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quinta-feira, 12 de março de 2026

Viktor Orri Árnason - Hino da Terra


Snæfellsnes é uma península no oeste da Islândia, conhecida pelas suas paisagens dramáticas e pelo glaciar Snæfellsjökull.
No âmbito do projeto “Our Common Nature” de Yo-Yo Ma, Viktor Orri Árnason compôs “Earth Hymn”. Filmado ao vivo à sombra do glaciar Snæfellsnes, com Yo-Yo Ma e um pequeno coro a cantar palavras retiradas da antiga poesia islandesa - este é um apelo ao mundo desde a orla de um planeta em mudança.
Esta é uma peça profundamente evocativa, inspirada na mitologia nórdica e na urgência climática atual. O texto original em nórdico antigo provém do Völuspá (A Profecia da Vidente), um dos poemas mais importantes da Edda em Verso.

I. O Renascimento
Sér hún upp koma
öðru sinni
jörð úr ægi
iðjagræna.
Falla fossar,
flýgur örn yfir,
sá er á fjalli
fiska veiðir.

Vê ela erguer-se, uma segunda vez,
a terra do oceano, de um verde exuberante;
caem as cascatas; sobrevoa a águia,
aquela que, no monte, captura o peixe.

II. A Morada de Ouro
Sal sér hún standa
sólu fegra,
gulli þaktan
á Gimlé.
Þar skulu dyggvar
dróttir byggja
og um aldurdaga
yndis njóta.

Vê ela um salão erguido,
mais brilhante que o sol,
coberto de ouro, em Gimlé:
ali habitarão as gentes honradas,
e para todo o sempre desfrutarão da alegria.

Notas Curiosas para Contexto
  1. Gimlé: na mitologia nórdica, é o lugar mais alto e belo, destinado a sobreviver ao Ragnarök (o fim do mundo). É o refúgio da luz.
  2. "Gentes honradas" (Dyggvar dróttir): a tradução de righteous people em Portugal ganha um peso ético e comunitário, remetendo para aqueles que vivem com integridade.
  3. O simbolismo: a imagem da águia a pescar no monte simboliza uma natureza que recuperou o seu vigor e abundância originais.
Créditos:
Viktor Orri Árnason, maestro e compositor
Yo-Yo Ma, violoncelo
Maria Konráðsdóttir - soprano, Hildigunnur Einarsdóttir - mezzo-soprano, Eyjólfur Eyjólfsson - tenor, Fjölnir Ólafsson - barítono, Philip Barkhudarov - baixo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Mais umbigos que cabeças

This Incredible Map Tool Reveals Just How Much the Mercator Map Distorts the World [aqui]

Os provérbios são a nossa enciclopédia de bolso, e quando acordamos para o dia com as más notícias do dia anterior convém saber que "deus é grande e o mundo é pequeno". Tão pequeno que cabe num guardanapo. Era esse mesmo o significado que o latim atribuía à palavra mapa, sinónimo de toalha, lenço ou trapo. E era também mapa que chamavam ao pedaço de lona que, no silêncio expectante do circo, dava o sinal de largada para as corridas de bigas, também utilizadas como carros de guerra, como se aqueles cavalos fossem galopar pelos confins, a galgar fronteiras. Foi na superfície dessas telas que os romanos desenharam os limites do universo conhecido.

Os mapas retratam o melhor e o pior da nossa espécie: a curiosidade sôfrega e inquieta, a fome de descoberta, mas também vaidade agressiva e a sede de conquista e dominação. Os mapas fascinam porque contam histórias e revelam paixões. Mas são também os mapas que constroem nossa visão do mundo. As razões pelas quais o Norte nos aparece sempre virado para cima não são científicas, mas estratégicas e até ideológicas: o alto tem conotações positivas, enquanto o baixo é menosprezado. Associamos a pobreza aos países do Sul e a prosperidade aos países do Norte. A famosa imagem da Terra obtida pela Apollo 17, em 1972 -aquela bola azul, em forma de berlinde - foi rodada para efeitos de publicação, pois só sabemos ler o planeta posicionado dessa forma. No entanto, durante séculos o Leste costumava ocupar a posição superior, porque a luz vem do Oriente, lá onde nasce o dia.

Os mapas contam verdades, mas também algumas mentiras. São atlas das mentalidades, medos e ambições das sociedades que os inventaram. Todos sabemos que a terra é aquela bola redondinha, mas a projeção cartográfica mais utilizada ainda hoje, conhecida como Mercator, esconde distorções interessadas. Tão interesseiras como aquela que, em Tordesilhas, levou o nosso D. João II a reclamar como limites da expansão portuguesa as 360 léguas para lá de Cabo Verde. Foi esse desvio no meridiano do mapa do Tratado que permitiu a Portugal explorar as terras onde hoje se encontra o Brasil. Vistos daqui, os mapas-múndi que navegamos com a ponta dos dedos retratam um Ocidente enorme e central, sobredimensionado num hemisfério Norte que ocupa dois terços e relega o Sul a um minúsculo terço inferior. Não é essa, porém, a visão dos mapas que se estudam nas escolas orientais, onde a China e o Japão ocupam posição central, ou nas australianas onde os mapas retratam o nosso mundo de pernas para o ar.

