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terça-feira, 28 de julho de 2026

A Grande Otimização: como a batalha entre a Nvidia, Elon Musk e as Big Techs vai financiar a Revolução Sustentável da IA


A indústria tecnológica atravessa uma das suas transformações mais profundas com a chamada Guerra dos Gigantes da IA. Contudo, longe de ser apenas uma disputa técnica para definir qual o chatbot mais rápido ou preciso, a verdadeira revolução está a mover-se dos laboratórios para a economia real. Um estudo recente da Boston Consulting Group (BCG) com a Temasek revela que a Inteligência Artificial poderá gerar entre 500 e 530 mil milhões de euros por ano até 2028, impulsionando a eficiência energética, a redução do risco climático e a otimização industrial.

Para capturar este valor na economia real, desenrola-se nos bastidores uma batalha feroz sobre quem controlará a infraestrutura e a arquitetura destes modelos, liderada por figuras como Jensen Huang, CEO da Nvidia, e Elon Musk, fundador da xAI.

1. A Regra dos 80/20: quem vai realmente lucrar com a IA?
Uma das conclusões mais marcantes do relatório da BCG desmonta uma ideia comum: entre 75% e 85% do valor económico criado pela IA ficará nas empresas que utilizarem a tecnologia (indústrias, utilities, seguradoras e operadores logísticos), cabendo aos fornecedores de tecnologia apenas 15% a 25%.

A maior fatia deste valor - cerca de 259 mil milhões de euros anuais - estará na otimização industrial (manutenção preditiva, gestão de linhas de produção e eficiência energética), seguida da gestão do risco climático (65 mil milhões de euros) e das redes elétricas inteligentes (28 mil milhões de euros).

É precisamente aqui que a visão de Jensen Huang se cruza com os números do mercado: para que a
Nvidia venda massivamente o seu hardware, a tecnologia precisa de ser adotada globalmente por milhões de empresas tradicionais, e não apenas por um pequeno grupo de gigantes do ecossistema fechado.

2. O império do hardware e a aposta nos Modelos Abertos
Para acelerar esta adoção massiva, o CEO da Nvidia adotou uma estratégia clara: defender o ecossistema global de código aberto (open weights). Como reportado pela PCGuia sobre as declarações de Jensen Huang, o executivo defende abertamente que as empresas devem ser livres de utilizar modelos abertos desenvolvidos em qualquer parte do mundo - incluindo na China, como as soluções da Moonshot AI ou da DeepSeek.

Para a fabricante de chips, afastar os receios geopolíticos sobre alegados backdoors é vital. A verdadeira segurança e inovação advêm da transparência e da auditabilidade que o modelo aberto oferece, ponto detalhado pela Cybernews sobre a visão de Jensen Huang. Quanto mais baratos e acessíveis forem os modelos de IA, mais rápido a indústria transformadora e as redes elétricas implementarão a tecnologia, disparando a procura pelas GPUs da Nvidia.

3. Aliança indireta com Elon Musk e o fenómeno Grok
Elon Musk enquadra-se nesta dinâmica a partir da sua plataforma X e da sua empresa xAI. Ao desafiar o domínio de gigantes como a Meta, a Microsoft e a Google, Musk apostou na disponibilização aberta de partes do Grok, posicionando-se ao lado dos defensores do ecossistema open source.

Para treinar estes modelos em grande escala, a xAI tornou-se uma das maiores clientes de infraestrutura computacional do mundo. Esta relação gera uma convergência direta: Musk necessita do poder de processamento da Nvidia para rivalizar com a OpenAI, enquanto Huang beneficia destes investimentos para acelerar a construção dos data centers do futuro. Como destaca o TradingView sobre a posição pública da Nvidia, a coexistência entre modelos abertos e fechados é o único caminho para viabilizar a transformação digital da economia.

4. A reação geopolítica: Donald Trump e Xi Jinping
A intersecção entre o valor económico da IA e o controlo da tecnologia transformou a disputa numa prioridade de segurança nacional entre as duas maiores potências globais:
  1. A Administração Donald Trump: em Washington, a resposta ao avanço dos modelos abertos chineses tem sido de retórica punitiva. A administração Trump pondera impor sanções e restrições governamentais para proibir o uso de IA aberta de origem chinesa em empresas americanas, sob alegações de apropriação de propriedade intelectual. Esta postura colocou Jensen Huang em rota de colisão com a Casa Branca, tendo o CEO alertado que banir o ecossistema aberto prejudicará a competitividade do próprio tecido empresarial americano.
  2. A Estratégia de Xi Jinping: por outro lado, o Presidente chinês, Xi Jinping, vê nos modelos abertos uma oportunidade estratégica. Ao apoiar laboratórios locais para lançarem modelos de código aberto de alta qualidade e custos reduzidos, a China contorna as sanções ao hardware, exporta tecnologia para o Sul Global e fornece às indústrias as ferramentas de otimização energética e operacional descritas no relatório da BCG.
Para entender melhor como estas tensões políticas e económicas se desenrolam no terreno, vale a pena acompanhar a análise sobre a viagem de Jensen Huang à China, que ilustra o papel do CEO da Nvidia como uma ponte diplomática informal entre Washington, Pequim e os maiores investidores mundiais de IA.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A Irlanda é o cão de colo das grandes tecnológicas - e isso compromete a sua presidência da União Europeia

Irlanda assume Presidência do Conselho da UE. Saiba mais aqui
Pode-se admirar um país outrora pequeno, pobre e não industrializado por ter ganho a "corrida ao fundo" e se ter tornado rico. Mas as consequências têm sido nefastas para a democracia, a competitividade e a segurança europeias - e, em particular, para as crianças.

À primeira vista, a Irlanda comporta-se como uma boa europeia, sendo uma firme defensora dos direitos humanos e um farol de progressismo na extremidade ocidental do continente. Mas há uma área vital onde o seu historial está longe de ser perfeito - uma área que deve suscitar preocupação depois de o governo irlandês assumir a presidência rotativa semestral da UE, a 1 de julho. O pacote de regras da UE para a tecnologia e a inteligência artificial será renegociado durante esse mesmo período, mas o Estado e a economia irlandeses foram capturados pelas grandes tecnológicas (big tech). A Irlanda está de tal forma comprometida que, enquanto presidente do Conselho da UE, deveria declarar-se impedida de participar em todas as negociações sobre tecnologia e soberania digital.

A última vez que a Irlanda deteve a presidência da UE foi em 2013, durante as negociações do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Um memorando do Facebook descreve uma reunião de 2013 na qual os executivos da empresa se reuniram com o então primeiro-ministro da Irlanda para se queixarem das regras propostas para a privacidade de dados. Saíram do encontro convictos de que tinham a garantia de Enda Kenny de que a Irlanda usaria a sua “influência significativa” como presidente do Conselho da UE para assegurar o que o Facebook apelidou de um “resultado positivo”. Os executivos também participaram num “jantar organizado por políticos irlandeses de topo para analisar as várias formas através das quais os irlandeses poderiam ser prestáveis”.

Os 27 Estados-membros da UE alternam entre si a liderança da presidência. O país incumbente preside às reuniões e, na prática, controla o ritmo das negociações da legislação europeia. Pode prioritizar certos temas e deixar deslizar outros. Por exemplo, Chipre, um país pequeno e vulnerável numa região volátil, conseguiu utilizar a sua presidência, de janeiro a junho deste ano, para colocar os compromissos de defesa mútua na agenda europeia.

Atraídos por benefícios fiscais e por uma cultura de complacência cordial, gigantes como a Google, Meta, Apple, Microsoft, OpenAI, TikTok e X estabeleceram todos as suas sedes europeias na Irlanda. O princípio do “país de origem” da UE determina que o país que acolhe a sede europeia de uma empresa é o responsável por regulá-la em toda a UE. Esta particularidade jurídica transformou a Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda no principal regulador da Europa para o setor tecnológico: a Irlanda pressionou para que assim fosse enquanto presidente do Conselho, em 2013.

Os efeitos deste arranjo são avassaladores. A presidente da DPC admitiu recentemente que, à exceção de “resoluções amigáveis” sobre questões triviais, a Irlanda não concluiu um único inquérito europeu à Google ou a qualquer uma das suas subsidiárias nos dez anos decorridos desde a promulgação do RGPD. As proteções à escala europeia estão paralisadas porque todos os outros Estados-membros têm de esperar que a Irlanda aja numa resposta conjunta da UE.

