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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A direita que nunca saímos


Finalmente chegou a direita. A chegada tem a pequena particularidade de ocorrer depois de várias décadas em que se privatizaram empresas, liberalizaram mercados, enfraqueceu o poder sindical, se tornou o trabalho mais precário em nome da flexibilidade, se moderaram salários em nome da competitividade e se entregou uma parte crescente da habitação à lógica financeira. Mas não estraguemos uma entrada triunfal com minudências cronológicas. A direita chegou agora e, pelos vistos, tudo aquilo que aconteceu antes deve ter sido socialismo, comunismo ou uma fusão dos dois. Há quem consiga encontrar ambos no mesmo período, às vezes na mesma frase, o que poupa o incómodo de distinguir sistemas económicos.

Foi, reconheça-se, uma variedade bastante imaginativa de socialismo e uma versão ainda mais imaginativa de comunismo. O Estado retirava-se de sectores económicos, empresas públicas passavam para mãos privadas, o capital circulava com crescente liberdade, a negociação colectiva perdia força e sucessivos governos procuravam tranquilizar mercados com uma solicitude que raramente dedicavam aos salários. Quem preferir a tese da fusão terá apenas de aceitar um socialismo que privatiza e um comunismo muito respeitador da propriedade privada e dos mercados financeiros. Com definições suficientemente largas, cabe tudo.

A grande vitória da direita económica não consistiu em ganhar todas as eleições. Isso seria demasiado trabalhoso e, além do mais, desnecessário. Bastou-lhe conseguir que uma parte substancial das suas ideias deixasse de depender dos seus partidos. Ao longo das últimas décadas, governos de centro e de centro-esquerda aceitaram privatizações, desregulação, disciplina salarial, flexibilização laboral e a primazia da competitividade como componentes normais da governação. Discutia-se a intensidade, o calendário, por vezes o grau de protecção que devia acompanhar cada reforma, mas a direcção geral já raramente precisava de se apresentar como ideológica.

Uma ideia política alcança uma posição particularmente confortável quando já não precisa de dizer o nome. Privatizar tornou-se modernizar. Cortar despesa passou a chamar-se reformar. Reduzir protecção laboral era flexibilizar. Baixar custos para as empresas significava estimular a economia. Os salários, esses, tinham de ser responsáveis, porque aparentemente existe uma forma irresponsável de querer viver do próprio trabalho. Pouco a pouco, opções políticas perfeitamente discutíveis foram promovidas à categoria de factos da natureza. A chuva cai, o Sol nasce, os mercados precisam de confiança e o trabalhador precisa de compreender.

A linguagem ajudou bastante. Um empregado pode reagir mal se lhe disserem que vai perder poder negocial; fica muito mais composto se lhe explicarem que está a entrar num mercado de trabalho dinâmico. Quem ganha menos pode achar desagradável ouvir que a sua parte do rendimento nacional vai encolher; já a moderação salarial possui uma serenidade quase monástica. Até o trabalhador aprendeu a falar de si próprio como “custo laboral”, uma pequena obra-prima cultural. Durante séculos os homens tentaram deixar de ser mercadoria. Finalmente conseguimos que preencham o formulário como mercadoria e agradeçam a eficiência do processo.

Daqui nasceu uma figura política que merece estudo. O assalariado que observa a economia a partir da secretária do proprietário, embora continue a sentar-se na cadeira do assalariado. Preocupa-se com os encargos patronais de uma empresa que não possui, acompanha com ansiedade a tributação de patrimónios que nunca terá e suspeita dos direitos laborais de que depende. Há gente que resolveu a questão de classe de uma maneira admiravelmente simples: sente-se rica. A parte espiritual está tratada; falta apenas aquele pormenor bastante material que costuma acompanhar a riqueza e a que, por convenção, chamamos dinheiro. É uma conquista respeitável. Fazer um trabalhador pensar como o patrão sem ter de lhe entregar a empresa permite poupanças consideráveis.

Também ajuda convencê-lo de que os males da sua vida resultam de ainda haver demasiada esquerda. O salário mal chega, logo o mercado precisa de mais liberdade. A renda consome metade do rendimento, logo falta liberalizar a habitação. O emprego é inseguro, portanto existem demasiadas garantias. O hospital demora, conclusão inevitável, o Estado é ineficiente. A receita beneficia de uma resistência invulgar à experiência. Se melhora, estava certa. Se piora, faltou aplicá-la com coragem. Os alquimistas teriam apreciado o método.

