- O potencial agropecuário português continua largamente por explorar, apesar de estar mapeado e quantificado. “O Concelho de Torres Vedras figura no Top 10 dos concelhos com maior produção de efluentes agropecuários”, exemplificou António Farracho.
- A aceitação social dos projetos depende da forma como são apresentados às comunidades. “Quando se chega a um território e se apresenta um projeto há sempre um fator de rejeição natural”, afirmou Nuno Pinto.
- Para Óscar Delfim, a produção nacional de biometano pode reduzir a exposição do país às flutuações internacionais do preço do gás. “Não estaremos sujeitos às acelerações de preços que têm sido fruto dos conflitos”.
- A indústria cerâmica enfrenta um risco real de perda de competitividade se não houver acesso a gás renovável a preços viáveis. “O problema que temos é um fator de competitividade”, alertou Paulo Pires.
- “A classificação dos resíduos como subprodutos é um passo essensial para desbloquear matéria‑prima para o biometano”, sublinhou Miguel Faria.
- A evolução do sistema energético não pode assentar em ilusões de substituição instantânea: exige convivência prolongada entre múltiplas fontes e uma gestão realista das limitações técnicas. “Neste processo de transição energética, temos de dar tudo para conseguir libertar‑nos deste uso que ainda fazemos do petróleo e do gás natural”, disse Nuno Ribeiro da Silva.
- “A regulação acompanha, mas não inventa políticas”, garantiu Mário Paulo. O regulador sublinha que o país precisa de soluções compatíveis com a sua estrutura industrial e que a transição não pode ignorar a história e o ritmo dos sistemas energéticos.
- Gabriel Sousa alertou que o biometano só avança se unir sectores que nunca trabalharam juntos. “Juntar energia, agricultura, resíduos, economia e indústria não é fácil, mas parece‑me absolutamente indispensável”.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Todos gostamos do ambiente, mas o ambiente sai muito caro
sábado, 5 de julho de 2025
Borboletas e insetos num prato – arte de Johann Zacharias Quast
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Cântaros para água sempre fresca
segunda-feira, 24 de junho de 2024
S. João- Figurado de Estremoz
terça-feira, 19 de março de 2024
Nuno Júdice - Fragmentos
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
Mata da Bufarda enriquece candidatura de Conímbriga a Património Mundial
sexta-feira, 11 de agosto de 2023
O Manicómio é insanidade e liberdade
terça-feira, 2 de agosto de 2022
"Amor, não conheço nada mais violento do que esperar por ti, à noite...". - Joaquim Pessoa
My memory stirred
When time wreathed a rose
A garland of shame
Its thorn my only delight
War torn, afraid to speak
We dare to breathe
Majestic
Imperial
A bridge of sighs
Solitude sails
In a wave of forgiveness
On angels' wings
Don't turn your back
Don't walk away
How in the world
Can I wish for this?
Never to be torn apart
Close to you
'Til the last beat
Of my heart
The sunset cloaks
These words in shadowplay
Here and now, long and loud
My heart cries out
And the naked bone of an echo says
Don't walk away
I'm just a step away
How in the world
Can I wish for this?
Never to be torn apart
Close to you
'Til the last beat
Of my heart
Can I wish for this?
Never to be torn apart
'Til the last beat
'Til the last fleeting beat
Of my heart
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Porcelanas
Por Professor Galopim de Carvalho
(Um simples apontamento)
Foi Marco Polo (c. 1254-1324) que a deu a conhecer na Europa, através do material que trouxe de lá, por ocasião da sua viagem ao Oriente. Mas foram os navegadores portugueses do século XVI que, no seu retorno, introduziram a porcelana nos mercados europeus, e foi o eborense Gaspar da Cruz (1520 –1570), um frade da Ordem dos Pregadores que, no seu “Tratado das cousas da China”, descreveu os processos pelos quais se obtinha ali esse tipo de cerâmica.
Quando as primeiras porcelanas chegaram à Europa, foram os italianos que, pela brancura e pelo brilho desta cerâmica, iguais aos da parte da concha envolvente da abertura do búzio "porcellana" (nome vulgar de um gastrópode do género "Cypraea"), lhe deram esse mesmo nome. Abertura que então lhes lembrou a vulva da porca, "porcella" em italiano.
A partir da sua chegada a Portugal e conhecido o modo de fabrico, foram descobertas e seleccionadas importantes jazidas de caulino e aperfeiçoadas as técnicas de produção. Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Alemanha progrediram no fabrico de porcelana, chegando, no século XVIII, a atingir o nível de qualidade então reconhecido na China, permitindo uma hábil imitação dos modelos antigos.
Atualmente, a matéria-prima destinada a esta indústria é constituída por caulino, feldspato, quartzo (via de regra, uma areia) e uma pequena porção de argila gorda. Na respectiva pasta cerâmica, o feldspato actua como fundente de alta temperatura, o quartzo forma o esqueleto do produto final e a argila gorda (uma esmectite) confere a plasticidade necessária à citada pasta.