Desde que se começámos a traçar geografias em guardanapos, tendemos a acreditar que somos e estamos no centro do mundo. Ao longo da história, muitos povos sofreram dessa miragem imprópria para habitantes de um planeta esférico. Segundo os gregos antigos, Zeus soltou duas águias nos confins do universo para saber onde ficava o centro da Terra. Inevitavelmente, as aves encontraram-se em Delfos, lugar marcado para a posteridade na pedra oval a que chamaram de "omphalus", ou seja, umbigo - da mesma forma que os chineses da época se julgavam o "império do meio". Ambos acreditavam ser o núcleo cartográfico do Universo e a única cultura civilizada, cada qual a julgar-se no epicentro de tudo. E talvez seja por isso que o mundo ainda tem mais umbigos do que cérebros. O delírio megalómano tem muitas vezes cinzelado geografias a golpes de invasão, guerra e dominação, em nome de purezas remotas e nações triunfantes. A história prova, porém, que pensamento e ciência resultam do cruzamento dos povos, em rotas de viagens, encontros e trocas. Na verdade, aprendemos sobre nós mesmos quando ousamos olhar outras paisagens e ouvir outras vozes. Só os outros nos dizem quem somos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Sérgio Godinho - A vida é feita de pequenos nadas


[Verso 1]
(Segunda-feira 
trabalhei de olhos fechados 
na terça-feira 
acordei impaciente 
na quarta-feira 
vi os meus braços revoltados 
na quinta-feira 
lutei com a minha gente 
na sexta-feira 
soube que ia continuar 
no sábado 
fui à feira do lugar 
mais uma corrida, mais uma viagem 
fim-de-semana é para ganhar coragem) 

[Refrão]
Muito boa noite, senhoras e senhores 
muito boa noite, meninos e meninas 
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas 
enfim, boa noite, gente de todas as cores 
e feitios e medidas 
e perdoem-me as pessoas 
que ficaram esquecidas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Somos tantos a não ter quase nada 
porque há uns poucos que têm quase tudo 
mas nada vale protestar 
o melhor ainda é ser mudo 
isto diz de um gabinete 
quem acha que o casse-tête 
é a melhor das soluções 
para resolver situações 
delicadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Repete [Verso 1] e [Refrão]

E o que é certo 
é que os que têm quase tudo 
devem tudo aos que têm muito pouco 
mas fechem bem esses ouvidos 
que o melhor ainda é ser mouco 
isto diz paternalmente 
quem acha que é ponto assente 
que isto nunca vai mudar 
e que o melhor é começar a apanhar 
umas chapadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco 
quem o diz não vale mesmo nada 
porque não julguem que a gente 
vai ficar aqui especada 
à espera que a solução 
seja servida em boião 
com um rótulo: Veneno! 
é para tomar desde pequeno 
às colheradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas.

A música 'A Vida É Feita de Pequenos Nadas', tema do álbum "Pano Crú" (1978) de Sérgio Godinho é uma reflexão poética sobre a rotina diária e as desigualdades sociais. A letra começa descrevendo a semana de trabalho de uma pessoa comum, com dias que se repetem em um ciclo de cansaço e luta. A repetição dos dias da semana simboliza a monotonia e a exaustão do trabalho quotidiano, onde cada dia parece uma batalha a ser vencida.

No refrão, Godinho saúda diversas pessoas, independentemente de suas origens ou condições, e reforça a ideia de que a vida é composta por pequenos momentos e detalhes. Essa saudação inclusiva sugere uma união entre todos, independentemente das diferenças, e destaca a importância de valorizar os pequenos gestos e momentos que compõem a vida.

A música também aborda a desigualdade social, criticando aqueles que possuem quase tudo às custas dos que têm muito pouco. Godinho denuncia a indiferença e a opressão dos poderosos, que preferem silenciar as vozes dos oprimidos. A letra sugere que a mudança é difícil, mas necessária, e que a passividade não é uma solução. A metáfora do 'veneno' servido desde pequeno representa as ideologias e sistemas que perpetuam a desigualdade e a injustiça.

'A Vida É Feita de Pequenos Nadas' é uma canção que mistura crítica social com uma mensagem de esperança e resistência. Sérgio Godinho, conhecido por suas letras engajadas e poéticas, utiliza sua música para provocar reflexão e incentivar a valorização dos pequenos momentos que, juntos, formam a essência da vida.