A habitação oferece um exemplo especialmente instrutivo porque permite comparar a retórica com números bastante menos imaginativos. A ficha PH4.2 da OCDE, actualizada em Novembro de 2025, colocava a habitação social para arrendamento em cerca de 34% do parque habitacional dos Países Baixos, 23% na Áustria, 21% na Dinamarca, 16% no Reino Unido e 14% em França. Espanha surgia com 1,2%. Portugal rondava 1%.

sábado, 4 de abril de 2026

Paraísos fiscais globais "alimentam a desigualdade" enquanto os países ricos bloqueiam reformas da ONU

Uma década depois do Panama Papers, os 0,1% mais ricos da Terra escondem mais de 2,8 biliões de dólares em contas offshore para evitar o pagamento de impostos, concluiu um relatório da Oxfam International. Só esse dinheiro representa mais riqueza do que a detida por toda a metade mais pobre da humanidade, ou seja, mais de 4,1 mil milhões de pessoas.

Ilhas Caimão

De acordo com o relatório publicado na terça-feira, a economia global continua a perder centenas de milhares de milhões de dólares todos os anos devido ao abuso fiscal transfronteiriço — uma perda de receitas que os especialistas afirmam estar a alimentar a desigualdade extrema e a privar os governos de recursos necessários para combater a crise climática e financiar serviços públicos.

Em conjunto com o relatório The State of Tax Justice 2024, publicado pela Tax Justice Network (TJN), estima que os países perderão 4,8 biliões de dólares em receitas fiscais nos próximos dez anos se as tendências atuais se mantiverem.

"O abuso fiscal global não é um desastre natural, mas uma escolha política", afirmou Liz Nelson, diretora da TJN. "Os governos têm o poder de acabar com esta injustiça, mas os países ricos continuam a proteger os interesses dos abusadores fiscais em vez dos seus próprios cidadãos."

O relatório destaca que os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) — frequentemente descrita como o "clube dos países ricos" — são responsáveis pela maior parte das perdas fiscais mundiais. Segundo a análise, os países da OCDE e as suas dependências facilitam a maioria do abuso fiscal corporativo global, enquanto os países de baixo rendimento continuam a ser os mais afetados proporcionalmente.

Durante décadas, a OCDE liderou as negociações sobre as regras fiscais globais. No entanto, o relatório da TJN argumenta que estas regras foram concebidas para beneficiar as multinacionais e os países ricos, deixando o resto do mundo de fora.

O relatório surge num momento em que cresce o impulso para a criação de uma Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Cooperação Fiscal Internacional. No ano passado, os países votaram esmagadoramente a favor de levar as negociações fiscais para a ONU, desafiando a oposição de grandes economias como os EUA e o Reino Unido.

"A transferência da liderança das regras fiscais da OCDE para a ONU é o passo mais importante que podemos dar para acabar com a era dos paraísos fiscais", disse Alex Cobham, diretor executivo da Tax Justice Network.

A Common Dreams reportou que a erosão da base tributária obriga os governos a depender de impostos sobre o consumo, que prejudicam desproporcionalmente os pobres, enquanto as multinacionais ganham uma vantagem competitiva injusta sobre os negócios locais. O relatório conclui com um apelo urgente para que os países apoiem o processo da ONU para garantir que os impostos sejam pagos onde a atividade económica real ocorre.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Portugal é melhor do que a Suécia, por Bárbara Reis

