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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Programa Nacional de Vacinação: as assimetrias regionais e o refúgio das redes antivacinas em Portugal

O Relatório Anual da Direção Geral de Saúde mostra que a maioria das vacinas infantis tem uma taxa de cobertura superior a 95% em Portugal, mas há concelhos que ficam abaixo dos 60%.A região algarvia mantem baixas taxas de vacinação Desigualdades persistem nas vacinas do HPV, gripe e covid-19.

As autoridades de saúde portuguesas estão a combater as baixas taxas de vacinação no Algarve através de uma estratégia focada na busca ativa de utentes e na proximidade comunitária Os centros de saúde realizam auditorias frequentes aos sistemas informáticos para identificar crianças e jovens com doses em atraso, avançando de imediato com contactos diretos através de telefonemas, SMS ou cartas registadas. Para mitigar o isolamento geográfico de concelhos como Aljezur e Vila do Bispo, equipas móveis de enfermagem deslocam-se às zonas rurais para administrar as vacinas localmente.Nas escolas da região, as autoridades cruzam os dados de matrícula com o registo vacinal para sinalizar alunos em falta e alertar os encarregados de educação. Paralelamente, os serviços de saúde pública trabalham com as autarquias locais para traduzir materiais informativos e integrar as comunidades estrangeiras residentes no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Por fim, os profissionais de saúde desenvolvem ações de esclarecimento direcionadas para combater mitos e a hesitação vacinal junto de grupos específicos da população. Parece-me insuficiente. 

O debate em torno do movimento antivacinas e da proliferação de comunidades dogmáticas em Portugal exige uma análise objetiva das causas e uma revisão urgente do enquadramento legal. A experiência demonstra que o confronto direto com correntes New Age e determinadas comunidades de permacultura é ineficaz: nestes meios, o ceticismo em relação às vacinas e ao conhecimento científico assenta na construção de identidades, no sentimento de pertença e na rejeição do que consideram a "frieza" do sistema dominante. Esta mentalidade, contudo, gera consequências graves e conduz a mortes perfeitamente evitáveis.

A fixação destas famílias estrangeiras em Portugal - com particular incidência no interior (Beira Alta, região Centro) e no Algarve - resulta diretamente de um fenómeno de "fuga às regras". Países como a França e a Alemanha identificaram o risco do isolamento comunitário e do desrespeito pela saúde pública, endurecendo substancialmente os seus regimes jurídicos. Entre 2018 e 2020, tornaram a vacinação infantil obrigatória para o acesso ao ensino e erradicaram ou restringiram severamente o ensino doméstico (homeschooling).

Enquanto a Europa Central fechou as brechas legais, Portugal manteve-se como um dos países mais permissivos do continente, tornando-se um refúgio para quem procura educar os filhos fora do sistema oficial em redes locais sem controlo rigoroso. Embora a adesão da população nacional ao Programa Nacional de Vacinação seja massiva, a vacinação de menores não é juridicamente obrigatória, o que deixa uma margem de manobra perigosa. 

De salientar que há uma faixa social portuguesa em que a hesitação vacinal dos pais são na maioria da classe média-alta e alta. [artigo científico aqui]

Para proteger a saúde pública e a integração social das crianças, Portugal precisa de importar medidas coercivas inspiradas no modelo alemão, assegurando a devida conformidade constitucional:
  1. Condicionamento de acesso e sanções: nenhuma criança deve ser admitida em creches, escolas (públicas ou privadas), ATL ou colónias de férias sem o boletim de vacinação em dia. Caso seja detetada a ausência de vacinas, deve aplicar-se um prazo limite de três meses para regularização, sob pena de cancelamento da matrícula. Paralelamente, ao tornar o ensino presencial obrigatório e banir o ensino doméstico, os pais incumpridores devem ficar sujeitos a multas administrativas pesadas (a exemplo dos 2.500 euros aplicados na Alemanha).
  2. Abrangência a adultos e profissionais de risco: a obrigatoriedade vacinal deve estender-se a quem lida diretamente com populações vulneráveis - pessoal médico, trabalhadores de hospitais e lares, professores e funcionários de creches ou centros de acolhimento. A ausência de imunização deve proibir a contratação ou motivar a suspensão de funções.
Cabe ao Estado Português atuar legislativamente antes que a permissividade jurídica continue a expor a comunidade a riscos evitáveis.