Quando a DPC aplicou sanções contra empresas tecnológicas, fê-lo de forma deficiente e sob coação de outros reguladores europeus. Agiu, de facto, com uma celeridade invulgar num caso específico, contra a IA Grok de Elon Musk, mas aceitou depois um acordo que parece ter colapsado. O regulador dos média da Irlanda, Coimisiún na Meán, goza de melhor reputação, mas dispõe de poderes muito mais fracos. Há já uma década que a Irlanda mantém aberta a porta dos fundos da regulação, permitindo que gigantescas empresas norte-americanas e chinesas operem com impunidade por toda a Europa. Tornou-se não apenas um paraíso fiscal, mas um paraíso regulatório.

A dependência económica é gritante. Três empresas norte-americanas foram responsáveis por quase metade das receitas fiscais sobre as sociedades na Irlanda em 2024. Em 2022, a Irlanda arrecadou quase cinco vezes mais impostos sobre as sociedades por habitante do que a França ou a Alemanha. Pode-se admirar um país outrora pequeno, pobre e não industrializado por ter ganho a "corrida ao fundo" e se ter tornado rico. Mas as consequências têm sido nefastas para a democracia, a competitividade e a segurança europeias - e, em particular, para as crianças.

O filme de 2026 “Molly vs. the Machines” conta a história de como os algoritmos das redes sociais empurraram conteúdos suicidas para o feed de Molly Russell, de 14 anos, que pôs fim à própria vida em 2017. Há e haverá mais Mollys por toda a Europa, a menos que a Irlanda comece a aplicar as regras de dados da UE que exigem que os “algoritmos de recomendação” sejam desativados por defeito, dado que se alimentam de dados particularmente íntimos.

A Irlanda pode já nem sequer estar a tentar manter as aparências. A mais recente comissária de proteção de dados do país, Niamh Sweeney, foi anteriormente a principal lobista da Meta na Irlanda durante o escândalo da Cambridge Analytica e o período sombrio marcado pelas revelações da denunciante Frances Haugen. O processo do governo irlandês para recrutar Sweeney foi absurdo: o único especialista em tecnologia no júri de seleção era um advogado das grandes tecnológicas. Os critérios de seleção focaram-se em competências genéricas, como a “gestão de relacionamentos”, em vez de tentar contratar um fiscal capaz de investigar as empresas tecnologicamente mais sofisticadas do mundo. Ninguém verificou, durante o processo de contratação, se a candidata indigitada estava vinculada à notória prática da Meta de proibir ex-funcionários de a criticarem - o que amordaçou de forma tão absoluta a antiga executiva e denunciante da Meta, Sarah Wynn-Williams. A Irlanda dota a DPC de dezenas de milhões de euros para operar, mas lobotomiza-a.

E as portas giratórias continuam a rodar: a anterior comissária de proteção de dados, Helen Dixon, acaba de começar a trabalhar para a sociedade de advogados da Meta. A firma continua a deparar-se com vários casos em aberto da Meta contra a DPC. Sob a liderança de Dixon, a DPC processou outras autoridades de dados europeias no mais alto tribunal da UE, porque estas tinham votado no sentido de obrigar a DPC a investigar a utilização que a Meta faz dos dados mais íntimos dos cidadãos. Embora o caso tenha sido rejeitado, a ação de Dixon concedeu à Meta uma trégua de um ano antes sequer de a investigação ter início.

No livro “Careless People”, de Wynn-Williams, a autora articula a visão que a Meta tem da DPC como um “cão de colo”. Isto espelha de forma inquietante a hesitação e a deferência do regulador financeiro irlandês face aos bancos do país nos anos que antecederam a crise bancária de 2008. No início deste mês, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Irlanda publicou na sua página do LinkedIn uma fotografia onde posava com uma lobista da Meta. “Excelente reunião ontem com a Meta para discutir prioridades para a próxima presidência europeia da Irlanda”, dizia a legenda, acompanhada de vários pontos de argumentação do memorando da Meta de 2013 que, em 2026, parecem ter-se tornado política oficial do governo irlandês.

A Irlanda é inclusivamente acusada de “bloquear” a instauração de ações populares contra empresas tecnológicas em nome de crianças, ao proibir o financiamento comercial destas ações, embora permita tal financiamento para arbitragens comerciais. De acordo com a sondagem do Eurobarómetro da UE deste mês, 92% dos europeus querem que a UE garanta uma melhor proteção online para os seus filhos. A Irlanda não irá assegurar essa proteção a menos que outros governos da UE comecem a exigi-la de forma insistente. Durante quanto mais tempo irão os líderes europeus tolerar que a Irlanda venda a saúde mental das crianças dos seus países?

Houve um tempo em que a Europa parecia ser a resposta do mundo contra os piores excessos das grandes tecnológicas. A Irlanda sabotou esse sonho a troco de uma recompensa massiva. Se o país não se afastar espontaneamente de todas as discussões tecnológicas durante a sua presidência de seis meses, então Berlim, Paris, Varsóvia, Madrid e Bruxelas deverão exercer sobre a Irlanda o mesmo tipo de pressão que alguns exerceram após a crise bancária. O que foi injusto na altura seria inteiramente justo desta vez.

Saber mais:

OpenAI, Meta e xAI lançam nova vaga de modelos de IA hoje

A OpenAI anunciou que vai lançar oficialmente o GPT-5.6, o seu novo modelo de Inteligência Artificial esta quinta-feira, dia 9 de julho. Este novo modelo conta com um total de três variantes: Sol, Terra e Luna.

Deste trio, o GPT-5.6 Sol é o mais poderoso, enquanto o Terra é mais modesto e, apesar de apresentar um desempenho semelhante ao GPT-5.5, foi criado para uso quotidiano. Já o Luna, é apontado como o modelo mais acessível (do ponto de vista de custos) da empresa.

É importante lembrar que, antes de serem lançados publicamente, estas três variantes do GPT-5.6 tiveram de ser entregues ao governo dos EUA para serem conduzidos testes preliminares. A ordem assinada por Trump no começo de junho exigia que as empresas de Inteligência Artificial dessem ao governo dos EUA acesso aos seus modelos mais poderosos por um período 30 dias antes destes serem lançados publicamente.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) questionou hoje a responsabilização dos agentes de inteligência artificial (IA) em casos como roubos, numa conferência com o economista chefe da OpenAI, que defendeu a criação de um quadro legal.

Na altura, a OpenAI afirmou que “este tipo de processo de acesso governamental não deve ser o padrão a longo-prazo”, decidindo não obstante obedecer para garantir um lançamento sem obstáculos do GPT-5.6.

Conta o Axios que, após terem sido conduzidos múltiplos testes com a ajuda de técnicos especializados da OpenAI, a divisão do Departamento do Comércio alocada a estas avaliações terá decidido dar “luz verde” ao lançamento público do do GPT-5.6 e que tem agora chegada marcada para 9 de julho.

EUA levanta restrições às IAs mais potentes da Anthropic
Washington levantou as restrições que tinham obrigado a Anthropic a bloquear o acesso aos dois modelos mais potentes, anunciou a empresa norte-americana líder no setor da inteligência artificial (IA), com o acesso a ter sido restabelecido no começo de julho.

"Recebemos a notificação de que o Departamento do Comércio levantou os controlos de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5, impostos em nome da segurança nacional, declarou na terça-feira a Anthropic, na rede social X.

"Começaremos a restabelecer o acesso", acrescentou.

A 12 de junho, o Governo norte-americano obrigou, abruptamente, a Anthropic a bloquear o acesso a estes dois modelos de ponta, considerando que tinham sido detetadas falhas nas medidas de segurança destinadas a impedir o uso indevido para fins de ciberataques.

Pequim, 08 jul 2026 (Lusa) - As autoridades chinesas alertaram hoje para alegados riscos de segurança na ferramenta de programação com inteligência artificial Claude Code, da norte-americana Anthropic, num novo episódio da disputa tecnológica entre a China e os Estados Unidos.