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Lua e Melodias

"Na quietude da noite,
a Lua respira antiga sabedoria.
Entre os seus véus de prata,
canta melodias que só o silêncio entende.
O vento, monge errante,
percorre florestas como quem recita sutras.
Cada folha que vibra
é um sino despertando o agora.
Somos poeira luminosa,
um breve brilho na imensidão.
Mas, ao tocarmos a Terra com gentileza,
ela nos devolve eternidade.
A ecologia profunda nos sussurra
que nada vive sozinho — nem sonhos,
nem rios, nem pássaros, nem pedras, livros da Terra
E ambos os astros
dançam no mesmo tecido que nos tece.
E assim seguimos,
pequenos e vastos,
escutando o universo pulsar dentro de nós:
um coração que se inclina,
em reverência,
à delicada música de existir."
Joao Soares 26.11.2025

sábado, 15 de novembro de 2025

Foto e poema sobre as Árvores

Árvore
"Ficas ali, inteira,
como se soubesses algo que nós esquecemos.
O vento passa por ti
e tu respondes sem pressa,
um aceno leve, um sussurro de folhas
que não precisa traduzir-se.
A luz pousa nos teus ramos
como quem encontra casa.
Os pássaros chegam, partem,
e tu permaneces —
um gesto de permanência
num mundo que corre demasiado depressa.
Às vezes abraço-me ao teu tronco
e sinto qualquer coisa antiga,
quase uma respiração,
como se a tua vida entrasse um pouco na minha.
E penso:
talvez crescer seja isto —
abrir espaço no peito
para o que chega
sem medo do que fica."
Joao Soares, 15.11.2025

sábado, 18 de maio de 2024

Thich Nhat Hanh - A Poem on Peace and Compassion


"Let us be at peace with our bodies and our minds.
Let us return to ourselves and become wholly ourselves.
Let us be aware of the source of being,
common to us all and to all living things.

Evoking the presence of the Great Compassion,
let us fill our hearts with our own compassion- towards ourselves and
towards all living beings.

Let us pray that we ourselves cease to be
the cause of suffering to each other.

With humility, with awareness of the existence of life, and of the suffering that are going on around us,
let us practice the establishment of peace in our hearts and on earth."

Thich Nhat Hanh

sábado, 30 de dezembro de 2023

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Dia Mundial da Filosofia

"A maior descoberta da minha geração é que o ser humano pode alterar a sua vida alterando as suas atitudes." William James (Nova Iorque, 11 de janeiro de 1842 – Tamworth, 26 de agosto de 1910)


História
Este dia foi implementado na 33ª. Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que ocorreu de 3 a 21 de outubro de 2005, através da Resolução 37.

Objectivos
Ao celebrar o Dia Mundial da Filosofia a cada terceira quinta-feira de novembro, a UNESCO destaca o valor duradouro da ciência para o desenvolvimento do pensamento humano, cultura e indivíduos.

Neste ano, em 16 de novembro, a Unesco afirma que a filosofia é uma disciplina inspiradora e uma prática cotidiana que pode transformar sociedades. 

Sociedade mais tolerante e respeitosa
Ao possibilitar a descoberta da diversidade das correntes intelectuais no mundo, a ciência estimula o diálogo intercultural. Ao despertar as mentes para o exercício do pensamento e o confronto racional de opiniões, ela ajuda a construir uma sociedade mais tolerante e respeitosa. 

Para a Unesco, o seu estudo contribui para entender e responder aos grandes desafios contemporâneos, criando as condições intelectuais para a mudança.

No Dia Mundial da Filosofia, Unesco busca inspirar sociedade mais tolerante e respeitosa

Celebração
Neste dia, que a agência da ONU acredita ser para o exercício coletivo de pensamento livre, racional e informado sobre os principais desafios de nosso tempo, os parceiros são incentivados a organizar diversos tipos de atividades.

Eles podem ser diálogos filosóficos, debates, conferências, workshops, eventos culturais e apresentações em torno do tema, com a participação de filósofos e cientistas de todas as áreas das ciências naturais e sociais.

Ciências humanas
A Unesco explica que a filosofia, parte das humanidades, questiona todas as dimensões da vida humana. 

A agência aponta que sempre esteve intimamente ligada à filosofia, definida como uma "Escola da Liberdade" numa das suas principais publicações. 

Por meio do questionamento crítico, a filosofia dá significado à vida e à ação no contexto internacional.

A ligação entre filosofia e Unesco decorre da investigação sobre a possibilidade e condições necessárias para o estabelecimento de paz e segurança de longo prazo no mundo.

Por meio de seu trabalho intelectual, em diálogo com outras disciplinas das humanidades e ciências sociais, a filosofia contribui para respostas institucionais aos problemas de transformação social, refletindo o pluralismo de experiências e culturas ao redor do mundo.

As humanidades e a filosofia lidam não apenas com o legado tradicional derivado de culturas e tempos passados, mas também com os desafios que o mundo enfrenta atualmente: a pluralidade de identidades, línguas, migração, mudanças ambientais, pensamento crítico sobre teoria, ação e políticas. 

Esses legados e dinâmicas alimentam abordagens inventivas para a mudança social.