Ler mais:

Existe uma relação direta entre ecossistemas da machosfera e o movimento antivacina

Existe uma relação direta e documentada entre os ecossistemas da machosfera e o movimento antivacinas, uma convergência que é ilustrada na perfeição pelo conteúdo da imagem associado a Andrew Tate. Esta ligação assenta sobretudo na partilha de uma visão do mundo profundamente cética em relação às instituições estabelecidas e numa narrativa de resistência individual.

O principal ponto de contacto entre estas duas subculturas é a rejeição do que apelidam de "sistema" ou a Matrix. Tanto os grupos da machosfera como os ativistas antivacinas partilham a premissa de que os governos, os meios de comunicação social e a comunidade científica manipulam a população para manter o controlo. A metáfora da red pill - a ideia de tomar a pílula vermelha para "despertar" para a verdade oculta - é amplamente utilizada em ambos os universos, criando um terreno fértil para que teorias da conspiração sobre a saúde pública encontrem adesão junto de audiências que já desconfiam das narrativas oficiais.

Além disso, a cultura do fitness, da masculinidade dita "Alfa" e do biohacking, muito presente na machosfera, promove uma obsessão pela pureza biológica e pela autonomia física. Neste contexto, as vacinas são frequentemente retratadas como intervenções externas desnecessárias ou até prejudiciais à virilidade, à fertilidade e aos níveis naturais de testosterona. O cumprimento de orientações sanitárias ou a aceitação de vacinas é por vezes associado a traços de passividade, fraqueza ou submissão, enquanto a recusa é vendida como um ato de força, independência e rebeldia masculina.

Por fim, os próprios algoritmos das plataformas digitais facilitam esta sobreposição. Um utilizador que consome conteúdos sobre masculinidade tradicional ou conselhos de sedução é frequentemente direcionado para círculos de desinformação médica, teorias conspiratórias e políticas de extrema-direita.

Figuras influentes deste meio aproveitam estes tópicos fraturantes para gerar controvérsia, aumentar o envolvimento nas redes sociais e reforçar a sua imagem de líderes destemidos que desafiam o consenso geral.

Who is Andrew Tate?

Referências Bibliográficas
Ler mais:

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Pintura- Piet Mondrian (1872 - 1944)

Farmhouse with Wash on the Line, ca.  1897  

Piet Mondrian (1872-1944) foi um pintor holandês que despontou no começo do século XX e a sua obra virou um símbolo poderoso da modernidade.

Pieter Cornelis Mondrian, conhecido como Piet Mondrian, nasceu em Amersfoort, Holanda, no dia 7 de março de 1872. Filho de um pastor cresceu num ambiente extremamente religioso.

Em 1892 ingressou na Academia Real de Artes de Amsterdão. Quando era iniciante pintava paisagens, mas já revelava uma inquietação peculiar ao moldar a natureza, os moinhos e as igrejas com uma visão geométrica do mundo.

As suas obras mais antigas seguiram o estilo da Escola de Haia e dos impressionistas de Amsterdão. Por volta de 1909 começou a pintar num estilo mais abstrato. Ao longo dos anos, objetos e paisagens foram-se decompondo em traços básicos. Para Mondrian o mínimo era o máximo. “Na natureza, a superfície das coisas é bela, mas sua imitação é sem vida”, dizia ele.

Na base da pintura de Mondrian estava uma utopia de fundo religioso. Ele era entusiasta da Teosofia - doutrina esotérica criada pela russa Madame Blavatsky. Como fruto da filosofia humanista e espiritual sincrética extraiu a noção de que por baixo da matéria, uma engrenagem básica constituiria a essência do mundo.