Esta retirada forçada, uma situação inédita por parte de um governo, suscitou uma onda de críticas a nível mundial, reacendendo os debates sobre a soberania digital dos países dependentes das tecnologias norte-americanas.

Após negociações acirradas em Washington, sobre as quais poucos detalhes foram divulgados, o acesso ao Mythos 5 foi desbloqueado na sexta-feira para um pequeno grupo de "ciberdefensores e operadores de infraestruturas", mas apenas norte-americanos.

Os parceiros estrangeiros, nomeadamente agências estatais de cibersegurança na Europa e na Ásia, continuavam sem acesso nesta fase. A Anthropic, com relações turbulentas com a Administração Trump, não esclareceu se o levantamento do controlo das exportações implicava a reintegração desses parceiros não norte-americanos.

A decisão permitiu o regresso online do Fable 5, uma versão destinada ao grande público do Mythos, com restrições em matéria de cibersegurança e riscos de ataques biológicos e químicos.

Um novo rumor sugere que a Anthropic e a Samsung têm mantido contatos de forma a explorarem o desenvolvimento de chips personalizados dedicados a Inteligência Artificial. Também ajudará a combater a escassez de componentes na indústria tecnológica.

A OpenAI, rival norte-americana da Anthropic, lançou na sexta-feira o modelo mais potente da empresa até à data, o GPT-5.6, inicialmente com acesso limitado, aceitando, pela primeira vez, que o Governo norte-americano valide, cliente a cliente, os parceiros autorizados.

Durante muito tempo hostil a qualquer regulamentação da IA, acusada de ser um entrave à inovação face à China, a administração Trump iniciou uma reviravolta radical, tendo em conta as poderosas capacidades dos modelos de ponta.

As recentes decisões nesta área, tomadas num quadro jurídico ainda pouco claro e controverso, marcam uma retoma do controlo do Governo sobre esta tecnologia crucial.

Na terça-feira, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), John Ratcliffe, comparou as capacidades dos modelos de IA mais avançados a "armas nucleares digitais", numa rara intervenção pública em Washington.

A atualização da OpenAI surge numa altura em que outras empresas tecnológicas aceleram o lançamento de novos modelos e ferramentas de IA no mercado.

A empresa de IA de Elon Musk, SpaceXAI, também conhecida como xAI, prepara-se, segundo notícias, para lançar um novo modelo de IA em parceria com a Anysphere, a empresa responsável pela ferramenta de programação com IA Cursor, de acordo com o site The Information, que cita um memorando enviado ao pessoal.

O The Information noticiou que o modelo poderá ser lançado já esta quarta-feira e deverá processar informação rapidamente, tornando-se competitivo, em alguns aspectos, com o Opus 4.8 da Anthropic e o GPT-5.5 da OpenAI.

Entretanto, a Meta lançou esta semana o Muse Image, o seu primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pelos Meta Superintelligence Labs.

Tal como outros geradores de imagens, o Muse Image permite criar e editar imagens a partir de instruções textuais. A Meta afirma que o modelo pode "actuar como parceiro criativo" e ajudar os utilizadores a "transformar ideias em visuais de alta qualidade" para partilhar no feed, nas stories ou em conversas.

No entanto, o modelo tem sido criticado porque os utilizadores com contas públicas no Instagram podem ser mencionados nas instruções, permitindo que outros gerem imagens que usam as suas publicações públicas como material de referência, a menos que desactivem essa opção nas definições.

A política da Meta indica que "as pessoas podem conseguir criar conteúdos com o seu conteúdo do Instagram utilizando funcionalidades de IA da Meta" e que os utilizadores "não serão notificados sobre conteúdos criados com funcionalidades de IA da Meta".

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sábado, 4 de julho de 2026

A Filantropia enganadora e porque é importante taxar os bilionários

Durante anos venderam a ideia de que a luta de classes era uma invenção da esquerda. Conversa de comunistas. Teorias de ressabiados. Inveja de quem teve sucesso. Uma fantasia repetida sempre que alguém ousava falar de desigualdade ou da concentração da riqueza.
Depois aparece Warren Buffett. Sim, Warren Buffett. Esse conhecido marxista. Admirador de Che Guevara. Frequentador assíduo da Festa do Avante. Praticamente um bolchevique de Wall Street.
E diz isto:
De repente, a teoria da conspiração da esquerda passou a ser uma confissão de um dos homens mais ricos do planeta. Buffett não disse que a luta de classes existiu. Disse que existe. Não disse que a sua classe ganhou. Disse que está a ganhar. [New York Times, 2006]
Durante décadas, convenceram milhões de pessoas de que falar em luta de classes era coisa de comunistas, sindicalistas e ressabiados. Entretanto, a guerra continuou a ser travada. E, segundo um dos seus principais protagonistas, está a correr bastante bem para um dos lados.

"Regra Buffett" nunca chegou a ser implementada.
Apesar de ter tido uma enorme tração mediática e o apoio explícito do então presidente Barack Obama, a proposta falhou o seu caminho legislativo no Congresso dos Estados Unidos.

Em 2012, o projeto de lei (batizado formalmente como Paying a Fair Share Act) foi levado a votação no Senado norte-americano. Embora tenha conseguido uma maioria simples de votos a favor (51 contra 45), a proposta foi travada pela oposição do Partido Republicano através de uma manobra de bloqueio parlamentar (o chamado filibuster), que exigia uma maioria qualificada de 60 votos para que o debate e a votação final pudessem avançar.

Os opositores da medida argumentaram na altura que aumentar os impostos sobre os mais ricos equivalia a uma "guerra de classes" e que a introdução desta taxa iria prejudicar o investimento privado, travar a criação de emprego e desacelerar a economia.

Assim, o sistema fiscal norte-americano manteve-se estruturalmente idêntico no que toca à proteção dos rendimentos de capital. Até hoje, os ganhos derivados de investimentos financeiros e ações continuam a ser taxados a taxas significativamente mais baixas do que os salários do trabalho, permitindo que a assimetria denunciada por Warren Buffett continue a ser uma realidade.

O outro lado da Filantropia
A generosidade proclamada pelos super-ricos através de iniciativas como o The Giving Pledge costuma recolher aplausos unânimes, mas, quando se vira a moeda, a filantropia dos multimilionários revela uma face muito mais cinzenta e amplamente criticada por economistas e sociólogos. Longe de ser um ato puramente altruísta, a transferência de fortunas para fundações privadas funciona, em grande parte, como um mecanismo altamente eficaz de evasão ou otimização fiscal. Ao canalizarem o seu dinheiro para estas estruturas, os bilionários obtêm deduções de impostos massivas, o que significa que o Estado — e, por arrastamento, os cidadãos comuns — deixa de arrecadar receitas que poderiam ser aplicadas em serviços públicos essenciais, como o SNS, a escola pública ou as infraestruturas.

Além da questão financeira, há um profundo défice democrático neste modelo. Quando a riqueza é transferida para fundações geridas pelos próprios magnatas ou pelas suas famílias, o poder de decisão sobre o que é prioritário para a sociedade passa das mãos de governos eleitos para as mãos de elites privadas. São os multimilionários que passam a ditar, segundo as suas convicções pessoais ou interesses de mercado, se o dinheiro deve ir para a cura de uma doença específica, para a exploração espacial ou para reformas educativas que nem sempre são testadas ou validadas. Este fenómeno cria uma espécie de plutocracia disfarçada de caridade, onde o destino do bem-estar social fica sujeito aos caprichos de um punhado de indivíduos que não respondem perante nenhum eleitorado. Ler como os ricos se tornaram mesquinhos

Por fim, não se pode ignorar o tremendo ganho de reputação e a lavagem de imagem, muitas vezes apelidada de philanthro-washing. Muitas destas fortunas colossais foram erguidas com base em práticas laborais controversas, salários baixos, lóbis políticos para travar direitos sociais ou modelos de negócio que aceleraram a crise climática. Ao doarem uma percentagem vistosa do que acumularam, estes empresários conseguem desviar as atenções do escrutínio público e das críticas à forma como geraram a sua riqueza, transformando-se de predadores económicos em benfeitores da humanidade, enquanto mantêm intacto o sistema económico que perpetua as desigualdades que eles próprios dizem combater.

