sábado, 3 de outubro de 2026
Melhor destino de reforma no estrangeiro já não é na Europa, mas seis dos dez primeiros são europeus
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
She Past Away - Soluk
domingo, 26 de julho de 2026
Xénia - A regra de Zeus
| Zeus Xenios-Philoxenon |
sábado, 25 de julho de 2026
A Odisseia é ficção. Mas os seus monstros e magia podem ter bases científicas
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| Pellegrino Tibaldi (1550–1551) - Ulisses acceca Polifemo (em português: Ulisses cega Polifemo) |
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Iamnoone - Into the Void (feat. Kay-Chi)
sábado, 13 de junho de 2026
GENER8ION - Love and Tears, featuring Yannis Phillipakis
domingo, 7 de junho de 2026
Grey Gallows - Dying Light
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Melancolia foi um movimento cultural Europeu atingindo sobretudo a elite Inglesa dos séc. XVI e VII: John Eccles - The Mad Lover
Melancolia (do grego antigo: μελαγχολία, romanizado: melancholía; de μέλαινα χολή, mélaina cholḗ, 'bile negra') é um conceito encontrado ao longo da medicina antiga, medieval e pré-moderna na Europa que descreve uma condição caracterizada por um humor marcadamente deprimido, queixas físicas e, por vezes, alucinações e delírios. Além de uma condição patológica, a melancolia também se podia referir a um estado de espírito ou temperamento e, por vezes, era até usada como uma descrição da condição humana em geral.
A melancolia (ou mais precisamente a 'bile negra', da qual a melancolia deriva o seu nome) era considerada um dos quatro temperamentos que correspondiam aos quatro humores. Até ao século XVIII, os médicos e outros estudiosos classificavam as condições melancólicas como tal devido à sua causa comum percebida – um excesso de um fluido nocional conhecido como "bile negra", que estava comummente ligado ao baço. Hipócrates e outros médicos antigos descreveram a melancolia como uma doença distinta com sintomas mentais e físicos, incluindo medos e desalentos persistentes, falta de apetite, abulia, insónia, irritabilidade e agitação. Mais tarde, os delírios fixos foram adicionados à lista de sintomas por Galeno e outros médicos. Na Idade Média, a compreensão da melancolia mudou para uma perspetiva religiosa, com a tristeza a ser vista como um vício e a possessão demoníaca, em vez de causas somáticas, como uma potencial causa da doença.
Durante o final do século XVI e o início do século XVII, surgiu em Inglaterra um culto cultural e literário da melancolia, associado à transformação da melancolia, por parte do neoplatonista e humanista Marsilio Ficino, de um sinal de vício numa marca de génio. Esta melancolia da moda tornou-se um tema proeminente na literatura, na arte e na música da época.
Movimento cultural inglês
Durante o final do século XVI e o início do século XVII, surgiu em Inglaterra um curioso culto cultural e literário da melancolia. Num influente ensaio de 1964 na revista Apollo, o historiador de arte Roy Strong traçou as origens desta melancolia da moda até ao pensamento do popular neoplatonista e humanista Marsilio Ficino (1433–1499), que substituiu a noção medieval de melancolia por algo novo:
"Ficino transformou o que até então tinha sido considerado o mais calamitoso de todos os humores na marca do génio. Não admira que, eventualmente, as atitudes de melancolia se tenham tornado logo um complemento indispensável para todos aqueles com pretensões artísticas ou intelectuais."
The Anatomy of Melancholy (A Anatomia da Melancolia, ou na sua versão completa: O Que Ela É: Com Todos os Seus Tipos, Causas, Sintomas, Prognósticos e Várias Curas... Filosoficamente, Medicinalmente, Historicamente, Aberta e Dissecada) de Robert Burton, foi publicada pela primeira vez em 1621 e continua a ser um monumento literário definidor dessa moda. Outro grande autor inglês que se expressou extensamente sobre o facto de ter uma disposição melancólica foi Sir Thomas Browne na sua obra Religio Medici (1643).