Ao abraçar a abstração continuou pintando flores, símbolo universal feminino para a Teosofia (também as pintava porque ninguém comprava as suas telas abstratas).

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Nazi hippies: when the New Age and Far-Right overlap



Last week, there were rallies in London, Berlin and LA against lockdown measures, and what was noticeable was they attracted both New Agers and far-right groups. I’ve written about this overlap before — how both the New Age and the far right (and left) are drawn to conspiracy theories.

We’ve seen this overlap with the fastest-spreading conspiracy theory — Qanon, which insists that an evil cabal of Hollywood celebs and liberal politicians (led by Tom Hanks and Hillary Clinton) are child-eating Satanists who control the world. Luckily, a secret government source called Q (who leaves cryptic comments on the website 8Chan) is gathering together a patriot army to fight back and support president Trump, who is a genius sent by God to defeat the evil cabal and usher in a new Age of Love.

This conspiracy theory, which would be a terrible movie plot, is surprisingly popular around the world and is beginning to influence American politics, to the extent that Congress is now debating a bipartisan bill to condemn it. And the Qanon cult has proved popular with both the Far Right and New Age influencers (here is an excellent podcast episode on how Qanon funnels New Agers into far-right thinking).

Some people are astounded that New Age hippies could have any overlap with extremist conspiracy politics. But it happens. This week, I want to look at another period when the New Age overlapped with far-right politics, with disastrous consequences for the world — Germany in the 1920s and 30s.

Fascism and the occulture

After the trauma of defeat in World War One and the despair of the depression [think Iraq War and 2008 financial crisis], Germany experienced a big occult revival. Germans turned to magical solutions for their problems, and that brought the ‘occulture’ into the mainstream.

The occulture is a sort of petri-dish of magical and alternative ideas — alternative medicine, eclectic spirituality, nature-mysticism and ecology, magic, drugs, conspiracy theories and — sometimes — radical politics. The occulture is by no means all bad (I’m a part of it) but it can be a breeding ground for millenarian and sometimes extremist politics.

Nazism emerged from this occulture, which in 1920s and 30s Germany took a very nationalist or ‘Volkisch’ colour — occult theories blended with Nationalist, anti-democratic and racist myths, as they are doing again today.

Leading Nazis like Heinrich Himmler and Rudolf Hess were hugely into New Age / occult spirituality. Reading about the sort of bonkers stuff they were into, it’s hard to believe they ever seized power and ran a country (then again, Trump’s team included Steve Bannon, whose favourite philosopher is occult thinker Julius Evola, also popular with 1930s fascists).

Here’s some of the New Age stuff leading Nazis were into:

a) Astrology

Germany’s two largest astrological organizations endorsed the Nazi party, as did Erik Jan Hanusson, the country’s leading astrologer. The Nazi regime also approved a Working Community of German Astrologers. Rudolf Hess and Himmler were both obsessed with astrology — Himmler hired several astrologers to try and find Mussolini when the Italian leader disappeared. The Nazis also created a ‘working group on cosmo-biological research’ within Goebbels’ Reich Chamber of Culture. Goebbels was fascinated by Nostradamus’ prophecies, which he thought predicted Nazi success — he organized propaganda campaigns to spread these prophecies in enemy countries.

b) Dowsing / divining

The Nazis backed an organization called the Society for Scientific Pendulum Research (GfWPF) to explore dowsing using a pendulum. In 1934, Hitler hired Germany’s most famous dowser, von Pohl, to police the Reich Chancellery for harmful death rays. German U-boat captain Hans Roeder created a Pendulum Institute to try and help the Germany Navy win the war in the Atlantic. Day after day dowsers were forced by the SS to stand ‘with their arms stretched out across the nautical charts’ just in case the pendulum made the slightest movement. It had no success.