A forma mais democrática é exigir regulação e taxação dos bilionários. 
A exigência de uma maior taxação sobre os bilionários tem deixado de ser um debate puramente académico para se tornar uma pressão política concreta, movida pela necessidade de corrigir o que muitos consideram ser uma falha estrutural do capitalismo moderno. A estratégia para viabilizar esta mudança assenta, primordialmente, na cooperação internacional, dado que os super-ricos operam numa economia globalizada que lhes permite deslocar o património para jurisdições com tributação mais favorável. Projetos como a proposta de um imposto global sobre a riqueza, que visa estabelecer uma taxa mínima anual sobre as maiores fortunas, são fundamentais para evitar a concorrência fiscal entre Estados e impedir a existência de paraísos fiscais que servem de refúgio ao capital.
A nível nacional, a luta pela justiça fiscal passa por reformas legislativas que alterem a forma como a riqueza é tributada, centrando-se na taxação de mais-valias não realizadas - o património latente que cresce sem ser tributado enquanto não é vendido - e no encerramento de lacunas que permitem aos multimilionários viver através de empréstimos garantidos pelas suas próprias ações, escapando assim ao imposto sobre o rendimento das pessoas singulares. Paralelamente, o reforço dos impostos sobre heranças é defendido como uma medida essencial para prevenir a cristalização de dinastias financeiras que exercem um poder desproporcional sobre a democracia. 
Esta causa tem vindo a ganhar força através da pressão cívica, com movimentos de cidadãos e até de investidores consciencializados a sublinharem que a filantropia voluntária é um paliativo insuficiente perante a necessidade urgente de um sistema redistributivo robusto, transparente e democrático, que reponha o equilíbrio entre a acumulação de capital privado e o financiamento dos bens e serviços públicos que sustentam a coesão social.

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sábado, 27 de junho de 2026

Manifesto contra a Caquistocracia: O Teatro do Citizenwashing e a Merdificação do Futuro

O meu amigo Nuno Gomes há tempos alertou-nos para fazermos boicote aos produtos norte-americanos. Pois acrescento a META e a Starlink. Agora piorou muito mais. O Macarthismo tem novas roupagens. Há de facto um bias de ataque e diminuição/irrelevância dos valores socialistas. Esta notícia é apenas a amostra do que aí vem. Só tenho um título: merda! Governo de merda, ideias de merda e badamerda o FMI!
 
Vivemos num época de Citizenwahing (Impotência Cívica). O conceito não é novo. Citizenwahing refere-se a processos de "participação cidadã" que são puramente teatrais. O governo ou uma instituição abre canais de diálogo (como consultas públicas, assembleias ou orçamentos participativos), mas as decisões reais já foram tomadas nos bastidores. As primeiras menções estruturadas ao termo começaram a aparecer em artigos de ONGs e redes de ativismo, como o European Environmental Bureau (EEB) em julho de 2022. O termo foi cunhado por analogia direta ao greenwashing (quando empresas fingem ser sustentáveis). Nesse caso, governos usavam consultas públicas apressadas para aprovar projetos ambientais controversos, alegando que "os cidadãos foram ouvidos". No entanto, a oficialização e a projeção institucional do termo ocorreram no final de 2023. O grande marco foi o discurso da Ombudsman Europeia, Emily O'Reilly, durante um simpósio em Bruxelas explicitamente intitulado Unmasking Citizenwashing (Desmascarando o Citizenwashing). Na ocasião, ela alertou que painéis e assembleias de cidadãos organizados pela União Europeia corriam o risco de se tornarem apenas um exercício vazio de relações públicas se as recomendações reais das pessoas continuassem sendo ignoradas pelos governantes. O termo explodiu após a Conferência sobre o Futuro da Europa, quando muitos participantes perceberam que o seu tempo e energia foram usados apenas para legitimar decisões que já haviam sido tomadas de antemão, consolidando o citizenwashing como a palavra que define a modernização da impotência cívica.
 
Muito grave.
 
E mais grave é que os pobres votaram neste PSD/Chega/IL. A caquistocracia sobrevive porque consegue convencer as suas próprias vítimas a defendê-la, muitas vezes através do medo, discurso do ódio e da desinformação planeada.

Merda para isto tudo.
 
Para ficar triste e aborrecido e irritado com tanta desinformação ou saber que o Zuckerberg inspeciona os meus likes e atrair-me para publicidade que não quero. O gajo é a META, magot. Um estupor. Nem tenho wasap. Sabiam que META e ELON MUSK activamente detroiem o jornalismo que se deseja imparcial. Lembrem-se que Elon Musk está no Pentágono e no Congresso Americano via STARLINK. 

Isto é um assalto à tua/ nossa liberdade. Tempos de combate. Mas fora da esfera de merda. Daí o meu silêncio , mas activo no terreno.

Se me desejarem contactar, tenho o telemóvel, sem wasap, sem tik tok nem insta nem nada desta corja de malfeitores. Os próximos presidentes vão ser decididos por estes globocratas e por Xi Jinping. Farto do anarco-capitalismo. Farto da geopolítica financeira. Farto da caquistocracia. 
 
Resta o biorregionalismo e alter-globalização. O resto é merda! 

A IA também vai cair na merdificação e mais polarização. Fica aqui o registo.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Perdeu tudo: Musk não é mais trilionário após ações da SpaceX caírem

Menos de duas semanas depois da estreia da SpaceX na Bolsa de Nova Iorque, as ações da empresa afundaram, numa altura em que os mercados recuam nas grandes tecnológicas. Elon Musk viu 350 mil milhões de dólares, cerca de 306 mil milhões de euros, desaparecerem do seu património líquido.

As ações da SpaceX dispararam depois da Oferta Pública Inicial de 12 de junho, subindo de um preço de abertura de 150 dólares para um máximo histórico ligeiramente acima dos 225 dólares — o que levou a capitalização bolsista da empresa a aproximar-se dos 3 biliões de dólares, e tornou Elon Musk o primeiro trilionário da História.

Segundo análise da ONG humanitária Oxfam, ele será mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial juntos, cerca de 3,8 bilhões de pessoas.

Se Musk gastasse 1 milhão de dólares por dia, levaria 2.740 anos para gastar 1 trilhão de dólares, supondo que esse valor não rendesse nenhum juro.

"Essa concentração extrema de riqueza é sintomática de décadas de políticas pró-bilionários que lhes permitiram ditar as regras econômicas a seu favor", afirmou a Oxfam em nota.

Nabil Ahmed, diretor sénior de justiça económica da Oxfam América, disse que a ascensão do magnata ao status de trilionário "é um novo marco para a oligarquia e um dia sombrio para a democracia".

Mas, nos dias seguintes, muitos investidores começaram a perder confiança, dissipando centenas de milhares de milhões de dólares em valor à medida que as ações desciam - primeiro lentamente, depois com uma aceleração cada vez mais acentuada.

Só na segunda-feira, as ações afundaram quase 17%, o pior desempenho diário da empresa até à data, nota o Futurism.

Na manhã de terça-feira, a viagem inaugural de 11 dias da SpaceX em bolsa ficava simbolicamente encerrada com as ações a caírem abaixo do preço de abertura, atingindo um mínimo histórico pouco acima dos 147 dólares.

Por outras palavras, a SpaceX perdeu oficialmente todos os ganhos registados desde a entrada em bolsa. Mais tarde, as ações recuperaram para valores intermédios da casa dos 150 dólares, um nível que teria sido impensável apenas alguns dias antes.

Com a queda das ações da SpaceX, 350 mil milhões de dólares desapareceram do património líquido de Elon Musk — que a Forbes estima que tenha atingido, após a OPI e a valorização inicial, os 1,4 biliões de dólares.

Saber mais:

Análise
A recente queda da SpaceX, que perdeu mais de 600 mil milhões de dólares em valor de mercado num espaço de três dias, representa um evento de proporções históricas que cruza a volatilidade financeira com a alta geopolítica. Apesar do impacto numérico impressionante, que equivale à economia inteira de vários países, a empresa ainda retém uma capitalização superior a dois biliões de dólares, mantendo-se acima do preço da sua recente OPI. Para compreender este fenómeno, é necessário analisar o cenário através de duas lentes interligadas: a económica e a política.