Links relacionados
Dia Mundial da Filosofia | UNESCO [en]
Dia Mundial da Filosofia | Organização das Nações Unidas [en]
Dia Mundial da Filosofia | Direção-Geral da Educação

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Anja Rozen - Os humanos tecem juntos

Anja Rožen, uma menina de 13 anos de Ravne na Koroškem, Eslovénia, tem uma visão de como é a paz. Anja deu vida a essa visão por meio de sua arte, ganhando o grande prémio no Concurso de Cartaz sobre a Paz do Lions Clubs International. Concurso Internacional Placat MIRU

O poster vencedor foi selecionado pela sua originalidade, mérito artístico e representação do tema do concurso, "Estamos Todos Conectados". O Lions Clube Slovenj Gradec patrocinou o concurso local que deu a Anja a oportunidade de participar deste evento global e partilhar a sua visão com o mundo.



Este desenho é de Anja Rozen, uma estudante da escola primária de 13 anos na Eslovénia, ela foi a vencedora do concurso internacional Plakat Miru.

Anja foi escolhida entre 600.000 crianças de todo o mundo. Veja a sua explicação:

"O meu desenho representa a terra que nos conecta e nos une. Os humanos tecem juntos. Se um desiste, outros caem. Estamos todos ligados ao nosso planeta e uns aos outros, mas infelizmente temos pouco conhecimento disso. Estamos tecidos um no outro. Outros tecem ao meu lado a minha própria história; e eu teço a deles."

This drawing is by Anja Rozen, a 13 year old primary school student in Slovenia. She was chosen from 600.000 children around the world to create a piece of art to show what peace looks like. She is the winner of the international Plakat Miru competition.

“My drawing represents the land that binds us and unites us.” Humans are woven together. If someone gives up, others fall. We are all connected to our planet and to each other, but unfortunately we are little aware of it. We are woven together. Other people weave alongside me my own story; and I weave theirs," said the young designer

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Para onde vais, Portugal?


Arrancou mais um ano político e, como tem sido apanágio dos últimos anos, a agenda política apresenta uma série de objetivos e desafios ambientais complexos, que urge alcançar, e que exigem um esforço concertado de todas as forças vivas do País, incluindo governo, empresas e cidadãos.

Se levarmos em linha de conta o passado recente, em termos de política ambiental, não se auguram bons ventos para a concretização de uma efetiva agenda ambiental para o país. O que dizer do incumprimento, ano após ano, das metas de reciclagem de resíduos; da lei dos solos que não vê a luz do dia; da lei de bases do clima que nunca mais é regulamentada, documento fundamental de toda a estratégia ambiental do país; da aprovação do Simplex Ambiental, que apresenta a regulamentação ambiental como um empecilho ao desenvolvimento, ou mesmo do licenciamento, pouco claro, da exploração de lítio no país, entre muitos outros exemplos.

Há que reconhecer que o país já tem muito trabalho desenvolvido em termos de legislação ambiental, no entanto, e de uma forma geral, falta um maior compromisso na sua implementação e fiscalização. O Governo português tem implementado um conjunto de medidas para promover a preservação e proteção do ambiente, como o Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (PNAAC), o Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC2050), o Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), o Roteiro Nacional para a Adaptação 2100, o Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC) só para mencionar alguns. No entanto, fica sempre no ar um sentimento de resultados medíocres, pouco conseguidos, face aos objetivos traçados.

O facto é que o País enfrenta uma série de desafios ambientais incontornáveis, onde se destaca, a adaptação às alterações climáticas, a neutralidade carbónica, a diminuição da poluição nas suas diversas formas e o uso insustentável dos recursos naturais.

As alterações climáticas já estão a ter um impacto significativo em Portugal, nomeadamente no aumento da frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos (seca prolongada, cheias e ondas de calor). É necessário adaptar-se aos impactos das alterações climáticas, investindo em infraestruturas resilientes e desenvolvendo planos de adaptação. Portugal comprometeu-se em atingir a neutralidade carbónica até 2045, antecipando-o em 5 anos, mas a verdade é que existe um longo caminho a percorrer. É necessário acelerar a transição energética, para uma economia neutra em carbono, investindo em energias renováveis, eficiência energética e mobilidade sustentável. A poluição é um problema ambiental que afeta todos os ecossistemas em Portugal, sendo necessário desenvolver estratégias que permitam reduzir a poluição atmosférica, a poluição da água e a poluição do solo, investindo em inovação e tecnologia, infraestruturas de tratamento e promovendo a educação e sensibilização ambiental. Por fim, o uso insustentável dos recursos naturais que, sendo uma das principais causas da degradação ambiental coloca em causa a nossa sobrevivência como espécie.

O desafio que Portugal tem pela frente exigirá de todos nós um esforço sério, comprometido e concertado de todos os agentes da sociedade. É necessário um novo modelo de economia que permita o equilíbrio entre aquilo que são as necessidades da sociedade e os limites do planeta, permitindo que este continue a fornecer o necessário suporte à nossa existência.