c) Ley lines

Himmler’s SS conducted extensive research into subterranean geomantic energies and ley lines. Some projects included ‘Atlantian-Germanic Circles’, ‘triangles of Spirit’, and the ‘Aryan pentagram’.

d) Alternative medicine

Hitler, Hess, Himmler and many other leading Nazis were into alternative medicine, organic and vegetarian diets, homeopathy, anti-vaxxing, and natural healing. Hess, the deputy Fuhrer, opened a centre for alternative medical practices in Dresden in 1934. Himmler, meanwhile, supported alternative medicine — such as using plant extracts to heal cancer — and authorised experiments prisoners in concentration camps for this research.

e) Parapsychology

The first ever institute devoted to parapsychology research — the Paracelsus Institute — was set up under the Nazis, at the Nazi-founded Reich University of Strasbourg. The Nazis also set up an Institute for Occult Warfare.

f) Wholeness / Holism / Whole Earth / Eco-fascism

The Nazis, like many other Germans, were fascinated by holism, by the idea of ‘wholeness’ for the individual and for society — as a way of healing the divisions caused by rationalism, materialism, industrialism, and military defeat. This quest for wholeness led them to a sort of early environmental holism — they passed legislation to protect forests and rivers, and moved to ban experiments on animals (while authorising experiments on camp prisoners).

Greens today who think all we need to save the world is a ‘paradigm shift’ to an ecocentric world-view should realize you can hold such a view and also be a fascist. This is Ernst Lehmann, a Nazi professor of botany:

We recognize that separating humanity from nature, from the whole of life, leads to humankind’s own destruction and to the death of nations. Only through a re-integration of humanity into the whole of nature can our people be made stronger…This striving toward connectedness with the totality of life, with nature itself, a nature into which we are born, this is the deepest meaning and the true essence of National Socialist thought.

This eco-bio-politics, in which humans are an animal like any other, led in the Nazis’ case to eugenics — as with any other animal, the weak and sick specimens should be killed, and superior breeds (ie the Aryan race) should be protected against invasive species (Jews).

The Nazis were also huge fans of organic farming and of Rudolf Steiner’s biodynamic agriculture, which sees farming as a mystical communion with the land and its spirits / energies. Several leading Nazis supported this theory, and Himmler authorized experiments on it using slave labour in concentration camps.

They also promoted forms of nature-mysticism and nature-worship, as well as championing pre-Christian pagan rites like solstice festivals. To find out more about the Nazis’ eco-fascism, read this .

g) Mind-altering drugs

The Nazi government sponsored research into the use of mind-altering drugs to improve soldiers’ performance, and backed the widespread use of methamphetamine by soldiers to keep morale high. They also were the first government to back psychedelic research, experimenting with mescaline on camp inmates to see if it could be used to break their will.

h) Occult theories

Many Nazis were influenced by variants of Theosophy, an occult ‘spiritual science’ which emerged in the late 19th century, and which put forward a spiritual theory of evolution, in which humans’ spiritual progress is guided by ‘hidden masters’ via successive races. Theosophy was also popular with progressives, but its racial and authoritarian aspects attracted those on the Right.

The Nazis were drawn to German varieties of Theosophy, such as Ariosophy and ‘World Ice Theory, which were anti-democratic, and which saw the Aryan race as spiritual superbeings, locked in a cosmic war with subhuman races. These theories suggested that other races, such as Tibetans or the Brahmin class in India, were really Aryans — and the Buddha was actually a blond-haired ‘Nordic’.

This gave Nazis a license to indulge their fascination with eastern religions — Himmler always carried a copy of the Bhagavad Gita and encouraged his SS officers to practice yoga, seeing them as the modern descendants of the Indian warrior caste. He also sent an expedition to Tibet to meet the Dalai Lama and explore Tibetan magic.

i) Hitler as Guru
Hitler selling his fantasy of German supremacy. It rapidly fell apart when it came into contact with reality, but that didn’t stop him leading Germany into a death spiral.