Do ponto de vista económico, este recuo acentuado reflete uma forte correção de mercado após a euforia inicial da OPI. Um dos principais fatores técnicos para esta oscilação foi a baixa flutuação de ações no mercado, uma vez que apenas uma pequena percentagem do capital total da empresa foi disponibilizada para negociação pública. Quando a oferta é muito reduzida e a procura por parte de pequenos investidores é maciça, o preço sobe de forma artificialmente rápida, mas o reverso da medalha é que qualquer movimento de venda em massa faz o valor desabar com o mesmo impacto. Além disso, o grande gatilho para a desconfiança dos investidores foi o anúncio de que a SpaceX irá emitir títulos de dívida para angariar pelo menos 20 mil milhões de dólares, com o objetivo de refinanciar empréstimos de curto prazo associados à aquisição e integração da xAI, a empresa de inteligência artificial de Elon Musk. Como a SpaceX passou a ser avaliada também como um conglomerado de inteligência artificial, a empresa acabou por ser severamente castigada pelo ceticismo geral que atualmente afeta o setor tecnológico global, onde persistem receios de uma bolha tecnológica e de potenciais subidas de juros.

No plano político, o tombo financeiro ganha contornos ainda mais complexos devido ao papel estratégico que a SpaceX desempenha na infraestrutura de segurança e exploração espacial dos Estados Unidos. Em primeiro lugar, esta perda afetou diretamente a fortuna pessoal de Elon Musk, retirando-lhe o estatuto temporário de trilionário, o que tem impacto na sua capacidade de autofinanciamento e na sua influência geopolítica direta, frequentemente exercida através de tecnologias como a rede Starlink. Em segundo lugar, o governo norte-americano, através da NASA e do Pentágono, depende quase exclusivamente da SpaceX para missões críticas de Defesa e exploração espacial. Uma volatilidade financeira desta magnitude numa empresa que detém um monopólio de infraestrutura vital gera apreensão em Washington, levantando dúvidas sobre se o endividamento para financiar projetos de inteligência artificial poderá, a longo prazo, desviar o foco dos programas espaciais essenciais. Por fim, ao misturar a atividade aeroespacial fortemente regulada com investimentos de alto risco em inteligência artificial, Musk atrai um escrutínio redobrado por parte de reguladores e opositores políticos, que questionam a enorme concentração de contratos estatais nas mãos de uma entidade privada exposta a tanta volatilidade. Em suma, esta perda bilionária não sinaliza a falência da SpaceX, mas sim um ajuste drástico de expectativas que prova como as finanças privadas, a inteligência artificial e a segurança nacional estão hoje indissociavelmente ligadas.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A IA pode superar a inteligência humana até 2030, dizem Altman e Musk

A possibilidade de a inteligência artificial (IA) ultrapassar a inteligência humana deixou de ser uma hipótese distante e passou a fazer parte das previsões feitas pelos principais nomes do setor. Nos últimos meses, os executivos que lideram o desenvolvimento da tecnologia passaram a defender publicamente que os sistemas de IA poderão atingir ou superar as capacidades intelectuais humanas ainda nesta década, num movimento que pode transformar a economia, o mercado de trabalho e a produção científica.

O mais recente a reforçar esta avaliação foi o CEO da OpenAI, Sam Altman. Numa entrevista concedida ao jornal alemão Die Welt no final de 2025, o executivo afirmou que ficaria “muito surpreendido” se, até 2030, não existissem modelos capazes de realizar tarefas que os seres humanos não conseguem executar de forma autónoma.

Segundo Altman, os avanços observados desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, aceleraram bastante o desenvolvimento da tecnologia. Para ele, os sistemas de IA já apresentam capacidades consideradas surpreendentes e tendem a evoluir rapidamente nos próximos anos.

O executivo afirmou ainda que consegue imaginar um cenário em que entre 30% e 40% das atividades atualmente realizadas na economia sejam executadas por sistemas de IA num futuro próximo.

A previsão do líder da OpenAI, porém, é considerada conservadora quando comparada com a de outros líderes do setor. Um dos exemplos é Dario Amodei, CEO da Anthropic e antigo executivo da OpenAI, que já declarou acreditar que a IA poderá superar os seres humanos em praticamente todas as atividades intelectuais até 2027.

Bilionários divergem sobre prazos, mas concordam sobre o impacto
Entre os defensores de uma evolução ainda mais acelerada está Elon Musk, fundador da xAI e CEO da Tesla. Numa publicação na rede social X, o empresário afirmou que a IA provavelmente ultrapassará a soma da inteligência de todos os seres humanos dentro de quatro ou cinco anos.

A declaração foi feita em resposta ao empreendedor Peter H. Diamandis, que discutia os limites da capacidade humana de inovação. Para Musk, o avanço dos sistemas de IA está a ocorrer a um ritmo tão acelerado que a tecnologia poderá atingir um nível de inteligência superior ao conjunto da humanidade antes do início da próxima década.

As projeções de Musk fazem parte de uma visão mais ampla sobre o futuro da IA e da robótica. O empresário defende que máquinas inteligentes e robôs humanoides poderão assumir grande parte das atividades produtivas atualmente realizadas por pessoas, aumentando drasticamente a oferta de bens e serviços.

Em diferentes ocasiões, ele chegou a afirmar que esta transformação poderia criar uma era de “abundância” económica sem precedentes.

No centro desta estratégia está o Optimus, o robô humanoide desenvolvido pela Tesla. A empresa aposta que a tecnologia poderá ser utilizada em fábricas, centros logísticos, escritórios e residências. Musk já declarou que os robôs se podem tornar mais importantes para os negócios da companhia do que os próprios veículos elétricos.

Apesar do entusiasmo, tanto Altman quanto Musk reconhecem que ainda existem obstáculos para o avanço da IA. Um deles é a infraestrutura necessária para operar modelos cada vez mais sofisticados. Altman afirmou recentemente que a procura por processamento já supera a capacidade disponível da OpenAI. Para ampliar essa estrutura, a empresa participa na construção de grandes centros de dados nos EUA, incluindo o projeto Stargate, desenvolvido em parceria com a Oracle e o SoftBank.

Mesmo com desafios técnicos e dúvidas sobre os impactos sociais da tecnologia, os líderes do setor concordam num ponto: a corrida rumo à chamada superinteligência artificial já está em andamento e pode redefinir a relação entre humanos e máquinas ao longo da próxima década.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

The Theory of the Vulgar Class


On Sunday Donald Trump celebrated his 80th birthday with a cage match on the White House lawn. The match and the events that surrounded it — especially the press conference with UFC fighters, shown above, held on the steps of the Lincoln Memorial — were a desecration of America’s capital, whose monuments and buildings have always endeavored to represent small-r republican virtues. The whole affair was an affront to the values on which this nation was founded and also unspeakably vulgar.

That last criticism may strike some readers as elitist and trivial. Yet the vulgarity that is the hallmark of Trump and his surrounding circle of oligarchs is a symptom of something not at all trivial: The collapse of social norms. As I argued yesterday, these norms historically played a key role in mitigating abuses of power and privilege during the Gilded Age, the last time America suffered from extreme income and wealth inequality (though not nearly as extreme as what we have now).

Norms matter. In his classic book The Theory of the Leisure Class — published in 1899, at the apogee of the Gilded Age — Thorstein Veblen famously argued that much of the behavior of his era’s elite was driven not by the desire to enjoy life but by the desire to impress others. Partly they did this through conspicuous consumption. Thus they built lavish mansions staffed by legions of servants.

However, members of the Gilded Age elite didn’t solely aim to display their wealth. They also tried to appear respectable. There were surely many private affairs and betrayals we will never know about. But the important point is that the super-wealthy of that era presented to the American public an image of being responsible members of society:

John D. Rockefeller and family

The contrast with the public behavior of Trump’s band of uber-wealthy is startling:


In addition to modeling upstanding behavior, the extremely rich of the Gilded Age were expected to have, or pretend to have, some virtues that were part of the aristocratic ideal, including a sense of noblesse oblige displayed by good works. Veblen was quite cynical about philanthropy, yet even he didn’t dismiss it completely, stating that:
The fact itself that distinction or a decent good fame is sought by this method [such as the endowment of a university, public library or museum] is evidence of a prevalent sense of the legitimacy, and of the presumptive effectual presence, of a non-emulative, non-invidious interest, as a consistent factor in the habits of thought of modern communities.
(Veblen’s lasting intellectual influence did not come from his sparkling prose style.)

