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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Maria Sibylla Merian (1647-1717) - uma das pioneiras em Ecologia

Ilustração: ‘Dissertação sobre a geração e metamorfoses de insetos surinameses’, (1719)



Anna Maria Sibylla Merian foi uma naturalista e pintora. Ela utilizou o seu talento para o desenho, adquirido numa família de editores e ilustradores de renome, para complementar as suas observações naturalistas altamente detalhadas, particularmente sobre a metamorfose das borboletas.

Ela revolucionou a história da ciência com o seu trabalho sobre a transformação dos insetos.



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Ilustração gerada por IA de rato com pénis gigante é publicada em revista científica


Pesquisadores tiveram de retirar do ar um trabalho científico publicado na revista Frontiers in Cell Development and Biology na última semana. O motivo foi a presença de uma ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) de um rato com um pênis gigante.

Na imagem publicada no periódico científico, o membro parecia ter o dobro do tamanho do roedor. Os responsáveis pelo trabalho explicaram no conteúdo que o serviço de inteligência artifical MidJourney gerou algumas das imagens para a pesquisa.

Na última sexta-feira (16), os responsáveis pela revista até pediram desculpas pelo ocorrido. Contudo, chama a atenção o fato do artigo ter passado por todos os processos de revisão até ser publicado, como costuma acontecer em periódicos como esse.

A pesquisa publicada era sobre células-tronco e foi produzida por três cientistas da China. Um pesquisador da Índia editou o material, que ainda foi revisto por duas pessoas, dos Estados Unidos e da Índia. Porém, a ilustração grotesca não foi retirada.

Em nota publicada pela empresa de media Frontiers, os responsáveis pela revista explicaram que um dos revisores até levantou uma dúvida sobre a ilustração e até pediu que os autores verificassem o assunto, mas não tiveram resposta e o material foi publicado.

Vale citar que o regulamento da revista Frontiers in Cell Development and Biology não proíbe o uso de ferramentas baseadas em IA generativa, desde que os autores responsáveis deixem claro isso no projeto e verifiquem o que foi desenvolvido via software.

Mais Info: Vice

domingo, 16 de abril de 2023

De Gaia ao Microcosmos - Ophrydium versatile - Lynn Margulis


À primeira vista, um indivíduo lento e tranquilo deslizando pelo microcosmos. Sob um olhar mais atento, essa espuma de água doce revela ser, na verdade, composta por centenas de "indivíduos" menores. Nessa espécie, cada "organismo individual" é, na verdade, "um pacote de micróbios fechado por membranas que se assemelha e age como um indivíduo" (Lynn Margulis). Ou, nas palavras de Dorion Sagan, "quase um pequeno mundo".[artigo científico original-1995]

Além das algas endossimbiontes em cada zoóide (Chlorella, Grasiella), cada colónia de Ophrydium abriga um grande número de outros organismos comensais, um verdadeiro ecossistema em miniatura. O gel no interior das esferas abriga uma grande quantidade de algas diátomas, como Cymbella e Nitzchia. Em especial, esta última espécie parece ser importante, acredita-se que seja o principal organismo produtor da substância gelatinosa que preenche a cavidade. Também há bactérias, outros protozoários, outras espécies de algas, cianobactérias, espiroquetas, além de rotíferos, vermes (nematoides, platelmintas), crustáceos (cladóceros e copépodos), um verdadeiro zoológico microscópico.

Lynn Margulis adorava observar o dia a dia dos nossos companheiros não humanos. No final dos anos 90, junto com colegas, como Lorraine Olendzenski e Lois Byrnes, alunos da Universidade de Massachusetts e o seu filho, Dorion Sagan, a microbióloga gravou uma série de vídeos sobre a vida no microcosmos. Esses vídeos são pioneiros ao mostrar intencionalmente em imagens a simbiose e a interdependência da vida. 

