engenharia genética. A reunião promoveu uma forma de auto-regulamentação que acabou por evitar uma discussão pública e políticas governamentais de regulamentação. Synthetic Biology 2.0 segue o mesmo caminho de auto-regulamentação. O âmbito das discussões levadas a cabo em Asilomar estava limitado às questões de segurança, excluindo expressamente implicações mais vastas de cariz socioeconómico e ético. A declaração de Asilomar acabou por atrasar o desenvolvimento de uma adequada regulamentação oficial por parte do governo e evitar uma discussão sobre os enormes impactos socioeconómicos. ASILOMAR veio a revelar-se um passo errado e Synthetic Biology 2.0 é agora outro passo errado. Reconhecemos que os biólogos têm uma preocupação muito justificada sobre certos riscos da biologia sintética, mas para limitar esses riscos são necessárias fortes medidas vinculativas que estejam de acordo com o princípio de precaução. Como afirmou recentemente o presidente de mesa no Town Hall Meeting de Bóston, a propósito das propostas feitas - Não acredito que sirvam muito para evitar o abuso desta tecnologia. Concordamos com a afirmação de que as propostas sejam pouco eficientes. Além disso, as preocupações de ordem social, económica, ética, ambiental e jurídica (Direitos Humanos) que a biologia sintética faz surgir vão muito além da dissuasão de terroristas biológicos ou malfeitores. Dever-se-ia igualmente estudar aprofundadamente questões ligadas à propriedade (incluindo a intelectual), ao rumo e controlo da ciência, à tecnologia, processos e produtos resultantes. A sociedade e particularmente movimentos sociais e comunidades marginalizadas têm o direito de serem envolvidas no diálogo sobre a regulamentação da biologia sintética. Devido ao enorme potencial e alcance deste campo novo, as discussões e decisões sobre a tecnologia em questão devem ter lugar de forma acessível a nível local, nacional e global. Na ausência de uma regulamentação eficaz, é compreensível que os cientistas procurem estabelecer as melhores práticas possíveis; no entanto, a solução seria juntarem-se à sociedade a fim de se procurar uma ampla vigilância pública da tecnologia e acções governamentais que assegurem o bem-estar social. Além disso, desde Asilomar, tem-se verificado uma cada vez maior dependência da ciência de interesses comerciais, pelo que é possível que seja a própria industria a declarar que se tem de auto-regulamentar a biologia sintética. Rogamos, pelo exposto, que retirem a sua declaração de auto-regulamentação e que se juntem a nos em busca de um diálogo mais vasto e participativo.(Créditos da tradução: António Dinis, Prof. Un.Viena). 
Lista das entidades signatárias da Carta Aberta: 
Accion Ecologica (Ecuador) - http://www.accionecologica.org/ - Elizabeth Bravo 
California for GE Free Agriculture - http://www.calgefree.org/ - Becky Tarbotton 
Centro Ecologico (Brazil) - Maria Jose Guazzelli 
Clean Production Action - http://www.cleanproduction.org/ - Beverley Thorpe 
Corporate Europe Observatory - http://www.corporateeurope.org/ - Nina Holland 
Corporate Watch (UK) - http://www.corporatewatch.org/ - Olaf Bayer 
Friends of the Earth International - http://www.foe.org/ - Juan Lopez, Lisa Archer (USA), Georgia Miller (Australia)
Foundation on Future Farming (Germany) - http://www.zs-l.de/ - Benedikt Haerlin 
Fondation Sciences Citoyennes (France) - http://www.sciencescitoyennes.org/ - Claudia Neubauer 
GeneEthics Network (Australia) - http://www.geneethics.org/ - Bob Phelps 
Greenpeace International - http://www.greenpeace.org/ - Doreen Stabinsky 
Henry Doubleday Research Association (UK) - http://www.gardenorganic.org.uk/ - Julia Wright Indigenous People's Biodiversity Network - Alejandro Argumedo 
International Center for Technology Assessment - http://www.icta.org/ - Jaydee Hanson 
International Network of Engineers and Scientists for Global Responsibility - http://www.inesglobal.com/ - Alexis Vlandas 
Institute for Social Ecology - http://www.social-ecology.org/ - Brian Tokar 
International Center for Bioethics, Culture and Disability - http://www.bioethicsanddisability.org/ - Gregor Wolbring 
International Union of Food and Agricultural Workers - http://www.iuf.org/ - Peter Rossman 
Lok Sanjh Foundation (Pakistan) - http://www.loksanjh.org/ - Shahid Zia 
National Farmers Union (Canada) - http://www.nfu.ca/ - Terry Boehm 
Pakistan Dehqan Assembly - contact via Lok Sanjh - see above.Practical Action - http://www.practicalaction.org/ - Patrick Mulvany 
Quechua Ayamara Association for Sustainable Livelihoods, (Peru) - http://www.andes.org.pe/ - andes@andes.org.pe 
Research Foundation for Science, Technology and Ecology (India) - http://www.navdanya.org/ - Vandana Shiva 

Sim, é possível assegurar que os tigres, as tribos, as árvores e todas as demais formas de vida sejam protegidas e possam continuar sua viagem evolutiva em paz e harmonia, escreve neste artigo, exclusivo para o Terramérica, a activista indiana Vandana Shiva*

*Vandana Shiva é uma activista e líder ecologista de fama mundial. Directora da Research Foundation for Science, Technology and Ecology, um instituto independente dedicado à investigação de temas ecológicos e sociais importantes em estreita colaboração com as comunidades locais. Além disso é a líder do International Forum on Globalization, junto com Ralph Nader y Jeremy Rifkin.

Em 1991, fundou Navdanya, um movimento nacional para proteger a diversidade e a integridade dos recursos vivos, sobretudo das sementes autóctones. É uma das pensadoras mais provocadoras e dinâmicas em matéria de meio ambiente.

Em 1993, ganhou o Prémio Right Livelihood Award, también conhecido como o prémio Nobel da Paz alternativo.

Es autora de numerosos libros, entre eles, Biopiracy: The Plunder of Nature and Knowledge, Monocultures of the Mind, The Violence of the Green Revolution y Staying Alive.

Além disso, é editora adjunta de The Ecologist.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Animação - A Civilização Empática (The Empathic Civilization), por Jeremy Rifkin


Animação baseada nos ensinamentos de Jeremy Rifkin.
Jeremy Rifkin é o autor dos best-sellers "O Fim dos Empregos" e "O Século da Biotecnologia", ambos traduzidos para mais de quinze idiomas. Desde 1994, Rifkin tem actuado como membro do Wharton Scholl's Executive Education Program, onde dá palestras a dirigentes de empresas e administradores seniores de todo o mundo, tratando das novas tendências na ciência e na tecnologia e de suas influências na economia, sociedade e ambientes globais. Ele é presidente da Foundation on Economic Trends, em Washington D.C. Crítico ferrenho da energia nuclear e de organismos geneticamente modificados, Jeremy Rifkin faz no seu livro "A Economia do Hidrogénio" uma jornada estarrecedora pela próxima grande era comercial da história. Ele prevê o surgimento de uma nova economia sustentada pelo hidrogénio, a qual mudará fundamentalmente nossas instituições económicas, politicas e sociais.

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