Today’s oligarchs, by contrast, have largely given up on the old norms of social and individual responsibility. They give very little money to good causes and their vulgar taste reflects their in-your-face attitude towards the public. In our current hyper-Gilded Age, extreme vulgarity and the decline of philanthropy are really different aspects of the same phenomenon: the rise of an elite so disconnected from ordinary Americans that it feels no need to even appear to be honorable.

So in a real sense we are living in the midst of a reenactment of the decline and fall of the Roman Republic, not a second American Gilded Age. No, I’m not one of those men who thinks about ancient Rome all the time. But there are some obvious parallels.

While the causes of the decline of republican government and Rome’s eventual transition to one-man rule were doubtless complex, there is broad consensus among historians that a key factor was the emergence of extreme inequality. A handful of men became incredibly wealthy from the spoils of Rome’s eastern conquests, and their wealth and power eventually became too great for the rules of constitutional, republican government to contain. Sound uncomfortably familiar?

The death throes of the Republic went on for many years. Politicians declared their rivals enemies of the state, deployed violent gangs to disrupt the rule of law, established temporary dictatorships, and more. The installation of Augustus as emperor in 27 BC was just the final act.

And during this long twilight of constitutional government, one of the ways the extremely wealthy and powerful sought both to demonstrate their wealth and to curry favor with the mob was by sponsoring gladiatorial games.

The vulgarity of the Trumpian elite isn’t in itself that important. But it’s a symptom of a collapse in values and norms that, unless confronted and reversed, may herald the end of the American experiment. We should heed the words of the Stoic philosopher Seneca about the rise and fall of the Roman Republic: “Increases are of sluggish growth, but the way to ruin is rapid.”

quarta-feira, 27 de maio de 2026

The Logic of Taxing Great Wealth

Dados de 2023 [clicar aqui para melhor visualização e mais info]


The 2026 Billionaire Tax Act initiative recently submitted enough signatures to be put on the California ballot for the November 2026 elections. Its goal is to raise revenue by imposing a one-time 5 percent wealth tax on California billionaires to offset large cuts to California’s Medicaid caused by the Trump regime and Congress when, in July 2025, they cut federal taxes mainly on the wealthiest.

The reason for targeting California billionaires for new revenue is their wealth has grown faster than anyone else’s in recent years and they currently pay low taxes relative to their large wealth gains. Many borrow against their wealth for living expenses (banks are delighted to lend to them), enabling them to claim little or no taxable income.

As a result, taxing billionaires can both raise substantial revenue and restore tax progressivity at the very top. California is in the vanguard of what the nation must do. I believe they will do it when Democrats are back in control, and when they enact campaign finance reforms so no member of Congress is necessarily dependent on the super-wealthy for the bulk of their campaign contributions.

The following oped appeared in today’s New York Times. It was written by two of my colleagues at Berkeley, Professors Emmanuel Saez and Gabriel Zucman (who is also at the Paris School of Economics). I have reproduced it in its entirety, with permission, and have highlighted paragraphs I believe to be particularly important.

They make the case for the billionaire wealth tax in California, and indirectly for a billionaire wealth tax nationwide. They also answer the arguments against the tax, such as that California billionaires may leave the state in expectation that such wealth taxes would be renewed, possibly reducing future income tax revenue to the state and reducing its economic dynamism as the engine of tech innovation.

With wealth inequality now surging beyond anything ever witnessed in America, the dictum attributed to Justice Louis D. Brandeis has become dramatically relevant: “America faces a choice: We can have great wealth in the hands of a few, or we can have a democracy, but we cannot have both.” A wealth tax is a necessary precondition for everything else.

The billionaire class in California includes roughly 250 households, a mere 0.001 percent of the state’s families. Yet its wealth now amounts to more than half of California’s entire annual economic output.

This means that if these billionaires spent all of their wealth, they could buy more than half of the goods and services produced in a year in the entire state.

This extraordinary wealth does not translate into extraordinary tax contributions.

From 2019 to 2025, California billionaires’ wealth grew an average of over 15 percent per year, while they paid, on average, just 0.26 percent of their wealth annually in state income taxes. Their income tax payments accounted for only 2.4 percent of California’s income tax revenue.

For the very richest individuals, the effective burden was even lower. The four wealthiest Californians — former Google co-founder Sergey Brin, Nvidia’s Jensen Huang, former Google CEO Larry Page, and Facebook’s (Meta’s) Mark Zuckerberg — paid an average of just 0.07 percent of their wealth annually in California income tax over that period, according to our analysis of Securities and Exchange Commission records on stock sales and executive compensation from their companies.

California’s tax system fails to effectively tax ultrahigh-net-worth individuals. The same is true of the United States’ tax system and those of other countries.

The problem is that billionaires’ fortunes are largely held in assets (mainly stocks) that rise in value over time. This rise in value is not taxed unless the assets are sold. Under current law, when billionaires don’t sell their stock, wealth accumulates while taxes on their gains are deferred indefinitely and sometimes avoided entirely.

To understand how California’s billionaires have become so unfathomably rich, it’s helpful to think of their fortunes as icebergs. Some earnings are easy to see — and tax. From 2019 to 2025, Mr. Zuckerberg reported more than $7.1 billion in income from Meta: $181 million in compensation, $1.4 billion in dividends and $5.6 billion in gains from selling stock.

Despite making so much money, Mr. Zuckerberg was taxed a combined state and federal rate of just 27 percent on that income. That’s not much higher than the average California household’s effective tax rate of about 20 percent.Mr. Zuckerberg’s tax rate was relatively low in large part because most of his income was in the form of capital gains — what he made from selling stock that had risen in value. Capital gains are taxed federally at a lower rate than ordinary income.

Most of Zuckerberg’s wealth is hidden from income taxes. Since 2019, Meta has made hundreds of billions of dollars in profit. As Meta’s chief executive, Mr. Zuckerberg has invested much of that money back into the company, of which he owns about 13 percent. These profits have been taxed at a relatively low 17 percent, Meta’s effective corporate income tax rate. Their reinvestment has boosted the company’s value and, therefore, the value of its shares. This caused Mr. Zuckerberg’s wealth to rise by tens of billions of dollars.

The same is true of the wealth Mr. Zuckerberg accumulated as Meta grew and investors became more bullish about the company. This dynamic increased the value of his shares by an additional $142 billion. Unless Mr. Zuckerberg sells his shares, all of this growth remains untaxed.

But he can put his gains to use without selling them, borrowing tax-free against his holdings at low interest rates, as he did in 2023, when he pledged $3.1 billion worth of his Meta shares as collateral for a loan.

California’s other top billionaires have similarly structured fortunes. Without a wealth tax, these tech barons will continue to hoard the rewards of the state’s economic growth while its cities cut services and its workers lose health care.

Google’s founders, Mr. Brin and Mr. Page, are the state’s richest individuals, with more than $600 billion in wealth between the two of them — up from $345 billion last September. They have come out against the wealth tax initiative while making moves to leave the state. They benefit from the status quo.

Mr. Brin has funded the political campaign against the measure and has funded signature collection for two competing ballot initiatives that could undercut the wealth tax, spending at least $57 million to fight it.

They stepped down from day-to-day management at the end of 2019. That year and in 2020 and 2023, each got from Alphabet, Google’s parent company, only $1 per year in executive compensation.

They didn’t sell stock, and they didn’t receive dividends or any other compensation relating to Alphabet, so they paid no income tax on their wealth related to the company. But their stock wealth rose by $133 billion, driven in part by the reinvestment of their share of company profits, which amounted to $20 billion in those three years. Scenarios like this show why some of the very wealthiest people in America are among the least taxed.

This arrangement violates basic principles of fairness, deprives the government of revenue it needs for public services and fuels wealth concentration.

Overwhelming wealth becomes power — power to influence the direction of corporate behemoths, power to sway society through donations and media ownership, power to steer politics through unlimited campaign contributions to super PACs.