Fonte: Público
Vamos falar de double Irish, sanduíches holandesas e single malt. Graças à Iniciativa Liberal (IL) — partido que defende os paraísos fiscais — mergulhei no estranho mundo dos esquemas inventados pela Irlanda para as multinacionais americanas fugirem aos impostos.
Carlos Guimarães Pinto, fundador da IL, respondeu ao coffee break da semana passada (A Irlanda é um paraíso fiscal — sim, os números mentem), informando ser ele o autor do “autocolante” que recebi no WhatsApp a enaltecer a economia irlandesa. Agradeço o cuidado e a sobriedade do debate. Mas na sua carta Guimarães Pinto ignora a questão central: os paraísos fiscais não são um exemplo a seguir. Dito ao contrário: os paraísos fiscais são maus exemplos. Dito ainda de outra forma: até o actual governo irlandês reconheceu em Davos que “as empresas devem pagar os impostos que devem, na íntegra e onde são devidos”. Ou dito simplesmente assim: os paraísos fiscais são feitos de uma massa esquisita, que junta falta de ética, desfaçatez e egoísmo.
Caro leitor: se googlar dois minutos verá que não estou sozinha. Comigo estão muitos políticos de direita e de partidos democratas cristãos. Percebe-se: fugir aos impostos tem pouco de cristão. E fazer o pino para pagar menos do que os outros em iguais circunstâncias tem pouco de democrata.
Porque será que os líderes irlandeses passam a vida enredados em tecnicidades — nos media, nos fóruns internacionais e nos tribunais — a tentar desmentir o óbvio? Será vergonha?
Desde 1956 que a Irlanda tenta atrair investimento estrangeiro reduzindo os impostos, mas logo em 1956, Erskine Childers, ministro e depois Presidente do Fianna Fáil — de direita e democrata-cristão — pôs em causa a ética do novo regime fiscal, dizendo que era “de prever que um certo tipo de investimentos feitos aqui vai ser de carácter fugitivo”.
Já agora: há 65 anos que sucessivos governos irlandeses cortam impostos para atrair empresas estrangeiras, mas a curva de que os liberais gostam — o crescimento do PIB — só levantou voo em 1993, quando foi criado o mercado único europeu. Não tem nada a ver?
Não sei. O que sei é que quando pomos uma lupa em cima da Irlanda vemos 30 anos de “técnicas BEPS”. BEPS desdobra-se em “base erosion and profit shifting” que, como o nome diz, se refere à erosão dos impostos (como a erosão costeira) e à deslocação dos lucros (entre países). Na prática, as multinacionais “deslocam” o lucro do país onde faz o negócio para a Irlanda, onde os impostos “empresariais” são mais baixos. Com jeitinho e ajuda da Holanda, o lucro vai daí para um offshore e regressa a uma segunda empresa na Irlanda sem, no trânsito, pagar um cêntimo de impostos. O requinte da sanduíche holandesa — o Double Irish with a Dutch Sandwich — incluía aproveitar uma facilidade da lei holandesa sobre pagamento de direitos de propriedade intelectual a offshores.
Na Irlanda, o IRC é 12,5%. Só há 21 países ou regiões com um IRC menor. Desses, 10 têm um IRC abaixo de 10% (Madeira, Andorra, Gibraltar, Kosovo, Quirguistão, Mongólia, Paraguai, Quatar, Canárias e Virgin Islands americanas) e 11 têm um IRC de 0% (Virgin Islands britânicas, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Estónia, Jersey, Isle of Man, Bahamas, Bahrain, Barbados, Bermudas e Ilhas Cayman). No seu guia sobre impostos, a PwC lista 81 “países, territórios e regiões que oferecem um regime fiscal mais favorável”. A Irlanda não está incluída. Não sei se sempre foi assim, mas o contabilista a quem se atribui a invenção do double Irish é Feargal O’Rourke, partner da PwC Irlanda desde 1996 e seu presidente desde 2015.
O “duplo irlandês” é a técnica BEPS que ficou célebre quando a União Europeia acusou a Irlanda de ter dado “benefícios fiscais ilegais à Apple”, ordenando a empresa a pagar 13 mil milhões de euros, equivalente aos impostos que não pagara ao Estado irlandês entre 2004 e 2014. A Apple ganhou e Bruxelas recorreu. O caso continua aberto.