domingo, 27 de março de 2022

Ernst Haeckel – Ascidiae - Kunstformen der Natur – 1899


Ernst Heinrich Philipp August Haeckel foi um biólogo, naturalista, evolucionista, artista, filósofo e médico alemão que dedicou a vida a pesquisar a flora e a fauna, desde o topo das montanhas até o mais profundo dos oceanos. Defensor ardoroso e desenvolvedor das teorias evolucionistas de Darwin, Haeckel denunciou o dogma religioso, escreveu tratados filosóficos, obteve um doutorado em zoologia e cunhou termos científicos que passaram ao uso comum, incluindo ecologia, filo e células embrionárias..
O legado de Haeckel tornou-se ainda mais precioso por sua motivação não apenas de descobrir, mas também de explicar. Artista talentoso, criou centenas de desenhos, aquarelas e esboços detalhados de suas descobertas, e publicou-os em volumes que incluem várias coleções de organismos marinhos e o majestoso Kunstformen der Natur (Formas de Arte da Natureza). Como uma enciclopédia visual minuciosa de coisas vivas, o trabalho de Haeckel era tão notável por sua precisão gráfica e sombreamento meticuloso quanto por sua compreensão da evolução orgânica. De morcegos à água-viva, lagartos a líquens e aranhas a anêmonas do mar, Haeckel enfatizou as simetrias essenciais e a ordem da natureza, e encontrou beleza biológica até mesmo nas criaturas mais improváveis.
Ernst Haeckel nasceu em Potsdam, em 16 de fevereiro de 1834.

A Wikimedia Commons disponibiliza as 100 lâminas originais da obra Kunstformen der Natur de Ernst Haeckel, publicadas entre 1899 e 1904. A coleção completa está organizada por número de placa, permitindo visualizar e descarregar as ilustrações detalhadas de organismos marinhos e botânicos.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Iconotypes: A Compendium of Butterflies & Moths by Richard Vane-Wright

An enhanced facsimile published in partnership with Oxford University Museum of Natural History and sub-titled 'Jones's Icones Complete'. 

A key moment for natural history was the foundation of the Linnean Society of London in 1788. 

The Oxford Museum holds correspondence between William Jones and Sir James Smith discussing the founding of the society, reproduced here, and the Icones themselves, 13 paintings and sketches and almost 1,300 illustrations of butterflies and moths from the seven original volumes, all painted in exceptional detail in colour and at around life size. 

Far more than an Enlightenment curiosity, the paintings were used as the basis for the description of 231 new species in the third volume of the 1793 monograph Entomologia systematica. Fabricius was the leading entomology student of Linnaeus and this monograph greatly expanded the earlier accounts of Lepidoptera species. 

Icones constitutes part of the foundations of butterfly taxonomy and systematics. This early documentation of the global butterfly fauna also carries important messages for conservation biology at a time when repeated studies are showing that global insect abundance has declined by as much as 45% in half a century. In Europe alone, grassland butterflies have experienced a 40% decline in the past 30 years down to habitat loss and chemical pollution. 

Significantly, Icones documents a pre-industrial butterfly world and several of the species illustrated are extinct. The masterpiece is now available together with a reproduction of the original French frontispiece to volume two entitled 'Papiliones Helicon II'. 

We are taken back to those drawers of butterflies, moths and other insects pierced by a pin in large wooden display boxes in museums, but it is the sheer beauty of these botanical plates, page after page in full colour full page together with distribution maps, texts and explanation of the butterfly species from around the world from Africa to Vietnam which will delight. 

With full listing of Jones's Iconotypes, Index of Butterfly Species and To the Article. A Thames & Hudson quality 2021 first edition, satin pagemarker, truly heavyweight at over 2kg and 688 pages, 19 x 26.5cm.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Vida e obra de Lineu e links


Carlos Lineu, Carolus Linnaeus ou Carl Linnaeus (também  Carl von Linné, 1707-1778) foi um botânico, médico e zoólogo sueco cujo trabalho lançou as bases da sistemática e nomenclatura biológica moderna. Muito antes de Lineu, a ciência clássica foi importante na formação da ciência subsequente no Ocidente. Transmitida pelas culturas da área mediterrânea, a ciência clássica foi recuperada durante o Renascimento e a Revolução Científica que se seguiu, e alicerçou a busca de um novo sistema botânico. Com base no trabalho de seus predecessores e contemporâneos, Linnaeus desenvolveu um sistema coerente para descrever, classificar e nomear organismos. Os alunos de Linnaeus viajaram pelo mundo para explorar e coletar informações e espécimes. Aspectos do sistema de Lineu permitiram que amadores e profissionais em todo o mundo identificassem, nomeassem e descrevessem plantas por mais de dois séculos.