Night-Thoughts (Queixume: ou, Pensamentos Noturnos sobre a Vida, a Morte e a Imortalidade), um longo poema em verso livre de Edward Young, foi publicado em nove partes (ou "noites") entre 1742 e 1745, tornando-se enormemente popular em várias línguas. Teve uma influência considerável nos primeiros românticos em Inglaterra, França e Alemanha. William Blake foi mais tarde contratado para ilustrar uma edição posterior.
Nas artes visuais, esta melancolia intelectual da moda surge frequentemente na retratística da época, com os modelos posados sob a forma de "o amante, com os braços cruzados e o chapéu desabado sobre os olhos, e o erudito, sentado com a cabeça apoiada na mão" – descrições retiradas do frontispício da edição de 1638 da Anatomia de Burton, que mostra exatamente essas personagens que, por essa altura, já se tinham tornado clichés. Estes retratos eram frequentemente ambientados ao ar livre, onde a Natureza oferecia "o cenário mais adequado para a contemplação espiritual", ou num interior sombrio.
Na música, o culto pós-elisabetano da melancolia está associado a John Dowland, cujo mote era Semper Dowland, semper dolens ("Sempre Dowland, sempre em pranto"). O homem melancólico, conhecido pelos contemporâneos como um "malcontente", é personificado pelo Príncipe Hamlet de Shakespeare, o "Melancólico Dinamarquês".
Um fenómeno semelhante, embora não sob o mesmo nome, ocorreu durante o movimento alemão Sturm und Drang, com obras como As Dores do Jovem Werther de Goethe, ou no Romantismo com obras como Ode sobre a Melancolia de John Keats, ou ainda no Simbolismo com obras como A Ilha dos Mortos de Arnold Böcklin. No século XX, grande parte da contracultura do modernismo foi alimentada por uma alienação comparável e por um sentimento de falta de propósito chamado "anomia"; a preocupação artística anterior com a morte passou a ser designada sob a rubrica de memento mori. A condição medieval de acedia (acédia em português) e o Weltschmerz romântico eram conceitos semelhantes, com maior probabilidade de afetar o intelectual.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
DeepMind prevê chegada da AGI até 2029 e diz que a sociedade não está pronta para o avanço
sábado, 23 de maio de 2026
Katerina Papadopoulou - Notio Toxo ft. Chariton Charitonidis
terça-feira, 12 de maio de 2026
Relembrar a obra "À Espera dos Bárbaros" de John Maxwell Coetzee
domingo, 12 de abril de 2026
IAMTHESHADOW - Unfold
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Der Blaue Reiter - Words of Silence
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Sloe Noon - Last One Home
[verse 1]
Fucker is a freakshow
I don’t get it
Got other things on my mind
Don’t forget it
And I don’t like the way it goes
Last response two days ago
Something in the way he unsaid it
I’m so mad
[Chorus]
Get a drink, forget to let it go
Make it look unintentional
I stay with you until the last hour
That’s why I’m always the last one home
[verse 2]
Fucker’s always on my mind
Feel light-headed
In a different lifetime
I might have him
But I don’t like the way it goes
Something in the way it shows:
Eurydice and Orpheus in love
Always go, always go, always go home
Last one to leave, but I’m never alone
Want you to, want you to, want you to know
You make an hour feel like a lifetime
I go aaah, aaaaah, HA
[Chorus]
Get a drink, forget to let it go
Make it look unemotional
I stay with you after the zero hour
Wanna know, wanna know what you’re thinking
Wanna go, wanna go, but don’t know how
Good intentions, no discipline
Archille’s heel, no medicine
Guess I’ll always be the last one home
sábado, 7 de fevereiro de 2026
I Like Trains - Mnemosyne
And this time round I swear that I will take it on the chin
Give it your all
Lead me to the water and I'll drink
Until my lungs fill
Until I sleep
They will be lying in the shallows
With your skin between their teeth
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
Anything for an easy life
Well, I chose riches and a knife
Between my shoulderblades
As we dance our way through figure-8s
And as the pushes turn to shoves
And we ingest the ones we love
We'll burn our futures
And warm our hands in the flames
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
And though we hold out we will fall in line again
We always do
I can't resist
We will burn in hell for this
Well you saw the devil in me
You saw the, you saw the devil in me
I am nothing without you
Mnemosyne
I've been promised everything
But I will give it all to you
Just tell me you won't leave me here
Alone with my thoughts
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Louva-a-deus - auxiliares da agricultura biológica
domingo, 11 de janeiro de 2026
Night in Athens - Words Unspoken
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
domingo, 7 de dezembro de 2025
Cinema da Noite : Eu sou David- filme realizado por Paul Feig (2003)
David, um rapaz de cerca de 12 anos, vive num campo de trabalhos forçados na Bulgária comunista. O único adulto de confiança que tem é Johannes (interpretado por Jim Caviezel), um prisioneiro gentil que lhe ensina línguas, valores humanos e formas de sobreviver emocionalmente. Johannes acaba por morrer (provavelmente executado), mas deixa em David uma profunda marca de esperança.