A Apple foi a cereja em cima do bolo. Durante 30 anos, o “duplo irlandês” explorou a diferente definição de “residência fiscal” das empresas que havia na Irlanda (era onde estava o controlo da empresa) e nos Estados Unidos (era onde estava a sede fiscal). Como funcionava? Explica o Financial Times: a propriedade intelectual ficava numa empresa cuja sede fiscal era na Irlanda, mas que era controlada nas Bermudas, onde o IRC é 0%. Qual era o problema? “As duplas estruturas irlandesas permitiram às multinacionais americanas ‘estacionar’ um bilião de dólares [milhão de milhão] em paraísos fiscais.”
A boa notícia: após ser investigada, a Irlanda desfez o vazio legal. Depois de 30 anos a passar pelos pingos da chuva, o double irish foi declarado morto a 1 de Janeiro de 2015. Com um asterisco: quem estivesse a usá-lo, teria até 2020 para corrigir o caminho.
A má notícia: mal o “duplo irlandês” foi enterrado, nasceu o single malt. Guimarães Pinto diz na sua carta que não incluiu 2015 nas contas do seu “autocolante” para “não enganar o leitor”. “Seria enganador incluir” o “milagre” de 2015 — o ano em que a Irlanda cresceu 26,5%. O fundador da IL explica que “é comum no caso da Irlanda olhar-se para o PNB”, “que corrige efeitos dos lucros das multinacionais que não ficam no país”. E faz as contas: se tivesse usado o PNB, mostraria Portugal a crescer 8,6% e a Irlanda 16,4%. Fico a pensar: se Guimarães Pinto sabe tão bem como os números da Irlanda estão cheios de ratoeiras, porque é que os usou? Ou porque não usou o PNB? Fico também a pensar que se tivesse incluído os 26,5%, o “autocolante” teria a Irlanda a crescer 51% e isso era demais, ninguém acreditaria, não é?
Segundo problema: 2016 foi um ano normal, mas os foguetes de 2015 continuaram a cair. Até hoje. Além disso, o single malt, que é quase igual ao double Irish, já terá sido usado por pelo menos três gigantes: a Microsoft (LinkedIn) e a Allergan em 2017, e a Teleflex em 2018.
Pus-me a imaginar um “autocolante” diferente, usando números oficiais:
— Desemprego em Novembro de 2019: Portugal 6,7% — Irlanda 4,7%
— Desemprego em Novembro de 2020: Portugal 7,2% — Irlanda 7,5%
— Índice Economia Global Verde ou PIB Verde: Portugal 16.º — Irlanda 33.º
Se o desemprego ou a sustentabilidade não eram a sua prioridade, Guimarães Pinto podia ter pelo menos referido que em Portugal só 56 empresas pagam os 31,5% de IRC que destaca no “autocolante”, o que representa 0,02% das empresas com lucros. Ou podia ter dito que na Irlanda só há dois escalões de IRS (20% e 40%), o que faz com que uma pessoa solteira e sem filhos que ganha por ano 35.301 euros — um cêntimo acima do ponto a partir do qual se sobe de escalão na Irlanda — paga 40% na Irlanda. Mas em Portugal pagaria 37%. Por isso não interessa.
Elogiar a economia da Irlanda sem reconhecer que a origem dos números vem da falta de ética da sua política fiscal é inútil para debater a Irlanda e, muito menos, o futuro de Portugal. E nem falámos de outra coisa óbvia: americanos e irlandeses falam a mesma língua. Inglês. Hoje há 33 milhões de americanos — 10% da população — que se identificam como irish. Isso é capaz de ajudar.
Podia ignorar a história, a cultura e a política dos últimos 100 anos e fazer um “autocolante” a dizer que Portugal é melhor do que a Suécia. Imaginem:
— Taxa de desemprego antes da pandemia: Portugal 6,7% — Suécia 6,8%
— Taxa de desemprego após a pandemia: Portugal 7,2% — Suécia 7,7%
— Crescimento do PIB em 2019: Portugal 2,2% — Suécia 1,3%
— Casos totais de covid-19: Portugal 636.190 — Suécia 556.289
— Mortes por covid-19: Portugal 10.469 — Suécia 11.247
Está a ver onde isto nos leva? A 28 de Janeiro, Portugal tinha mais 79.901 casos de covid, mas menos 778 mortos. O nosso SNS é melhor, viva! Ou será outra coisa? Talvez. No dia seguinte, era o contrário. E o que fazer com o 1.º lugar da Suécia no índice da economia verde? Afinal eles são bons?!
Os “autocolantes” de consumo rápido servem para quê, senão intoxicar?
Foi anunciado há dias que Guimarães Pinto é o presidente do Instituto +Liberdade, um novo think tank criado para, entre outras coisas, “fomentar a literacia económica e financeira”. Ideia magnífica. Esperam-se “autocolantes” à altura.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Números do Financial Secrecy Index - as empresas de notação são apenas um dos prismas