Para saber mais:

Pre-Linnaean botany
Materia Medica Mediterranea is a forthcoming database dealing with medicinal plants in the ancient Mediterranean world and resulting from 25 years of research into ancient books in libraries throughout the world by Alain Touwaide.

Maps of the Mediterranean world

Linnaeus

In addition to the Strandell Collection of Linnaeana, there are several other collections of Linnaean material of possible interest to researchers.

The library of The Linnean Society of London holds Linnaeus' own collections of plant and animal (fish, insects, shells) specimens as well as his personal library (books, manuscripts, correspondence).

The Institut de France, Paris, holds the plant specimens that Linnaeus collected in Lapland.

The Natural History Museum in London holds several collections of plant specimens and drawings consulted by Linnaeus.

The Botanical Museum at Uppsala University, Sweden (now Botany Section of the Museum of Evolution), contains plant specimens consulted by Linnaeus.

The University Libraries at Kansas State University, in Manhattan, Kansas, hold the Mackenzie Linnaeana collection, formerly at the New York Horticultural Society, which consists of books and dissertations.

A short biography of Linnaeus can be found at the Web site of the Department of Systematic Botany, Uppsala University.

A brief biography, plus a portrait and a synopsis of his scientific thought, can be found at the Museum of Paleontology, University of California, Berkeley site.

Information on the Linnaean herbarium at the Swedish Museum of Natural History, Stockholm, is available.

The Linnaeus Link project is an international collaboration based at The Natural History Museum in London. The project aims to improve access to Linnaean collections in a number of institutions through the creation of an on-line union catalogue of Linnaean material on the Web.

The Linnaean Society of New York was founded in 1878 as a natural history society and serves interested amateurs and professional scientists. Their public lectures, meetings and membership are open to persons with an active interest in ornithology, natural science and conservation, with a focus on the northeast United States. In the spirit of the society's namesake Carl Linnaeus, they maintain several funds promoting field work and scientific research and they also grant awards.

The Herbarium at Moscow State University has a Linnaean Collection.

Available on the Hunt Institute's Web site are databases of the index and the bibliography from Robert W. Kiger, Charlotte A. Tancin and Gavin D. R. Bridson's Index to Scientific Names of Organisms Cited in the Linnaean Dissertations together with a Synoptic Bibliography of the Dissertations and a Concordance for Selected Editions (Pittsburgh, Hunt Institute, 1999) and the Index to Bionomials Cited in the First Edition of Linnaeus' Species Plantarum.

sábado, 16 de maio de 2020

Liberan colección de 2 millones de ilustraciones de plantas, hongos y animales para descarga gratuita

Si estás fascinado por la naturaleza y las ilustraciones botánicas, la Biblioteca del Patrimonio de la Biodiversidad te encantará.

Contiene la mayor colección de archivos e ilustraciones relacionados con la diversidad de la vida. (Enlace al final del artículo)

Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales
Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales
Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales
Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales

Dividida claramente en álbumes por publicación, la cuenta es un éxito sorprendentemente enorme para la organización, abriendo el mundo de la ilustración de la naturaleza a una nueva audiencia. Una inmersión en la galería de fotos muestra todo, desde volúmenes del siglo XIX sobre las aves de Australia hasta una extraña agrupación de ilustraciones de murciélagos. Y, por supuesto, están los botánicos. Las revistas francesas, alemanas, inglesas y sudafricanas han sido cuidadosamente exploradas, proporcionando una mirada fascinante a la biodiversidad que existe, o existió, en todos estos países.

Hongos, plantas, aves, frutas, medusas y más pueden encontrarse de forma digital y con descarga gratuita en su flickr. Ideal para exposiciones, carteles y eventos.