Um dia, um guarda misterioso dá a David a oportunidade de fugir, dizendo-lhe para seguir apenas para norte, transportando uma carta que deve entregar na Dinamarca. Apesar de desconfiar de tudo e todos — resultado de anos de trauma — David inicia a longa jornada a pé.
Ao escapar pela fronteira, David atravessa:
🇬🇷 Grécia
Onde é ajudado por marinheiros, mas foge por não confiar em ninguém.🇮🇹 Itália
É acolhido por uma família, especialmente por uma criança que cria laços com ele. No entanto, temendo colocar todos em risco, parte novamente.
No caminho, David cresce emocionalmente ao contactar com pessoas que lhe mostram diferentes formas de humanidade: bondade, ingratidão, desconfiança e amor.
🎭 ANÁLISE DOS TEMAS PRINCIPAIS
1. Liberdade
O filme contrapõe dois mundos: o campo, onde David não pode decidir nada, e a Europa livre, onde cada pequena escolha se torna um ato enorme.
A jornada física é também uma libertação psicológica.
David não sabe quem é, de onde veio nem quem foram os pais.
Descobrir a sua identidade é tão importante quanto alcançar a liberdade.
David tem medo de confiar — pegar comida, aceitar ajuda ou tocar em objetos que lhe ofereçam.
A cura ocorre gradualmente graças às pessoas bondosas que encontra.
4. Bondade vs. Crueldade
O filme mostra como um simples gesto (como o de Johannes ou de pessoas comuns) pode salvar uma vida marcada pela opressão.
5. Esperança
Mesmo nos momentos mais duros, a memória de Johannes funciona como bússola emocional de David. 📚 COMPARAÇÃO COM O LIVRO
| Elemento | Livro | Filme |
|---|---|---|
| Tom | Mais introspectivo, filosófico, centrado nos pensamentos de David | Mais sentimental, focado nas emoções e nas relações |
| Idade de David | 12 anos | Cerca de 12, mas com abordagem mais madura |
| Origem da fuga | Planeada por Johannes e outros prisioneiros | No filme, atribuída a um guarda que sente culpa |
| Revelação sobre a mãe | Mais gradual e menos romantizada | Mais dramática e emocional |
| Final | Sem grande dramatização, mas igualmente emocional | A reencontrar a mãe é mais cinematográfico |
| Temas políticos | Mais explícitos sobre totalitarismo communista | Mais suavizados para público jovem |
O filme segue fielmente a estrutura geral do livro, mas suaviza elementos mais duros e reforça aspetos emocionais.
🎬 FICHA TÉCNICA DO FILME
Título: I Am David
Título em português: Eu Sou David
Ano: 2003
Realização: Paul Feig
Baseado no livro: I Am David (1963), de Anne Holm
Género: Drama, Aventura
País: EUA / Reino Unido / Dinamarca / Itália
Principais atores:
-
Ben Tibber — David
-
Jim Caviezel — Johannes
-
Joan Plowright — Sophie
-
Hristo Shopov — O Guarda
-
Maria Bonnevie — Mãe de David
Duração: ~90 minutos
Classificação etária: Apropriado para adolescentes e adultos




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