O Governo tem aqui um papel fundamental na definição do caminho, devendo assumir um papel de liderança, criando as condições para a definição de políticas ambientais ambiciosas e promoção da participação pública na definição dessas políticas. As empresas, por sua vez, têm a responsabilidade social de adotar práticas sustentáveis e em investir em tecnologia que permita diminuir os danos no ambiente, mas também, ajudar à sua preservação. Os cidadãos, por sua vez, precisam de estar conscientes do seu papel e decidir de forma a diminuir o impacto das suas ações no ambiente, mas também, atuar como agentes da mudança pressionando governos e empresas a atuar. O sucesso deste novo modelo é essencial para o futuro de Portugal.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Música do BioTerra: Europe- The Final Countdown tocado por 200 músicos


Quando os humanos usam voz, guitarras, baterias, baixos, saxs ao invés de metralhadoras, tanques, rifles, bombas a vida tem mais sentido. Isso traz alegria e felicidade ao nosso planeta.

We're leaving together
But still it's farewell
And maybe we'll come back
To earth, who can tell?
I guess there is no one to blame
We're leaving ground (leaving ground)
Will things ever be the same again?

It's the final countdown

The final countdown
Oh-oh
We're heading for Venus and still we stand tall
'Cause maybe they've seen us and welcome us all, yeah
With so many light years to go and things to be found (to be found)
I'm sure that we'll all miss her so

It's the final countdown

The final countdown

The final countdown (the final countdown)
(Oh) oh-oh-oh

The final countdown, oh-oh
It's the final countdown

The final countdown

The final countdown (the final countdown)

Oh
It's the final countdown!
We're leaving together
The final countdown
We'll all miss her so
It's the final countdown (the final countdown)
(Oh) it's the final countdown

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Proxima Centauri b


Proxima Centauri b é um exoplaneta da zona habitável da estrela anã vermelha Proxima Centauri.
Só fica a uma distância de 4,2 anos luz (ou seja cerca de 40 triliões de km). Seria preciso viajar 4,2 anos à velocidade da luz (300.000 km/s) para lá chegar. Com o mais rápido engenho espacial construído actualmente, é uma viagem de 80.000 anos.

Logo neste momento não temos para onde fugir, não há planeta B

Casa, só temos uma, a Terra... Vamos tratá-la com ternura e respeito. Obrigado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A Ecodemocracia do Papa Francisco


O conceito de Ecodemocracia é ainda pouco explorado na reflexão contemporânea. Muitos autores acabam trabalhando o conceito indiretamente quando se preocupam com a ecologia integral, com a justiça socioambiental e com o futuro da democracia. Assim, a Ecodemocracia englobaria todos esses temas buscando articulá-los numa forma de compreensão da democracia na qual a opinião pública, a sociedade civil, as instituições e o Estado colocariam as preocupações ecológicas e sociais no mesmo patamar das preocupações econômicas. Na verdade, para a Ecodemocracia, essas três preocupações devem estar presentes em todas as decisões políticas das sociedades contemporâneas.

Apesar deste conceito ainda ser novo, a ampliação do mesmo nas discussões políticas tem sido um fator de esperança. No ano de 1998, Walter Moore apresentou um modelo de Ecodemocracia no livro EcoDemocracia: El modelo post-capitalista. Neste texto, o autor busca construir a ideia de comunidades de amparo. Ao contrário das sociedades industriais que seriam sociedades do desamparo (desigualdades, desempregos, lutas por reconhecimentos, etc.), as comunidades de amparo usariam os potenciais dos meios de produção pós-industrial para gerar e distribuir as riquezas equitativamente. Essa distribuição aconteceria porque elas seriam, e aí vai toda a argumentação do livro sobre a plausibilidade desta ideia, comunidades desmercatilizadas, desbancarizadas e desburocratizadas. Apesar da interessante argumentação do autor, um modelo pós-capitalista como o dele parece não ter muito futuro. Como afirmar Mark Fischer no título de um de seus livros: “É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo”.

Um trabalho interessante e atual sobre a Ecodemocracia é um artigo de vários autores organizados por Helen Kopnina intitulando Ecodemocracy in practices: exploration of debates on limits and possibilities of addressing environmental challenges within democratic systems (2022). Nesse texto discute-se a Ecodemocracia na prática, ou seja, em debates que exploram as possibilidades e os limites, em sistemas democráticos, dos desafios ambientais. Na mesma direção, mas mais preocupado com princípios e, por isso mesmo, de cunho mais filosófico, temos os trabalhos de Leonardo Boff publicados em 2022: Covid-19: A mãe Terra contra-ataca a humanidade e Habitar a Terra: qual o caminho para a fraternidade universal?. Nesses dois textos, como os próprios títulos indicam, a questão ambiental é interpretada a partir da crise pandêmica em que vivemos e de um olhar orientado por uma fraternidade universal. Nas palavras de Leonardo Boff: “Uma fraternidade humana universal possível: outro tipo de presença no mundo”. Boff propõe, em seus textos, uma mudança paradigmática: do dominus ao frater.