Si realmente quieres sumergirte en el mundo de la naturaleza y las ilustraciones botánicas, hay otra galería de fotos etiquetadas que contiene más de 2 millones de ilustraciones y fotografías. ¿Te preguntas cómo se vestían los apicultores en 1910? Lo encontrarás aquí junto con suficientes ilustraciones de plantas medicinales gloriosas para calmar tu sed de naturaleza.

Descarga aquí.

Más de 150,000 ilustraciones gratuitas de hongos, plantas y animales

sábado, 2 de julho de 2016

Guia Ilustrado para saber o que comem estas 10 Borboletas

Uma lagarta de borboleta é uma máquina de comer. A sua função é armazenar energias para conseguir ganhar asas e voar. E se há lagartas que não são esquisitas, há outras que têm um menu limitado a uma única planta. Patrícia Garcia-Pereira apresentou-nos 10 espécies e Jeanne Waltz desenhou-as.

Não se mexem muito, a visão é fraca e os sentidos não estão muito apurados. Para as lagartas de borboleta, a sua missão é comer e não ser comido.
Estas 10 espécies que ocorrem em Portugal foram escolhidas por Patrícia Garcia-Pereira, do Centro para a Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Ce3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, por serem especiais. Cada espécie só se alimenta de uma única planta (chamadas de monófagas), o que significa desafios ecológicos maiores.

Axadrezada-mediterrânica (Sloperia proto):


Planta: Marioila (Phlomis purpurea)
Esta é uma espécie claramente do Sul, estando presente no Norte de África e no Sul da Europa. Em Portugal ocupa a metade meridional.
Época de voo: fins de Abril até Outubro (mais frequente no Verão)

Borboleta-carnaval (Zerynthia rumina):


Planta: Erva-bicha (Aristolochia paucinervis)
Esta é outra espécie mediterrânica da fauna portuguesa. No território continental está presente em quase todo o país, mais comum no Sul.
Época de voo: de Fevereiro a Maio

Ponta-laranja-do-Douro (Anthocharis euphenoides):


Planta: Biscutella valentina
Esta espécie só sobrevive em locais muito quentes, preferindo os vales mediterrânicos do Douro interior. Pode considerar-se uma espécie rara no nosso país, com uma distribuição localizada e com poucos registos de observações.
Época de voo: Abril a Junho

Lucina (Hamearis lucina):


Planta: Prímula ou rosa-da-páscoa (Primula acaulis)

Já a lucina é um bicho do Norte. Está presente na Europa Central e Meridional estendendo a sua distribuição até à Rússia. Em Portugal ocupa apenas as florestas de carvalhos da região norte.
Época de voo: Maio e Junho

Borboleta-azul-das-turfeiras (Phengaris alcon): 


Planta: Genciana-de-turfeiras (Genciana pneumonanthe)
Espécie europeia com uma distribuição localizada em todos os países. Em Portugal está presente nos lameiros de altitude da região Norte, tendo populações abundantes e saudáveis especialmente no Alvão e Montemuro.
Época de voo: Julho e Agosto

Verdinha-da-primavera (Tomares ballus):


Planta: Alfavaca-dos-montes ou alfavaca-silvestre (Erophaca baetica)
Espécie mediterrânica, presente no Norte de África, na Península Ibérica e no Sudoeste de França. Em Portugal é mais abundante no Sul.
Época de voo: Fevereiro a Abril

Aricia-Do-Nordeste (Eumedonia eumedon):


Planta: Gerânio-sanguíneo (Geranium sanguineum)
Esta é uma borboleta do Norte. Em Portugal só é conhecida do Parque Natural de Montesinho, em florestas de carvalho-negral.
Época de voo: Junho

Borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius):


Planta: Medronheiro (Arbutus unedo)
É a maior diurna da Europa. De origem africana, encontra-se dispersa pela região mediterrânica, sempre que hajam matos com abundantes medronheiros. Em Portugal só não ocupa a faixa litoral Norte. É particularmente abundante no Alentejo e Algarve.
Época de voo: Março a Outubro

Fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii):