If this all makes Nazis sound a bit like a New Age cult, then Hitler was very much its authoritarian guru. He was an enthusiastic reader of texts on magic and the occult, such as Ernst Schertel’s 1923 book, Magic: History, Theory, Practice, in which Hitler underlines passages like:

‘The man with the greatest force of imagination commands the world and creates realities according to his will instead of being the slave of an unsubstantial, bodiless empiricism.’ [This reminds me of Trump, a fan of the occult movement New Thought, in which reality is whatever you will it to be.]

Numerous Germans compared Hitler to a magician, a hypnotist, a medicine-man, who cast a spell on his listeners in his rally speeches. One German, Kurt Ludecke, recalls that after hearing Hitler, his ‘critical faculty was swept away’ by the ‘intense will of the man…. I experienced an exaltation that could be likened only to a religious conversion. I felt sure that no one who had heard Hitler that afternoon could doubt that he was a man of destiny, the vitalizing force in the future of Germany.’

His followers attributed occult powers to Hitler of insight, prophecy and infallibility, much like the more fanatical followers of Trump suggest he is playing ‘4 dimensional chess’, so that even his mispelt tweets contain occult wisdom.

In fact, Hitler was completely incompetent at the management of the war, rejecting expertise and relying on his own supposedly infallible intuition — he decided to invade Poland after seeing the Northern Lights and taking it as an omen. As with Trump, this magical ignorance infuriated his generals, and cost many lives (In Trump’s case, so far, tens of thousands, in Hitler’s case, many millions).

Like other gurus, Hitler was a malignant narcissist, willing to lead the entire nation to death and destruction rather than back down and admit his magical prophecies of a thousand-year Reich were fantasy.

j) Conspiracy theories and the cosmic battle between Us and Them

Finally, Hitler and his fellow Nazis sold the German people a simplistic supernatural fantasy and conspiracy theory, in which all their problems were caused by a hidden global elite of monsters / vampires / demons — ie the Jews — but the magical light-warriors of the Nazi party would defeat them in a cosmic battle, ushering in a golden age of peace and love. The Nazis fully bought into conspiracy theories themselves, like the Protocols of the Elders of Zion, which Hitler believed were genuine, but which were actually written and disseminated by Russian intelligence in around 1900, to foster anti-Jewish sentiment.

Doesn’t this sound like Qanon to you? All our problems are caused by a hidden Satanic elite — not a race, this time, but a secret cabal made up of demonic liberals from Hollywood, the Democratic Party and the Deep State. In the darkness, they perform their monstrous blood-rituals on children. But Trump, Q and a few other heroes will defeat these monsters, liberate enslaved humanity, and usher in a glorious age of peace and love. But for that to happen, democracy must be suspended and there must be awful bloodshed and retribution. ‘Now comes the pain’, as foaming Qanoners put it. A bloody purge is necessary. The demons need to be exorcised. Only then will there by Love and Unity. Any anti-Trump information is planted by the ‘lying press’ (a favourite Nazi term).


It’s an End of Days death cult, like Isis, like Nazism, like the Jim Jones cult. It is radicalizing people and ruining their lives through social media — people you may know and love, like the woman from Texas arrested last month for attacking various passers-by in her car because she said they were paedophiles. Her social media feed was full of Qanon posts about Satanists trafficking children. She’d been red-pilled, and is now going to prison.

It’s not clear who is behind the Q posts. A good theory is its Jim Watkins, the owner of 8Chan, where Q posts (if you were a deep state mole, would you post on a chatboard mainly used for Japanese porn?) Whoever is it, Trump allies like disgraced general Michael Flynn have openly supported it, and Trump — when asked about it last week — said Qanoners were patriots. This is a movement condemned by the FBI for fostering domestic terrorism. It is a fascist delusional fantasy, eagerly spread by Russian state trolls, that threatens Western democracy. Any sane Republicans should condemn it, and if a friend posts Q stuff on social media, let them know where the path leads. They might not go all the way down that path but they might unwittingly help others to do so.