Ao falarmos de Ecologia, Democracia, Casa Comum e Fraternidade Universal, não podemos deixar de mencionar dois textos importantes de Papa Francisco que podem fundar um Ecodemocracia plena, fraterna e possível. Os textos são: Laudato Sí (2015) e Fratelli Tutti (2020). Nesses textos, de forma crítica e sapiencial, encontramos os principais elementos para uma compreensão atenta da realidade atual, seus desafios e seus avanços, e uma direção possível para a Ecodemocracia. Papa Francisco não usa o termo Ecodemocracia, mas lança bases seguras para novos horizontes políticos, culturais e de transformação ecológica.

Na Encíclica Laudato Sí: sobre o cuidado com a casa comum, Para Francisco apresenta um panorama sobre a situação ecológica da nossa casa comum. Para ele vivemos uma crise socioambiental na qual a complexidade das questões sociais, ambientais, políticas, econômicas e culturais se entrelaçam o tempo todo. Tudo está interligado. A tônica do texto é a questão ecológica, por exemplo, presente na deterioração global do ambiente, no desenvolvimento irresponsável da desigualdade, nos modelos de produção e consumo das sociedades desenvolvidas e nas estruturas excludentes de poder. O apelo da encíclica é por um desenvolvimento sustentável e integral, por uma renovação do diálogo sobre a maneira como a humanidade está construindo o futuro do planeta e por uma educação integral. Educação que aponte para um outro estilo de vida, estilo atento, especialmente, para a vida do planeta e para os direitos dos pobres. O modelo paradigmático deste novo estilo de vida é Francisco de Assis: exemplo de cuidado pelo que é frágil, preocupação com a natureza, justiça para com os pobres, empenho público na sociedade e busca da paz interior.

Depois da Laudato Sí, o outro passo de Papa Francisco na construção de estruturas para uma Ecodemocracia encontra-se na Encíclica Fratelli Tutti: sobre a fraternidade e a amizade social. Para Papa Francisco, a Fraternidade e a Amizade Social são importantes e fundamentais como caminhos para a construção de um mundo melhor, mais justo, mais pacífico e mais humano. Aqui, nesta encíclica, a argumentação se concentra na vida social, na política e nas instituições sociais. Partindo de um olhar atento às sombras do nosso mundo que produz uma cultura fechada, de muros, onde a desigualdade, o desemprego, o racismo, a xenofobia, a cultura do consumo e do descarte prevalecem apoiadas numa lógica de mercado baseada no lucro; Papa Francisco propõe uma outra cultura, a de construção de pontes, de fraternidade e de amizade social.

Construir pontes, aqui, será fazer da política não apenas um lugar de gestão da sociedade humana, mas especialmente um lugar onde democracia, liberdade, justiça e bem comum estejam a favor da construção de um mundo melhor. A política, assim entendida e buscada, pode ser uma das formas mais preciosas e fundamentais da caridade social porque a serviço do bem comum. O modelo paradigmático deste projeto é o Bom Samaritano presento no Evangelho de Lucas (Lc. 10,25-37): exemplo de atenção social, cuidado e compaixão. Exemplo que nos ensina que todos somos chamados a estar próximos, a nos fazer próximos, uns dos outros, superando preconceitos e interesses pessoais, na construção de políticas públicas e de sociedades mais justas. Portanto, a partir desses dois textos de Papa Francisco é possível pensar os fundamentos e os planos de ação para ampliar nossa consciência democrática em vista de um futuro ecodemocraticamente viável, ou seja, um futuro onde a Ecodemocracia seja o fundamento da sociedade.

Elton Vitoriano Ribeiro SJ é professor e pesquisador no departamento de Filosofia, e reitor da FAJE

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Francisco de Assis - Filme de Liliana Cavani


São Francisco de Assis, o excêntrico e corajoso rapaz italiano, de família rica, que há mais de 800 anos se pôs literalmente a nu, se despiu das veste nobres e assumiu publicamente uma vida despojada, praticando o amor por todas as criaturas vivas.
Amar a todos é mesmo para corajosos. 
São Francisco é padroeiro dos animais e da Ecologia, o ramo da Biologia que estuda as relações de interdependência entre os seres vivos e a sua relação com o meio em que vivem na "Casa Comum".

quarta-feira, 22 de junho de 2022

O que fazer para mudar o rumo da ação e combater as Alterações Climáticas?