Planta: Cardo-penteador (Dipsacus comosus)
Esta espécie ocorre no Norte de África, metade meridional da Península e Sul de França. Em Portugal só está no barlavento algarvio e sudoeste alentejano. Talvez seja a espécie mais ameaçada do nosso país pela destruição dos seus habitats preferenciais, especialmente a conversão de baldios e prados húmidos em áreas de produção de eucalipto.
Época de voo: Abril e Maio

Nariguda (Libythea celtis):


Planta: Lódão (Celtis australis)
Esta espécie – que vive na Argélia, Sul da Europa e Ásia – é relativamente comum no nordeste de Portugal. É uma espécie que passa o período desfavorável na fase adulta. Deste modo, nos dias quentes e solarengos dos meses de Inverno é possível observar os indivíduos que estiveram a hibernar.
Época de voo: Junho a Setembro

Fonte: Wilder

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O projecto Cem Traças

O projecto Cem Traças é um projecto de ilustração científica desenvolvido com base em borboletas nocturnas, traças, da colecção de insectos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Os autores desenvolveram este projecto no âmbito do Mestrado em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes. O livro "Cem Traças" consiste num catálogo das ilustrações realizadas ao longo deste projecto.


Este projecto é baseado numa série de ilustrações de borboletas nocturnas (traças) desenvolvidas a partir de espécimes da colecção de insectos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no âmbito do Mestrado em Desenho da Faculdade de Belas-Artes. Será publicado um catálogo das ilustrações científicas realizadas e serão ainda produzidos outro tipo de materiais de divulgação (tal como postais, t-shirts, etc). O objectivo principal deste projecto é divulgar a colecção de insectos e a importância das colecções científicas, assim como a importância da ilustração científica enquanto meio de comunicação visual.

Nas 100 ilustrações realizadas, estão representadas 16 Famílias de borboletas nocturnas. As ilustrações são o ponto central do catálogo, sendo acompanhadas por um mapa assinalando o local de colheita e também, uma escala de cada exemplar. As ilustrações são ainda acompanhadas pelo número de catálogo de cada exemplar, usado como base para cada ilustração.
Ler mais aqui

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Uma cosmologia medieval reformulada pela matemática moderna

Modelo geocêntrico do Universo, numa ilustração de 1568 pelo cosmógrafo e cartógrafo português Bartolomeu Velho BARTOLOMEU VELHO/BIBLIOTECA NACIONAL DE FRANÇA
“E assim, a luz (…), pela sua natureza mesmo, multiplicou-se infinitas vezes e espalhou-se uniformemente em todas as direcções. Foi desta forma que, no início do tempo, ela estendeu a matéria, que não podia deixar atrás, arrastando-a com ela e formando uma massa do tamanho do Universo material.” Esta descrição do início do cosmos, muito evocadora da moderna teoria do Big Bang, foi escrita… em latim, por um bispo e cientista medieval inglês, Robert Grosseteste (c.1175-1253). 

Agora, foi revisitada por uma equipa internacional de físicos, cosmólogos, historiadores, filósofos, latinistas, no âmbito de um projecto (The Ordered Universe Project) apoiado pelo Conselho britânico de Investigação nas Artes e Humanidades. “Este projecto representa uma maravilhosa e única fusão entre especialistas medievais e cientistas modernos”, disse ao PÚBLICO Giles Gasper, medievalista da Universidade de Durham (Reino Unido) e um dos principais autores do trabalho. O estudo revelou que os problemas teóricos com que se defrontam os cosmólogos modernos já existiam há 800 anos (apesar de ser muito improvável que Grosseteste tivesse consciência deles). Os resultados vão ser publicados em breve na revista Proceedings of the Royal Society A (mas já estão disponíveis no site arxiv.org). 

Em 1225, no seu curto tratado Da luz ou o início das formas, Grosseteste expunha a primeira explicação científica de sempre da origem do Universo. Claro que, na altura, pensava-se que a Terra, imóvel, era o centro de tudo e que as estrelas e os planetas giravam em torno dela. Claro que Grosseteste não dispunha de ferramentas matemáticas para traduzir as suas palavras em fórmulas. E claro que não inventou a teoria do Big Bang, que deriva das equações da Teoria de Relatividade de Einstein e descreve uma realidade física totalmente diferente. 