Elon Musk’s recent adventures in the executive branch, after spending hundreds of millions of dollars to help elect Donald Trump, demonstrate how quickly concentrated wealth can transmute into political control.

We don’t imagine that a one-time 5 percent tax on the wealth of California billionaires, as proposed in the 2026 Billionaire Tax Act, would fix all these problems. But it could raise nearly $100 billion in revenue for California. This amount would make up for the funding the federal government is taking away from the state over the next five years. It would also be tiny relative to billionaires’ recent wealth gains.

In the past three years alone, the total wealth of California’s billionaires grew by a staggering 144 percent, to over $2 trillion.

Taking such a small bite out of billionaires’ exponentially growing tech wealth wouldn’t doom Silicon Valley because the value of California’s concentrated tech talent dwarfs the proposed wealth tax. Nvidia’s chief executive, Mr. Huang, who would be one of the biggest payers of the tax, said he would be “perfectly fine” with it.

Other myths about the proposal need to be dispelled. It would tax only billionaires. It has been carefully written to respect the California and U.S. Constitutions. It contains provisions designed to prevent taxation beyond 5 percent of the fair market value of anyone’s shares and to avoid hitting start-ups hard. Billionaire entrepreneurs, with sizable illiquid stakes in newly founded private companies, would be able to defer payments until they began to cash out.

It is too late for superrich Californians to flee the state to avoid the tax. If approved in November, the tax would apply to billionaires who were residents of California as of Jan. 1, 2026. Some affected taxpayers might have left between the ballot initiative’s introduction, in late October 2025, and the end of the year. But it is improbable that any significant number of billionaires fully cut ties with California in that short period.

Critics of the ballot measure have voiced concerns that even a small number of billionaires leaving the state would lead to lower state tax revenues overall. Their math doesn’t add up. California’s billionaires currently pay such a low tax rate that even if all of them left the state, it would take 25 years for the loss of their tax payments under the current set of rules to surpass the amount the state would raise if the one-time tax succeeds this fall.

In 2025, California collected $4.1 billion in income tax from its billionaires. We estimate that California would collect about 25 times that much revenue — about $103 billion — from the proposed wealth tax.

While billionaires who no longer run their businesses day to day may choose to eventually leave California, uprooting an established business that relies on the pool of California’s tech talent and tech ecosystem would be much harder: While Mr. Page and Mr. Brin may leave for Florida or Nevada, there are no discussions of Google leaving Mountain View.

California’s tech sector produces billionaires faster than any other state’s. Its superrich — who have benefited from the state’s infrastructure, universities and networks of people and businesses — have accumulated enormous fortunes almost tax-free. The proposed billionaire tax would finally make them contribute in modest proportion to their gains.

In November, California’s voters should show the nation the way forward.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Starlink de Elon Musk duplica preço do plano de emergência em Portugal. Conheça o outro lado da moeda - os seus impactos ambientais


A Starlink, que fornece internet via satélite, incluindo no território português, está a comunicar aos clientes uma subida de preços que chega aos 100% no plano mais básico para situações de emergência, apurou o ECO. O agravamento ocorre numa altura em que várias famílias adquiriram nos últimos meses equipamentos da marca da SpaceX para se precaverem, depois do apagão do ano passado e das tempestades de fevereiro, e em que o Governo planeia entregar um kit de conectividade desta empresa às juntas de freguesia no âmbito do PTRR. Mas coincide também com o histórico IPO da ‘casa-mãe’, a SpaceX, do multimilionário Elon Musk.

A mensalidade do “Modo Standby”, que permite manter um equipamento Starlink ativo, com serviços mínimos — para que esteja pronto a reativar em caso de necessidade ou emergência –, irá passar de cinco para dez euros por mês. O preço duplicará já em meados do próximo mês de junho, segundo o comunicado enviado aos clientes consultado pelo ECO.

O email obtido não detalha as subidas que serão aplicadas aos restantes pacotes e não foi possível encontrar informação agregada no site da empresa. Nesse sentido, o ECO contactou a Starlink para solicitar a tabela comparativa dos preços, mas ainda não obteve resposta.

Portugal não é o único mercado a assistir a aumentos de preços da Starlink. Nos Estados Unidos, o agravamento das mensalidades varia entre os cinco e os dez dólares, conforme o plano, de acordo com o portal de tecnologia Cnet
  1. O plano Residencial 100 Mbps (velocidade máxima de download) vai aumentar de 50 para 55 dólares nos EUA, uma subida de cinco dólares mensais. Em Portugal o mesmo plano custa, atualmente, 29 euros por mês.
  2. Já o Residencial 200 Mbps, que custava 80 dólares nos EUA, irá subir para 85 dólares mensais, o que também representa um aumento de cinco dólares. Em Portugal, a mensalidade atual é de 45 euros.
  3. O Residencial Max irá aumentar nos EUA de 120 para 130 dólares, um agravamento de dez dólares por mês. Em Portugal, custa 65 euros.
Estes planos permitem aceder à internet numa morada fixa definida pelo cliente. Mas os planos Roam, que permitem aceder à internet em qualquer local onde se coloque a antena — incluindo em viagem — também irão sofrer agravamentos:
  1. Nos EUA, o Roam 100 Mbps passará de 50 para 55 dólares, custando atualmente 45 euros por mês em Portugal.
  2. O Roam Ilimitado subirá no mercado norte-americano de 165 para 175 dólares, quando em Portugal custa 95 euros por mês.
“A Starlink está a aumentar rapidamente a capacidade da rede, a expandir a cobertura e a melhorar a fiabilidade para os clientes. A forte procura da Starlink reflete o valor que os clientes continuam a ver no serviço, e os preços podem mudar à medida que continuamos a investir em produtos e serviços acessíveis e de alto desempenho”, justifica a empresa, num conjunto de perguntas e respostas disponibilizado aos clientes.

Este aumento de preços surge cerca de três meses depois de a Starlink ter promovido outras alterações nas suas assinaturas. Em meados de março, a empresa comunicou o fim do plano Residencial Lite, cujo tráfego não era considerado prioritário, passando a limitar a velocidade de download a 100 Mbps e cobrando o mesmo preço. Na prática, tratou-se de um downgrade do serviço, mantendo o preço e a oferta de tráfego ilimitado.

Startlink conquista clientes após Kristin e apagão
A nova política de preços da empresa do homem mais rico do mundo acontece depois de um período de grande expansão da base de clientes em Portugal, sobretudo depois de a operadora ter promovido uma campanha de descontos agressiva no preço dos equipamentos, logo após o grande apagão energético de 28 de abril de 2025, que afetou toda a Península Ibérica.

Ademais, coincide com um momento em que o Governo tem em cima da mesa, no âmbito do plano PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência), uma proposta para distribuir uma ligação de dados Starlink por cada uma das mais de três mil freguesias do país.

A ideia é que estes equipamentos sirvam de redundância no acesso à internet numa situação em que as redes de comunicações eletrónicas tradicionais estejam indisponíveis, bastando, para tal, a ligação da antena e do router (se necessário) a uma fonte de corrente elétrica — por exemplo, um gerador. A proposta está associada às tempestades que no início do ano afetaram a zona centro do país.

Starlink é a galinha dos ovos de ouro da SpaceX
O aumento dos preços ocorre também num momento de grande importância para a Starlink, mais propriamente a sua ‘casa-mãe’: a SpaceX vai realizar a maior Oferta Pública Inicial (IPO) de sempre, com a qual espera arrecadar 75 mil milhões de dólares a uma avaliação de 1,75 biliões (ou trillions, como se diz em inglês).

Nesta mesma quarta-feira, 20 de março, a SpaceX entregou ao regulador norte-americano dos mercados financeiros o muito aguardado prospeto com os resultados financeiros. O documento coloca a descoberto que a SpaceX perdeu 4,94 mil milhões de dólares em 2025 e revela que dois terços dos 18,7 mil milhões em receitas foram obtidos através da Starlink.

O documento consultado pelo ECO mostra também que a Starlink chegou ao fim de março de 2026 com 10,3 milhões de clientes, número que compara com os 2,3 milhões de clientes que tinha no final de 2023. A empresa fechou 2025 com uma receita média por cliente de 86 dólares.