Um parêntese para lembrar que caulino, cujo nome provém de Kao Ling, uma localidade na província de Jiangxi, na China, é uma argila muito branca, praticamente destituída de óxido e hidróxido de ferro, pelo que permanece branca após cozedura. Os ingleses chamam-lhe “China clay”, numa alusão nítida à importância desta matéria-prima no país do Sol Nascente.
As peças de porcelana distinguem-se das dos demais produtos cerâmicos pela sua dureza, brancura, brilho vítreo, impermeabilidade, elevada resistência mecânica e translucidez, características que lhe advêm do facto de serem cozidas e vitrificadas a temperaturas na ordem dos 1300 a 1500 ºC, em ambiente redutor. Por ser um material isento de porosidade, com características semelhantes às do vidro, torna-se bastante higiénico e ideal como loiça de serviço à mesa.
A primeira produção de porcelana na Europa, mais precisamente em Meissen (Mísnia, em português), cidade da Saxónia, teve lugar num tempo em que a alquimia começava a dar lugar à química. Deve-se ao trabalho do químico alemão Johann Friedrich Böttge (1682-1719) que, para tal, utilizou caulino puro. Em 1710 surgiu nesta cidade o embrião da Staatliche Porzellan-Manufaktur, uma das fábricas de porcelana mais prestigiadas. Apesar das tentativas de manter em segredo a respectiva tecnologia, ela acabou por se estender a outras congéneres alemãs e, depois, a toda a Europa, onde ficou conhecida por “porcelana alemã” ou “porcelana de Saxe”.
O fabrico da porcelana em França, em começos do século XVIII, teve início em Sèvres, nos arredores de Paris, em 1756, ganhando nome como “Real Fábrica de Porcelana”, após a tomada de posse por Luís XVI, em 1760, que procedeu à melhoria dos equipamentos. Igualando a qualidade da porcelana alemã, e sob a direcção do químico e mineralogista francês, Alexandre Brongniart (1770-1847), Sèvres tornou-se o maior centro distribuidor deste produto na Europa. Interrompida aquando da Revolução Francesa, ressurgiu como empresa nacional, ao tempo de Napoleão. A “Manufacture National de Sèvres” e o “Musée National de la Céramique” estão, desde 2010, reunidos num único estabelecimento público.
História da Cerâmica em Portugal
FAIANÇAS
(Um simples apontamento)
sexta-feira, 7 de junho de 2019
E se com 300 mil pontas de cigarro fizermos uma parede?
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| Notícia aqui |
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Manufatura Imperial de Porcelana, São Petersburgo (Rússia, 1755 a 1760)
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| Sequência de Fibonacci |
sábado, 18 de agosto de 2018
Poema da Semana - As aves, por Gonçalves Dias
sábado, 6 de maio de 2017
Dia Nacional do Azulejo
quinta-feira, 16 de março de 2017
Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura
| Fonte: Eco Casa Portuguesa |
John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
John Seymour – La Vida En El Campo
Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura
Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
David Holmgren – La escencia de la permacultura
David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil
Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas
BIOCONSTRUÇÃO
Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
Gernot Minke – Techos Verdes
Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
Johnny Salazar – Construyendo Con COB
Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
sábado, 19 de novembro de 2016
Arte de rua - Arte e natureza de mãos dadas
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Progressos tecnológicos na compostagem doméstica: Biovaso
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| Biovessel |
- Tudo sobre compostagem num Dossie Bioterra específico
- Minhocário ou Vermicompostagem
- Como fazer compostagem numa varanda
sábado, 13 de agosto de 2016
A Oração da Árvore, por Veiga Simões

Oração da Árvore, um maravilhoso poema de Veiga Simões que a Câmara Municipal de Loulé quis com bom gosto colocar em azulejos no Parque de Merendas de Benafim que construiu sob a copa maravilhosa de uma azinheira monumental daquela cidade.
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| A azinheira monumental de Benafim, onde se encontra a Oração da Árvore em azulejaria. [Fonte: As Plantas] |
terça-feira, 26 de julho de 2016
Italianos criam telha que já vem com placas solares
terça-feira, 17 de maio de 2016
Homenagem à minha mulher Teresa Freitas
A Teresa tinha uma paixão enorme em amar, uma dedicação e carinho e uma força de vontade em ser esposa e mãe, unindo a nossa família.
O nosso filho foi muito desejado e amado pela mãe. Ele continuará a sua caminhada com as lembranças e os valores humanos e artísticos que a mãe lhe transmitiu, bem como a paixão pelos animais.
A Teresa era de excepcional sensibilidade artística e naturalista, amiga de jardinar, plantar árvores e principalmente olaria e escultura cerâmica. Foi uma professora combativa, de grande capacidade de trabalho e muita curiosidade por todas as terras que andou. Fez amigos pelas escolas por onde lecionou.
-Pablo Neruda
Homenagem também publicada na Revista O Instalador, Junho de 2016, nº 242
Mais textos sobre a Teresa e cerâmica
Arte Cerâmica e Educação Ambiental
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