Mas, mesmo assim, o texto (disponível desde 1942 numa tradução em inglês, a partir da qual traduzimos o excerto acima) não deixa de ser impressionante pela modernidade das ideias que expõe. Foi por isso que Gasper e Richard Bower, físico da mesma universidade, juntamente com outros colegas, quiseram reinterpretá-las à luz da linguagem matemática de hoje – e a seguir, simulá-las num computador para ver se produziriam um Universo tal como Grosseteste o concebia no século XIII. 

“O trabalho que Grosseteste fez no seu De Luce é nada menos do que revolucionário”, disse-nos Bower. “A sua explicação do Universo vai para além de todas as anteriores. Aristóteles concluíra que o Universo não tinha início nem fim, mas Grosseteste diz exactamente o contrário, começando por propor uma nova teoria da matéria e desenvolvendo-a numa explicação da criação do Universo. Ou seja, trabalha como um cosmólogo moderno, propondo leis físicas e seguindo-as até ao fim. Acho isso espantoso.” 

Texto completo no Público de 18/03/14

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ilustração Científica - alguma história (em inglês- espólio de John Hay Library )

Tulipa Gesneriana From The Temple Of Flora, 1799
By Robert Thornton.
 Hand-coloured engraving: 57cm x 46cm.

Robert Thornton vowed that his book, Temple of Flora would be the most magnificent botanical publication ever. Exotic plants were lavishly illustrated in dramatic landscape settings. The extravagant costs of publishing this sumptuous book ruined Thornton financially. His wordy, overblown text and the use of poems and quotations from literature to describe each plant were aimed much more at the wealthy amateur flower fancier than at the scientific market. The plates produced for the book were unique in that Thornton set each flower in "scenery appropriate to the subject", creating magnificent coloured plates of plants in highly stylised, romanticized settings.


MERIAN, Mariæ Sibillæ.
Dissertatio de generatione et metamorphosibus insectorum Surinamensium :
In quâ, præter vermes et erucas Surinamenses,
earumque admirandam metamorphosin, plantæ, flores & fructus,
quibus vescuntur, & quibus fuerunt inventæ, exhibentur...
Amstelædami, : apud Joannem Oosterwyk, MDCCXIX. [1719]
.

Maria Sibylla Merian was a Swiss naturalist who was among the first to study and record tropical moths, butterflies, and other insects. Originally published in Amsterdam in 1705, the edition owned by the Hay, one of the first books about the flora and fauna of Surinam, has additional plates provided by the author's daughters, from material found after her death. 

Or he could have given a lavish dinner, featuring a menu of exotic dishes:
The Blowfish From From Ippolito Salviani’s 1557 
Aquatilium animalium historiae, liber primus.
An early and very important treatise on fish, abundantly and accurately illustrated with many beautiful engravings depicting creatures of the sea. Not much is known of the artist(s) who designed the plates, but generally it is assumed that Nicolas Beatricetto was responsible for the title-page and some of the fish illustrations, and that most of the illustrations are by Antoine Lafréry. Salviani (1514-1572) studied medicine in Rome and developed a specialisation in natural history in the field of ichthyology. He became the protégée of cardinal Cervini, later Pope Marcellus II, who stimulated and financed his study of fish, not only on the coast of Italy but also in other Mediterranean and Northern European regions. [Fonte: Booktryst]

Dossiê Ciência foi actualizado!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Curso de ilustração científica biológica, Lisboa


Pré-inscrições: centro.biociencias@ispa.pt

Duração | 24 horas, repartidas em três sessões semanais (terças e quintas das 17h30 às 20h00 e sábados das 10h00 às 13h00)

Datas | 2 a 20 de Março de 2010

Preço | 120 euros

Formador | Marcos Oliveira - Licenciado em História de Arte. Ilustrador profissional desde 1994, especializado em ilustração cientifica biológica.





