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sábado, 7 de março de 2026

Bach - Schweigt stille, plaudert nicht, 'Kaffeekantate' BWV 211 (Cantata do café, de Bach)

On Bach’s day, drinking coffee was certainly not without controversy. The text in this Kaffeekantate 'Schweigt stille, plaudert nicht', here performed by the Netherlands Bach Society for All of Bach, tells of a girl who is addicted and of women who know their own mind, and sexual innuendo is never far away. If Bach had written an opera, then it could have looked like this. 

Recorded for the project All of Bach on 17th May 2019 at Radio Kootwijk. 

This recording was made possible by the support of the Eleven Floawers Foundation. 

For more information on BWV 211 and this production go to All of Bach is a project of the Netherlands Bach Society / Nederlandse Bachvereniging, offering high-quality film recordings of the works by Johann Sebastian Bach, performed by the Netherlands Bach Society and its guest musicians. 

Visit our free online treasury for more videos and background material


Netherlands Bach Society 
Shunske Sato, violin and direction 
Lucie Chartin, soprano 
Marc Pantus, theatre concept, direction and design

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Roberta Mameli, Verso già l'alma col sangue


Verso già l'alma col sangue faz parte de Aci, Galatea e Polifemo uma serenata dramática (uma espécie de ópera curta ou cantata encenada) composta por Handel em 1708, durante sua estadia em Itália.

Letra
Aci:
Verso già l’alma col sangue, 
lento palpita il mio cor.
Già la vita manca e langue 
per trofeo d’empio rigor.

A ária "Verso già l'alma col sangue" é o momento clímax e trágico da obra. Ela é cantada por Aci (Ácis), um jovem pastor que está a morrer.

O triângulo amoroso: Aci e a ninfa marinha Galatea estão profundamente apaixonados. No entanto, o ciclope Polifemo também deseja Galatea e nutre um ciúme doentio pelo pastor.

A tragédia: em um acesso de fúria, Polifemo esmaga Aci com um enorme rochedo.

A despedida: enquanto a vida se esvai ("a alma se verte com o sangue"), Aci canta esta ária expressando o seu sofrimento e a injustiça da crueldade ("empio rigor") de Polifemo.

O desfecho: após a morte de Aci, Galatea usa os seus poderes divinos para transformar o sangue do seu amado numa fonte de água cristalina (o rio Ácis, na Sicília), para que ele possa correr eternamente até o mar e unir-se a ela.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Luigi Rossi: "Dal cielo cader vid'io due stelle" - L’Arpeggiata, Christina Pluhar, Jakub Józef Orliński


[Refrão]
I saw two bright stars fall from the sky; Love picked them up and placed them on my beloved’s face. A lover may burn happily in the light of two fair eyes, and in his constancy offer that light the gift of his own heart. But let no other lover hope to seduce with the beauty of two other sparkling eyes the eyes that have caused me to fall in love. [Refrão] Beneath the arch of a fair brow two sapphires will shine as they gaze around, making every danger alluring. And Love counsels in vain that fair eyes so serene must never burn full of fire like the look that I desire. [Refrão]

quinta-feira, 1 de abril de 2021

J. S. Bach "Coffee Cantata" BWV 211: Schweigt stille, plaudert nicht


The Philharmonia Baroque Orchestra led by Richard Egarr
Nola Richardson - Soprano
James Reese - Tenor
Cody Quattlebaum - Bass-Baritone
Stephen Schultz, Flute

A Cantata do Café (Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211) é uma das obras mais invulgares e fascinantes de Johann Sebastian Bach, revelando um lado humorístico e mundano do compositor que muitos desconhecem. Escrita por volta de 1734, em Leipzig, esta peça não é uma obra religiosa para ser tocada numa igreja, mas sim uma cantata secular composta para ser apresentada no Café Zimmermann, um ponto de encontro popular da época onde Bach dirigia o Collegium Musicum.

O enredo gira em torno de uma sátira social sobre a "obsessão" pelo café, que no século XVIII era a grande novidade na Europa e vista por muitos conservadores como um vício perigoso. A história apresenta-nos Schlendrian, um pai austero e resmungão, que tenta desesperadamente convencer a sua filha, Lieschen, a abandonar o hábito de beber café. Schlendrian utiliza todas as táticas de pressão possíveis, ameaçando proibir a filha de sair de casa, de comprar vestidos novos ou de usar fitas de luxo no cabelo.

Lieschen, no entanto, permanece firme e canta uma das árias mais célebres da obra, onde descreve o café como sendo "mais doce que mil beijos e mais suave que o vinho moscatel". O conflito só parece resolver-se quando o pai lhe faz uma última ameaça: ela nunca poderá casar-se se não parar de beber a bebida. Perante a perspetiva de ficar solteira, Lieschen finge ceder, mas a história termina com uma reviravolta astuta. Enquanto o pai sai à procura de um noivo, ela faz saber secretamente que só aceitará um marido que inclua uma cláusula no contrato de casamento permitindo-lhe preparar o seu café sempre que desejar.

O significado da obra vai além da simples comédia; é uma celebração da liberdade individual e uma crítica bem-humorada ao choque de gerações. Bach utiliza a música para humanizar as personagens e mostrar que, tal como diz o coro final, "o hábito de beber café é impossível de abandonar", comparando-o a instintos naturais. Esta cantata prova que Bach, apesar da sua profunda religiosidade, estava perfeitamente sintonizado com os prazeres e as polémicas do quotidiano da sua cidade.