However, we shouldn’t kid ourselves that this sort of toxic magical thinking only happens on the far-right. You can also find aspects of it on the far-left, in totalizing Us versus Them narratives like the idea all white people are racist, or all men hate women, or conspiracy theories that a secret cabal of Big Money (ie Jews) is destroying the planet. Black Lives Matter has at its heart an eminently fair and reasonable demand — the American police should be less trigger-happy in its policing, particularly of black communities. But it also occasionally turns into cultish thinking and witch hunts, particularly among white liberals, where unless you adopt the right terminology, read the right books, make the right ritualistic confession of your latent racism, you are evil.

As in Weimar Germany, there is a general occult revival happening at the moment — occult feminists, occult anti-racists, occult environmentalists…Faith, magic and spirituality can infuse many forms of politics. But the ecstatic needs to be balanced with the pragmatic, the rational, and with respect for law and democratic process.

I am not claiming that New Age spirituality inevitably leads to extremist politics. There are plenty of New Age centrist liberals, who are open to ecstatic experiences and non-materialist metaphysics, and also into critical thinking and democratic processes. I try to achieve that balance myself.

What I am saying is we shouldn’t be bewildered by the present overlap between the New Age and extremist conspiracy thinking. It’s happened before.

Sources:

There’s quite a few junk or semi-junk books on Nazis and the occult, but I drew on Eric Kurlander’s Hitler’s Monsters (which has had both good and bad reviews) and Nicholas Goodrich-Clarke’s The Occult Roots of Nazism, as well as Norman Ohler’s Blitzed.

For QAnon research I drew on the Qanon Anonymous podcast, which is great , and also read some Qanon books from Amazon (like the awful ‘Qanon: Invitation to the Great Awakening). This is a good piece, by Martin Winiecki — ‘6 reasons so many spiritual people have been fooled by Qanon’. The Conspirituality podcast is also worth a listen. And this 1995 New Statesman piece by Matthew Kalman — ‘New Age Nazism’ — was prophetic.

Finally, check out new book Breaking Open: Finding a Way Through Spiritual Emergency. I talk about it here. It has stories by contributors to help people navigate through chaotic times without falling into simplistic paranoid narratives. I also write a weekly free newsletter which you can sign up for here.

domingo, 22 de setembro de 2019

Blavatsky, ONU e Democracia



Nem sempre o público percebe com facilidade qual é a relação entre o movimento teosófico e a democracia. Alguns estão desinformados a respeito da posição da filosofia esotérica diante de fenómenos como o nazismo, o fascismo e outras formas de ação autoritária.
 
Para obter uma perspectiva mais clara da questão, será útil recordar certos fatos básicos da história. Eles nos fornecem pistas sobre a misteriosa ligação dinâmica entre o trabalho de H. P. Blavatsky no século 19 e a situação humana na primeira parte do século 21. Há “coincidências” interessantes e alguns indícios numerológicos que podem ser organizados em cinco itens. 
 
1) Helena Blavatsky construiu a base conceitual de uma fraternidade universal da humanidade que é inseparável do sentimento de respeito em relação a cada povo, cada cultura e cada indivíduo. No plano oculto, não é mera coincidência o fato de que o  final da Segunda Guerra Mundial na Europa e a vitória dos países democráticos contra o nazismo são celebrados  exatamente no mesmo dia em que a sra. Blavatsky encerrou a sua encarnação. A fundadora do movimento esotérico moderno morreu em 8 de maio de 1891. A Guerra na Europa acabou em 8 de maio de 1945. 
 
2) Harry Truman, o presidente dos EUA que liderou os momentos finais da Segunda Guerra Mundial, nasceu precisamente a 8 de Maio, em 1884. Ele foi o 33º presidente. 
 
3) O movimento teosófico foi fundado em 1875, na cidade de Nova Iorque. A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, exatamente sete décadas ou setenta anos depois. A sede está estabelecida em Nova Iorque. Isto é, na mesma cidade onde o movimento teosófico foi fundado. 
 
