sexta-feira, 24 de julho de 2026
Nadiiife - A Warriors Hymn
sábado, 18 de julho de 2026
Eivør - Drekafljóð (Dragon Maiden)
Transportna : Testamento (Zapovit)
quarta-feira, 17 de junho de 2026
OVO - © 2012, Manel Cruz featuring Retimbrar, Sopa de Pedra, Renato Oliveira e Eduardo Silva
sábado, 13 de junho de 2026
Clan of Xymox - There´s No Tommorrow
sábado, 16 de maio de 2026
Kalandra - Everything In Its Right Place
Flyt medstraums (4X)
Her i går, eg kava - sta imot ein storm
Her i går, eg kava - sta imot ein storm
Eg stod imot stride straumar utan form
Eg, eg kava sta imot ein storm
Alt eg er (3X)
Flyt motstraums (4X)
Alt eg ser er berre svart og kvitt (2X)
Men kva, kva freistar eg å nå?
Det, det er vonlaust å få sjå
Å få sjå (4X)
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Der Blaue Reiter - Words of Silence
terça-feira, 31 de março de 2026
Miranda Sex Garden - Gush Forth My Tears
A letra de "Gush Forth My Tears" remonta ao final do século XVI, tendo sido publicada originalmente em 1597 na obra The First Set of English Madrigals, do compositor John Holborne. Naquele período, era uma prática recorrente entre os compositores a escolha de poemas curtos, frequentemente de autoria anónima, para servirem de base a madrigais — composições de música vocal polifónica que exploravam a expressividade do texto através da harmonia.
A razão pela qual este tema soa ao trabalho de um "poeta famoso" reside no facto de o seu estilo ser puramente elisabetano, partilhando o mesmo fôlego lírico de grandes nomes da época. O autor, ainda que desconhecido, domina os temas clássicos da melancolia renascentista, recorrendo a figuras de estilo como a personificação da dor, onde as lágrimas são descritas como um fluxo imparável e quase purificador.
Além disso, o texto explora o contraste dramático entre a vida e a morte, sugerindo que o sofrimento do eu lírico é de tal forma avassalador que o descanso final seria visto como um alívio desejado. Esta densidade emocional é reforçada por uma linguagem arcaica e por uma estrutura métrica rigorosa, visível no uso de termos como "fain" (que significa "de bom grado"), o que confere à peça uma nobreza e uma gravidade que o Miranda Sex Garden soube transpor perfeitamente para a estética gótica contemporânea.
Esta canção foi lançada no álbum no álbum Madra (1991)
segunda-feira, 30 de março de 2026
A infinita tristeza de Jason Molina
sábado, 28 de março de 2026
Trobar de Morte - The Mist
domingo, 15 de março de 2026
Of The Wand And The Moon - Your Love Can't Hold This Wreath Of Sorrow
A canção de Kim Larsen sob o projeto Of The Wand & The Moon é uma meditação sombria sobre a inevitabilidade da perda e a profunda insuficiência do amor humano perante o destino ou uma dor existencial avassaladora. O centro emocional da obra reside na metáfora da "Coroa de Mágoa" (Wreath of Sorrow), um termo que evoca imediatamente a imagem das coroas de flores funerárias, simbolizando um fardo emocional ou o luto por algo que morreu irremediavelmente. A letra sugere que, por mais genuíno ou forte que seja o afeto de outrem, ele é incapaz de sustentar ou curar a tristeza inerente à própria existência do narrador, que parece carregar um peso que não pode ser partilhado.
Essa atmosfera é reforçada por um sentimento de transitoriedade e niilismo, onde o eu lírico se posiciona como um mero "transeunte" ou, no limite, um "fantasma". Estas imagens revelam um desapego amargo do mundo material e das relações interpessoais, aceitando com passividade que as estruturas do universo estão a desmoronar — como "estrelas a cair do céu" — e que o indivíduo é impotente perante a passagem do tempo.
Inserida numa estética noir e num pessimismo romântico, a música não se manifesta como um grito de desespero, mas sim como uma aceitação sussurrada. É o reconhecimento melancólico de que o amor tem limites intransponíveis e que certas mágoas são de tal forma densas que nem o sentimento mais puro consegue oferecer redenção ou suporte, restando apenas o silêncio e a observação do fim.
Urze de Lume - Besta Soberana
A própria materialidade do som é uma declaração filosófica, rejeitando o sintético através do uso de instrumentos tradicionais como adufes, bandolins e gaitas-de-fole transmontanas, além de elementos orgânicos como ossos, pedras e o som do ofício manual de pastores e ferreiros. O nome "Urze de Lume" simboliza esta resiliência: a urze que cresce em solos pobres e o lume que purifica e aquece, sugerindo que a cultura portuguesa, embora pareça esquecida, pode sempre voltar a arder com a faísca certa. Diferente do Neofolk nórdico, a filosofia da banda foca no animismo ibérico e na sacralidade do solo, celebrando divindades pré-romanas como Endovélico e integrando sons reais das serras da Estrela ou do Gerês. Em resumo, os Urze de Lume propõem uma "Ecologia da Alma", um convite para olhar para as montanhas e para o silêncio dos campos, ecoando em cada batida de adufe o sentimento de que nascemos da terra e a ela voltaremos.
