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terça-feira, 28 de julho de 2026

Agentes hackers de OpenAI e Anthropic rebelam-se em novos testes


Testes de cibersegurança realizados por um laboratório de inteligência artificial (IA) no Reino Unido resultaram em novos incidentes com agentes de elevadas capacidades. Os incidentes foram registados envolvendo sistemas da OpenAI e da Anthropic.

Quem descobriu os novos hacks foi o AI Security Institute (AISI), uma agência governamental que teve autorização para realizar experiências com modelos de linguagem avançados. Durante uma bateria de testes, tanto o Mythos 5 como o GPT-5.6-Sol comportaram-se de forma inadequada para atingir o objetivo proposto.

Os casos são diferentes, em alvo e formato, dos já registados anteriormente envolvendo as duas companhias: o acesso não autorizado ao repositório Hugging Face e a série de invasões promovida pelas IA da proprietária do Claude.

«Agradecemos a parceria do AISI ao longo deste processo, incluindo o trabalho de identificar, investigar e partilhar detalhes sobre a atividade. Esperamos dar continuidade à nossa colaboração», afirma a OpenAI numa publicação.

Anthropic, por enquanto, emitiu apenas uma breve declaração a agradecer ao AISI «pela liderança no incidente, que confirma a necessidade de uma conversa de maior dimensão sobre como avaliar com segurança agentes de IA cada vez mais capazes».

Como foram os novos ataques
Segundo o relatório de incidente do AISI, os incidentes foram detetados a 28 de julho deste ano. A equipa que controlava as avaliações notou «transferências invulgares de dados» nos servidores e investigou a origem dessas atividades.
  • Ao todo, foram 19 ações maliciosas causadas pelos agentes de IA controlados pelos dois modelos: duas delas pelo GPT-5.6-Sol e as restantes pelo Mythos 5;
  • Todas as IA receberam o mesmo teste: uma tarefa de «capturar a bandeira» (capture the flag), ou seja, resolver um desafio de cibersegurança como se de um especialista no assunto se tratasse e apresentar uma prova de que a ação tinha sido concluída;
  • O caso mais grave envolveu a Anthropic: um dos agentes tentou adicionar código malicioso a um projeto em código aberto (open-source) no GitHub. Para o fazer, criou identidades falsas e utilizou-as para tentar convencer o proprietário da conta a aprovar as modificações - ação que foi recusada antes de ter qualquer impacto;
  • Noutras ações detetadas, um agente chegou a publicar no GitHub a oferecer colaboração para trabalhar com outros agentes que realizavam o mesmo teste, deixando inclusive instruções sobre como fazer progressos.
Ao contrário dos testes anteriores, os agentes tinham acesso convencional à internet e sabiam disso, mas o prompt não sugeria como a rede poderia ou deveria ser utilizada na avaliação. Qualquer filtro de cibersegurança foi também desativado para utilizar a capacidade máxima da IA.

Entidades pedem limites
GitHub e outras organizações envolvidas foram contactadas para remover código que eventualmente tenha ficado pendente. Nenhum dano real foi provocado durante as avaliações, mas o AISI reforça que as descobertas são graves e exigem «atenção imediata».

«Esta é a primeira vez que vemos riscos relacionados com a autonomia e o engano manifestarem-se de forma tão clara, sem um comando específico e no mundo real», refere a organização. Já o CEO da Hugging Face pediu a responsabilização de programadores e empresas de IA que criem bots que realizem atividades maliciosas na rede, mesmo que se «rebelem» durante os testes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

400 pessoas mais ricas do mundo aumentaram a sua fortuna em 92 biliões de dólares durante 2014

Lucro de bilionários como de chinês Jack Ma, líder do Alibaba, contrasta com desigualdade que alargou abismo entre ricos e pobres neste ano.


As pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2014, adquirindo pelo menos US$ 92 bilhões em sua fortuna coletiva, revelou o Índice de Bilionários da Bloomberg. O patrimônio líquido dos 400 bilionários mais ricos do mundo foi de US$ 4,1 triliões conforme dados divulgados em 29 de dezembro deste ano.

De acordo a agência de notícias financeira norte-americana, os lucros deste ano acontecem em meio à queda nos preços de energia. A Bloombergtambém responsabiliza a “turbulência geopolítica” incitada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que teria favorecido alguns desses bilionários.

Em 2014, o principal vencedor foi Jack Ma, co-fundador do Alibaba Group Holding Ltd., a maior empresa de comércio eletrénico da China. Ma, um ex-professor de inglês de 50 anos que iniciou a empresa em seu apartamento em 1999, obteve um lucro anual de US$ 25,1 biliões, ultrapassando Li Ka-shing, o então homem mais rico da Ásia.

Além de Ma, outros dois ganhadores neste ano foram Warren Buffett e Mark Zuckerberg, nos Estados Unidos. Diretor executivo da empresa Berkshire Hathaway, Buffet obteve lucro de US$ 13, 7 bilhões. Já o criador do Facebook acrescentou em seu cofrinho mais US$ 10, 6 biliões nos últimos 12 meses.


Neste ano, Buffet ultrapassou no posto de segundo homem mais rico do mundo o bilionário mexicano Carlos Slim, que lidera um conglomerado de comunicações. O cargo de mais rico do planeta ainda é do co-fundador da Microsoft Bill Gates, que mantém uma fortuna de US$ 87, 6 bilhões. No Brasil, Jorge Paulo Lemann, o mais rico do país, teve aumento de US$ 3,2 bilhões em seu bolso.

De acordo com o grupo Oxfam, em relatório publicado em outubro deste ano, o número de bilionários ao redor do planeta dobrou desde 2008, quando deu-se inicio à crise financeira em escala global. De acordo com o material, as 85 pessoas mais ricas têm o equivalente à metade mais pobre do mundo.

À Agência Brasil, o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, explicou que entre as causas da desigualdade, que aumenta cada vez mais o fosso entre ricos e pobres, está o “fundamentalismo do mercado”, que promove um crescimento económico, beneficiando apenas a elite.

No ano passado, o relatório "Credit Suisse 2013 Wealth Report", um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, divulgou um estudo que aponta que 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.