4) A Carta das Nações Unidas começa com uma vigorosa proclamação do primeiro objetivo do movimento teosófico – a Fraternidade Universal.  Embora esteja longe da perfeição, o movimento teosófico é uma semente de fraternidade universal, do mesmo modo que a ONU é um instrumento da sua germinação no plano visível e externo. É inútil acusar uma muda de árvore de não ser uma árvore adulta. 
 
5) A criação do movimento teosófico em 1875 serviu como um modelo oculto ou arquétipo para a ONU, mas a concepção do movimento não foi um processo inteiramente novo. Os EUA, como país, foi uma profunda fonte de inspiração para a estrutura do movimento teosófico.  
 
HPB escreveu: 
 
“Nascida nos Estados Unidos, a Sociedade foi constituída seguindo o modelo do seu país natal.  Este último, omitindo da sua Constituição o nome de Deus para que isso não fosse um dia um pretexto para se fazer uma religião de estado, oferece igualdade absoluta nas suas leis para todas as religiões. Todas elas apoiam o Estado e são por sua vez protegidas por ele. A Sociedade, modelada de acordo com esta Constituição, pode ser corretamente chamada de ‘uma República de Consciência’.” [1] 
 
Por isso,  se de vez em quando as políticas do governo dos EUA refletem aspectos negativos do atual carma humano,  e parecem em muitos aspectos erradas e injustas, pode ser sábio deixar que passem mais alguns séculos –  talvez mais alguns milhares de anos –  antes de ficarmos muito frustrados.  
 
Enquanto isso, podemos tomar conta da nossa própria e até certo ponto precária “República de Consciência”,  o movimento teosófico, a futura árvore de fraternidade universal. Estaremos  cumprindo o nosso próprio dever da melhor forma possível? Somos uma saudável fonte coletiva de inspiração para o resto do reino humano? Estamos nós livres de “reis”, “papas”, “bispos” – e “candidatos a estes papéis”,  no movimento teosófico como um todo? 
 
Não existe, provavelmente, separação oculta entre os diferentes grupos teosóficos, nesta “república de consciência”.  E  esta ausência de separação interna cria uma responsabilidade comum para cada um e para todos os estudantes de teosofia.  
 
Essa responsabilidade pode incluir uma parte significativa do destino da humanidade nas próximas décadas e nos séculos que virão. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Essential Teachings of Helena Blavatsky and Rudolf Steiner


Allen Pittman e Bryan Lynch fazem uma revisão dos ensinamentos essenciais de duas figuras históricas: Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, especializada nos ensinamentos do Oriente (particularmente o budismo esotérico), e Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia, especializado nos ensinamentos do Ocidente (particularmente o cristianismo esotérico). Ambos trabalharam em conjunto e separadamente para incorporar os ensinamentos da Nova Era.

Esta palestra foi apresentada à Rede de Fóruns GBH pela Sociedade Teosófica de Atlanta, uma loja local filiada na Sociedade Teosófica da América e na Sociedade Teosófica Internacional (Adyar). A Sociedade Teosófica é uma organização mundial fundada em Nova Iorque, a 17 de novembro de 1875. A Sociedade procura unir as pessoas; conciliar as religiões, as filosofias e as ciências do Oriente e do Ocidente; e aumentar a consciência da Realidade Interior presente em cada ser humano

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

A Natureza na Teosofia


Palestra A Natureza na Teosofia- 23 de Março de 2007
Obras de alguns dos grandes representantes da Teosofia, como Helena Blavatsky, C. W. Leadbeater e Annie Besant, foram traduzidas em português por um dos maiores nomes da nossa cultura, Fernando Pessoa, cuja poesia sofre também alguma influência dessa corrente de pensamento. Outros vultos da cultura mundial, como o grande músico russo Alexander Scriabine, o escritor D. H. Lawrence e o poeta Yeats, os pintores Mondrian e Kandinsky, foram igualmente influenciados pela Teosofia. A forma como a Teosofia vê a Natureza é o tema da terceira sessão do ciclo A NATUREZA NAS FILOSOFIAS E RELIGIÕES.
Para Saber Mais
Blavatsky Foundation