Site oficialUrze de Lume
domingo, 1 de março de 2026
Maruja - Kakistocracy (live in Gârden)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Lunatic Soul - The New End
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Tabernis - Carmen Reginarum
sábado, 10 de janeiro de 2026
King Dude - The Hottest Girl on Earth
sábado, 1 de novembro de 2025
Kælan Mikla - Næturblóm
O que significa “Næturblóm”
Amizade profunda
Segundo a banda, a letra da música era originalmente um poema que a vocalista Laufey deu à teclista Sólveig como presente de aniversário quando ela fez 20 anos.
Portanto, há um forte componente pessoal: é uma homenagem à amizade — Laufey vê Sólveig como uma “flor noturna” especial.
Beleza no meio da escuridão
A imagem das “næturblóm” (flores da noite) simboliza algo que floresce na escuridão, especialmente durante o inverno (“quando o meio-inverno está no seu escuro mais profundo”).
Isso sugere que essas flores (ou essa pessoa/amizade) brilham mais precisamente onde há mais escuridão — uma metáfora para momentos difíceis, solidão, ou para a parte mais sombria da vida.
Renascimento / transformação
A letra diz que “they ripped themselves up by the roots and now they’re standing on two feet” (“eles se arrancaram pelas raízes e agora estão em pé sobre dois pés”)
Isso pode representar uma espécie de libertação ou renascimento, superar suas origens ou traumas, levantar-se e crescer — não mais enraizados no passado, mas existindo de forma mais autônoma.
Amor ou admiração mútua
A frase “and bloom in the lady that’s dancing next to me” (“e florescem na dama que dança ao meu lado”) sugere uma admiração profunda, talvez romântica, ou simplesmente uma forte ligação emocional e poética. Essa “dama” pode ser Sólveig, ou uma figura simbólica da amizade/irmandade entre elas.
Conforto na noite
A repetição de “a noite nos veste melhor” (“The night suits us best”) indica que para elas (ou para a “flor da noite”) é na escuridão que se sentem mais à vontade, mais autênticas. Pode simbolizar que a noite (ou os momentos difíceis) não são apenas algo a temer, mas também algo que potencializa sua beleza interior.
Conclusão
A canção “Næturblóm” da banda islandesa Kælan Mikla é uma homenagem poética à amizade, à transformação e à beleza que floresce na escuridão. Originalmente escrita como um poema de aniversário entre duas das integrantes, a música celebra a força e a luz que surgem mesmo nos períodos mais sombrios. As “flores da noite” simbolizam seres que se reinventam, arrancando-se das suas raízes para renascer e dançar sob a noite que melhor as veste. É uma canção sobre resiliência, irmandade e o poder silencioso que habita a escuridão. É uma celebração poética da amizade, da transformação e da beleza nas sombras.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Of The Wand And The Moon - Lets Take A Ride (My Love)
It's coming down again, oh Lord, have pity
Oh, my love, let's take a ride
Or wait for me on the other side
I got nothing more to lose
As you know, the harder you struggle, the tighter the noose
And people, they shy away
But we are lost in time anyway, babe
So take my hand and don't let go
Time left behind, it only goes to show
Let's drink up and leave this town
All this emptiness just brings me down
Let's break from path, head out to sea
Leave this place, just you and me
Please
domingo, 24 de março de 2024
Música do BioTerra: Chelsea Wolfe - Everything Turns Blue
sábado, 12 de agosto de 2023
Música do BioTerra : Leonard Cohen - You Want It Darker
If you are the dealer
I'm out of the game
If you are the healer
It means I'm broken and lame
If Thine is the glory
Then mine must be the shame
You want it darker
We kill the flame
Magnified, sanctified, be Thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the help
That never came
You want it darker
Hineni, Hineni
I'm ready, my Lord
There's a lover in the story
But the story's still the same
There's a lullaby for suffering
And a paradox to blame
But it's written in the scriptures
And it's not some idle claim
You want it darker
We kill the flame
They're lining up the prisoners
And the guards are taking aim
I struggle with some demons
They were middle class and tame
I didn't know I had permission to murder and to maim
You want it darker
Hineni, Hineni
I'm ready, my Lord
Magnified, sanctified, be Thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the love that never came
You want it darker
We kill the flame
If you are the dealer, let me out of the game
If you are the healer, I'm broken and lame
If thine is the glory, mine must be the shame
You want it darker
Hineni, Hineni
Hineni, Hineni
I'm ready, my Lord
(Hineni)
(Hineni, Hineni)
(Hineni)