Plano do curso

Sessão 1 | Introdução à Ilustração científica. O que é, para que serve. Explicação das técnicas mais utilizadas. Mostra de originais em diversas técnicas. Mostra dos materiais utilizados.
Sessão 2 | Anatomia animal. Apresentação em data show e breve explicação da anatomia das várias classes de animais.
Sessão 3 | Escolha de um modelo e execução do desenho preliminar em papel esquiço. Transferência do desenho preliminar para a folha de pintura.
Sessão 4 | Demonstração de pintura com aguarela, pelo formador. Início da pintura da ilustração pelos formandos.
Sessões 5, 6 e 7 | Pintura, acompanhada pelo formador



domingo, 27 de dezembro de 2009

Encontros Improváveis: Peter I. Tschaikowsky Der Nußknacker (Щелкунчик) Arabischer Tanz - com imagens do livro Kunstformen der Natur, de Ernst Haeckel


Peter I. Tschaikowsky Der Nußknacker (Щелкунчик) Arabischer Tanz - com imagens do livro Kunstformen der Natur, de Ernst Haeckel

Um Quebra-Nozes com uma interpretação ecológica!!!

Ernst Heinrich Philipp August Haeckel foi um biólogo, naturalista, filósofo, médico, professor e artista alemão que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin e um dos grandes expoentes do cientificismo positivista.

domingo, 7 de junho de 2009

Herbário de Lineu

Nome: Rosa carolina L. [Fonte:Linnaeus Herbarium ]

Clica nas seguintes letras e observarás as espécies de plantas recolhidas por Lineu. As imagens são os microfilmes a partir do Herbário de Lineu.

At present: 3658 sheets are presented.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z      

domingo, 1 de outubro de 2006

Derrubar uma árvore é uma questão que deve ser cuidadosamente considerada


Seja para construir uma estrada, uma casa, ou porque as folhas sujam o terraço e bloqueiam os canais. Porque uma árvore: 
🌳 absorve CO2 “problemático” para produzir O2 “vital” e armazenar carbono C 
🌿 preenche os lençóis freáticos com suas raízes verticais servindo de guia 
🌳 reflete e absorve parte da radiação solar 
🌿mantém o frescor local e contribui para a criação de nuvens com o fenómeno da vaporização
🌳 produz folhas: alimento para o solo e para si, as raízes horizontais servem para recuperar nutrientes 🌿 dá açúcar ao micélio em troca de nutrientes 
🌳 absorve poeira e gases poluentes 
🌿 fornece habitat e alimento para pássaros, insectos e roedores 
🌳 pode servir como barreira sonora e visual 
🌿 ofusca até quem atira nele... 

Resumindo, além de capturar CO2 uma árvore produz: ❄ fresco! 💧 água! 🌬 oxigénio! A única tecnologia que nos pode salvar! Plante árvores, plante sebes

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Biografias - Avelar Brotero: o primeiro botânico a publicar, em 1804,a Flora Lusitânica


Félix de Avelar Brotero (Santo Antão do Tojal, Loures, 25 de Novembro de 1744 — Belém, Lisboa, 4 de Agosto de 1828) foi um botânico português. Ler toda a biografia aqui.

Em sua homenagem foi fundada a Sociedade Broteriana, agremiação científica que através do seu Boletim teve grande importância no desenvolvimento da Botânica em Portugal. Foi um dos grandes cientistas da sua época e deixou o nome associado a algumas famílias de plantas. Em 1789, publicou a sua primeira obra Compendio de Botannica ou Nocoens Elementares desta Sciencia que formou a base da terminologia botânica portuguesa. Em 1804 publicou a Flora Lusitânica sem qualquer subsídio do Estado. Nesta obra identificou cerca de 1800 espécies, muitas delas desconhecidas até então.

Avelar Brotero estudou medicina pela Universidade de Reims. Foi nomeado professor de Botânica e Agricultura na Universidade de Coimbra em 1791, e nessa qualidade passou a dirigir o Jardim Botânico.

Em 1820 foi eleito deputado às Cortes Constituintes pela Estremadura. Depois de ter assistido aos trabalhos legislativos durante 4 meses, pediu dispensa que lhe foi concedida.
Adaptado do wiki


Ligações externas