- Condicionamento de acesso e sanções: nenhuma criança deve ser admitida em creches, escolas (públicas ou privadas), ATL ou colónias de férias sem o boletim de vacinação em dia. Caso seja detetada a ausência de vacinas, deve aplicar-se um prazo limite de três meses para regularização, sob pena de cancelamento da matrícula. Paralelamente, ao tornar o ensino presencial obrigatório e banir o ensino doméstico, os pais incumpridores devem ficar sujeitos a multas administrativas pesadas (a exemplo dos 2.500 euros aplicados na Alemanha).
- Abrangência a adultos e profissionais de risco: a obrigatoriedade vacinal deve estender-se a quem lida diretamente com populações vulneráveis - pessoal médico, trabalhadores de hospitais e lares, professores e funcionários de creches ou centros de acolhimento. A ausência de imunização deve proibir a contratação ou motivar a suspensão de funções.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Programa Nacional de Vacinação: as assimetrias regionais e o refúgio das redes antivacinas em Portugal
Existe uma relação direta entre ecossistemas da machosfera e o movimento antivacina
Existe uma relação direta e documentada entre os ecossistemas da machosfera e o movimento antivacinas, uma convergência que é ilustrada na perfeição pelo conteúdo da imagem associado a Andrew Tate. Esta ligação assenta sobretudo na partilha de uma visão do mundo profundamente cética em relação às instituições estabelecidas e numa narrativa de resistência individual.
O principal ponto de contacto entre estas duas subculturas é a rejeição do que apelidam de "sistema" ou a Matrix. Tanto os grupos da machosfera como os ativistas antivacinas partilham a premissa de que os governos, os meios de comunicação social e a comunidade científica manipulam a população para manter o controlo. A metáfora da red pill - a ideia de tomar a pílula vermelha para "despertar" para a verdade oculta - é amplamente utilizada em ambos os universos, criando um terreno fértil para que teorias da conspiração sobre a saúde pública encontrem adesão junto de audiências que já desconfiam das narrativas oficiais.
Além disso, a cultura do fitness, da masculinidade dita "Alfa" e do biohacking, muito presente na machosfera, promove uma obsessão pela pureza biológica e pela autonomia física. Neste contexto, as vacinas são frequentemente retratadas como intervenções externas desnecessárias ou até prejudiciais à virilidade, à fertilidade e aos níveis naturais de testosterona. O cumprimento de orientações sanitárias ou a aceitação de vacinas é por vezes associado a traços de passividade, fraqueza ou submissão, enquanto a recusa é vendida como um ato de força, independência e rebeldia masculina.
Por fim, os próprios algoritmos das plataformas digitais facilitam esta sobreposição. Um utilizador que consome conteúdos sobre masculinidade tradicional ou conselhos de sedução é frequentemente direcionado para círculos de desinformação médica, teorias conspiratórias e políticas de extrema-direita.
Figuras influentes deste meio aproveitam estes tópicos fraturantes para gerar controvérsia, aumentar o envolvimento nas redes sociais e reforçar a sua imagem de líderes destemidos que desafiam o consenso geral.
- Gartrell, A., Bliuc, A. M., & McGarty, C. (2022). Taking the red pill: Conspiratorial thinking, online misogyny, and the alt-right pipeline. New Media & Society, 24(8), 1823–1842.
- Ging, D. (2019). Alphas, betas, and incels: Theorizing the masculinization of the manosphere. Men and Masculinities, 22(4), 638–657.
- Kelly, B., DiMaggio, C., & Ringer, S. (2021). Men's rights activism, health disinformation, and public health response during global crises. American Journal of Public Health, 111(9), 1645–1653.
- Leidig, E. (2023). The women of the far right: Social media influencers and online radicalization. Columbia University Press.
- Marwick, A., & Lewis, R. (2017). Media manipulation and disinformation online. Data & Society Research Institute.
- Ribeiro, M. H., Ottoni, R., West, R., Almeida, V. A. F., & Meira, W. (2020). Auditing radicalization pathways on YouTube. Em Proceedings of the 2020 Conference on Fairness, Accountability, and Transparency (FAT '20)* (pp. 131–141). Association for Computing Machinery.
- Tuters, M., & Willaert, T. (2022). Deepening the rabbit hole: Conspiratorial tropes, platform mechanics, and the red pill metaphor. Information, Communication & Society, 25(11), 1589–1606.