Barrancos de Loulé

O planeta Terra como está, não pode continuar! Muito se tem falado dos novos modelos de organização social necessários para a mudança, ambientalmente mais sustentáveis, socialmente mais justos e economicamente solidários. Na verdade, quase sempre o que estamos a falar é de modelos económicos que de alguma forma repetem a receita capitalista – como são os casos, por exemplo, da green economy ou da blue economy que não vão mudar o planeta! Não tenhamos falsas esperanças. A ciência vai falando, mas ninguém a ouve. Um sistema completamente contraditório na medida em que se financia a ciência e se espera que esta e as suas tecnologias encontrem soluções, mas depois não as ouvem, não as incorporam. As decisões não são científicas, são eminentemente políticas – e estas têm sido muito tímidas face às necessidades de mudar AGORA. Amanhã é tarde! Os mais afetados pelas consequências das alterações climáticas, os mais vulneráveis, não estão representados nos sectores onde se tomam as decisões: a política e a economia. Os seus saberes não são tidos em conta. É nesses setores que se tomam as decisões que podem mudar o mundo, e abrir focos de esperança no futuro da humanidade no planeta Terra. Sim, porque os ‘Bezos’ deste mundo, já têm um planeta B. Nós não! Que modelo de desenvolvimento nos serve para manter a vida humana na terra em respeito e equilíbrio com todos os outros elementos da natureza com quem partilhamos esta casa comum? Como elevar as vozes dos marginalizados e dos oprimidos, dos vulneráveis, os seus saberes e visões? Como fazê-las chegar lá, onde se decidem as mudanças e se tornam realidade? Que sistemas de participação, que sistemas de democracia, que formas de organização favorecem a atuação na emergência da ação? Nestes lugares de disputas e lutas pelo poder, temos de conseguir encontrar modelos revolucionários, no sentido de portadores das mudanças verdadeiramente transformadoras, que são necessárias para que haja esperança para as possibilidades de vida das gerações vindouras.
E o que cada um de nós (individualmente e coletivamente) pode fazer? Neste e em futuros artigos vou deter-me na resposta a esta pergunta, tentando com isso contribuir para uma das principais atividades que podemos desenvolver, até que a voz nos doa, como diz a letra da música, fazendo uso da liberdade de pensamento e de expressão consagradas na lei.
– Falar e pensar em conjunto sobre as alterações climáticas e o que podemos fazer. Fazer ouvir a nossa voz. Isso traduz-se em conversar com os amigos, vizinhos e colegas sobre as alterações climáticas, partilhar informações e conhecimentos e o que fazer para responder à emergência da ação. É este nível de discussão e envolvimento que poderá permitir ultrapassar a solidão ontológica do individual e da sua insignificância face à grandiosidade da ação requerida perante a emergência climática. É esta ação de partilha com os outros, os nossos próximos, que nos pode conduzir ao nível da ORGANIZAÇÃO, o que nos permitirá ultrapassar a solidão individual e nos fará caminhar lado a lado nesta busca de novas formas de organização que salvem o planeta, a nossa casa comum.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Ação global para a eliminação das sobretaxas cobradas pelo FMI a países em dificuldades


A Oikos juntou-se a 160 organizações de 65 países para pedir o fim das sobretaxas cobradas pelo Fundo Monetário Internacional a países em dificuldades.
 
A 17 de Janeiro, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, lançou um aviso ao mundo, afirmando que "neste momento crítico, estamos a registar na história uma recuperação desequilibrada". As últimas previsões económicas corroboram as suas palavras.

Cada empréstimo do FMI tem custos associados (taxas de serviço e juros), no entanto o FMI também cobra a alguns países sobretaxas associadas ao valor (quando ultrapassa o dobro da quota desse país) e ao tempo até à realização total dos pagamentos. Estas sobretaxas podem atingir valores superiores aos outros custos associados ao empréstimo (por exemplo, o Equador, até 2030, terá que pagar 939 milhões de dólares de sobretaxas, para além dos 633 milhões de outros custos).

Até países como a Ucrânia, cuja situação atual é dramática, terá que pagar 483 milhões de dólares de sobretaxas até 2027, para além dos 796 milhões de custos associados.

Face a esta situação alarmante, a Oikos e as organizações associadas a este movimento, estão profundamente preocupados com o facto de o FMI continuar a cobrar taxas punitivas aos países que enfrentam problemas de endividamento enquanto lutam contra os efeitos da pandemia. O Fundo tem ignorado repetidos apelos de peritos em desenvolvimento, grupos da sociedade civil, governos e legisladores nacionais para reverem urgentemente a sua prática de impor sobretaxas aos empréstimos e considerarem seriamente a suspensão imediata ou a eliminação total desta política.

As sobretaxas do FMI são injustas, contraproducentes e uma ameaça para uma recuperação económica global equitativa. Devem ser eliminadas de imediato.

Em Junho de 2020, a Directora Executiva do FMI, Kristalina Georgieva, disse ao mundo que o Fundo iria "apoiar os nossos membros da forma que pudéssemos" na resposta à pandemia. Mas cobrar às nações em dificuldades taxas prejudiciais e desnecessárias que violam a lei internacional dos direitos humanos não reflecte esse sentimento.