2009 Results 
Download: PDF | Excel

Secrecy Jurisdiction Opacity Score Global Scale Weight Opacity Component Value Financial Secrecy Index Value Financial Secrecy Index Rank
USA (Delaware) 92 0.17767 84.6 1503.80 1
Luxembourg 87 0.14890 75.7 1127.02 2
Switzerland 100 0.05134 100.0 513.40 3
Cayman Islands 92 0.04767 84.6 403.48 4
United Kingdom (City of London) 42 0.19716 17.6 347.79 5
Ireland  62 0.03739 38.4 143.73 6
Bermuda 92 0.01445 84.6 122.30 7
Singapore 79 0.01752 62.4 109.34 8
Belgium 73 0.01475 53.3 78.60 9
Hong Kong 62 0.01986 38.4 76.34 10
Jersey 87 0.01007 75.7 76.22 11
Austria 91 0.00511 82.8 42.32 12
Guernsey 79 0.00580 62.4 36.20 13
Bahrain 92 0.00278 84.6 23.53 14
Netherlands 58 0.00689 33.6 23.18 15
British Virgin Islands 92 0.00177 84.6 14.98 16
Portugal (Madeira) 92 0.00146 84.6 12.36 17
Cyprus 75 0.00206 56.3 11.59 18
Panama 92 0.00128 84.6 10.83 19
Israel 90 0.00128 81.0 10.37 20
Malta 83 0.00126 68.9 8.68 21
Hungary 75 0.00136 56.3 7.65 22
Malaysia (Labuan) 100 0.00072 100.0 7.20 23
Isle of Man 83 0.00084 68.9 5.79 24
Philippines 83 0.00074 68.9 5.10 25
Latvia 75 0.00073 56.3 4.11 26
Lebanon 91 0.00032 82.8 2.65 27
Barbados 100 0.00026 100.0 2.60 28
Macao 87 0.00025 75.7 1.89 29
Uruguay 87 0.00024 75.7 1.82 30
United Arab Emirates (Dubai) 92 0.00018 84.6 1.52 31
Mauritius 96 0.00013 92.2 1.20 32
Bahamas 100 0.00011 100.0 1.10 33
Costa Rica 92 0.00006 84.6 0.51 34
Vanuatu 100 0.00005 100.0 0.50 35
Aruba 83 0.00004 68.9 0.28 36
Belize 100 0.00002 100.0 0.20 37
Netherlands Antilles 75 0.00002 56.3 0.11 38
Brunei* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Dominica* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Samoa* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Seychelles* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
St Lucia* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
St Vincent & Grenadines* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Turks & Caicos Islands* 100 0.00001 100.0 0.10 joint 39
Antigua & Barbuda* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Cook Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Gibraltar* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Grenada* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Marshall Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Nauru* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
St Kitts & Nevis* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
US Virgin Islands* 92 0.00001 84.6 0.08 joint 46
Liberia* 90 0.00001 81.0 0.08 54
Liechtenstein* 87 0.00001 75.7 0.08 joint 55
Anguilla* 87 0.00001 75.7 0.08 joint 55
Andorra* 83 0.00001 68.9 0.07 57
Maldives* 80 0.00001 64.0 0.06 58
Montserrat* 79 0.00001 62.4 0.06 59
Monaco* 67 0.00001 44.9 0.04 60
*   Jurisdictions marked with an asterix are ranked according to their opacity score.
O segredo bancário no mundo- escandaloso!

::>Total de empresas registadas numa moradia em Luxemburgo (paraíso fiscal): 19 mil
::>(quase ao lado de Haiti) Total de empresas registadas nas Bristish Virgin Islands: 813.516
 ::>50% do comércio mundial passa pelos paraísos fiscais (dados da ATTAC)
::>1 bilião de dólares ao ano, é o valor de perda de receita fiscal dos países da OCDE
por causa dos paraísos fiscais
::> 11.5 biliões de dólares é o montante transferido para off-shores pelos homens mais ricos do mundo

Saiba mais em
Financial Secrecy Index  que denuncia não apenas os paraísos fiscais mas também as "jurisdições de segredo", um conceito alargado para incluir não apenas os países com forte sigilo bancário, como a Suíça, mas também aqueles que como o Reino Unido, EUA, Irlanda (sim! em 6º)  e em  e Portugal, na Madeira (17º- vergonha!!!) apresentam buracos legislativos que permitem a evasão fiscal e a opacidade dos seus sujeitos activos (adaptado de Visão, 7 Julho 2011).


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Câmaras digitais, componentes e meio ambiente




Vai para férias? Adora tirar imensas fotos e a Natureza? As câmaras digitais são mais amigas do ambiente. Irei tentar saber do ranking de marcas mais eco-amigas. Por agora fica este texto.