Segundo as agências internacionais, é esperado que o IPO da SpaceX arranque por volta do dia 4 de junho, com as ações da empresa a chegarem à bolsa a 11 ou 12 de junho. Poucos dias depois, entrará em vigor o aumento das mensalidades.

Impactos ambientais

terça-feira, 19 de maio de 2026

Elon Musk perde processo contra a OpenAI e Sam Altman

O tribunal federal da Califórnia deu razão à OpenAI e ao seu diretor-executivo, Sam Altman, no processo apresentado por Elon Musk em 2024, rejeitando as alegações de que a empresa teria traído a sua missão original de desenvolver inteligência artificial em benefício da humanidade ao evoluir para um modelo com fins lucrativos.

A decisão foi conhecida esta segunda-feira, depois de mais de duas horas de deliberações do júri no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.

Num veredicto unânime, o júri concluiu que não existiam fundamentos suficientes para sustentar as acusações apresentadas por Elon Musk.

O processo insere-se num longo conflito entre Musk e a OpenAI, no qual o empresário acusa a empresa de ter abandonado os princípios fundadores e de ter colocado o lucro à frente do objetivo inicial de "benefício da humanidade".

Na queixa, Musk descreve o caso como uma “história clássica de altruísmo versus ganância”, alegando ter financiado a organização com dezenas de milhões de dólares na fase inicial, em 2015, além de ter recrutado investigadores para o projeto.

Musk, que abandonou a direção da OpenAI em 2018, tem criticado de forma recorrente a evolução da empresa, sobretudo após a parceria com a Microsoft e o crescimento do ChatGPT, apontando um afastamento da missão original.

De acordo com a Reuters, no final da audiência, o advogado de Elon Musk afirmou que a defesa poderá recorrer da decisão. Ainda assim, a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers indicou que um eventual recurso poderá enfrentar dificuldades, uma vez que o prazo legal para apresentação da queixa já tinha expirado.

A juíza afirmou ainda que existiam provas suficientes para sustentar a decisão do júri.
“Há uma quantidade substancial de provas que sustentam a decisão do júri e é por isso que estava preparada para arquivar o caso imediatamente”, afirmou a juíza, sublinhando a robustez da decisão.

Mais info: aqui

sábado, 25 de abril de 2026

The Worst Neo Robber Baron of Them All



I’m tempted to give Elon Musk that title. But when it comes to greedy and irresponsible corporate behavior, one CEO is outdoing even Musk.

When the history of this sordid second Gilded Age is written, the list of neo robber barons will obviously include Musk as well as Meta’s (Facebook’s) Mark Zuckerberg, Palantir’s Alex Karp, Palantir’s co-founder and board chair Peter Thiel, Oracle’s Larry Ellison (and his son, David), Google’s Sundar Pichai, Blackstone’s Stephen Schwarzman, and the Trump Organization’s monumentally corrupt Donald Trump, Donald Trump Jr., and Eric Trump.

But one greedy, public-be-damned CEO stands out even above Musk, Trump, and the rest. His name: Jeff Bezos. His corporation: Amazon.

It is difficult for the human mind to comprehend all the ways Bezos is shafting Americans.

Start with prices. According to a newly unsealed filing released Monday in an antitrust lawsuit brought by California Attorney General Rob Bonta, Amazon has pressured major brands like Levi’s and Hanes to demand that competing retailers raise prices on their products.

The New York Times’s David McCabe reports on unsealed evidence that Amazon punishes sellers on its marketplace for offering lower prices on other websites, like those of Walmart or Target. When it spots a competitor’s lower price, Amazon tells the brands to demand that rival sites raise their prices for the products.

The filing includes an email to Hanes from Amazon, with links to Target’s and Walmart’s lower prices, along with Hanes’s apologetic response that it “reached out to Target and Walmart to have the prices increased.” And an email to Levi’s from Amazon, with links to lower-priced khakis on Walmart’s website, along with Levi’s response that Walmart had agreed to raise its price.

According to the lawsuit, Amazon has been able to exert pressure on different brands to raise their prices because of Amazon’s power and reach.

At a time when most Americans are having trouble making ends meet, Amazon’s push to raise prices — to enlarge its profits (and put more money into Jeff Bezos’s pockets) — is beyond unconscionable.

This is hardly Bezos’s and Amazon’s first brush with antitrust law. In 2023, the Federal Trade Commission and 17 states accused Amazon of illegally maintaining a monopoly in online retail by squeezing merchants who sell on its site and prioritizing its own products, resulting in “artificially higher prices.”

In September, the FTC agreed to settle another lawsuit against Amazon that accused it of making it difficult for consumers to cancel its Prime subscription service. Amazon agreed to pay up to $2.5 billion — including $1 billion in penalties and additional payouts to consumers — but didn’t admit or deny wrongdoing.

Meanwhile, The American Prospect’s Harold Meyerson reports that Virginia is subsidizing Amazon’s “second headquarters” in Crystal City, Virginia — just across the Potomac from Washington, D.C. — with $750 million in taxpayer funds, yet the corporation is wildly behind its job-creation pledge. Having promised to create 25,000 new jobs by 2038, it created a mere 1,600 jobs last year and is up to just 29 percent of the number of jobs it promised by now.

Speaking of Amazon jobs: Until earlier this month, attorneys for the National Labor Relations Board were prosecuting Amazon for firing employees that make Amazon deliveries because they’d voted to join the Teamsters, a clear violation of labor laws.

But then, a few weeks ago, the NLRB attorneys — now firmly under control of Trump’s NLRB general counsel — announced they’d reached a “settlement” with Amazon in which Amazon agreed to pay the workers who’d been laid off for more than two years, two weeks’ worth of wages. Two weeks.

Amazon’s workers are among the worst-treated in America.

Ryan Haas of The Western Edge reports that on April 6, an Amazon warehouse worker collapsed and died on the floor of Amazon’s warehouse in Troutdale, Oregon. A co-worker trained in CPR tried to help but was told by a manager to turn around. For more than an hour, employees said, they were instructed to continue picking items and loading trucks as the man lay dead. One manager reportedly told workers to “just turn around and not look” and get back to work.

Jeff Bezos couldn’t care less. As of April 2026, his net worth is estimated to be between $259 billion and $269 billion, making him one of the three richest people in the world.

Like the robber barons of the first Gilded Age, Bezos’s consumption is of the conspicuous kind.

He celebrated his wedding last year to Lauren Sánchez with a multi-day star-studded event in Venice, Italy, estimated to cost more than $50 million, featuring guests like Oprah Winfrey and Kim Kardashian, and including a ceremony on the island of San Giorgio Maggiore and a pajama-themed afterparty at the Arsenal.

His “homes” include three adjacent properties on Indian Creek Island in Florida, costing over $230 million; the former Warner estate in Beverly Hills, California, which features a 13,600-square-foot mansion and a golf course, which he purchased for $165 million; a 14-acre compound on Maui with a 4,500-square-foot main house and 700-square-foot pool; a $23 million mansion in Washington, D.C.; and a massive multi-lot compound with waterfront frontage in Medina, Washington.

But what puts Bezos at the head of all the other robber barons in this second Gilded Age is his slavish sycophancy toward the worst president in American history.

Bezos bought the legendary Washington Post for $250 million in October 2013 and has turned it into a Trump cheerleader — prohibiting its editorial page from endorsing Kamala Harris in 2024 and barring it from writing anything critical about American capitalism or Trump.

(That’s not all Bezos has done to ruin the Post. In February, he fired more than 300 Post journalists, about a third of its staff.)

Then he shamelessly paid $40 million to license the documentary “Melania” plus $35 million to market it — and earned back a tiny percentage. It was a blatant bribe of Trump.

And he does whatever Trump asks. After Trump complained to Bezos about a report that Amazon planned to display for consumers the costs of Trump’s tariffs, Bezos immediately canceled the plan.

Bezos has sucked up to Trump presumably to secure Pentagon contracts for his Blue Origin rocket company, which landed a $2.3 billion NASA contract early in Trump's second term. And to avoid further antitrust lawsuits or labor law scrutiny.

That he has zero scruples does not necessarily distinguish Bezos from the other robber barons of this despicable era.

But his public-be-damned business practices, his especially conspicuous consumption, and his excessive sucking up to Trump make Jeff Bezos the worst CEO of them all.

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