- Ward, C., & Voas, D. (2011). The emergence of conspirituality. Journal of Contemporary Religion, 26(1), 103–121.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Pode HAARP provocar terramotos? Verdade por trás do boato que surge após cada desastre natural
sábado, 23 de maio de 2026
Death Valley Fight Club - Told You So
sábado, 25 de abril de 2026
25 Abril: Rui Tavares acusa André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Artigo da Nature mostra como o feed algorítmico da rede X direciona a visão das pessoas para a direita e extrema-direita
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
Chega: sexo, mentiras e Deus
“Aqui a gente destrói os caras”, explica Silas Malafaia, mostrando o seu telemóvel. É um pastor evangélico, celebridade nas redes e na televisão brasileira. Ele é a personagem principal de Apocalipse nos Trópicos (Netflix, 2024), o mais recente documentário da brasileira Petra Costa.
Ventura deixou nas redes o convite: “O Chega é a religião dos portugueses comuns”; “Nós somos como aquelas seitas religiosas: fortíssimos”; “Sou muito religioso e acredito que o que me aconteceu a mim e ao Chega na História de Portugal, desde o meu percurso de comentador até ao Parlamento, é um milagre”; “Quero todas as igrejas cristãs com o Chega. Todas. Sem medo nem preconceito”; “Deus no Comando!”
quinta-feira, 1 de maio de 2025
What are climate misinformation and disinformation and how can we tackle them?

- Climate delay: Climate delay strategies acknowledge the existence of climate change but aim to obstruct or hinder action. They dispute the feasibility, necessity or fairness of climate policies by claiming measures are too costly or emphasizing uncertainties and unintended consequences. For example, messaging from the fossil fuel industry aims to create panic about potential job losses and economic harm from transitioning to renewable energy sources. Because climate delay messages often seem more reasonable than outright denial, they are particularly effective at shaping public opinion.
- Greenwashing: Greenwashing is a form of climate misinformation in which companies or institutions exaggerate or falsely claim environmental benefits to maintain their market position without making real changes. This is usually done by using imagery and language associated with sustainability such as lush forests, wind turbines or eco-friendly branding. Such tactics delay stronger policies and regulations by creating an illusion of progress.
- Climate conspiracy narratives: Conspiracy theories about climate change attempt to delegitimize climate science, policies and activists by suggesting they are part of a hidden agenda. These narratives try to advance false claims such as climate change being a hoax designed to increase government control or renewable energy policies being part of a larger effort to manipulate economies or suppress individual freedoms.
- Protecting fossil fuel interests and maintaining a business-as-usual scenario: Many actors, particularly within the fossil fuel industry and related sectors, have a vested interest in delaying climate action. By spreading doubt about climate science or the effectiveness of renewable energy solutions, they seek to extend the viability of fossil fuels and maintain economic gains.
- Gaining revenue, influence or support by exploiting the attention economy: The digital landscape rewards content that sparks strong emotional reactions like outrage or controversy. Questioning mainstream science or promoting conspiracy theories can generate more engagement on social media, translating into ad revenue, online influence or political support.

- Verify the source: Evaluate the credibility of the source. Is the claim from a peer-reviewed study, a reputable news outlet or a blog with no scientific backing? For scientific data, academic databases and peer-reviewed sources can be used to verify its authenticity.
- Verify the information: Check if the information is available from multiple sources and use fact-checkers to verify claims.
- Consult experts: Try to connect with scientists and subject matter experts that can corroborate the information. The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is widely recognized as the most credible source of information related to the science of climate change.
- Communicate the truth: To counter climate misinformation and disinformation, evidence-based messages using simple language and relatable examples work best. Engage trusted voices and support claims with credible sources, encouraging respectful dialogue. Repetition of accurate information helps build long-term public understanding and resilience.
terça-feira, 28 de maio de 2024
Tellement vrai
quinta-feira, 16 de maio de 2024
Livro da semana - Os Engenheiros do Caos
sexta-feira, 10 de maio de 2024
George Orwell sobre Jornalismo
quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
Long Lines Building - O mistério escondido num arranha-céu sem janelas de Nova York
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
Marty, o norte-americano que faz a diferença
segunda-feira, 17 de julho de 2023
Sobe para 403 número de vítimas do massacre de Shakahola no Quénia
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Remédios contra o avanço da extrema-direita na Europa
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| Manifestantes de extrema-direita em Bruxelas, Bélgica, em Março de 2016 |
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