Digital cameras are good for the environment
01.02. 2005 Mike Adams, the Health Ranger, NaturalNews Editor

As we consider the digital camera revolution that has taken place over the last decade, most people think about it in terms of enhanced benefits for consumers. We can take a lot more pictures at much lower cost with digital cameras versus film cameras. We can also more easily manipulate and share those photos since they're all in the digital realm.

But one thing many people don't think about actually deserves mention as potentially the most profound effect of the digital camera revolution: how digital cameras greatly reduce the destructive impact on the environment compared to film cameras.
At first, you might think, "How can that be? My film camera didn't harm the environment!" Even though it wasn't your camera that harmed the environment, your film processing did indeed harm it. Any time you take your pictures to a photo processing center, that film is run through batches of chemicals. These chemicals are environmental hazards, and once they are used to process film, those chemicals must be discarded. These chemicals include both developer solutions and fixer solutions.
All film photo processing centers use these chemicals. The question is, what do they do with these chemicals after they use them? According to environmental protection standards, they have to dispose of these chemicals in an environmentally sound way. That can mean trapping them in absorbent materials designed to render the chemicals inert and then disposing of those materials in a landfill. But more often than not, because of the increased expense involved in such endeavors, many film processing companies just pour the chemicals down the drain.
Don't believe me? Just ask anyone who has worked in a film processing company. While certainly the bigger and better known companies probably adhere to the environmental laws, many of the smaller, locally-owned companies don't. As an experiment, one day I went to a local film processing company and asked what they did with their chemicals after they were done using them. The answer? "We pour them down the drain!" And that means these chemicals enter the water supply and go downstream.
Quiz time: what do you get when you have 1,000 film developing companies and industrial chemical producers all breaking the rules and dumping chemicals into the river? You get the lower Mississippi river, which is of course a horrifying stream of man-made pollution that no one would want to swim in or drink... but yet provides the water for many of the cities downstream along the river (not to mention that the whole mess empties into the Gulf of Mexico, which is probably why the fish in the Gulf are too loaded with heavy metals to even consider eating...)
Another interesting angle on all of this is what happens in international waters, because cruise ships don't have to adhere to U.S. environmental protection standards. We already know that cruise ships dump raw sewage into the open ocean on a regular basis, but that's not even the worst part of it. They also dump film developing chemicals into the open ocean. This is done routinely: it's part of the regular process on world famous cruise lines. They develop your film for all the pictures you took on Aruba or the Cayman Islands or the Virgin Islands and then they pump the polluting chemicals to the ocean water. And we wonder why our oceans are dying and our coral reefs are dying at a rate faster than rainforest clear-cutting...
Back to digital cameras: it is pure coincidence, I think, that the upsurge in digital camera use is having a positive environmental impact. With digital photography, we no longer need to use all of those chemical solutions for developing photographs.
This is just one of many positive impacts of the digital camera revolution. But skeptical consumers might say "What about the environmental impact of all of the ink used in inkjet printers that people are printing their photos with?" And that's a reasonable question. The first part of that answer is that most of the photos taken with digital cameras stay in the digital domain (people don't print out all those photos).
As far as the inkjet ink chemistry goes, I'm willing to take an educated guess that there are solvents in those inks and those solvents should not be touched in their liquid form because they will absorbed through the skin and are probably carcinogenic. But once they dry, they're fairly safe to handle.
Regardless of the inkjet ink chemicals, the net effect of digital photography is undoubtedly positive from an environmental standpoint. Of course, most consumers don't even think about this. For most consumers, the digital camera argument is not about saving the planet, it's about getting the latest cool technology, or taking photos without the expense of physical film development. But whether or not the public really gives a hoot about the environment is beside the point in this particular case - people are buying digital cameras in record numbers, the digital camera market continues to grow and film cameras are finally becoming obsolete. In my view, it couldn't be a moment too soon because a world without film cameras is, of course, a healthier world with fewer chemical contaminants.
One final thought: I do realize there's a potential negative impact to the environment related to the use of batteries in digital cameras. But most such batteries are rechargeable, so we're not talking about consumers chucking alkaline batteries into the landfill every week.
There's also the question of the environmental impact of manufacturing digital cameras. I'm sure that's not inconsequential, but it's probably similar to the impact of manufacturing film cameras anyway. And even high-end estimates of this manufacturing impact are relatively tame compared to the repeated destruction to the environment caused by film developer chemicals.
That's why I say the digital camera revolution is a net positive for the environment.