Mais informações aqui.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Saúde Única- One Health





Texto de Cristina Seabra Ferreira (com minhas adaptações)

Não sei se a rádio, TV e jornais falaram no assunto, mas hoje, 7 de Abril, as Nações Unidas, através da OMS - Organização Mundial de Saúde, assinalam o Dia Mundial da Saúde - e convidam-nos a pensar na Saúde Única do Planeta sem a qual não existe Saúde Humana.
Para termos saúde precisamos de:
  • Ar limpo, segurança alimentar e água potável
  • Economias focadas na saúde e no bem-estar
  • Cidades com boas condições de habitabilidade
  • Cidadãos com controlo sobre a sua saúde e sobre a saúde do planeta
Utopia ainda...mas...
Sem saúde ambiental e sem saúde animal (espécies domésticas e espécies selvagens) não há saúde humana nem bem-estar.
Por isso emergiu o conceito de Saúde Única - Para Todos os Seres Vivos.
A saúde pública será um desafio cada vez maior, num planeta onde a explosão demográfica é uma realidade (basta pensar nos países mais pobres, da Ásia e África e América do Sul), quando esgotos não tratados correm a céu aberto em muitos lugares do mundo, onde a poluição, a acumulação de lixo e resíduos crescem nas ruas, nos países de maior densidade demográfica, quando plástico é queimado a céu aberto ou descartado nos rios e oceanos.

É um desafio devido à destruição contínua das florestas tropicais, facto que está na origem de novas pandemias que surgem no século XXI, a um ritmo mais acelerado que no século XX, e de forma imprevisível. 

É um desafio porque as alterações climáticas e aquecimento global trazem novos desafios, porque as agressões aos habitats naturais são diárias, desde as zonas costeiras e oceanos, aos territórios das nossas "pacatas" aldeias, cada vez mais urbanizadas. Os problemas surgem mais rapidamente do que as respostas, que tardam.

Em África, a poluição do ar e as infeções relacionadas com a poluição do ar, já matam mais do que a fome, a subnutrição e a falta de água potável.

Vejam as imagens. Não devemos ignorar o que acontece à nossa volta. Todos nós podemos contribuir (ou não) para melhorar a saúde pública mediante as nossas escolhas e comportamentos.

Vídeo da Organização Mundial de Saúde: O nosso planeta, a nossa saúde - Dia Mundial da Saúde 2022.

Saber mais
One Health (Wiki- muito bom)
CDC (pleno de recursos e links)
Campanha da OMS "Our Planet, Our Health"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Liberalismo Florestal? Não, obrigado


Por António Silva, postado no grupo Política Florestal em Portugal. Pode acompanhar o debate aqui

Estamos totalmente de acordo com o Liberalismo filosófico (liberdade em vez de autoridade)
e Liberalismo político (constitucionalismo em vez de absolutismo, liberdade pessoal e igualdade dos cidadãos face à lei).

Já rejeitamos o Liberalismo económico (liberdade de iniciativa para cada um fazer o que quiser segundo o lema «laissez faire» deixai fazer) e o liberalismo florestal (fazer as plantações das espécies que forem do interesse do mercado e da maximização do lucro fácil).

Porque o mercado deve ter regras em prol do Bem Comum, e a natureza e a floresta devem ser protegidas da ganância industrial.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Sistema Terrestre, o Bem Comum Global || The Earth System as Global Common



Our daily decisions impact the the Earth System and, consequently our climate. A stable climate is our Common Heritage and we are all responsible for restoring and maintaining it.

In the real world, a stable climate is a common good not only from a legal perspective as it is materially and legally indivisible, but also from an economic perspective, as it is limited, exhaustible, and rival in consumption. These factors are highly relevant in the failure of carbon markets designed to reduce global emissions.

Despite 25 years in climate negotiations, none of the proposed solutions have generated a significant reduction in CO2 emissions. To fulfill the Paris Agreement goal, emissions would have to decrease 45% by 2030, not 0.5% as previously estimated.

The Earth is approaching a potential planetary "Tipping Point" with no point of return, but there is still a possible restoration path, which will only be achieved if we are capable of truly rapid and coordinated collective action.

O que significa um MOOC? 
MOOC significa Massive Open Online Course. Em português, isso significa que esses cursos oferecidos por escolas, universidades, ou empressas, são acessíveis a todos gratuitamente na Internet. MOOCs são abertos e reúnem milhares de pessoas. Melhor do que o e-learning e ou simples tutoriais, MOOCs têm a vantagem de criar uma grande interatividades entre os estudantes, e os instrutores dos cursos.
Esse formato on-line de aprendizagem nasceu da iniciativa de grandes universidades americanas como Harvard, MIT entre outras. Graças aos MOOCs, agora é possível acessar os cursos ministrados nas mais prestigiadas instituições de todo do mundo.
Depois de realizar um MOOC e atingir todas as expectativas dos professores (aprovação em questionários, projetos/tarefas, avaliação pelos pares), você poderá obter um certificado de conclusão. Esteja ciente no entanto que uma vez registrado, não existe obrigação de concluir o MOOC, se este não atender suas expectativas, ou parecer muito difícil.