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Breve análise astrológica do Bioterra


Conheci o blogue Postais da Novalis através de pesquisas que também faço na área de Espiritualidades e Educação Ambiental: Deepak Chopra; Osho, etc...
Fiquei encantado com o blogue, em si - seriedade, profundidade, rigor nas referências bibliográficas. Também fiquei impressionado pelo enorme esforço dessa equipa em produzir materiais em português nestas áreas.
Resolvi intervir, deixando um comentário de elogio e incentivo e ontem já fui notícia: BioTerra - Um blogue muito útil à comunidade Cova do Urso!
Nesse comentário tinha lançado ainda um desafio. António Rosa, principal autor do blogue e membro da equipa Anjo Dourado correspondeu prontamente ao meu desafio e passo a transcrever, na íntegra, a análise que elaborou.

"Em resposta a um post, o João Soares deixou este desafio no meu blogue: seria interessante avaliar no meu blogue BioTerra em termos da presença de características/traços de um virginiano. Como sou bem mandado, com todo o respeito e atenção que este blogue e o seu autor me merecem, cá estou a tentar demonstrar porque acho que este sítio é bem virginiano.

Virgem, regido pelo planeta Mercúrio, é um signo mutável do elemento Terra e apresenta estas características básicas: são diligentes, estudiosos, analíticos, exigentes, metódicos e muito humanos e com uma enorme capacidade de síntese.

O seu autor, entre muitos modelos (templates) escolheu um que tivesse fundo claro, bastante amplo para caberem textos mais extensos e com um cabeçalho em azul. Um signo mutável escolheria estas características. Precisa de ar para respirar. Significa igualmente que aqui não existe um dos lados negativos de Virgem: a mesquinhez. Isso não existe aqui. O oposto, sim. Generosidade, amplidão, cores claras.

O elemento Terra está bem presente, eu diria, omnipresente neste blogue. No título do blogue. Nas cores dos textos: preto, castanho, verde. São as cores predominantes do elemento. As fontes usadas são grossas, para permitirem boa leitura, portanto, pensando nos leitores, outra característica generosa do regente do signo.

A bibliografia que acompanha os posts é excelente. Completa, detalhada, minuciosa. Os temas tratados pertencem à natureza especializada do blogue e não é isso que o faz ser um blogue virginiano. É sim, na organização, no método de arrumação e sobretudo, na incrível quantidade de informação útil a nível de links. Imensos e variados. É quase um directório. Excelente para qualquer investigador. Nas imensas horas pacientemente consumidas a criar esta informação.

Destaques do Bioterra, Terra viva, Estrutura da terra, Terra cósmica, Terra microcósmica, Paleoterra, Terra urbana, Terra justa, etc., etc. Absolutamente deslumbrante em organização, metodologia, pormenorização, amplidão de informação. Isto é Virgem. Como pormenor gentil, possui um informador sobre temperatura ambiente para jardins e imensos, além de imensos links com logótipos, o que demonstra uma séria capacidade de intervenção cívica.

Sou do signo Gémeos, pelo que partilho o mesmo planeta regente. Além disso possuo Saturno em Virgem, o que me levou a apreciar muito este blogue, pelas razões acima expostas. Por isso, fiz um linque na minha secção Outros blogues.

Não devo alongar-me mais, para não ocupar espaço que os outros também necessitam."

Um abraço. Caro António Rosa, revejo-me completamente!! E estou profundamente agradecido. É na realização de Utopias que nos fazem seres mais completos.
Um abraço amigo

Novalis - Hinos A Noite | PDF no Scribd
Novalis: Os "Hinos para a Noite" (análise e texto) | Academia.edu